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  • 23/06/2025
Após os ataques dos EUA a instalações nucleares iranianas, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) quer contabilizar o estoque de urânio presente nos locais atingidos. A medida visa avaliar possíveis riscos de proliferação nuclear e entender o impacto da ofensiva sobre o programa atômico do Irã. Marcus Vinícius de Freitas comentou.
Reportagem: Eliseu Caetano
Comentaristas: Deysi Cioccari e Marcus Vinícius de Freitas

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Transcrição
00:00No cenário internacional, a Agência Internacional de Elergia Atômica quer contabilizar agora urânio nas instalações iranianas atacadas pelos Estados Unidos.
00:09Eliseu Caetano está de volta aqui na programação e tem mais detalhes sobre o assunto. Pois não, Eliseu?
00:16Oi, Nonato. Muito bom dia novamente para você, para a Soraya e para todos que nos acompanham.
00:20Falamos ao vivo, direto dos Estados Unidos, 8 horas da manhã com 41 minutos na costa leste do país.
00:25Temperatura de momento no sul da Flórida, 29 graus Celsius na manhã desta segunda-feira.
00:29Estamos acompanhando aí a crise em torno do programa nuclear iraniano, que se intensificou bastante no início desta semana, viu?
00:37De acordo com informações da Agência Internacional de Energia Atômica, que é braço das Nações Unidas,
00:45eles estão, a partir de hoje, cobrando do governo iraniano acesso às instalações nucleares que sofreram com os ataques americanos neste final de semana.
00:55A crise é porque os agentes que trabalham nessa agência não estão conseguindo chegar até essas instalações nucleares para fazer uma avaliação dos danos causados pelos ataques que aconteceram neste último final de semana
01:12para monitorar, literalmente, as atividades nucleares no mundo.
01:16Durante uma reunião do Conselho de Governadores da Agência, que aconteceu em Viena, aliás, uma reunião feita de emergência,
01:27o diretor Rafael Grossi cobrou o retorno imediato dos inspetores da entidade às instalações nucleares do Irã,
01:34especialmente a planta de fordo, que foi duramente atingida pelos bombardeios dos Estados Unidos no último final de semana.
01:43A exigência do diretor vem após uma sequência de ataques dos Estados Unidos contra essas instalações nucleares,
01:50contra essas infraestruturas nucleares iranianas.
01:54Segundo ele, o objetivo da inspeção é prestar contas dos estoques de urânio altamente enriquecidos,
02:02entre eles os cerca de 400 quilos de urânio enriquecido a 60%,
02:09um nível muito próximo do necessário para a fabricação de armas nucleares.
02:14O chefe da agência reforçou que o cenário atual representa um grave risco à segurança internacional
02:21e fez um apelo direto ao cessar das hostilidades.
02:25Ele disse o seguinte, abre aspas,
02:27Irã, Israel e o Oriente Médio precisam de paz e, para isso, é necessário retornar à mesa das negociações
02:33e garantir que os inspetores da agência, os guardiões do Tratado de Não-Proliferação Nuclear,
02:39possam avaliar a real situação das instalações iranianas, fecha aspas.
02:46No entanto, o acesso da agência ao programa nuclear do Irã está atualmente suspenso.
02:52Segundo o diretor, o governo iraniano justificou e notificou a agência no último dia 13 de junho
02:58sobre a adoção do que eles chamaram de medidas especiais para proteger equipamentos e também materiais nucleares,
03:07o que inclui aí a restrição de entrada de inspetores internacionais.
03:14Rafael Grossi alertou que, sem acesso às instalações Soraya e Nonato,
03:19é impossível avaliar a extensão dos danos e também a integridade das centrífugas utilizadas para o enriquecimento de urânio.
03:30As consequências dos ataques são visíveis de acordo com a fala do diretor.
03:37Imagens de satélite divulgadas na manhã desta segunda-feira revelam crateras na planta de Fordown,
03:43principal local de enriquecimento de urânio do país, sugerindo o uso de munições de penetração subterrânea.
03:50Grossi ainda afirmou na manhã de hoje que danos muito significativos são esperados
03:58devido à carga explosiva empregada e também à natureza extremamente sensível à vibração desses equipamentos.
04:07O Irã, por sua vez, elevou o tom contra a agência internacional agora há pouco.
04:12O representante iraniano na agência afirmou que o órgão da ONU não está mais funcionando de forma efetiva
04:20e colocou em dúvida a sua imparcialidade no atual cenário do conflito.
04:25Para Teheran, o retorno da diplomacia só será possível quando Israel interromper os bombardeios contra o país.
04:34Seguiremos daqui acompanhando todas as principais notícias da manhã desta segunda-feira nos Estados Unidos e no mundo.
04:39Eu volto, Soraya e Nonato, daqui a pouquinho com mais notícias do Jornal da Manhã.
04:43Até com vocês no estúdio.
04:44Está combinado. Obrigado, Eliseu Caetano, direto dos Estados Unidos.
04:47O professor Marcos Inícius de Freitas, a gente traz ele aqui para a nossa conversa.
04:51Ainda que o Irã tenha críticas à Agência Internacional de Energia Atômica,
04:55mas se é signatário do Tratado de Não-Proliferação,
04:59tem que permitir que a agência possa acompanhar de perto os seus movimentos.
05:02Por outro lado, é um momento delicado para que a gente tenha uma inspeção por lá, não, professor?
05:09E é difícil também, né?
05:12Porque se você pensar, Nonato, por um lado, se a agência vai e diz que efetivamente não houve o dano previsto,
05:23isso pode ser um convite à continuidade dos bombardeios por parte dos Estados Unidos e de Israel.
05:30E hoje mesmo, como já foi dito hoje no jornal,
05:34Israel bombardeou novamente a estação de Fordon, né?
05:41Nesse processo todo,
05:43sob a alegação de que queria ali impedir que chegassem pessoas ao lugar,
05:47mas nós sabemos, pelo que foi dito por alguma parte da mídia também,
05:52além de que talvez não tenha sido o impacto,
05:56não tenha tido o impacto esperado pela atuação.
05:59Então é aquela questão que a gente se perde nas narrativas.
06:02Mas uma coisa que é óbvia, não é, nesse processo todo,
06:06é que com arrefecer daqui a algum tempo esta situação,
06:11não há dúvida de que ao Irã não interessa,
06:14não interessaria mais fazer parte da agência internacional,
06:18fazer parte do tratado de não proliferação,
06:21porque, ao fim e ao cabo, o que descobriu é que,
06:25mesmo fazendo parte e mesmo sofrendo as inspeções,
06:28isto não foi aí o elemento suficiente
06:31para impedir que houvesse uma ação preconizada contra o Irã
06:35desde a década de 90.
06:37Então, essa é uma narrativa que se perpetuou
06:40e que com o Donald Trump se tornou uma realidade,
06:43mas que com os outros presidentes norte-americanos
06:45não teve o mesmo tipo de guarida.
06:48Então, o Irã fica nessa situação
06:50e o que nós devemos ter, sim,
06:52agora um país que poderá,
06:54se não for aí colapsar o regime,
06:58como o próprio Netanyahu já tem falado
07:02e tem abordado nesse sentido,
07:04se não colapsar, nós teremos aí um governo
07:07que provavelmente vai entender
07:09que precisa desta bomba atômica para se proteger.
07:14E aí vai ter todo o processo de desenvolvimento
07:16distanciado da Agência Internacional de Energia Atômica.
07:20Pode ficar muito pior a situação do que já está.

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