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A ministra do Orçamento e Planejamento, Simone Tebet, falou durante uma entrevista na Jovem Pan sobre a atuação do Banco dos BRICS e como o governo americano enxerga essa participação. Acompanhe a análise de Priscila Silveira, Henrique Krigner, Bruno Pinheiro e Márcia Dantas em Tempo Real.

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Transcrição
00:00A gente segue ainda falando sobre assuntos internos, assuntos nossos aqui.
00:05Ontem foi ao ar aqui na Jovem Pan, uma entrevista exclusiva com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebbit.
00:12Durante uma entrevista, a ministra revelou a Jovem Pan e falou também sobre a atuação do Banco dos BRICS, na verdade,
00:22e como o governo americano vê essa atuação.
00:26Vamos rever, então, o que disse a ministra no Só Vale a Verdade de ontem. Vamos ver.
00:32Mais negócio com a Rússia, né? De que maneira essa relação muito próxima, até apontada por alguns,
00:39como uma amizade entre Vladimir Putin e o presidente Lula, pode interferir nessas tratativas com os Estados Unidos?
00:45É possível conectar esses dois pontos?
00:47É possível. Eu tenho certeza, e o governo Trump não esconde o incômodo do Brasil nos BRICS.
00:55mas não é uma escolha de Sofia. Primeiro, que os Estados Unidos são muito importantes enquanto parceiros para o Brasil.
01:02E tenho certeza que o Brasil é importante na cesta básica do povo americano,
01:06para não gerar inflação no café da manhã do povo americano.
01:09Café, suco de laranja, mas tem outras coisas, além do etanol, das frutas tropicais que eles não produzem.
01:15Mas tem algo mais aí, são números. Aí a gente tem que trabalhar com racionalidade.
01:20Não é escolha de Sofia. Não são situações que podem ser comparadas.
01:24Às vezes eu tenho uma cadeia mais complexa de produtos aqui, como o aço, o alumínio, a fundição,
01:31e aqui eu tenho mais comote, né? No lado da Ásia.
01:34Mas se nós trabalharmos em número, Daniel, a gente não pode... nós não podemos nos dar ao luxo de escolher.
01:40Ainda ontem, durante a entrevista, a ministra também comentou sobre a lei da reciprocidade do Brasil
01:49sobre a taxação de 50% dos Estados Unidos. Vamos ver.
01:57Provada, que permite que a gente tribute, pague na mesma moeda, ela dificilmente vai ser acionada.
02:04Primeiro que não nos interessa retalhar. Não é de retaliação que nós estamos falando.
02:08Nós temos que ser o adulto na sala.
02:10O presidente Hugo Mota defende a adoção da reciprocidade.
02:13Não é o que eu defendo e posso dizer que grande parte da equipe, não só da equipe econômica,
02:17mas da equipe política do governo do presidente Lula, não defende.
02:20E não é só porque se trata de retaliação, porque essa briga tarifária, ela não é boa para nenhum das partes.
02:28Mas porque isso geraria inflação para o Brasil.
02:31Aumento de produtos para o Brasil.
02:33Nós não vamos penalizar o povo brasileiro para poder dizer que somos grandes, somos fortes.
02:42Não há necessidade disso.
02:44A gente ouve, então, a fala da ministra Simone Tebbit, dizendo, então, sobre a lei da reciprocidade.
02:53Vamos ouvir os nossos comentaristas, começando com a professora Priscila Silveira.
02:58Houve um esforço quando o Congresso foi analisar essa lei da reciprocidade,
03:03que já estava há alguns dias lá nos corredores aguardando para ser analisada.
03:07Agora, a gente ouve de uma representante do governo que não há uma intenção de utilizar esse instrumento.
03:14Então, resumindo, era só para fazer um gesto, para assustar o governo americano, professora?
03:20Sim, Bruno.
03:21Na verdade, essa reciprocidade feita ali pelo presidente, o decreto, foi colocado de forma geral,
03:27não assim diretamente aos Estados Unidos, mas dando um recado ali de força.
03:31E eu acho que a fala da ministra, aqui colocada na Jovem Pan, foi muito prudente,
03:37porque ela fala sobre a questão da diplomacia, que não adiantaria ali nós aplicarmos de igual para igual,
03:43porque acabaríamos, de alguma forma, também atingidos.
03:47Então, quando ela coloca ali para evitar prejuízos maiores, que nós devêssemos ser ali diplomáticos,
03:54ela acerta nesse sentido.
03:55Isso nem de longe quer dizer que nós não estejamos aptos ali para poder aplicar, de fato, a reciprocidade.
04:02Mas ela sinaliza uma prudência, que eu sempre disse, e aqui continuo repetindo,
04:06que deve ser levada em consideração, sim, para que a gente não tenha ainda um maior,
04:11uma questão ali de atingir ainda mais o nosso país.
04:15Então, quando ela sinaliza essa prudência, essa diplomacia,
04:18não quer dizer que o governo não esteja com vontade de negociar,
04:22mas que a negociata deve ser ali de forma a não prejudicar ainda mais o nosso Estado brasileiro.
04:29Henrique, a gente ouviu da ministra Simone Tebit dizendo que é necessário o adulto estar na sala.
04:35Nessas últimas semanas, o adulto esteve na sala?
04:40É, bom, essa é a pergunta, tentar entender o que ela quis dizer com isso e qual foi a indireta,
04:45se ela está fazendo algum ataque direto ao presidente americano.
04:49Agora, o que a ministra esquece é que o povo já está sofrendo e vai continuar sofrendo.
04:56Quando ela diz que o governo não vai fazer o povo sofrer para poder sustentar algum tipo de argumentação
05:02ou mesmo um posicionamento político, isso já cai por terra na página 2,
05:08porque é exatamente isso que nós temos visto o governo Lula fazer.
05:12Quando você tem uma matéria altamente articulada pelo próprio governo,
05:17saindo na New York Times ontem, dizendo que ninguém está resistindo ao presidente Trump como o presidente Lula.
05:23Hoje, por exemplo, nós acabamos de noticiar aqui o posicionamento do presidente Lula
05:29em chamar aí os ministros do STF.
05:31Por que isso não foi feito antes?
05:33Claro, a lei foi assinada ontem, a sanção foi aplicada ontem, a Magnitsky,
05:37mas já haviam rumores e haviam críticas aí do governo americano em relação à maneira como isso tem acontecido no Brasil.
05:44Por que o presidente Lula não se colocou como esse articulador anteriormente,
05:49para ver se aquilo, o que poderia ser feito ou qual seria a resposta oficial brasileira?
05:53Nós estamos vendo os frutos disso.
05:55A gente noticiou aqui também a questão do sucesso que tem sido a negociação,
06:01embora acirrada, entre Estados Unidos e México.
06:03Qual foi o fator diferencial apontado aqui pela reportagem?
06:07Justamente o fato de que a presidente mexicana, na primeira ameaça do governo americano,
06:12pegou o telefone, fez uma ligação e se colocou à disposição para negociar.
06:17E isso fez com que as tarifas fossem adiadas até que as negociações avançassem.
06:21Ou seja, se tivesse tido essa pressa, essa urgência em ao menos dialogar
06:26e não fazer bravatas em palanques e não mesmo polemizar em cima de tudo isso,
06:30não precisaria se reduzir, se humilhar, poderia manter a nobreza e a honra do povo brasileiro
06:38e do governo brasileiro e ainda assim ter um resultado mais satisfatório para a economia.
06:45Essa calma, Bruno, que a ministra passa, o ministro Haddad tem tentado passar,
06:50é uma calma que incomoda o brasileiro porque a gente sabe,
06:53é no nosso bolso que vai doer mais, Bruno.
06:55Obrigada, Kriegner, pela análise.
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