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  • há 1 ano
The 30th United Nations Climate Change Conference (COP 30), which will take place in November in Belém, aims to advance the definition of strategies to curb global warming, caused by the increasing concentration of greenhouse gases in the atmosphere. Contributing to this increase are the burning of fossil fuels, deforestation, and the industrial, agricultural, and transportation sectors. Other areas of human activity also cause impacts, since they depend on the transportation of products from one place to another. One such area is construction. In addition to the use of building materials that are not always sustainable. This activity also consumes a lot of energy and produces a lot of waste, known as debris. Energy efficiency projects, the use of low-impact materials, and the use of natural lighting and ventilation are some of the approaches adopted to reduce greenhouse gas emissions in the sector.



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Tecnologias construtivas sustentáveis são aposta frente às mudanças climáticas
A 30ª Conferência Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorrerá em novembro, em Belém, tem como principal meta avançar na definição de estratégias para conter o aquecimento global, causado pelo aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Contribuem para esse aumento a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e os setores da indústria, da agropecuária e do transporte. Outras áreas das atividades humanas também provocam impactos, inclusive por dependerem do transporte de produtos de um ponto a outro. Uma dessas áreas é a construção civil. Além do uso de materiais de construção que nem sempre são tão sustentáveis, a atividade também consome muita energia e produz muitos resíduos, os chamados entulhos. Projetos de eficiência energética, uso de materiais de baixo impacto ambiental e aproveitamento da iluminação e ventilação naturais são algumas das abordagens adotadas para reduzir a emissão de gases do efeito estufa no setor.

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Transcrição
00:00A arquitetura sustentável é uma abordagem de projetar, seja numa escala macro, que seria a escala da cidade, uma escala urbana, ou na escala micro, que seria na escala da construção de um edifício.
00:13E tem como intuito reduzir justamente os impactos ambientais, a fim de promover uma eficiência maior no uso de recursos naturais e, consequentemente, melhorar a qualidade e a percepção do usuário e do indivíduo dentro daquele espaço.
00:30O uso de energias renováveis, como, por exemplo, a utilização de painéis solares no meu projeto, gestão do uso da água, que seria a captação de água pluvial e o uso dela, tanto para abastecer área de descarga ou, então, áreas para irrigação, tornando-se um paisagismo sustentável.
00:51Gestão de resíduos, que é justamente a questão de reciclagem e reaproveitamento de entulho, além, claro, de levar em conta a questão da integração com o meio, com todo o entorno, fazendo com que o projeto respeite a paisagem e todo o ecossistema local.
01:10Também é importante a gente analisar alguns fatores, levar em consideração na hora do nosso processo projetual, a trajetória solar, a fim de aproveitar o máximo a orientação solar e também os ventos predominantes.
01:25Gestão de resíduos dentro das obras, reciclagem e reaproveitamento de entulho, ambientes com boa iluminação, com uma boa ventilação, seja iluminação essa a partir das aberturas pelas laterais ou também aberturas zenitais, como chedes, lanternins, átrios, clarabóias, enfim.
01:47E considerar também a questão da integração com o entorno onde aquele projeto está implementado, respeitando a paisagem, o ecossistema local, considerando a trajetória solar, então orientação solar, os ventos predominantes, enfim.
02:06São mecanismos que são de suma importância para com que eu tenha um projeto bem mais sustentável.
02:14A arquitetura tem papel fundamental quando a gente fala sobre mudanças climáticas, visto que o setor da construção civil é responsável por grande parte do consumo, tanto de energia, da emissão de gases poluentes do efeito estubufa, enfim, da utilização dos recursos naturais como um todo.
02:33E aí a gente tem duas áreas principais, frentes de atuação, onde a gente pode estar trabalhando.
02:43Uma delas é a mitigação, que seria visar, visando a redução dos impactos, e a outra seria a adaptação, que é justamente a proposta de soluções resilientes dentro desse meu processo de projeto.
02:58Belém vai estar recebendo neste ano, em novembro, a COP30, que é a Conferência das Partes, e isso acabou fomentando ainda mais discursos, diálogos referentes sobre a importância de a gente ter uma construção mais verde, técnicas de arquitetura que envolvam a sustentabilidade no seu processo de projeto.
03:22Enfrentamos ainda desafios no que se refere a essa implementação, mas é importante ter essas iniciativas justamente buscando integrar a tecnologia, a cultura local e a preservação ambiental, esses eixos dentro do processo projetual.
03:40Eu coordeno o Núcleo Arquitetura Moderna na Amazônia, que reúne diversos pesquisadores no Brasil e representantes em todos os estados da Amazônia Legal.
03:50Desde 2016, nós realizamos seminários e exposições, onde temos aprofundados os estudos sobre a arquitetura na Amazônia.
04:05E uma das questões que a gente observa cada vez mais, sejam nas obras premiadas nos últimos anos na região,
04:12ou as obras dos grandes mestres como Severiano Porto e Milton Monte, são relações intrínsecas entre o projeto arquitetônico e a sabedoria dos povos ancestrais.
04:28Então, nós temos desenvolvido algumas publicações e, principalmente, orientações aos estudantes sobre cuidados que devem ter na realização de projetos na Amazônia.
04:45Não é uma regra, não é uma determinação, são diretrizes que auxiliam no atendimento dessa arquitetura contemporânea aos desafios que nós temos com as mudanças climáticas.
04:59Coisas simples como a permeabilidade do solo, uma grande cobertura que protege o edifício das intempéries e as pessoas,
05:10ventilação cruzada em todos os ambientes, a relação do edifício com a natureza e também com os astros.
05:18Questões que os nossos ancestrais, os povos originários da Amazônia, desenvolviam e que nós temos observado nas principais arquiteturas da região,
05:29esta condição e que é uma possibilidade para a arquitetura do futuro na Amazônia.
05:35Severiano Porto é um dos principais arquitetos brasileiros, reconhecido como o arquiteto da floresta.
05:41Ele desenvolve durante 36 anos mais de 300 projetos em diferentes estados da Amazônia.
05:49A principal característica de seu trabalho era o entendimento que cada realidade merecia um tipo de atendimento.
05:57Quando Severiano Porto trabalhava numa grande metrópole, ele trabalhava com técnicas industrializadas,
06:03meios e recursos para o desenvolvimento dos seus projetos.
06:06Quando ele trabalhava no interior da Amazônia, ele trabalhava com material local, com a mão de obra local,
06:15fazendo uma arquitetura adequada ao local.
06:19Isso eu acho que é uma grande importância que Severiano Porto tem para a arquitetura e para um olhar do século XXI,
06:27onde cada vez mais nós precisamos estar atentos à diversidade e à possibilidade de realizar arquiteturas,
06:36como, por exemplo, o Centro de Balbina, ou a sede da SUFRAMA, ou o campus da Universidade Federal do Amazonas,
06:44ou a residência Schuster, ou seja, obras diversas e diferentes materiais, técnicas, consultivas e meios,
06:51que sim potencializam Severiano Porto não somente como o arquiteto da floresta,
06:59mas sim como um dos principais arquitetos brasileiros do século XX.
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