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Os EUA cancelaram vistos de esposa e filha do ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT). A medida não se aplicou ao ministro, que já estava com o visto cancelado e a decisão foi tomada poucos dias após cancelar vistos de profissionais ligados ao Mais Médicos.
Reportagem: Igor Damasceno


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Transcrição
00:00Uma informação que acaba de chegar, os Estados Unidos cancelaram vistos de esposa e também da filha do ministro da saúde, Alexandre Padilha.
00:10Igor Damaceno, direto de Brasília, vai trazer os detalhes. Igor, qual foi a justificativa para isso? Mais sanções nos Estados Unidos?
00:22Mais sanções, Márcia. Boa tarde a você, boa tarde também a todos que nos acompanham.
00:26Então, ontem o nosso correspondente dos Estados Unidos, o Eliseu Caetano, chegou a dizer aqui em tempo real de que hoje haveria mais sanções do governo norte-americano e isso de fato se concretizou.
00:39As nossas fontes no Ministério da Saúde confirmaram a informação de que hoje de manhã o consulado do governo norte-americano informou a família do ministro da saúde, Alexandre Padilha,
00:51sobretudo a filha e a esposa dele, de que os vistos delas para entrada nos Estados Unidos estavam cancelados.
01:01Essa nova sanção não inclui o ministro Alexandre Padilha porque o visto dele já estava vencido desde o ano passado.
01:08Então, atingiu diretamente a família do ministro. E essa nova sanção, ela ocorre dias depois de que autoridades ligadas à implementação do programa Mais Médicos do ano de 2013
01:23também sofreram a mesma sanção, também tiveram o visto cancelado.
01:29A justificativa para essa outra situação do governo norte-americano é que essas duas autoridades tinham implementado um programa que teve um escândalo de corrupção com o governo cubano.
01:41Na oportunidade, os Estados Unidos disseram que os médicos cubanos trazidos para o Brasil recebiam menos de 10% do salário combinado com o governo,
01:51que o governo estaria pagando o governo cubano e o governo cubano desviava a maior parte do salário desses profissionais da saúde de Cuba que atuavam aqui no Brasil.
02:01Essa informação é negada tanto pelo governo brasileiro quanto pelo governo cubano.
02:06Essa foi a justificativa do governo norte-americano para cancelar os vistos das autoridades, o Mozart e o Kleimer, de cancelar os vistos deles,
02:17por eles implementarem um programa acusado de corrupção pelo governo norte-americano.
02:21Agora, a sanção para a família do ministro Alexandre Padilha seria porque foi o próprio ministro Alexandre Padilha quem implementou,
02:30foi a gestão dele quem trouxe o programa Mais Médicos para o Brasil.
02:34Então, é mais uma rodada de sanção contra aqueles que trouxeram a implementação do programa Mais Médicos.
02:42A primeira fase foi em 2013, na época Padilha também era ministro da saúde e, na época, os médicos cubanos eram trazidos para ajudar no sistema único de saúde brasileiro,
02:53principalmente nas regiões periféricas.
02:55O programa Mais Médicos voltou a operar neste ano, nessa segunda fase, mas com médicos brasileiros mesmo,
03:03numa nova rodada de contratação.
03:05Mas o fato é que há essas acusações sem provas do governo dos Estados Unidos
03:10e que todos aqueles que estão envolvidos a esse programa estão sofrendo essa sanção de revogação de vistos.
03:18Primeiro, o Mozart, que ajudou a implementar, e o Clymer.
03:22E agora, a família do ministro Alexandre Padilha.
03:25Até o momento, Padilha não se posicionou nem por meio de nota, nem pelas redes sociais,
03:30mas, Márcio, eu estou a todo momento atualizando as redes sociais do ministro
03:34para saber se ele vai se posicionar sobre esse assunto.
03:37Inclusive, posso voltar com novidades, viu?
03:39Com certeza, e você tem prioridade.
03:42Assim que sair alguma nota dele, você volta em tempo real para atualizar para a gente.
03:46Obrigada, Igor, pelas informações.
03:48Ainda sobre esse assunto, eu chamo o Bruno Pinheiro, direto de Brasília.
03:52Bruno?
03:54Essa informação chega em uma hora que acaba chamando a atenção,
03:59já que vem após essa última visita de Eduardo Bolsonaro ao Washington, na verdade.
04:03Aqui, no Itamaraty, a diplomacia está analisando novamente se vai chamar o encarregado de serviços dos Estados Unidos,
04:13já que não existe um embaixador, para ser ouvido ou explicar novamente ao governo Lula
04:20o que, de fato, está acontecendo com essas sanções.
04:24Já foram quatro vezes que o embaixador esteve lá.
04:27Agora, um outro gesto que também é estudado, mas com muita cautela neste momento,
04:32é de chamar a embaixadora do Brasil em Washington para retornar para o seu país.
04:39O que seria um gesto considerado muito forte, muito radical,
04:43e uma resposta para o governo americano retirando a embaixadora.
04:48O que alguns diplomatas, de forma reservada, estão respondendo aqui na capital federal?
04:53Que não adianta muito chamar esse encarregado de serviços,
04:57já que ele não é um nome ligado ao governo americano.
05:01Ele foi indicado, mas não é um nome com tanto espaço dentro da Casa Branca.
05:07Ou seja, que uma conversa com o encarregado de serviços dos Estados Unidos,
05:11no Itamaraty, não resolve muita coisa.
05:14A informação que é colocada sobre esta mesa de negociação
05:18não chega diretamente aos Estados Unidos, ao governo americano.
05:22Então, nesse momento, é estudada uma resposta.
05:25Lula não quer ser de forma radical para não aumentar essa complicação.
05:31E aí a resposta do governo é o quê?
05:33Intensificar uma campanha em defesa da soberania,
05:36e não justificando com uma outra ameaça,
05:40ou até mesmo uma retaliação.
05:42Até porque a lei da reciprocidade foi aprovada no Congresso,
05:46mas até hoje não se fala em utilizá-la.
05:48Eu acredito que nem vão utilizá-la.
05:51Bruno, obrigada pelas suas informações.
05:53Já já a gente volta.
05:55Agora a notícia aqui de São Paulo.
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