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NotíciasTranscrição
00:00Olá, o Check-Up de hoje fala a respeito de dor no peito.
00:07Sentir dor no peito assusta qualquer pessoa, afinal a região abriga órgãos fundamentais.
00:13E o sintoma, muitas vezes, ele é associado a problemas cardíacos.
00:18Entretanto, essa dor também se manifesta em outras situações,
00:22que vão desde problemas musculares a respiratórios e até mesmo digestivos.
00:28Por esse motivo, é essencial identificar a origem da condição e buscar, claro, um diagnóstico preciso.
00:34O tratamento adequado evita complicações.
00:38Quando devemos nos preocupar com dor no peito?
00:41Como se prevenir e como é feito o diagnóstico?
00:44Para responder essas perguntas e muitas outras,
00:47o Dr. Cláudio Lutenberg recebe no Check-Up de hoje o cardiologista Marcos Knobel,
00:53vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein.
00:55Fica ligado, o Check-Up já está no ar.
01:03Check-Up Jovem Pan, com o Dr. Cláudio Lutenberg.
01:08Dr. Marcos, muito obrigado por estar aqui conosco no dia de hoje.
01:12Eu que agradeço, Cláudio.
01:14E para falar de um assunto extremamente importante,
01:17dor no peito é uma das principais queixas dos pacientes
01:20que vão no pronto-socorro e também no consultório médico.
01:24Mas quando alguém tem dor no peito, o que isso aqui pode sinalizar?
01:28Muita coisa.
01:29Veja, o termo dor no peito nem sempre se refere a dor propriamente dita.
01:35Quando a gente pergunta para o paciente se ele está tendo dor,
01:39nós estamos perguntando se ele está tendo algum desconforto na verdade.
01:42Às vezes a gente pergunta, você teve dor?
01:44Não, não tive dor.
01:45Eu tive um peso.
01:47Eu tive um desconforto.
01:48Então, dor no peito é toda essa sensação de desconforto
01:52que a gente pode localizar na região do tórax,
01:55na parte de frente, da frente do peito.
01:57E às vezes até também nas costas.
01:59Mas geralmente nas costas o paciente refere como se fosse uma dor nas costas.
02:04Então, a dor no peito que a gente pode generalizar
02:07seria qualquer desconforto que o paciente refere na região anterior do tórax.
02:12E quando essa dor no peito é um sinal de algo que é mais grave?
02:16Pode ser um infarto, mas pode ser alguma outra coisa também grave.
02:19Quando eu falo grave é de ação imediata, tem que agir naquele momento.
02:23Exato.
02:24Esse é o grande problema.
02:26Muitas vezes o paciente liga para o cardiologista falando que está com dor no peito.
02:31E aí, como que a gente vai diferenciar se essa é uma dor no peito de uma origem muscular
02:37ou se é um infarto que requer um tratamento assim imediato?
02:41Então, nós temos que saber o que está dentro do peito, do tórax, da caixa torácica
02:47e que possa ser importante para a gente poder agir.
02:50Veja, nós temos a parte muscular, a parte óssea.
02:54Cobre toda a região do coração e do pulmão.
02:57Nós temos dentro do peito o coração propriamente dito
03:00e a sua membrana, que é o pericárdio, que envolve o coração.
03:04Nós temos o pulmão e a sua membrana que envolve o pulmão, que é a pleura.
03:08E também nós temos o trato gastrointestinal.
03:11Nós temos o esôfago, nós temos uma parte do estômago que está logo abaixo do tórax.
03:17Então, nós temos diversas estruturas dentro da caixa torácica
03:21que podem justificar uma dor no peito.
03:24Veja, ela pode ser uma coisa extremamente simples com uma dor muscular
03:28ou pode ser um infarto do miocárdio que requer um tratamento imediato.
03:33Agora, quando é que você diria que é um momento de alerta?
03:37Tem que procurar um médico e agora ou nas próximas horas?
03:40E quando ele pode esperar por uma avaliação mais profunda?
03:44Essa avaliação, Cláudio, que a gente tem que fazer
03:47diante de um paciente com dor no peito, requer inúmeros passos.
03:51Primeiro, a epidemiologia.
03:53Uma coisa é você ter uma dor no peito em uma adolescente de 15 anos
03:58e a outra coisa é você ter uma dor no peito em uma pessoa de 70 anos.
04:02Uma coisa é você ter dor no peito em uma pessoa que é hipertensa,
04:06colesterol alto, diabetes, que são tudo fatores de risco para uma pessoa ter um infarto.
04:12E a outra é você ter uma dor no peito em uma pessoa jovem que não tem nenhum fator de risco.
04:15É muito importante você trocar essas ideias, você acionar o seu médico
04:21justamente para o médico saber quais são os sinais de alerta.
04:25Por exemplo, uma pessoa jovem que fez uma musculação dois dias seguidos,
04:29uma atividade de musculação que não está habituada a fazer
04:33e começa a ter uma dor no peito, pronto, fica muito mais fácil detectar
04:37que isso daí que provavelmente é uma dor muscular.
04:39Agora, um paciente idoso, diabético, que é hipertenso, colesterol alto, tabagista, estressado
04:48e que começa com uma dor no peito com características que possam ser uma dor de coração,
04:53quer dizer, é nessa hora que tanto o paciente como o médico tem que ter a noção da gravidade
05:00para procurar uma ajuda imediata.
05:02Pelo que entendi, você fala a respeito da importância de uma boa história clínica.
05:05Exato.
05:06A correlação, a faixa etária, algum fator antecedente, remédios.
05:11Mas se você tivesse que apontar este exame, ele é mandatório para descartar um infarto do miocárdio.
05:18O que você faz?
05:19Veja, o diagnóstico do infarto do miocárdio, ele é dado com três dados.
05:24Primeiro, a história clínica, os sintomas de infarto do miocárdio.
05:29Segundo, um eletrocardiograma que seja sugestivo de infarto do miocárdio.
05:35E terceiro, exames laboratoriais que mostrem que o coração está sofrendo,
05:40que são as enzimas cardíacas, troponina, CKMB, que é pedido geralmente no pronto-socorro.
05:46Então, esse conjunto, você consegue fazer o diagnóstico de infarto do miocárdio.
05:51O que é uma angina pectoris?
05:53E o que é o infarto propriamente dito?
05:56São entidades parecidas?
05:58Uma se comunica com a outra?
06:00Infarto nada mais é do que a morte da célula do coração.
06:04A angina é o sintoma, é a dor no peito de característica cardíaca, de característica coronariana.
06:13Então, a pessoa pode ter uma angina e não desenvolver o infarto.
06:17Pode ser uma angina estável, ou seja, aquela dor que o paciente vai desenvolvendo
06:23quando faz um esforço cada vez maior.
06:25E a angina pode ser instável, quando a pessoa começa a ter uma angina muito progressiva
06:30e essa dor pode chegar até dor em repouso com mínimos esforços, culminando no infarto,
06:36que geralmente é um entupimento da artéria do coração e que vai levar à morte do tecido cardíaco.
06:42Agora, muita gente conversa com a gente falando, eu estou com gases.
06:47Isso a gente sabe que não é uma coisa fora do cotidiano.
06:51Como diferenciar uma coisa da outra?
06:53Existe realmente uma semelhança na forma como isso se apresenta?
06:58Sabe que isso é um problema muito sério, Cláudio.
07:01Eu já peguei, eu como cardiologista, já peguei muitos pacientes que vieram ao pronto-socorro
07:07e nos relataram que achavam que estava tendo gases.
07:11Uma das dores que pode, que é uma dor característica de infarto,
07:15geralmente é a dor epigástrica, que é a dor na boca do estômago, aquele peso, queimação,
07:20mas é uma dor que pode se confundir com a dor de gastrite.
07:24Às vezes os pacientes se referem, ah, eu estou com uma gastura, ou seja, a dor, ela começa na boca do estômago,
07:30sobe aqui na região do peito e a pessoa acha assim, ah, é um refluxo.
07:35Mas essas dores, às vezes, são muito similares à dor do infarto.
07:39Por isso que é importantíssimo o paciente saber reconhecer isso aí e entrar em contato com o seu médico
07:46para juntos saberem o que fazer.
07:50Se realmente é uma dor que pode esperar ou se é o momento exato de você ir buscar uma ajuda no pronto-socorro.
07:57O check-up conversou com o Fausto Tucci, paciente do Dr. Marcos,
08:01que contou seu episódio ocorrido em 2019 e ressaltou a importância de buscar o diagnóstico de sinais,
08:08mesmo que pequenos, muitas vezes acabam sendo ignorados.
08:13Eu estava muito bem, eu tinha feito um check-up geral em pouco mais de seis meses,
08:20acho que fazia nem oito meses, né?
08:22Na quarta-feira eu estava muito bem fisicamente, sempre fui muito bem condicionado,
08:25eu treino o Karatê há décadas, né?
08:29E eu fui treinar, treinei de forma, vamos dizer, até exaustiva, né?
08:34Eu dormi muito bem da quarta para a quinta, né?
08:38Acordei tão bem que a quinta era meu rodízio, então ao invés de ir para o escritório,
08:42eu estava tão bem que não é usual eu acordar depois de um treino desse, né?
08:46Uma noite bem dormida, me dava vontade de fazer exercício e me deu.
08:49Aí desci aqui para a esteira da academia do prédio, né?
08:52Fiz lá a minha hora e quinze de esteira, que normalmente é o que eu faço, né?
08:57E com corrida, na época eu estava correndo lá em torno de vinte a trinta minutos
09:01a dez quilômetros por hora, né?
09:04Um bom condicionamento.
09:05Quando eu voltei, tomei banho, passados uns dez minutos,
09:09eu senti uma pressão, não uma dor, mas uma pressão na boca do estômago.
09:14Algo semelhante que eu já tinha tido aí no passado, há muitos anos atrás,
09:18uma crise de gastrite, uma pressão assim.
09:22Aí também tinham, assim, um ligeiro incômodo nas costas,
09:26que eu achei até que era do treino, que às vezes a movimentação
09:28mexe um pouquinho ainda com a parte de musculatura nas costas, na coluna, né?
09:33É normal isso, fazer lotes maciais.
09:35Falei, isso aqui não está bem.
09:38Deixa, ao invés de ir para o escritório,
09:40passar por desencargo de consciência, passando no pronto atendimento do Einstein.
09:45E aí fizeram todos os procedimentos de exame, principalmente relacionado ao coração,
09:50que é fazer a parte de um eletro, né?
09:55Fizeram o eletro, o eletro estava normal.
09:57Fizeram um exame de sangue para ver se tem aquela enzima marcadora, né?
10:00Que se não é um infarto.
10:02E o médico já até tinha falado para mim antes, falou,
10:05olha, você aparentemente não tem nada,
10:07mas enquanto eu não fechar o diagnóstico, eu não te libero.
10:11Então essa parte também é tão importante quanto
10:15eu ter ido num primeiro momento ao pronto atendimento,
10:20também foi importante a atenção especial do médico
10:24de não se basear num primeiro exame
10:27em que dizia que eu estava perfeitamente bem e podia me dispensar, né?
10:32Ele aguardou.
10:33Eu fiz uma segunda bateria de exames,
10:36inclusive com o ecodopler, estava tudo ok,
10:39isso por volta do meio dia, uma hora,
10:41e com o exame de sangue, né?
10:43E o médico falou, olha, se a gente não tiver
10:46nesse segundo exame de sangue, já era a tarde, né?
10:51Nenhuma alteração,
10:53eu vou te submeter a um outro exame aqui de imagem,
10:56do coração, para ter certeza que não tem nada.
11:00E nesse exame segundo aí que o resultado chegou
11:03por volta lá das 14h30, 15h,
11:07esse segundo tinha alteração já na enzima,
11:11de um ponto só.
11:12E ele falou, olha, isso muda o protocolo.
11:17Então, como teve essa alteração,
11:20você vai fazer um cateterismo agora,
11:21para a gente investigar o que é.
11:23E aí eles fizeram um novo eletro,
11:25ainda no início da noite,
11:27e esse eletro deu alterado.
11:28Então, aí mudou o protocolo.
11:29Aí eu fui imediatamente levado para a sala de cirurgia.
11:35E nessa sala de cirurgia,
11:38foi confirmada que tinha uma obstrução,
11:42uma pérdia secundária, né?
11:43E diz a minha esposa que esse infartinho salvou a minha vida, né?
11:49Porque, na verdade, eu tinha essa obstrução, né?
11:52Porque elas eram esse pequeno infarto,
11:53mas eu tinha uma artéria lá principal
11:56com 80% de obstrução.
11:58Aí foram colocados dois estentes, né?
12:00E a cirurgia de cardíaco, o cateterismo, né?
12:04Isso é feito totalmente consciente,
12:05você não tem anestesia, absolutamente nada.
12:08Você até olha para o painel, se você quiser ver, né?
12:12Eu até olhei algumas vezes.
12:14Doutor Marcos, eu o conheci no pós-cirúrgico,
12:18como médico cardiologista,
12:21que ele é extraordinário, né?
12:23Na época ele foi o clínico pós-cirúrgico
12:27e a partir daquele momento também, já desde 2019,
12:31ele é meu anjo da guarda cardíaco aqui.
12:36Doutor Marcos, ele é meu médico cardiologista.
12:39Diz que eu voltaria a ter a vida totalmente normal,
12:42que eu poderia voltar a fazer
12:43todos os exercícios que eu sempre fiz, né?
12:46A única restrição é que se eu quisesse ser maratonista,
12:49ele precisava conversar comigo.
12:50Eu falei, não, pretendo ser fundista
12:53depois de já de seis décadas, né?
12:56Não é esse o meu esporte, não.
12:59Quando você fez a apresentação da Doutor no Peito,
13:01você falou um pouquinho a respeito de uma membrana
13:03que justamente cobre o coração pericárdio.
13:08O que é a pericardite
13:09e como alguém adquire justamente uma infecção
13:12ou uma inflamação nessa túnica?
13:14Depois do advento do Covid,
13:17em que nós começamos a ver muitos casos de miocardite,
13:20que é a inflamação do músculo cardíaco,
13:22nós vimos também muitos casos de pericardite.
13:25Então, o coração tem uma membrana
13:29que envolve, que lubrifica, né?
13:31Que passa um líquido que lubrifica o batimento cardíaco.
13:34Essa membrana é o pericárdio.
13:36Em algumas situações, você pode ter uma inflamação
13:40dessa membrana que vai levar a uma dor no peito.
13:43E essa dor pode acometer
13:45desde crianças até adultos.
13:48Ou seja, não é só alguma coisa muscular
13:51que não tem muita importância.
13:54Então, a pericardite tem que ser avaliada
13:58e analisar qual é a causa dela.
14:01A principal causa de pericardite
14:03é pós uma infecção viral.
14:05Da mesma forma que você pode ter uma virose,
14:08que tem um tropismo,
14:09que vá para o trato respiratório alto,
14:12uma sinusite,
14:13que desenvolva depois uma infecção de sinusite,
14:17uma traqueite, uma bronquite.
14:19Ou você pode ter aquelas viroses
14:21que desenvolvam vômitos, diarreia.
14:24Você pode ter um vírus que tem um tropismo,
14:27ou seja, ele entra no organismo
14:28e vai no pericárdio.
14:30Entrando no pericárdio,
14:31ele vai inflamar o pericárdio
14:33e vai produzir um pouco de líquido também.
14:36E isso daqui vai levar a uma dor no peito.
14:39É uma dor que às vezes é difícil diferenciar
14:41se é uma dor muscular,
14:42se é uma dor nevrálgica de um nervo
14:44ou se é uma dor de pericardite.
14:46Por isso que toda dor no peito
14:48pelo menos tem que ser dividida com o seu médico
14:51e tem que ser investigada.
14:52Porque às vezes você pode ter uma pessoa jovem
14:54sem nenhum fator de risco,
14:56mas pode estar diante de uma pericardite,
14:58que na enorme parte das vezes
15:00é uma dor extremamente benigna,
15:02é um problema extremamente benigno.
15:04Porém, como eu disse,
15:06que pode juntar um pouco de líquido
15:08em volta do coração,
15:09esse líquido pode crescer
15:10e pode até levar a situações de maior gravidade.
15:13Por isso, então, que tem que ser diagnosticado e tratado.
15:17O coração fica muito próximo à região do pulmão
15:20e não é infrequente a gente ouvir
15:23muita gente com infecção de trato respiratório superior
15:26e alguns, por vezes, até pneumonia.
15:30Existe o risco de uma pneumonia
15:31contaminar ou inflamar
15:33ou passar algum tipo de processo para o coração?
15:37Geralmente, veja, a pneumonia,
15:39o que ela pode causar de repercussão no coração
15:41quando você começa a ter queda de oxigênio,
15:45você pode ter febre,
15:46o coração fica mais acelerado,
15:47nesses casos.
15:48Porém, a pneumonia também pode levar a uma dor no peito.
15:53Veja, nem o coração e o pulmão,
15:57eles possuem uma inervação própria
15:59que possa levar a essa dor.
16:00Porém, a membrana que envolve o pulmão, a pleura,
16:03quando você tem uma pneumonia,
16:05você pode ter um vazamento de líquido
16:07que vai acometer a pleura
16:08e pode dar uma dor.
16:09Então, a pneumonia, às vezes, pode dar
16:11o que a gente chama de derrame pleural,
16:14que é o líquido que fica na cavidade da pleura
16:16entre o pulmão e o tórax
16:17e que pode dar também um pouco de dor.
16:19Então, a pneumonia, sim,
16:21pode levar a um quadro de dor também.
16:23Nós estamos na época das doenças mentais,
16:25depressão, ansiedade.
16:27E no passado, a gente falou,
16:28ficou nervoso.
16:29Alguém, numa dessas circunstâncias,
16:32pode desencadear um quadro de infarto?
16:34Com certeza.
16:35Eu sempre falo que quando a pessoa vai no consultório,
16:39num pronto-socorro,
16:41e você tem a suspeita que pode ser um quadro psicossomático,
16:45ou seja, por causa da dor,
16:47esse precisa ser o último diagnóstico.
16:50Você só vai falar isso aqui,
16:51que esse estresse está levando a algum quadro de desconforto
16:56quando você descartar tudo.
16:57Agora, o estresse é um dos fatores de risco para infarto do miocárdio.
17:03Além de todos os outros que eu já citei,
17:05hipertensão, diabetes, fator genético,
17:07o estresse é um fator de risco.
17:09E muitas vezes, ele pode ser a gota d'água
17:13para essa pessoa desenvolver um infarto do miocárdio.
17:16O estresse vai levar a aumento de pressão,
17:18aumento de frequência cardíaca,
17:19uma descarga de adrenalina.
17:21E isso daqui por si só,
17:23se uma pessoa já tiver com uma artéria quase entupida,
17:26esse estresse pode ser a gota d'água
17:28para a pessoa desenvolver um infarto do miocárdio
17:30e, consequente, a dor no peito.
17:34Doenças cardiovasculares são responsáveis
17:37por 30% das mortes anuais no Brasil.
17:40E, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia,
17:43estes problemas causam o dobro de mortes
17:45em comparação a todos os tipos de câncer juntos,
17:49além de três vezes mais que doenças respiratórias.
17:52Dados do Ministério da Saúde
17:54mostram que os casos de infarto agudo do miocárdio,
17:57principal causa de morte no país,
17:59podem chegar a 400 mil anuais.
18:02E quando voltamos a esse cenário
18:04para insuficiência cardíaca,
18:06os números atingem a casa de 240 mil a cada ano.
18:10Outra condição que afeta o sistema cardíaco
18:12é a arritmia,
18:14que levou entre 2019 e 23
18:16a quase 284 mil pessoas a serem internadas,
18:20em sua maioria homens e idosos,
18:23a faixa etária mais afetada.
18:25De acordo com uma pesquisa realizada
18:27pela American Heart Association,
18:2945% dos ataques do coração
18:31são silenciosos
18:33e descobertos apenas
18:35após a realização de exames de rotina.
18:38As doenças neurocardiovasculares
18:41são as doenças que são responsáveis
18:44pela maior parte das mortes no nosso meio.
18:47E, portanto, com alto impacto nos custos.
18:50A inteligência artificial, hoje,
18:53já traz alguma previsibilidade
18:55para esse tipo de doença?
18:58Já está ajudando no cotidiano
19:00para que você possa agir mais precocemente?
19:04Muito.
19:04Cláudio, hoje em dia,
19:06a gente pode dar asas à nossa imaginação
19:08o que é inteligência artificial,
19:11o que as novas tecnologias estão ajudando,
19:13tanto no diagnóstico como no tratamento
19:16das doenças cardíacas.
19:17Veja, hoje em dia,
19:19vamos imaginar longe daqui,
19:22de São Paulo,
19:22onde a gente tem o Einstein aqui perto,
19:24outros hospitais de ponta,
19:26mas imagine em outros locais
19:27onde você não tem um cardiologista
19:29para poder estar atuando.
19:30A própria inteligência artificial
19:32já é treinada através dos diagnósticos
19:34para dar o diagnóstico.
19:36Então, às vezes, de uma ressonância magnética
19:38que tem algum problema cardíaco,
19:40numa tomografia, no eletrocardiograma,
19:42então você já vem com o diagnóstico.
19:45A previsibilidade, por exemplo,
19:47você está dando alta para um paciente,
19:49você analisando com vários dados,
19:52o Big Data,
19:52você tem a noção
19:53se esse paciente tem um risco maior
19:55de reinternar,
19:57aí você pode tratar melhor esse paciente,
20:00o suporte à decisão,
20:02ou seja, você vai iniciar um tratamento,
20:04a inteligência artificial
20:06pode te dar orientação
20:09se você tem que mudar ou não o tratamento,
20:12ou seja, vai ajudar,
20:14já está ajudando
20:15e vai ajudar cada vez mais
20:16a gente no diagnóstico
20:18e no tratamento das doenças cardiovasculares.
20:20Marcos, nós temos uma parte
20:22do nosso programa
20:23que fala a respeito de mitos e verdades.
20:26Eu falo uma palavra,
20:27uma frase,
20:28e você responde de maneira sucinta,
20:30se é real ou não.
20:32Vamos tentar?
20:32Vamos lá.
20:34Mitos e verdades.
20:35Apenas pessoas mais velhas
20:40têm infarto do miocárdio?
20:42Mito ou verdade?
20:44Mito, totalmente.
20:45Claro que as pessoas com a idade,
20:46o risco aumenta,
20:48mas nós temos várias pessoas jovens
20:50que têm infarto do miocárdio,
20:51pacientes usuários de cocaína,
20:53jovens podem levar a infarto do miocárdio.
20:55Então, isso é um mito.
20:56A ansiedade,
20:57ela pode se manifestar como dor no peito?
21:00Com certeza.
21:01A ansiedade, depressão,
21:03elas podem dar aquela situação de aperto no peito,
21:05aquela angústia,
21:07e pode simular exatamente uma dor cardíaca.
21:10As dores no peito
21:11são sempre doenças cardíacas?
21:13Nem sempre.
21:13Como nós já falamos assim,
21:15temos inúmeras estruturas
21:16dentro do tórax
21:17que podem simular dor
21:19e nem sempre vão ser cardíacas.
21:21Tabagismo e alcoolismo,
21:23isso leva à doença cardíaca?
21:25Às vezes o tabagismo pode dar
21:26uma dor de estômago aguda
21:27e pode dar,
21:28mas indiretamente o tabagismo
21:31e o alcoolismo,
21:32com certeza,
21:33podem evoluir,
21:34levar a um problema coronariano
21:36e, consequentemente,
21:37a dor no peito.
21:38Há infarto no meu cardíaco
21:39e dor no peito.
21:41Marcos, foi um prazer.
21:43Muito bom falar com você.
21:44O tema é um tema palpitante.
21:47Quem assistiu, gostou.
21:49Quero te agradecer muito
21:49por ter estado comigo.
21:51Literalmente palpitante.
21:52Eu que agradeço, Cláudio.
21:53Muito bom estar aqui com você
21:54e trazer esse tema tão importante
21:57para toda a nossa população.
21:58Este foi o nosso check-up.
21:59Recebemos aqui
22:00Dr. Marcos Knobel,
22:02que é vice-presidente
22:03do Hospital Israelita
22:04Albert Einstein e médico cardiologista.
22:07Nós vamos ficando por aqui.
22:09Se você quer escrever algo,
22:11fazer alguma sugestão,
22:13mudar algo,
22:14trazer algum tipo de orientação,
22:18por favor,
22:18nos escreva.
22:20DrClaudio,
22:21arroba,
22:21jovempan.com.br.
22:24Ficamos por aqui
22:25e aguardamos você
22:26na semana que vem.
22:27Até lá.
22:29E no check-up de hoje,
22:30você viu
22:31como a dor no peito
22:32pode se manifestar,
22:34quando buscar por atendimento
22:36conforme o sintoma apresentado
22:38e com base nos grupos de risco,
22:40sintomas,
22:41diagnóstico,
22:42exames para prevenção
22:44do infarto agudo do miocárdio,
22:46pneumonia e sua relação
22:47com quadros de dor no peito,
22:49a evolução de diagnósticos,
22:51exames e tratamentos
22:53conforme o avanço
22:54da tecnologia.
22:56Até o próximo check-up.
23:02Check-up Jovem Pan
23:04Condutor Cláudio Lotenberg
23:06A opinião dos nossos comentaristas
23:10não reflete necessariamente
23:12a opinião do Grupo Jovem Pan
23:14de Comunicação.
23:19Realização Jovem Pan
23:21Bancária
23:22A
23:23Comecu
23:23Jovem Pan
23:24Bucaram
23:25A
23:25Comecu
23:26Bancária
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