A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que o país não adota práticas comerciais “desleais ou discriminatórias” contra os Estados Unidos. A entidade protocolou nesta sexta-feira (15) uma defesa formal em resposta à investigação aberta a pedido do presidente Donald Trump em julho, reforçando a legalidade e transparência das exportações brasileiras. Reportagem: Igor Damasceno
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00:00Seguimos aqui ao vivo no Jornal da Manhã, a Confederação da Agricultura e Agropecuária respondeu às acusações feitas pelos Estados Unidos e afirmou que as práticas comerciais não são desleais com o país americano.
00:15Direto de Brasília, vamos conversar ao vivo agora com o Igor Damasceno, que tem mais detalhes. Igor, bom dia.
00:22Oi, Márcia, bom dia para você, para o Marcelo, bom dia também para todos que nos acompanham.
00:29Márcia, só para a gente contextualizar, há algumas semanas o governo dos Estados Unidos utilizou a sessão 301 da Lei de Comércio para investigar eventuais práticas desleais e discriminatórias.
00:44Essas foram as palavras utilizadas pelo governo norte-americano praticadas supostamente pelo Brasil.
00:51Então, nós estamos sob investigação comercial e a Confederação Nacional da Agropecuária respondeu a essas acusações, como você bem disse, Márcia, negando todas elas, acusações essas do governo dos Estados Unidos.
01:05Por exemplo, uma das acusações do governo norte-americano é sobre tarifas preferenciais.
01:11O documento diz que o Brasil concede tarifas reduzidas e vantajosas a determinados parceiros comerciais.
01:20Isso colocaria as exportações dos Estados Unidos em desvantagem competitiva.
01:26A CNA desmente isso.
01:27Diz que o Brasil concede tratamento tarifário preferencial de forma limitada, com base nos acordos firmados com os outros países.
01:37E que os Estados Unidos têm acordo de livre comércio não só com o Brasil, mas também com outros 20 países.
01:44O que não seria um tratamento discriminatório diferenciado para outros países.
01:51Agora, falando a respeito do mercado de etanol, o governo norte-americano acusa o governo brasileiro
01:58de não mais isentar o etanol dos Estados Unidos aqui no Brasil, o que também estaria descumprindo o acordo.
02:06A CNA diz que houve sim uma isenção entre 2010 e 2017 e depois desse período foi adotada a tarifa da nação mais favorecida,
02:17que é de 18%, algo inferior ao de outros parceiros, como por exemplo, parceiros do Mercosul, que é de 20%.
02:26Ou seja, ainda há uma vantagem competitiva para os norte-americanos.
02:31O governo dos Estados Unidos também diz que o Brasil descumpre acordos firmados para combater o desmatamento ilegal
02:39e que isso também pode atrapalhar a economia dos Estados Unidos.
02:44A CNA diz que, na verdade, o Brasil tem um tratamento robusto para o combate ao desmatamento ilegal
02:51com a reformulação do Código Florestal, por exemplo.
02:55Então, essas são algumas das respostas da Confederação Nacional da Agropecuária,
03:00desmentindo, então, essa acusação de tratamento desleal, discriminatório,
03:06por parte do governo brasileiro, acusações feitas pelos Estados Unidos.
03:10Está previsto para esta segunda-feira também uma resposta do governo brasileiro,
03:17já falando, por exemplo, sobre o PIX e também sobre o desmatamento ilegal,
03:21sobre essas acusações dos Estados Unidos.
03:24Márcia e Marcelo.
03:26Obrigada, Igor Damasceno, Direto de Brasília, ao vivo.
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