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  • 25/06/2025
Uma das principais referências intelectuais do próximo governo, o economista André Lara Resende disparou contra a política monetária atual em artigo publicado nesta segunda-feira. De acordo com ele, a estratégia comumente adotada no mundo para o combate à inflação estaria errada e seria utilizada para prejudicar as classes mais baixas e favorecer os mais ricos.

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Transcrição
00:00Outra coisa interessante que aconteceu hoje e que o nosso repórter de economia, o Rodrigo, comentou num artigo logo cedo,
00:12foi o texto que o André Lara Rezende publicou no jornal Valor, Valor Econômico, hoje.
00:21Então, ele comenta esse texto do André Lara Rezende e tirou uma conclusão correta.
00:31Enfim, o André Lara Rezende foi um dos economistas que ajudaram a fazer o Plano Real, lá atrás.
00:39Ele costumava ser da turma dos tucanos.
00:43Só que, de alguns anos para cá, ele escreveu, começou a escrever alguns artigos e um livro super heterodoxos,
00:52super fora daquilo que os economistas consideram a teoria correta a respeito de inflação, de juros e de política fiscal, de maneira geral.
01:09Então, ele virou um cara que, como eu ouvi tempos atrás de uma economista que costumava ser da turma dele,
01:18é um cara que ficou descredibilizado entre os economistas mais liberais, mais de centro.
01:26E, nesse movimento, é óbvio, ele começou a falar coisas que são muito do paladar do PT.
01:36Vamos subir um pouquinho o artigo aí do Rodrigo.
01:47Rezende argumenta...
01:49Teria ficado claro com a resistência do mercado.
01:53O gasto primário para atender necessidades básicas da população carente seria inflacionário,
01:59mas o gasto com o serviço da dívida, com o bolsa rentista, não.
02:04O que ele está dizendo?
02:07Exatamente o discurso do PT.
02:11Que, do jeito que a nossa economia está estruturada, arrumada,
02:19quem ganha é quem empresta para o governo.
02:22Empresta para o governo, faz pressão, pressão, pressão,
02:25para receber o que emprestou de volta, em juros,
02:28e os outros que precisam de ações do governo, de políticas públicas,
02:33que se danem.
02:36Esse é o raciocínio do PT que o André Lala da Rezende está reproduzindo.
02:46Enfim.
02:48Então, o problema básico nesse raciocínio.
02:52Se você toma dinheiro emprestado,
02:56você, eu, você, pessoas físicas,
03:00ou uma empresa, pessoa jurídica,
03:02ou um país,
03:04toma dinheiro emprestado
03:07e resolve que tudo bem não pagar,
03:11inclusive não pagar os juros que foram prometidos,
03:13muito rapidamente,
03:16você não vai encontrar ninguém mais que empreste para você.
03:20Certo?
03:22É óbvio isso.
03:24Esse é o problema desse raciocínio.
03:27Quando o governo se financia emprestando para alguém,
03:32ele está fazendo um contrato,
03:33tem uma combinação.
03:35Você me dá dinheiro, eu te pago juros.
03:37É normal isso.
03:38É assim que o mundo funciona desde os romanos, sei lá, eu.
03:41Então, é estranho esse raciocínio
03:47de que as pessoas,
03:50eu, você que poupamos,
03:52pôr um dinheiro na poupança,
03:53num fundo qualquer,
03:54compramos títulos do Tesouro,
03:56como muita gente compra,
03:57deveríamos nos contentar
03:59em emprestar dinheiro para o governo
04:02sem receber absolutamente nada.
04:04Não funciona assim.
04:06Daí é que vem o pulo interessante.
04:09O André Lala da Rezende,
04:11ele tem dito
04:12que o governo deveria financiar o Tesouro.
04:18É como se eu desse,
04:19se a minha mão esquerda
04:20emprestasse dinheiro para a minha mão direita.
04:24E daí a minha mão direita
04:27devolve sem juros para a minha mão esquerda,
04:30só emprestando para eu mesmo.
04:31Não faz sentido esse raciocínio.
04:33É óbvio que desse jeito
04:35o governo conseguiria se financiar
04:37para sempre, para sempre, para sempre.
04:40Quando o Tesouro está em problema,
04:42eu, sei lá, invento um dinheiro
04:43e passo para ele.
04:46Não sei.
04:48Se eu emprestar dinheiro para eu mesmo
04:50e esperar que desse jeito
04:51eu vou conseguir pagar as minhas contas
04:53e ainda comprar uma viagem de fim de ano
04:55e ainda comprar uma casa de praia,
04:58eu acho que não vai dar certo.
04:59Infelizmente, eu acho que não vai dar certo.
05:03Então, essa ideia maluca
05:04que o André Lara Rezende fica defendendo.
05:07Mas, bom, vamos voltar.
05:08É um cara que meio que saiu
05:10assim, da casinha.
05:13E agora ele escreveu esse artigo hoje
05:15e vamos voltar para o Rodrigo,
05:17que detectou muito,
05:19precisamente,
05:20o que significa
05:21esse artigo.
05:24Vamos lá, sobe um pouquinho mais.
05:28Certo ou errado,
05:29tudo isso que eu estava contando para vocês,
05:31o importante
05:33é que o economista inaugura
05:35a briga
05:37por uma mudança na postura
05:39do agora autônomo Banco Central.
05:43Vale lembrar
05:44que em fevereiro, agora,
05:46e no final do ano,
05:48vai ter uma dança de cadeiras
05:50aí no Banco Central.
05:51O novo governo vai poder indicar
05:52alguns nomes e tal.
05:54não o suficiente
05:55para formar a maioria absoluta,
05:58mas, enfim,
05:58mexe na composição.
06:01As diretorias do Banco Central
06:02são extremamente relevantes
06:04na condução da política monetária,
06:06porque todos os diretores votam
06:08nas reuniões do Comitê de Política,
06:10que decide a trajetória
06:12da taxa básica de juros no país.
06:15No próximo ano, tal, tal, tal.
06:17Olha ali,
06:18ainda não será o bastante
06:19aquela dança das cadeiras
06:21que a gente estava falando
06:21para impor
06:22o pensamento econômico
06:24defendido por André Lara Rezende,
06:27mas, com certeza,
06:28será suficiente
06:29para dividir as decisões
06:30e começar a mudar
06:32significativamente
06:33a comunicação do Comitê.
06:34Por quê?
06:35Porque ele está falando justamente
06:36de juros,
06:37que é um dos assuntos
06:37que está obcecando
06:38André Lara Rezende
06:39há muitos anos.
06:41Então, aí,
06:42tem um cara
06:42ex-tucano,
06:44ex-economista liberal,
06:46que sofreu uma mudança
06:49mística,
06:49sei lá eu o que aconteceu
06:51com André Lara Rezende,
06:52está defendendo ideias
06:53heterodoxas sobre juros.
06:57O PT não vai conseguir
06:59tirar a autonomia
07:01do Banco Central,
07:02ou seja,
07:02não vai conseguir,
07:04de um dia para o outro,
07:06enfiar a garganta abaixo
07:07dos diretores do Banco Central,
07:09uma nova política
07:10sobre juros,
07:12mas
07:12tem mudanças
07:16no horizonte,
07:17tem mudanças
07:19aí já previstas
07:20no calendário,
07:22e
07:22não tenho dúvidas
07:24que eles vão tentar.
07:26Vão tentar
07:27mudar
07:28a lógica
07:29do Banco Central,
07:31que foi
07:31quem
07:32o órgão
07:33foi o órgão
07:34que segurou
07:35a inflação
07:36no Brasil
07:37nesses dois últimos anos,
07:39em que a inflação
07:40deu, sim,
07:42trabalho.
07:43Não é à toa
07:44que os juros
07:45estão lá no alto.
07:47Precisou
07:47botar os juros
07:48para o alto,
07:49porque senão
07:49a inflação
07:50que machucou
07:52muito os pobres,
07:54principalmente
07:54nos alimentos,
07:57a inflação
07:57dos alimentos
07:57foi a que mais subiu
07:58e que ainda não desceu
07:59completamente,
08:00machucou muito,
08:01se não fosse isso
08:03teria machucado
08:03mais ainda.
08:06Então,
08:06outro sinal
08:07esquisito
08:08vindo
08:10do lado petista
08:13que o Rodrigo
08:15pescou
08:16muito bem
08:18nas entrelinhas
08:19de um artigo
08:21que saiu
08:21no Valor,
08:23que aparentemente
08:24não tem nada a ver
08:25com a transição,
08:26mas tem sim.
08:38não tem nada a ver.
08:39Não tem nada a ver.
08:40não tem nada a ver.
08:42Não tem nada a ver.
08:43não tem nada a ver.
08:45Não tem nada a ver.
08:46não tem nada a ver.
08:47Não tem nada a ver.

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