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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um documento que oficializa a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A Casa Branca justificou a medida alegando que o Brasil representa uma ameaça à soberania econômica dos EUA.

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00:00O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou hoje um documento que oficializa a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros.
00:08Essas tarifas entrarão em vigor em sete dias.
00:12O documento isenta alguns produtos, como alimentos, minérios e também itens de energia e aviação civil.
00:20A Casa Branca alega a ameaça do Brasil à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.
00:27O documento também cita o ministro Alexandre de Moraes e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
00:34As decisões do Supremo Tribunal Federal sobre Big Techs também constam nesse decreto.
00:40No entanto, o texto estabelece uma longa lista de exceções, contemplando algumas das principais exportações do Brasil,
00:48como os aviões da Embraer, suco de laranja e também petróleo.
00:53Chamar os nossos comentaristas, eu acho que tem vários aspectos para nós analisarmos nesse decreto dos Estados Unidos,
01:00assinado hoje por Donald Trump.
01:03Luiz Felipe Dávila, ao vivo, já conectado com a gente.
01:06Dávila, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.
01:08Esse decreto assinado por Donald Trump, oficializando a implementação de uma tarifa de 40%,
01:15que se somam aos 10% que já tinham sido anunciados, daí os 50% que nós estamos discutindo já há vários dias.
01:23Entrará em vigor a medida em uma semana, sete dias, Dávila.
01:26Enfim, em linhas gerais, o que achou desse decreto?
01:29Muitas exceções, incluindo os aviões da Embraer, os produtos vendidos pela Embraer,
01:35além do suco de laranja que a gente tratou por tantas vezes aqui, né, Dávila?
01:39É isso mesmo, Caniato.
01:41Boa noite a você, ao Cobo, ao Beraldo e à nossa querida audiência.
01:44Bom, nós anunciamos isso nos Pingos nos Is há muito tempo.
01:50E não anunciamos porque somos profetas.
01:53Anunciamos porque seguimos o ritmo da diplomacia brasileira,
01:59sempre contaminada por questões ideológicas,
02:03por um desejo do presidente da República de tirar uma casquinha de vitória
02:08no sentido de que o Brasil está se opondo ao imperialismo americano,
02:12defendendo a soberania nacional e mostrando pouquíssima disposição para negociar de verdade.
02:20Desde a publicação da carta no dia 9 de julho,
02:23nenhuma negociação objetiva, pragmática, acabou ocorrendo.
02:28O fim, a decisão foi mais política.
02:31Ou seja, é melhor capitalizar em cima do confronto com os Estados Unidos
02:36em relação às tarifas do que resolver o problema dos brasileiros
02:40e principalmente dos exportadores brasileiros.
02:44Depois temos que analisar o decreto do presidente Trump.
02:48Na verdade, a justificação de segurança nacional,
02:50mas aí você isenta 40% dos produtos exportados,
02:55a justificativa foi mal feita.
02:57Ou seja, deveria colocar o dedo na ferida do protecionismo brasileiro,
03:03do excesso de barreiras tarifárias,
03:06do excesso de barreiras não tarifárias, como as sanitárias,
03:09e outras coisas que fazem com que o Brasil seja uma das economias mais fechadas do mundo.
03:15Mas, resumindo o decreto, o que aconteceu?
03:19Bom, foi anunciada a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros,
03:24mas, como você bem anunciou no início, Caniato,
03:27foram isentas quase 41% das exportações brasileiras,
03:32que concentram em três itens importantes,
03:35que é o suco de laranja, celulose e aviões da Embraer.
03:39Ficou de fora carne e café.
03:42Petróleo também foi isento, como você bem colocou.
03:45Ou seja, o Brasil até que não se saiu tão mal na fotografia
03:50após várias semanas de total incapacidade do governo
03:55negociar diretamente com os Estados Unidos.
03:59Pois é, a gente vai trazer várias conexões que a gente necessita fazer
04:05a partir da oficialização dessa tarifação,
04:08essa sobretaxa aos produtos brasileiros,
04:11mas também analisar alguns sinais que foram emitidos no dia de hoje.
04:16Chamar o Cristiano Beraldo, que vai analisar também esse decreto
04:19oficializado por Donald Trump, assinou esse documento hoje.
04:23E, além disso, a gente vai trazer também daqui a pouquinho, não é, Beraldo?
04:27Aquelas medidas tomadas contra o ministro Moraes,
04:31mas há uma leitura de que essas medidas tomadas e oficializadas no dia de hoje
04:37teriam a ver com aquela entrevista que foi publicada no New York Times
04:42em que o noticiário coloca em destaque que o presidente Lula
04:47estaria enfrentando Donald Trump.
04:49Enfim, a gente até pode se aprofundar nesse aspecto depois.
04:53Mas queria pedir sua reflexão para a gente abrir esse giro aqui
04:56sobre o decreto e também as exceções listadas por Donald Trump.
05:01Bem-vindo, Beraldo.
05:02Boa noite, Keniato.
05:05Boa noite, Dávila, Kobayashi.
05:07Boa noite à nossa audiência que prestigia diariamente os pingos nos diz.
05:10Keniato, veja, o que aconteceu na prática não foi uma negociação do governo brasileiro.
05:15Nós estamos aqui repercutindo já há semanas todos os esforços,
05:20ou ausência de esforços efetivos do governo brasileiro,
05:23de fazer uma negociação a sério, como outros países fizeram.
05:27O Japão fez, a China fez, a Europa, tantos países que conseguiram com responsabilidade
05:36fazer uma negociação que pudesse encontrar um ponto de equilíbrio
05:40na relação comercial com os Estados Unidos.
05:43Mas o Brasil não.
05:44O Brasil, assim que o governo, o presidente Lula,
05:49percebeu a oportunidade de capitalizar em cima desse anúncio feito por Donald Trump,
05:54ele logo esqueceu toda a sua responsabilidade,
06:00o seu compromisso com o país e ficou alimentando o discurso político eleitoreiro.
06:06Só se preocupou com isso.
06:07Tanto é que os ataques a Donald Trump continuaram.
06:11Aí eu pergunto a toda a nossa audiência, a todos os meus colegas na bancada,
06:15alguém consegue fazer uma negociação acusando, atacando, criticando de forma baixa
06:24aquele que está sentado do outro lado da mesa?
06:27É óbvio que não há negociação assim.
06:30O presidente da República colocou o próprio vice-presidente Geraldo Alckmin
06:35numa posição humilhante, dizendo que o Alckmin ligava para os Estados Unidos todos os dias,
06:41mas ninguém queria falar com ele, demonstrando que Alckmin não tinha nenhuma força.
06:47Depois o próprio Congresso Nacional, o Senado, manda aquele grupo de senadores
06:53que vão passear em Washington às custas de dinheiro público, às nossas custas.
06:57Aí vão lá de bermudinha, shortinho, sapatinho sem meia, sentar ainda num hotel,
07:05só eles, tirando foto para parecer que estavam trabalhando.
07:10Não, o astronauta estava era no mundo da Lua, porque a vida de verdade
07:16acontecia muito longe daquele grupo de senadores e continua acontecendo.
07:22Pois bem, o Brasil não negociou com os Estados Unidos,
07:26o Brasil não conseguiu avançar com os Estados Unidos,
07:29foi justamente o contrário.
07:31Os Estados Unidos, observando aquilo que era de interesse deles,
07:37resolveu zerar as tarifas naquilo que, de alguma forma, teria impacto negativo para eles.
07:43Punto e acabou.
07:44Ah, mas o Brasil se beneficiou.
07:46Não, não foi o Brasil que se beneficiou, não.
07:49Setores se articularam junto com clientes norte-americanos
07:53e associações setoriais norte-americanas para demonstrar para o governo norte-americano
07:58que aquilo teria um impacto negativo, seja na inflação, seja na dinâmica econômica
08:04de Estados dentro dos Estados Unidos.
08:07E aí, simplesmente, foi uma decisão pragmática.
08:09O que me interessa?
08:10O que é bom para mim?
08:11Bom, o bom para mim é isentar esses elementos.
08:14Pronto, acabou.
08:14E está feito.
08:15Então, não é uma vitória do governo brasileiro.
08:21Não é essa lorota contada pelo New York Times
08:24que o presidente Lula é um cara durão para negociar.
08:29E negociar o quê?
08:31Em qual momento ele demonstrou algum tipo de negociação?
08:35Em nenhum momento ele fez isso.
08:37Em nenhum momento ele tratou esse assunto tão importante
08:40com a seriedade, a responsabilidade que é necessária num presidente da república.
08:47Ele simplesmente ficou nesse baixo clero, na mediocridade da politicagem da várzea.
08:55Porque é isso que transformaram o Brasil numa grande várzea.
09:00Decreto de Donald Trump.
09:02A oficialização das tarifas de 50% ao Brasil em análise com os nossos comentaristas.
09:08Nelson Kobayashi, também ao vivo aqui na programação.
09:11Kobayashi, seja bem-vindo.
09:13Uma ótima noite a você.
09:14No texto desse decreto, o governo norte-americano destaca que essa medida visa lidar com as políticas,
09:21práticas e ações recentes do governo brasileiro que constituem uma ameaça incomum
09:27e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.
09:33E também menciona a situação que envolve Jair Bolsonaro, além de práticas adotadas pela Suprema Corte.
09:41Em linhas gerais, o que achou do decreto?
09:43Também as exceções que foram listadas e também essa sinalização, né?
09:47Sobre algo que dificulta, talvez, as negociações que devem se seguir nos próximos dias, né?
09:53Muito boa noite, Daniel Caniato.
09:56Boa noite ao Dávila, ao Beraldo, a todos que nos acompanham aqui nos Pingos, nos Is.
10:00Sempre um prazer estar com vocês.
10:01Em relação a esta notícia da oficialização, né?
10:05Do cumprimento da promessa, da taxação ao Brasil, com muitas exceções, com muitas ressalvas, isso é verdade,
10:12mas que, de alguma maneira, coloca, sim, em vigor aquilo que anunciou o Donald Trump.
10:18O Brasil está taxado e isso é, de alguma maneira, o símbolo de um estremecimento de uma relação bicentenária entre Brasil e Estados Unidos.
10:30E essas exceções todas, que são as novidades da taxação, porque até então havia a promessa de implementação integral da taxação,
10:39segundo, inclusive, algumas mensagens de autoridades americanas, as exceções é que chamam a atenção e a gente não vai saber, Caniato.
10:47Não saberemos o porquê dessas exceções, a rigor.
10:51Pode ser, sim, que, de fato, seja uma autoanálise dos Estados Unidos, olhando para dentro do espaço americano
10:59e do reflexo que isso geraria na dificuldade de acessar os produtos brasileiros que lá não são produzidos
11:07e que teria dificuldade de encontrar, inclusive, outros concorrentes que pudessem suprir essa ausência do produto brasileiro,
11:15ou se, de fato, foi fruto de algum esforço, ou pelo menos da repercussão do esforço do vice-presidente Geraldo Alckmin,
11:21do governador Tarcísio, ou de quem quer que seja.
11:24Não saberemos.
11:25Fato é que o Estado de São Paulo, principalmente, saiu bem nisso.
11:29Principalmente aqui com os produtores de laranja no Estado de São Paulo.
11:32A questão da Embraer também, muito importante ter ficado de fora.
11:37E, de alguma maneira, alguns setores que estavam muito preocupados poderão ter um fôlego agora
11:44diante dessa excepcionalidade desses setores brasileiros.
11:48Só há uma certeza nisso tudo.
11:51A implementação das exceções nada tem a ver com o presidente da República.
11:55Esse título, esses louros, ele não pode reivindicar, porque, desde o anúncio de Trump,
12:02o presidente Lula só faz criticar e escolher uma estratégia muito equivocada do ponto de vista de alcançar a solução,
12:08que é esticar ainda mais a corda, aumentar a tensão com o Estado americano,
12:14e não usar do poder que tem, como presidente da República, chefe de Estado,
12:19de liderar um movimento de acordo, de celebração, de aproximação e de um consenso com o Estado americano.
12:29Agora, certamente, teremos cenas dos próximos capítulos.
12:32Como é que vão ficar os outros produtos?
12:33Aqueles que permanecem taxados em 50%, além dos 10 anteriores,
12:37agora somados esses 40% adicionais.
12:41Como é que vão ficar esses setores?
12:43E como é que o governo brasileiro, então, vai passar a lidar com isso?
12:46É, eu acho que essa é uma problemática, inclusive, para a gente tratar aqui, né, Dávila?
12:51Sete dias para a implementação da tarifa, ainda há tempo para tentar uma reversão, um adiamento,
12:58a gente falou disso por diversas vezes nos últimos dias,
13:02mas parece que agora a gente tem um norte, né, com essas informações,
13:06alguns setores já se organizam, outros respiram aliviado, enfim.
13:10Mas o que a gente precisa considerar a respeito da estratégia que será adotada pelo governo brasileiro,
13:16pela chancelaria, o presidente brasileiro parece que chegou a cogitar, a conversar com o Donald Trump,
13:23somente se tivesse a garantia de que questões comerciais entrariam na discussão,
13:29mas você falava lá atrás, daquela carta, aquele comunicado de Donald Trump,
13:33dizendo que o presidente norte-americano teria feito uma salada, né, um mix de assuntos.
13:39Esse decreto, ele mantém o mesmo critério, né, fez um compilado aí de pautas.
13:47Como negociar quando as pautas não tratam somente de questões comerciais?
13:52Eu acho que o dilema continua, né, Dávila?
13:55Continua, Caniato, mas agora é preciso separar o joio do trigo.
13:59Eu vou começar por fazer um comentário em cima do que o Koba disse, que é muito importante.
14:03É evidente que esta lista de exceções não tem nada a ver, como bem disse o Koba,
14:11com as virtudes ou os méritos do governo brasileiro.
14:13Teve com uma coisa muito específica.
14:15Isso afeta diretamente o bolso do consumidor americano.
14:20A questão do suco de laranja.
14:21Não existe no mercado internacional um substituto para a laranja brasileira.
14:26A gente está falando de 45% a 50% da exportação para os Estados Unidos
14:32para o suco de laranja do café da manhã.
14:34Não tem outra laranja.
14:35Então, assim, é o único fornecedor hoje, em grande escala,
14:41para suprir o mercado americano.
14:43E os estudos mostravam que haveria um aumento de 25% no suco americano.
14:49Então, é óbvio que isso afeta diretamente o bolso, a inflação, nos Estados Unidos.
14:54E Donald Trump resolveu isentar.
14:56A mesma coisa se aplica ao avião da Embraer.
14:59A Embraer não é que faz aviões.
15:02Faz um modelo específico de avião que praticamente ela e a Bombardier fazem no mundo.
15:08Nenhuma outra empresa faz.
15:10E metade desse avião importa componentes norte-americanos.
15:15Portanto, taxar a Embraer não faz o menor sentido.
15:19Vai prejudicar principalmente as companhias aéreas americanas
15:23que já haviam comprado 189 aviões.
15:27E, além de tudo, prejudicaria fornecedores norte-americanos
15:31desses equipamentos para se fazer o avião da Embraer.
15:34Então, só para dar dois exemplos, como dois produtos,
15:37tem um nicho de mercado muito específico
15:41onde não há substituição de produtos no mercado mundial.
15:46Por isso, as exceções feitas a esses produtos.
15:50Mas por que é importante mencionar essas exceções, Caniato?
15:54Porque elas representam 41% das exportações brasileiras aos Estados Unidos.
15:59Então, ao criar a exceção nesses produtos,
16:03vai acabar com a estratégia maluca do governo
16:06da reciprocidade tarifária.
16:09Por quê? Porque você está dizendo que metade praticamente das exportações
16:13estão isentas dessa tarifa, dessa briga tarifária.
16:17Então, isso inibe essa ala mais chucra do governo
16:21que já queria ir para a reciprocidade direta,
16:24anunciar lá que vamos cobrar os 50% a partir de hoje de produto americano.
16:29Então, isso esvazia um pouco esse discurso de uma retaliação imediata.
16:35O que força tanto o governo quanto a sociedade civil, associações de classe,
16:42agora sentar-se à mesa e negociar como adultos.
16:47E aí vai ser muito importante as associações de classe,
16:50o papel dos governadores e de organizações,
16:54por exemplo, como a American Chamber,
16:56a Câmara de Comércio Brasil e Estados Unidos,
16:58tem um poder muito importante
16:59para fazer essa intermediação de negociações objetivas.
17:04Ou seja, Lula conseguiu capitalizar a vitória política
17:09que não cedeu ao imperialista Donald Trump.
17:13Trump acabou isentando 41% das exportações brasileiras
17:17porque isso afetaria dramaticamente o bolso direto dos americanos.
17:21Isso inibe a retaliação.
17:23E agora teremos negociações dos adultos na sala.
17:27E aí eu vejo algumas manifestações de pessoas
17:31que cobram um detalhamento do governo norte-americano
17:35neste decreto,
17:37tratando justamente das questões comerciais e tarifárias.
17:41Entenderam que as questões políticas
17:43acabaram dominando essa manifestação.
17:45Mas assim, a gente vai trazer os muitos aspectos,
17:48mas as várias repercussões de lideranças políticas,
17:52quero até compartilhar com a nossa audiência,
17:54o Partido Liberal emitiu uma nota há pouco,
17:56que traz um raciocínio que se conecta
18:00ao comentário do Cristiano Beraldo feito há pouco.
18:03Diz o seguinte, a nota do Partido Liberal,
18:06Lula tentou transformar um erro diplomático
18:08em narrativa política, mas os fatos são irrefutáveis.
18:11Essa tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos
18:14é resultado direto de uma postura hostil e ideológica
18:19que foi adotada pelo governo.
18:20O presidente teve inúmeras oportunidades
18:23de proteger a economia nacional
18:24com equilíbrio, diplomacia e responsabilidade.
18:29Preferiu confronto.
18:30Escolheu a provocação.
18:32Parece que essa leitura
18:35é feita por muita gente de fora do governo,
18:38mas faltou o governo fazer em algum momento
18:41esse meia-culpa,
18:42especialmente olhando para os discursos
18:44feitos pelo presidente da República,
18:46que não ficaram restritos àquele local,
18:49para aquelas pessoas com que ele costuma se dirigir.
18:52Hoje em dia, as coisas são transmitidas
18:55praticamente em tempo real pelas redes sociais,
18:57né, Beraldo?
18:58Uma declaração para um grupo de 200 pessoas
19:01no sindicato X,
19:03hoje em dia, reverbera no mundo inteiro, né?
19:07Peniato, o presidente da República
19:09e toda a sua estrutura de comunicação
19:11sabiam exatamente o que estavam fazendo.
19:14A preocupação deles,
19:16desde o primeiro momento,
19:18jamais foi com a preservação
19:21dos melhores interesses da economia brasileira.
19:24Eles simplesmente viram a oportunidade
19:27de reverter a popularidade
19:31em queda livre do presidente da República
19:34e, com isso, deram de ombros
19:37para as responsabilidades que têm,
19:40uma vez que estão conduzindo o governo federal,
19:43e simplesmente apostaram todas as fichas
19:47neste ganho eleitoral,
19:49esse ganho político.
19:50Portanto, da parte do governo,
19:52não há remorso,
19:53da parte do governo,
19:54não há preocupação.
19:56Se há hoje uma tarifa
19:58que isentou setores importantes
20:00graças aos interesses dos Estados Unidos,
20:03mas será aplicada a vários outros produtos
20:06e atrapalhará uma série de empresas brasileiras ainda,
20:10esse é um dano na cabeça,
20:12na conta do presidente da República
20:14menor do que ele simplesmente mudar a sua posição
20:19para ter uma relação adulta,
20:23responsável, condizente com o seu papel
20:26de presidente de uma das maiores economias do mundo.
20:28Então, Caneato,
20:30a gente olha esse amadorismo programado,
20:34essa baixa qualidade
20:37da comunicação diante de algo tão importante
20:41que terá impacto na vida de milhares de famílias,
20:46mas olhando para o todo,
20:48olhando para o universo eleitoral
20:50que interessa ao presidente
20:52que pretende se candidatar à reeleição,
20:55isso para ele não tem a menor importância.
20:57Então, infelizmente, os valores, os padrões,
21:00as referências que estão ali dentro do Palácio do Planalto,
21:04sobretudo no Palácio da Alvorada,
21:06são bastante diferentes dos valores e preocupações
21:09da população brasileira.
21:11Agora, Coba, qual deve ser a tônica das negociações
21:15a partir de agora,
21:16a partir da oficialização desse decreto?
21:19As bases da negociação mudam, né?
21:22Qual é a posição do Brasil?
21:23Qual é o tamanho do Brasil nessa negociação?
21:25Qual é o tamanho do Brasil na negociação?
21:29A gente tem uma diferença, né, Caniato?
21:31O tamanho do Brasil,
21:32o Brasil parceiro comercial é importantíssimo
21:35nos Estados Unidos, né?
21:36E os Estados Unidos também do Brasil,
21:37aliás, está ali entre China e Estados Unidos,
21:41os dois maiores parceiros comerciais do Brasil,
21:43uma relação de quase 200 anos
21:46entre Brasil e Estados Unidos,
21:48duas democracias na essência, né?
21:51Pelo menos é para ser assim.
21:52Agora, outra questão é qual é o tamanho
21:54da representatividade do governo Lula
21:57perante os Estados Unidos.
21:59Aí, a história muda.
22:00Aí, se a gente pegar como é que ficam
22:03os dois governos pelos seus chefes de Estado em específico,
22:07a gente tem uma relação muito difícil,
22:08uma relação que não foi bem cuidada,
22:10uma relação que não foi zelada pelo presidente brasileiro,
22:14principalmente, nesses três anos de governo.
22:16Pelo contrário, foi uma relação estressada,
22:20uma relação desgastada,
22:22e desgastada por discursos,
22:24pelo que saiu falando mundo afora
22:26o presidente brasileiro.
22:28Em todas as ocasiões em que teve oportunidade,
22:31criticou o presidente americano Donald Trump,
22:34o jeito de fazer política do presidente americano Donald Trump,
22:38inclusive acenou, por vezes,
22:41Donald Trump como sendo alguém vinculado ao fascismo
22:44ou coisas do tipo.
22:45Antes mesmo de Trump assumir a cadeira,
22:48nas eleições, na disputa presidencial americana,
22:51o presidente Lula se colocou como um torcedor,
22:54apoiador de Kamala Harris, a opositora.
22:57Veja só, hein, presidente Lula,
22:58que também, em todas as oportunidades,
23:01fala sempre da autodeterminação dos povos.
23:03Esse é o presidente que estava fazendo torcida
23:06aí para a opositora de Donald Trump.
23:10E que agora, recentemente, na cúpula dos BRICS,
23:12como uma gota d'água em uma série de outros discursos,
23:17achou por bem fazer críticas efusivas à hegemonia do dólar,
23:22à utilização da moeda americana,
23:25mais até do que Rússia e China,
23:28que são, a gente sabe,
23:29países que têm os seus antagonismos todos
23:32em relação à relação comercial com os Estados Unidos.
23:34O Brasil é que se colocou nessa condição de porta-voz
23:37liderar o movimento anti-dólar no mundo.
23:39E aí, agora, este governo,
23:42como é que se relaciona com os Estados Unidos?
23:44Como é que vai sentar na mesa agora
23:45para falar, veja bem, vamos pensar aqui numa solução?
23:49O Beirado já falou bem aí.
23:50Não sei se quer muito o presidente Lula,
23:52não, esse tipo de solução.
23:53Ele quer mesmo olhar para as pesquisas do dia a dia.
23:56Aquela pesquisa que todo dia mostra
23:58se ele está indo bem ou indo mal
24:00em relação à popularidade,
24:01diante de tudo o que acontece.
24:03É aquela discussão, né?
24:05Interesse público ou interesse político?
24:07O presidente brasileiro está mais vendo mesmo
24:09o que lhe dá ganhos no interesse político.
24:13Pois é, eu perguntei para o Cobo
24:14qual era o tamanho do Brasil nessa negociação,
24:16justamente para trazer a informação,
24:18uma declaração do presidente Lula,
24:20concedeu a entrevista ao New York Times,
24:22ele disse o seguinte,
24:23o Brasil não vai negociar como se fosse um país pequeno
24:27contra um grande.
24:28Enfim, a gente vai trazer também algumas declarações
24:31e afirmações do presidente da República
24:33à reportagem do New York Times.
24:35Antes disso, quero convidar você que nos acompanha
24:38a participar da enquete do dia,
24:40porque é uma pergunta que tem a ver com essa temática.
24:43Depois de Donald Trump assinar esse decreto
24:45que sobretaxa o país,
24:47você acha que o governo brasileiro deve
24:49duas opções?
24:51Partir para o enfrentamento
24:52e adotar a lei de reciprocidade,
24:54devolvendo a mesma moeda.
24:55Ah, é?
24:5550% também sobre os produtos norte-americanos.
24:59Ou você acha que é preciso parar, pensar e começar a negociar
25:04para tentar reverter essa medida aos poucos,
25:07setor a setor,
25:08tentando atender minimamente aos anseios dos Estados Unidos.
25:12Então, duas possibilidades.
25:14Partir para o enfrentamento,
25:16lei da reciprocidade,
25:17ou abrir mesa de negociação,
25:20frentes de negociação,
25:21para tentar reverter essa medida.
25:23jovempan.com.br
25:25Espero que você entre no nosso portal
25:27e manifeste a sua opinião.
25:28Daqui a pouco a gente traz a primeira parcial.
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