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Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), descartaram qualquer possibilidade de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes (STF). A postura dos líderes do Congresso se dá em meio à pressão da oposição, que eleva o tom e pede ação imediata após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Dora Kramer e Nelson Kobayashi analisam que a decisão de Alcolumbre e Motta sinaliza uma busca por estabilidade institucional e por frear a radicalização política em Brasília.

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Transcrição
00:00Já destacamos, líderes da oposição pressionam para que o Congresso vote o impeachment de Alexandre de Moraes.
00:06Mas, e o que pensam os presidentes Hugo Mota e Davi Alcolumbre?
00:10A repórter Vitória Bel, direto de Brasília, traz as últimas informações, aliás, informações exclusivas.
00:15Boa noite, Vitória. E eu já digo aqui, bem-vinda mais uma vez e seu retorno à Jovem Pan. Boa noite.
00:23Boa noite, Tiago. Boa noite a todos aqueles que nos acompanham aqui na Jovem Pan.
00:28Pois é, os líderes de centro, aliados muito próximos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre,
00:34e também do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota,
00:38contam que muito dificilmente os dois presidentes das casas pautariam projetos de enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal
00:47e também o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes,
00:52que é um dos pedidos da oposição aos presidentes aqui no Congresso Nacional.
00:59A gente lembra que tanto Hugo Mota quanto Davi Alcolumbre têm uma relação muito próxima com os ministros do Supremo.
01:06Desde o início desse mandato deles, nesse ano de 2025,
01:10Mota e Alcolumbre vêm tendo recorrentes encontros com esses ministros,
01:14inclusive com o ministro Alexandre de Moraes.
01:17A gente também lembra que Moraes foi um dos mediadores entre a briga entre Congresso e governo
01:23que aconteceu quando o governo decidiu aumentar o imposto sobre operações financeiras,
01:30decreto que depois foi derrubado pelo Congresso,
01:33e então Alexandre de Moraes entrou no meio para colocar panos quentes
01:37e foi aí então o mediador desse diálogo entre o Congresso e o Palácio do Planalto.
01:43A gente também lembra que no STF, pelo menos 80 inquéritos envolvendo suspeitas de desvios de emendas parlamentares
01:52também está correndo por lá, sob análise, por exemplo, do ministro Gilmar Mendes.
01:58Então, muitos parlamentares, inclusive de centro, também não querem provocar os ministros pensando nesses inquéritos.
02:05O que a gente também lembra é que nessas relações entre Moraes, Hugo Mota e Davi Alcolumbre,
02:14eles fazem tudo sempre de forma casada e sempre também com o diálogo com o Palácio do Planalto.
02:20Então, a visão desses líderes muito próximos dos dois é que provavelmente os bolsonaristas devem ficar isolados nos próximos dias.
02:28A dúvida é em relação ao projeto da anistia.
02:32Esse sim que tem uma certa aceitação de parlamentares de centro e poderia avançar como uma forma de tentar arrefecer e melhorar os ânimos
02:41junto à oposição aqui no Congresso Nacional.
02:45A gente também conta que a obstrução que a oposição vem fazendo aqui no Congresso, por enquanto,
02:51ela é informal, justamente porque não existe ainda uma sessão deliberativa, não ocorreu uma sessão deliberativa ainda nesta terça-feira.
03:03Vamos ver se amanhã vai ter.
03:04O presidente Hugo Mota vai se reunir com os líderes a partir de amanhã para definir o andamento dos trabalhos.
03:10Tiago.
03:10Perfeito. Vitória Bel, sempre atenta aos bastidores aí em Brasília.
03:13Até daqui a pouquinho, vou chamar a Dora Kramer.
03:16Quero te perguntar o seguinte, Dora, sobre impeachment de ministros do Supremo.
03:20Não é a primeira vez que essa discussão aparece, mas sempre é, muitas vezes, abafada pelos presentes da Câmara e do Senado, principalmente.
03:28Principalmente o Senado, que é assunto para essa casa especificamente.
03:32E eu quero saber de você, não só a posição de Hugo Mota, mas também de Alcolumbre,
03:36e as chances de algo prosperar como essa discussão, apesar de toda essa pressão dos oposicionistas.
03:44Olha, acho zero. Acho que não tem a menor. Acho que vai ser como sempre.
03:48Como você muito bem pontuou esse assunto vai, esse assunto volta, e ele sempre fica no mesmo lugar, numa gaveta.
03:57Claro que cada vez tem muitos pedidos. Hoje eu já nem sei quantos pedidos tem, mas a gente vê também que pedidos de impeachment do presidente da República
04:06sempre se acumulam na mesa diretora da Câmara e lá ficam, dependendo das circunstâncias, nem sempre ficaram ali fechados.
04:15Mas eu acho que nesse momento, nesse... eu não diria nem do momento, nessa quadra da história, isso não tem chance de prosperar.
04:27Não tem a menor chance. Eu acho que não vai realmente adiante do ponto de vista, assim, concreto, né, Tiago?
04:35Porque, claro que a discussão, principalmente porque os ânimos agora se exaltaram com essa prisão domiciliar do Jair Bolsonaro.
04:48Então isso, quando a discussão fica muito acalorada, sempre nos dá a impressão que o assunto tem chance de prosperar.
04:57Mas na objetividade da votação, dos votos, na disposição dos parlamentares, é muito diferente.
05:05Então eu acho que não passa impeachment. Impeachment de ministro nem pensar.
05:10Mas a Vitória nos trouxe que tem uma avaliação que a anistia teria condições de caminhar, principalmente na Câmara.
05:17Sim, é o mesmo que eu tenho ouvido, mas não essa anistia ampla, geral e restrita.
05:24Se por acaso, numa hipótese remota, esse assunto vier a caminhar, será numa versão desidratada e não essa aí ampla, geral e restrita.
05:36O Kobayashi, uma dúvida sobre impeachment de ministro do Supremo.
05:39Uma prerrogativa do Congresso Nacional tomar essa decisão.
05:42Mas eu pergunto pra você, é possível ter o impeachment de um ministro do Supremo e o Supremo derrubar essa decisão?
05:49Diante dos precedentes todos, sim, né, Tiago?
05:52Porque tudo tem parado no Supremo e o Supremo tem dado a última palavra em quase tudo.
05:57Só que na questão do impeachment, é uma previsão constitucional, tem lei que trata a respeito disso.
06:02E, inclusive com precedentes do Supremo Tribunal Federal, o julgamento de impeachment é um julgamento político.
06:08Então não é uma análise técnica, jurídica, que é feita num julgamento de impeachment.
06:13É um julgamento político, até por isso é que o político é que julga.
06:16São os senadores, no caso, que fariam esse tipo de admissibilidade, diferentemente do caso do presidente da República.
06:23E aí, pra lembrar, como qualquer processo de impeachment, é necessária uma tempestade perfeita,
06:28uma conjunção de muitos fatores direcionados para o mesmo fim.
06:34E isso envolve opinião pública, envolve opinião do mercado, envolve vontade política
06:38e envolve, acima de tudo, a pressão sobre o presidente da casa, no caso, o presidente do Senado,
06:45que é quem tem a caneta na mão pra admitir ou não o processo de impeachment.
06:49Mas depende de muita coisa.
06:51A oposição faz o que tá ao seu alcance, que é pedir o impeachment.
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