Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 7 meses
Cadastre-se para receber nossa newsletter:
https://bit.ly/2Gl9AdL​

Confira mais notícias em nosso site:
https://www.oantagonista.com​

Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.fb.com/oantagonista​
https://www.twitter.com/o_antagonista​
https://www.instagram.com/o_antagonista
https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Pessoal, vamos seguir então com o noticiário aqui.
00:02Olha só, hoje a gente vai seguir nessa toada do noticiário econômico,
00:06porque teve uma repercussão muito grande durante o fim de semana,
00:09que dois bancos quebraram nos Estados Unidos,
00:13quebraram num período muito curto de 48 horas.
00:17O Fed, que é o Banco Central americano,
00:19tomou algumas medidas para tentar mitigar os impactos dessa quebra dos dois bancos,
00:25mas fato é, isso tem repercutido bastante no mundo
00:28e aqui no Brasil também esse assunto foi repercutido
00:32com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que falou sobre esse assunto.
00:36Vamos ver o que diz Fernando Haddad hoje.
00:38Creio que assim, não há, hoje eu diria,
00:42pouco espaço para o aumento da taxa de juros no mundo
00:44e diria que tem uma gordura no Brasil
00:48que permite a nós, tomando as providências que estão sendo tomadas
00:53e que vêm sendo reconhecidas pelo Banco Central
00:56nas atas que ele divulga, eu penso que nós temos aí um espaço
01:02que o mundo não tem.
01:05Qual é o limite que você tem prudencial para aumentar juros
01:09sem desorganizar a economia como um todo,
01:13o setor produtivo,
01:14a quebradeira que pode adivir de um descasamento das carteiras e tudo mais.
01:20E aí tem setores dizendo, olha,
01:23vai chegar uma hora que você vai esbarrar nesse limite
01:27e você vai ter mais dificuldades de buscar o centro da meta
01:33num período muito curto.
01:38Fernando Haddad, nesse mesmo evento,
01:40também falou sobre a possível queda da taxa de juros
01:43e voltou a pressionar o Banco Central.
01:46Vamos ver o que ele disse.
01:46Eu não sei se ele vai gerar uma crise sistêmica.
01:49Aparentemente, não.
01:51Eu não vi ninguém ainda
01:53tratar desse episódio como um Lehman Brothers.
01:58Mas o fato é que
02:00é grave o que aconteceu.
02:04O Fed agiu no final de semana
02:05e nós vamos ver ao longo do dia,
02:08por isso que eu vou ter que acompanhar isso.
02:10O Roberto Campo deve estar voltando
02:12do BIS para pilotar aqui o Banco Central.
02:15para você ver
02:16se a autoridade monetária no Brasil
02:20vai ter que tomar alguma providência
02:22em virtude dos efeitos
02:26sobre as economias periféricas.
02:32Está aí, gente.
02:33Na verdade, os trechos foram invertidos, está, pessoal?
02:36Só explicando para o pessoal de casa aí.
02:38Nosso primeiro...
02:39Nessa última fala agora,
02:41a Fernanda Haddad falou sobre o impacto
02:43da quebra desses dois bancos nos Estados Unidos.
02:46E na primeira fala ali,
02:48que a gente trouxe o recorte da primeira fala,
02:50ele falou sobre a situação dos impostos,
02:54da queda de juros, na verdade,
02:56e pressionou mais uma vez o Banco Central.
02:59Quero ouvir meus colegas
03:00sobre essa fala de Haddad hoje aí,
03:03mais uma vez, então,
03:05pressionando o Banco Central
03:06sobre a queda da taxa de juros.
03:08Graia, quero começar contigo.
03:10Pode ser?
03:10Pode.
03:14Enfim, é muito mais suave
03:17a pressão agora
03:19do que ela vinha acontecendo.
03:22É muito mais cuidadosa.
03:25Ainda existe a insistência
03:27para que o Roberto Campos Neto
03:30interfira na taxa de juros,
03:34para que o Copom mude ali a sua orientação.
03:38Mas é muito menos bruta
03:40do que aquela que o Lula vinha fazendo.
03:45Ele fala que tem uma gordura,
03:48enfim,
03:49não diz que tem que baixar,
03:51como o Lula vinha fazendo.
03:54Eu tenho confiança que
03:56a análise do Banco Central
03:59vai continuar sendo técnica.
04:01Eu não acho que tem...
04:03Se eles já passaram
04:05por toda a pressão,
04:06por todo o jogo
04:07corporal pesado
04:10que o Lula fez,
04:11sem ceder,
04:13não é com essa abordagem
04:15um pouco mais mansa,
04:16mais comedida,
04:17mais ponderada
04:18do Haddad
04:19que eles vão
04:20fazer alguma coisa
04:22que contrarie
04:23a convicção deles
04:25e os números
04:26que eles compilam.
04:28Então, eu acho que
04:29é melhor ver
04:31esse tipo de dinâmica
04:34da fala do Haddad
04:35do que aquela coisa
04:36quase
04:38de
04:40torcer o braço
04:42da instituição
04:43que o Lula
04:43vinha fazendo.
04:44Eu acho que
04:45esse tipo de fala
04:46expressa um desejo,
04:49mas o desejo
04:50não vai ser...
04:51o Banco Central
04:52não vai ceder
04:53se achar
04:53que não tem margem
04:54de fato
04:55para fazê-lo.
04:58Rodrigo Oliveira,
04:59quero te ouvir.
05:01Bom,
05:01Kenzo,
05:02o que acontece
05:04a partir de agora?
05:05O que aconteceu hoje
05:06no mercado?
05:07As taxas de juros
05:08lá nos Estados Unidos
05:09que a gente
05:09vinha numa discussão
05:10se ia aumentar
05:110,25,
05:120,50,
05:12despencaram
05:14o dois anos
05:14que é
05:15os títulos
05:17com vencimento
05:17em dois anos.
05:19Eles tiveram
05:19uma queda
05:19no dia
05:21que é a maior
05:21queda desde
05:221900 e bolinha
05:23que é comparável
05:27
05:27àquele dia
05:28do Lehman Brothers
05:29lá,
05:29o 15 de setembro
05:30de 2008.
05:32E naquela época
05:33que aconteceu
05:33logo em seguida,
05:34para a gente ter
05:35um retrato histórico.
05:37São momentos diferentes,
05:38é importante a gente
05:39ter isso em mente,
05:40são motivos
05:42diferentes,
05:43mas os efeitos
05:44podem ser parecidos.
05:45Três meses depois,
05:46mais ou menos,
05:47o FED começou
05:48a baixar os juros,
05:49então o que você já vê
05:49na curva de juros,
05:51que como eu falei,
05:52semana passada
05:52a gente estava
05:53discutindo
05:54no mercado financeiro
05:55se o FED aumentaria
05:57em 25 ou 50 pontos base,
06:000,50 ponto percentual
06:02lá na taxa básica
06:03de juros.
06:04Hoje,
06:05já está se discutindo
06:06se ele corta
06:07agora em março
06:08ou se ele vai cortar
06:09em maio
06:09os juros por lá,
06:11para não,
06:11porque o que aconteceu?
06:13O FED
06:14e toda a regulação
06:16norte-americana
06:17estava brigando
06:18a guerra passada,
06:20que era uma guerra
06:20de crédito
06:21e ninguém se atentou
06:23para os juros,
06:24para o nível de juros
06:25e o que acabou
06:26pressionando os bancos
06:27foi a subida
06:28muito forte dos juros.
06:30A gente tinha
06:30e teve um,
06:31e isso é tão interessante
06:33que você teve
06:34um momento parecido
06:35com isso
06:35lá na Inglaterra,
06:37naquele evento
06:40da List Trust
06:40que durou menos
06:41que um alface
06:42e os juros
06:45subiram tantos
06:46que quase quebraram
06:48os fundos
06:49de pensão
06:49britânicos.
06:50Por quê?
06:51Porque a gente
06:51está vivendo
06:52num mundo
06:53que nos últimos
06:5310, 15 anos
06:54o juro parece
06:56que sempre seria
06:57próximo de zero.
06:59Então,
06:59quando o juro
06:59começou a subir
07:00nesses países,
07:02eles não estavam
07:02preparados para isso,
07:03a regulação
07:04não via isso
07:05como um problema
07:06e por isso
07:07que o FED está
07:07dizendo agora
07:08que vai ter que rever
07:09toda essa parte
07:10de fiscalização
07:11deles
07:12para poder
07:13trazer
07:14novos elementos
07:16de fiscalização.
07:18O que no Brasil
07:19a gente tem hoje?
07:20A curva de juros
07:21já precifica
07:22uma chance
07:23de 15%
07:24de um corte
07:25de juros
07:26aqui
07:26na próxima reunião
07:28já semana que vem,
07:30o que deve ter sido visto
07:31com bastante alegria
07:32pelo governo,
07:33porque o Banco Central
07:35obviamente
07:36olha para o mercado
07:37também para ter um termômetro
07:38do que o mercado
07:39está entendendo.
07:41O Boletim Fox
07:42dessa segunda-feira
07:43é um boletim
07:44que não traz ainda
07:45esse problema norte-americano,
07:47a gente vai ter
07:48o próximo Boletim Fox
07:49na segunda-feira
07:50que é um boletim
07:51que tem ali
07:51as análises,
07:53as expectativas
07:53dos analistas
07:55e economistas
07:55consultados
07:56pelo Banco Central
07:57e o Banco Central
07:58usa como uma espécie
07:59de farol
08:00para a decisão,
08:02deve apontar,
08:04porque todo esse evento
08:05de crédito
08:08de problema
08:09no sistema bancário
08:10norte-americano
08:11é um evento
08:12deflacionário
08:14por natureza.
08:15Você viu hoje
08:16o petróleo
08:17caindo bastante,
08:18o minério de ferro
08:19ainda está mais ou menos
08:20porque a China
08:21segura muito
08:22o preço dessa commodity,
08:24mas é um evento
08:25deflacionário.
08:25Como se você tem
08:26uma expectativa
08:27de deflação
08:29ou de um recuo
08:31da pressão inflacionária,
08:33você vai ter
08:34também
08:35os bancos centrais
08:36reagindo
08:36dessa forma,
08:38de forma
08:39a cortar juros.
08:40E aí,
08:40lembrando lá
08:40em 2008,
08:41três meses depois
08:43o Fed começou
08:44a cortar os juros
08:44e logo em seguida
08:45já estava em zero
08:46de novo.
08:47E o que a gente tem
08:48hoje,
08:49e no Brasil
08:50é a mesma coisa
08:50em 2008,
08:52a gente vinha subindo
08:53os juros,
08:53quando deu o problema
08:54com o Lehman Brothers
08:54a gente parou
08:55e uns três meses
08:56depois,
08:57foi em setembro,
08:57lá em janeiro,
08:58finalzinho de janeiro,
08:59na primeira reunião
09:00do Copom do ano,
09:03a gente já começou
09:03a cortar juros também.
09:05Então,
09:05isso pode acabar
09:06ajudando
09:07o governo
09:09nessa sanha
09:10de baixar os juros.
09:12Mas,
09:13como tudo
09:14tem o seu
09:15bônus e ônus,
09:17a tendência
09:18é que,
09:19como a gente ainda
09:19não tem uma inflação
09:20sob controle,
09:22exatamente,
09:23você pode jogar
09:24essa inflação
09:25para frente,
09:26daquela discussão
09:27do Covid
09:28que você achatava
09:29a curva
09:29e jogava
09:30os casos
09:31para frente.
09:32Então,
09:32talvez a gente tenha
09:33uma inflação longa
09:34mais complicada.
09:35Embora,
09:35hoje,
09:36as taxas de juros
09:37em todos os vencimentos
09:38tenham cedido,
09:40a tendência
09:40é que você tem
09:41uma inclinação
09:41na curva
09:42e as taxas
09:43mais longas,
09:44então,
09:44teriam,
09:46seriam
09:46sobrevalorizadas
09:49mais para frente.
09:51Então,
09:51tem esse risco.
09:53O que a gente
09:54deve ver também,
09:55que foi lá em 2008,
09:56é o dólar
09:57subindo bastante,
09:58porque embora
09:59juros mais baixos
10:00signifiquem
10:01moedas mais baratas,
10:02você tem muita gente
10:03buscando o dólar
10:05e muito dólar
10:06saindo do mercado
10:07em função
10:08de alguns papéis
10:09que não estão valendo nada.
10:10Então,
10:10oferta e demanda,
10:11o dólar acaba ficando
10:13um pouco mais caro
10:14e os emergentes
10:15sofrem um pouco mais.
10:16O Brasil e o México
10:16hoje,
10:17entre as principais
10:18correntes,
10:19são as principais
10:20moedas,
10:21currencies,
10:21foram as que mais
10:24sofreram.
10:25O Brasil
10:25caiu aí,
10:27o dólar
10:28subiu uns 0,70,
10:30alguma coisa assim,
10:30no México,
10:31quase 2% hoje,
10:33o dólar contra o peso mexicano.
10:34Então,
10:35esse mais ou menos
10:36o efeito por aqui,
10:37por enquanto,
10:38até que a gente saiba
10:39qual é a extensão
10:40real desse problema
10:42lá nos Estados Unidos.
10:42E aí
10:48E aí
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado