00:00Música
00:00Esse trabalho que foi financiado pela FAPESPA,
00:17então o trabalho com apoio, é um projeto da Embrapa,
00:20com o financiamento da FAPESPA do governo do estado do Pará,
00:23ele basicamente é um trabalho que a gente começou com a ideia
00:26de pensar nessa transição para a bioeconomia,
00:31mas respondendo algumas perguntas para apoiar justamente essas políticas públicas,
00:36ou seja, a gente está buscando primeiro entender onde são as áreas alteradas,
00:41como elas estão sendo utilizadas e qual a melhor aptidão para aquelas áreas.
00:47Então a gente parte desse princípio de responder quanto tem, onde estão e como estão sendo utilizadas.
00:52Para isso a gente trabalha com o dado do desmatamento, com o dado de aptidão agrícola desses solos,
00:59trabalha com a data do desmatamento, trabalha com outras variadas.
01:04Então a gente fez um entendimento, algumas premissas, por exemplo,
01:08a gente entende que não precisa haver mais desmatamento,
01:11então o nosso trabalho são apenas as áreas que já foram alteradas.
01:15Mas nós temos ainda o recorte do Código Florestal, que foi até 2008,
01:20então para essas áreas a gente tem uma série de indicações, de possibilidades.
01:25Para as que foram desmatadas entre 2009 e 2020,
01:28existem outras possibilidades por causa da legislação europeia
01:32e também outras orientações para que foi desmatada em 2021 para frente.
01:38Então a gente trabalhou com uma série de informações,
01:41para que a gente possa justamente entender isso daí tudo.
01:45E uma coisa importante que a gente sempre trabalha,
01:51existem muitos estados do Pará dentro do Pará,
01:54como na Amazônia existe muita Amazônia,
01:56e a gente entende que não existe uma solução única para cada território do Pará.
02:01Então para isso que nós trabalhamos com diversas informações,
02:06existem diversos caminhos que podem levar à restauração.
02:10Qual é o melhor caminho?
02:12Isso vai depender muito do interesse do tomador de decisão, do produtor.
02:17Então deve existir, ou precisa haver um entendimento do qual é o melhor caminho.
02:22E nesse caso nós traçamos três cenários possíveis.
02:26Podem ser quatro, podem ser cinco,
02:29mas o principal é onde aquele município, onde o Estado quer chegar.
02:33Então a partir de quando você estabelece,
02:36se eu quero chegar nesse local, existe várias alternativas,
02:39vários caminhos a serem percorridos,
02:42para que você chegue naquele local.
02:43Considera o Estado todo, tá?
02:45Então, por exemplo, a ocupação da transa amazônica,
02:48ela é diferente, o processo do que foi do nordeste paraense,
02:51do que é o sul do Pará.
02:53Então são populações diferentes, territórios diferentes,
02:56é apetidor diferente.
02:59Então, como essas coisas são diferentes,
03:03você não pode usar uma política única para cada território.
03:06Então, para cada local, para cada território,
03:09uma medida adequada para a realidade local.
03:12E aí somente, eu entendo que somente dessa forma,
03:15a gente pode ter resultados semelhantes no final.
03:18Medidas diferentes, mas o resultado pode ser semelhante no final.
03:21Então, as trajetórias podem ser diferentes,
03:25mas o resultado final que a gente espera são muito próximos.
03:28Então, caminhos diferentes podem levar ao mesmo local.
03:31Como eu falei, a gente pode trabalhar com vários caminhos,
03:34mas assim, nós trabalhamos com o primeiro de...
03:37Primeira opção nossa foi trabalhar apenas quais áreas
03:41que já foram desmatadas, tá?
03:43Então, existe um projeto da Embrapa também,
03:45junto com o INPE, que identifica o uso da terra,
03:48ou seja, como está sendo ocupado.
03:50Se é pastagem de boa qualidade, pastagem de má qualidade,
03:55se é capoeira, ou seja, regeneração.
03:57Então, nós entendemos, primeira coisa,
04:00vamos trabalhar apenas com o que foi desmatado já no passado
04:02e está sendo utilizado.
04:04Bom, então, um dos caminhos é pegar as pastagens
04:07de péssima qualidade hoje e converter para sistemas agroflorestais
04:11ou para sistemas de integração laboral percoada floresta.
04:16Isso vai depender do ano.
04:17E aí, a gente viu onde são essas áreas
04:19e vê as tecnologias que já foram desenvolvidas
04:22que são mais adequadas para o território
04:24e também o tipo de solo.
04:26O outro caminho que a gente pega,
04:28vamos trabalhar, então, nessas áreas também de capoeira.
04:31Ela tem aptidão para SAF?
04:33Então, vamos seguir outro caminho.
04:35Outro caminho é pegar essas áreas também,
04:37já todo quanto é tipo de pastagem
04:39e transformar também em sistemas agroflorestais.
04:43Então, esse caminho, na verdade, que nós criamos, nós construímos,
04:48ele pode ser ajustado de acordo com cada prefeitura
04:52que tem interesse nesse trabalho.
04:54Então, essa fórmula não está pronta.
04:57Ela foi construída para ser discutida com a sociedade
05:01para que leve aqueles caminhos que a gente falou.
05:03Então, nós fizemos esses exercícios, esses cenários,
05:08apenas para mostrar que existem diversas possibilidades.
05:11Nós fizemos três, mas podem ser quatro, cinco, seis, sete.
05:15E vai depender muito de como o gestor está vendo,
05:18como o produtor está vendo o seu território.
05:20Isso também se aplica a cada propriedade também.
05:22Então, ele tem uma escala que vai dentro da Amazônia,
05:26para os estados, para as regiões, para o município e até a propriedade.
05:29Então, essa tecnologia pode ser usada em diversas escadas.
05:33Sim, são resultados.
05:35Na verdade, o método é tão ou mais importante que isso.
05:40Mas são cinco campos, são resultados que mostram que, por exemplo,
05:44que no estado do Pará nós temos uma grande área,
05:47grandes áreas que podem ser reconvertidas, áreas que já foram alteradas.
05:52E aí, para cada região, nós temos a quantidade, a informação
05:57de quanto foi alterado e como está sendo utilizado.
06:00Por exemplo, quanto tem de pastagem que pode ser convertida
06:04para sistemas agroflorestais?
06:06Quanto tem de pastagem que pode ser convertida,
06:09deixado para a questão de restauração natural?
06:13Quanto nós temos de área de preservação permanente
06:16que pode ser para aquele estado, para aquele município?
06:19Então, isso já são resultados que nós temos para o estado do Pará.
06:23Então, isso nós já fizemos para o estado.
06:26E, particularmente, tem dez municípios diferentes aqui no estado.
06:29Então, nós temos esses municípios que mostram esse contraste
06:33do avanço da agricultura, da pecuária, desse abandono de terra.
06:37Ou seja, nós mostramos que existem diferentes demandas,
06:41diferentes aptidões nos municípios e que eles vão levar justamente
06:45se um município quer adotar um caminho, por exemplo,
06:49de uma economia mais verde, tá?
06:52Ele tem um cenário já que nós podemos, nós estamos propondo
06:55a conversão de algumas áreas justamente em restauração natural
06:59ou sistemas agroflorestais.
07:02Mas tem cenários que o gestor pode querer trabalhar também
07:06com o sistema de integração lavoura-pecuária,
07:08porque a pecuária também é uma realidade.
07:10Então, nós entendemos que existe uma pecuária regenerativa
07:14que pode ser trabalhada, ou seja, uma pecuária mais tecnificada
07:19que não agrida tanto o meio ambiente, que respeite uma série de normas.
07:22Então, existem também áreas que podem ser recomendadas
07:26por esse tipo de atividade.
07:29E tudo, tudo isso depende justamente do diálogo,
07:32do tomador de decisão, da sociedade, do produtor, dos governos.
07:36Então, a partir disso, nós construímos essas normas,
07:41essas regras que eu chamo, e a partir da definição dessa regra
07:46nós geramos os mapas que podem apoiar a tomada de decisão.
07:49Eles apoiam a tomada de decisão, porque quando você gera um mapa,
07:54você consegue visualizar o resultado que pode chegar.
07:57Então, eu, por exemplo, um prefeito quer levar o município
08:01para que seja o município mais verde.
08:04Então, existe todo um planejamento para isso.
08:07Ele quer um caminho que possa conciliar tanto o desenvolvimento
08:13da agricultura empresarial, da agricultura familiar, da pecuária,
08:17e também a restauração da paisagem.
08:19Então, existe um caminho intermediário disso tudo.
08:22Então, quando nós geramos os mapas, os cenários,
08:26é possível visualizar para onde ele pode chegar.
08:29Então, essa ferramenta é de apoio à tomada de decisão.
08:33Ela não vai fazer a política pública, mas ele pode olhar para esse resultado
08:37e dizer, olha, esse é o caminho que nós queremos seguir.
08:40E para chegar aqui, o que é que nós temos que fazer?
08:42Então, são várias etapas até ele chegar lá.
08:45Bom, quando você faz o planejamento, você, primeiro que esse projeto,
08:49ele propõe a utilização apenas das áreas que já foram restauradas.
08:53E a gente está falando na questão da transição para a bioeconomia.
08:56Então, quando nós falamos, particularmente nessas áreas de restaurar a paisagem florestal,
09:02nós estamos falando em transformar áreas que já foram abertas,
09:06que estão sendo subutilizadas e que têm potencial também para você produzir.
09:10Porque também a gente entende que uma das causas da degradação da paisagem é a fome.
09:16Então, as pessoas precisam comer, precisam produzir.
09:20Então, a partir do momento que você incentiva ou você começa a implantar sistemas,
09:25por exemplo, agroflorestais, você começa a ter uma restauração da paisagem florestal,
09:33você protege o solo, você tem proteção da água,
09:38você começa a atrair a biodiversidade, as abelhas, os insetos,
09:42você começa a restaurar alguns serviços ecossistêmicos.
09:44Não é igual a floresta original? Não, não é.
09:49Mas é muito difícil você voltar para a paisagem floresta de 100, 200, 300 anos atrás.
09:56Mas, por outro lado, você vai ter uma cobertura do solo,
09:59você vai mitigar, você vai sequestrar carbono,
10:02você vai influenciar nessa captação de carbono da atmosfera.
10:08Então, você tem os benefícios da restauração,
10:12mas você também vai gerar renda para o produtor, que é o mais importante.
10:15Então, ele vai poder ajudar, mitigar os efeitos da mudança do clima
10:20e com geração de emprego para ele, e principalmente renda.
10:23Então, e aí, também não adianta, esse trabalho que ele mostra,
10:27como nós trabalhamos com a qualidade, o tipo de solo, a vocação daquele solo,
10:31porque tem solos que não adianta você propor para fazer um sistema macroflorestal
10:37se o solo não tem capacidade, propriedade para ver isso.
10:40Então, aquelas áreas a gente indica para outra atividade, com mais geração natural.
10:44Senão, o produtor vai perder dinheiro e não vai gerar renda, não vai gerar nada.
10:48Então, esse trabalho, ele teve, nós utilizamos várias informações,
10:53combinamos várias informações para justamente gerar esse mapa do caminho que pode ser utilizado.
10:59Legenda Adriana Zanotto
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