- há 4 meses
- #jovempan
- #ospingosnosis
A PEC, apelidada de "PEC da Blindagem", gerou um debate acalorado no programa Os Pingos nos Is desta sexta (19). A bancada discutiu os perigos da proteção a parlamentares por meio de imunidade, enquanto o crime organizado ganha força e a transparência do gasto público é ameaçada. A discussão revelou o sentimento de que a legislação, que deveria garantir a liberdade de expressão, está sendo usada para proteger a impunidade.
Assista na íntegra:
https://youtube.com/live/u66nySgeFU0?feature=share
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#OsPingosnosIs
Assista na íntegra:
https://youtube.com/live/u66nySgeFU0?feature=share
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#OsPingosnosIs
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Essa relatoria, na verdade, inicialmente essa redação, é a ideia para reduzir essa condenação.
00:08Inicialmente para os envolvidos nos atos do 8 de janeiro, aqueles que já foram condenados.
00:14E são duas situações.
00:16O que seria uma anistia geral para os crimes que se torna um dano, um qualificado,
00:23para aquele que teve a invasão, de fato, dentro de um órgão ali dentro do Supremo Tribunal Federal
00:31ou dentro do Congresso Nacional.
00:34Já de um outro lado vem também a situação do corte automático entre um terço e dois terços
00:41dessa condenação sobre organização criminosa.
00:46A oposição está articulando uma sugestão de redução,
00:49que deverá ser levada, então, ao relator, que é justamente a discussão com eixos diferentes,
00:56esses que eu estou citando justamente aqui.
00:58Quero ouvir do Roberto Mota se isso acaba refrescando alguma coisa.
01:03Inclusive, só para ajudar na nossa análise aqui, eu ouvia da oposição que o relator
01:09que assumisse essa anistia e não fosse uma anistia geral e sim uma redução da condenação
01:15seria visto até como um suicídio, já que ele vai receber essa matéria
01:20e não vai atender às expectativas.
01:23Essa também é a sua visão, Roberto Mota?
01:26Essa é uma questão interessante, Bruno.
01:28Eu tenho uma visão particular a respeito desse assunto.
01:32Primeiro, eu vou expressar aqui uma discordância num ponto levantado pelo meu colega Dávila,
01:38porque eu não acho que qualquer projeto que vier que representar qualquer tipo de benefício
01:48para os réus de 8 de janeiro tem que ser aceito ou então vai ficar mal para os congressistas.
01:56Eu não concordo com isso.
01:57Imagina que venha um projeto aí de 12 metria que vai tirar, eu vou ser bem absurdo aqui
02:05para demonstrar o meu ponto, que tire um mês das sentenças de todo mundo.
02:09Bom, é melhor retirar um mês do que não fazer nada, né?
02:13Mas isso significa que os congressistas têm que aceitar uma redução de um mês na sentença?
02:18Não, lógico que não.
02:19Em relação a essa questão de redução de pena, eu quero perguntar qual é a justificativa
02:27para a redução da pena?
02:30Perguntando de outro modo, por que redução de pena é aceitável, mas anistia não é aceitável?
02:39Então, deixa eu dizer uma coisa para vocês, enquanto os nossos espectadores estão pensando
02:43na resposta.
02:44Redução de pena é o que acontece todos os dias no Brasil com criminosos violentos.
02:51É a dosimetria da pena.
02:53Os promotores que eu conheço já me disseram que no Brasil existe uma coisa chamada
02:58fetiche da pena mínima.
03:01Eu conversei no meu programa Conexão Mota com um promotor que falou muito sobre isso.
03:07O que significa o fetiche da pena mínima?
03:10Significa que, na maioria dos casos, os juízes condenam os criminosos à menor pena possível
03:18permitida pela lei, mesmo em casos graves, o que contraria o princípio da individualização
03:27da pena e ignora as particularidades de cada caso.
03:31Essa, meus amigos, é a dosimetria aplicada a sequestradores, traficantes, homicídios, estupradores,
03:41pena mínima.
03:43Mas no caso de 8 de janeiro, a gente tem, por exemplo, uma moça, mãe de dois filhos,
03:48condenada a 14 anos de prisão por escrever com batom em uma estátua.
03:55No meu ponto de vista, claramente, a questão aqui não é redução de pena.
04:01A questão é restauração da justiça.
04:06Luiz Felipe Dávila.
04:07Então, vou com as suas reflexões agora sobre esta situação colocada por Roberto Mota
04:13quando se faz uma comparação com os criminosos de alto risco, regime fechado, numa penitenciária
04:21de segurança máxima por conta de ações criminosas, organização criminosa de fato.
04:28Existe um cenário, um ambiente para comparar os réus do 8 de janeiro com esses criminosos,
04:35colocando uma redução de condenação, redução de pena e não uma anistia geral, Luiz Felipe Dávila?
04:43Na verdade, Bruno, a anistia é, sim, um instrumento político para consertar a injustiça que foi cometida.
04:54Como eu disse aqui, vale a pena enumerar novamente, né?
04:57Quais foram as injustiças cometidas com essas centenas de pessoas julgadas por ter participado da manifestação de 8 de janeiro?
05:08O primeiro, não deveriam ser julgadas no STF, nenhuma tinha foro privilegiado, nenhuma tinha mandato, portanto, deviam estar na justiça comum.
05:18Depois, não houve a individualização de pena.
05:22Terceiro, não houve o direito à ampla defesa.
05:25Eu duvido que os juízes do Supremo escutaram ou assistiram aos vídeos de todos os advogados defendendo as pessoas.
05:37Provavelmente não assistiram nenhum dos vídeos gravados pelos advogados de defesa.
05:41Então, são aberrações.
05:46E essas pessoas foram condenadas a 15, 17 e mais tempo de cadeia.
05:52Um absurdo, total, por manifestação.
05:56Então, o que acontece?
05:57Lógico, algumas pessoas adentraram prédios públicos, depredaram prédios públicos e deveriam ter sido punidas.
06:06Mas quem não fez o trabalho ideal foi a Procuradoria-Geral da República, que devia separar aqueles que depredaram prédios públicos daqueles que participaram das manifestações.
06:18Então, como não houve esse cuidado no processo, hoje nós precisávamos de uma anistia para justamente soltar todas essas pessoas que foram indevidamente condenadas,
06:31porque as regras da Constituição, do Código Penal, não foram respeitadas.
06:39Então, são pessoas que foram presas injustamente.
06:42Daí a importância da anistia, que é uma ferramenta política garantida na Constituição, no seu artigo 48, está lá.
06:51Então, assim, isto deveria ser a solução ideal.
06:56Mas, meu Pinheiro, você que cobre política há tanto tempo sabe muito bem que não existe a situação ideal.
07:01A situação ideal é que, anteontem, o Congresso votou o senso de urgência, escolheu um relator que não vai aprovar a anistia e vai aprovar a tal de redução de pena como a política do possível.
07:16A política é um projeto que seria aceito tanto pelo Legislativo, como pelo Governo e como pelo Poder Judiciário.
07:24Enfim, isto é o que está acontecendo.
07:27É o melhor instrumento? Não, não é.
07:29Mas é um instrumento da política do possível.
07:32E, em termos de política do possível, o Centrão é mestre nesse jogo.
07:37Vamos ouvir também as reflexões aqui do Cristiano Beraldo,
07:42porque vai na linha essa do Luiz Felipe Dávila sobre essas pessoas não serem julgadas no Supremo Tribunal Federal.
07:50Se nós olharmos no retrovisor, não muito longe assim, o ministro Luiz Fux, no seu voto, ele abre o seu voto dizendo que essas pessoas não deveriam serem julgadas lá no Supremo Tribunal Federal.
08:04Esse voto do ministro Luiz Fux há de ser levado em conta também nessa relatoria, nessa estrutura, nessa composição de uma anistia que está sendo discutida no Congresso Nacional?
08:18Ou esse voto, ele já ficou isolado e não vai servir para ser justificado nessa discussão de uma anistia geral?
08:28Bruno, se nós observarmos o resultado da metamorfose que houve no Supremo Tribunal Federal,
08:36a gente vai perceber que hoje Luiz Fux, ele foi publicamente isolado.
08:44Nós chegamos num ponto na história do Supremo em que um ministro dá declarações públicas
08:54tecendo críticas ao voto de outro ministro, como se esse fosse o espírito da corte.
09:02Lá estão 11 que, em tese, seriam os 11 melhores, maiores, mais qualificados em termos de conhecimento do direito brasileiro.
09:15Pessoas que têm um notável saber jurídico, uma reputação ilibada e grandeza o suficiente para compreender
09:25que os seus 10 colegas são tão qualificados ou mais do que ele próprio.
09:33Aliás, aqueles que mais sabem, mais conhecimento têm, observam os outros sempre com a intenção de aprender,
09:42sem arrogância daqueles que, muitas vezes, não tendo a mesma dimensão de conhecimento,
09:49querem pretender serem mais do que efetivamente são.
09:53Pois bem, esse é o momento que vivemos hoje.
09:56Essa crítica que foi feita pública em relação ao ministro Luiz Fux demonstra que seu mestre mandou,
10:04seu mestre mandou isolar Luiz Fux, porque quem manda ali não é Luiz Fux, quem manda ali é ele.
10:12Então, eu não acredito que qualquer coisa que passe na consideração dos elementos e dos argumentos
10:22trazidos no voto de Luiz Fux, se incorporados a esse projeto, vai ter a resistência igual do Supremo Tribunal Federal.
10:31Então é contraproducente.
10:33Hoje, o Brasil acordou de mãos atadas e um esparadrapo na boca.
10:40Ninguém fala mais nada. Eles, agora, a trinca está ali, que a gente viu ontem naquele vídeo.
10:46Aquela trinca vai resolver e vai combinar com os atores que precisam dizer amém.
10:52E o perfil contorno está dado.
10:56Então, Bruno, eu vejo de forma muito clara e objetiva que vai ser um cala-boca
11:05que vai beneficiar essas pessoas que estão presas injustamente.
11:11Mas, de resto, o que importa, no meu entendimento, é simplesmente passar a PEC da blindagem,
11:20porque PEC da blindagem não trata de proteger o Congresso Nacional, não.
11:25O problema do Congresso Nacional hoje não é falta de legislação que lhe garanta autonomia.
11:34O problema do Congresso Nacional é coragem para fazer aquilo que a Constituição já lhes garante.
11:42Não precisa de PEC da blindagem para impedir abusos do Supremo Tribunal Federal
11:49ou tomar medidas que corrijam abusos do Supremo Tribunal Federal.
11:53Então, não caiam nessa conversa, não, porque eu estou vendo muita gente se manifestar nesse sentido
11:59para poder justificar o apoio que essa PEC recebeu de deputados do PL
12:06que estão lá, muitos com a defesa da moralidade, da transparência, da dignidade no exercício da função pública,
12:15mas embarcaram numa canoa furada de defender uma PEC que não tem absolutamente nada a ver com o problema que o Brasil vive.
12:26E tudo a ver com uma proteção que aqueles que não estão em linha com o probo exercício da função pública
12:36e que não querem ser alcançados pela lei.
12:39Vamos ouvir o Roberto Mota com essa linha que o Cristiano Beraldo levantou agora, Mota,
12:46sobre essa blindagem dos parlamentares, porque essa ressaca, ela está sendo muito maior
12:53do que a repercussão da votação em si, do início da votação.
12:57No outro dia, no Congresso, aí um pouco da minha experiência no Congresso no dia a dia,
13:02quando se vota alguma coisa, no outro dia você encontra muita gente para conversar sobre o assunto.
13:08Estranhamente, curiosamente, no outro dia, muita gente se isolou, porque a ressaca nas redes sociais foi muito forte.
13:16Teve uma cobrança.
13:17Roberto Mota, faltou uma comunicação na forma dessa votação?
13:22É uma espécie de blindagem ou, de fato, era algo necessário contra ordens judiciais
13:28que vem ali por parte do Supremo Tribunal Federal, alcançando alguns parlamentares no Congresso?
13:34Porque o que se vê nas redes sociais e audiência comentando é que tem uma espécie de blindagem,
13:40algo diferente do mundo lá fora, do mundo normal, e que isso acaba sendo direcionado somente
13:46aos parlamentares do Congresso Nacional.
13:49Bruno, eu vejo uma grande confusão, inclusive entre parlamentares, inclusive entre analistas.
13:59Eu estou vendo algumas pessoas analisando essa PEC da blindagem como se ela tivesse acontecido na Suíça,
14:07como se ela tivesse acontecido na Dinamarca.
14:10Essa PEC da blindagem aconteceu aqui no Brasil.
14:15Vamos lembrar as coisas que têm acontecido aqui no Brasil.
14:18Vamos lembrar a quantidade de parlamentares que já perderam o mandato nos últimos anos.
14:25O Tandallagnol é um que o Beraldo sempre lembra que perdeu o mandato,
14:30mas sim, me pede para explicar como ele perdeu o mandato, eu não consigo explicar.
14:36Isso me lembra aquele filme Minority Report, onde a polícia tinha capacidade de ver o futuro
14:43e ver os crimes que você iria cometer no futuro e já te prendia.
14:48Então, é nesse contexto que aconteceu a PEC da blindagem, o contexto do Brasil de 2025.
14:54Eu acho até esse nome inadequado.
14:58Por que PEC da blindagem?
15:01Diziam que essa PEC ia acabar com o foro privilegiado, não era isso?
15:07O que diziam?
15:08Muita gente entusiasmada, vamos acabar com o foro privilegiado.
15:11Mas essa PEC ampliou o foro privilegiado.
15:15Ela ampliou para os presidentes de partidos.
15:18Que loucura é essa? Onde é que está a blindagem aí?
15:22Há várias maneiras da gente avaliar essa PEC.
15:25Uma das maneiras é você olhar quem está contra ela.
15:30Eu vi algumas pessoas e algumas entidades que estão contra esta PEC
15:36que eu fico do outro lado, seja qual for a opinião dessas pessoas.
15:40Se elas são contra, eu sou a favor.
15:42Essa minha regra nunca falha.
15:44Agora, se a gente for examinar, o que essa PEC traz?
15:47Ela reafirma a imunidade parlamentar para opiniões, palavras e atos.
15:53É uma mudança positiva.
15:54Ela determina que a Corte Suprema só pode abrir a ação penal contra a parlamentar
16:01com autorização da Câmara e do Senado.
16:04Considerando-se o Brasil em que a gente está vivendo,
16:07eu acho isso uma mudança positiva.
16:10Ela restringe a prisão em flagrante a crimes inafiançáveis
16:15previstos na Constituição e cria novas hipóteses
16:18de recurso às Cortes Superiores.
16:21Mais uma vez, considerando-se o Brasil em que a gente vive,
16:25essas mudanças são positivas.
16:27É lógico que cabe a crítica.
16:30Para os parlamentares mal intencionados,
16:33para aquelas pessoas que se elegem com o fim de cometer crimes,
16:39essa PEC vai oferecer alguma proteção, claro.
16:42Mas esse é o mesmo argumento do Estado de Direito.
16:45Quando você cria as regras do Estado de Direito,
16:48você protege os inocentes,
16:51mas inevitavelmente você estende a proteção também a alguns bandidos.
16:56Não importa.
16:57Esse é o preço para se pagar.
16:59Você assume que todo mundo é inocente,
17:02até prova em contrário.
17:04Mas esse cara aqui, eu sei que ele é bandido, Mota.
17:07Ele é conhecido aqui, já cometeu vários crimes.
17:09Não importa.
17:10Para o Estado de Direito, ele é inocente,
17:13até que se prove o contrário.
17:14Então, eu acho o balanço geral dessa PEC positivo.
17:18Agora, eu divido com os meus colegas o sentimento.
17:22Muito ruim é muito triste
17:24que uma PEC dessa seja necessária.
17:28Ainda repercute hoje
17:30alguns indicando que seria uma oportunidade
17:34para um acesso do crime organizado.
17:37E eu quero ouvir o Luiz Felipe Dávila sobre isso,
17:40porque a gente vê muitas operações da Polícia Federal
17:45aqui em São Paulo recentemente,
17:47na região tanto da ala econômica,
17:51o crime organizado acessando, entrando,
17:54e com isso seria uma oportunidade de blindagem
17:57para cometerem ações criminosas
17:59e se esconderem dentro do Congresso Nacional.
18:03Esse tipo de pensamento é muito radical
18:05ou é uma chance real se essa PEC for aprovada no Senado
18:11conforme ela foi aceita na Câmara, hein?
18:13Felipe Dávila.
18:16Essa PEC é uma vergonha,
18:18uma vergonha que tem que ser derrubada rapidamente, Bruno.
18:22Vamos à história da Constituição brasileira
18:25para responder a sua pergunta primeiro.
18:27Quando a Constituição de 1988 foi aprovada,
18:31existia, sim,
18:33era preciso autorização da Câmara,
18:35do Congresso Nacional para poder processar parlamentares.
18:39Por que isso existiu?
18:41E com toda razão.
18:42Para preservar a liberdade de opinião,
18:47para preservar a atividade parlamentar
18:51de um país que havia saído de uma ditadura
18:54que, na verdade, punia os deputados,
18:58os senadores que eram críticos ao governo.
19:01Era para proteger a liberdade de expressão,
19:05de opinião e o exercício do mandato.
19:07Este foi o intuito deste dispositivo
19:11na Constituição em 1988.
19:14Em 2001, isso caiu,
19:17como você sabe muito bem.
19:18Caiu e aí o Supremo começou a ter acesso
19:22a poder processar esses parlamentares.
19:26É verdade que muitas injustiças ocorreram
19:29e abusos de poder,
19:30como é o caso do deputado Deltan Delanhon,
19:32que perdeu o mandato por nada.
19:37Aliás, o TSE não conseguiu explicar por quê.
19:41Eventualmente, ele poderia ter usado a posição
19:43para cometer um crime que não cometeu.
19:45Foi uma loucura aquilo.
19:47Então, houve abuso.
19:48Agora, a realidade é muito diferente.
19:52As emendas parlamentares, que representavam nada,
19:55hoje representam mais de 20% do orçamento
19:58discricionário do país.
19:59A gente está falando de 70 bilhões.
20:01E este ato de sem-vergonhice
20:04é para protegê-los
20:06deste mau uso do dinheiro público.
20:08E a gente está falando de 70 bilhões de reais.
20:11A gente não está falando de um troco qualquer.
20:13Dinheiro que vem sendo usado
20:14de maneira sem transparência,
20:17sem nenhum critério,
20:18a não ser eleitoreiro.
20:20A CGU acabou de fazer um levantamento
20:24com 10 municípios em nove
20:26e encontraram irregularidades
20:28da aplicação desse dinheiro público.
20:30Não dá para isso passar em branco.
20:33Isso é blindar, picaretagem.
20:35É para blindar sem-vergonhice.
20:37Nós não podemos aceitar isso de jeito nenhum.
20:40É um absurdo isso.
20:42E aí, infelizmente,
20:43os bons parlamentares vão sofrer.
20:46Mas isso, vamos fazer o quê?
20:47É o que está acontecendo.
20:49E é a maioria.
20:50A maioria se beneficia
20:52dessa emenda PIX
20:54usada de maneira perversa,
20:57eleitoreira,
20:59sem dar satisfação para nós,
21:00pagadores de impostos,
21:02como esse dinheiro vem sendo utilizado.
21:04É uma vergonha.
21:05O Senado precisa derrubar essa PEC.
21:09Mas, voltando aqui ao ponto
21:11que você perguntou.
21:12É óbvio que, se tiver blindagem,
21:15o peso do crime organizado
21:17para, inclusive, achacar e forçar
21:19determinados parlamentares
21:21a direcionar emendas
21:22para o que interessa a eles,
21:24vai aumentar.
21:25É óbvio que isso vai acontecer.
21:27Então, nós não podemos permitir
21:30que, no Brasil,
21:31onde mais de 20%
21:34do torçamento discricionário
21:35virou emenda parlamentar
21:37e parte dessas emendas,
21:38essas emendas PIX,
21:40que não haja uma forma
21:42de poder punir
21:43essa sem-vergonhice.
21:45já está difícil punir agora.
21:47Ué,
21:47por que, então,
21:48nós vamos blindar essa turma?
21:49Não tem que blindar, não.
21:51Nós precisamos, no Brasil,
21:52de mais transparência.
21:54Transparência do gasto público,
21:56transparência
21:57do desempenho
21:58dos parlamentares,
22:00de mensuração
22:01do impacto
22:01do dinheiro público
22:02gasto.
22:03Nós precisamos
22:04melhorar a qualidade
22:05do serviço público.
22:06Aliás, Bruno Pinheiro,
22:07máfia
22:08só existe
22:09em país
22:10onde o Estado
22:12não presta serviço público
22:13de qualidade,
22:14porque aí é que a máfia
22:15entra e faz o serviço,
22:17não é?
22:17Você não tem segurança
22:18na favela.
22:19Aí vai lá,
22:19eles falam,
22:19agora tem segurança.
22:21Não, não consegue
22:21algum remédio no hospital.
22:24Vai lá e faz
22:24com que consiga o remédio.
22:26É assim que funciona.
22:27Máfia
22:28só existe
22:29em lugar
22:30onde há o Estado
22:32falido.
22:33E é o caso do Brasil.
22:34Então, nós temos que melhorar
22:36a qualidade
22:36da política pública,
22:38nós temos que aumentar
22:38a responsabilidade fiscal
22:40e nada disso
22:41vai acontecer
22:42se essa turma
22:44tem carta branca
22:45para gastar o dinheiro
22:46como bem entender
22:47e sem prestar conta
22:49para a sociedade.
22:50Rapidamente,
22:50antes de girar o assunto,
22:52são seis horas
22:52e quarenta e cinco minutos,
22:53o Roberto Mota
22:54também é especialista
22:56em segurança.
22:57Quando se fala,
22:58então,
22:59dessa espécie
23:00de blindagem
23:01e a fala do Felipe Dávila
23:02sobre o crime organizado,
23:05a gente vê,
23:06o sentimento
23:07que dá
23:07é que o crime
23:07está muito mais organizado
23:09do que parte
23:10do Estado
23:11em algum momento,
23:12porque no crime
23:13se cometeu alguma
23:14irregularidade
23:15ele é sentenciado
23:16imediatamente,
23:18não é isso?
23:18Na vida real?
23:19No mundo do crime?
23:20Roberto Mota.
23:22Claro,
23:23mas eu acho que
23:23é um ponto importante
23:24na opinião do Dávila
23:27que precisa ser endereçado aqui.
23:29Mais uma vez,
23:30a gente não está vivendo
23:31uma situação normal.
23:33Nós estamos vendo
23:34deputados parlamentares
23:36sendo ameaçados
23:38inquéritos
23:39sendo abertos,
23:40ameaçados de processo
23:41pelas coisas que eles dizem
23:43na tribuna
23:44por seus atos
23:46e palavras
23:47durante o exercício
23:47de mandato
23:48que são protegidos
23:49constitucionalmente.
23:51Então,
23:52é lógico
23:53que o dinheiro público
23:54tem que ser
23:55tratado com cuidado.
23:59É lógico
23:59que crimes
24:00têm que ser punidos.
24:03Mas você não vai fazer isso
24:04passando por cima
24:06da independência
24:07dos poderes.
24:07É justamente isso
24:08que a gente está vendo.
24:10Eu não acho
24:10que o que nós
24:12estamos vendo
24:13no Brasil
24:13aponta na direção
24:15de correção
24:16de nenhum problema.
24:18O que a gente está vendo
24:19é o parlamentar
24:20diz uma coisa
24:20hoje e amanhã
24:21começa uma investigação.
24:23O Beraldo aqui
24:24já deu um exemplo
24:25muito bom
24:25do presidente
24:28da Câmara,
24:29se eu não me engano,
24:30né, Beraldo?
24:30Quando se comprometeu
24:31com a votação
24:32da anistia,
24:34imediatamente surgiu
24:35uma operação policial
24:37afetando uma pessoa
24:39da família dele.
24:40Como é que se justifica isso?
24:42Onde é que está
24:43o interesse público disso?
24:45Qual é a preocupação
24:46com o dinheiro do povo?
24:47Ao mesmo tempo
24:49em que há
24:50essa alegação
24:51de que
24:52essas medidas
24:53são para
24:53combater a emenda fixa,
24:56a gente vê um governo
24:56com 38 ministérios.
24:58Que piada é essa?
24:59A gente vê um governo
25:00que aparelhou
25:02todas as estatais
25:04que estão dando
25:04prejuízo gigantesco.
25:06Que preocupação
25:07seletiva é essa?
25:08A emenda fix
25:09virou a justificativa
25:11para se passar
25:12por cima
25:13da independência
25:14dos poderes
25:15e o resto
25:15que está acontecendo
25:16no Brasil?
25:17Como é que fica?
25:18E os processos
25:19de 8 de janeiro?
25:20E as investigações
25:21contra Jair Bolsonaro
25:22ontem foi aberta,
25:23mais uma, né?
25:25Investigação
25:25resultante
25:26do relatório
25:27da CPI
25:28do Covid
25:28que foi produzido
25:30quanto em 2021?
25:31Não dá para ignorar
25:33tudo isso.
25:34E dizer, não,
25:34vamos esquecer
25:34tudo isso,
25:35o importante é
25:36cuidar do dinheiro público,
25:39vamos combater
25:40as emendas fixa.
25:41A gente tem que olhar
25:42para o contexto
25:43como um todo.
25:43pouco mais um todo,
25:44na descrição.
25:45Tchau,
25:45tá bueno.
Seja a primeira pessoa a comentar