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Os governos dos Estados Unidos e do Brasil divulgaram uma nota conjunta sobre o encontro entre Marco Rubio e Mauro Vieira. A nota afirmou que a conversa foi produtiva e destacou a disposição dos países para a reunião entre Lula e Trump. O repórter Eliseu Caetano detalha o assunto. Acompanhe a análise de João Belucci e Henrique Krigner em Tempo Real.

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Transcrição
00:00O governo dos Estados Unidos e do Brasil, os dois governos divulgaram uma nota conjunta sobre aquele encontro que aconteceu ontem entre Marco Rubio e Mauro Vieira.
00:11Quem vai dar os detalhes sobre o que aconteceu por lá em Washington é o Eliseu Caetano, que continua com a gente ao vivo, direto de Miami, nos Estados Unidos.
00:20Eliseu, então foi muito positiva, né, a reunião pelo que eles divulgaram.
00:26Depende do ponto de vista, viu, Márcio? E a gente vai discorrer sobre isso agora, mas muito boa tarde novamente para você, para o Bruno e para todos que nos acompanham em tempo real.
00:35Vamos lá. A nota conjunta, que daqui a pouquinho eu vou ler na íntegra, diz exatamente com essas palavras.
00:41A reunião foi muito produtiva. Vale lembrar que não é comum aqui nos Estados Unidos o governo emitir nota conjunta com outros países.
00:47Geralmente cada país emite a sua nota. Nesse caso, para evitar ruídos, foi emitida ali uma nota conjunta.
00:54Já no final da tarde, início da noite, algumas horas depois dessa reunião.
00:58Bom, ela pode sim ser considerada positiva, ser considerada um sucesso, porque abriu-se um canal de comunicação que não existia até pouco tempo atrás.
01:09Até aquele encontro entre Donald Trump e Lula lá nos corredores da ONU.
01:13Lembra? Foi ali que se abriu essa oportunidade, que não existia desde o início do tarifácio.
01:21Trump falando que não conversaria com o Brasil, Lula dizendo que não entraria em contato com o Trump, que não rastejaria para o presidente dos Estados Unidos.
01:28Então foi um sucesso desse ponto de vista. Abriu-se um canal de comunicação que não existia.
01:33Mas eles finalmente ontem conseguiram sentar, depois de alguns meses, para conversar como adulto, como gente grande.
01:41Agora não foi positivo do ponto de vista de que nada foi decidido.
01:46Se fosse um sucesso retumbante, por que eles não saíram de lá com decisões?
01:49Olha, fechamos isso, acordamos aquilo e nada ficou fechado.
01:53O Brasil colocou as suas expectativas na mesa, os Estados Unidos também colocaram as suas expectativas na mesa e nada ficou decidido.
02:02Nem de um lado e nem do outro.
02:04As sanções contra as autoridades brasileiras seguem e o tarifácio também.
02:09Agora, a gente não pode esquecer que Donald Trump é um exímio negociador.
02:14Ele não está de um lado ou de outro da força, ele está do lado dele.
02:18E o lado dele, segundo ele, é o lado vencedor sempre.
02:21E é ele quem vai decidir.
02:23Prova isso é essa nota que eu vou ler daqui a pouquinho dos dois países.
02:27Dizendo, olha, colocamos na mesa, mas em breve vai ter uma reunião entre Lula e Trump.
02:33Muito provavelmente eles dois é que vão discutir ponto a ponto e ver quem cede o quê.
02:39Conhecendo o Donald Trump como você de casa conhece, já sabe.
02:43Não vai ser uma negociação das mais fáceis para Lula.
02:46Que é um exímio político, mas vai enfrentar um negociador tarimbado do mercado imobiliário dos Estados Unidos,
02:52que é o atual presidente.
02:54Segundo os analistas aqui em Washington, Trump vai querer tirar o máximo de vantagem.
02:59Para esquecer o clã Bolsonaro, o Brasil vai ter que abrir mão de muita coisa.
03:05Vai ter que abrir concessões.
03:06Eu conversei com diversas fontes em Washington, também em Nova York,
03:10tanto do governo do Brasil quanto do governo americano,
03:13colegas jornalistas e foi uníssono.
03:16O Brasil, se quiser sair dessa situação com os Estados Unidos,
03:20vai ter que abrir mão, fazer concessões, como por exemplo,
03:24regulação das big techs, que o Brasil inclusive chamou um emissário chinês.
03:29Olha, a China nem é exemplo de liberdade de expressão para ajudar.
03:33Os Estados Unidos não vão abrir mão disso.
03:35Questão de tarifas também, ok, sai o tarifácio,
03:39mas o Brasil vai precisar também baixar daí.
03:42Ou seja, impacto fiscal, que não é moleza de se fazer no Congresso.
03:47E os Estados Unidos também não vão abrir mão de explorar terras raras que o Brasil tem
03:52e também com a relação à China, a relação Brasil-China.
03:56A China ganhou muito espaço com essa saída dos Estados Unidos no tarifácio
04:00e eles não estão muito felizes não, viu, Márcia?
04:02Agora, só para a gente terminar aqui, eu conversei com algumas pessoas do governo do Brasil
04:07que me disseram o seguinte, o governo do Brasil já trabalha com a ideia
04:10de que os Estados Unidos gostam de vencedores, ou seja, eles já estão sabendo disso
04:14e que uma das intenções de Donald Trump é, de certa maneira, interferir nas próximas eleições.
04:21Ou seja, o Brasil tem um lugar aí de possível negociação com o Trump, já que ele está do lado de quem vence.
04:28A gente vai seguir daqui acompanhando isso.
04:30Não tive tempo de ler a nota, mas depois eu volto, porque em tempo real dá tempo de trazer todas as notícias do mundo também.
04:36Volto com vocês no estúdio.
04:37Obrigada, Eliseu Caetano, pelas informações.
04:40A nota é, você resumiu aí todo o cenário, né?
04:43O mais importante foi isso.
04:45Continua com a gente, agora eu vou chamar os nossos comentaristas, o Henrique Krigner e o João Belut.
04:50Começando pelo Krigner, dessa vez a pergunta,
04:53como o Eliseu disse, um canal de negociação foi aberto.
04:56Sabemos que é algo difícil, né?
05:00Que é uma negociação complexa.
05:02Mas tendo esses pontos de terras raras e big techs em jogo, pode ser um ótimo começo, né, Krigner?
05:09Com certeza, Márcia.
05:10E isso é o que a gente tem falado desde o início dessa crise entre Brasil e Estados Unidos.
05:14Que o Brasil precisaria ser criativo para poder colocar na mesa questões que talvez antes não haviam sido explicitadas,
05:22mas que são de interesse comum dos dois países.
05:25E a gente não pode esquecer, né?
05:26Por mais que exista um lado político e uma questão envolvendo o presidente Bolsonaro
05:32e também outras questões aí nisso e que foram, vale a pena a gente lembrar,
05:37reiteradas pelo secretário de Estado, Marco Rubio,
05:39claro que como partes importantes dessa negociação,
05:43o interesse do presidente Trump é dinheiro.
05:46Vamos falar o português, claro.
05:47É realmente a pauta econômica.
05:49Todas as outras questões políticas e etc., elas tendem a ter um caráter secundário.
05:55Então, se o governo, e aí pensando no que é bom para os brasileiros,
05:59não o que é bom para o presidente ou para o governo do presidente,
06:01mas se o governo conseguir ser criativo, se desdobrar para propor coisas que venham beneficiar os dois países
06:08num ganha-ganha, com certeza qualquer outro empecilho vai ficar na sua posição secundária
06:13e a relação entre Brasil e Estados Unidos vai voltar a ser mais saudável.
06:18Agora, o que não ajuda é o nosso ministro das Relações Exteriores vai lá, tem uma boa reunião
06:24e o presidente aqui em território nacional critica mais uma vez o presidente Donald Trump
06:29por conta do seu posicionamento em relação à Venezuela.
06:32Também desse jeito não ajuda.
06:34Um aproxima, o outro afasta.
06:36Aí a gente vai ver o que vai dar essa equação, né?
06:38Bom, eu vou com essa linha, inclusive, sobre a Venezuela, porque a gente viu que,
06:44inclusive ontem, aqui uma nota de aliados do governo fazendo uma crítica muito dura
06:49sobre a soberania da Venezuela, sobre qualquer interferência,
06:55e isso rapidamente repercute no mundo inteiro, vendo que esse gesto está sendo feito para a Venezuela.
07:01Agora, o resultado que foi divulgado, essa nota em conjunto, é convincente de que, de fato,
07:08foi uma ótima reunião ou era algo já esperado dentro do protocolo?
07:13A gente já ouve o João, um minuto só, porque a imagem ao vivo, então, dos Estados Unidos,
07:18agora sim tem essa movimentação da chegada de Zelensky, então, para encontrar com o governo americano.
07:25A gente vai acompanhar, então. Vamos lá.
07:27Ainda é sem áudio, a gente vê eles acenando ali para os jornalistas,
07:36agora entram para o Salão Oval, onde essa reunião vai acontecer,
07:40a segurança é aqui forçada, é rápido, realmente, só para fazer uma foto de momento.
07:45Vamos voltar com as análises, então, do João Belucci.
07:49Já temos, então, mais uma vez, a visita de Zelensky,
07:53ou seja, já é alguém de casa, porque já esteve em outros momentos,
07:59e agora sim a gente vê, então, esta reunião.
08:02João, vamos com as suas análises sobre essa visita que inicia agora, em alguns minutos.
08:07O que esperar, então, a partir de agora desse encontro que acontece?
08:12O que a gente espera é um caminho de paz, né?
08:14Que o Trump, o Zelensky, o Vladimir Putin possam chegar numa resolução para a guerra.
08:19Porque até os dados que o próprio Eliseu Caetano trouxe para a gente
08:22são muito estarecedores, de mais de um milhão de mortos,
08:25ainda mais nesse período moderno em que vivemos,
08:27em que os líderes são líderes de gabinete,
08:30não são os líderes de antigamente forjados no campo de batalha.
08:33Se eles fossem no campo de batalha, provavelmente a guerra já teria se encerrado.
08:37Então, eles vão lá e ficam lidando com a morte de outros,
08:39e aí ninguém quer ceder.
08:40E o Vladimir Zelensky, ele está bastante correto na sua preocupação
08:45de que qualquer acordo que ele firme, a questão que ele tem medo é a perenidade.
08:49Se isso vai perdurar ao longo do tempo,
08:52na medida em que a Rússia seguirá sendo uma ditadura.
08:56E os países que vão fazer o acordo ali junto com a Rússia,
08:58a Ucrânia, enfim, Estados Unidos, a União Europeia, são democracias.
09:02Nada impede que daqui dois, três anos haja uma grande virada,
09:05mude os comandantes, que é a tendência natural das democracias,
09:08e o Vladimir Putin faça novos avanços.
09:11Isso já ocorreu muito.
09:12E é importante lembrar também que a Rússia atua nesses países em que ela já foi dominante,
09:16em que elas já pertenceram à União Soviética, à Cortina de Ferro, enfim,
09:20ela atua em várias frentes, inclusive fomentando o discurso pró-Rússia
09:24dentro de segmentos da população.
09:26Então, nesses países, como é o caso da Ucrânia,
09:28você tem partidos que advogam a favor de pertencer à Rússia,
09:33você tem mídia pró-Rússia, você tem todos atores políticos que são a favor da Rússia.
09:39Então, a Rússia atua em várias frentes e nada impede de que se feche um acordo agora
09:43e daqui três, quatro anos, seja lá quanto tempo for,
09:46a Rússia descumpra o acordo, como já descumpriu, inclusive, com a própria Ucrânia,
09:50na questão das armas nucleares, que em teoria pertencia à Ucrânia,
09:54e depois a Rússia violou o acordo e tomou as armas para si,
09:58lembrando que há uma discussão sobre esse acordo,
10:00mas, enfim, o fato histórico seria esse, no sentido de que a Rússia
10:03é comumente violadora de pactos internacionais que esse país firma, a Rússia.
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