A Petrobras e o Ibama iniciam neste domingo (24) a avaliação pré-operacional para perfuração na Foz do Amazonas. O simulado testa o plano da estatal e é o último passo antes da licença final.
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00:00Bom, outro assunto importante deste domingo, a Petrobras e o Ibama iniciam hoje a avaliação pré-operacional para perfuração na Foz do Amazonas.
00:08Os detalhes com o Rodrigo Viga.
00:11Está começando neste domingo na bacia da Foz do Amazonas, litoral do Amapá, margem equatorial brasileira.
00:18O tão aguardado simulado que pode ser o último passo antes de a Petrobras conseguir uma licença para uma campanha de pesquisa exploratória na região.
00:30Petrobras estima que serão três ou quatro dias de testes, tudo acompanhado de perto pelo Ibama, o órgão ambiental brasileiro,
00:39que vai destacar muitos profissionais para analisar se a Petrobras merece ou não essa tão aguardada licença ambiental.
00:47Já foram várias tentativas e negativas por parte do órgão ambiental brasileiro.
00:51Somente a Petrobras vai mobilizar quatrocentos profissionais, aeronaves, embarcações e também uma sonda em loco,
01:02onde a empresa pretende fazer no futuro essa campanha de pesquisa.
01:07Para saber se tem acumulação de petróleo e gás na costa do Amapá.
01:13Existe uma expectativa muito grande dentro da Petrobras desde 2023 com relação a esse simulado e essa licença ambiental.
01:22O último simulado, parecido com esse, realizado pela companhia, aconteceu em 2023 na costa do Rio Grande do Norte,
01:31na chamada Bacia Potiguá.
01:35A expectativa dentro da Petrobras é que esse simulado seja bem sucedido e a licença venha logo em seguida.
01:41No entanto, fontes da Jovem Panu e Bamba dizem que o processo não é tão instantâneo, tão automático assim.
01:49A bacia da Foz do Amazonas fica a 150 quilômetros do litoral do estado do Amapá
01:55e a 500 quilômetros aproximadamente da Foz do Rio Amazonas.
02:01É uma região onde há uma certa sensibilidade de fauna e flora,
02:06mas a Petrobras garante que pode pesquisar e futuramente produzir sem impactar intensamente fauna, flora, o meio ambiente de uma maneira geral.
02:17A margem equatorial brasileira é uma aposta no setor petrolífero,
02:23uma vez que a perspectiva é que a produção de petróleo aqui no país continue crescendo até o começo da próxima década.
02:29Depois haverá um declínio e por isso é importante novas descobertas e acumulações de reservas por aqui.
02:38Do Rio, Rodrigo Viga.
02:41Esse é mais um assunto para a gente tratar aqui com os nossos comentaristas.
02:49Hoje a Mônica Rosenberg e também o Gesualdo Almeida estão com a gente.
02:52Vou começar contigo desta vez, Gesualdo.
02:55À medida em que a gente tem aí os ambientalistas preocupados com esse tipo de ação da Petrobras,
03:03isso é muito questionado por organizações,
03:05até porque a gente está no momento de reduzir a emissão dos gases do efeito estufa.
03:10E, por outro lado, tem o argumento do governo que tem a questão financeira e econômica também para continuar explorando.
03:18Alguém tem razão absoluta?
03:20Daria para conciliar essas duas visões, Gesualdo?
03:24Renato, bom dia.
03:25Bom dia.
03:26Tem esse maniqueísmo do tudo ou nada, onde pode tudo ou de pode nada,
03:30que atrapalha realmente o que nós chamamos de desenvolvimento sustentável.
03:33Evidentemente que a bacia amazônica é um bem muito valioso, não apenas para o Brasil, mas do ponto de vista mundial.
03:41Entretanto, também ali encontram-se riquezas que pertencem ao povo brasileiro e que podem ser exploradas.
03:47O IBAMA está no papel dele de fazer a proteção do meio ambiente.
03:50Entretanto, em havendo os licenciamentos necessários, os estudos necessários,
03:56e sendo definido de que é segura a exploração naquele local,
04:00não há por que não se deferir da exploração.
04:03Não há por que trazer mais riqueza ainda para o povo brasileiro
04:05e essa riqueza do petróleo que é efetivamente do povo brasileiro.
04:09Portanto, a gente não pode levar um discurso desse por tudo ou nada,
04:12é a degradação total do meio ambiente ou é o apoio à economia a todo custo.
04:17Não é isso. É necessário, como tudo na vida, um equilíbrio, a razoabilidade, a proporcionalidade.
04:22Evidentemente que envolvem riscos à exploração naquele lugar.
04:26Mas quais são esses riscos? Qual é o potencial de dano naquela bacia?
04:30Esse dano pode ser menorado? Esse dano pode ser relativizado?
04:34Se sim, por que não se desenvolver também a economia naquela região?
04:38Trazer mais prosperidade para aquela região?
04:40É isso, Mônica Rosenberg.
04:42Apesar dos impactos econômicos que a gente sabe que são positivos,
04:45há muitos impactos sociais e ambientais envolvidos nisso também.
04:48Sim, há impactos ambientais, mas há também um contexto mundial de redução de uso do petróleo.
04:56Está muito claro que o petróleo no mundo inteiro está cada vez mais difícil de extrair,
05:01está cada vez mais raro e que existem fontes de energia que são sustentáveis, que são limpas.
05:07O Brasil mesmo, nós temos aqui uma energia de bioenergéticos com o bagaço da cana.
05:13O que tem de potencial ainda no Brasil é muito grande.
05:17Então, saudável que esteja sendo feito esse teste.
05:19Importante que a gente use, sim, nossas reservas de petróleo.
05:23O pré-sal aqui no Rio de Janeiro tem uma quantidade muito grande de petróleo.
05:26Nós ainda não exploramos nem uma porcentagem muito pequena da nossa capacidade de produção de petróleo.
05:34Então, é importante entender, são reservas que a gente possa explorar de forma saudável e inteligente,
05:40mas sem perder de vista que o caminho do futuro não é o petróleo,
05:45e sim as energias sustentáveis, que aí o Brasil pode ser muito líder no mundo inteiro.
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