- há 4 meses
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NotíciasTranscrição
00:00Muito boa tarde. Uma em cada três mulheres brasileiras sofreu algum tipo de violência
00:13no ano passado. São 21,4 milhões de vítimas, um número assustador que mostra que a violência
00:20contra a mulher virou uma epidemia no país. O Agosto Leilaes é um mês dedicado ao combate
00:26à violência doméstica em referência à Lei Maria da Penha, sancionada no dia 7 de agosto.
00:32Mas como identificar os primeiros sinais? Onde buscar ajuda? Como denunciar sem se expor ainda mais?
00:40Hoje você vai entender os cinco tipos de violência que podem destruir a vida de uma mulher.
00:46Física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. Aqui no estúdio, a Avani Santana,
00:52gerente-geral de promoção da cidadania e direitos da mulher do Centro de Referência Clarice Lispector
00:59e também Paula Limongi, vice-presidente do Instituto Banco Vermelho.
01:04Elas vão mostrar os canais de denúncia disponíveis e principalmente como a mulher pode se proteger
01:10e reconstruir sua vida longe do agressor. Essas informações podem fazer a diferença
01:17na vida de alguém que você conhece. Boa tarde, sejam bem-vindas.
01:21Boa tarde.
01:23Estamos num mês muito importante, esse mês do Agosto Leilaes, para trazer ainda mais visibilidade
01:29a essa situação que é uma epidemia no nosso país. O Brasil mata as mulheres,
01:36né? O Brasil prejudica, né? Nossa sociedade, ela prejudica, violenta as nossas mulheres de várias formas, né?
01:45E eu queria hoje que vocês pudessem falar para quem está nos assistindo as maneiras possíveis
01:51de fazer a denúncia, porque a discussão não é mais sobre meter a colher em briga de marido e mulher.
01:58A gente já sabe que é para fazer isso. Agora a gente quer saber de que maneira a gente pode ajudar
02:03uma mulher que está sendo agredida ou a própria mulher buscar ajuda.
02:07Avani, boa tarde.
02:08Boa tarde, querida. É sempre um prazer poder conversar sobre esse tema,
02:13porque mais do que nunca é fundamental que a sociedade debata e que todas as mulheres saibam
02:19como proceder ao vivenciar situações de violência.
02:24As mulheres têm hoje, pelo menos na cidade do Recife, conta com uma gama, uma rede de apoio e proteção.
02:33É importante que essas mulheres saibam onde estão esses serviços e que elas têm direito,
02:38independente de classe social, independente de nível de formação.
02:43Mas antes de qualquer coisa, é fundamental que a mulher se perceba numa situação de violência.
02:49Algumas formas de violência são extremamente sutis e com aquela ideia que a grande maioria das mulheres
02:55em função de nossa educação têm a ideia do amor romântico, faz com que essa violência,
03:02ela se perpetre na sua casa, nas suas relações e podem chegar, inclusive, ao feminicídio.
03:09Porque são movimentos sutis de uma palavra que te ofende, onde estrato ou reduzir a tua posição,
03:19a tua intervenção, sutilmente.
03:22Mas isso é um ciclo.
03:23Esse ciclo, ele evolui, certo?
03:27E a mulher precisa perceber, compreender essas várias formas de violência.
03:31Que são cinco.
03:31E dizer que ela não está sozinha.
03:33São cinco, exatamente.
03:34São cinco, né?
03:35Porque a gente estava até conversando aqui, né?
03:37Que a mulher, geralmente, só se sente agredida quando é física.
03:40Isso.
03:41Quando é a violência física, ela não.
03:42Ah, agora sim, eu apanhei, eu fui agredida, é violência.
03:46Mas não, a gente está falando aqui de cinco tipos, né?
03:49Paulo, por exemplo, a gente tem a física, né?
03:52E quais são as outras quatro?
03:53A física é a mais conhecida, né?
03:54É aquele empurrão, é aquele puxão de cabelo.
03:58Às vezes, não deixa marca, mas você foi ali empurrada, você foi beliscada.
04:02Então, todo mundo conhece a agressão física.
04:04Tem a agressão psicológica, a violência psicológica.
04:07Como é que ela acontece?
04:09Quando esse homem, ele começa a diminuir essa mulher.
04:12Primeiro, ele isola essa mulher, certo?
04:14Ah, não precisa não ficar com essas amigas.
04:16Ah, então ele tira essa mulher também de perto do convívio familiar.
04:18E ela fica literalmente sozinha.
04:20Então, nesse momento, ele diz, ninguém vai te querer, você não serve pra nada.
04:24Você tá gorda, tá feia, tá com três meninos, então, ninguém vai te querer.
04:28Você é louca.
04:29Essa é muito comum, você é louca, né?
04:31E aí, numa discussão, ele fala alguma coisa, ela diz, mas você disse isso.
04:35Ela diz, eu?
04:35Eu não disse isso não, você está louca.
04:38Ela recebe uma foto desse homem num bar com outra mulher e ele fala, não sou eu.
04:43E a mulher olha pro celular assim e diz, mas é você.
04:45Ele diz, você está louca.
04:46Não é, Vanille?
04:46E termina acreditando naquilo que ele disse.
04:48É?
04:48Então, a mulher...
04:49Duvidando da própria sanidade.
04:50Ela entra numa paranoia que ela realmente acha que ela está louca.
04:54Isso leva a uma depressão e, às vezes, é um quadro mais grave que pode chegar até a mulher atentar contra a própria vida.
05:01Exatamente.
05:02Então, essa psicológica foi uma das que mais cresceu e que mais cresce porque ela é muito velada, né?
05:07E a gente costuma dizer que nem toda ferida sangra.
05:10Então, é uma violência na alma.
05:12As cicatrizes que ficam na alma, né?
05:14Inclusive, de difícil tratamento.
05:16Exatamente.
05:17A moral é quando este homem atenta contra a moral desta mulher.
05:21Por exemplo, ah, se separar de mim, eu vou dizer que você é aquilo, é isso, é aquilo.
05:25Eu vou pegar aquelas fotos nossas em momentos íntimos e vou colocar no grupo aqui da comunidade toda.
05:31Todo mundo vai saber que você não vale nada.
05:33Então, é uma violência moral contra a moral daquela mulher.
05:38Temos a patrimonial, pouquíssimo conhecida, que ela pode ser exercida tanto no viés financeiro,
05:44que é ele controlar ela pelo dinheiro e falar assim, se separar, não leva nada nem a roupa.
05:49E controlar o dinheiro dela também, né?
05:51E controlar o dinheiro dela, né?
05:53Você não sabe mexer em dinheiro, não.
05:54Me dê aqui quem vai controlar o dinheiro da casa sou eu.
05:56Como também quebrar objetos.
05:58Dar um morro no armário, quebrar o celular dessa mulher.
06:01Ah, quem pensa que patrimônio só são imóveis, carros.
06:05Mas até o batom que pertence àquela mulher é dela.
06:09Faça parte do seu patrimônio.
06:10E a gente costuma falar muito, fique atento aos sinais, porque na hora que ele dá um morro no armário,
06:15era um morro pra ser em vocês.
06:17Na hora que ele quebra um celular no chão, era você que ele queria estar quebrando.
06:20Então, mexeu com valor financeiro, mexeu com patrimônio, é crime, violência patrimonial.
06:25E a violência sexual, que é quando o homem obriga essa mulher a ter uma relação no momento que ela não quer.
06:31Ninguém é obrigado.
06:32Mesmo sendo casado, viu?
06:32Marido e mulher.
06:33Existe, inclusive, um termo chamado estupro marital.
06:36Que é quando o marido comete estupro contra a própria mulher.
06:39E como é que isso acontece?
06:40Muitas vezes, ele chega embriagado e ele quer que a mulher tenha essa relação com ele.
06:46E a gente já falou com mulheres que disseram coisas horríveis do tipo,
06:50se você não fizer comigo, eu vou bater nas crianças.
06:53E outra coisa, ainda submete essas mulheres a práticas sexuais que elas discordam, que elas não concordam.
07:01Por quê? Porque ela é propriedade dele.
07:04E assim, qualquer uma dessas cinco situações vivenciadas, em qualquer uma delas,
07:10a mulher já pode pedir a medida protetiva?
07:13Todas são crime, certo?
07:15Todas estão previstas no código penal, com reclusão mínima de dois anos, indo até seis anos.
07:20E a medida protetiva, ela é oferecida quando oferece risco para essa mulher.
07:25Pode ser que ele receba uma ação de uma violência patrimonial,
07:30mas foi naquele momento ali que ele quebrou alguma coisa dela.
07:32Mas ainda assim, ele pode não oferecer um risco.
07:36Mas o que a gente sempre fala é que a relação abusiva de hoje é o feminicídio de amanhã.
07:39E é importante a gente ressaltar aqui que a medida protetiva, ela hoje pode ser solicitada pela internet,
07:46aqui no estado de Pernambuco, no site do Tribunal de Justiça de Pernambuco,
07:51ou você vai até a Delegacia da Mulher, né, para você fazer sua denúncia e solicitar essa medida protetiva
07:58que salva a vida das mulheres, né.
08:01O agressor, ele vai ser afastado do convívio, né, do ambiente do lado, do ambiente do trabalho dessa mulher
08:08e aí, claro, diminuir muito as chances de uma nova agressão e de um feminicídio.
08:13Exatamente.
08:14Medidas protetivas, a gente precisa estar sempre afirmando isso para toda a população.
08:19Salva vidas.
08:20Se alguma mulher sofre a violência em função do descumprimento da medida protetiva,
08:25e outra coisa, descumprimento de medida protetiva...
08:28É prisão.
08:29É prisão imediata, né, é importante compreender isso.
08:34E a mulher que está com essa medida, denunciar.
08:36Algumas mulheres, elas até pensam que podem flexibilizar, mas não podem.
08:42Porque cachorro que late, como diz a história, eles mordem.
08:46A gente tende a dizer que não morde, não será capaz.
08:51Mas quantas acreditaram nisso e hoje em dia já não estão conosco, né.
08:54É o que a gente diz, né.
08:56Infelizmente, a prisão está cheia de homens arrependidos e o cemitério está cheio de mulheres mortas.
09:01De mulheres mortas.
09:02E órfãos, né.
09:03E órfãos, é.
09:04E órfãos que estão na nossa sociedade.
09:06A gente vai continuar falando sobre esse assunto, já já, tá certo, no próximo bloco.
09:11Porque agora a gente vai saber por onde anda o nosso repórter Tiago Asfora
09:15e mais um Giro Mauricéia pelos mercados de bairro.
09:18Roda aí.
09:19Fala, minha trupe.
09:20Tudo bom?
09:21Giro PDV Mauricéia.
09:23Acabamos de chegar em Peixinhos, Olinda.
09:26Olha a lapa deste estacionamento.
09:30Que conforto, né.
09:31Pois é.
09:32A gente está no atacarejo ideal.
09:33Esse mercado, né.
09:35Esse atacarejo muito bacana aqui, que quebra um galho danado para a turma aqui da região.
09:41E a gente vai conhecer agora lá dentro, certo.
09:44Porque tem produtos Mauricéia, tem um freezer abarrotado de...
09:48Delícia.
09:50Bora?
09:51Bora comigo.
09:52Chega!
09:53Tcharam!
09:55Dá uma olhada.
09:57Vamos lá.
09:57Fígado, asa, coxinha da asa.
10:01Aqui embaixo, ó, nossos frangos resfriados.
10:05Gigantes.
10:06Peito, peito sem pele, filezinho.
10:10Que má gavilha, né, vovó?
10:13Flagrei você escolhendo uma carninha esfriada, um franguinho sem pele, né.
10:18Um filé de peito.
10:19E aí, por que escolhi o Mauricéia?
10:21Porque é mais prato, que é muito boa.
10:23Você gosta?
10:24Sim.
10:25Trabalha com o que?
10:25Me conta.
10:26Trabalho com empadão, empada.
10:29E aí, os teus clientes adoram e você usa Mauricéia.
10:32Isso.
10:33Faz que nem a Cássia.
10:34Você viu, né?
10:35Ela preza pela qualidade do produto que ela revende e os clientes dela comprovam.
10:39Os clientes comprovam a qualidade e, claro, que por trás daquele empadão delicioso tem
10:45filé de peito Mauricéia.
10:47O produto sai da produção da fábrica direto, praticamente, para a nossa mesa.
10:53Por isso que ele tem aquela qualidade, né, aquela maciez, aquela suculência.
10:58É muito bacana fazer esse trabalho para a Mauricéia, porque a gente sabe que a gente
11:01está oferecendo produtos de qualidade para você, para a tua mesa.
11:05Então, faz que nem as pessoas aqui de Peixinhos, faz que nem as pessoas que vêm aqui no Ideal
11:10escolhem um dos produtos Mauricéia.
11:12E faz que nem eu, lá para casa, a gente leva a Mauricéia para a nossa mesa.
11:16Afinal, se é Mauricéia, eu confio.
11:23Agora a gente faz um rápido intervalo e daqui a pouco a gente volta com mais conversas
11:27sobre a campanha do Agosto Lilás.
11:29É já, já.
11:30Bem, você de volta.
11:39Hoje a gente está aqui com a Vani Santana, que é do Centro de Referência Clarice Lispector,
11:44e também com Paula Limongi, que é do Instituto Banco Vermelho.
11:47Estamos falando sobre o mês do Agosto Lilás, de conscientização contra a violência contra
11:54a mulher, né?
11:55E aí, vamos falar o seguinte, a gente falou ali dos tipos de violência, vamos falar agora
11:59de como a mulher pede ajuda, né?
12:02190 é para a situação de violência que está passando ali naquele momento, né?
12:07Com ameaça à vida dela.
12:09190.
12:10180 é para a gente denunciar, ah, olha, eu estou vendo minha vizinha, está aparecendo
12:16com marcas roxas pelo braço.
12:18E aí a polícia vai abrir a investigação e vai atrás daquilo.
12:21É isso?
12:21É assim o 180?
12:22É o 180, que é um número nacional, ele recebe denúncias e dá orientação ao procedimento
12:29e quando recebe essas denúncias, encaminha as notificações para os órgãos afins, né?
12:36Delegacia, CREAS, Centros de Referência da Mulher, Secretarias da Mulher.
12:42Não é para uma solução imediata.
12:44E passa também a orientação através do 180.
12:47É o 190, como você bem disse, para no momento da ocorrência ou na situação de risco iminente.
12:55Mas nós contamos com a rede.
12:59Em Recife, a gente costuma dizer, é o Centro de Referência Clarice no Espectro.
13:04Hoje, o Centro de Referência Clarice no Espectro, que é um órgão da Secretaria da Mulher da Prefeitura da cidade do Recife,
13:11é uma rede de atendimento à mulher na cidade do Recife, vitimizada pela violência.
13:17Nós temos uma unidade em Santa Mara, uma na Avenida Recife e cinco unidades espalhadas em vários territórios,
13:26dentro das nossas unidades de compais na Prefeitura.
13:29Esse é um lugar de ajuda à mulher.
13:32Lá nós dispomos de um 0800, dispomos de um WhatsApp, onde a gente escuta aquela mulher e dá os encaminhamentos necessários.
13:42E muitas vezes, através desse número, a gente aciona o socorro.
13:46O número de WhatsApp surgiu justamente para suprir isso.
13:50Há momentos que a mulher não pode falar.
13:52Então, ela está reclusa, se protegendo em determinado espaço, passa a mensagem e a nossa equipe entra em ação,
13:59acionando as autoridades necessárias para garantir o bem-estar dela.
14:03E que tipo de apoio ela recebe quando ela vai ao centro?
14:07Olha, os centros da nossa rede Clarice no Espectro, oferta o atendimento social,
14:12onde a gente faz um estudo sobre aquela mulher e suas demandas e necessidades,
14:18faz o acompanhamento jurídico, desde o acompanhamento à delegacia, se ela necessitar,
14:24até o transitar de julgado de todo o processo, além de ofertarmos a psicoterapia.
14:30E a psicoterapia a gente compreende como um elemento determinante para a reestruturação dessa mulher.
14:37Não é um atendimento de psicologia emergencial, é psicoterapia.
14:42Ou seja, a partir desse acolhimento, primeiro momento do acolhimento, a recepção pela equipe multidisciplinar,
14:49e de acordo com a vontade desta mulher, a gente aciona o jurídico.
14:54Nós temos uma equipe de oito advogadas atuando atualmente no Clarice, na rede Clarice no Espectro,
15:00que vai conduzir todo o processo criminal dessa mulher e encaminhar, no que diz respeito às ações cíveis,
15:07para outras áreas de atendimento, outros órgãos.
15:10Nós, além disso, dispomos da Brigada Maria da Penha, que faz o monitoramento de todas as mulheres
15:17que são acompanhadas por nossa rede, que têm medida protetiva.
15:21Acompanhando essa mulher para saber se a medida está sendo cumprida, respeitada.
15:29E ao percebermos, através das informações dessa mulher, que não está sendo,
15:33a gente orienta e toma as atitudes necessárias.
15:36Paula, e para a gente encerrar, fala também sobre o Instituto Banco Vermelho, sobre o trabalho dele, rapidamente.
15:41O Instituto Banco Vermelho, ele nasceu da transformação de um luto em luta.
15:45Quando o Andréia, presidente do Instituto, perdeu a melhor amiga para o feminicídio.
15:48Foi um caso muito noticiado em Pernambuco, até no Brasil, né?
15:52Foi o caso do homem que jogou o carro numa árvore para simular um acidente de trânsito.
15:56Então, a Andréia, que vinha acompanhando essa amiga, ela sabia que ela vinha sendo vítima de ameaças.
16:01E uma coisa importante de falar é que essa mulher nunca sofreu agressão física.
16:05Este homem nunca encostou um dedo nela, mas ele foi capaz de matá-la.
16:08Então, no dia que a Andréia recebe a notícia da morte da amiga,
16:12que foi no domingo à noite, o horário onde mais se tem feminicídios no país,
16:16é importante dizer que o Brasil é o quinto país que mais mata mulher no mundo.
16:20São seis mulheres, são a cada seis horas uma mulher morta no Brasil,
16:24a cada seis minutos uma menina ou uma mulher vítima de violência sexual.
16:28Então, o Andréia não vela nem enterra essa amiga,
16:30ela vai a uma delegacia com o celular dela e diz que não foi acidente.
16:34E daí começa toda uma trajetória de luta,
16:37até chegar em 2023, quando ela resolve fazer uma homenagem para esta amiga.
16:41E me chama porque também perdi uma amiga para o feminicídio,
16:45que já é um caso diferente, né?
16:47O caso da Patrícia era uma mulher divorciada, com mais de 40 anos, dois filhos.
16:51O meu caso era uma jovem de 35 e um namoro de 8 meses.
16:55Então, a gente vai fazer uma homenagem para essas amigas
16:57e faz essa campanha do Banco Vermelho,
17:00que nada mais é do que chamar a atenção para o tema
17:02e usar a prevenção como escudo de luta.
17:05E por que um banco?
17:06Porque um banco é democrático.
17:08Ele está na praça, está no hotel de luxo, está na igreja, está na escola.
17:12Por que não pintar um banco de vermelho para chamar a atenção
17:14e representar o sangue derramado por essas mulheres e o sinal de pare?
17:18E por que não colocar uma placa nesse banco,
17:20dizendo que ela não está sozinha e com canais de ajuda?
17:23E como bom pernambucano, por que não fazer um banco gigante?
17:27Porque para uma causa gigante, um banco gigante.
17:30Eu gostaria de, primeiramente, agradecer a presença aqui de vocês,
17:34e que são agentes importantes nessa luta aí contra o feminicídio,
17:41contra a violência contra a mulher, né?
17:45E aqui a gente está sempre de portas abertas, tá certo?
17:48Voltem sempre para a gente estar instruindo a nossa audiência,
17:53as mulheres que nos assistem, para elas ficarem mais informadas sobre esse assunto.
17:58Obrigada pela participação.
17:59Muito obrigada.
18:00E obrigada pelo carinho da sua audiência.
18:02Amanhã a gente fala sobre como fazer cirurgia plástica pelo SUS.
18:06A gente se encontra às 2h10 da tarde, logo após a Hora da Treita.
18:10Cheiro!
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