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Transcrição
00:00Arnaldo, você viu os negros do Marcelo hoje? O que você acha que tá acontecendo?
00:07Estresse.
00:07Ah, estresse. Estresse é tudo que não tem explicação.
00:11Como virose. Agora virou moda. Qualquer coisa é virose.
00:15É uma maneira simplista de não precisar explicar coisa nenhuma.
00:20Ele vai voltar revigorado lá, Diana. Você vai ver.
00:23Tomara, se a Eduarda deixar.
00:25E o pior é que a Laura tá lá pra complicar mais as coisas.
00:28Laura, Laura é carta fora do baralho.
00:33Ai, Arnaldo, você não conhece mesmo as mulheres, hein?
00:36Carta fora do baralho.
00:38Garras de seda, meu filho. Arranham sem deixar marcas.
00:43E mesmo as mais jovens, como a Laura, elas têm seus truques.
00:47Suas manhas.
00:49Porque o amor, o amor torna a mulher mais construtiva.
00:52É, na cozinha e na cama.
00:54Elas aprendem rapidamente tudo o que fazem pra prender o seu homem.
00:57Pela boca e pelo sexo.
01:00Lembra da Sônia?
01:01Não sabia fritar um ovo.
01:03Casou, se apaixonou, pronto.
01:05Acabou escrevendo um livro de receita.
01:07Essa daí, em matéria de sexo, sabia?
01:09Um cabaçuta de cor e salteado pra frente e pra trás.
01:13Arnaldo!
01:14Pois é.
01:16A Eduarda é a exceção que confirma a regra.
01:19É, mas com a chegada do neném tudo vai melhorar.
01:22Você vai ver.
01:22É exatamente isso que faltava pra eles.
01:25Ai, tomara, viu?
01:26Tomara.
01:26Vamos esperar por isso.
01:30Arnaldo,
01:31você não acha estranho o Atilho tão independente,
01:34tão dono do seu nariz,
01:35e morar com a Helena?
01:36É, o Início, ele relutou a beça,
01:40mas a Helena é fogo.
01:41Teimou em não sair de lá de jeito nenhum.
01:44É, eu entendo isso.
01:46Depois de uma certa idade,
01:47a gente só se sente seguro no chão próprio.
01:50Sem perigo de ser colocada na rua, né?
01:53Eu acho que eu, no lugar dela,
01:54faria a mesma coisa.
01:56É.
01:57Você nunca se preocupou com isso.
01:59Não, é.
02:01É o que você pensa.
02:04Essa casa está em nome de quem?
02:07Seu.
02:08Então.
02:09Eu estou no que é meu.
02:18Isabel.
02:20Ah, Isabel.
02:21Eu já estava ficando preocupada.
02:22Eu pensei,
02:23Isabel foi sequestrada e não me contaram,
02:25só pra eu não ficar chateada.
02:26Quem sou eu pra ser sequestrada?
02:28Imagina, Isabel.
02:29Hoje em dia, qualquer um é sequestrável.
02:31Pelo amor de Deus,
02:32não estou dizendo que você seja qualquer um.
02:33Não é isso.
02:34Mas é que antigamente,
02:35sequestravam só os bilhardários.
02:37E hoje em dia,
02:39a classe média está na crista da onda.
02:42Vem cá.
02:43Vamos parar com essa brincadeira.
02:45Ah, Isabel.
02:46Estou muito feliz que você tirou o luto
02:48pela morte do Atila.
02:50Está mais bonita.
02:51Mais renovada.
02:54Não fica triste, não, Isabel.
02:55Logo, logo arruma um outro partido pra você.
02:57Melhor até que o Atilho.
02:59Mais rico,
03:00pra você poder depenar.
03:02Mais velho
03:03e menos bonito,
03:04pra você não se sentir tão insegura.
03:09Dona Branca,
03:10o Leonardo, pra você.
03:11Ah, obrigada.
03:11Dá licença.
03:12Pois não.
03:14Alô, Léo.
03:15O que você quer comigo?
03:18O quê?
03:21Ah.
03:23Tá bom.
03:25Tá.
03:26Tá, obrigado.
03:30Zilá, chama o Romeu pra mim?
03:31Sim, senhora.
03:41Péssimas notícias.
03:43O que foi?
03:44Marcelo e Eduarda estão voltando de Angra.
03:46Ela não está bem.
03:47O que aconteceu?
03:48Ah, tadinha.
03:50Tá perdendo muito sangue,
03:52muita dor.
03:53Ah, meu Deus.
03:54Quem telefonou?
03:55Foi o Marcelo?
03:55Não.
03:56Foi o Leonardo.
03:57Puxa,
03:57tomara que ela consiga segurar.
03:59Tomara mesmo.
04:01Só que eu sempre achei
04:02essa menina muito fraquinha,
04:03muito doentinha.
04:04Eu sempre falei isso.
04:06Pois não, dona Branca.
04:07Ah, Romeu.
04:08Vai até o heliporto
04:10e busca o seu Marcelo
04:11com a mulher dele.
04:11Estão voltando de Angra.
04:13Sim, senhora.
04:15E a Helena que não está aqui, né?
04:17Ué,
04:17que diferença isso faz?
04:19Ela não é médica?
04:20Mas é mãe, né, Branca?
04:21Mãe é mãe.
04:22Principalmente numa hora dessa de aperto.
04:24Eu já levei essa história
04:25de mãe mais a sério, viu?
04:27A gente se mata
04:28e os filhos não dão o menor valor.
04:30Eles costumam ser encantadores
04:32quando são crianças,
04:33mas depois,
04:34Deus me livre.
04:35Adolescentes, então,
04:36acham a mãe sempre chata,
04:38Sabe o que eu acho, Virgínia?
04:39Que os meninos deviam assim,
04:41passar dos 10 para os 21.
04:42Seria ideal.
04:43Uma hora eles dão valor, sim.
04:45Principalmente quando casam.
04:47Principalmente quando a gente morre.
04:50Só aí eles descobrem a gente.
04:52Quando é tarde demais.
04:57Helena,
04:58onde é que ela está?
05:00Acabou de sair.
05:00Foi fazer uma outra sonografia.
05:04E o que o médico falou?
05:05Para mim não falou nada,
05:06mas ele começou em particular com a maçã.
05:08Essa agora.
05:10Parece que eu estava prevendo.
05:13Prevendo o quê, Branca?
05:15Não aconteceu nada ainda.
05:16Não fica você urubuzando, não.
05:18Eu sei o que eu estou falando, Milena.
05:19Conheço muito bem a minha intuição.
05:22Estava na cara que isso ia acontecer.
05:25Eu não sei não, viu?
05:26Acho muito difícil a Eduarda
05:28conseguir manter um filho na barriga
05:30durante nove meses.
05:31Isso se ela conseguir engravidar outra vez.
05:33O que eu tenho lá as minhas dúvidas.
05:34O médico falou que isso não tem nada a ver.
05:36E o que é que ele sabe?
05:37Cada um diz uma coisa.
05:38Não consegue ter duas opiniões iguais,
05:40nem semelhantes.
05:42A gente tem que verificar o histórico da Eduarda.
05:45Porque essa menina é doentinha sim.
05:47Porque até alérgica a flores ela é.
05:49Olha, eu nunca vi o Marcelo tão abatido.
05:53Claro.
05:54Está decepcionado, desolado, é a palavra certa.
05:57Decepcionado?
05:58Que coisa mais idiota.
05:59Ficar decepcionado com a natureza.
06:00Idiota e inútil.
06:01Não, porque a natureza não está nem aí para ele, né?
06:04Minha filha, você diz isso
06:05porque você não tem dentro da sua cabecinha
06:08o mínimo de um ideal familiar.
06:10Marido, filhos.
06:11Quem falou isso para você, Branca?
06:14Eu penso em filhos, sim, claro.
06:17Você sempre diz que não quer saber de casamento
06:18nem de marido.
06:19Não, eu não quero saber de marido.
06:22Mas eu quero saber de homem.
06:23Um homem que seja pai dos meus filhos.
06:26Não precisa ser marido.
06:27Está ouvindo que tipo de pensamento
06:29tem a sua filhinha, Arnaldo?
06:30Isso aí, ela fala da boca para fora.
06:32Pela hora que se apaixonar
06:33vai casar até Nivel e Grinaldo.
06:35Olha, pai, por amor,
06:36até uma loucura dessas eu sou capaz de fazer, viu?
06:41É verdade, mas ela falou aqui do lado...
06:43É verdade.
06:45Aconteceu, ela perdeu.
06:48Impossível.
06:50Bom, do jeito que ela saiu de lá, Léo,
06:53dava para prever que isso ia acontecer.
06:54Coitada.
06:57Falei morrendo de dor a viagem inteira.
06:59Para tirá-la do carro e levar para o hospital,
07:01teve até que ir de cadeira de rodas.
07:02Tamanha dor que ela sentia.
07:03Também, eu vou te contar uma coisa.
07:05Eles arriscaram muito, né?
07:06Sentei ir para um hospital lá em Angra.
07:08Mas é ela que não quis.
07:10É, falava o tempo todo em voltar para o Rio.
07:14Eu nunca vi uma pessoa tão carente.
07:16Pediu a mãe o tempo todo.
07:18É, mas é de mãe mesmo que a gente precisa
07:20numa hora dessas.
07:22Isso é claro, depende muito da mãe, né?
07:25Se isso é alguma indireta para mim,
07:27perdeu o seu alvo, minha filha.
07:29Sempre estive do seu lado.
07:30Sempre que você precisou.
07:33Inclusive, durante aquelas malditas doenças infantis.
07:37Porque, olha, caso você não saiba,
07:38fique sabendo que quando eu era adulta,
07:39eu peguei sarampo e quase morri.
07:41Por sua causa, viu?
07:43Desde pequena, você já contagiava.
07:52Como é que estão as coisas, né?
07:54A Helena está lá, vai dormir com ela essa noite.
07:57Porque, para mim, francamente, não dá.
07:59O cheiro de hospital me enjoa.
08:01Está certo, meu filho, está certo.
08:03Isso daí é mais coisa de mãe mesmo que de marido, viu?
08:06Eu também não gosto de hospital, não é só do cheiro, não.
08:09Corredor de hospital à noite vazio.
08:11Já viram como é que é?
08:13Só aquelas luzinhas em cima de cada porta.
08:16Filme de terror.
08:16Não vai comer nada, Marcelo?
08:21Não, obrigado.
08:23Você está só com o café da manhã.
08:25Tudo bem, mas eu não estou com vontade.
08:31Mãe, eu posso fazer um sanduíche para ele?
08:33Deixa, Leonardo.
08:34Ele deve estar querendo curtir sozinho a dor dele, né?
08:37Deixa que eu atento.
08:45Alô?
08:46Laura?
08:48Oi, Virginia.
08:49Como é que vai?
08:52Pois é.
08:53Não, a gente chegou agora de Angra e o Léo.
08:56É, estamos de carro.
08:59Quer falar com ela?
09:00Tá.
09:02Um beijo.
09:02Oi, Virginia.
09:07Ah, minha filha, estou arrasada, né?
09:09Isso é bobagem, isso é bobagem.
09:12Vocês são jovens.
09:14É só vocês esperarem o tempo reglamentar.
09:17Termina.
09:18Começa a prorrogação e pimba.
09:21Vem aí outro.
09:22Isso é jeito de falar, pai?
09:24É horrível.
09:25O quê?
09:25Estou sendo objetivo.
09:26Não é assim, não, viu?
09:27Não é assim, não.
09:29Tenha que procurar um bom médico.
09:31Aqui ou no exterior.
09:32E ver as condições de saúde da Eduarda.
09:35Saber se está tudo bem com ela.
09:37Ou se o que aconteceu com ela foi um acaso, como acontece com outras mulheres.
09:41Ah, Miriam.
09:42A mulher do Cotinho, você lembra, Arnaldo?
09:44Que ela perdeu com quatro meses?
09:46Ou então, se a menina tem algum problema e se isso contribuiu.
09:49Se ela precisar fazer um tratamento, tomar vitamina, sei lá.
09:52Porque, olha, ela engravidar de novo e perder é sacrifício demais para todos nós.
09:57Eu falava sobre isso antes de você chegar, viu, Marcelo?
10:02Bom, gente, eu vou dormir.
10:05Boa noite.
10:06Boa noite, meu filho.
10:07Se o doutor César ligar, me chama, eu falo com ele.
10:10Claro, meu filho.
10:11Vai descansar, vai.
10:12Tchau.
10:13Tchau.
10:13Essa história de médico é outra coisa que me preocupa, Arnaldo.
10:21Esse doutor César.
10:22Você viu a cara dele?
10:24Recém-formado.
10:26Esses amigos da Helena, essa ligação com esse passado sentimental dela.
10:31Outro dia eu falei sobre isso.
10:33Você se lembra quando a Eduarda falou que era o tal do doutor Moretti?
10:35Que, por sinal, nem apareceu esse menino e assistente dele.
10:38É.
10:39Colega de escola da Eduarda.
10:42Me apresentou outro dia quando a gente estava almoçando no japonês.
10:45E pelo olhar dele para ela, ele é louco pela Eduarda.
10:49Nossa, a história está começando a ficar picante.
10:53Olá.
10:53Você quer tomar alguma coisa?
10:55Ah, se tiver um champanhezinho.
10:58Chamado.
10:58Chamado.
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