Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O Irã reabriu o espaço aéreo nesta quinta-feira (15) após quase cinco horas de suspensão das operações, em meio a temores de uma possível ação militar dos Estados Unidos. A decisão ocorre em um cenário de forte instabilidade interna, com protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei que já resultaram em mais de 3,4 mil mortes, segundo dados atualizados por uma ONG internacional de direitos humanos. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Houssein Kalout, cientista político.

Assista ao Morning Show completo: https://youtube.com/live/MRQp4YEGeKk

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Baixe o AppNews Jovem Pan na Google Play:
https://bit.ly/2KRm8OJ

Baixe o AppNews Jovem Pan na App Store:
https://apple.co/3rSwBdh

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

#JovemPan
#MorningShow

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00E vamos agora no contexto internacional, porque aumentou a tensão entre Irã,
00:04que fechou até temporariamente o espaço aéreo para voos comerciais
00:08em meio à crescente troca de farpas com o presidente americano Donald Trump.
00:12E quem vai trazer mais informações sobre isso pra gente é o Elisel Caetano,
00:16direto de lá dos Estados Unidos.
00:18Elisel, muito bom dia. Traz então pra gente as informações.
00:23Salve, salve, David de Tarso.
00:25Muito bom dia pra você e pros nossos colegas debatedores aí no estúdio do Morning Show
00:29e pra todo mundo que acompanha a programação da Jovem Pan.
00:32Falamos ao vivo, direto dos Estados Unidos, 8 horas da manhã com 39 minutos,
00:36aqui na costa leste do país.
00:37Temperatura de momento no sul da Flórida, 20 graus Celsius.
00:40Aliás, uma quinta-feira chuvosa por aqui.
00:43Eu não sei se quem nos acompanha em vídeo, através das plataformas digitais e da televisão,
00:48consegue vislumbrar, mas lá fora cai uma chuva danada por aqui.
00:52Então se você é brasileiro, mora no sul da Flórida, guarda-chuva hoje é essencial, viu?
00:57Agora vamos pra essa notícia, David, que é uma das principais do dia na manhã de hoje
01:02e com toda certeza deve repercutir aí nas próximas horas.
01:06Porque temendo uma invasão americana, o Irã decidiu fechar o espaço aéreo do país.
01:12O governo iraniano fechou o espaço aéreo para voos civis e internacionais
01:18e esse espaço ficou, portanto, ali inacessível por pelo menos 5 horas
01:25entre a noite de ontem e a manhã de hoje, viu?
01:29Apenas aviões militares tinham autorização para sobrevoar o espaço aéreo lá no Irã.
01:36E o motivo?
01:37O aumento dos protestos internos no país.
01:40A gente está acompanhando aqui ao longo da programação da Jovem Pan,
01:42ao longo das últimas três semanas, essa onda de manifestações,
01:47pelo menos 12 mil pessoas teriam perdido as suas vidas.
01:50Manifestantes, homens, mulheres, crianças, idosos, civis,
01:54sobretudo, em suma, estudantes insatisfeitos com os rumos de seu país.
02:01Lá no Irã, a situação segue muito complicada.
02:05As manifestações seguem sendo registradas em diferentes cidades,
02:08em diferentes estados, esses 12 mil mortos foram confirmados
02:12por uma agência independente de notícias.
02:15As agências internacionais dizem que algo em torno de 2 mil a 3 mil pessoas
02:19teriam morrido durante esses protestos.
02:22E há denúncias vindo de lá de que essas mortes teriam ocorrido
02:26porque as forças armadas do Irã estariam atirando contra a população,
02:31utilizando munições reais, David, para dispersar a multidão
02:35que está insatisfeita com o regime do Aetolá Ali Kamenei,
02:39que já dura décadas.
02:41A inflação por lá é altíssima.
02:43O Rial, que é a moeda local, desvalorizou pelo menos 50%
02:47ao longo dos últimos meses.
02:49O poder de compra caiu.
02:51Realmente o país está submerso no caos.
02:55E a gente tem acompanhado ao longo, principalmente das últimas horas,
03:00todas as informações que vêm por lá.
03:02Aqui ainda são muito parcas, escarsas, mesmo porque a internet vai e volta.
03:07O governo tem feito aí o que pode para tentar desativar
03:14não apenas a energia elétrica no país, mas também todo o meio de comunicação.
03:19Em média, um iraniano fica apenas 30 minutos por dia com acesso à internet.
03:24E são nesses poucos minutos que eles têm que eles conseguem enviar para o mundo
03:28imagens, fotos e vídeos também, além de relatos em transmissões ao vivo
03:34sobre aquilo que está acontecendo no país.
03:37Esse espaço aéreo, como eu disse, ele ficou fechado,
03:40reabriu agora há pouco na manhã desta quinta-feira.
03:43Portanto, empresas internacionais, principalmente da Índia e de lá do próprio Irã,
03:48já estão sobrevoando o espaço aéreo, que estava fechado,
03:52que ficou fechado durante boa parte da noite e madrugada.
03:54As demais empresas internacionais ainda não sobrevoaram o espaço.
03:58Eu acabei de olhar um site de rastreamento aéreo e não mostrou nenhuma outra aeronave,
04:04por exemplo, de um país europeu ou americano sobrevoando,
04:07porque ainda há um temor, há um receio muito forte,
04:10apesar, David, de Donald Trump ontem, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos,
04:15ter dito que recebeu uma ligação do regime dos ayatolás,
04:19confirmando que as execuções que aconteceriam em praça pública,
04:23incluindo de um jovem de apenas 26 anos, que foi preso porque protestava
04:29e ele seria levado à forca ontem, ele não foi.
04:35Aliás, essas pessoas que seriam enforcadas ontem,
04:38todas seriam sem julgamento mesmo,
04:41direto do protesto para a forca, literalmente assim.
04:45Então, Donald Trump disse que recebeu uma ligação dos ayatolás,
04:48dizendo que eles estão tentando conter os manifestantes
04:51sem o uso da força letal, ou seja, sem matar ninguém.
04:55E aí Donald Trump falou, olha, por hora nós não vamos fazer nenhum tipo de incursão por lá,
04:59nenhum tipo de interferência, só se as coisas saírem do controle.
05:03Então, a gente tem um espaço aéreo que reabriu,
05:05as manifestações que acontecem, a internet que oscila muito e a energia também,
05:09mas, felizmente, as execuções em praça pública,
05:14que serviriam como exemplo para os manifestantes pararem de manifestar,
05:18não vão mais acontecer, David.
05:20Ainda bem, né, Eliseu?
05:21Muito obrigado pelas suas informações direto dos Estados Unidos.
05:23Do Eliseu, a gente vai passar para o cientista político,
05:26Rosem Kalut, para nos ajudar a entender toda essa questão
05:29envolvendo, então, Irã e os Estados Unidos,
05:32até sobre essa possibilidade de ofensiva militar.
05:35Então, o Eliseu acabou de trazer para a gente o contexto de que, olha,
05:39o Irã desistiu de assassinar, de executar essas pessoas que estavam se manifestando,
05:44mas em troca de diálogo com os Estados Unidos.
05:46De que forma que a gente pode interpretar tudo isso?
05:49Muito bom dia.
05:51Muito bom dia, David.
05:52Muito obrigado pelo convite.
05:54Eu acho que o cenário, ele é avolátil nosso.
05:57Não podemos dizer que a situação está estabilizada entre Estados Unidos e o Irã,
06:01assim como nós não podemos dizer que as manifestações estarão terminadas.
06:09Eu acho que o governo iraniano conseguiu conter parte das manifestações,
06:16embora ainda existam algumas erupções em algumas cidades.
06:20Quanto ao posicionamento americano,
06:22eu acho que o cálculo do Donald Trump não foi se o governo vai reprimir menos ou não,
06:27não se trata sobre executar ou não manifestantes.
06:32Trata-se de um cálculo militar e um cálculo geopolítico.
06:35Primeiro cálculo é que os países, os principais países da região,
06:40são contra qualquer ação militar americana novamente no Irã.
06:44Porque o Irã tem provado um histórico também de retaliação aos ataques que tem sofrido.
06:51Acontece que, da vez passada, os Estados Unidos atacaram as usinas nucleares,
07:00só que elas estão instaladas em montanhas.
07:02E agora atacar o Irã significa atacar centros de segurança,
07:06centros militares, e normalmente esses centros ficam em áreas urbanas,
07:11ou próximas áreas urbanas.
07:13Portanto, o regime que está acuado estaria, digamos, compelido a ter que responder.
07:20E, dessa vez, os países da região entendem que uma resposta americana
07:25e uma contrarresposta iraniana pode sair do controle.
07:30E o que o Irã coloca na mesa como ponto de retaliação,
07:34não só as bases militares dos Estados Unidos,
07:37mas também as refinarias e as plantas energéticas da região do Golfo.
07:44Se eles, efetivamente, foram atacados pelos americanos e retalharem somente
07:49nos centros de energia e nas refinarias dos países vizinhos,
07:54nós estamos entrando num colapso internacional de abastecimento de petróleo,
07:59que leva a um impacto nas cadeias produtivas,
08:01que, por conseguinte, gera uma inflação em boa parte do mundo ocidental,
08:07ou no mundo inteiro.
08:08Portanto, aí há um cálculo para além da questão das feições do regime
08:15e vai além da questão da metodologia do regime
08:18e vai a partir de um cálculo geopolítico.
08:21Além disso, parte dos países europeus também é contrária
08:25a uma ação armada de maior latitude.
08:30Veja bem, uma ação americana, ela não vai derrubar o regime.
08:34Ela não vai gerar a queda do regime.
08:36Porque o regime tem ainda uma base de apoio massiva e expressiva.
08:43Segundo, você tem as forças armadas
08:46e, sem as forças armadas, você não tem como derrubar o regime.
08:50E elas controlam o país, assim como o aparato securitário.
08:53Portanto, é necessário múltiplas fraturas nas múltiplas instituições
09:00para que isso pudesse gerar a queda efetiva do regime.
09:07A partir de um ataque militar, não creio que será um objetivo alcançável.
09:13Agora a gente vai com a pergunta do Mano Ferreira.
09:16Bom dia, professor Hussein.
09:18Um prazer enorme ter o senhor aqui novamente no Morning.
09:20Eu queria tentar entender um pouco mais o retrato do Irã.
09:25Como que a gente pode interpretar o momento político do regime?
09:30Não é a primeira vez que nós assistimos a manifestações populares contra o regime.
09:35Mas, ao mesmo tempo, a repressão consegue manter o regime de pé.
09:42Qual é a avaliação do senhor sobre o momento atual do regime
09:47do ponto de vista da política interna do Irã?
09:51Qual a chance do regime cair?
09:52Qual o grau de apoio e de complexidade do cenário dentro da sociedade iraniana?
09:59Mano, muito obrigado.
10:00É um prazer falar contigo.
10:02Veja bem, é óbvio que há uma compreensão de que o Irã se fragilizou regionalmente.
10:11Depois de perder seu arco de aliança na região,
10:15de perder suas alianças, por assim dizer, militares.
10:21E, obviamente, que no contexto interno, isso tem uma certa reverberação.
10:26Agora, o ponto maior de inflexão não é tanto esse aspecto.
10:31O maior ponto é, de fato, a inflação e o desemprego e a escassez de renda.
10:40Isso que é o grande problema que o Irã passa.
10:43Então, a partir da aplicação das sanções, o quadro econômico se deteriorou muito.
10:49O quadro econômico tem compelido parte da sociedade a demonstrar uma insatisfação.
11:00No entanto, dentro do quadro interno, é preciso dizer que essas manifestações,
11:04elas não têm organicidade.
11:07Elas não são coesas.
11:09Elas não são orientadas a partir de uma liderança estruturada
11:15ou com engajamento social vertical,
11:19que vão desde a elite até a classe mais pobre.
11:23Então, são manifestações, na verdade,
11:27que orbitam em torno de organização estudantil,
11:33de grupo específico humanitário que demanda mais abertura.
11:38Então, não há alguém que consiga amalgamar e ajuntar toda essa demanda.
11:44Veja bem, o regime possui um acesso ou um apoio expressivo nas camadas populares.
11:55Classe pobre, classe média baixa, até classe média.
11:59E essas manifestações, em sua maioria,
12:02são desencadeadas por integrantes da classe média alta ou da elite iraniana.
12:08Insatisfeitas com os rumos econômicos e com os rumos sociais do país.
12:12Portanto, o regime consegue manter essa coesão interna
12:16em função, como eu disse anteriormente, de um apoio popular expressivo.
12:23Por hora, a oposição é desorganizada.
12:27Você tem diversos microgrupos.
12:30E eles não são capazes de se unir em função da diversidade de suas demandas.
12:36Você tem um grupo que quer melhoria econômica,
12:38mas não necessariamente quer a deposição do regime.
12:40Você tem grupos que querem a deposição do regime,
12:43independentemente das reformas econômicas.
12:45E você tem um grupo que quer uma abertura.
12:48Simplesmente uma abertura nas relações,
12:51no que diz respeito às liberdades civis.
12:54Mas não necessariamente está preocupado com a economia.
12:59Entende?
13:00Porque essas pessoas têm, talvez, um bom quadro econômico.
13:04Normalmente são empresários.
13:06Mas eles estão preocupados com o quadro de liberdades e abertura.
13:10E não necessariamente o seu objetivo máximo é a deposição do regime.
13:14Se o regime cair, está ótimo.
13:16Mas desde que se faça a abertura.
13:18Entende?
13:19Então, essas demandas, elas, na verdade, elas são desencontradas.
13:23Não há uma voz unísona, por assim dizer,
13:27entre a oposição iraniana no contexto interno.
13:31Em termos organizados, politicamente, basicamente tem quatro grupos.
13:35Quer dizer, assim que o regime são antagônicos entre si,
13:39mas todos pertencem ao regime.
13:40Você tem lá o colégio clerical, os clérigos.
13:44Você tem a guarda revolucionária.
13:48Esses dois são tipificados como, digamos, os linhatura.
13:52E você tem as outras duas pontas, que são os moderados e os reformistas.
13:57Que são definidos como mais aptos a um processo de abertura.
14:05E mais suscetíveis ao diálogo com o Ocidente.
14:10Enquanto os outros dois grupos são mais, digamos, mais restritivos.
14:14Esses grupos, eles não são monolíticos.
14:17Embora pertençam à mesma estrutura do regime,
14:19eles são antagônicos entre si.
14:21Por exemplo, o Arma Nijade pertencia, digamos,
14:25ao grupo da linhadura mais ligado à guarda revolucionária.
14:30E quando você tem, por exemplo, o Hassan Rouhani,
14:33ex-presidente que negociou o acordo nuclear com os Estados Unidos,
14:37durante o governo Obama,
14:38ele era do grupo pertencente aos moderados.
14:43O atual governo, ele é, digamos,
14:47é uma mistura de um conceito entre moderados e reformistas.
14:52Não são a ala dura.
14:54Então, há esse antagonismo entre esses grupos.
14:57E esses grupos de manifestantes,
15:00eles não conseguem ganhar uma engrenagem suficientemente
15:05para se fazer representados, para impactar uma transformação.
15:08Hugo Rocha, com a pergunta final.
15:10Roussein, bom dia.
15:11Ontem, nos Estados Unidos, aconteceu o encontro
15:14entre Dinamarca, Groenlândia e o Marco Rubio.
15:17E logo depois disso, o Trump afirmou que haverá uma solução
15:21sobre Groenlândia, que já existe uma relação boa entre eles.
15:25Que solução pode ser essa, Roussein?
15:27Olha, é muito difícil prever que solução o Trump propõe.
15:35O fato que o governo americano tem clareza da importância geostratégica da Groenlândia
15:41somente sobre a perspectiva de acesso a recursos naturais
15:46no que diz respeito a minerais estratégicos e minerais críticos.
15:50Então, ele quer forçar uma presença americana maior.
15:55Obviamente que o teto máximo será a anexação,
15:58depois caminha para uma possibilidade de compra.
16:02Eu acho que nem esse cenário, o primeiro nem o segundo,
16:05está em conformidade com o que a Europa ou a União Europeia quer.
16:10Porque, imagina, de um lado você tem a Rússia tentando,
16:13quem já invadiu a Ucrânia, tentando expandir seu domínio territorial.
16:18E, pelo outro lado, os Estados Unidos tentando querer dominar
16:21ou anexar ou comprar a Groenlândia.
16:26Então, os europeus estão cumprimidos entre duas superpotências militares
16:30e pressionados por esse cenário.
16:32O que eles não esperavam é que fosse para o país aliado,
16:35membro da OTAN, que são os Estados Unidos.
16:37Eu acho que, no final, a solução, no meu entendimento,
16:41é que os americanos vão buscar um acordo com os europeus
16:47no sentido de ampliar a presença dos Estados Unidos na Groenlândia,
16:53seja ela da perspectiva militar,
16:55seja ela na possibilidade de exploração de recursos naturais
17:02de forma facilitada.
17:04Isso significa que tem que haver um acordo
17:06para que os Estados Unidos tenham a exclusividade
17:09ou uma garantia de acesso permanente à exploração,
17:15um status permanente de exploração dos recursos da Groenlândia.
17:19Agora, o que a Europa ganha com isso?
17:21Essa é a chave mestra do problema.
17:25Porque a Europa, para concordar e a Dinamarca em conjunto,
17:30aí é preciso haver contrapartidas para a Europa.
17:32Como a Europa pode se beneficiar desse arranjo com o Donald Trump?
17:39É, e aí a gente segue acompanhando.
17:41Muito obrigado.
17:42Nós conversamos com o Roussein Kalutti,
17:43ele que é cientista político,
17:45entende tudo sobre o contexto internacional,
17:48explicando aqui para a gente, dando uma verdadeira aula.
17:50Valeu.
17:52Obrigado, David.
17:53Muito generoso a sua parte.
17:54É um prazer estar com vocês.
17:56Bom dia.
17:56O prazer é nosso.
17:57Bom, realmente chama a atenção, assim,
18:00o Irã, com essa fala trazida por Eliseu,
18:03dizendo, olha, nós não vamos assassinar,
18:07aliás, executar os manifestantes por enquanto.
18:11Assim, é de uma coisa que a gente não consegue,
18:13não entra na nossa cabeça, né, mano?
18:15Pois é, mas eu acho que como o Roussein estava explicando, né,
18:19a escalada desse conflito para um aspecto militar
18:24poderia levar a uma situação sem nenhum tipo de controle,
18:28o que acaba não interessando a nenhum desses agentes, né?
18:32Porque cada um deseja exercer o seu poder sem maiores riscos.
18:38E quando você gera um conflito militar que sai da esfera de controle,
18:44é impossível saber como que a história termina
18:47e, portanto, você tem o risco,
18:49você submete o próprio poder a um risco, né?
18:54Então, é provável que a situação acabe se estabilizando,
18:59mas tudo é instável nos dias de hoje.
19:02É incerto.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado