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O governo Lula encaminhou ao Congresso o PLOA 2026, com previsão de superavit primário de R$ 34,5 bilhões. No entanto, a Instituição Fiscal Independente (IFI) estima que o país deve registrar um déficit de R$ 45 bilhões.
Reportagem: Aline Becketty

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Transcrição
00:00O governo encaminhou o projeto de lei orçamentária de 2026 para o Congresso.
00:05A projeção é de superávit, mas a Instituição Fiscal Independente do Senado estima déficit.
00:11Vamos entender como vai funcionar tudo isso com a Aline Becht, que está por dentro do assunto.
00:15Aline.
00:18Pois é, Soraya, a IFI, que é a Instituição Independente Fiscal do Senado Federal,
00:26acaba fazendo algumas projeções, alguns cenários futuros, ela analisa as contas públicas
00:32e chega a fiscalizar também se o governo federal vai conseguir cumprir ali as metas fiscais.
00:38E aí, diante de todo o cenário analisado pela IFI, é estimado que em 2026 o governo federal
00:44tenha um déficit primário de aproximadamente 45 bilhões de reais.
00:50Ou seja, para poder cobrir ali os gastos básicos, como saúde, educação,
00:56sem contar com os juros da dívida pública, o governo vai precisar arrecadar,
01:00o governo, na verdade, vai arrecadar menos do que realmente precisa.
01:05Isso segundo a projeção da IFI, o que exige alguns ajustes para o ano que vem,
01:11no caso como o aumento de impostos ou até mesmo o corte de gastos em algumas passas
01:17do governo federal, para que eles possam, então, no caso,
01:20compensar esse déficit de 45 bi anual para 2026.
01:26E aí, isso significa que as contas do governo podem não fechar no ano que vem,
01:31isso pode acabar pressionando a dívida pública,
01:34porque se há um déficit primário, precisa-se recorrer ao endividamento, né,
01:40e aí, para poder financiar esse rombo, o governo precisaria recalcular toda a rota
01:47que, no caso, eles entregaram o projeto de lei de diretriz orçamentária com uma previsão.
01:52E aí, se de fato for esse cenário que a IFI aponta,
01:57o governo federal teria, então, de recalcular para poder cobrir esse endividamento aí
02:02da dívida pública e da meta fiscal.
02:04Então, pode haver a necessidade de políticas de ajustes, o aumento de impostos,
02:09a redução de despesas em algumas áreas, o adiamento de projetos
02:13e também a reversão de prioridades orçamentárias.
02:17E também pode afetar, é claro, a credibilidade e a confiança de investidores,
02:22porque esses déficits persistentes, eles geram uma preocupação na sustentabilidade fiscal.
02:28E aí, eu destaco a vocês que, como você muitíssimo bem disse,
02:32o governo federal já encaminhou a LDO, a Lei de Diretrizes Orçamentárias,
02:36para o Congresso Nacional analisar.
02:39Essa LDO, ela reflete um superávit que o governo federal busca ter em 2026,
02:47mas ela ainda não está sendo analisada.
02:50Está parada no Congresso Nacional, já era para ter sido analisada,
02:53porque neste momento, nesse segundo semestre de trabalhos do Legislativo,
02:59a gente precisaria estar discutindo o orçamento de 2026.
03:03É provável que isso fica para dezembro deste ano, para o final do ano,
03:07essa análise diante de todo o contexto, de todo o cenário.
03:11E aí, só relembrando um ponto, a gente também tem um debate no Senado Federal
03:15que aponta para um projeto que tem uma resolução do senador Renan Calheiros,
03:19prevendo ali um limite para o governo federal dentro da dívida pública.
03:23E aí, o ministro Fernando Haddad, ministro da Fazenda, já chegou a falar sobre esse assunto
03:29e propor ali um debate com especialistas, com economistas de diversas vertentes
03:34para poder analisar o impacto desse limite da dívida pública
03:38que o governo teria de ter esse limite de endividamento,
03:42o que, para ele, pode gerar uma certa preocupação,
03:45porque diante de crises emergenciais, o governo federal não teria como cobrir
03:49ou compensar, de certa forma, essa emergência.
03:53No caso, por exemplo, a questão do tarifácio agora,
03:56que foi liberado 30 bi em crédito extraordinário.
03:59Então, a gente tem aí muitas nuances e essa é a previsão da IFI,
04:04de um déficit primário de 45 bi.
04:08Obrigada, Aline, pelas suas informações.
04:10Eu vou acionar aqui os nossos comentaristas para a gente analisar também.
04:14Ô, Mota, como que a gente pode interpretar essa diferença de projeção
04:18enquanto o governo aponta um superávit,
04:20a instituição fiscal independente apontando um déficit,
04:24aí num valor alto, né, 45 bilhões de reais.
04:29Ideologia, populismo e déficit cognitivo.
04:35Receitas e impostos coletados pelo governo
04:38ficam abaixo das despesas do governo.
04:42Ou seja, apesar da fortuna que o Estado brasileiro cobra em impostos de todos nós,
04:49o governo consegue gastar ainda mais.
04:52A dívida pública já está perto de 80% do PIB.
04:57Mas esse governo não gosta de limites.
05:00Esse é um governo que acredita que o Estado deve ser o motor do progresso.
05:06Que tudo deve passar pelo Estado.
05:09Esse é um governo que acredita que gasto é vida.
05:13É um governo que acredita em 38, 39, quem sabe 40 ministérios.
05:19O que vem por aí é certo.
05:21Aumento de impostos e criação de novos impostos.
05:26E um avanço cada vez maior sobre a liberdade econômica dos brasileiros,
05:32principalmente daqueles brasileiros que acabam pagando essa conta.
05:37A classe média.
05:37Deise Siocari, como é que você vê essa diferença aí, como a Soraya chamou a atenção?
05:43Um fala em superávit e outro em déficit.
05:47Não é que é uma diferença pequena, mas é rumando para o mesmo lado.
05:51Não, são lados opostos, Deise.
05:53É, Nonato.
05:54Mas a própria Aline Beck te trouxe ali na matéria, né?
05:57Que o Haddad já quer fazer uma reunião para entender melhor como superar esse déficit.
06:03Então já mostra até um entendimento do Palácio do Planalto, né?
06:06Agora, obviamente, eles acabam divulgando outro tipo de informação para passar a sensação de que está tudo bem.
06:13Porque não está tudo bem desde o primeiro dia de governo, né?
06:16E o fato é que se hoje existe um espaço para negligenciar essa disciplina orçamentária, esse compromisso orçamentário,
06:27essa janela vai se fechar já já.
06:30E aí o que me chama a atenção é, como a Aline falou ali na matéria, na reportagem,
06:34Ah, o Palácio do Planalto quer fazer reunião com técnicos para entender melhor como estruturar uma possível solução.
06:42Todo mundo sabe qual é a possível solução.
06:44É uma reforma administrativa, é regulamentar a reforma tributária,
06:47é diminuir o peso desse Estado, que de novo é obeso, é inchado e é ineficiente.
06:52É regulamentar o que está completamente errado a olhos vistos.
06:58Então parece que o governo fecha os olhos e fica só dando desculpa, desculpa, desculpa.
07:05Alimentar esses programas sociais está exigindo um custo que o governo não está conseguindo cobrir.
07:11Então daqui a pouco ele vai ter que optar o que ele vai realmente encarar.
07:15Quais são essas despesas obrigatórias?
07:17O que ele vai ter que diminuir de despesas obrigatórias?
07:20Se esses ajustes não acontecerem, Nonato,
07:24essa revisão de despesas obrigatórias,
07:27esses ajustes estruturais, a melhoria de eficiência,
07:30daqui a pouco vai ficar insustentável.
07:32E a gente já está falando isso há algum tempo.
07:34Ou esse governo vai deixar para estourar a bomba depois da eleição,
07:38que é o que eu acredito mesmo.
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