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Pouco antes de deixar os Estados Unidos, nesta terça-feira (24), rumo à cúpula da OTAN em Haia, na Holanda, o presidente Donald Trump enviou um recado indireto aos países participantes. A bordo de seu avião, ele criticou a Espanha por anunciar que destinará 5% do PIB ao departamento de defesa, questionando o comprometimento do país com a aliança. Eliseu Caetano traz as informações direto dos Estados Unidos. A bancada do Linha de Frente, coordenada por Fernando Capez, com comentários de Rodolfo Mariz e Marco Túlio, analisa o impacto político e diplomático da presença de Trump na conferência.
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NotíciasTranscrição
00:00Nós vamos chamar agora o Eliseu Caetano, porque ele traz mais informações pra gente poder debater aqui, depois eu quero ouvir o senhor.
00:07Eliseu Caetano, conte tudo, mas não esconda nada.
00:12Aqui a gente não esconde nada não, viu, Capês? Muito boa tarde novamente pra você, pros nossos amigos aí na mesa de debate.
00:18Tá pegando fogo hoje o programa, hein?
00:20E claro, pra você que acompanha a programação da Jovem Pan, a gente volta a falar ao vivo direto dos Estados Unidos.
00:25Neste momento, uma hora da tarde, com 59 minutos aqui na costa leste do país, temperatura 30 graus Celsius nesse momento no sul da Floresta.
00:32Estamos acompanhando ao vivo quem está conosco através das plataformas digitais ou da TV, acompanha as imagens de Donald Trump chegando a Haia, na Holanda,
00:42onde vai participar de reuniões lá da OTAN, da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
00:48E ainda pouco, aqui no nosso Lino de Frente, eu trazia a informação de que pouco antes de deixar os Estados Unidos,
00:54Donald Trump tinha soltado os seus leões contra Israel e Irã, dando ali um recado indireto, de acordo com os analistas por aqui,
01:05aos países da OTAN que vão participar dessa reunião na qual ele acabou de chegar.
01:09Pois então, a bordo do Air Force One, ele conversou com alguns jornalistas.
01:13Ele saiu lá da primeira classe, digamos assim, onde ele fica, que não é primeira classe, na verdade,
01:18o avião, ele é todo preparado para ter uma área para jornalistas, que obviamente fica separada ali da área das autoridades.
01:26Mas Donald Trump foi até a área de jornalistas e lá ele conversou com alguns e teceu os seus comentários com relação à Espanha.
01:36Ainda pouco a gente falava aqui que a Espanha já estava chegando nessa reunião da OTAN
01:41para dizer que não vai colocar 5% do PIB dela como investimento no Departamento de Defesa, como investimento na OTAN.
01:51Que ela, inclusive, se considerava isenta disso.
01:53Que ela não briga com ninguém, então ela não precisa investir o dinheiro dela em defesa.
01:58Donald Trump, então, falou o seguinte para os nossos colegas jornalistas lá a bordo do Air Force One.
02:04Isso é um problema que precisamos resolver.
02:08Chamou a Espanha de um problema, viu?
02:11E aí, Capês, eu fui fazer o meu dever de casa aqui para ver como é que a imprensa,
02:16não apenas aqui dos Estados Unidos, mas de outros países,
02:18estavam ali tratando essa situação que é muito complexa.
02:23Donald Trump chamando um outro país de problema, viu?
02:26E a imprensa aqui tem alertado que esse enfrentamento de Donald Trump com a Espanha nessa questão
02:32reflete uma tensão maior, ou pode refletir uma tensão maior ainda, lá na OTAN.
02:39Alianças financeiramente desequilibradas, sobretudo em um momento geopolítico tenso,
02:44como a gente está acompanhando aí, né?
02:45Rússia, Oriente Médio, Ucrânia.
02:47Apesar das crises, há um consenso crescente entre os aliados,
02:51exceto, obviamente, a Espanha, né?
02:53De que é preciso, sim, um compromisso de elevação dos gastos
02:58de até 5% de cada país, do PIB de cada país,
03:02com defesa.
03:03A Madrid está tentando flexibilizar isso,
03:06diz que se pagar, talvez vá pagar algo em torno de 2%,
03:092,1%, que, aliás, é o piso, né?
03:14É o mínimo necessário para cumprir essas obrigações.
03:18Agora, apesos e contrapesos, né, meus queridos?
03:21Porque o que acontece?
03:24A imprensa está falando sobre isso,
03:26mas Trump tem reforçado que a Espanha sempre pagou muito pouco
03:30nesse meu dever de casa.
03:31Eu percebi que ele já estava falando sobre assunto,
03:34não é de agora, já de algum tempo,
03:36e deu essa declaração recentemente,
03:38de que a Espanha sempre pagou pouco
03:41e que isso gera uma injustiça com os demais aliados.
03:45Uma matéria da Agência Internacional de Notícias F.
03:48A OTAN tenta, então, agora, nesse momento,
03:51harmonizar aí, né, o aumento com um modelo
03:54que combine com os PIBs desses países,
03:57que também têm as suas necessidades próprias,
03:59que também têm as suas necessidades específicas, né?
04:02Então, existe ali um desenho, pelo que eu entendi,
04:06que é o seguinte, olha, 3,5% do PIB
04:09seria para defesa convencional
04:11e 1,5% em segurança ampliada,
04:15como eles chamam,
04:16que é segurança em infraestrutura,
04:18cibersegurança e etc.
04:21O jornal americano Washington Post,
04:23um dos mais importantes aqui do país,
04:25e um dos mais importantes do mundo também, né, Capês,
04:27argumenta que, sem um esforço mais equilibrado
04:30entre os membros,
04:32os Estados Unidos teriam que, muito provavelmente,
04:35arcar sozinhos com muitas despesas,
04:38tornando a OTAN menos sustentável.
04:41E aí, a gente entra na questão das opiniões, né,
04:46porque, obviamente, muita gente defende os Estados Unidos,
04:48dizendo, olha, o país está certo,
04:50os Estados Unidos não têm que bancar todo mundo,
04:53mas, em contrapartida,
04:55se os Estados Unidos saem da OTAN,
04:56se retiram da OTAN,
04:57se acontece alguma briga nesse sentido,
04:59como ficam os países da Europa?
05:01Aliás, países parceiros.
05:03Vão fazer parceria com outros países.
05:04Seriam países como Rússia ou China, por exemplo?
05:10Então, o Washington Post está defendendo
05:13de que Trump está certo em cobrar mais da Europa
05:16nas matérias deles, viu?
05:18Houveram diversos analistas,
05:19e, basicamente, majoritariamente é isso.
05:22O Wall Street Journal aponta que,
05:24apesar das tensões com a Espanha,
05:25a cúpula da OTAN deve selar
05:27um aumento histórico nos gastos de defesa,
05:31saindo aí desse tradicional 2%, 2,1%,
05:33para 5%, pelo menos,
05:36para a maioria dos países,
05:38num modelo híbrido de investimento militar
05:41e em segurança.
05:43A P News, uma das agências também mais importantes
05:45do mundo, está enfatizando que Trump
05:48condicionou o compromisso de defesa mútua
05:50com alianças que contribuam o suficiente.
05:55Ou seja, só fica quem contribuir
05:57e quem contribuir bem.
05:59Quem não contribuir, a porta está ali.
06:01Basicamente, é isso que diz a matéria.
06:03E dá a entender isso, né?
06:05De que os Estados Unidos insinuam mesmo
06:07de que podem recuar caso os parceiros
06:09não colaborem, evidenciando aí
06:11uma postura que eles chamaram
06:12de transnacional da América.
06:15E aí a gente volta para aquilo
06:15que você falou ainda há pouco, Capiz.
06:17A história do America First.
06:20Esse foi um dos pontos mais importantes
06:23da campanha política de Donald Trump
06:25nessa tentativa de voltar à Casa Branca,
06:27que deu certo.
06:28dizendo para os americanos,
06:30olha, seremos nós em primeiro lugar de novo.
06:33Seremos nós.
06:34Eu vou ajeitar as indústrias que não produzem mais.
06:37A gente vai voltar a produzir.
06:39A gente vai voltar a vencer.
06:40Seremos grandes de novo.
06:42Só que, nesse momento, tem Israel e Irã.
06:45Tem Israel e Hamas.
06:47Você tem Rússia e Ucrânia.
06:49Tem diversos outros conflitos espalhados no mundo.
06:52Você tem a ONU perdendo a importância
06:55e seu papel como mediador desses conflitos.
06:58E os Estados Unidos gastando
07:00e gastando muito
07:01no momento em que o país também
07:04não anda bem das pernas,
07:05pelo menos não financeiramente.
07:06É claro que a gente não pode comparar
07:08com outros países.
07:09Comparando com outros Estados Unidos,
07:10está muito bem.
07:11Mas, a longo prazo,
07:13continuará bem?
07:14Essa é uma questão.
07:15Então, é mais ou menos isso
07:16que ele também vai ter que levar
07:18em questão lá em Haia, na Holanda,
07:23principalmente quando for sentar
07:24para conversar com a Espanha
07:27com relação a esse aumento
07:29nos gastos com defesa lá no país.
07:32Eu volto com você no estúdio, Capês.
07:33Muito obrigado, Elizeu Caetano.
07:35E vamos direto com essas informações
07:36com o professor historiador Marco Túlio.
07:39Os Estados Unidos estão certos
07:41em exigir que os países da OTAN
07:42paguem mais,
07:44que cheguem pelo menos a 5% do seu PIB
07:46para contribuir com segurança à OTAN.
07:49Os Estados Unidos pagam mais de 60%
07:51do orçamento da OTAN
07:53e pertence aos Estados Unidos
07:55e paga mais de 60%.
07:57Agora, os países da OTAN
07:59têm obrigação de atender
08:01esse reclamo do Donald Trump?
08:03Qual seria a consequência?
08:04Por que a Espanha,
08:06esses outros países,
08:07a Alemanha agora quer aumentar um pouco?
08:09Por que esses países que integram a OTAN
08:10não querem gastar tanto,
08:13mas, ao mesmo tempo,
08:14usam os Estados Unidos
08:15para gargantear?
08:17Pergunto a você,
08:19se a OTAN não tivesse avançado
08:21até quase a fronteira com a Rússia,
08:23haveria guerra Rússia contra Ucrânia?
08:25O que nasceu primeiro,
08:26o ovo ou a galinha?
08:28A OTAN ainda é necessária?
08:31A OTAN ainda é extremamente necessária
08:33para guardar a rede de influência
08:38criada no momento após a Segunda Guerra Mundial
08:40na Europa Ocidental, basicamente.
08:43Ela tem origem na Europa Ocidental
08:45e, depois, com o fim da Guerra Fria,
08:47ela começa a entrar na Europa Oriental.
08:51O grande problema da Europa,
08:53hoje, da reclamação do grito europeu,
08:56é o dinheiro que eu tenho que pagar
09:00custear esse sistema de segurança.
09:03O que acontece?
09:04Nesse tempo todo,
09:05a Europa pôde desfrutar
09:08de uma segurança social justa
09:10até as custas do contribuinte norte-americano.
09:16E isso, agora, com o Trump, inverteu.
09:19A questão da Espanha
09:20é uma questão localizada,
09:23é uma questão doméstica.
09:24O Pedro Sánchez é um pato manco
09:27dentro da política espanhola.
09:29Pato manco.
09:30O que é isso?
09:31Ele não está conseguindo...
09:34Não serve para nada?
09:36Não serve para nada.
09:37Ele é um pato manco lá
09:39por causa da questão de corrupção
09:42que atingiu o partido dele.
09:43Ontem, houve uma assembleia
09:45e a assembleia foi nisso,
09:48inclusive com partidos da coalizão dele
09:51gritando demissão.
09:53Se ele der o que o Trump quer,
09:57ele cai no outro dia.
09:59Exatamente por esse motivo.
10:00Então, o que eu posso dizer
10:03é que a narrativa russa
10:06de que a OTAN estava às minhas portas
10:10e eu tive que atacar
10:11para defender meu território
10:13é um pouco discutida
10:15justamente porque
10:17havia já um processo natural
10:20de países da Europa Oriental,
10:22quando a União Soviética cai,
10:24apontar o seguinte,
10:26eu não quero de novo
10:27russos dentro do meu território,
10:29vou correr para a OTAN.
10:30Ou seja,
10:31eles já sabiam dessa posição.
10:35Pois é, professora,
10:36quero até ouvir o Rodolfo Maris.
10:38O problema é que
10:39quando se desintegrou
10:41a União Soviética
10:42em dezembro de 91,
10:45há uma versão,
10:47defendida por muitos,
10:48de que houve um acordo
10:49do pai do Bush,
10:51presidente George Bush,
10:52com ali quem estava na...
10:54era ainda o...
10:56tinha manchinha na cabeça?
10:58Gorbachev.
10:58Mikhail Gorbachev,
11:00desde enquanto falha um pouquinho.
11:02Mikhail Gorbachev,
11:02de que não avançaria
11:03uma polegada
11:05em direção à Rússia.
11:07Em 1999,
11:09entra Polônia,
11:11Hungria
11:11e República Tcheca.
11:13Já estavam na União Europeia.
11:15Para que entrar na OTAN?
11:17A Rússia já ficou incomodada.
11:18Em 2007,
11:19teve a Conferência de Segurança
11:20de Munique.
11:21O Putin faz o discurso
11:23e se adverte.
11:24Para,
11:25chega.
11:25Em 2003,
11:26antes,
11:27já tinham chamado
11:27os países bálticos,
11:29Lituânia,
11:30Estônia
11:30e Letônia,
11:32chamado ainda
11:33Romênia,
11:34Bulgária
11:35e Eslovênia.
11:37Em 2008,
11:38já o filho George Bush
11:40convida a Georgia
11:41para entrar na OTAN.
11:43O que acontece?
11:44A Rússia invade
11:45os sete andorais.
11:45Já era um recado.
11:47E aí,
11:47continuaram pressionando.
11:49Na minha avaliação,
11:50talvez,
11:51se tivesse o mundo
11:52se colocado
11:53de maneira menos belicista
11:54em relação
11:56à Rússia,
11:57talvez não estivesse
11:58vivendo essa situação.
11:59Uma coisa chama outra.
12:00Mas, é claro,
12:01na lógica que o senhor coloca,
12:03havia o interesse
12:04dos países vencedores
12:06da Guerra Fria
12:07de ampliarem
12:08sua esfera
12:09de influência.
12:10Eu acho que
12:10o tiro saiu
12:12pela culatra.
12:13Mas eu sei
12:14que é polêmico
12:14e depois eu quero
12:15que o senhor
12:15recomente
12:16essa minha visão
12:17no retorno.
12:18Agora eu quero ouvir
12:19o nosso querido
12:19Rodolfo Maris.
12:20Eu tenho duas coisas
12:21para falar,
12:21mas eu quero pegar
12:22essa sua última fala
12:23porque é interessante,
12:23a gente pensar
12:24nisso,
12:25mas se a gente
12:25pensa dessa forma
12:26que esses países
12:27se tornaram
12:28uma ameaça
12:28para a Rússia,
12:30países que são
12:31200 vezes menor
12:32do que a Rússia,
12:34não tem cabimento
12:34a gente pensar
12:35que só pelo fato
12:35de eles entrarem
12:36na OTAN
12:36e se resguardarem
12:38de uma possível guerra
12:39tem incomodado
12:40tanto a Rússia
12:41dessa forma.
12:41Mas, Rodolfo,
12:42só para colocar,
12:42quando eles entram
12:43na OTAN,
12:45a OTAN pode colocar
12:46mísseis balísticos
12:48na fronteira
12:49com a Rússia,
12:50laboratórios
12:51de armas químico-biológicas
12:52e pode colocar
12:53armas nucleares,
12:54como colocaram
12:55na Turquia.
12:56Então, é claro,
12:57você quer ter...
12:58Os Estados Unidos
12:58aceitariam o México
13:00com armas da Rússia
13:02e bases aéreas
13:03e armas nucleares?
13:04Não.
13:05Então, é assim
13:06que reagem
13:06os países.
13:07Você provoca,
13:09você tem uma reação.
13:09Eu sou a favor
13:10da invasão da Ucrânia?
13:11É claro que não.
13:12isso é uma violação
13:12gravíssima
13:13às leis internacionais.
13:16Mas,
13:16a toda ação
13:17tem uma reação.
13:18Então,
13:19esse tratado de 47
13:20que colocou a OTAN
13:21como se fosse
13:23um guarda-chuva
13:24desses países europeus
13:26menores
13:26é justamente
13:27pela questão
13:28da segurança.
13:29A Ucrânia
13:29é um país minúsculo,
13:31a Itália
13:31é um país minúsculo,
13:32a Espanha
13:33é um país minúsculo
13:34que não tem força
13:35contra uma Rússia,
13:35por exemplo,
13:36Capes.
13:37A gente discute aqui
13:38algo que já está sendo
13:39discutido no mundo
13:40há tempos já.
13:43Então,
13:43é só uma colocação.
13:44Mas eu entendi
13:44o que você falou
13:45e vou me atentar
13:45simplesmente
13:46ao fato do que
13:47o Ricardo Rous
13:47trouxe aqui
13:48dessa reunião
13:50que está acontecendo
13:50agora na Holanda
13:51com relação
13:51ao Donald Trump
13:53de que ele vai fazer
13:54com que esses países
13:55europeus
13:56que estão ali
13:56que estão no guarda-chuva
13:57não só os europeus também,
13:59mas os países
13:59que estão no guarda-chuva
14:00da OTAN
14:00assinem ali
14:02uma prerrogativa
14:03de 5%
14:04do seu PIB.
14:05Hoje,
14:06os países da OTAN
14:07já pagam
14:082%
14:09do seu PIB
14:10para a OTAN.
14:11Ele quer não só dobrar,
14:12ele quer ir para 5%,
14:13de 2% para 5%.
14:15O que para alguns países,
14:17principalmente países
14:17que passam pela dificuldade
14:19com o euro,
14:20é totalmente
14:21ilegal,
14:23inconstitucional,
14:24imoral.
14:25A gente pode falar
14:25de outras coisas aqui.
14:27Por exemplo,
14:29hoje,
14:29os Estados Unidos
14:30têm uma participação
14:31na OTAN
14:31de 62%
14:32dos seus gastos,
14:34chegando a 1,3 trilhão
14:36de dólares.
14:37Se a gente for colocar
14:38isso em reais,
14:39dá mais ou menos
14:398 trilhões
14:40na cotação da época,
14:41porque esse estudo
14:42é de 2024.
14:43Ok?
14:44Agora,
14:44se a gente for pensar
14:45quanto cada cidadão
14:47americano
14:48paga
14:50para custear
14:51a segurança
14:52de um europeu,
14:53nós chegaremos aqui
14:54a um determinado
14:55de 2.890 dólares.
14:59cada cidadão americano,
15:01e é baseado
15:02nessa conta
15:03que o Donald Trump
15:04quer fazer
15:05uma equação,
15:06quer fazer,
15:06olha só,
15:07não é justo
15:08que a gente pague
15:08pela segurança
15:09de vocês
15:10dessa forma.
15:11Vamos colocar
15:115% aqui,
15:12a gente baixa
15:13o nosso custo
15:14e a gente subdivide
15:15o que,
15:16teoricamente,
15:17é a coisa mais
15:18nacional a se fazer.
15:20Será que é justo
15:20cada americano
15:21pagar 2.890 dólares
15:24para a segurança
15:25de outras pessoas
15:25nos seus países?
15:27Nós,
15:27na condição de brasileiro,
15:28se a gente fizesse parte
15:29da OTAN,
15:29nós não fazemos
15:30porque,
15:31segundo o artigo 10
15:32da Constituição deles,
15:34a gente não pode fazer
15:34porque nós não somos europeus.
15:36Essa é uma das prerrogativas.
15:37Mas se a gente tivesse
15:38que pagar
15:392.890 reais,
15:42tanto de imposto
15:43que a gente já paga aqui
15:43pela segurança
15:44de um europeu,
15:45seria justo?
15:46Ou a gente estaria agora,
15:47nesse momento,
15:48entendendo
15:49o que o Donald Trump
15:50está tentando colocar
15:51nessa reunião?
15:52Eu acho que,
15:53seriamente,
15:54isso é uma coisa
15:55mais justa
15:55a se fazer.
15:56e o Donald Trump,
15:57mais uma vez,
15:58é o grande,
15:59mas é o grande personagem
16:01dessa guerra
16:02e, principalmente,
16:02desse acordo.
16:03Então,
16:04professor Marco Túlio,
16:05daqui a pouco nós vamos
16:06falar da pesquisa,
16:08Paraná Pesquisa,
16:09como é que ficaria Lula
16:10contra Bolsonaro agora?
16:13Agora!
16:14Como é que está
16:14a situação do Bolsonaro
16:16contra o Lula agora?
16:18Mas antes,
16:19foi que eu nos suspense aí,
16:21eu preciso colher
16:22a opinião,
16:23claro,
16:23do professor.
16:23Veja,
16:24a colocação do Rodolfo Maris
16:26mais ou menos
16:26nos leva à seguinte conclusão.
16:28Não é tanta prioridade
16:29assim para os Estados Unidos.
16:30Se fosse,
16:31ele não reclamaria
16:32de bancar 62%
16:33do orçamento da OTAN.
16:35Eu pergunto ao professor,
16:37valeu a pena
16:38chamar esses países todos
16:40e agora ter
16:40Rússia e China
16:42como aliados mortais,
16:45aliados figadais?
16:47Valeu a pena?
16:48Eu lembro que o Nixon dizia,
16:49tudo menos Rússia
16:51ao lado da China.
16:52Temos que observar
16:55o seguinte,
16:56esse alinhamento
16:57entre Rússia e China,
16:59ele não é tão consolidado
17:03do jeito que a gente pensa.
17:04O Nixon
17:04soube muito bem
17:06como operar
17:07a rivalidade
17:08entre os dois.
17:09Eu acho,
17:10eu vejo a China
17:11muito mais cautelosa
17:12em relação a conflitos
17:14do que a própria Rússia.
17:15A Rússia não.
17:16A Rússia,
17:17ao ver qualquer perigo
17:18iminente
17:19perto de suas fronteiras,
17:20já tenta afastar
17:22como é o caso da OTAN.
17:23Mas ele não pode
17:24reclamar de muita coisa.
17:26Afinal,
17:26aquela discussão
17:28que você introduziu
17:29a respeito do início
17:31da questão
17:32do alargamento da OTAN,
17:34nenhum acordo
17:35foi fechado
17:36no papel.
17:38No papel,
17:39nenhum acordo
17:40foi assinado.
17:41Todos eles
17:42foram de garganta.
17:43Então,
17:44não dá
17:44para confiar
17:46nos russos
17:47falando exatamente isso.
17:48olha,
17:49um acordo
17:49foi fechado.
17:50Que acordo?
17:51Aonde foi?
17:52Está assinado?
17:53Não está.
17:54Então,
17:54tchau.
17:55Tchau.
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