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  • há 9 meses
Estudioso da imagem do Brasil no exterior, Daniel Buarque comenta o impacto dos grandes eventos esportivos na forma como o mundo enxerga o país.

Assista à íntegra do programa: https://youtu.be/BY10p_qS8VI

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Transcrição
00:00Daniel, a minha impressão é que o brasileiro se importa muito
00:04de como ele é visto no resto do mundo.
00:08E, em 2014, a gente teve um esforço grande do governo brasileiro
00:14com a Copa do Mundo, com as Olimpíadas,
00:17para mostrar para o mundo quem a gente era
00:20e um investimento grande nisso daí.
00:23Que impacto, que consequência que isso teve?
00:26É o oposto do que se esperava.
00:28Quando o Brasil, agora não lembro se foi na Copa ou na Olimpíada,
00:33mas um dos dois, quando o Brasil ganhou o direito de sediar,
00:35a frase de Lula no discurso oficial era
00:37a gente vai mostrar ao mundo que a gente é um país de primeira classe.
00:40Essa era a ideia, era uma estratégia de diplomacia pública, como se chama,
00:44de fazer, de chamar todos os holofotes e chamar a atenção para o país
00:50e mostrar para o mundo a graduação do país.
00:53A gente é primeiro mundo.
00:55Era uma das ideias centrais.
00:57O que aconteceu foi que o contexto do Brasil não ajudou.
01:02Copa do Mundo e Olimpíada, o Brasil ganhou o direito de sediar
01:05durante esse período de auge.
01:07Foi em 2009, se não me engano, ganhou o direito de sediar a Olimpíada.
01:09Copa do Mundo deve ter sido por ali também.
01:12Então, estava tudo indo bem para o Brasil naquela época.
01:14A economia estava indo bem, Lula estava com popularidade,
01:17estava tudo...
01:17Aquele auge do Brasil ali e dessa imagem do Brasil no mundo
01:20como o país estava decolando.
01:23Quando aconteceram os eventos, o bom momento tinha passado.
01:27A Copa aconteceu em 2014.
01:30Desde 2013, a gente tinha protesto na rua.
01:33Grande parte contra a Copa do Mundo.
01:35Isso foi uma grande revelação.
01:36Tem um pesquisador chileno que fez a pesquisa dele
01:38só sobre a construção do imaginário nacional e internacional
01:42nos protestos de 2013.
01:43Chama César Jiménez Martins.
01:45Ele dá aula em Card, efetualmente.
01:46E a gente se conheceu lá em Londres com um amigo
01:49e a pesquisa dele mostra essa questão do contexto.
01:53É tipo, como virou ali e como quebrou o imaginário do Brasil
01:58que as pessoas pensavam que existia.
02:00Que o Brasil era visto como aquele país de festa,
02:03que ama o futebol.
02:04E aí aparecia no noticiário os brasileiros na rua
02:08protestando, dizendo que não queremos a Copa do Mundo.
02:10Então, isso batia na cabeça de um estrangeiro olhando
02:13mas como assim o brasileiro não quer ter uma Copa do Mundo?
02:15O que está acontecendo?
02:16Tem alguma coisa errada.
02:17Então, esse contexto atrapalhou.
02:19E aí chegou em 2014 com protesto na rua,
02:22com o começo da crise econômica,
02:24com a popularidade de Dilma caindo,
02:27com o protesto contra Dilma,
02:28com o protesto na rua fora da Copa.
02:30E aí tem um outro problema que é
02:33uma grande crítica que se faz à ideia
02:38de que atrair grandes eventos é bom para a imagem do país.
02:40é que quando o país vai sediar um grande evento,
02:44como aconteceu agora com o Catar,
02:45a imprensa chega antes do evento
02:48e precisa publicar matéria
02:52sobre o país que vai receber o evento.
02:53Então, o evento pode ser sobre esporte,
02:55mas toda a cobertura que se faz antes e depois do evento
02:58é sobre política, é sobre economia,
03:00é sobre a realidade do país.
03:01E vai necessariamente jogar o holofote em coisas negativas.
03:04Exatamente.
03:06Especialmente quando tem coisa negativa para ser mostrada.
03:08Então, quando o Brasil...
03:10O Brasil estava naquele momento de auge,
03:12atraindo os olhos do mundo todo.
03:13Então, já veio um monte de correspondente a mais
03:15de outros lugares para cá.
03:16Então, já tinha uma cobertura maior.
03:18Aí começa a ter problema.
03:20E aí começa a ter a cobertura da Copa
03:22começando ali antes da Copa.
03:24Aí começa a cobertura sobre despejos
03:26nas áreas onde construíram os estádios.
03:29Reportagem sobre os elefantes brancos,
03:30que eram alguns estádios em lugares
03:31que não tinham futebol e que não ia ter nunca.
03:33Reportagem sobre problemas de aumento de desemprego,
03:37desigualdade, pobreza.
03:39Problemas do país como um todo.
03:40E isso acabou chamando mais atenção
03:41de que o que se esperava que era coisa positiva.
03:44Lula achava que a imprensa ia chegar aqui em 2014, 2016
03:47e mostrar, tipo, olha como o Brasil está desenvolvido.
03:50Olha como o Brasil foi eficiente.
03:51Olha como você faz tudo,
03:53como o transporte funciona, tem segurança.
03:56E não foi isso que aconteceu.
03:57As pessoas chegaram e viram que tinha insegurança,
03:58que tinha violência.
04:00Mostrou um lado mais negativo que se esperava.
04:01E em 2016 você já tinha Lava Jato, Rolanda,
04:04no sentido político.
04:06E foi bem na época do impeachment.
04:08Foi bem na época do impeachment também, a Olimpíada.
04:10Então, o que se mostrou foi esse lado negativo.
04:13E o que se mostrou de positivo,
04:15em vez de colocar o Brasil como o primeiro mundo
04:18como o Lula esperava,
04:19reforçou os estereótipos de país de festa.
04:21Quando acabou a Copa do Mundo,
04:23eu estava em Londres e o que se falava
04:24era que foi a maior Copa do Mundo,
04:26foi a maior festa do futebol.
04:28Era positivo para o Brasil,
04:29mas era um positivo dentro desse perfil menos sério,
04:32um perfil de cultura, de futebol, de turismo,
04:35que não era o que o Brasil queria fazer.
04:37E foi a mesma condição da Olimpíada.
04:38A Olimpíada acabou e também teve essa mesma visão
04:40de que era um país que fez uma boa festa,
04:43mas que teve um monte de problemas em torno.
04:45Teve o caso do Ryan Lochte,
04:46que teve naquela época,
04:47que chamou muita atenção negativa também para o Brasil.
04:50Falou-se muito de violência,
04:51falou-se de problema...
04:52Na Olimpíada especialmente falou-se muito de problema
04:54nos lugares, nos estádios, nos ginásios,
04:59problemas na cidade, problemas de transporte.
05:01Porque na Copa do Mundo acaba sendo menor,
05:03no sentido de que é um esporte só.
05:07Não é concentrado numa cidade só,
05:09como é a Olimpíada.
05:10Exatamente.
05:11Então, a Olimpíada acabou sendo isso com o Rio também muito forte.
05:14Então, eu falava isso quando eu estava fazendo pesquisa,
05:18que era como se o holofote estava manchado,
05:20estava com uma mancha e o holofote acabou não ajudando.
05:22O problema não era no holofote, na metade era no país,
05:24mas acabou não ajudando o que o Brasil queria que acontecesse.
05:28Não mudou a imagem e reforçou a imagem estereótipo
05:31e reforçou o estereótipo positivo e negativo.
05:33O estereótipo do país de festa
05:35é o estereótipo de países que têm desigualdade,
05:36violência, pobreza e tudo mais.
05:38Uma coisa interessante, desculpa,
05:39do que a gente estava conversando antes de vir para cá,
05:42tem a ver justamente com esse estereótipo
05:44do país festeiro e etc.
05:48Ao mesmo tempo,
05:50diferentemente de uma Itália, por exemplo,
05:52que a gente estava conversando,
05:54o Brasil não investe como poderia
05:56para lucrar com o estereótipo
05:58do país festeiro, com o turismo e etc.
06:01E fica tentando ser um grande player,
06:06assento permanente no Conselho de Segurança
06:09da ONU, querer mediar grandes conflitos
06:13e, no fim, acaba não fazendo nenhuma coisa nem outra.
06:17E a impressão que eu tenho com a volta do Lula ao Poder
06:20é o Mauro Vieira agora, não é o sócio Celso Amorim,
06:22mas a gente já sente um discurso parecido
06:24com aquele da política externativa e altiva
06:28que o Amorim gostava de falar, etc.
06:30Então, parece que o Brasil acaba não tendo
06:33nenhum dos dois mundos.
06:37Exatamente.
06:37Na minha pesquisa de doutorado,
06:39eu analisei isso.
06:40A minha pesquisa de doutorado,
06:41eu fiz entrevistas com pessoas
06:43do Conselho de Segurança da ONU,
06:44dos membros permanentes,
06:45para ver qual era o status do Brasil
06:47a partir da perspectiva deles.
06:48Que status é um pouco isso?
06:49Você pode querer ser o que você quiser,
06:51mas você só vai ser se você for reconhecido.
06:53E o Brasil quer ser uma grande potência,
06:55mas ele só vai ser uma grande potência
06:56se as outras potências reconhecerem ele
06:58como um par, como um igual.
07:00E eles não reconhecem,
07:01e não reconhecem em grande parte por isso.
07:03Uma das críticas que eu ouvi muito
07:04é que o Brasil atira para todo lado.
07:07O Brasil é isso.
07:07O Brasil quer fazer tudo.
07:09O Brasil quer estar em tudo,
07:10quer ter presença em tudo
07:10e deveria focar no que ele já é forte.
07:14O que ele é forte?
07:14Ele é forte em uma postura de mediação,
07:16porque é um país que é amigo de todo mundo,
07:18não tem conflito com ninguém.
07:19Beleza, ele pode atuar por aí.
07:21Forte em meio ambiente.
07:22Forte em meio ambiente.
07:24Ele pode ser forte como um lugar de turismo,
07:26ele pode ser forte como várias questões
07:28em que o Brasil pode ter voz relevante.
07:31Mas isso não significa
07:32que o Brasil vai ter voz relevante
07:33para mediar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia,
07:35que é um conflito em outro continente,
07:38entre uma potência global e um país menor,
07:41que tem todo um problema cultural envolvido,
07:45é uma agressão.
07:47Mas não é o tipo de coisa
07:48que o Brasil vai conseguir fazer
07:50uma diferença muito grande lá.
07:52Então, esse é o tipo de crítica
07:54que se faz muito.
07:55No caso, a crítica mais comum
07:57é o caso da negociação de paz
07:58do acordo iraniano,
08:00do ocidente com o Irã,
08:01que o Brasil tentou participar,
08:03acreditou que ia resolver tudo ali
08:05e, de repente, os Estados Unidos disseram
08:07não, fica aí na tua,
08:08que isso aqui não é contigo.
08:09E resolveu de uma forma até
08:10que não foi tão diferente,
08:11mas resolveu entre eles.
08:13E a ideia que eu ouvia muito é tipo
08:15por que o Brasil está se metendo nisso?
08:16O Brasil não tem nada
08:17que se meter nisso, sabe?
08:18O Brasil pode ser a liderança ambiental,
08:20pode ser a liderança de questões
08:22que são importantes para o mundo.
08:24Mas não tem que ter uma posição
08:26numa questão de segurança global,
08:28que não é o fórum
08:29em que o Brasil tem um peso tão grande.
08:33Pode ser questionável.
08:34Tem uma pesquisa muito boa
08:36que foi feita por um diplomata
08:37que chama Ailio Meringa Delha,
08:38que ele fala que a ideia de soft power
08:40do Brasil é uma ilusão,
08:41que o Brasil, na verdade,
08:42tem mais poder bruto, militar e econômico
08:45do que soft power.
08:46O Brasil aparece...
08:47E aí ele pega índices.
08:48O Brasil...
08:49Índice de soft power
08:50o Brasil aparece da vigésima posição para baixo.
08:52E índice de maiores economias
08:54o Brasil está ali perto das 10 maiores.
08:56Índice de militares
08:56o Brasil está ali entre as 15 maiores.
08:58Então, na verdade,
08:59o Brasil seria uma potência maior
09:00de hard power do que de soft power.
09:03E que de soft power é uma ilusão.
09:05É algo que questionava.
09:06Pode ser questionado tudo isso.
09:08Mas o ponto central é isso.
09:11Essa política externa
09:12de querer ser uma grande potência
09:14perdeu o foco
09:16e tentou alcançar resultados
09:20em cima de algo,
09:21de um peso de hard power
09:23e de peso político global
09:25que o Brasil não tem.
09:26E é possível que isso volte agora.
09:28E durante essa época
09:30em que o Brasil ia bem no mundo,
09:32o Brasil até era ouvido,
09:34dava-se alguma atenção.
09:36No momento atual,
09:37é difícil saber
09:38o que a voz do Brasil vai ter
09:39além da questão ambiental.
09:40o Brasil tem que saber
09:44suas limitações.
09:45Tem que saber
09:45tentar agir dentro dos parâmetros
09:47que ele consegue atingir
09:49em algum resultado
09:49para poder ser eficiente
09:50e não ficar sonhando
09:51com coisas que não vai conseguir.
09:54Daniel, então,
09:55o Brasil,
09:57focando,
09:57como o Itaiga falou,
09:59dentro das nossas limitações,
10:00a gente esquece
10:01essas coisas
10:01de virar uma grande potência
10:03e vamos investir
10:04na nossa vocação.
10:05Então, vamos pegar
10:06o turismo.
10:08Essa é a questão.
10:09eu gosto muito
10:10dessa brincadeira
10:11do país sério.
10:12Eu já escrevi artigos
10:13sobre isso,
10:13escrevi livros sobre isso.
10:14E a questão,
10:15porque é a frase que é apócrita,
10:17que não é do Charles de Gaulle,
10:18é muito citada como sendo dele,
10:19mas não foi dele,
10:20que o Brasil não é o país sério.
10:22E a discussão
10:24que eu acho que é importante
10:25é, primeiro,
10:26o que significa ser um país sério?
10:27Quem está dizendo
10:28quem é sério
10:28e quem não é?
10:29E, segundo,
10:30não ser sério
10:32pode não ser um problema.
10:33Essa é a comparação
10:34com a Itália.
10:35A Itália é um país
10:35que também não é vista
10:36como um país sério,
10:37mas os italianos
10:37não estão tentando ter
10:39voz ativa
10:40para resolver o problema
10:42na Ucrânia,
10:42resolver problemas
10:43do mundo todo.
10:44Isso é grande.
10:44Isso é grande de moda,
10:45gastronomia, turismo.
10:46Exatamente, eles sufram nisso.
10:48E o que acontece?
10:49É um dos países
10:49mais visitados do mundo,
10:50é um dos países
10:50mais admirados do mundo
10:51pela gastronomia,
10:52pela moda, sabe?
10:53Eles aproveitam isso
10:55de forma positiva.
10:56E o Brasil não faz isso.
10:57O Brasil,
10:58para o potencial de turismo
11:00que o Brasil tem,
11:01é muito mal explorado.
11:02A gente recebe
11:02muito pouca gente,
11:04não tem estrutura,
11:05não tem segurança,
11:06as pessoas não falam
11:07outros idiomas,
11:07não tem treinamento,
11:08não tem serviço
11:09de qualidade.
11:12E se o Brasil investisse
11:13nisso,
11:14que teria como ser
11:14um potencial,
11:16ele podia ter um retorno
11:18financeiro muito grande,
11:20ter um retorno positivo
11:20de imagem,
11:21de melhorar,
11:23aproveitar um estereótipo
11:24que já existe,
11:24mas usar ele
11:25de forma positiva.
11:27E não ficar dando
11:29muito em puta de faca
11:29de dizer,
11:30não, não,
11:30eu não sou um país
11:31só de festa,
11:31eu não sou um país
11:32só de turismo
11:34e quero estar aqui
11:35no Conselho de Segurança
11:36da ONU.
11:37É uma questão
11:37só de saber
11:38o que dá para fazer
11:38e o que não dá para fazer.
11:41Seria ruim o Brasil
11:42estar no Conselho
11:43de Segurança
11:43da ONU?
11:44Possivelmente não,
11:45seria estranho
11:45porque dentro
11:46da política brasileira
11:48de ser bom vizinho
11:49e ser amigo
11:49de todo mundo,
11:50o Brasil muitas vezes,
11:51como eu costumo dizer,
11:52fica em cima do muro,
11:53não toma decisão,
11:54não fica de lado.
11:54Mesmo o caso
11:55da Ucrânia com a Rússia,
11:56o Brasil até hoje
11:56não teve uma postura
11:57mais dura
11:58contra a Rússia.
11:59e eu vi muito isso,
12:02o Brasil quer estar
12:02no Conselho de Segurança
12:03da ONU,
12:04para quê?
12:04O Brasil não pode
12:06se abster.
12:07Como um membro permanente,
12:08ele vai ter que tomar
12:09uma decisão.
12:09Ao tomar uma decisão,
12:11tem um preço político,
12:12porque você vai comprar
12:13inimizade para algum país
12:14que você não quer ter inimizade.
12:17Então,
12:18talvez é mais benefício
12:19para o Brasil
12:20se abster desse tipo
12:21de coisa de fato
12:21e manter relação
12:22com todo mundo
12:23ou vai ter que escolher
12:24um lado
12:25e isso vai criar
12:26problema com o outro lado.
12:27a gente pega hoje
12:27essa questão
12:28de guerra comercial
12:30da China
12:30com os Estados Unidos.
12:31O Brasil não tem como
12:32ganhar escolhendo
12:33um lado ou outro aí.
12:34Sem dúvida.
12:35É um problema.
12:36O Brasil depende
12:37da China comercialmente,
12:38o Brasil depende
12:38dos Estados Unidos
12:39por conta das relações
12:40históricas hemisféricas,
12:41é muito difícil.
12:43Então,
12:44é mais cômodo,
12:45de fato,
12:46se abster.
12:47Mas se abster,
12:48limita
12:49essa ascensão
12:50do Brasil
12:50como grande potência.
12:51As grandes potências,
12:52espera-se que as grandes potências
12:54tomem um lado
12:54e tomem decisões.
12:56É difícil você fazer
12:57isso quando você
12:57ou rompe
12:59com o seu parceiro histórico
13:02ou rompe
13:02com o seu maior parceiro comercial.
13:03Então,
13:04é difícil ter esse tipo
13:05de coisa.
13:06Então,
13:06focar nesse potencial
13:08do Brasil
13:09de ser um amigão
13:10de todo mundo
13:11pode ser uma coisa boa,
13:12pode ter resultados positivos.
13:27e aí,
13:28e aí,
13:29e aí,
13:29e aí,
13:30e aí,
13:32E aí
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