- há 7 meses
--
Cadastre-se para receber nossa newsletter:
https://bit.ly/2Gl9AdL
Confira mais notícias em nosso site:
https://www.oantagonista.com
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.fb.com/oantagonista
https://www.twitter.com/o_antagonista
https://www.instagram.com/o_antagonista
https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial
Cadastre-se para receber nossa newsletter:
https://bit.ly/2Gl9AdL
Confira mais notícias em nosso site:
https://www.oantagonista.com
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.fb.com/oantagonista
https://www.twitter.com/o_antagonista
https://www.instagram.com/o_antagonista
https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Música
00:30Música
01:00Música
01:30Música
02:00Música
02:30Olá, hoje é 24 de fevereiro de 2023, sexta-feira e seja muito bem-vindo ao Meio Dia em Brasília.
02:53Comigo, Kis Vasconcelos, que trago para vocês as notícias, debates, informações, entrevistas sobre o que acontece de mais importante durante o dia.
03:05Já quero agradecer aproveitando que hoje é sexta-feira, o clima é mais leve, a gente está mais tranquilo já na expectativa do fim de semana, esperando aí as boas novas aí do sábado e domingo e o que é que fim de semana reserva.
03:18Se é descansar, se é sair com os amigos, se é viajar, eu não sei o que você vai fazer, se vai viajar, se vai ficar por aqui mesmo, se está em Brasília, se está em São Paulo, se está no Rio de Janeiro, já comenta aqui no chat para a gente qual a programação do fim de semana, eu quero saber de vocês, o que é que vocês vão fazer.
03:33Por aqui é ficar em Brasília, acabei de voltar do Carnaval, agora é descansar e recuperar energia para os próximos dias e a saúde, inclusive.
03:41Estou bem congestionada ainda do feriadinho de Carnaval.
03:45Quero agradecer a sua audiência, o pessoal está aqui no chat já comentando, já falando com a gente, a Lúcia Conag, sempre com a gente.
03:52Mário Jorge também, Pinheiro, sempre com a gente, comentando e fazendo, tecendo os comentários aí sobre os temas do dia.
04:00Arlene também, seja bem-vinda, Arlene, boa tarde, obrigada pela gentileza.
04:05Ana está aqui também com a gente, RPC, sempre com a gente também, né, RPC.
04:10Douglas Lopes, obrigada por vir ao Meio Dia em Brasília, obrigada pela audiência.
04:15E não esquece, como vocês já bem sabem, a gente sempre divulga aqui, sempre pede para vocês,
04:21para que a gente continue fazendo esse programa aqui que vocês gostam e sempre acompanho aqui no Meio Dia em Brasília.
04:27Não esquece de deixar o seu joinha, o seu like aqui nesse vídeo, comentar aqui embaixo, comentar aqui no chat,
04:34porque cada vez que você comenta, interage comigo, traz o seu ponto de vista, curte esse vídeo,
04:40o YouTube entende a relevância desse material e entrega esse vídeo para mais pessoas.
04:45Então, não esquece de apoiar a gente aí, não custa nada e para a gente ajuda muito.
04:51Lembrando também que se você gosta do trabalho que é feito não só por mim,
04:55mas por toda a equipe do Antagonista, o Cláudio Dantas, o Wilson Lima,
05:00o Carlos Graieb, Duda Teixeira, quem mais?
05:03Rô, me ajuda aí.
05:04Quem mais temos aqui que apresenta o Meio Dia?
05:08Eu, Vanessa Lipeldi, Júlia Schiaffarino, Marisa Vanzeller, o Wilson já falei, o Wilson Lima.
05:14Se você gosta desse trabalho que é feito por toda a equipe, não esquece de escanear o QR Code,
05:21que está aqui na tela, aqui no seu ladinho aqui, você pode escanear esse QR Code
05:26e apoiar o jornalismo que é feito de forma independente.
05:29Esse material aqui, esse trabalho que é feito aqui pelo Antagonista,
05:33que é um trabalho investigativo, inclusive, não recebe financiamento do governo,
05:38não recebe recursos do governo para estar aqui trabalhando para vocês.
05:42Então, por isso é muito importante o seu apoio.
05:45Você, obviamente, vai ter uma contrapartida nisso,
05:47você vai receber as notícias, debates, informações, colunas com exclusividade
05:52e vai ter acesso, inclusive, à revista Cruzoé,
05:56que está sempre com a edição imperdível.
05:59Hoje sai mais uma edição da Cruzoé, então, se você assinar aqui,
06:02na tela aqui embaixo, achei aqui,
06:06você vai receber em primeiríssima mão as informações, debates, notícias
06:10e a revista Cruzoé.
06:12Obrigada pela audiência.
06:13Lembrando, se você tem alguma pergunta, algum questionamento para fazer
06:16para a nossa entrevistada de hoje, não esquece de encaminhar via Superchat,
06:20que a sua pergunta vai ser lida ao vivo para você.
06:24Estamos aqui...
06:27RPC falou, estamos sabendo que às 18 horas vai ter uma rave aqui no Antagonista?
06:35É?
06:36Uma rave aqui no Antagonista?
06:37Às 18 horas tem um papo, papo com elas, RPC.
06:41A rave, eu não sei se vai rolar, não, mas se tiver a rave,
06:44você combina aqui com a gente para a gente ficar sabendo,
06:48porque, por enquanto, não fomos informados ainda sobre o assunto.
06:51Então, vamos começar.
06:53A gente começa esse debate informando que a reforma tributária
06:57é tida como uma das principais pautas do Congresso Nacional
07:01para esse primeiro semestre.
07:04E o Congresso tem tido muita repercussão em cima desse tema,
07:08que vai atingir a sociedade, o mercado, a população, o governo
07:13e até os próprios parlamentares.
07:15A necessidade de uma reforma tributária para o Brasil
07:18em prol de uma mudança significativa
07:21que simplifique o recolhimento de impostos do país,
07:25além de reduzir a tributação sobre o consumo final,
07:28é tida como evidente pelos parlamentares e por autoridades.
07:33Essa proposta é, inclusive, tema de grandes impasses
07:37dentro do Congresso Nacional
07:39e também dentro dos debates jurídicos e tributários do país.
07:44E para entender um pouco mais sobre essa proposta
07:47que vai atingir você, contribuinte, eu, enquanto contribuinte,
07:51nós trouxemos ao meio-dia em Brasília
07:53a especialista na área jurídica e tributária,
07:57a Gabriela Rosa, que vai trazer detalhes sobre a reforma
08:01e, principalmente, será que a reforma tributária vai aumentar impostos?
08:06Tudo bem, Gabriela?
08:09Todos. Boa tarde, já meio-dia.
08:11É, boa tarde, já, não é?
08:14Meio-dia em Brasília é sempre nesse meio-termo aí,
08:18entre manhã e tarde.
08:20Gabriela, obrigada por vir ao Meio-dia em Brasília,
08:22obrigada por lançar a luz sobre esse tema que é tão complexo.
08:26E eu já faço um pedido de antemão,
08:28que eu acho que é importante para quem está nos assistindo
08:30e nos acompanhando nesse momento.
08:32Gabriela, fale para nós, população que é leiga no assunto,
08:35a gente tem dificuldade de entender esse tema.
08:37Uma reforma tributária, inclusive, eu avalio, enquanto jornalista,
08:42que ela vai ter dificuldade de tramitação na Câmara,
08:44justamente porque até mesmo os parlamentares
08:47vão ter dificuldade de entender alguns temas
08:49e alguns pontos da proposta.
08:51E eu já começo perguntando,
08:53quais são as expectativas em relação à reforma,
08:56já que a previsão é que ela comece a tramitar na próxima semana?
08:59Bom, esse ponto que você trouxe aqui é muito verdade.
09:04Eu não digo que vai ter dificuldade de tramitação,
09:07porque já teve.
09:08A discussão da reforma tributária é muito antiga no Brasil.
09:12A gente fala que a gente precisa reformar o nosso sistema
09:15desde que a Constituição foi criada.
09:17Então, já nasceu querendo ser reformado.
09:20E aí a gente teve vários momentos, vários ciclos
09:23que a reforma tributária poderia ter sido aprovada
09:25e ela acabou recuando.
09:27A gente está no mais recente ciclo que começou em 2019.
09:31Então, a gente tem duas principais propostas
09:34que são proposições apresentadas em 2019.
09:37E elas tramitam desde então.
09:39Então, veja quanta água já rolou
09:41e essa discussão ainda não se encerrou.
09:44Agora, o que os parlamentares devem fazer
09:46na próxima semana vão começar uma nova fase de discussão
09:50é continuar, reiniciar essa discussão
09:54dada ao novo contexto político.
09:56Então, a gente teve uma mudança na presidência da República
09:59e uma mudança nos parlamentares eleitos.
10:02E aí a gente tem que pegar aquela velha discussão
10:04que já começou na última legislatura
10:06e reiniciar com aqueles novos agentes, novos atores.
10:11Então, a gente vai ter uma proposta
10:12que vai ser amadurecida,
10:14já teve um avanço bacana na última legislatura,
10:18só que agora é a etapa de fechar os detalhes do texto,
10:23fazer uma série de audiências, reuniões com o setor privado,
10:27com os entes públicos, então, com os estados e municípios
10:32e com o próprio governo federal para fechar os detalhes
10:35e começar a discutir e votar o texto.
10:40Perfeito.
10:41Gabriela, um tema que eu acho que é o que mais gera confusão
10:45para os brasileiros é
10:46a ideia inicial da reforma tributária é justamente essa,
10:50simplificar a tributação, tirar a burocracia,
10:54facilitar o entendimento dos leigos,
10:56sobre principalmente os tributos.
10:58Mas na prática, isso vai acontecer?
11:02Então, a simplificação é a meta.
11:05A gente já teve uma série de discussões
11:07se a reforma vai reduzir o imposto ou não.
11:11E foi acordado em algum ponto dessa discussão
11:13que o principal modelo agora é simplificar
11:17e não mexer na carga.
11:18Então, esse discurso tem sido trazido já
11:21no último governo e foi carregado para esse também.
11:26Então, não vamos mexer hoje na carga,
11:28vamos mexer na simplificação.
11:30Hoje, as principais propostas que a gente tem em discussão,
11:32elas pegam alguns impostos que a gente tem hoje.
11:36Então, notadamente, tem o PIS, COFINS, ICMS, ISS e o IPI
11:41e unificam para criar um ou, no máximo, dois impostos
11:45sobre valor agregado, que seria o Imposto sobre Bens e Serviços.
11:48Na PEC 45, que é uma das propostas,
11:51cria só um Imposto sobre Bens e Serviços.
11:53E na 110, a gente teria o Imposto sobre Bens e Serviços
11:57e a Contribuição sobre Bens e Serviços.
12:00Então, seriam dois tributos.
12:01Mas veja que a gente já sai de um cenário
12:03de cinco para dois, no máximo.
12:06Então, esse movimento de simplificação
12:08tende a acontecer.
12:09Do ponto de vista do contribuinte,
12:12pessoa física, eu, você,
12:14a gente vai sentir muito mais
12:16quando a gente for fazer as nossas operações no dia a dia,
12:19quando a gente for no mercado,
12:21que a gente vai ter um pouco mais de visibilidade
12:23daquele tributo,
12:24que ele vai ser mais transparente
12:26e a gente vai saber mais quanto foi pago naquela operação.
12:29Então, a gente ganha em cidadania,
12:32podendo perceber quanto a gente paga
12:34e podendo cobrar também
12:35se o valor está alto ou se está baixo,
12:38que hoje a gente não tem tanto essa dimensão.
12:40Mas se vai aumentar ou vai reduzir,
12:43vai depender muito do dia seguinte,
12:45depois dessa simplificação,
12:47como é que eu vou calibrar a alíquota
12:49que eu vou cobrar para aquela pessoa.
12:51Então, é um segundo passo dessa discussão.
12:55E falando também em alíquota,
12:57um tema que eu sempre vejo,
12:59eu sempre vejo que eu imagino
13:02que vai ser o ponto principal
13:03dos debates em torno da reforma tributária,
13:06é porque há alíquotas diferenciadas.
13:09Há uma alíquota que a população paga,
13:11há uma alíquota que o agro paga,
13:13há uma alíquota que empresas pagam.
13:17E a ideia é justamente, talvez,
13:18uma padronização ou redução,
13:20como você mencionou.
13:21Como é que você avalia que vai ser
13:23essa queda de braço?
13:24Já que são vários setores diferentes,
13:27obviamente, cada setor vai querer
13:29puxar a brasa para a sua sardinha,
13:31vai querer trazer para si o benefício,
13:32não vai querer sair perdendo nessa proposta,
13:35mas, ao mesmo tempo,
13:36a população não pode ser onerada nesse caso.
13:39Como é que você avalia que vai ser
13:41esse trabalho de entendimento entre os setores
13:43para construir uma proposta que, de fato,
13:46venha trazer a simplificação
13:47e, ao mesmo tempo,
13:49não onere a população brasileira,
13:51o contribuinte?
13:52Os parlamentares estão ouvindo muito os setores.
13:56Então, a gente vê já a criação
13:59desse grupo de trabalho
14:00pelo presidente da Câmara
14:02para conseguir concentrar esse debate
14:05e ter, inclusive,
14:06quais são os atores que vão ouvir
14:08e vão elaborar esse texto.
14:10Então, já foi selecionado
14:12um grupo de parlamentares
14:13que vão ter acesso
14:14a esse contato com o setor privado
14:17para ter essa discussão
14:18de quem é que vai pagar mais,
14:20quem vai pagar menos.
14:21Mas é necessário um trabalho anterior
14:23desses parlamentares
14:24de verem qual é o melhor equilíbrio possível,
14:27que é evitar que, como você disse,
14:29a população pague a conta,
14:31mas também que os estados e os municípios
14:34não percam a arrecadação
14:35e tenham dificuldade de fazer
14:37as políticas públicas que eles se destinam
14:39e os setores privados
14:40não percam em competitividade.
14:43É uma fina sintonia.
14:45Tudo tem caminhado
14:46para a evolução de um debate
14:48que vai considerar a possibilidade
14:50de ter alguns tratamentos diferenciados,
14:53algumas diferenciações mínimas.
14:55Então, o sistema tende a ser mais unificado,
14:59uma alíquota geral
15:01para todos os produtos e serviços
15:03e, no máximo, ter uma possibilidade
15:05de uma alíquota ser diferente
15:07para o setor de serviços.
15:10Em relação aos benefícios fiscais
15:11que a gente tem hoje,
15:13é muito complicado,
15:14porque o Brasil beneficia muitos setores
15:16e muitos deles não têm, inclusive,
15:18a clareza de se a tomada de decisão deles
15:22é voltada ao impacto econômico
15:23ou a redução do impacto tributário.
15:26Então, a ideia é tornar mais eficiente o sistema
15:29de uma forma em que
15:30não seja tão necessário
15:32para as empresas usarem esses benefícios fiscais,
15:35mas fazerem decisões
15:36que alocam melhor economicamente
15:38as suas necessidades.
15:40Então, essa é a mudança de posicionamento
15:43que a reforma tributária visa trazer.
15:45Eu depender menos do benefício fiscal
15:48e ter um sistema melhor,
15:50que funcione economicamente melhor
15:51para o imposto não ser o elemento principal
15:54na minha tomada de decisão.
15:57Gabriela, eu aproveito aqui,
15:59a gente sempre interage com as pessoas
16:01que estão aqui ao vivo com a gente,
16:02conversando e trazendo seus pontos de vista,
16:05e é legal ouvir o que a sociedade acha desse assunto.
16:08Como eu te falei, é um assunto complexo, de fato,
16:10que a sociedade tem de poder entender,
16:13e principalmente, o que eu sinto muitas vezes
16:15é uma descrença na possibilidade
16:17do contribuinte ser beneficiado
16:19com essa proposta.
16:21A Regina Moura, por exemplo, botou aqui,
16:24tributos só aumentam e essa reforma não passa.
16:28Melhorar para o contribuinte nunca,
16:30ela pontuou aqui,
16:32com essa sensação, obviamente,
16:33de descrença que a população tem
16:35em relação à possibilidade de melhoria
16:37para a população.
16:38O Mário Jorge, M. Jorge,
16:41acho que é Mário,
16:42colocou assim,
16:43a carga já é altíssima
16:45e o pobre já é onerado no consumo e no salário.
16:49Ele está falando aí sobre
16:50essa percepção da sociedade em relação a essa reforma.
16:54Não há uma expectativa positiva
16:56por parte da sociedade
16:57dessa proposta que está em tramitação
17:00no Congresso Nacional,
17:01muito embora tenha essa expectativa
17:03de ser uma proposta para simplificar,
17:06para tirar a burocracia
17:07e para trazer alguns benefícios.
17:09Mas um ponto que eu quero trazer aqui,
17:12que eu li alguns veículos
17:14e inclusive foi divulgado no UOL também,
17:17que alguns setores da sociedade
17:20têm pedido para tributar o PIX,
17:26que é uma coisa que a gente não quer
17:28e não espera em troca para financiar,
17:32para sustentar alguns tributos federais.
17:35Como é que está isso, Gabriela?
17:36Há essa possibilidade talvez
17:38de tributação do PIX
17:39na reforma tributária?
17:42Então, Kis,
17:43essa questão de tributar o PIX,
17:45ela vem justamente desse local
17:46que você falou de descrença
17:48e de muito medo
17:50de setores e de áreas econômicas
17:52de terem um aumento de tributação muito grande.
17:55Quando o governo fala,
17:57o governo e os parlamentares falam,
17:59vamos manter a carga estável
18:00sem aumentar nem diminuir,
18:02quem paga menos hoje vai pagar mais,
18:04porque para chegar no estável
18:05a gente tem que chegar no meio.
18:06Então, existem alguns setores
18:08que vão sentir um aumento de carga tributária.
18:11Como reação,
18:13eles fazem mobilizações
18:14para outros tributos virem
18:17ou para outras bases serem tributadas.
18:19E aí a gente tem as movimentações financeiras,
18:23os recursos,
18:24as plataformas como o PIX
18:26entrando na mira.
18:27Então, eu não quero que a tributação
18:29aumente para mim,
18:30então eu quero que tributo o PIX.
18:32Porque todo mundo paga PIX,
18:33todo mundo usa,
18:34então dilui para todo mundo.
18:37Só que o resultado final
18:39de tributar o PIX
18:40é onerar muito a população,
18:42que é quem usa,
18:43e de certa forma,
18:44o PIX democratizou muito
18:46o acesso aos serviços bancários
18:47e financeiros.
18:49E se a gente tributa,
18:50a gente está aumentando
18:51a carga tributária
18:53para algo que a população usa todo dia.
18:55Então, não é um movimento
18:56que tende a ter muita abertura
19:00dentro do Congresso,
19:02porque hoje a linha é
19:03vamos mexer no consumo,
19:05em produto final,
19:08e aí não vamos observar
19:10as movimentações financeiras.
19:11Isso é uma linha
19:12que já foi, de certa forma,
19:13cortada pelo Arthur Lira,
19:15que é o presidente da Câmara,
19:17Rodrigo Pacheco.
19:18Não vamos tributar
19:19movimentações financeiras,
19:20hoje não é o nosso foco.
19:21E se os serviços,
19:23o agro,
19:24qualquer outro setor
19:25que precisa
19:26de algum equilíbrio melhor
19:27para não ser muito tributado,
19:29quiser uma saída,
19:30vamos trabalhar nesse texto
19:32e não em estratégias
19:34diferentes de tributação.
19:35Para a população,
19:36isso é positivo.
19:39Gabriela,
19:40e quais serão os setores
19:41talvez onerados
19:44com essa reforma tributária?
19:47Bom, alguns setores
19:48vão sentir mais em cheio,
19:50digamos assim,
19:50o aumento da tributação
19:52e deve ser o setor de serviços.
19:54Hoje é um dos setores
19:55que mais tem criticado
19:58o texto da proposta
20:00justamente porque
20:01quando a gente está falando
20:02de um imposto
20:03sob valor agregado,
20:04que é a base
20:05da reforma tributária,
20:07a gente precisa pensar
20:08em quais são as matérias-primas
20:11que eu utilizo
20:12no meu processo produtivo.
20:14Então, a cada matéria-prima
20:15que eu adquiro,
20:16eu ganho crédito
20:17que vai reduzir
20:18o quanto eu vou pagar
20:20de imposto
20:20e assim funciona a cadeia.
20:22Só que quando a gente
20:23está falando
20:24de serviços,
20:26essa dinâmica
20:26de matéria-prima
20:27não funciona tanto.
20:29A gente está falando
20:29de mão de obra
20:30e mão de obra
20:31não sofre
20:32a incidência
20:33de um IVA
20:34porque não é um produto,
20:36não tem o valor agregado,
20:37é força de trabalho.
20:39Então,
20:39se eu não sou tributado
20:41por esse IVA,
20:42eu também não gero crédito
20:43e aí eu não reduzo
20:45o valor final
20:46de tributo
20:47que eu tenho que pagar.
20:47Então,
20:48o setor de serviços
20:49acaba tendo um peso maior
20:50na tributação.
20:52Hoje,
20:52o sistema
20:53é tributado
20:54pelo imposto
20:54sobre serviços,
20:55que é um que tem
20:56alíquotas mais baixas,
20:57o ISS.
20:59E aí,
20:59ele vai passar
21:00a pagar
21:01uma conta unificada,
21:02que vai trazer
21:03o ICMS
21:03para a conta,
21:04que é cerca
21:04de 18%,
21:05muito mais
21:06do que o ISS.
21:07Então,
21:08os serviços
21:08devem sentir
21:09no primeiro momento
21:10esse aumento
21:11da carga.
21:12A expectativa
21:13das autoridades
21:14é que calibrando
21:15o sistema inteiro
21:16e tendo alguns setores
21:17que hoje não pagam,
21:18que pagam menos,
21:20todo mundo pagando
21:21um pouco mais,
21:22seja possível
21:23reduzir essa alíquota
21:24total para que o setor
21:25de serviço
21:26não seja tão penalizado.
21:28Mas no primeiro momento
21:29a gente vai sim
21:30ver esse setor
21:31sendo afetado.
21:32Setores vinculados
21:33à tecnologia também,
21:34que tem alto uso
21:35de mão de obra,
21:36infraestrutura,
21:38todos esses serviços
21:39logística,
21:40e aí, de certa forma,
21:41vai ter um aumento,
21:42um peso econômico
21:43para todo o sistema.
21:45Então, é por isso
21:46que se diz,
21:46é por isso que se diz,
21:48ninguém vai suportar
21:49isso sozinho,
21:50porque, de certa forma,
21:51todo mundo vai suportar
21:52economicamente
21:53num ciclo,
21:54mas quem vai sentir
21:55no primeiro momento
21:56são esses setores.
21:58Interessante.
21:59Esperamos mesmo
22:00que não seja
22:00diretamente contribuinte,
22:02a população que acaba
22:03tendo que arcar
22:04na maioria das vezes
22:05com essas mudanças
22:06aí drásticas.
22:07A gente viu, por exemplo,
22:08reforma trabalhista
22:10que foi aprovada
22:10aproximadamente dois anos
22:12atrás,
22:13que já onerou
22:15o trabalhador
22:16aí com diversos benefícios
22:17que foram retirados,
22:19e agora mais uma reforma
22:20para tirar direito
22:21do trabalhador
22:22não é justo,
22:23e eu falo que
22:24enquanto trabalhadora
22:25também, né?
22:26Acho que nesse momento
22:27nada mais justo
22:28do que o governo
22:29olhar para a população
22:30e pelo menos
22:32uma vez
22:33beneficiar
22:34quem está ali
22:35pagando impostos,
22:36quem está ali
22:37o tempo todo
22:37oito barra sete
22:39trabalhando
22:41e sustentando,
22:42fazendo a máquina
22:43girar.
22:44Agora, Gabriela,
22:45mais um ponto
22:46que eu trago aqui
22:46do nosso debate,
22:47para a nossa conversa,
22:49é que há um grupo
22:50de trabalho
22:51que foi instituído
22:51no âmbito da Câmara
22:52dos Deputados
22:53para estudar o assunto,
22:55mas uma coisa
22:56que me chamou
22:56muita atenção
22:57é que, pelo visto,
22:59não é um grupo
22:59de trabalho
23:00muito técnico, né?
23:02Nesse grupo
23:02de trabalho
23:03tem médicos,
23:04radialistas,
23:06tem administradores
23:06de empresa,
23:08como é que você avalia
23:09que esse grupo
23:09vai conseguir
23:10construir uma proposta
23:11que venha atender
23:12o anseio
23:15da população,
23:16mas ao mesmo tempo
23:16venha trazer
23:17um conhecimento técnico
23:20em cima da proposta,
23:21mas com perfis
23:21tão diversos?
23:23O ideal seria
23:23trazer talvez
23:24deputados
23:25com esse perfil
23:25mais técnico,
23:26talvez economistas,
23:27juristas,
23:28ou esse grupo
23:29de trabalho
23:30pode, sim,
23:31atender
23:32o que a reforma
23:33tributária precisa?
23:35Esse ponto
23:36é importante, né?
23:38É sempre bom
23:38lembrar que os trabalhos
23:39que são feitos
23:40no Congresso Nacional,
23:42eles são feitos
23:43pelos parlamentares,
23:44mas eles possuem
23:44uma equipe atrás.
23:46Os parlamentares
23:47têm assessores
23:48e também utilizam
23:50os consultores
23:50legislativos,
23:52que são técnicos
23:52altamente especializados
23:54nas matérias
23:55que eles atuam.
23:56só a gente vê
23:57aqueles concursos
23:58para a Câmara
23:59e para o Senado,
24:00os requisitos
24:01para entrar
24:01são altíssimos,
24:02são muito exigentes.
24:03Professores universitários
24:05disputam para entrar
24:06como consultores
24:07tributários.
24:08Então,
24:08eles gozam
24:09do serviço
24:10desses profissionais
24:11especializados
24:12para fazer
24:12essas análises.
24:13O próprio
24:14deputado
24:15Agnaldo Ribeiro,
24:16que é o relator
24:17da proposta
24:17de reforma tributária
24:18já tem um tempinho,
24:20ele montou
24:20uma equipe
24:21de especialistas,
24:22principalmente
24:22quando ele estava
24:23bem à frente
24:23da discussão
24:24em 2020,
24:252019,
24:27ele montou
24:27um time
24:28com pessoas
24:28de alto gabarito
24:29para ajudar
24:30a estruturar
24:30esse texto.
24:31Então,
24:32ele pessoalmente
24:33pode não ser
24:34a figura
24:34que tem mais
24:35especialidade
24:36no tema,
24:37mas reconhecendo
24:38as limitações
24:39da sua formação,
24:40ele monta
24:41esse time
24:42multidisciplinar
24:42para assessorar ele.
24:44E hoje,
24:45no GT
24:45que a gente tem,
24:47embora a gente tenha
24:47formações
24:48múltiplas,
24:50a gente consegue
24:51ver que são
24:52parlamentares
24:53que já tem
24:53um histórico
24:54relacionado
24:55ao tema
24:55da tributação.
24:57Então,
24:57mesmo aqueles
24:58que são médicos
24:59já foram
25:00membros
25:01por muito tempo
25:01da CFT,
25:02que é a Comissão
25:03de Finanças
25:03e Tributação,
25:05então foram
25:05construindo
25:06essa expertise
25:06com os anos,
25:08tem muitos
25:08parlamentares,
25:09muitos experientes
25:10de casa,
25:11então isso é um ponto
25:12importante,
25:13parlamentares com
25:14quatro,
25:15cinco legislaturas
25:16que já foram eleitos
25:17tantas vezes,
25:18é sinal que a população
25:19confia no trabalho
25:21deles,
25:21são parlamentares
25:23que sabem
25:24muito de uma
25:25dinâmica que falta
25:26muito para a reforma
25:27tributária,
25:27que é a expertise
25:28política,
25:30que a parte técnica
25:31a gente convida
25:33pessoas especialistas
25:34para discutir,
25:35mas o real
25:36entrave da reforma
25:37tributária nos últimos
25:38anos é atender
25:40os interesses
25:40políticos,
25:41é conseguir fazer
25:42com que todos
25:43os atores
25:43concordem,
25:45então nesse ponto
25:46é mais interessante
25:47eu ter um parlamentar
25:48experiente em política
25:50do que em tributação
25:52para garantir
25:52que esse texto
25:53efetivamente saia
25:54do papel.
25:57Tranquilo,
25:58Gabriela,
25:59quais são os próximos
26:00passos?
26:00Eu estou acompanhando
26:02esse tema aqui
26:03junto ao antagonista
26:05e eu tenho visto
26:05que a previsão
26:06é que terça-feira
26:07esse grupo de trabalho
26:09já comece a se movimentar,
26:11acabou o carnaval,
26:12acabou a folga
26:13dos deputados,
26:14agora é voltar
26:15e trabalhar efetivamente,
26:16e deram um prazo
26:18de aproximadamente
26:1890 dias
26:19para a entrega
26:20do relatório inicial.
26:22Como é que vai ser
26:22o trabalho
26:23a partir dos próximos dias?
26:25Isso mesmo,
26:25o ano começou,
26:27terça-feira agora
26:28tem essa primeira reunião,
26:30eles vão se encontrar,
26:31vão ver
26:31quais são as prioridades
26:33que cada parlamentar
26:34vai dar
26:35nesse texto,
26:36nessa discussão,
26:37e aí eles têm
26:38uma outra reunião
26:38marcada
26:39já para o dia primeiro,
26:41que nesse momento
26:42o relator,
26:43Agnaldo Ribeiro,
26:44vai apresentar
26:44um plano de trabalho
26:46para esse grupo,
26:47então ele vai dizer
26:48quem ele vai se reunir,
26:49quantas reuniões
26:51vão acontecer,
26:52quem são os agentes
26:54que devem participar,
26:55e aí nesse meio tempo
26:56eles devem fazer
26:57algumas pequenas
26:58audiências públicas
26:59ou reuniões,
27:01e aí vai ser construído
27:02um debate,
27:03e o texto deve ser entregue
27:04dentro dessa janela
27:05de 90 dias
27:06que você mencionou.
27:07É bem esperado
27:08que a gente tenha
27:09pelo menos
27:09umas três reuniões
27:10com o seguinte perfil,
27:12uma para falar
27:13com o governo,
27:14então quais são
27:14os anseios do governo,
27:15quais são as propostas deles,
27:17então a gente pode ter
27:18a figura
27:18do Bernardo Pi,
27:20que é o secretário
27:20especial da reforma tributária
27:22dentro do Ministério
27:23da Fazenda,
27:25atuando e participando
27:26desse debate,
27:27e vale lembrar
27:28que o Bernardo Pi
27:28é um dos que contribuiu
27:31para escrever
27:32a proposta
27:33que hoje a gente tem
27:34em discussão,
27:34que é a PEC 45,
27:36então ele não é
27:36nenhum estranho
27:37para esse grupo,
27:39e aí a gente tem
27:40também a possibilidade
27:41de uma audiência
27:42com estados e municípios,
27:44que também são grandes
27:45elementos importantes
27:47para essa discussão,
27:48então talvez o estado
27:49de São Paulo
27:50entre para discutir,
27:52o estado do Amazonas
27:53também deve ser
27:54convocado para essa conversa,
27:56porque no GT
27:57tem quatro membros,
27:59quatro deputados
27:59que são do estado
28:00do Amazonas,
28:01e existe uma preocupação
28:02com manter
28:03a Zona Franca de Manaus
28:04competitiva ali,
28:06e também uma reunião
28:07para falar com o setor
28:08produtivo,
28:09setor privado,
28:10então alguns setores
28:11devem acabar sendo
28:13envolvidos,
28:14então a CNI,
28:15que é a indústria,
28:16também a CNA,
28:18que é do agro,
28:19pode ser envolvida,
28:21então a gente pode esperar
28:22pelo menos esse ciclo
28:23com esses três
28:24grandes eixos
28:25sendo abordados
28:27nos próximos passos,
28:28encerrado o grupo
28:29de trabalho,
28:30aí continua a tramitação.
28:35Perfeito, Gabriela,
28:36e para a gente encerrar,
28:37que eu acho que é uma coisa
28:38interessante aqui
28:39de quem está nos assistindo
28:40acompanhar,
28:41eu sei que ao longo
28:42da tramitação
28:43dessa proposta
28:44virão pontos
28:45que vão de encontro
28:47ao interesse
28:48da população,
28:49que vão contra
28:49o interesse da população,
28:50eu sei que muita gente
28:51vai ficar indignada,
28:53vai ficar revoltada,
28:54há várias propostas
28:57ventiladas,
28:58inclusive a taxação
29:00do PIX
29:00é uma delas
29:01que a gente imagina
29:02que não vai acontecer,
29:03mas pode ser que venha
29:04a acontecer,
29:05dependendo do lobby
29:06que for feito
29:06pelas próprias empresas
29:08e pelos próprios setores,
29:11e como é que a população
29:12pode de fato
29:13auxiliar
29:14ou contribuir
29:16ou opinar
29:16na construção
29:17dessa proposta,
29:18Gabriela?
29:19Isso é um ponto importante,
29:21tributação falta
29:22muito em cidadania,
29:24justamente por ser
29:25um assunto muito técnico,
29:27é natural
29:27que o povo sinta
29:29que não é para si
29:30e que não pode ser
29:30compreendido,
29:32a verdade é que
29:33existem instrumentos,
29:34existem publicações
29:35diversas
29:36que têm explicado
29:38a reforma tributária,
29:39se você não compreende
29:40o assunto,
29:42uma boa pesquisa,
29:43o que está sendo discutido
29:44na reforma tributária
29:45já vai levar
29:46para uma série
29:47de textos
29:47que muitas vezes
29:48já dizem
29:49o que muda
29:50na PEC 45,
29:51o que muda
29:52na PEC 110,
29:53então buscar
29:54se educar,
29:55se instruir
29:55no que está sendo
29:56discutido
29:57é o primeiro passo,
29:59porque evita
29:59que a gente
30:00se perca em ruído,
30:02é muito natural
30:03a gente ouvir
30:04a tal discussão
30:05que está acontecendo,
30:06tem gente
30:06querendo isso,
30:07aquilo,
30:07mas o que está
30:08em discussão?
30:10Busca o site
30:11da Câmara dos Deputados,
30:12busca o site
30:13do Senado Federal
30:14e entenda
30:15a proposta em si,
30:16o que é aquilo
30:17que está sendo mudado
30:18e não o que é ruído,
30:20esse é o primeiro passo
30:21para adquirir
30:22essa cidadania
30:23em termos de tributação
30:24e depois
30:25você pode buscar
30:26os seus parlamentares
30:28do seu Estado
30:29para acionar,
30:30aqui no Distrito Federal
30:31a gente tem parlamentares
30:32que já tiveram
30:34um relacionamento bom
30:35com a discussão
30:36da reforma tributária
30:37e nos outros estados
30:38também,
30:39em que pese
30:40não tenha ninguém
30:41do DF,
30:42no GT,
30:43todos os parlamentares
30:44vão ter que ser ouvidos,
30:45porque para aprovar
30:46uma PEC
30:47eu preciso de dois terços
30:49do Congresso,
30:51da Câmara dos Deputados
30:53para votar favoravelmente,
30:55então o meu parlamentar,
30:56o voto dele conta
30:58e a posição
30:59que ele vai trazer
31:00pode ser motivada
31:01também pelos espaços
31:02que eu busco,
31:03se eu busco
31:04tratar com esse parlamentar
31:05e trago para ele
31:06que isso afeta a população,
31:08ele como eleito por mim
31:09deve me ouvir,
31:10então o primeiro passo
31:12que eu sugeriria é isso,
31:13buscar se educar,
31:14se informar
31:15e buscar quem são
31:16os parlamentares
31:17da minha região
31:18que vão ter que se mobilizar
31:19nesse tema.
31:22Inclusive, Gabriela,
31:23esse é um ponto importante
31:24que você visou aqui,
31:25buscar se educar
31:27e se informar
31:28sobre o tema.
31:28Quem está aqui no Meio Dia
31:29em Brasília
31:30já vem acompanhando
31:31esse tema há bastante tempo,
31:32a gente já trouxe
31:33alguns especialistas
31:34para falar sobre isso,
31:35a gente sabe
31:36que esse é o tema
31:37do momento
31:37e esse é o tema
31:39que vai atingir
31:40diretamente você
31:41enquanto contribuinte.
31:43Por isso que quem assiste
31:43o Meio Dia,
31:44quem assiste e acompanha
31:45o Antagonista
31:46tem sempre a informação
31:47em primeira mão
31:48e a gente tenta trazer,
31:50obviamente,
31:50um especialista
31:51para falar do assunto
31:52com o máximo
31:53de isenção
31:54e também
31:55com o máximo
31:56de clareza
31:56para você
31:57que está acompanhando.
31:58Então,
31:58você que está acompanhando
31:59já sai na frente,
32:00já está acompanhando
32:01o tema
32:02antes de ele começar
32:03a tramitar
32:04no Congresso,
32:05já está tramitando
32:06há bastante tempo,
32:06mas agora,
32:07nessa legislatura,
32:08vai começar agora,
32:09terça-feira.
32:10Então,
32:10terça-feira
32:10começam as discussões
32:12em torno da reforma tributária.
32:14Se você tem alguma dúvida,
32:16já manda para a gente,
32:17para a gente esclarecer
32:17que você possa estar por dentro
32:19e principalmente
32:20para que você possa cobrar
32:21o seu parlamentar,
32:23senador,
32:24deputado,
32:24sobre a proposta,
32:25sobre pontos
32:26que afetam você.
32:27Um ponto importante aqui,
32:28deixa eu só
32:29trazer um dado
32:30interessante,
32:32a proposta
32:33de taxação
32:34do PIX
32:35é apoiada,
32:36inclusive,
32:37pela Frente Parlamentar
32:38do Empreendedorismo,
32:39a FPE,
32:41que traz
32:42essa proposta
32:43como talvez
32:44uma possibilidade.
32:45Então,
32:46se você tem interesse
32:47em saber mais
32:47ou cobrar
32:48do seu parlamentar,
32:49já tem aí
32:50uma possibilidade
32:51de entrar em contato
32:52com os parlamentares
32:53da frente do empreendedorismo.
32:55Gabriela,
32:56obrigada pela gentileza,
32:57obrigada por vir
32:58ao Meio de Brasília
32:59trazer esse tema
33:00que é tão importante
33:01e principalmente
33:02esclarecer
33:02para a gente,
33:03sociedade que é leigo,
33:05que quer entender mais
33:06sobre a reforma
33:07e ainda tem muita dúvida
33:08e sem saber ao certo
33:09como é que ela vai atingir
33:11a gente enquanto população.
33:12Obrigada pela gentileza.
33:14Obrigada,
33:14que fico à disposição
33:15para uma próxima.
33:17Obrigada.
33:19E vamos agora
33:20para um giro
33:20pelas principais notícias
33:22da manhã.
33:22O Antagonista
33:24Subiu para 54
33:30o número de mortes
33:31causadas pela chuva
33:33que atingiu
33:34o litoral norte
33:35de São Paulo,
33:36como a gente tem acompanhado
33:37aqui no meio-dia
33:37no Antagonista
33:38e nos nossos programas.
33:41De acordo com o balanço
33:42da Defesa Civil,
33:44foram registrados
33:4553 óbitos
33:46em São Sebastião
33:47e um em Ubatuba.
33:49Há 13 crianças
33:51entre as vítimas.
33:53Segundo o governo paulista,
33:5438 corpos já foram
33:56identificados e liberados
33:57para sepultamento.
33:59Os demais ainda aguardam
34:00perícia e identificação.
34:03Cerca de 30 pessoas
34:04estão desaparecidas.
34:07É lamentável.
34:08A gente vê imagens aí
34:09agora, nesse momento,
34:10de São Sebastião.
34:11você vê, é uma garagem,
34:13o carro completamente
34:14submerso nas águas.
34:17Essa foi uma das situações.
34:19Há diversas outras casas
34:21que, enfim,
34:22foram completamente destruídas
34:24por conta das chuvas.
34:26Pessoas que perderam
34:27casa, carro,
34:30perderam principalmente parentes
34:32e, em virtude das chuvas,
34:35os temporais
34:36que atingiram a região,
34:39o litoral norte de São Paulo.
34:40E, realmente, assim,
34:41a situação é devastadora.
34:4354 mortos,
34:4513 crianças
34:46entre os mortos,
34:47famílias devastadas
34:49e destruídas
34:50por conta, obviamente,
34:51de um ponto
34:52que vale a pena
34:52a gente mencionar,
34:54que é a falta de,
34:55primeiro, fiscalização
34:57para conter
34:58esse aumento aí,
35:00essa proliferação, né,
35:03de pessoas,
35:03urbana principalmente,
35:05nessas regiões
35:06que a gente sabe
35:06que são regiões perigosas,
35:07regiões serranas ali
35:09com risco iminente
35:10de desabamento.
35:11Há, também,
35:12uma falta de zelo
35:13do governo estadual,
35:15do governo federal
35:15em olhar essas regiões
35:17com mais cautela.
35:18O município de São Sebastião
35:20já havia sido multado,
35:21inclusive,
35:22por conta
35:23das ocupações irregulares
35:25e, simplesmente,
35:26não fez nada.
35:27Vidas morreram.
35:28Essa imagem
35:29que está aqui,
35:29no momento,
35:30na tela
35:30é de um recém-nascido
35:32sendo resgatado
35:32pela própria população.
35:34Fizeram uma corrente humana
35:36para poder salvar
35:37a vida dessa criança,
35:38desse bebê
35:38que estava aí
35:39nos primeiros dias de vida
35:42e, realmente,
35:42a situação foi devastadora,
35:45foi uma situação
35:46que atingiu
35:46e que mobilizou
35:47a população.
35:49É isso.
35:51E a gente segue
35:52esse giro de notícias
35:53com a informação
35:54de que o ex-ministro
35:55da Casa Civil,
35:56José de Seu,
35:57foi internado
35:57na quinta-feira,
35:58ontem,
35:59no Hospital DF Star,
36:01aqui em Brasília,
36:02após sentir dores
36:03de cabeça e no pescoço.
36:05E nota,
36:05o hospital informa
36:06que o ex-ministro
36:07apresenta um quadro
36:08de hematoma subdural
36:10e está realizando
36:11um procedimento
36:12neurocirúrgico
36:13de drenagem.
36:15Não há mais detalhes,
36:16mais informações,
36:17a gente informa
36:18e passa para vocês
36:19aí pelo portal
36:19do Antagonista.
36:21Seguimos esse giro
36:22de notícias
36:23com a informação
36:23de que a base federal
36:25instalada aproximadamente
36:26duas semanas
36:27na aldeia de Palimiu,
36:30na terra indígena
36:31de Yanomami,
36:31foi alvo de ataques
36:33durante a madrugada
36:34desta quinta-feira.
36:36A informação,
36:37inclusive,
36:37é da FUNAI.
36:38Em nota,
36:39o órgão informou
36:40que criminosos armados
36:41furaram um bloqueio
36:42montado no rio
36:43e atiraram
36:45contra agentes
36:46do Ibama
36:46que haviam abordado
36:48uma das embarcações.
36:50E ainda falando
36:51desse assunto aí,
36:53que é um assunto também
36:54que gerou muita comoção,
36:56que falou
36:57e falou muito
36:58com a sociedade
36:59porque foi uma crise
37:00humanitária
37:00no Brasil
37:01que atingiu também
37:02diversas vidas,
37:03diversas crianças
37:04e idosos,
37:06o Conselho
37:07Indigenista
37:08Missionário
37:09chamado CIMI
37:10pediu nesta quinta-feira
37:11a revisão
37:12dos integrantes
37:13da comissão
37:14externa temporária
37:15instalada no Senado
37:16para acompanhar
37:17a crise
37:18Yanomami.
37:19Segundo a entidade,
37:21três dos cinco
37:22senadores de Roraima
37:23que integram
37:23o colegiado
37:24têm envolvimento
37:26explícito
37:26na defesa
37:28do garimpo.
37:28No sábado,
37:30o Conselho
37:30Indígena
37:31de Roraima
37:31e a Federação
37:32da Organização
37:33Indígena
37:34do Rio Negro
37:34também pediram
37:36o afastamento
37:37dos senadores
37:37de Estado
37:38desta comissão.
37:40E o ministro
37:41da Fazenda,
37:42Fernando Haddad,
37:43defendeu
37:44nesta sexta-feira
37:45que o Banco
37:46de Desenvolvimento
37:47aplique juros
37:48adequados
37:49para promover
37:50o crescimento
37:51de países
37:52à atuação
37:53em temas
37:53como combate
37:54à desigualdade
37:55e à crise climática.
37:57Haddad está
37:58na cidade
37:58de Bangladore,
38:00na Índia,
38:01em uma reunião
38:01com representantes
38:02econômicos
38:03do G20.
38:04O ministro
38:05disse ainda
38:06que o Brasil
38:06está preocupado
38:07com os níveis
38:08de endividamento
38:10de países
38:11mais pobres.
38:12Ele participa
38:13da reunião
38:13na Ásia
38:14ao lado
38:15do presidente
38:15do Banco Central,
38:16Roberto Campos Neto.
38:18Inclusive,
38:19Roberto Campos Neto
38:20foi alvo
38:20de diversas críticas
38:22por parte
38:23do próprio
38:23Fernando Haddad,
38:24por parte
38:25do presidente
38:25Luiz Inácio Lula da Silva.
38:27Os dois estão juntos
38:28lá nessa reunião
38:29para debater
38:30assuntos voltados
38:31para a economia nacional.
38:33Mas, assim,
38:33uma coisa que me chamou
38:34muita atenção
38:34é o fato de
38:36o Fernando Haddad
38:37estar bem preocupado
38:38com outros países pobres.
38:40Mas a gente tem
38:40tanto problema
38:41aqui no Brasil
38:41para resolver,
38:42não é mesmo?
38:43Tem tanta coisa
38:43para colocar em ordem ainda.
38:45Eu acho que a preocupação
38:46do ministro
38:47tem que ser
38:48com o Brasil
38:49nesse primeiro momento.
38:50Em resolver
38:51a situação tributária
38:52do Brasil,
38:53em resolver
38:53a pobreza
38:54do Brasil,
38:55já que foi apontado
38:56que o Brasil
38:56tinha diversas,
38:58tinha milhares
38:59de pobres.
38:59Então, tem que resolver
39:00primeiro a situação
39:01do Brasil.
39:02Depois que a situação
39:03do Brasil
39:03for resolvida,
39:04aí sim,
39:05que ele venha
39:06lançar a luz
39:06e que venha
39:07começar a ajudar
39:09outros países pobres
39:10e destacar
39:12e chamar atenção
39:12e puxar aí
39:13o foco
39:15para outros países.
39:15Mas, nesse momento,
39:17os ministros,
39:17enquanto representantes
39:18do governo
39:19fora do país,
39:21tem que chamar
39:21a atenção
39:22dos outros países
39:23para a situação
39:23do Brasil
39:24e fazer com que o Brasil
39:25evolua e cresça
39:26e se desenvolva
39:27e combata a pobreza
39:29e reduz os juros,
39:31reduz os impostos,
39:32que é isso que a gente
39:32espera.
39:34A gente segue aqui
39:35esse giro de notícias
39:37com a informação
39:37de que o presidente
39:38Jair Messias,
39:39o ex-presidente
39:40Jair Messias Bolsonaro,
39:41disse à CNN
39:42que não conversou
39:44com ninguém
39:44sobre a entrevista
39:46da deputada
39:47Carla Zambelli,
39:48sua aliada,
39:49que ela concedeu
39:50à Folha de São Paulo
39:51e foi divulgada
39:52na quinta-feira.
39:54Conforme divulgamos
39:55aqui no Antagonista,
39:57Zambelli afirmou
39:58em entrevista
39:59ao jornal
39:59Paulo Estano
40:00que não é hora
40:01de bater no STF,
40:03que Bolsonaro
40:04deveria ter sido
40:04mais claro
40:05ao pedir aos seus
40:07apoiadores
40:07o fim dos atos
40:09em frente aos quartéis.
40:11A deputada
40:12bolsonarista
40:12também defendeu
40:13uma oposição
40:15ferrenha
40:16do governo Lula.
40:17essa situação
40:19realmente gerou
40:20um mal-estar
40:20entre o ex-presidente
40:22Jair Messias Bolsonaro
40:23e a deputada
40:25Carla Zambelli,
40:26já que ficou
40:27dúbia a informação dela,
40:29ela não disse ao certo
40:31o que é que ela
40:31pretendeu falar com isso,
40:33ela tentou,
40:33chegou até
40:34ir nas redes sociais
40:35e falar sobre o assunto,
40:37desmitir pontos,
40:38mas no fim das contas
40:39parece que
40:40irritou um pouco
40:42o ex-presidente
40:42Jair Messias Bolsonaro.
40:45A gente continua
40:46esse giro de notícias,
40:47com a informação
40:48de que o Ministério
40:49Público do Trabalho
40:50resgatou 180 pessoas
40:53que trabalhavam
40:54com colheitas
40:55de uva
40:55em Bento Gonçalves,
40:57no Rio Grande do Sul.
40:58Elas foram encontradas
40:59na noite da quarta-feira
41:01em situação
41:02análoga
41:02à escravidão.
41:04Os trabalhadores
41:05foram aliciados
41:06na Bahia
41:07e informaram
41:08que eram contratados
41:10pela empresa
41:10Oliveira e Santana
41:12e terceirizado
41:13para vinícolas
41:14como Aurora,
41:15Garibaldi
41:16e Salton.
41:17A denúncia
41:18foi feita
41:18por um grupo
41:19que conseguiu escapar
41:20e levar o caso
41:21à PRF
41:23em Porto Alegre.
41:24De acordo com relatos,
41:26os trabalhadores
41:26teriam sido submetidos
41:28a jornadas exaustivas,
41:30recebiam comida
41:30imprópria
41:31para consumo,
41:33só podiam comprar
41:33produtos
41:34em um único estabelecimento
41:35com desconto
41:36no salário comum,
41:38já é típico também,
41:39e preços elevadíssimos
41:41e eram mantidos
41:42vinculados
41:43ao trabalho
41:44por supostas
41:44dívidas contraídas
41:46com o empregador.
41:47A estratégia é a mesma.
41:49Eles contratam
41:50trabalhadores,
41:52levam para essas fazendas,
41:53sejam de pecuária,
41:55seja vinícolas,
41:55seja de colheita,
41:57lá eles colocam
41:58o trabalhador,
41:59submetem o trabalhador
42:00a jornadas exaustivas
42:02e vinculam isso,
42:04obviamente,
42:04a uma dívida
42:05que eles supostamente
42:06teriam por comprar
42:07comida,
42:09roupa,
42:09calçado,
42:10instrumentos.
42:11Muitas vezes,
42:13a maior parte das vezes,
42:15esses trabalhadores
42:16são mortos
42:17pelos próprios
42:18proprietários
42:20quando se recusam
42:21a fazer o trabalho.
42:22Para eles conseguirem
42:23sair disso,
42:24eles precisam fugir,
42:25precisam sair escondidos.
42:27É triste saber
42:28que no Brasil,
42:30em 2023,
42:32isso ainda está acontecendo.
42:34180 trabalhadores
42:35foram resgatados
42:36no Rio Grande do Sul.
42:38E líderes mundiais
42:39manifestaram
42:40nesta sexta-feira
42:41sobre o primeiro ano
42:42da guerra da Ucrânia.
42:44Monumentos ao redor do mundo,
42:46como a Torre Eiffel,
42:47foram iluminados
42:48com as cores azul
42:49e amarela
42:50em apoio
42:51ao povo ucraniano.
42:53A gente tem um vídeo
42:54aí para vocês.
43:02para vocês.
43:03Boa tarde,
43:04vamos lá.
43:04E aí,
43:07vamos lá.
43:14E aí,
43:15vamos lá.
43:16E aí,
43:17vamos lá.
43:17E aí, temos a imagem da Torre Eiffel iluminada, azul e amarelo,
43:34em apoio, obviamente, ao povo ucraniano,
43:37uma guerra que também tem devastado vidas,
43:40tem levado e ceifado diversas vidas ao longo do ano inteiro,
43:44sem perspectiva e sem previsão de quando vai acabar.
43:49E toda a população mundial tem se mobilizado e tem falado sobre o assunto.
43:56E a gente vai continuando aqui esse giro de notícias,
44:00ainda que conversando com vocês,
44:02informando que a Marinha Brasileira permitiu novamente
44:05a entrada em portos brasileiros de dois navios de guerra do Irã.
44:10Um despacho publicado nesta sexta-feira autorizou
44:13que as embarcações Iris, Macrã e Iris-Dena
44:17atraquem no porto do Rio de Janeiro,
44:20no próximo domingo, dia 26, e no próximo sábado, dia 25.
44:25Essa é a segunda concessão do tipo em janeiro.
44:28Os mesmos navios foram autorizados a visitar a cidade por sete dias.
44:32Os dois despachos foram assinados pelo vice-chefe de Estado-Maior da Armada,
44:37Carlos Eduardo Horta.
44:39E as duas embarcações fazem parte de uma flotilha iraniana,
44:43que eles estão em missão ao redor do mundo.
44:46O Macrã, que é um navio tanque convertido para base avançada de helicópteros militares,
44:52e o Dena é uma fragata recém-incluída na armada do país, do Irã.
44:56Inclusive, essa decisão de trazer, de permitir que essas embarcações
45:01atraquem em portos brasileiros, não tem o apoio dos Estados Unidos,
45:06que, na verdade, inclusive, pode até gerar um desentendimento
45:09entre o Brasil e os Estados Unidos,
45:11nesse tema que versa sobre a ligação e a parceria entre os países.
45:18Muito embora isso, o Brasil autorizou que o Irã atraca.
45:21Eu não sei exatamente se é um receio de indisposição com o Irã,
45:24talvez seja isso, a decisão deles de autorizar.
45:30Mas, de fato, os Estados Unidos não apoiam essa decisão.
45:35E o Meio Dia em Brasília fica por aqui, na sexta-feira.
45:38E a gente segue durante todo o dia,
45:40trazendo notícias, informações, debates, colunas, entrevistas.
45:44Logo mais, estarei de volta, 18 horas, no Papo com Elas.
45:48Espero vocês aí, junto com a gente, para conversar sobre diversos assuntos.
45:52Quero agradecer a audiência de vocês, que estão aqui sempre conversando,
45:56sempre comentando.
45:57Juandi está aqui, Juandi Santana está aqui.
46:00Nina também, IRPC, sempre começando.
46:02TV Global News já está aqui também conversando.
46:06Zé Sérgio, obrigada pela gentileza de vir ao Meio Dia em Brasília.
46:10Roseli Costa, obrigada, Roseli, por vir aqui.
46:13Obrigada por estar sempre comentando e trazendo informações para a gente,
46:19pontos de vista da sociedade.
46:21Regina, Maura, tchau, tchau, Kish, tchau, tchau, chat.
46:24Eu fico por aqui e eu volto segunda-feira,
46:27trazendo novas notícias, novos debates e novos entrevistados.
46:30Obrigada pela gentileza, gratidão, tudo de bom,
46:33bom fim de semana, tchau, tchau.
46:43Obrigada pela gentileza, tchau, tchau, tchau, tchau.
Seja a primeira pessoa a comentar