Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), anunciou o deputado Ricardo Ayres (Republicanos) como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A escolha foi bem recebida pelo Palácio do Planalto, que vê o nome de Ayres com bons olhos. Reportagem: Victoria Abel.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/LXRnGuTkjGU

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Gente, o Planalto vê com bons olhos a escolha do deputado Ricardo Aires como relator da CPMI do INSS.
00:07Vamos então com as informações e por que que há essa avaliação positiva, hein, Vitória?
00:15Olá novamente, Evandro. Pois é, o Ricardo Aires, ele é um deputado que tem um bom alinhamento aqui com o Planalto,
00:21tem um bom diálogo com os auxiliares do presidente Lula,
00:25por isso que eles têm avaliado o Ricardo Aires como um nome de equilíbrio.
00:30Ricardo Aires que foi escolhido hoje pela manhã pelo presidente Hugo Mota para ser relator da CPMI do INSS,
00:35CPMI que vai investigar aqueles descontos indevidos nas aposentadorias,
00:41casos que foram divulgados pela Controladoria Geral da União lá em abril, gerou muita polêmica,
00:47e depois dessa divulgação pela Controladoria, a oposição no Congresso Nacional aproveitou
00:52para justamente pedir uma CPMI de investigação desses casos.
00:56O que ocorre é que o próprio Ricardo Aires, o relator dessa CPMI, a gente conversou com ele mais cedo,
01:03e ele pontuou que os casos se iniciaram em 2019, algo que é argumentado pelo governo,
01:09se iniciaram, portanto, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro,
01:13que ele pretende sim investigar esses casos de forma de ordem cronológica,
01:19ou seja, desde 2019 ele vai fazer essa investigação e não apenas uma investigação dos casos
01:24que ocorreram durante o governo do atual presidente Lula.
01:28Inclusive a gente conversou com ele e ele disse o seguinte,
01:30vamos fazer um trabalho imparcial e rigoroso de proteção aos aposentados,
01:35acho importante trazermos a ordem cronológica dos eventos que começaram em 2019.
01:40Então, portanto, a articulação da oposição que conseguiu criar essa CPMI junto ao Congresso Nacional,
01:48no entanto, o governo articulou em cima, conseguiu colocar como relator Ricardo Aires,
01:54que é alguém alinhado a eles, e também Omar Aziz, que vai ser o presidente da CPMI.
01:59A gente lembra que numa CPMI o presidente costuma ser de uma casa e o relator de outra,
02:05dessa vez o relator é um deputado, enquanto o presidente é um senador,
02:09portanto, Omar Aziz, também da base aliada do governo.
02:12Um outro detalhe importante também é que Ricardo Aires é muito próximo de Hugo Mota,
02:16não é à toa que o presidente Hugo Mota escolheu Ricardo Aires para essa posição,
02:21justamente para que ele possa acompanhar de perto a elaboração de um futuro parecer
02:25dessa CPMI do INSS. Evandro.
02:29Obrigado pelas informações, Vitória. Um abraço para você.
02:31José Maria Trindade, a gente tem o Aires, o deputado Aires, que é do Republicanos,
02:35que é um partido mais alinhado hoje à direita.
02:38Mesmo assim, o governo tem boa interlocução com ele.
02:41Então, a Vitória trouxe uma balança muito interessante na fala dela.
02:45A oposição vai lá, briga bastante e consegue a CPMI.
02:49Ao mesmo tempo, Hugo Mota indica um deputado que seria, na visão dele,
02:53um aliado e também mais equilibrado, que olharia para isso de maneira cronológica,
02:57ou seja, também inclinaria-se sobre a gestão de Jair Bolsonaro para a crise envolvendo o INSS.
03:05Como é que você avalia a maneira como esse tema será discutido
03:08a partir dos elementos que já estão presentes na composição dessa comissão?
03:15Mas aí eles tinham esquecido, né, dessa importante comissão parlamentar, CPMI, né,
03:21comissão parlamentar mista de inquérito sobre o roubo dos aposentados.
03:25E ali viu-se a possibilidade de atingir vários governos e elaboraram um acordo,
03:32um acordo de funcionamento, pelo menos no início, né.
03:35A comissão parlamentar, a gente sabe que começa assim, não sabe como é que isso vai terminar,
03:40porque no decorrer das investigações, a gente vai ver ali através dos depoimentos,
03:44e isso é às vezes mais importante do que o relatório final.
03:48E aí a gente vai entender como é que era esse processo e quem, quem no governo,
03:54quem funcionário público, quem deputado e quem senador é que facilitaram esse roubo.
04:01Sem eles, ninguém rouba seis bilhões de reais sem a participação de deputados e senadores.
04:08Eles detêm o monopólio de roubo em Brasília.
04:11Sem eles não tem jeito de roubar aqui, não.
04:13É assim, todo mundo sabe disso.
04:16E o que que acontece?
04:17Foi um acordo, porque o relator, ele é indicado pelo presidente da comissão.
04:23Só que o presidente da comissão é eleito no voto em plenário.
04:27Então, se houver um acordo, isso prevalece.
04:30O presidente da Câmara não indica relator de CPI.
04:33Quem indica relator de CPI é a própria comissão parlamentar de inquérito.
04:38E o presidente é quem indica o relator não é eleito.
04:41Quem é eleito é o presidente, o vice-presidente.
04:44Então, assim, é um acordo para eleger um presidente que indique o Ricardo Aires.
04:50Esta é a história.
04:51Mas é bom que esta comissão parlamentar prossiga.
04:54Eu sou um dos que ainda acreditam na força da comissão.
04:58Quem sabe isso não funciona, né?
05:00Você acredita, Piper?
05:01Eu estou com zero uma coisa, né?
05:04Eu acho que quando tem algum assunto muito duvidoso, né?
05:10Que aponta aí para notórios casos de corrupção, tem que ter comissão mesmo.
05:16Tem que investigar.
05:18O que eu acho, e a minha grande suspeita, eu disse aqui outro dia,
05:22é que esse tema, infelizmente, lá no Congresso, ele esfriou muito.
05:28A minha suspeita é que esse tema incomoda políticos de todos os estratos políticos,
05:38todos os estratos ideológicos.
05:41Então, é por isso que esse negócio ficou meio no freezer,
05:46agora apontam aí um deputado que é do Republicanos,
05:50até o partido do governador Tarcísio,
05:52mas é simpático ao governo federal.
05:55Então, sabe, eu acho que começou isso de uma forma muito gelada.
06:00E você vê como que essas coisas são engraçadas aqui no Brasil, né?
06:05O homem da confiança, então, do governo federal para essa comissão
06:09é um deputado do partido do governador Tarcísio
06:12que pode ser o candidato de oposição.
06:15O que mostra que esses partidos,
06:18eles, principalmente do tal Centrão,
06:21são partidos muito divididos.
06:23Por isso que quem estiver contando
06:26com a adesão de porteira fechada
06:29de qualquer um desses partidos
06:31para a próxima eleição,
06:32a presidente vai quebrar a cara.
06:34Fala, Gani.
06:34Olha só, primeiro, né,
06:36geralmente eu sou contra, de uma maneira geral,
06:39CPI, porque eu acho que não dá em nada.
06:40Mas em alguns casos específicos,
06:42como esse, eu sou amplamente a favor.
06:45Algumas CPIs resultaram, sim, em resultados práticos, né?
06:49Vamos lembrar a tal da CPI dos Correios, entre outras.
06:53Agora, me preocupa um pouco a fala dele,
06:56que ele diz o seguinte,
06:57eu vou começar a investigar a partir de 2019.
07:01Na verdade, na melhor das hipóteses,
07:05na melhor das hipóteses,
07:06esses casos de roubos no INSS começaram em 2016.
07:12Então, o marco aí, temporal, não é 2019,
07:16ah, porque começou lá no Jair Bolsonaro.
07:18Ah, ah, é 2016.
07:20E há relatos, inclusive,
07:22eu já recebi mensagens privadas
07:25dizendo que aconteciam esse tipo de roubo
07:27com familiar em 2007, 2008.
07:31Inclusive, um advogado que a gente entrevistou
07:33aqui na Jovem Pan, no 3 em 1,
07:35disse que, se eu não me engano,
07:372005, 2006, já tinha relatos
07:40nesse sentido de desvios no INSS.
07:44Então, tem que se investigar,
07:46pelo menos, desde 2016
07:48ou até antes de 2016.
07:52Por quê, Evandro?
07:53Porque tudo indica que se trata
07:55de uma corrupção sistêmica,
07:57assim como foi o Petrolão
07:59e assim como foi o Mensalão.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado