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O chefe do Estado-Maior dos EUA, Dan Caine, realizou coletiva no Pentágono neste domingo (22) para explicar a operação “Martelo da Meia-Noite”, ofensiva militar conduzida durante a madrugada contra alvos estratégicos no Irã. Lier Ferreira e Priscila Caneparo comentaram.
Apresentador: Evandro Cini
Entrevistados: Lier Ferreira e Priscila Caneparo

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Transcrição
00:00Bom gente, o presidente do Estado-Maior Conjunto do Exército Americano explicou como foi esse ataque da última noite contra o Irã.
00:07Ainda destacou que os Estados Unidos não miraram tropas ou civis, apenas instalações de enriquecimento de urânio. Vamos acompanhar.
00:15Na noite passada, por ordem do presidente, o Comando Central dos Estados Unidos executou a Operação Martelo da Meia-Noite,
00:22um ataque deliberado e preciso contra três instalações nucleares iranianas.
00:27Esta foi uma missão complexa e de alto risco, conduzida com habilidade e disciplina excepcionais pela nossa força conjunta.
00:35Essa operação foi planejada para acabar severamente com a infraestrutura de armas nucleares do Irã.
00:41Foi planejada e executada em múltiplos domínios e teatros de operações,
00:46com uma coordenação que reflete nossa capacidade de projetar poder globalmente com velocidade e precisão,
00:52no momento e local da nossa escolha.
00:55Esta foi uma missão altamente confidencial, com pouquíssimas pessoas em Washington cientes do momento ou da natureza do plano.
01:03Como afirmou o presidente Trump na noite passada, os bombardeiros restantes também atingiram seus alvos,
01:09com um total de 14 MOPs lançadas contra duas áreas nucleares alvos.
01:14Não temos conhecimento de nenhum disparo contra grupo durante a retirada.
01:20Os caças iranianos não decolaram e parece que os sistemas de mísseis do Irã não nos detectaram.
01:28Durante toda a missão, mantivemos o elemento surpresa.
01:31Bom, acompanhamos então a fala aí do capitão americano, mas eu quero também ver se é possível a gente trazer novamente
01:41aquela ilustração das bases nucleares que foram atingidas no Irã, exatamente para ilustrar o que ele estava mencionando,
01:48sobre ser uma operação que atingiu apenas o território e essas bases nucleares,
01:53e não a população ou áreas que são muito ocupadas por habitantes ali no Irã.
02:01Então, como você consegue ver, a gente tem aqui a capital Teherã mais acima e essas bases que foram atingidas pelos Estados Unidos.
02:08A base de Fordow, que é uma das principais e que é onde há o enriquecimento do urânio numa profundidade muito grande,
02:16cerca de 80 a 90 metros de profundidade abaixo de uma montanha.
02:21Então, você tem ali as rochas, o solo, as estruturas de concreto para então chegar às centrífugas,
02:29onde há o enriquecimento de urânio nesse desenvolvimento do setor pelo Irã.
02:34A base de Kondab, Natanz, Isfahan e Bushir.
02:39São essas bases que foram atacadas pelos Estados Unidos nessa operação que, segundo as autoridades, mirou apenas essas estruturas.
02:47E é por isso que a gente vai trazendo essa informação para você.
02:49Será que nós conseguimos ilustrar também qual foi o equipamento, a estrutura utilizada pelos Estados Unidos
02:56para, segundo as informações americanas, atingir a estrutura de Fordow?
03:03A gente tem aí essa bomba que destrói o bunker.
03:07Conseguimos já colocar essa ilustração na tela, por favor,
03:10para as pessoas entenderem como que essa usina de Fordow foi atingida nesse bombardeio americano
03:19que começou nessa quinta-feira e que traz consequências com manifestações de autoridades até agora.
03:25Vocês conseguem jogar na tela aí para mim, por favor?
03:28Essa da bomba que destrói o bunker.
03:30Ah, o pessoal está preparando ali.
03:31Já já eu vou colocar para vocês, então, essa ilustração para vocês entenderem como que essa usina foi atingida pelos americanos
03:39e pode fazer com que o trabalho de desenvolvimento e enriquecimento de urânio pelo Irã
03:45retroceda muitos anos, diferentemente das expectativas que eles tinham por lá.
03:51E expectativas que eram acompanhadas, inclusive, pelos serviços de inteligência internacionais
03:56e que, segundo as informações dos Estados Unidos, fizeram com que as autoridades americanas conduzissem esse ataque
04:03e também fizessem com que Israel chamasse de ataque preventivo.
04:08Exatamente para impedir que o Irã, segundo o governo israelense,
04:14avançasse nesse enriquecimento de urânio numa porcentagem muito acima do que é necessário
04:20para os meios que eles disseram utilizar, que seria para a geração de energia elétrica.
04:27Vamos colocar, então, essa bomba que destrói bunker, GBU-57,
04:32que pode penetrar no solo e perfurar rocha ou concreto antes de explodir.
04:37Então, essa MOPEL é lançada por um avião bombardeiro B2.
04:42Ela pode penetrar, como vocês percebem nessa ilustração, 60 metros quadrados sobre a terra.
04:49E essa detonação, ela é retardada.
04:52Essa bomba, ela tem 80 centímetros de largura por 6 metros de comprimento.
05:00Ela pesa 13 toneladas, contém mais de 2 toneladas de explosivos.
05:05Então, por isso que ela foi utilizada para atingir essa usina de fordo,
05:09que era uma usina considerada muito misteriosa pelas autoridades,
05:12exatamente por conta da profundidade que se tinha essas estruturas.
05:16Segundo as informações que temos até aqui, desses serviços de inteligência,
05:21para se chegar a essa usina de fordo, era necessário percorrer túneis que foram construídos
05:28debaixo da terra, debaixo dessas montanhas, para chegar a esses locais.
05:34Para falar um pouquinho mais sobre isso, eu quero conversar aqui também
05:38com a professora de Relações Internacionais, Priscila Caneparo,
05:42que se junta a nós nessa cobertura especial.
05:44Professora, seja muito bem-vinda, é um prazer recebê-la.
05:48E eu gostaria de entender, sobre o seu ponto de vista,
05:51de que maneira que esses ataques, eles poderiam ser, de fato, considerados preventivos
05:58diante da falta de transparência que se tinha sobre o programa nuclear
06:03desenvolvido pelo Irã.
06:04Muito boa tarde, bem-vinda.
06:07Boa tarde, boa tarde a todos que estão aqui nos assistindo.
06:10Então, na perspectiva do direito internacional, não existe essa possibilidade de ataques preventivos.
06:17O que existe, de fato, é quando algo concretamente coloca em risco a paz e a segurança internacional.
06:24Então, a partir do momento que a gente observa que, possivelmente,
06:27um desenvolvimento de uma bomba atômica ou de uma algiva nuclear
06:31possa levar uma ameaça concreta a Israel e também aos Estados Unidos,
06:36porque a gente sabe que o regime dos Ayatollahs considera os Estados Unidos como grande satã
06:41e Israel como pequeno satã,
06:43aí sim a gente poderia considerar legítimo um ataque.
06:47Mas ataque preventivo, como o Israel vem falando,
06:51não existe essa possibilidade.
06:53Tanto é verdade que o Trump não se utilizou da retórica de ataque preventivo em momento algum.
06:58ele falou justamente que existiriam indícios de tecnologia nuclear para desenvolvimento de bomba atômica
07:06e que, por si só, esse risco seria capaz de desestabilizar a paz e a segurança internacional.
07:13É claro que existem diversos caminhos de interpretação nesse momento,
07:17porque a gente não tem dados concretos,
07:19nem que o Irã já tinha tecnologia suficiente para desenvolver bomba atômica e ogivas nucleares.
07:25E também existe a outra linha de raciocínio,
07:27que é óbvio que o regime dos Ayatollahs tem a intencionalidade,
07:33principalmente, de destruir o Estado de Israel.
07:35Mas eu acho importante até destacar para quem está nos assistindo
07:39que enriquecimento de urânio a 80%, a 60%,
07:44como vem sendo destacado por intermédio dos canais informativos que o Irã possivelmente tinha,
07:50não significa ter tecnologia para desenvolvimento de ogivas e bombas nucleares.
07:55A questão do enriquecimento de urânio é apenas uma das formas da gente ter
08:00o desenvolvimento de bombas e ogivas nucleares.
08:03Lembrando sempre, também acho importante destacar aqui,
08:06que o programa nuclear iraniano, ele foi vendido para justamente o Irã
08:12por intermédio dos Estados Unidos na década de 50.
08:14Então, os Estados Unidos sabiam desde o princípio que o Irã, de fato, tinha tecnologia nuclear.
08:20Só que o que o Irã alega é que é para fins pacíficos.
08:24Então, a gente precisa ter cautela na leitura desse cenário
08:27para entender se o ataque dos Estados Unidos, de fato,
08:30foi em relação a uma legítima defesa
08:33ou se, de fato, foi uma agressão,
08:36como vem sendo destacado pela Organização das Nações Unidas.
08:39Professor, eu quero até acrescentar uma informação que acaba de chegar
08:42sob este fato, que a agência de notícias da República Islâmica
08:46se pronunciou nas redes sociais.
08:48Disse que a localização de onde decolaram as aeronaves envolvidas nos ataques
08:53foi identificada e colocada sob vigilância.
08:57Além disso, o porta-voz da Organização de Energia Atômica do país
09:00diz que a indústria nuclear tem raízes no Irã
09:03e que o conhecimento do país em energia nuclear não pode ser destruído.
09:08Ou seja, professora, não parece haver qualquer recuo.
09:14Não, e não vai haver recuo.
09:16A gente precisa entender que essa perspectiva é uma perspectiva dialógica também.
09:21Então, o Irã não vai recuar nesse momento
09:23por conta do ataque dos Estados Unidos.
09:25E a preocupação que a gente tem nesse cenário internacional
09:28é que a sociedade iraniana se radicalize ainda mais com esses ataques.
09:33Veja, basicamente, Israel e Estados Unidos
09:35com ainda mais inimigos, ainda maiores inimigos
09:39do que a sociedade iraniana já vê.
09:41A gente precisa lembrar que a sociedade iraniana não é o regime.
09:45Só que, diferentemente do que o Netanyahu pensou,
09:48especialmente o que ele falou,
09:50que era o momento da população do Irã
09:52se recrudecer contrário ao regime, não.
09:55A população tem ido às ruas favoravelmente ao regime
09:59que a gente não tinha visto nas últimas décadas.
10:01Então, praticamente, a gente precisa analisar
10:04em um cenário que não vai ser o ataque dos Estados Unidos,
10:07não vão ser os ataques de Israel
10:09que vão fazer com que o Irã cesse.
10:11A gente precisa de um mediador,
10:13de um intermediador, por assim dizer,
10:15entre o Trump e entre o governo dos Ayatollahs
10:18que seja passível também
10:20de colocar o Irã à mesa de negociação.
10:22Os Estados Unidos não vão fazer isso.
10:24Talvez seja o Trump,
10:26seja, desculpa, o Putin,
10:27que possui um bom relacionamento com o Netanyahu
10:30e com o Trump também.
10:31Talvez seja um outro país do Oriente Médio
10:34que possua uma boa interlocução
10:36entre os Estados, como, por exemplo, o Qatar.
10:38Mas a gente precisa entender
10:39que essa bomba não vai para o Irã.
10:42Não vai.
10:43Dentro de uma premissa de desenvolvimento
10:45de tecnologia nuclear, primeiro ponto,
10:47e segundo ponto, de estabilidade regional
10:50em relação justamente à ameaça
10:51que o Irã significa para Israel.
10:53A gente precisa ter um diálogo contundente
10:56e com os atores que também consigam
10:59serem ouvidos, por assim dizer, pelo Irã.
11:02Estados Unidos não é mais uma opção.
11:04Professor, eu já volto a falar contigo.
11:06Eu quero só ouvir também
11:07uma última fala aqui do professor Lier Ferreira,
11:10que está conosco ao longo de toda a programação.
11:12Professor, só para a gente arrematar,
11:13o que que, na visão do senhor,
11:15a gente deve esperar agora,
11:17no início dessa semana,
11:19a partir de tudo que já discutimos aqui?
11:21Olha, Evandro, eu aguardo que a gente tenha
11:27algumas posições importantes.
11:31Do ponto de vista dos Estados Unidos,
11:33eu acredito que eles devem fazer um recuo
11:37na sua, digamos que posição bélica,
11:41de alguma forma, se limitando,
11:44tanto quanto possível,
11:45a esse ataque cirúrgico já empreendido.
11:48Do ponto de vista do Irã,
11:50a gente vai assistir aí
11:52a uma certa radicalização do discurso
11:55e vamos ver o quanto o Irã ainda tem
11:58de condições bélicas, né,
12:00para fazer retaliações,
12:03principalmente, né,
12:05a Israel.
12:06E do ponto de vista da comunidade internacional,
12:09né, Evandro,
12:10eu espero que a comunidade internacional
12:12fixe, né,
12:15alguns parâmetros para a paz.
12:17E aí, mais uma vez, né,
12:19a minha fala,
12:20no passado recente aqui no programa,
12:23parece que dialoga diretamente
12:25com aquilo que a professora Priscila
12:26traz nesse momento.
12:27Ou seja,
12:29não serão as ações bélicas,
12:32sejam de Israel
12:33ou dos Estados Unidos,
12:35que vão acabar com o regime
12:37dos ayatolais
12:38ou que vão acabar com o programa
12:40iraniano,
12:42o programa nuclear iraniano,
12:44independente do fato
12:46dele ter ou não
12:47fins bélicos, né,
12:50manifestos ou, enfim,
12:52implícitos.
12:53O que vai acabar,
12:54o que pode acabar com esse conflito
12:56e encontrar aí
12:58um eixo de equação
12:59razoável
13:01para a situação
13:02do Oriente Médio,
13:04para que essa situação
13:05não escale
13:06em detrimento
13:07dos países do Oriente Médio,
13:08das populações do Oriente Médio,
13:10da economia global,
13:11dentre outros elementos,
13:13é a negociação diplomática.
13:15Nós sabemos
13:16que muitas vezes
13:17vários analistas
13:19têm um certo pessimismo
13:22em relação
13:23à diplomacia,
13:25têm um certo pessimismo
13:26em relação
13:27aos organismos multilaterais,
13:29principalmente em relação
13:30às Nações Unidas.
13:32Para o presidente
13:32Donald Trump,
13:33nós sabemos
13:33que não é
13:35um entusiasta
13:36dessas organizações,
13:38não é um entusiasta
13:39do multilateralismo,
13:40não é um entusiasta
13:41do diálogo horizontal
13:43com outras forças
13:45e com outros países
13:46em nível global.
13:47Mas, Evandro,
13:48se nós quisermos acabar
13:50com esse conflito
13:51ou, pelo menos,
13:52encontrar uma equação
13:53que permita estabilizar
13:55o Oriente Médio,
13:56evitando que esse conflito
13:57escale
13:58por vários caminhos,
13:59inclusive pelo caminho
14:01da radicalização
14:02de grupos
14:03dentro e fora do Irã,
14:04não há outra possibilidade,
14:07não há alternativa
14:08que não seja
14:09a negociação diplomática.
14:11E isso só vai acontecer
14:12de modo consistente
14:14a partir do momento
14:15em que nós entendermos
14:16e tivermos informações
14:18concretas
14:19sobre o status quo
14:21desses ataques
14:22ao programa nuclear iraniano
14:24e a partir do momento
14:26em que nós pudermos
14:26consertar
14:27posições
14:28dos Estados Unidos,
14:30da Rússia,
14:31da China
14:31e de outros atores,
14:33inclusive
14:33os países
14:34do próprio Oriente Médio,
14:36acerca
14:37desses conflitos.
14:39Sem isso,
14:39nós, infelizmente,
14:41não vamos encontrar
14:42a paz
14:42que todos nós
14:44desejamos nesse momento.
14:45Um grande abraço
14:46para você
14:46e muito obrigado
14:47pela oportunidade
14:48de dialogar
14:49com o público
14:50da Jovem Pan News.
14:51Imagina,
14:51a gente que agradece
14:52a tua disponibilidade
14:53em permanecer conosco
14:54trazendo tanta informação
14:55importante neste domingo.
14:57Um bom restinho
14:57de descanso
14:58para o senhor.
15:01Um abraço.
15:01Um grande abraço a todos.
15:02Um grande domingo.
15:03Até mais.
15:04Eu quero retomar
15:05a nossa conversa
15:05com a professora
15:06Priscila Caneparo.
15:07E professora,
15:08diante de tudo
15:09que a gente já
15:09dialogou aqui,
15:11qual deve ser também
15:12o posicionamento
15:13no teu ponto de vista
15:14da Rússia
15:15a partir do começo
15:16desta semana?
15:18Bom, vamos lá.
15:19A Rússia não vai
15:21interferir diretamente
15:23no conflito.
15:23Até porque ela tem
15:24preocupações maiores
15:26que é a guerra dela própria.
15:27A guerra russa
15:28versus Ucrânia.
15:29Mas é inegável
15:30que a Rússia também
15:31vai tentar trazer
15:32um protagonismo
15:33em relação
15:34à mediação
15:35desse conflito.
15:36A gente já viu
15:37inclusive o Vladimir Putin
15:39falando que esse
15:40pode ser o prenúncio
15:41da terceira guerra mundial.
15:42E a gente sabe
15:43que aí existem
15:44dois egos super inflados
15:45que é tanto do Putin
15:46quanto do Trump
15:47que são dois showmans
15:49que gostam justamente
15:50de resolver
15:51ou tentar resolver
15:52os problemas do mundo
15:53e ganharem os créditos.
15:55E a gente, né,
15:56nessa perspectiva
15:57a gente tem plena convicção
15:59que o Putin
16:00vai querer sim
16:02não se intrometer
16:03mas ser o mediador
16:04dessa conversa
16:05entre Israel
16:06ou dessa possibilidade
16:08de acalmar
16:08apaziguar
16:09os ânimos
16:10do Oriente Médio.
16:11Então, provavelmente
16:12a postura do Putin
16:15nessa semana
16:16vai vir em uma crescente
16:17mas muito sutil
16:18em relação
16:19à necessidade
16:21de se haver
16:21uma desescalada
16:23do conflito
16:24em detrimento
16:25justamente
16:25da utilização
16:26da mediação
16:28de meios diplomáticos.
16:29Inclusive,
16:29a gente já viu
16:30ele começando a falar
16:31que precisa
16:32o conflito
16:33ser desescalado
16:34e que precisa
16:35de uma mediação
16:36e inclusive
16:36se colocou à disposição.
16:39Quem se pronunciou
16:39também foi o Papa Leão XIV.
16:41Vamos acompanhar,
16:41professora.
16:42Notícias alarmantes
16:51chegam do Oriente Médio,
16:53especialmente do Irã.
16:55Nesse cenário dramático
16:56que inclui Israel
16:57e Palestina,
16:59o sofrimento diário
17:00da população
17:00corre o risco
17:02de ser esquecido,
17:03especialmente em Gaza
17:04e outros territórios
17:06onde a urgência
17:06por apoio humanitário
17:07adequado
17:08se torna
17:09cada vez mais urgente.
17:10Cada membro
17:15da comunidade internacional
17:16tem uma responsabilidade moral,
17:19impedir
17:20a tragédia da guerra
17:21antes que ela
17:22se torne um abismo
17:23irreparável.
17:24Não há conflitos distantes
17:25quando a dignidade humana
17:27está em jogo.
17:33Professor,
17:34o apelo internacional
17:34ou religioso
17:35não parece fazer
17:36mais nenhum efeito
17:37nesses casos, né?
17:39Infelizmente,
17:40que não faz efeito mesmo,
17:42é uma mera retórica
17:43e é importante
17:44que a Santa Sé
17:45por intermédio do Vaticano
17:46tenha esse,
17:47por intermédio do Papa
17:48tenha esse posicionamento
17:49até pra gente observar
17:51a condenação
17:52das ações
17:53que implicam
17:54em uma perda humanitária
17:55no contexto
17:56desse conflito,
17:57mas de fato
17:58influenciar os grandes líderes
18:00a gente vê
18:00que não existe
18:01essa perspectiva.
18:03Primeiro porque
18:04a gente está falando
18:04de um regime
18:05que de fato
18:06não é atrelado
18:07à questão da Igreja Católica
18:09e por outro lado
18:10a gente tem Israel
18:11que entende justamente
18:13que há uma guerra santa
18:14respaldada pela religião
18:16também que lhe autoriza
18:18a fazer incursões,
18:20por exemplo,
18:21no Irã.
18:22Então não existe
18:23essa possibilidade
18:24da gente se utilizar
18:25de um diálogo,
18:26de um método
18:27de imposição
18:28ainda que moral
18:29por intermédio da Igreja.
18:31Infelizmente,
18:31esse não é o cenário possível
18:33de se chegar
18:33a um acordo,
18:34a um consenso
18:35para a finalização
18:36dessa e das outras
18:37guerras também.
18:38Professora,
18:38eu tenho um último
18:39um minuto aqui
18:40para a gente encerrar.
18:41Às três da tarde
18:42a gente tem uma reunião
18:43emergencial do Conselho
18:44de Segurança da ONU.
18:45E aí?
18:47Não acredito
18:48que vai dar em nada
18:49porque os Estados Unidos
18:50é um membro permanente
18:52e a gente sabe
18:52que ele tem poder de veto
18:54e existe uma impossibilidade
18:55inclusive de adotar
18:56uma resolução contrária
18:57a qualquer país
18:59de comum membro permanente.
19:00Mas vai ser importante
19:01para a gente ver
19:02bem as claras
19:03como é que vai se dar
19:04o posicionamento
19:04de Rússia
19:05e o posicionamento
19:06de China.
19:07França e Reino Unido
19:07que são os dois
19:08membros permanentes
19:09a gente já sabe
19:10que vão se posicionar
19:11favoravelmente
19:12aos Estados Unidos.
19:14Priscila Caneparo
19:15muito obrigado
19:16pela tua entrevista
19:17as portas estão
19:17sempre abertas por aqui
19:18um grande abraço.
19:20Obrigada, abraço
19:21bom domingo para vocês.
19:23Para você também.
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