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A Petrobras posicionou a sonda NS-42 na Margem Equatorial, no litoral do Amapá, para iniciar um simulado de emergência exigido pelo Ibama. A Avaliação Pré-Operacional (APO) tem como objetivo testar a capacidade de resposta da companhia a possíveis acidentes durante a exploração de petróleo na região. O exercício, programado para começar no próximo domingo (24), envolverá mais de 400 pessoas e recursos logísticos como embarcações de grande porte e helicópteros.

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Transcrição
00:00A Petrobras posicionou a sonda na margem equatorial no Amapá para o simulado de emergência exigido pelo Ibama.
00:08A etapa é a última antes da decisão sobre a perfuração de petróleo.
00:14Patrícia Costa no quadro Jovem Pan Sustentável.
00:18O processo de liberação da exploração na Foz do Amazonas foi turbulento desde o início.
00:24Técnicos do Ibama recomendaram negar a licença, apontando falhas no plano de proteção da fauna
00:30e ausência da avaliação ambiental de área sedimentar, que deveria nortear decisões em regiões de alta sensibilidade.
00:38Mesmo assim, sob forte pressão política e com interesses econômicos em jogo, a presidência do órgão autorizou o avanço do processo.
00:46Agora, com a sonda posicionada no Amapá, o Ibama inicia o simulado de emergência, etapa final, antes da perfuração do poço.
00:54O governo tenta mostrar equilíbrio, aposta na expansão do petróleo como motor econômico e, ao mesmo tempo, defende liderança global na transição energética.
01:05Mas esse contexto é de contradição.
01:06Às vésperas da COP30, o Brasil corre o risco de ser visto como um país que fala em clima e sustentabilidade,
01:14mas cede à pressão por combustíveis fósseis.
01:16De um lado, empregos e arrecadação.
01:19Do outro, riscos ambientais e perda de credibilidade internacional.
01:23É importante ressaltar que crescimento econômico é algo de curto prazo.
01:28Já desenvolvimento sustentável e econômico é diferente.
01:32Prevê atitudes que pensam no hoje e também no futuro.
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