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Em discurso em evento sobre políticas sociais, o presidente Lula afirmou que o país ficará "mais esquerdista e socialista". Lula defendeu que é possível fazer mais pelo Brasil, citando avanços no combate à fome e a necessidade de proteger a população mais vulnerável. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, classificou o "tarifaço" de Donald Trump como "agressão injusta" e garantiu que o Brasil não vai abandonar os mais vulneráveis em meio à crise diplomática e econômica.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/pig3EF_yaCE

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Transcrição
00:00De volta a Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avisa que o Brasil vai seguir atento às ações contra o tarifaço
00:06e dará apoio aos setores mais vulneráveis.
00:09Repórter Igor Damasceno, trazendo as últimas informações, posicionamento do ministro da Fazenda. Igor.
00:18Tiago, boa noite novamente a você e também a todos que nos acompanham.
00:22A equipe econômica do presidente Lula prepara um plano de contingência
00:26para proteger as empresas que serão fortemente afetadas por esse tarifaço
00:32que vai começar a ser cobrado amanhã pelo governo dos Estados Unidos.
00:36Inclusive, o presidente Lula acaba de sair daqui do Palácio do Planalto.
00:41Ele estava reunido de forma emergente com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
00:47e com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
00:49Os dois encabeçam as negociações com os Estados Unidos.
00:53E dois assuntos estavam sobre a mesa relacionados ao tarifaço, é claro.
00:57O primeiro deles é sobre uma conversa com secretários norte-americanos
01:01que Geraldo Alckmin e Haddad vão ter até o fim desta semana.
01:06Essa reunião será virtual e será ali para uma expectativa de, pelo menos,
01:11reduzir as alíquotas sobre os produtos que são vendidos nos Estados Unidos.
01:15E o outro assunto é exatamente o plano de contingência,
01:18principalmente voltado para a indústria do café, que vai ser fortemente afetada.
01:24Linhas de crédito podem ser facilitadas para esse setor
01:28para minimizar os impactos causados.
01:31Agora, Fernando Haddad também falou que outros setores menores
01:35também vão ser afetados, mas que o governo federal já está se articulando
01:39para proteger os empregos gerados por essas culturas, por esses setores.
01:44Vamos ouvir o ministro quando ele falou hoje cedo a respeito desse assunto.
01:48Estamos atentos, porque não é porque 2%, 1,5% das exportações serão afetadas
01:56que nós vamos baixar a guarda, porque nós sabemos que há, nesse 1,5%,
02:03setores muito vulneráveis, setores que geram muito emprego,
02:08como é o caso da fruticultura, setores que exigem, da nossa parte,
02:13uma atenção especial que vai ser dada para socorrer essas famílias prejudicadas
02:20com uma agressão que já foi chamada de injusta, de indevida, de não condizente
02:27com os 200 anos de relação fraterna que nos ligam ao povo dos Estados Unidos.
02:33Bom, nessa reunião a portas fechadas, que acabou há cerca de 5 minutos,
02:41aqui no Palácio do Planalto, as três autoridades estavam terminando esse texto,
02:47terminando as discussões.
02:49A expectativa é que esse plano de contingência fosse anunciado até o dia 18 de agosto,
02:53mas devido ao avanço das tarifas, devido às negociações que podem começar a andar,
03:00podem começar a avançar, então pode ser que esse texto seja apresentado
03:05nos próximos dias, quem sabe até mesmo nas próximas horas,
03:10como medida contra esse tarifácio, viu, Tiago?
03:13Pois é, é mais cedo, não é, Igor, na reunião do Conselhão,
03:17o presidente Lula fez declarações, assim como a ministra Gleisi Hoffmann.
03:21Quais foram os outros destaques dessa reunião com os empresários hoje?
03:25Pois é, o governo federal já começa a tentar avançar no diálogo,
03:32já tenta marcar reuniões com secretários dos Estados Unidos.
03:35O presidente Lula afirmou que articula uma ligação para Donald Trump,
03:40não para falar sobre as tarifas, mas sobre a COP30,
03:42mas essa ligação é vista como uma tentativa de aproximação
03:46para estreitar os laços com o norte-americano,
03:49mas apesar disso, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann,
03:54ela fez um discurso no Conselhão, hoje lá no Palácio do Itamaraty,
03:58defendendo a soberania nacional, que segundo ela é inegociável.
04:03Vamos ouvir.
04:04Uma democracia não pode se submeter aos desígnios pessoais e ilegais
04:08de quem quer que seja.
04:11Em um país soberano não pode se render ao arbítrio do estrangeiro
04:17em detrimento da nacionalidade.
04:19A defesa da soberania nacional e a defesa da democracia
04:23caminham juntas, portanto, nesse momento histórico.
04:29Bom, e nessa história toda, quem tem o discurso mais otimista
04:34é o próprio presidente Lula.
04:36Ele falou a respeito das tarifas, da expectativa,
04:39daqui a algumas horas essa sobretaxa vai começar a valer
04:42e os produtos brasileiros ficarão 50% mais caros nos Estados Unidos.
04:47Mas Lula teve um tom mais otimista.
04:50Falou que o Brasil está preparado para lidar com essas situações.
04:53Vamos ouvir.
04:55O Brasil pode fazer muito mais, a gente pode melhorar muito a situação do país.
05:00A gente pode fazer muito mais coisa do que a gente está fazendo.
05:04E esse é o desafio, gente.
05:06Esse é o desafio de quem já foi presidente três vezes.
05:10Porque cada vez mais eu tenho que fazer mais.
05:12Significa que cada vez eu vou ficar mais esquerdista.
05:16Vou ficar mais socialista.
05:18E vou ficar achando que a gente pode mais.
05:24Bom, o fato é que nós estamos em contagem regressiva.
05:28Faltam apenas algumas horas.
05:30E o governo federal intensifica a agenda
05:32para avançar nas negociações com os norte-americanos
05:36e também para minimizar os impactos em determinados setores aqui no Brasil.
05:41Amanhã, Geraldo Alckmin tem uma agenda com a indústria farmacêutica.
05:45Ele também deve se encontrar com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota.
05:49E toda a agenda de Geraldo Alckmin e do próprio Fernando Haddad
05:53vão ser voltadas justamente para essas situações da tarifa.
05:58Voltamos ao estúdio.
06:00Igor Damasceno, bom trabalho para você.
06:02A gente volta às falas amanhã, aqui no Jornal Jovem Pan.
06:04Vamos chamar a Dora Kramer.
06:06Essa fala do presidente Lula ao final, não é, Dora?
06:09A gente vem discutindo muito a questão da comunicação do governo.
06:13E ele, em relação aos números de popularidade,
06:16ele tenta atrair o eleitor mais ao centro.
06:20Agora, quando ele dá uma declaração como essa,
06:22ser mais de esquerda, para fazer mais pelo país,
06:25qual o recado que ele passa, Dora?
06:27Eu acho que nenhum sabia.
06:29porque o presidente Lula, ele fala algumas coisas,
06:35ele diz algumas coisas que ele desdiz em seguida.
06:40Então, não se leva muito em consideração,
06:43não se leva a ferro e fogo.
06:45Quando ele faz essa fala,
06:48ali claramente como uma maneira de agradar aquele público,
06:52ninguém está imaginando que ele realmente vá com isso,
06:56ou, por causa disso, fazer uma guinada à esquerda.
07:01Diferente, o que vale, sim, são os atos.
07:05Recentemente, se viu que o direcionamento era exatamente esse.
07:10Mas não por causa das falas, mas por causa das atitudes.
07:14Eu também tive tempo, Tiago, de refletir sobre,
07:18porque quando eu ouvi a primeira vez, hoje de tarde,
07:22eu também fiquei com essa impressão que pudesse ter algum efeito,
07:26assim, negativo, sabe?
07:29Significar que realmente o governo largou qualquer coisa ao centro,
07:33vai ser absolutamente secretário.
07:35Aí depois eu fui examinar melhor o contexto em que o presidente Lula falou.
07:40É uma palavra, ou melhor, duas palavras, ao vento.
07:45Acho que, em termos de significado, para ter algum significado,
07:50é preciso que a gente veja se isso será acompanhado de atos,
07:54nesse mesmo sentido ou não.
07:57De qualquer forma, um especialista em discurso,
08:00até o ministro Sidonio, não recomendaria ele falar isso, né?
08:04Até porque, né, Tiago, isso aí vai ser mais utilizado até pela oposição no ano que vem
08:10do que por ele mesmo, já que a gente sabe que, em eleição polarizada,
08:14é o centro que tende a definir o resultado.
08:17E aí, certamente, esse corte aí está gravado.
08:20Vai ser explorado pela oposição no ano que vem,
08:22quando o presidente quiser, está agradando ali aquele eleitor mais centrado,
08:27mais equilibrado, enfim.
08:28O discurso vai ser o seguinte, da oposição.
08:30Está vendo? Agora, este próximo governo, se o Lula ganhar,
08:33vai ser socialista, esquerdista, e isso vai ser explorado politicamente.
08:38Não pelo presidente que produziu este material pré-fabricado, né?
08:42Vai ser utilizado pela oposição, certamente.
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