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O Palácio do Planalto orientou ministros e aliados a terem uma reação discreta à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A estratégia busca evitar o fortalecimento do discurso de "perseguição política" e não criar novas tensões que possam atrapalhar a negociação do "tarifaço" com o governo dos Estados Unidos.
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NotíciasTranscrição
00:00Agora, enquanto há esse movimento por parte da oposição, no Palácio do Planalto a orientação é de botar a bola no chão, ficar de boa, adotar uma reação discreta à prisão de Jair Bolsonaro.
00:13Então vamos entender essa estratégia com o Igor Damasceno que chega ao vivo agora conosco.
00:17E por que manter o silêncio de um governo que utilizou bastante o que aconteceu no 8 de janeiro e tudo aquilo que está ao redor de Jair Bolsonaro para tornar mais estridente essa oposição ao ex-presidente?
00:33Igor, conta pra gente. Bem-vindo.
00:34Evandro, o objetivo do governo federal é que não haja nenhuma situação que comprometa as negociações das tarifas impostas por Donald Trump com o governo dos Estados Unidos.
00:48Boa tarde a você, boa tarde também a todos que nos acompanham.
00:51Eu conversei com o interlocutor do Palácio do Planalto e ele me disse que a ordem interna é exatamente essa.
00:57Nem o presidente Lula, nem os ministros do governo, tampouco o perfil oficial do Palácio do Planalto vão comentar ou mesmo comemorar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro
01:09justamente para que não atrapalhe nas negociações com o governo dos Estados Unidos.
01:14Essa recomendação veio depois de um anúncio do governo norte-americano sobre a prisão de Jair Bolsonaro.
01:22O governo norte-americano acusou o ministro Alexandre de Moraes de ser um violador dos direitos humanos.
01:29Então, ao se abster dessa situação envolvendo o ex-presidente, a mensagem que o Palácio do Planalto quer passar para o governo dos Estados Unidos
01:37que uma coisa é o poder executivo, outra coisa completamente diferente é o poder judiciário.
01:43E que nesse episódio da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, aliado direto de Donald Trump,
01:49essa é uma situação que envolve o poder judiciário na figura de Alexandre de Moraes e que o Palácio do Planalto não interferiu.
01:58Então, ao ficar em silêncio, é exatamente isso, que o presidente Lula não seja envolvido politicamente nessa situação
02:05e com isso não haja um agravamento da crise diplomática com o governo norte-americano.
02:11Hoje de manhã, aqui no Palácio do Itamaraty, onde eu falo ao vivo, o presidente Lula discursou na abertura do Conselhão.
02:19E logo no início ele já deixou bem claro, não vou falar sobre o que aconteceu ontem.
02:24Então, seguindo essa recomendação do gabinete de crise do Palácio do Planalto,
02:29para que não haja um agravamento da crise e não atrapalhe nas negociações,
02:33há poucas horas, de que essa sobretaxa de 50% comece, de fato, a vigorar.
02:38Viu, Evandro?
02:39Meu amigo, obrigado. Bom trabalho para você em Brasília.
02:41O Alangani, o Igor Darmaceno traz a informação principal.
02:45O governo não quer chamar mais a atenção do governo norte-americano,
02:48nesse momento em que já há uma dificuldade de negociação da taxação.
02:51Mas o silêncio de Lula e de seus aliados faria a diferença nesse momento?
02:58Porque provavelmente já haja ali na cúpula de Donald Trump uma discussão sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
03:07Então, é claro, um movimento de Lula, uma fala mais estridente, poderia inflamar ainda mais essa situação.
03:14Sim, agora, evitar uma reação é bem difícil, né?
03:17É exatamente assim que eu leio a situação, né?
03:19Ajuda a não inflamar mais, mas não evita, até porque já na imprensa norte-americana, né?
03:25Tem ventilado aí interlocutores muito próximos de Donald Trump falando de uma retaliação.
03:32Eles já dão como certa essa retaliação de Donald Trump e muitos ali também críticos à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
03:41Ou seja, são pessoas muito próximas do presidente dos Estados Unidos, interlocutores,
03:47que em certo sentido estão falando pelo presidente.
03:50Resta saber, Evandro, como será esta retaliação?
03:54Será em cima do ministro, dos seus familiares?
03:58Vai para outros ministros?
04:01Atingirá o presidente da Câmara, do Senado?
04:03Não sei.
04:04Ou será contra o país inteiro com tarifácio?
04:08A gente não sabe.
04:09Mas o fato é que com 99% de probabilidade haverá, sim, algum tipo de retaliação.
04:16Zé Maria Trindade, como é que você acha que vai ser a estratégia do governo agora,
04:20além de uma reação mais moderada, as negociações?
04:24De que maneira que elas aconteceriam?
04:25Porque desde o começo há uma tentativa do governo de separar a questão institucional e econômica
04:30da questão política e ideológica.
04:32Mas em se tratando de Donald Trump, essa é uma estratégia bem difícil de ser alcançada, né?
04:37É, mas bem antes mesmo, assim, dessa contenda com o presidente Donald Trump,
04:45o governo já tinha adotado o sistema de ficar calado nesses momentos críticos.
04:50Isso, para dar a impressão, eu até conversei com um ministro que falava,
04:56não, não tem nada a comemorar, isso aí é uma coisa da justiça.
05:00Então, qual é a interpretação que eu tive nas conversas?
05:03É de que o governo quer dar um ar de normalidade.
05:07O que está acontecendo com o ex-presidente Jair Bolsonaro é uma questão da justiça, do Supremo e não da política.
05:14Por outro lado, também, dizem os governistas na Câmara dos Deputados, e verbalizam isso,
05:21de que Jair Bolsonaro programou isso, fez testes, pressionou o Supremo e o ministro Alexandre de Moraes
05:30para chegar exatamente a essa prisão e, a partir daí, fazer essa demanda de vídeos,
05:37fazer a demanda de movimento nas mídias sociais e, principalmente, apoio.
05:45Eu estou traduzindo o que está dizendo a liderança governista no Congresso Nacional.
05:52E foi rapidamente, foram os líderes dizer que era uma estratégia política de esticar a corda, né?
06:00Continuidade do que está acontecendo com o filho do presidente Eduardo Bolsonaro lá nos Estados Unidos.
06:06Mas, na verdade, não é bem assim.
06:09Ninguém coloca o pescoço na foice para provar que é valente ou para se fazer de vítima.
06:16É uma situação que é preciso o Congresso reagir.
06:21Isso aí foi um divisor de águas.
06:23Vou repetir, a tornozeleira no senador Marcos Duval foi um divisor de águas.
06:29Alguns partidos ali, deputados independentes, entenderam que um sinal foi ultrapassado ali
06:36e, no futuro, isso poderia acontecer com qualquer um.
06:40Esse é o espírito de corpo da casa,
06:42que nem sempre são esses que ficam na frente ali, dando entrevista, verbalizando e falando.
06:48Alguns estão ali, como dizem na política, igual fogo no muturo, né?
06:53Você olha, não tem nada e está mais por dentro.
06:56Está queimando o Congresso.
06:57Está, sim, nessa relação com o Supremo.
07:00O Fábio Piperno, e aí o Zé Maria Trindade trouxe sobre a relação com o Supremo.
07:06Você entende também que essa reação moderada,
07:09que é orientada pelo governo federal, tem a ver também com a necessidade de baixar um pouco a fervura
07:14entre os poderes e não só sob o olhar de Donald Trump,
07:18porque não é apenas com os Estados Unidos que a questão está inflamada.
07:23Aqui também, na relação entre os poderes,
07:26já há um tempo em que o diálogo não ocorre de maneira, assim, pacífica.
07:31Agora, então, com muita gente questionando decisões que levaram à prisão do ex-presidente,
07:38é natural que os ânimos fiquem ainda mais irritados, né?
07:43Por mais que o principal punido até aqui seja o líder da oposição,
07:50o governo tem, sim, que, mais uma vez, demonstrar que esse é um processo do judiciário.
07:57Não é um processo do governo contra o presidente Bolsonaro.
08:00Então, eu acho, sim, que o governo tem que manter bastante distanciamento em relação a isso.
08:09Tudo que qualquer gesto que o governo fizer,
08:13na direção de, por exemplo, criticar o presidente Bolsonaro,
08:17inflamar mais os opositores,
08:20tudo isso vai contribuir para aumentar a tensão.
08:24E eu acho que agora o momento é exatamente fazer o contrário, de distensionar.
08:30Então, não há, assim, o governo não tem que, primeiro que ele não tem o que fazer nisso.
08:36Se o processo é do judiciário, o governo nem tem como interferir.
08:40E se ele começar a palpitar demais, vai dar a impressão para uma parcela da sociedade
08:46e também para o inimigo externo, de que, puxa, essa é uma ação do governo,
08:52o braço longo do executivo do Brasil,
08:55que está punindo e encontrando alguma forma de punir o seu principal opositor.
08:59Então, eu acho que esse distanciamento tático, agora, ele é mais do que prudente.
09:07Fala, Gani.
09:07Eu concordo com o Pipero, não tem muito que o governo federal possa fazer numa situação como essa, né?
09:13Porque isso depende, essa escalada da tensão, do embate ali do Supremo Tribunal Federal com Jair Bolsonaro.
09:22Isso independe do presidente Lula, né, na negociação com os Estados Unidos.
09:27Mas tem uma questão interessante, Gani, porque parte dessa estratégia tem a ver com o fato
09:31deles não quererem que o ex-presidente Jair Bolsonaro utilize ainda mais o discurso de perseguição política.
09:37Porque, para o presidente Lula e sua cúpula, se eles inflamarem demais os discursos contra Jair Bolsonaro,
09:43é exemplo do que já fizeram em outros momentos em que Jair Bolsonaro se ferrou.
09:48Mas, se eles inflamarem esse discurso, há a possibilidade de falar, tá vendo?
09:53É um movimento político que resvala numa decisão judicial.
09:57Claro, não, e isso faz sentido pelo seguinte, né?
10:00Até porque as medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, no meu entendimento,
10:07foram medidas que flertam com a censura prévia.
10:10Você não tem no ordenamento jurídico brasileiro a possibilidade de exclusão da rede social, por exemplo.
10:16Então, que ele não possa se comunicar com a rede social, enfim.
10:21Ainda mais com essa decisão se estendendo a terceiros.
10:25Aliás, motivo pelo qual que ele foi preso.
10:28Para mim, não faz o menor sentido.
10:30Então, quer dizer, a pessoa lá fez uma postagem, né?
10:33Ele, aliás, estava calado ali, né?
10:35Quando o Nicolas filmou, e ele calado para mostrar a manifestação.
10:40E, de repente, ele foi preso por isso.
10:42Então, é claro que isso já é uma situação que não tem liberdade de expressão,
10:49que dá um combustível, sim, para uma perseguição política.
10:52E aí, o governo age com muita cautela, porque qualquer movimento, nesse sentido,
10:59pode, sim, inflamar ainda mais essa situação e dando aí algo muito concreto de perseguição política.
11:08Bruno Musa, quero te ouvir.
11:10Veja, está tudo nos documentos que o governo americano soltou sobre o seu plano de governo lá atrás,
11:17de forma direta e nas entrelinhas.
11:20O rearranjo geopolítico como um todo e tentar, ao que ele considera justo,
11:25trazer as disfunções do comércio internacional em favor dos Estados Unidos.
11:31Ajuste dos seus déficits comerciais, ajuste dos seus déficits em conta corrente
11:36e algo que poucos falam, que é justamente a manipulação da própria China
11:42através da sua artificial desvalorização da moeda em 50% do dia para a noite de 1994
11:49que manteve a moeda desvalorizada até hoje, permitindo o acesso aos seus produtos no mundo
11:56de maneira muito mais competitiva, inundando o mundo que nós vimos basicamente a partir dos anos 2000.
12:03Práticas de dumping, subsídios, vendas de produtos com preço abaixo de produção,
12:08justamente para ganhar mercado e isso vem intensificando os déficits comerciais.
12:14Países mais autoritários, obviamente, têm as suas posições mais centralizadas no governo
12:20e a China vem crescendo a sua influência, tanto na África como aqui na América Latina.
12:26E aí está o grande jogo da coisa, impor um freio ao regime autoritário, aos regimes autoritários.
12:34E não é coincidência que isso vem acontecendo com o Brasil.
12:38Lula vem recebendo o Maduro aqui, no começo do seu mandato,
12:42disse que há democracia na Venezuela.
12:46Eu estou publicando em poucos dias meus livros do que eu vivi na Venezuela.
12:50Portanto, é uma afronta realmente dizer que na Venezuela há democracia
12:55se aproximando de regimes como o russo, de regimes como o da China,
12:59onde são claramente regimes mais fechados, políticas mais fechadas.
13:04Se isso passa a ter uma influência maior na América Latina,
13:07é claro que há uma afronta justamente ao dólar
13:11e claramente aos interesses econômicos e comerciais dos Estados Unidos.
13:15Enquanto o dólar for uma moeda hegemônica de demanda mundial,
13:19esse nível de dívida dos Estados Unidos estratosférica impagável
13:23justamente não traz nenhum risco.
13:26Só que se a soberania do dólar for colocada em xeque,
13:30é claro que esse nível de dívida hoje de 37 trilhões
13:33se torna um problema gigantesco para os Estados Unidos.
13:37Então, o ponto aqui é que o buraco é muito mais embaixo.
13:41Não adianta ficarmos batendo apenas na tecla do econômico,
13:45apenas na tecla das tarifas.
13:47Isso é dar murro em ponta de faca.
13:50Ou precisamos aprender o jogo, ou eu faço aqui um desafio.
13:54Eu não lembro.
13:56Se alguém, algum dos companheiros lembrar, por favor,
13:58alguém que peitou realmente de frente qualquer governo americano
14:03saiu vitorioso, eu não lembro.
14:05E o que nós vemos é figuras do judiciário e o governo Lula,
14:09nesse último final de semana, batendo no dólar,
14:11peitando o regime americano, peitando o governo americano.
14:15E eu acho que isso não tem como sair bonito.
14:18Fala, Piperno, o que foi que você levantou a mão?
14:21Não, quando o Musa chamou atenção por fato de governos
14:24que teriam peitado governos americanos e saíram vitoriosos,
14:28Musa, no campo econômico, a gente tem, por exemplo, a China,
14:33no campo militar até o Vietnã.
14:37E nos últimos tempos, no campo vai, digamos,
14:41geopolítico, militar, bélico e tal, das ameaças,
14:44até a Coreia do Norte.
14:45Vejam só, no mandato anterior, o presidente Trump
14:49chegou a fazer encontro de cúpula com o líder da Coreia do Norte
14:55ameaçando a Coreia do Norte.
14:57A Coreia do Norte está fazendo teste nuclear até hoje.
14:59É um país miserável, um país muito pobre.
15:03Mas nenhum país com toda essa anemia econômica foi dobrado.
15:09Até porque boa parte do mundo também está aprendendo uma coisa.
15:15O presidente Trump, ele ruge alto, ele ameaça,
15:22mas quem paga para ver, muitas vezes acaba afugentando essa ameaça toda.
15:29Fala, Bruno, o que você quer responder?
15:30Não, Piperno, ok, no campo econômico, Coreia do Norte,
15:35Rússia e Vietnã, países completamente fechados.
15:39Eu prefiro olhar para frente e falar,
15:41será que o Brasil tem algum caminho que pode se direcionar
15:44para países mais livres, Estados Unidos ou os nórdicos, os europeus?
15:48Ok, se nós formos nos comparar a Coreia do Norte,
15:52Vietnã e China, eu prefiro olhar pelo outro lado.
15:54Não, pera lá, eu não disse exatamente isso.
15:58Eu disse o seguinte, você me chamou atenção para países que peitaram os Estados Unidos,
16:03eu disse inclusive a China, falei da Coreia do Norte, né?
16:07Falei de países, a guerra do Vietnã invadiram lá.
16:11Agora, veja, é uma coisa que a gente tem que separar.
16:15O fato desses países em algum momento terem peitado os Estados Unidos,
16:19terem enfrentado os Estados Unidos e continuam aí até hoje,
16:24quer dizer, não significa que o Brasil tenha que adotar, por exemplo,
16:30os regimes que esses regimes praticam internamente.
16:34Não é isso, ninguém defende isso.
16:36O Brasil é um regime, tem um regime democrático, aberto,
16:40tem que continuar sendo assim, tem que continuar fazendo o que faz.
16:44Ou seja, se relacionar com todo mundo sem qualquer tipo de subserviência.
16:53O Brasil já está, já se configura em números em um país bastante fechado.
16:58Quando nós dividimos o mundo basicamente em dois,
17:00o Brasil está na parte de baixo dos países mais fechados ao comércio internacional.
17:04Então, além do Lula se alinhar a esses regimes autoritários,
17:09nós estamos num país altamente fechado comercialmente.
17:12Calma aí.
17:14O Lula se alinha aos países fechados ou ele se alinha aos países abertos
17:18quando negocia, por exemplo, tratado de livre comércio com a Europa?
17:23Mas não sai negócio.
17:25Não sai negócio.
17:26Até porque não depende só dele.
17:28Mas o que eu estou dizendo é o seguinte.
17:30A contraparte não quer, né?
17:32Ô Musa, ô Musa, mas não é do ponto de vista intelectual defensável
17:37a afirmação de que o Brasil só se alinha aos regimes fechados.
17:43É verdade, o Brasil se alinha a regimes fechados como os Estados Unidos.
17:47O presidente Trump aceita o avião do Emir do Catar.
17:51Ele negocia com a Arábia Saudita, é amigo da Arábia Saudita,
17:54que no primeiro semestre desse ano foi o país que mais executou opositores.
18:00Agora, o Brasil faz, sim, negócios e alinhamentos com todo mundo, como os Estados Unidos.
18:05Não é fazer negócios.
18:07Concordo com você, Piperni.
18:08Acho que isso é importante.
18:09Mas não é fazer negócios.
18:10É chamar a Venezuela de democrática.
18:12É ir à Rússia comemorar logo depois que ela invadiu a Ucrânia.
18:16Ucrânia, enfim, são esse tipo de declaração que não traz vantagem alguma para o Brasil.
18:23E, de novo, é aquilo que eu sempre falo.
18:24Os políticos não pagam as contas dos seus atos inconsequentes.
18:29Nós, a população civil, que pagamos.
18:30Qual foi o último ato em relação à Venezuela?
18:33Foi receber o Maduro ou foi impedir o Maduro de entrar no BRICS?
18:38Ué, não tá bom, já é suficiente ele chegar e chamar o Maduro de democrática
18:44e o chanceler, o Celso Amorim, estar lá dando a mão para o Maduro?
18:48É verdade.
18:49Isso foi uma aberração.
18:51Só que depois disso, eu acho que houve uma revisão da posição do Brasil
18:55a ponto de vetar a entrada da Venezuela no BRICS.
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