O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou, para esta terça-feira (26), a segunda reunião ministerial do ano. O objetivo é avaliar a reação do governo às tarifas impostas pelos Estados Unidos e alinhar o discurso da administração federal diante do impacto econômico. Roberto Motta comentou. Reportagem: Igor Damasceno Comentarista: Roberto Motta
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00:00Do Rio de Janeiro, vamos a Brasília. O presidente Lula convocou uma nova reunião ministerial já pra amanhã.
00:06O Igor Damasceno tá de volta e tem todos os detalhes do que pode acontecer durante esse novo encontro, né, Igor?
00:17Exatamente, Soraya. Essa reunião vai acontecer aqui no Palácio do Planalto e é a segunda reunião ministerial do ano, já visando a campanha eleitoral de 2026.
00:28Segundo interlocutores aqui no Palácio do Planalto, o presidente Lula vai cobrar dos ministros, o primeiro escalão do governo federal, ações mais urgentes, principalmente sobre o novo programa de aceleração do crescimento, o PAC, e obras públicas.
00:44A ideia é que as ações do governo federal consigam chegar até as pessoas definitivamente e que elas saibam quais são essas ações, o que o governo federal tem feito para a melhoria da qualidade de vida.
00:58Ou seja, é uma tentativa de melhorar a popularidade que o governo perdeu nos últimos meses.
01:05Então, o presidente Lula primeiro vai cobrar obras públicas que, de fato, elas sejam executadas em estados e municípios.
01:13Vai pedir também que os ministros consigam um alinhamento de discurso sobre a medida provisória Brasil Soberano, que faz frente ao tarifaço dos Estados Unidos, as tarifas de 50%.
01:26Então, são duas cobranças, pelo menos, que o presidente Lula vai cobrar os ministros das obras públicas, para que, de fato, as pessoas saibam das ações do governo.
01:36Segundo, ele vai cobrar que os ministros passem a trazer um pouco mais de defesa da medida provisória a ser aprovada no Congresso Nacional.
01:47A gente sabe que muitos trechos dessa medida provisória precisam ainda de uma regulamentação ou aprovação no Congresso.
01:54Então, o presidente Lula vai pedir que os ministros façam essa pressão entre os parlamentares.
02:00Agora, nós temos uma informação de bastidor, é que, em específico, para a ministra das Articulações Políticas, a Glaise Hoffman, ministra das Relações Institucionais,
02:11ela deve ser cobrada pelo presidente Lula sobre a aprovação do imposto de renda lá na Câmara dos Deputados.
02:18Na semana passada, os parlamentares aprovaram a urgência do projeto que amplia a isenção do imposto de renda para contribuintes que ganham até R$ 5 mil.
02:28Agora, deve ser votado o mérito nessa semana.
02:32Glaise Hoffman vai ser cobrada pelo presidente Lula sobre a devida aprovação desse projeto, porque é uma promessa de campanha do presidente.
02:40Nós apuramos que a avaliação aqui no Palácio do Planalto é que, enquanto o governo federal tem cumprido promessas de campanha,
02:49o ex-presidente Jair Bolsonaro, principal inimigo político de Lula, vai ser julgado na primeira turma do Supremo Tribunal Federal.
02:58Então, ele quer trazer essa dicotomia, ele quer trazer essa diferença entre os presidentes.
03:03Um tem cumprido promessas de campanha e o outro tem sido julgado supostamente pelos seus atos, justamente para passar uma mensagem clara ao público,
03:13que o ex-presidente Jair Bolsonaro vai ser condenado e o presidente Lula tem cumprido as promessas de campanha.
03:20Então, tudo isso vai ser discutido nessa reunião ministerial que visa o aumento da popularidade do presidente Lula,
03:28que visa a campanha de 2026.
03:31Soraya, Roberto?
03:32Tá certo, Igor. Obrigada pelas suas informações.
03:35Deixa eu conversar com o Roberto Mota mais uma vez, né?
03:38Mota é a segunda, então, reunião ministerial, como o Igor disse,
03:43nesse momento em que o presidente Lula consegue retomar um pouco do nível de popularidade.
03:49Já fala também em eleições de 26, fala também num quarto mandato.
03:55Qual a sua leitura? Como que a gente pode esperar? O que a gente pode esperar dessa segunda reunião?
04:02Propaganda, né? Foi editada uma MP que é quase inócua em relação às sanções e agora parece que o governo reúne os ministros para pedir que eles façam propaganda da MP.
04:17E também que os ministros repitam, olha, Bolsonaro malvadão e o governo é tão bonzinho.
04:25Uma reunião de 38 ministros deve começar com a dificuldade de lembrar o nome de todos os ministros, a não ser que eles usem crachá.
04:35A segunda dificuldade vai ser pensar em alguma ação do governo que seja positiva.
04:43É difícil a gente se lembrar de alguma coisa que o atual governo tenha tocado que não tenha virado crise.
04:51É como se o governo fosse uma espécie de rei Midas ao contrário.
04:56O rei Midas é aquele personagem da mitologia grega, tudo o que ele tocava virava ouro.
05:03Mas que esse governo parece que é o inverso.
05:05Nós já vimos a reforma tributária com o maior imposto, a maior alíquota de IVA do mundo, provavelmente.
05:13A troca do teto de gastos pelo arcabouço fiscal, depois o estouro do arcabouço fiscal,
05:19a destruição da lei das estatais e depois o avanço em cima das finanças das estatais,
05:26aumento do IOF, a PEC da Segurança Pública que quer concentrar o controle das polícias na mão do governo federal,
05:35o escândalo do INSS, a regulamentação das redes e agora, semana que vem, salvo engano,
05:44o governo brasileiro retirou o Brasil da Aliança Internacional pela memória do Holocausto.
05:50É uma sequência de atos e declarações desastradas, estapafúrdios e muitas vezes até ofensiva.
06:00A lista de tropeços do governo é tão grande que é difícil acreditar que seja acidental.
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