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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), criticou o que chamou de "destempero de lideranças", afirmando estar de "saco cheio da polarização". A fala acontece após recentes trocas de mensagens e críticas envolvendo a família Bolsonaro. Reportagem: Bruno Pinheiro.

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Transcrição
00:00E olha, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, falou sobre os últimos acontecimentos envolvendo Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro.
00:07O Bruno Pinheiro, que claro, sempre mantém aí essa ponte com o estado do qual ele pertence, vai trazer informações pra gente agora.
00:15E como é que essa liderança do Centro-Oeste tá avaliando toda essa situação, Bruno? Seja muito bem-vindo, meu amigo.
00:22Evandro, que no final do dia isso não soma em nada.
00:27Ótima tarde a você, aos nossos comentaristas, ao Zé Maria, que tá bem no estúdio na Capital Federal.
00:32Hoje, numa entrevista coletiva, um pouco mais cedo, o governador Mauro Mendes, ele foi questionado sobre, inclusive, a declaração do filho lá de Carlos Bolsonaro,
00:43chamando os governadores de rato, enfim.
00:46E aí, nessa discussão, o governador de Mato Grosso disse que, ao final do dia, isso não soma em nada.
00:54Vamos ver agora, sim, a fala de Mauro Mendes.
00:56Devia sair por outro lugar.
00:58Então, eu acho que é muito ruim esse tipo de ataque.
01:01Isso não ajuda na solução de nenhum problema.
01:04O destempero de algumas lideranças políticas, que se dizem liderança, é muito ruim.
01:09Isso não contribui com a sociedade, a polarização tá sendo muito ruim.
01:12Eu tô de saco cheio, com perdão da palavra, dessa polarização.
01:17É uma discussão inútil, que no final do dia não coloca comida na mesa, não melhora as estradas, não melhora a saúde.
01:23Tem virtude na direita, tem virtude na esquerda, tem virtude no centro.
01:28E tem muita gente que não presta na direita, na esquerda e no centro.
01:32Então, nós temos que fazer uma discussão sobre os problemas do Brasil e as soluções que nós queremos.
01:37E esse tipo de ataque não é bem-vindo e não conspira para nenhuma solução.
01:42Evandro, ele também se reuniu com os outros governadores aqui na capital federal,
01:47nas últimas duas semanas, jantares, tanto na residência de Ibanez Rocha, o governador do Distrito Federal,
01:53quanto também na residência de Antônio Rueda.
01:56E aí, esses governadores têm se reunido aqui em São Paulo também para discutir rumos das eleições de 2026,
02:03que têm incomodado os filhos do ex-presidente, quanto Eduardo Bolsonaro, quanto Carlos Bolsonaro,
02:09inclusive nessas manifestações em áudios que foram revelados no relatório final da Polícia Federal.
02:15Falando sobre esses áudios, Lindenberg Farias, também na Câmara dos Deputados, também repercutiu.
02:21Vamos ver, então, nas redes sociais o que disse Lindenberg Farias horas após esses áudios serem divulgados
02:28sobre esta repercussão.
02:30Lindenberg chegou a falar sobre uma espécie de chantagem feita, então, pelo filho do ex-presidente,
02:36pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro.
02:39Citou uma conspiração contra as autoridades, contra a justiça,
02:44e que eles estavam comemorando essa aplicação dos 50% do governo americano.
02:51Na mesma linha, a ministra Gleice Hoffmann, Evandro, ela também usou as redes sociais,
02:56foi uma fala muito alinhada com o que disse Lindenberg Farias.
03:00Ela voltou a falar sobre o tipo de conspiração de Eduardo e Jair Bolsonaro
03:06e lembrou ainda sobre a forma que a família se relaciona,
03:10que é quando o Eduardo ataca diretamente o pai, o ex-presidente,
03:15dizendo que ele era muito ingrato e ainda diz outras fortes palavras
03:19em relação a esse relacionamento e a sua conduta nos Estados Unidos.
03:25Repercussões que vão ganhando espaço dentro do Congresso.
03:29Uma ala acha que o que o Eduardo disse até aqui é verdade,
03:33outros acham que a fala é muito forte e que isso somente expõe tudo,
03:38essa questão familiar e a questão da direita nas redes sociais,
03:43fazendo uma condenação até mesmo ali ao líder religioso Silas Malafaia.
03:49A gente já contou, inclusive, Evandro, na última vez,
03:52que alguns estavam incomodados em andar ao lado de Silas Malafaia,
03:56até mesmo em evento em São Paulo, dizendo que ele estava muito radical.
04:00Agora tem uma reclamação um pouco mais forte sobre a verbalização de Silas Malafaia.
04:05Muito obrigado, Bruno Pinheiro. Um abraço para você.
04:07Bom trabalho em Brasília, meu amigo.
04:09O Alangana, é impressão minha ou a gente tem percebido esses governadores da direita
04:13que até então não vocalizavam muito essa insatisfação,
04:17agora aparecendo e mantendo uma união nesse grupo
04:20que demonstra bastante cansaço com a polarização e o nível de destemperança
04:26que isso vai trazendo não só para essas autoridades,
04:29mas para a sociedade brasileira como um todo.
04:31Exatamente, Evandro. Eu percebo esse movimento do próprio Centrão,
04:35dos governadores de direita e da própria sociedade brasileira,
04:40um pouco cansada disso, desse embate ideológico permanente.
04:45É uma situação que parece que a gente não sai do lugar há quanto tempo já?
04:49Há seis anos, né?
04:50Das mesmas discussões, no mesmo embate,
04:54sendo que o Brasil precisa andar para frente,
04:57o Brasil precisa de reformas.
05:00A maioria da população, ela não está muito preocupada com essas questões,
05:06é com o Trump, é com o Bolsonaro, é com o Supremo, não.
05:10Ela precisa pagar as contas.
05:11Eu pego aqui o depoimento da faxineira que trabalha para mim.
05:15Ela disse o seguinte,
05:16Alã, eu tenho um filho que é viciado,
05:19eu tenho um neto com microcefalia,
05:23por conta de um acidente,
05:24eu trabalho que nem uma doida e eu tenho que pagar as minhas contas
05:28e está tudo muito caro.
05:30Então, e essas pessoas? Como é que fica?
05:33Então, eu acredito que talvez o próximo movimento
05:36vai ser conversar com essas pessoas.
05:39Vai ser um discurso menos ideológico
05:41e mais propositivo e econômico,
05:44mostrando uma melhoria concreta
05:47na vida da população mais pobre brasileira.
05:50José Maria Trindade, a gente tem percebido
05:52que esse descolamento da questão ideológica
05:55se tornou uma estratégia desses governadores.
05:58Isso acontece com o Mauro Mendes,
05:59isso acontece com outro grupo que tem
06:01Caiado, Zema, Tarcísio, Ratinho Júnior, Eduardo Leite.
06:06Você acha que esse é um plano que pode funcionar
06:11para essa transição política, digamos,
06:13da saída, de uma possível saída,
06:15dessa polarização entre Lula e Bolsonaro, Zé?
06:20Pois é, e eu que achava que o governo Collor de Mello
06:24era muito radical
06:27e chamavam o porta-voz do ex-presidente Collor
06:30de porta-desaforo, para se ter uma ideia.
06:32Então, assim, de lá para cá, a coisa piorou muito.
06:35A política mudou.
06:36Mudou completamente o jeito de fazer política, né?
06:39As brigas em plenário rendem dinheiro, né?
06:43Cliques, dinheiro e votos, para se ter uma ideia.
06:46Então, tem um grupo dependente exatamente desse clima.
06:50Esses dias eu estava pensando naquele filme O Predador.
06:53O filme O Predador, a base é de que envia um guerreiro
06:57para a área de conflito, né?
06:59Quanto mais conflito, aí o guerreiro é enviado
07:03exatamente para essa área de conflito.
07:06Seria o caso de um predador descer aqui em Brasília,
07:09porque o Congresso teve que mandar até o regimento,
07:12dar ao presidente da Câmara poder para suspender
07:15um parlamentar, um parlamentar eleito.
07:18Isso é inimaginável, tempos atrás, né?
07:22Parece a escolinha do professor Mota, né?
07:25Para fora da sala.
07:27Olha só que ponto chegou.
07:29São parlamentares, são deputados eleitos.
07:32Ser eleito é um negócio complexo, complicado.
07:34Agora, as pesquisas indicam que não,
07:36que essa tensão continua, que essa polarização está aumentando.
07:42Qual é a conclusão que se chegaram aqui, chegaram sobre isso?
07:46É de que o apoio ao presidente Lula aumentou
07:50e o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro também.
07:53Esse é o símbolo da polarização.
07:55Agora, é um ato de coragem do governador do Mato Grosso
07:59falar sobre isso, né?
08:01Principalmente num Estado que é bastante conservador, né?
08:05Então, assim, o PT lá não ganhou nenhuma prefeitura,
08:09para se ter uma ideia.
08:10Então, falar em centro, falar em discurso moderado,
08:14é difícil nesse momento, porque dá ideia,
08:18está recuando, é um isentão.
08:22Mas haverá um momento que nós teremos que paralisar
08:26com essa disputa.
08:29Olha, Cine, a minha experiência mostra
08:31que quando o país se une, melhora.
08:34Eu tenho dois exemplos.
08:36Logo depois do impeachment do Fernando Collor,
08:39entrou Itamar, né?
08:41Quando se faz o impeachment,
08:43mais do que o fim de um governo é a formação de um novo.
08:46E esse novo governo, depois do impeachment,
08:49vem muito poderoso, com apoio total.
08:51Foi um bom governo do Itamar Franco.
08:54E depois da Dilma, veio o Michel Temer,
08:57que foi um bom governo,
08:59porque tem um apoio total de várias linhas,
09:02e esse apoio faz o país desenvolver, né?
09:06Essa tensão prejudica o país.
09:08Exatamente, Zé Maria Trindade.
09:09Inclusive, sobre todas essas histórias e experiências
09:11que você nos conta, recebi uma mensagem aqui
09:13do João Carlos, dizendo que o Zé Maria Trindade
09:16é o Google da TV brasileira.
09:18Quer consultar algum fato histórico,
09:22é só ouvir o Zé contando aqui no nosso 3 em 1.
09:25Obrigado, João, por nos acompanhar.
09:27O nosso Zé vale ouro aqui para a nossa equipe mesmo,
09:30do nosso 3 em 1.
09:31Ô, Fábio Piperno, você entende também,
09:33nessa estratégia dos governadores,
09:35não uma questão murista,
09:37mas uma defesa dos seus?
09:39Porque quando a gente pensa no tarifácio,
09:42o agronegócio é um dos setores mais impactados.
09:45Mato Grosso, nem se fala.
09:47Goiás, também.
09:49São Paulo, muito impactado.
09:51Paraná, está todo mundo assim,
09:56de cabelo em pé.
09:56Minas Gerais, puta que pariu, né?
10:00Então, de que maneira que essa fala
10:05que distancia um pouco dessa questão ideológica
10:08seria também uma estratégia política
10:10para se manter grudado nesse eleitorado
10:13que colocou todos esses governadores lá no cargo?
10:17Ô, Evandro, eu sempre defendi aqui
10:19que a direita brasileira, tradicional direita brasileira,
10:22ela consiga, em algum momento,
10:24se libertar dessa espécie de síndrome de Estocolmo
10:27que ela vive em relação ao bolsonarismo.
10:29Estavam todos hipnotizados aí pelo bolsonarismo,
10:32pela sua força eleitoral,
10:34até que, além dos processos que tem
10:38o presidente Bolsonaro como personagem central,
10:42vieram também as tarifas, né?
10:44Toda essa questão provocada aí pelo governo Trump.
10:47E aí, esse talvez,
10:49quando, aliás, o presidente Trump falou lá do,
10:52enfim, o Liberation Day e tal,
10:54talvez a gente tenha também uma espécie assim
10:57de Liberation Day aqui,
10:58se não um day, mas pelo menos um year.
11:00Porque, vejam,
11:02alguns governadores, e como você citou,
11:06eles administram estados muito dependentes
11:10das atividades relacionadas ao agronegócio.
11:13E eu sempre falei aqui,
11:15como é que essa turma vai defender
11:18o bonezinho vermelho que alguns usaram
11:20no começo do ano?
11:21Vai ser uma coisa um pouco divorciada aí
11:25da vontade do eleitor e, principalmente,
11:29de empresários e trabalhadores
11:31que podem perder negócios e empregos
11:33por conta dessas medidas.
11:35Não demorou muito,
11:37a gente já ouve, então,
11:38algumas vozes apontarem
11:41grande discordância em relação
11:43a, digamos,
11:46essa linha de atuação da família Bolsonaro.
11:49Por quê?
11:50Porque eles têm responsabilidades.
11:53O governador Mauro Mendes
11:54é um personagem que eu sempre disse
11:56que me parecia ser, sempre me pareceu ser,
12:00uma, assim, uma das boas cabeças
12:05da direita brasileira.
12:06E eu tenho, sim, essa convicção,
12:09eu tenho respeito pela atividade dele.
12:11Então, o que ele está dizendo
12:12é que chega, não dá pra gente continuar assim
12:15e não dá pra gente...
12:18Nós temos que resolver problemas
12:20muito urgentes.
12:23Então, aí, aparece essa enxurrada aí
12:26de casos de família,
12:28enfim, da Bolsa Holândia,
12:29jorrando, né, esgoto pra todo lado,
12:32com o pastor que não ora,
12:33mas, em compensação,
12:34fala palavrão e xinga o tempo todo,
12:36aí o filho, o pai...
12:38Quer dizer, é óbvio que isso
12:41talvez acabe provocando
12:44uma depuração
12:45do lado
12:46da direita política.
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