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  • há 6 meses
Felipe Moura Brasil comenta a entrevista de Flávio Bolsonaro sobre a investigação de rachadinha e a decisão pró-Lula e anti-Moro de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Assista.

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Transcrição
00:00Salve, salve, sejam bem-vindos, leitores e espectadores de O Antagonista.
00:03Eu sou Felipe Moura Brasil e hoje quero conversar com vocês
00:05sobre a entrevista de Flávio Bolsonaro e as decisões do STF envolvendo Lula e Sérgio Moura.
00:11O senador Flávio Bolsonaro admitiu pela primeira vez que Fabrício Queiroz
00:15pagava suas contas pessoais.
00:18Em entrevista ao Globo, Flávio alegou que a origem dos recursos era lícita
00:22e não tinha ligação com os supostos desvios investigados no seu antigo gabinete na Alerj.
00:28Então, aqui eu já faço um parêntese.
00:30Por que agora o Flávio Bolsonaro admitiu?
00:34Ele admitiu do nada, tipo, pessoa sincera.
00:38Vamos aqui ser transparentes, eu admito isso.
00:42Coisa nenhuma.
00:43Resolveu falar disso agora.
00:45Estamos aqui em agosto de 2020.
00:48O caso veio à tona em dezembro de 2018.
00:51E o Flávio Bolsonaro resolveu admitir aquilo que já não dava mais para esconder
00:55justamente porque as investigações feitas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro
00:59avançaram e descobriram ali o pagamento feito pelo Fabrício Queiroz.
01:04Pagou mensalidade escolar das filhas do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, atual senador.
01:12Então, tem imagem, tem boleto, tem comprovante, tem tudo.
01:16O sujeito não consegue mais esconder, admite.
01:18Mas aí admite minimizando, claro.
01:20Dizendo que o dinheiro era lícito.
01:23A gente vai chegar lá.
01:24Tinha nada a ver com a rachadinha.
01:26Imagina.
01:27Agora, por que não disse?
01:28Esse é o meu ponto aqui inicial.
01:30Por que não disse isso lá em dezembro de 2018?
01:33Olha, realmente, Fabrício Queiroz pagou várias despesas pessoais minhas,
01:37mas acho que isso não tem nada a ver e tal, porque pegava mal, né?
01:40Espera a investigação descobrir e vai reagindo conforme a investigação vai descobrindo a sujeira.
01:46Aí vai reagindo e tentando minimizar.
01:49Como a gente vai ver em outros trechos dessa entrevista.
01:51A Cruzoé, a revista eletrônica, resumiu muito bem o que disse o Flávio.
01:56Vou ler aqui só um parágrafo da Cruzoé, abro aspas.
01:58O 01, que é o filho 01 primogênito, é do Jair Bolsonaro, sem escrúpulos de sutileza,
02:05defendeu a nomeação de indicados do Centrão, o aumento de gastos do governo,
02:10a criação do novo imposto digital, o procurador-geral da República, Augusto Aras,
02:16e torpedeou a Lava Jato, sem deixar de tirar uma casquinha do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moura.
02:23Fecho aspas aí para a Cruzoé, esse aí é o resumo da entrevista.
02:27Agora, vamos analisar alguns trechos, né?
02:30Fica até difícil analisar todas essas frases, porque fazia tempo que eu não via tamanha aposta na burrice alheia.
02:38E olha que é difícil competir dentro da família e do governo Bolsonaro nesse quesito.
02:45Competir com a SECOM do Fábio Weingarten nesse quesito, por exemplo, é bem difícil.
02:50Aquele que nega a campanha que é divulgada nas próprias redes oficiais, ali com contas verificadas e tudo.
02:59Muito bem, sobre o Fabrício Queiroz, o senador afirmou o seguinte, olha só.
03:02Pode ser que, por ventura, eu tenha mandado, sim, o Queiroz pagar uma conta minha.
03:10Eu pego o dinheiro meu, dou para ele, ele vai ao banco e paga para mim.
03:15Querer vincular isso a alguma espécie de esquema que eu tenha com o Queiroz,
03:20é como criminalizar qualquer secretário, atenção aqui para a analogia,
03:26que vá pagar a conta de um patrão no banco.
03:29Fecho aspas.
03:30Veja que Flávio Bolsonaro não distingue a relação entre pessoas que ocupam cargos públicos
03:40e a relação de patrão empregado na iniciativa privada.
03:45Então, um secretário na iniciativa privada que vá pagar uma conta a pedido do patrão,
03:52é uma coisa.
03:54Se o Flávio Bolsonaro tiver um negócio na iniciativa privada e contratar ali um faz-tudo para ele,
04:02um secretário, um office boy, e ele for resolver alguma questão pessoal do Flávio Bolsonaro,
04:09que faça parte ali do acordo profissional entre eles, bom, aí pode ser.
04:15Agora, o Fabrício Queiroz era assessor parlamentar do Flávio Bolsonaro, então deputado estadual.
04:22Assessor parlamentar está lá para fazer trabalho legislativo, para auxiliar, na verdade, o deputado estadual no trabalho legislativo.
04:31Então, o que é isso? É a velha confusão entre o público e privado.
04:35Confusão, eu digo aqui, no sentido de você tomar uma coisa pela outra, não que o Flávio Bolsonaro esteja confuso.
04:42Ele está se defendendo, ele sabe muito bem aquilo que ele está fazendo.
04:47É claro que, mesmo assim, ele faz mal, mas serve para enganar alguns ingênuos.
04:52Então, não é uma confusão casual, espontânea, do improviso.
04:58Ele está querendo amenizar a situação de propósito.
05:02O Fabrício Queiroz não tem nada, como nenhum assessor parlamentar, não tem nada que estar pagando uma conta pessoal do chefe do gabinete,
05:13o chefe, o titular do gabinete, o deputado estadual, o parlamentar, no qual ele trabalha.
05:19Então, é uma distinção absolutamente clara para qualquer pessoa sã que tenha um senso de moralidade pública,
05:27que não é o caso do então deputado estadual e atual senador.
05:32Então, ele compara com o secretário que vai pagar a conta do patrão.
05:36Isso é o velho conceito do patrimonialismo desse Estado, em que não se distingue aquilo que é público e o que é privado.
05:45Não surpreende para um político que começou a sua carreira aos 19 anos, sendo nomeado para um cargo de gabinete em Brasília,
05:55enquanto fazia faculdade no Rio de Janeiro e ainda fazia estágio, não espanta que venha um comentário desse.
06:04Quem é que conseguiu esses cargos em Brasília?
06:07Quando o Flávio Bolsonaro tinha 19 anos, depois, quando o Eduardo Bolsonaro, que é o mais novo, tinha 18 anos.
06:13Se não o Jair Bolsonaro, que tinha essa influência lá nos demais partidos.
06:18Você veja que empresário, o Flávio Bolsonaro, tão trabalhador, que conseguia estar no Rio e em Brasília,
06:26ao mesmo tempo desafiando as leis da física, fazia faculdade no Rio de Janeiro e estava sendo remunerado com dinheiro público
06:34por um cargo ocupado, entre aspas, em Brasília.
06:38E a própria Câmara dos Deputados, a Câmara dos Deputados, em resposta à reportagem da BBC,
06:46que trouxe à tona isso já depois da eleição de 2018, no ano de 2019,
06:51que o Flávio e o Eduardo Bolsonaro tiveram esses cargos enquanto estavam no Rio,
06:56a Câmara disse que esses cargos deveriam ser ocupados por pessoas que trabalhassem em Brasília.
07:03Então, sempre houve aí a confusão entre o que é público e o que é privado na família Bolsonaro.
07:10E tem mais, no pedido de prisão preventiva do Queiroz, o MP, o Ministério Público do Rio,
07:16apontou indícios de que o dinheiro utilizado pelo ex-assessor, o Queiroz,
07:20para pagar as despesas do Flávio, não proveio de fontes lícitas.
07:25Então, quer dizer, aquilo que o Ministério Público afirma,
07:29contradiz aquilo que o Flávio Bolsonaro disse na entrevista.
07:33Ele alegou que a fonte era lícita.
07:36E ele que deu o dinheiro lá para o Queiroz,
07:38quer dizer, nessa analogia que ele faz,
07:42também se escamoteia, se esconde,
07:45o fato de que o Queiroz, o faz-tudo lá que recebe dinheiro público,
07:51é o sujeito que tinha movimentações bancárias atípicas detectadas pelo COAF,
07:56que tiveram o desdobramento na investigação específica a respeito desse gabinete.
08:04Então, é um amontoado de sínteses que vai escondendo do público
08:11aquilo que já foi investigado até aqui.
08:14E a partir do cruzamento de dados bancários com imagens das câmeras de segurança,
08:19era o que eu estava falando, das imagens de uma agência na Alerj,
08:23o MP apontou que Queiroz pagou as mensalidades escolares
08:26das duas filhas de Flávio no dia 1º de outubro de 2018,
08:31no valor total de R$ 6.900.
08:34O pagamento foi feito em espécie, dinheiro vivo.
08:39O MP afirma que, apesar disso, olha só que interessante esse aspecto.
08:43As pessoas, às vezes, sintetizam tudo nas redes sociais
08:45e se perdem essas nuances, esses detalhes.
08:49O Flávio e a esposa não haviam feito nenhum saque
08:53nos 15 meses anteriores a este pagamento,
08:57de forma que não haveria lastro lícito para efetuar a transação.
09:01São palavras aqui do MP do Rio.
09:05O MP concluiu, portanto, que o dinheiro proveio dos recursos em espécie,
09:09desviados da Alerj e entregues pelos assessores fantasmas a Fabrício Queiroz.
09:15Palavras, repito, do MP do Rio.
09:18Quer dizer, não tinha feito nenhum saque nos 15 meses anteriores,
09:21mas tinha ali quase R$ 7 mil para entregar na mão do Queiroz.
09:24Quer dizer, o Flávio Bolsonaro tinha em casa um colchão,
09:28como a Dilma, que dizia que guardava 152 mil reais.
09:34É uma coisa assim, ela guardava dinheiro no colchão.
09:38E um dinheiro guardado, um volume de dinheiro guardado em casa,
09:42e não era com nota de R$ 200,
09:44essa aí que o governo está querendo fazer,
09:46e que, obviamente, facilita esses carregamentos em alto volume de dinheiro.
09:52Antigamente, os políticos preferiam trocar por joias,
09:54porque são mais leves, por isso ela é favorita ali na lavagem de dinheiro.
09:59Não, é com o limite das notas existentes até então.
10:05Então, durante 15 meses, o sujeito consegue viver com aquele dinheiro guardado
10:10e ainda tem R$ 7 mil para emprestar ao seu assessor,
10:15que, por uma grande coincidência, está tendo movimentações bancárias atípicas,
10:20recebendo parte dos salários dos demais assessores do gabinete desse beneficiado.
10:26Beneficiado pelo pagamento das despesas pessoais,
10:31pelo centralizador daquilo que o MP está chamando de rachadinha,
10:34que é o desvio de dinheiro público.
10:36Isso é peculato, faz parte da investigação.
10:41Estão sendo investigados, por isso o Flávio Bolsonaro,
10:43por peculato e por lavagem de dinheiro também,
10:46inclusive na loja de chocolate, há suspeitas também referentes
10:49às transações imobiliárias.
10:52Muito bem, de acordo com o MP, o Queiroz pode ser o responsável
10:55por R$ 286 mil, R$ 286 mil em pagamentos e transferências em espécie
11:03para cobrir despesas do Flávio Bolsonaro e de sua esposa.
11:08R$ 286 mil para pagar contas pessoais.
11:12Eu, Felipe, em 2018, logo que veio à tona esse caso,
11:17quando o COAF divulgou a lista dos assessores, escrevi um artigo
11:21mostrando que a investigação poderia avançar e mostrar
11:27que aquele dinheiro, centralizado pelo Queiroz,
11:31no esquema alegadamente conhecido como rachadinha,
11:36pagava despesas pessoais de membros da família Bolsonaro.
11:40escrevi lá, tem lá um artigo meu, do final de 2018, mostrando isso.
11:45E o que o Ministério Público do Rio fez?
11:47Foi lá, investigou e encontrou isso e provou isso a ponto de, só agora,
11:53o Flávio Bolsonaro admitir minimizando,
11:56que é geralmente o que os políticos que querem esconder a sujeira fazem.
12:01Então, ele está cumprindo todas as etapas conhecidas
12:04das atitudes e dos métodos dos políticos investigados que têm telhado de vidro.
12:11Além das mensalidades escolares, os pagamentos se referem principalmente
12:15ao plano de saúde da família.
12:18Então, ali, tudo sendo pago com dinheiro e está sendo lá desviado
12:21nesse esquema do gabinete.
12:23São mais de 115 boletos bancários investigados pelos promotores.
12:28Na entrevista publicada, nessa quarta-feira, Flávio Bolsonaro falou em outro valor,
12:33120 mil reais, em pagamentos divididos em 12 anos.
12:37Vocês vejam que isso faz parte do truque retórico.
12:40Às vezes, até o entrevistador pode não estar preparado,
12:43não estar com os números frescos na cabeça,
12:45e o sujeito lá na entrevista cita um número menor do que aquele que apareceu
12:49na investigação.
12:50Então, o que está lá na investigação do MP é o número de 286 mil reais.
12:56E o Flávio Bolsonaro falou em 120 mil reais, se defendendo, obviamente.
13:01Aspas para ele.
13:02Você acha isso muito dinheiro em 12 anos?
13:05Minhas contas são investigadas desde 2007.
13:07Se você pegar esse dinheiro, 120 mil reais, e diluir em 12 anos,
13:12vai dar mil reais por mês.
13:14Isso é muito?
13:15Não é muito.
13:16Qualquer plano familiar baratinho é mais do que isso.
13:19Não tem ilegalidade.
13:21Fécio acho.
13:21Quando as minhas contas são investigadas desde 2007,
13:23não quer dizer que desde 2007 estão investigando.
13:26estão investigando.
13:27Quer dizer que a investigação aborda esse período que começa lá em 2007,
13:33segundo essa declaração do Flávio Bolsonaro.
13:36Preciso até traduzir aqui o que ele está querendo dizer,
13:38dentro dessas alegações obscuras dele.
13:42Para o Ministério Público, no entanto,
13:44os repasses aconteceram no intervalo de cinco anos,
13:48entre 2013 e 2018.
13:50E o Queiroz foi assessor do Flávio Bolsonaro entre 2007 e 2018.
13:57Portanto, o Ministério Público está falando de um valor maior num período menor.
14:02E o Flávio Bolsonaro ali espertamente fala de um valor menor num período maior,
14:06para tentar fazer tudo parecer certinho.
14:10Outro trecho da entrevista.
14:12O Globo perguntou,
14:12mas por que tantos assessores do seu gabinete deram dinheiro para o Queiroz durante anos?
14:17O Flávio respondeu,
14:18Ele fez um posicionamento junto ao MP, esclarecendo essas questões.
14:23Isso aí é o Flávio falando sobre o posicionamento do Queiroz.
14:26Está acompanhando o caso.
14:28Diz que as pessoas que faziam os depósitos na conta dele eram da chamada equipe de rua.
14:34Atenção, hein?
14:35Queiroz afirma que pegava o dinheiro para fazer a subcontratação de outras pessoas,
14:41pegava o dinheiro para fazer a subcontratação de outras pessoas
14:46para trabalharem em redutos onde ele, ele Queiroz, tinha força.
14:53Sempre fui bem votado nesses locais.
14:56Fui Flávio Bolsonaro.
14:58Talvez tenha sido um pouco relaxado de não olhar isso mais de perto.
15:03Deixei muito a cargo dele.
15:05Mas é óbvio que se soubesse que ele fazia isso, jamais concordaria.
15:10Fecho aspas aqui para esse trecho.
15:13Nem estou dando aqui a resposta completa,
15:14porque depois ele envereda por outro caminho.
15:16Mas eu faço um parêntese para comentar.
15:19Repara, ele pegava, ele pegava parte do salário dos outros e tal,
15:24depositado na conta dele.
15:25Pegava esse dinheiro para subcontratar outras pessoas
15:30para trabalhar em redutos onde ele e Queiroz tinham...
15:31Mas o Queiroz é político?
15:33O Queiroz foi eleito para alguma coisa?
15:37O Queiroz, como eu disse aqui até no meu vídeo anterior,
15:39ele deu um depoimento lá dizendo que ele contava com o cargo no gabinete
15:44do agora senador Flávio Bolsonaro.
15:47Ele queria ser promovido de assessor, de alerge para assessor do Senado.
15:52Ele não tem essa carreira política.
15:55Então, como assim ele tinha força?
15:57Quem pode ter força nesses redutos é o político, é o Flávio Bolsonaro.
16:01É o beneficiário desse esquema que o próprio Flávio Bolsonaro está narrando,
16:11existir, pelo menos dessa maneira amena,
16:14que o Queiroz pegava o dinheiro para subcontratar outras pessoas
16:18e que o próprio Flávio Bolsonaro está criticando.
16:21Só que daquela forma, assim, é realmente, se eu acompanhasse mais de pé,
16:26eu jamais concordaria.
16:28Isso sempre me lembra, quando o político faz isso, que é o padrão,
16:31é o bolsonarismo aqui, um membro da família Bolsonaro repetindo o padrão
16:36de todos aqueles políticos em cima dos quais eles se elegeram, criticando.
16:41Então, isso sempre me lembra a atitude do Sérgio Cabral.
16:45Eu já citei num vídeo aqui nesse canal, muitos anos atrás,
16:49quando ele era governador, e aí descobriram uma sujeira dele.
16:52Ele falou assim, não, a partir de agora, nós vamos criar um código de ética,
16:57um código de conduta.
16:59É um sujeito que é pego, como se dizia antigamente,
17:02com a boca na botija, não é isso?
17:03Aquela expressão antiga, é o batom na cueca, popular,
17:08que ainda vai vigorar por muitos anos.
17:11Aí o sujeito fala assim, não, a partir de agora, vamos criar um código de ética.
17:14Enfim, já existe.
17:16Primeiro, já existem os dez mandamentos.
17:20Depois, existem as leis, a constituição dos países.
17:24E eles fingem que não existia nada antes,
17:26e que a partir de agora, realmente, vamos estabelecer aqui as regras,
17:30que é para tentar se livrar da punição sobre aquela sujeira,
17:33que foi descoberta, porque se não fosse, também estava rolando normalmente.
17:37Então, esse é o discurso do Flávio Bolsonaro.
17:40Se eu soubesse disso, ele é o beneficiário disso.
17:45Mas ele diz que não sabe e que ele criticaria.
17:49Agora eu pergunto, se é algo reprovável,
17:53se o Queiroz fazia algo,
17:56que o Flávio Bolsonaro, se soubesse, não concordaria
18:00e que, portanto, repudia atualmente,
18:04por que o Flávio Bolsonaro gravou um vídeo recentemente,
18:07numa discussão lá sobre outra questão que ele estava tendo com o governador do Rio,
18:12Wilson Witt, se eu não venho ao caso agora,
18:14o Flávio Bolsonaro disse que o Fabrício Queiroz é um homem correto,
18:19trabalhador, que estava dando sangue lá,
18:22pelas coisas em que acreditava,
18:25por que um sujeito que fazia algo que é repudiável
18:29é considerado pelo paladino da moral em período eleitoral Flávio Bolsonaro
18:35como um cara correto e trabalhador?
18:37Vocês vejam que os paradoxos, as contradições, elas estão aí.
18:42É óbvio que não é alguém que zela pela moralidade pública, com rigidez,
18:47porque não estaria chamando um sujeito de cara correto,
18:51ciente de que ele fazia esse tipo de coisa.
18:55Aí, mais à frente, Flávio Bolsonaro continua.
18:57Até porque não precisava, meu gabinete sempre foi muito enxuto
19:01e na Assembleia existia a possibilidade de desmembrar cargo.
19:04Aí ele fala, depois dessa autopromoção,
19:09como se a sujeira já não fosse o bastante,
19:12ele ainda tenta dizer, não, o gabinete já era enxuto.
19:15Quer dizer, está ali sendo investigado por desvio de dinheiro público
19:18querendo posar de alguém preocupado com os gastos públicos.
19:22Ele diz que uma parte dos recursos
19:25era dado para o Queiroz pelos familiares dele.
19:29E aí pergunta qual crime tem de o cara ter um acordo com a mulher,
19:35a mulher que está presa, prisão domiciliar,
19:39e estava foragida, que teve aquela benesse concedida
19:42pelo presidente do STJ, João Otávio Noronha,
19:45com a mulher, com a filha, para administrar o dinheiro.
19:48Quer dizer, qual crime tem de o cara ter um acordo com a mulher,
19:51com a filha, para administrar o dinheiro?
19:53Primeira coisa, foram mais de 10 assessores
19:56que repassavam o dinheiro para o Queiroz.
19:58Então, esse papo aí, de que eram os familiares dele,
20:01era só um pai de família administrando tudo,
20:04é conversa fiada.
20:05Segunda coisa, a filha do Queiroz,
20:07ele perguntou ao Flávio Bolsonaro qual é o crime,
20:09a filha do Queiroz é suspeita
20:11de ter sido funcionária fantasma
20:14do Jair Bolsonaro,
20:16então deputado federal.
20:17Funcionária fantasma em Brasília,
20:19enquanto Queiroz trabalhava no Rio,
20:21na Assembleia Legislativa do Estado,
20:23no gabinete do Flávio Bolsonaro.
20:24Então, quer dizer, a investigação também precisa mostrar
20:28se a Natália Queiroz efetivamente trabalhou,
20:30porque a gente sabe que ela era uma personal trainer
20:32que dava aula para celebridades,
20:35inclusive em horário de expediente,
20:38pelo que saiu aí em todo o noticiário.
20:41A última informação que eu vi
20:42foi que ela transferiu 80% da remuneração
20:47pelo suposto serviço prestado no gabinete
20:51do então deputado federal Jair Bolsonaro
20:54para o Fabrício Queiroz.
20:56Repassava 80%.
20:58Ela efetivamente trabalhou,
21:00porque senão, se era funcionária fantasma,
21:04estava recebendo um dinheiro público
21:07por um trabalho não efetuado
21:10e repassando isso para o Fabrício Queiroz.
21:14Quer dizer, alguém que bota lá um familiar
21:16para não trabalhar só para ganhar mais dinheiro.
21:19E ganhar mais dinheiro para quê?
21:21Para pagar a conta, despesa pessoal
21:24de membro da família Bolsonaro,
21:26do Flávio Bolsonaro nesse caso.
21:28Sendo que é bom lembrar que tinha lá
21:30pagamento depositado na conta
21:34da atual primeira-dama, Michele Bolsonaro.
21:37O qual a identifica R$24 mil,
21:39o Bolsonaro, até como uma forma
21:41de afetar transparência,
21:44que ele nunca teve a respeito desse caso,
21:46ele falou, não, se vocês virem até,
21:49foi R$40 mil, não tem nada para esconder.
21:51Só que nunca explicou em que circunstância
21:53teria dado o dinheiro,
21:55porque ele alegou que foi uma quitação,
21:57o depósito na conta da esposa,
21:59como se ele tivesse emprestado antes
22:01para o Fabrício Queiroz.
22:02Mas nunca disse quando que emprestou,
22:05onde, em que circunstância,
22:07nunca deu maiores detalhes a respeito disso.
22:10Então, assim como o Jair Bolsonaro,
22:11o pai, disse que tinha dado dinheiro
22:14para o Queiroz, que estava simplesmente
22:16quitando sua dívida com a mulher,
22:18o Flávio Bolsonaro disse que o dinheiro
22:20que o Queiroz usou para pagar
22:21a mensalidade escolar lá das filhas dele,
22:24por exemplo, era um dinheiro lícito
22:26e que ele, Flávio, tinha dado para o Queiroz.
22:30Quer dizer, vocês vejam aí a combinação
22:33de alegações que insultam a inteligência
22:39das pessoas, principalmente aquelas
22:41que estejam acompanhando o caso em todos os detalhes.
22:44Muito bem, o Queiroz deixou o cargo
22:4615 dias antes do segundo turno
22:48da eleição presidencial,
22:49já lembrei isso muitas vezes aqui,
22:51junto com a filha.
22:54Queiroz deixou o cargo, não quer dizer,
22:56a família Bolsonaro exonerou,
22:57só que aí disse que exonerou a pedido
22:59do Fabrício Queiroz,
23:01sendo que, na mesma data,
23:03a Natália Queiroz, filha,
23:04foi exonerada do gabinete
23:06do então deputado federal Jair Bolsonaro
23:08em Brasília e, dois meses depois,
23:11veio a público o relatório do COAF,
23:14que apontava lá as movimentações
23:15de R$ 1,2 milhão na conta do Queiroz.
23:19Hoje já há uma investigação
23:21que aponta que foi mais dinheiro,
23:25há uma suspeita grande em torno disso.
23:28E, em maio desse ano,
23:30o empresário Paulo Marim garantiu
23:32que a equipe de Flávio Bolsonaro
23:33foi avisada pela PF do Rio
23:35sobre essas movimentações bancárias atípicas,
23:38sobre essa operação
23:40que atingiria a família Queiroz.
23:42Eu vou deixar aqui o microfone de casa tocar,
23:45espero que desistam de falar comigo,
23:48enquanto estou gravando aqui esse vídeo,
23:49esse é o resultado de trabalhar em homosse.
23:53Muito bem.
23:54Aliás, essa investigação sobre o vazamento da PF,
23:57ela foi estendida agora por 90 dias,
23:59então ainda há muitos detalhes
24:01a serem esclarecidos a respeito.
24:03Tem mais, o Globo perguntou ao Flávio Bolsonaro,
24:06as investigações também mostram
24:07que o policial militar Diego Sodré de Castro Ambrósio
24:10quitou um boleto de um apartamento
24:13comprado pela sua mulher.
24:14Saiu o jornal perguntando ao Flávio,
24:16o que tem a dizer sobre isso?
24:18E ele respondeu,
24:19aspas,
24:19é a maior injustiça que fazem com o PM,
24:23policial militar,
24:24que pagou para mim no aplicativo do telefone dele.
24:27A gente estava no churrasco
24:28de comemoração da minha eleição.
24:30Muito bem, tive que interromper a gravação
24:32para atender ao interfone.
24:34Então, voltando de onde eu estava.
24:35Flávio Bolsonaro respondeu,
24:37aspas,
24:37é a maior injustiça que fazem com o PM,
24:39que pagou para mim no aplicativo do telefone dele.
24:42A gente estava no churrasco
24:43de comemoração da minha eleição.
24:45A conta estava para vencer,
24:47e para eu não sair do evento
24:49e ir ao banco pagar,
24:50porque eu não tinha aplicativo no telefone,
24:53ele falou,
24:54deixa que eu pago aqui para você,
24:56e depois você me dá o dinheiro.
24:59Foi isso que aconteceu.
25:00Fizeram até busca e apreensão no escritório dele,
25:03uma baita injustiça.
25:04Um cara que nem vive do salário da polícia militar,
25:07que é empresário,
25:08rala para caramba,
25:09e tem dezenas de funcionários,
25:11expõe ele e a empresa dele.
25:14Fecho aspas aqui para o Flávio Bolsonaro.
25:17Olha, eu fico pensando como é que seria essa cena
25:20lá no Rio de Janeiro,
25:21onde eu até imagino que
25:23esse churrasco ao qual o Flávio Bolsonaro se refere
25:26tenha acontecido,
25:28porque a família tinha casa lá,
25:30tem casa lá na Barra da Tijuca.
25:32Então, eu fico imaginando os amigos
25:34em torno da piscina e tal,
25:35e aí um vira para o outro e fala,
25:36esqueci de pagar uma conta,
25:37preciso pagar e tal,
25:38mas não quero sair daqui.
25:39Paga para mim?
25:41Aí eu imagino o amigo respondendo,
25:43ah, claro, com certeza, quanto é?
25:46E aí ele fala assim,
25:4716 mil reais e 500,
25:4816 mil e 500 reais.
25:49Ah, 16 mil e 500, não quer 30 não?
25:52Não quer 50?
25:53Posso pagar 100 também.
25:55Quer que eu pague a gasolina também?
25:57Compre algum carro no caminho?
25:59Traga aí um sorvete de sobremesa, alguma coisa?
26:02É assim com deboche, com irreverência,
26:05que o pessoal normalmente reage
26:07a esse tipo de pedido.
26:08Mas olha que grande amigo
26:10o Flávio Bolsonaro tem,
26:12para ele não sair do churras da eleição,
26:16ele paga lá no aplicativo dele,
26:19e depois recebe, como relator,
26:21estou acrescentando isso aqui
26:22para contextualizar,
26:23que se costura as notícias,
26:25depois recebe do Flávio Bolsonaro
26:2716 mil e 500 reais,
26:30sabe como?
26:32Vocês imaginam, né?
26:33Engenheiro vivo, claro,
26:34porque as transações aí da família,
26:37as transações relativas ao Queiroz,
26:41que estava ali pagando mensalidade,
26:44é o dinheiro vivo na mão.
26:45É assim que a gente está acostumado a ver
26:48em tudo que está relacionado nesse caso.
26:51Então, se você, olha,
26:52quer provar a amizade que você tem
26:54com os seus amigos,
26:55peçam a eles aí nos churrascos,
26:58para eles pagarem 16 mil reais e 500,
27:00só para você não ter que se dar o trabalho
27:02de sair do churrasco,
27:04afinal, você não tem o aplicativo, né?
27:07O trabalho nem precisa sair, né?
27:08O trabalho de baixar o aplicativo,
27:10isso é muito complexo,
27:11muito complicado para um deputado estadual,
27:14então, precisa de alguma outra pessoa para falar.
27:17É uma história, realmente,
27:19olha, é uma soma de alegações
27:23que apostam profundamente na burrice ali.
27:27E a entrevista publicada nessa quarta-feira
27:30também contradiz o discurso eleitoreiro da família,
27:35que surfou na onda da Lava Jato.
27:37Estava vendo aqui outro trecho que eu queria comentar,
27:38mas ele é exatamente sobre esse tema
27:40que eu comecei a narrar aqui para vocês.
27:42Porque o Flávio Bolsonaro defendeu o PGR Augusto Aras
27:45e atacou a força-tarefa.
27:47Ele disse, aspas,
27:48Aras tem feito um trabalho de fazer
27:50com que a lei valha para todos.
27:53Olha só, Augusto Aras tem feito um trabalho
27:55de fazer com que a lei valha para todos.
28:00Eu vou comentar depois, né?
28:01Embora não ache que a Lava Jato
28:03seja esse corpo homogêneo,
28:04considero que pontualmente algumas pessoas ali
28:07têm interesse político ou financeiro.
28:10Se tivesse desmonte das investigações no Brasil,
28:12não íamos estar presenciando essa quantidade toda
28:15de operações.
28:16Inclusive com a saída de Moro, Sérgio Moro,
28:20a produção do Ministério da Justiça,
28:21isso são as palavras do Flávio Bolsonaro,
28:23subiu demais.
28:24O Moro, na verdade, saiu do governo porque,
28:27segundo o Flávio Bolsonaro,
28:28percebeu que não havia um alinhamento ideológico.
28:31Vamos parar por aí, fecha o Aras.
28:34O Aras tem feito trabalho de fazer com que a lei valha para todos.
28:38O Aras é aquele que quer que o lava-jatismo não perdure,
28:41que falou isso lá na TV PT.
28:44Então, Flávio Bolsonaro está aí compactuando
28:47com toda a retórica anti-Lava Jato do PT
28:51e do próprio Augusto Aras.
28:53A lei valha para todos?
28:55Quer dizer, a Lava Jato estava justamente fazendo esse papel.
28:59Inclusive foi tema de filme, Polícia Federal,
29:00a lei é para todos.
29:03Ninguém está acima da lei.
29:05Foram frases muito repetidas no período da Lava Jato,
29:09justamente porque a Lava Jato estava prendendo
29:10os chamados grandes tubarões da política,
29:13aqueles que o antigo combate à corrupção,
29:17que o Augusto Aras manifestamente quer de volta,
29:20porque ele usou essa expressão,
29:21pregou isso na sua live, na sua videoconferência na TV PT,
29:27não alcançava essas pessoas.
29:30Então, quer dizer, está tudo ao contrário.
29:32E aí ele fala, considera que algumas pessoas ali
29:34têm interesse político ou financeiro.
29:36Sem citar quem.
29:37Quando o Ricardo Barros, relator da lei de abuso de autoridade,
29:41que virou vice-líder do governo Bolsonaro,
29:43era o nome do centrão agora,
29:45para assumir ainda um posto maior,
29:48foi dizer ao vivo para mim que juízes e procuradores eram corruptos,
29:54eu questionei ele sobre quem.
29:56Quem que ele estava acusando de corrupção?
29:58E aí ele amarelou para citar nome.
30:00Porque ataque genérico, esse pessoal adora.
30:04Ataque genérico aqui, não estou falando de crítica cultural,
30:08em que você identifica as pessoas que se encaixam na descrição de método.
30:12Não, é ataque de que a pessoa comete crime.
30:17Está chamando-se de lei de corrupto.
30:19Estou me referindo aqui ao Ricardo Barros.
30:21E aqui o Flávio Bolsonaro fala,
30:22não, é politicário, as pessoas ali têm interesse político-financeiro,
30:26esses ataques genéricos na linha desse pessoal
30:29que defende a lei de abuso de autoridade,
30:32para tentar coibir a atuação de juízes e de procuradores.
30:37Aliás, Flávio Bolsonaro votou, inclusive,
30:38para derrubar quatro vetos do pai, Jair Bolsonaro,
30:43no caso da lei de abuso de autoridade.
30:46Então, tem veto também que faz só para a torcida ver,
30:50enquanto vai lá o filho e vota contra,
30:53vai lá o pessoal aliado também e vota contra.
30:57Mas, enfim, eu já dei aqui a linha do tempo
30:59de tudo que o Bolsonaro fez de sabotagem ao combate à corrupção.
31:04Se tivesse desmonte das investigações no Brasil, repito,
31:08não íamos estar presenciando essa quantidade toda de operações.
31:13Olha, as investigações no Brasil,
31:17elas estão ainda rendendo frutos em razão de todo o trabalho
31:22feito anteriormente, justamente pela Lava Jato
31:25e pelos seus desdobramentos e algumas, claro,
31:28forças-tarefas paralelas.
31:30No entanto, os ataques têm sido incessantes
31:32para acabar com isso ou para invalidar,
31:34e a gente vai analisar o caso do STF com o Lula,
31:38todo o trabalho já feito.
31:40E o próprio pai dele, do Flávio, o Jair Bolsonaro,
31:43tem lá o vídeo dele falando da interferência,
31:46a mensagem de texto para o Sérgio Moro,
31:48a investigação que atingiria o bolsonarista.
31:51Então, ele queria a troca do diretor da Polícia Federal,
31:56Maurício Valeiros.
31:57Quer dizer, todo um trabalho aí contra o andamento das investigações.
32:01E aí o Flávio falou que com a saída do Moro,
32:03a produção do Ministério da Justiça subiu demais,
32:05só se for a produção de dossiê.
32:08Como eu comentei no vídeo anterior,
32:10a produção de dossiê contra críticos ou adversários políticos,
32:15rivais, que o governo Bolsonaro quer destruir.
32:19Então, isso foi institucionalizado pelo Ministério da Segurança Pública,
32:23Ministério da Justiça e Segurança Pública,
32:26na gestão do André Mendonça, que substituiu o Sérgio Moro.
32:30As investigações que atingiram os tucanos, por exemplo,
32:33eles disseminam essas narrativas mentirosas de gente perversa,
32:38como se tivesse subido agora.
32:39Essas investigações são desdobramentos da delação da Odebrecht,
32:42fruto do trabalho da Força-Tarefa da Lava Jato em Curitiba
32:45e das decretações de prisões preventivas do Marcelo Odebrecht
32:48pelo Sérgio Moro.
32:50A investigação, como o próprio Sérgio Moro alegou,
32:52e é o óbvio, elas muitas vezes demoram.
32:55Então, o que está rendendo fruto e operação agora
32:58é aquilo que foi construído ao longo do tempo.
33:00Boa parte delas, enquanto Moro,
33:03era o ministro da Justiça e Segurança Pública.
33:06Isso não quer dizer que ele tenha uma atuação
33:07nem para alimentar, nem para coibir,
33:11mas quer dizer que simplesmente isso estava acontecendo
33:14enquanto ele estava lá.
33:15Porque a função do ministro é garantir estrutura, autonomia, etc.
33:19Não intervir em investigação,
33:21como estava querendo o Bolsonaro que acontecesse,
33:26que ele fizesse, porque ele estava querendo interferir
33:28em razão de investigações que poderiam atingir
33:30seus familiares e amigos.
33:31E aí ele fala que o Moro saiu
33:33porque percebeu que não havia alinhamento ideológico.
33:35Que conversa fiada!
33:37Mas que mentira!
33:39Para gente ingênua acreditar,
33:41que aposta na burrice alheia.
33:43Quer dizer, houve toda uma sabotagem,
33:46transferência do COAC do Ministério da Economia,
33:48depois do Banco Central,
33:49criação da figura do juiz de garantia,
33:50sancionada pelo Bolsonaro,
33:52que é a quinta instância no Brasil.
33:54Na prática, porque divide a primeira em duas,
33:57cada processo passa pelas mãos de um juiz
34:01na fase de investigação e de outro de instrução
34:02e julgamento para sentenciar o réu,
34:04que atrasa tudo e ainda abre possibilidade
34:07de o investigado ter um juiz mais brando
34:10para assinar a sua sentença.
34:12Obviamente, na esperança de absolver.
34:15Bolsonaro também sancionou a restrição
34:17à prisão preventiva,
34:18a restrição à delação premiada.
34:20Depois, voltou à carga
34:22com a interferência na Polícia Federal
34:24e o Moro para ele.
34:26Aquilo foi exatamente a gota d'água.
34:28Foi por isso que ele saiu do governo,
34:30deu entrevista no dia da exoneração
34:33do Maurício Valeixo,
34:34do cargo de diretor da PF.
34:36Então, isso aqui é narrativa.
34:37É para dizer se vocês vão acreditar em mim
34:42ou nos seus próprios olhos.
34:44Mais uma vez.
34:46E tudo isso contraria o que a família Bolsonaro,
34:49o Flávio Bolsonaro aí sendo porta-voz
34:51daquilo que o pai não ousa ainda dizer
34:57com todas as letras em público.
34:58Ele ataca o Sérgio Moro.
35:00Claro que essa parte aí sobre produção
35:02do Ministério da Justiça,
35:03o Jair Bolsonaro já fala.
35:04Mas o ataque direto à Lava Jato,
35:06ao combate à corrupção,
35:10ele não faz.
35:11O Flávio aqui já está fazendo
35:12de uma maneira mais aberta e investigada,
35:14que é os tweets que vale a pena
35:18a gente trazer à tona aqui
35:20são do Jair Bolsonaro, por exemplo,
35:22de novembro de 2018.
35:24Aspas para ele.
35:25Os que hoje se colocam contra
35:27ou relativizam à Lava Jato
35:29estão também contra o Brasil e os brasileiros.
35:32Todo apoio à operação
35:33que está tirando o país das mãos
35:35dos que estavam destruindo.
35:37Isso foi novembro de 2018,
35:40semanas antes da Funa da Onça,
35:41desdobramento da Lava Jato,
35:43atingiu o clã,
35:45atingiu ali o Fabrício Queiroz
35:47no gabinete do Flávio Bolsonaro.
35:49Então, isso se aplica
35:51ao Flávio Bolsonaro.
35:53Se o Jair acha
35:54que quem se coloca contra
35:55ou relativiza a Lava Jato,
35:57como o Flávio está fazendo,
35:59está contra o Brasil e os brasileiros,
36:01então, o Flávio Bolsonaro
36:02está contra o Brasil e os brasileiros.
36:04O Eduardo Bolsonaro
36:06voltou a circular também muito
36:08nas redes sociais,
36:09disse em outubro de 2018,
36:11votar no Haddad significa
36:12jogar no lixo toda a energia gasta
36:14no impeachment,
36:15sepultar a Lava Jato,
36:17desmerecer o trabalho
36:18barra sacrifício
36:19de Sérgio Moro,
36:20PF e MPF,
36:21significa indultar Lula
36:23e permitir que sua quadrilha
36:25comande o Brasil.
36:26Quer dizer,
36:27é basicamente tudo
36:28que o bolsonarismo
36:30está fazendo no poder.
36:32Isso significa que o Haddad
36:33era melhor,
36:33que era para votar no Haddad,
36:35então o Haddad é bom.
36:36Não!
36:37É provável que o Haddad
36:39fizesse tudo isso também.
36:41Só que o Bolsonaro
36:42foi eleito para fazer o contrário.
36:44E é exatamente isso
36:45que ele está fazendo.
36:46Ou ajudando a fazer,
36:48ou não questionando,
36:51não contestando,
36:52mandando apagar a tweet
36:53em defesa da prisão
36:55após condenação
36:55em segunda instância
36:56no primeiro dia
36:57do julgamento do tema
36:58no STF,
36:59quando as pessoas
37:01que defendem a prisão
37:03dos bandidos
37:04antes que eles morram,
37:06antes que eles fiquem velhos
37:07e possam alegar
37:08problemas de saúde,
37:09deveriam atuar
37:10como estavam atuando
37:11aqueles que realmente
37:12são independentes.
37:14Aí o Eduardo ainda falou
37:14de resgatar Maria do Rosário
37:16como ministra
37:17de Direitos Humanos,
37:17é o único item
37:18que não entra,
37:20porque tem lá
37:21a ministra
37:21Damaris Alves
37:22no lugar
37:23do que seria
37:25essa Maria do Rosário
37:26nos tópicos
37:28aqui do Eduardo Bolsonaro
37:29em 2018.
37:30O próprio Flávio Bolsonaro
37:31em julho de 2018,
37:34vocês vejam,
37:35isso tudo foi antes
37:36de o desdobramento
37:37da Lava Jato
37:38atingir a família.
37:40Escreveu o seguinte,
37:41aspas,
37:41toda a minha solidariedade
37:42ao juiz Sérgio Moro
37:43pelas ameaças
37:44que sofreu
37:45de intolerantes e raivosos,
37:46situação similar
37:47a que sofremos
37:48por nossas posições
37:49políticas.
37:50A Lava Jato
37:51é a trincheira
37:52em que todos
37:52os brasileiros
37:53decentes
37:53se apoiam
37:54por um país
37:55onde corruptos
37:56são punidos.
37:57Feche o aspas.
37:58Isso é o Flávio Bolsonaro
37:59de julho de 2018,
38:02senhoras e senhores.
38:03Não é esse de agora,
38:05investigado,
38:05que diz,
38:06Aras tem feito
38:06um trabalho
38:07de fazer com que
38:08a lei valha
38:09para todos.
38:10Isso é o que
38:11o Flávio Bolsonaro
38:12dizia que a Lava Jato
38:13estava fazendo,
38:14mas aí atingiu ele,
38:16aí muda o discurso
38:18completamente.
38:19Carlos Bolsonaro
38:19também fez propaganda
38:20de ato
38:21em defesa
38:22da Lava Jato,
38:23protesto de domingo,
38:24pedem apoio
38:24à Lava Jato,
38:25fim do foro,
38:26fim do foro,
38:27privilegiado,
38:28e rejeição,
38:29ali,
38:29aí tem lá a continuação.
38:31Fim do foro privilegiado,
38:33o foro privilegiado
38:33que o irmão dele,
38:35o 01,
38:35Flávio Bolsonaro,
38:37está usando
38:37para se proteger,
38:38para se blindar,
38:39e que está
38:40para ser julgado
38:40no Supremo
38:41depois que os desembargadores
38:43lá do Rio
38:43deram o foro privilegiado
38:45retroativo
38:46ao atual senador
38:47que ganhou o foro
38:48por ter sido
38:49deputado estadual.
38:51É uma barbaridade.
38:53Muito bem,
38:54então,
38:54essas são as questões
38:55a respeito
38:56dessa entrevista
38:58do Flávio Bolsonaro.
38:59Eu fiz um comentário
39:00que vale a pena repetir aqui,
39:02que é o seguinte,
39:04até para os próprios jornalistas,
39:06o uso da palavra crítica
39:07e do verbo criticar
39:09para descrever
39:09esses ataques genéricos
39:11dos quais eu estava falando,
39:12que não contém
39:13qualquer argumento lógico
39:14sobre fatos específicos,
39:17alimenta o cinismo
39:18de políticos,
39:19autoridades e militantes
39:20como se vê
39:21em relação a Lava Jato.
39:22A corrupção começa
39:23na linguagem.
39:25Eu sempre falei isso aqui
39:26para vocês.
39:28Então,
39:28se você começa
39:29a tratar
39:30como uma crítica
39:31aquilo que é um ataque,
39:33o sujeito
39:33que incorre
39:35toda hora
39:35em ataque,
39:37ele passa a se julgar
39:38um crítico,
39:38apenas uma pessoa
39:39que tem uma visão crítica.
39:41A crítica
39:41é uma das palavras
39:42mais vilipendiadas
39:43no Brasil.
39:44São várias.
39:45Opinião,
39:46discordância,
39:47tudo isso
39:48é vilipendiado.
39:49O sujeito chega
39:50xingando,
39:51chega atacando,
39:52chega acusando
39:53alguém de ter cometido
39:55o crime de corrupção,
39:56juiz,
39:57procurador,
39:57etc.
39:58E aquilo é
39:59tido como uma crítica.
40:01Não é.
40:02É um ataque
40:03deliberado.
40:04Então,
40:06vamos aqui
40:07para a pauta
40:07número 2,
40:08finalmente.
40:09Nessa terça-feira,
40:10ministros da segunda turma
40:11do STF
40:11alegaram a suspeição
40:13do ex-juiz
40:14Sérgio Moro
40:14para remover
40:15a delação
40:15de Antônio Palocci,
40:17ex-ministro do PT,
40:18do governo do PT,
40:19de um processo
40:20da Lava Jato
40:20contra Lula,
40:21a decisão
40:22de respeito
40:22à ação penal
40:23em que Lula
40:23erreu o recebimento
40:25de propina
40:25da Udebrecht
40:26por meio
40:27de um terreno
40:27para o Instituto Lula.
40:29Como só havia
40:30três ministros presentes,
40:31a maioria na segunda turma
40:32foi formada
40:33por apenas
40:34dois votos,
40:35o de Gilmar Mendes
40:36e Ricardo Lewandowski.
40:38Fachin foi voto vencido.
40:41Fachin tem sido
40:42voto vencido
40:43quando fica aí
40:44nas mãos
40:45de Gilmar Lewandowski
40:46e Toffoli,
40:47porque o Toffoli,
40:48antes de ser presidente
40:49da corte,
40:49compunha a segunda turma
40:51e aí eles sempre formavam
40:52aquela maioria de três.
40:54Depois a Carmen Lúcia,
40:55que era presidente,
40:56foi para a segunda turma
40:57quando o Toffoli
40:58assumiu a presidência
40:58da corte
40:59e aí conseguiu
41:00equilibrar um pouquinho.
41:01Agora, se ela falta,
41:02e até o momento
41:03em que eu comecei
41:04a gravar esse vídeo,
41:05não houve uma justificativa
41:06oficial para a falta dela,
41:08acontece isso.
41:09Voto do Gilmar,
41:10que foi posto
41:11no Supremo
41:12pelo Fernando Henrique Cardoso,
41:13do PSTB,
41:14que vocês vejam
41:15que tem tucanos aí
41:16alvejados
41:16pela Lava Jato,
41:18e o Ricardo Lewandowski,
41:19que foi posto
41:20no STB
41:21pelo próprio Lula,
41:22mas não tem
41:23o zelo
41:25pela moralidade pública,
41:26independente
41:27da regra estabelecida
41:28para se declarar
41:29suspeito
41:29nesse caso,
41:31porque está lá
41:33para isso mesmo,
41:34está lá
41:35para passar
41:36o pano jurídico
41:37nos petistas,
41:38e é isso
41:39que ele sempre faz.
41:41Então,
41:41é muito engraçado
41:42ver, assim,
41:43gente como
41:44Ricardo Lewandowski,
41:45como o Dias Toffoli,
41:46que estava outro dia
41:46propondo
41:47quarentena
41:49para ex-juízes
41:51não poderem
41:51se candidatar,
41:53mandando indiretas
41:54para o Sérgio Moro,
41:56de que não conhece
41:57o país e tal,
41:58esse pessoal
42:00acusar o Sérgio Moro
42:03de parcialidade,
42:06esse pessoal
42:06que foi posto
42:07pelo PT
42:08e que em praticamente
42:09todas as oportunidades
42:11que tem,
42:12atua para aliviar
42:13a barra dos petistas.
42:14Vocês procurem lá
42:14no Antagonista,
42:16na busca,
42:17a página virada
42:19de Toffoli,
42:20um texto que eu escrevi
42:21no site
42:21muito tempo atrás,
42:24na outra passagem
42:25minha pelo Antagonista
42:26e que eu mostro
42:27as declarações
42:28do Toffoli
42:29antes de
42:31assumir o cargo
42:32no Supremo
42:33e as decisões
42:33que ele tomou.
42:34Então,
42:35tem que estar
42:35a lista
42:35de todas as decisões,
42:37de todas as principais
42:38decisões favoráveis
42:40aos petistas
42:41e de lá para cá
42:42ainda houve
42:43várias outras.
42:45O Ricardo Lewandowski
42:46não tem
42:46a menor cerimônia,
42:48esse é
42:49voto a favor
42:50do Lula sempre,
42:51sem cerimônia
42:52nenhuma.
42:53Eu comentei
42:54outro dia no Twitter,
42:54o Gilmar
42:55é muito amigo
42:56do Toffoli,
42:57o Gilmar
42:58foi posto
42:59pelos tucanos,
43:00o Toffoli
43:01pelos petistas,
43:02o Gilmar
43:02vota
43:03a favor,
43:05está querendo
43:06soltar o Lula,
43:07querendo aliviar
43:08a barra de petista
43:09e o Toffoli
43:09ajuda a aliviar
43:11a barra de tucano,
43:12José Serra,
43:13por exemplo,
43:13como ele fez,
43:14tentando invalidar
43:16a busca
43:16no gabinete,
43:18contrariando
43:19decisões,
43:20inclusive,
43:20de outros
43:21ministros.
43:22muito bem,
43:24o Celso de Mello
43:24e a Carmen Lúcia
43:25não compareceram
43:26à sessão,
43:27fica registrado,
43:28ela não explicou
43:29a ausência,
43:30segundo a Folha,
43:31colegas apontam
43:32que ela teve
43:32um possível
43:34problema de conexão,
43:36vocês vejam,
43:37a ministra tem um problema
43:37de conexão
43:38e aí se faz
43:39um ataque
43:40ao Sérgio Moro,
43:44se alivia
43:44a barra
43:45do Lula
43:46por causa
43:46de um problema
43:46de conexão.
43:49Quer dizer,
43:50não tem
43:51equipamento,
43:52não tem técnico
43:53do Supremo Tribunal
43:53Federal
43:54para resolver
43:55esse tipo
43:56de problema
43:56no seu tempo
43:58devido?
43:59Um monte
44:00de gente
44:01trabalhando lá
44:02em cargo
44:02de assessor
44:03disso,
44:03daquilo,
44:04os pagadores
44:06de impostos
44:06brasileiros
44:07gastam uma fortuna
44:08com o poder
44:10judiciário,
44:11uma das partes
44:12mais caras
44:13de todo o Estado
44:14brasileiro
44:15e ninguém consegue
44:16resolver um problema
44:17de conexão,
44:18é melhor ela aparecer
44:18e dar uma explicação
44:19melhor,
44:20porque fica
44:21absolutamente
44:22ridículo,
44:23fica parecendo
44:24que a desculpa
44:25do pessoal
44:25que não quer participar
44:26de uma reunião
44:27do trabalho
44:27diz que está
44:27com problema
44:28de conexão,
44:29isso que é muito
44:29vira esquete
44:31de um monte
44:31de humoristas.
44:32No entanto,
44:34cerca de uma hora
44:34depois,
44:35a ministra
44:35Carmelúcia
44:36compareceu
44:36ao evento
44:37do TSE
44:38também
44:38pela internet.
44:40Vejam vocês.
44:40Na decisão,
44:41voltando aqui,
44:42Gilmar Mendes
44:43e Ricardo Lewandowski
44:43entenderam que
44:44Moro foi parcial
44:45e violou o processo
44:46acusatório
44:47ao incluir
44:47de ofício
44:48as acusações
44:49feitas por Palocci
44:50depois que a fase
44:50da coleta de provas
44:51já havia sido
44:52encerrada.
44:53Os ministros
44:53citaram o fato
44:54de que Moro
44:54tomou a decisão
44:55seis dias antes
44:56do primeiro turno
44:57da eleição
44:58de 2018.
44:59Lula chegou
45:00a se lançar
45:00ao pleito,
45:02é bom lembrar,
45:02mas havia tido
45:03a candidatura
45:04barrada pelo TSE
45:05com base na lei
45:06da ficha limpe
45:06antes
45:07disso aqui
45:09acontecer.
45:11Então,
45:11o candidato
45:12era o Fernando Haddad,
45:14o candidato
45:15não era o Lula.
45:16Quando o sigilo
45:17da delação
45:17do Palocci
45:18foi retirado,
45:19o Haddad
45:19já havia
45:20substituído o Lula
45:21no posto
45:22de candidato
45:23do PT.
45:24o Moro
45:25rebateu
45:26as alegações
45:26e depois
45:27eu volto
45:27a comentar
45:28as alegações
45:29do ministro
45:29do STF.
45:31Em nota,
45:31ele esclareceu
45:31que o Palocci
45:32já havia prestado
45:33depoimento público.
45:35O Palocci
45:35já tinha falado
45:36publicamente
45:37na mesma ação
45:39penal e por isso
45:40a inclusão
45:41da delação
45:41não revelou
45:42nada novo.
45:43O Moro
45:43explicou
45:43que a decisão
45:44teve como objetivo
45:44garantir a ampla
45:45defesa,
45:46dando ciência
45:47de elementos
45:47que eram relevantes
45:48ao caso
45:49e que ainda
45:49não tinham sido
45:50juntados
45:51aos autos.
45:52Ele lembrou
45:53que não
45:54proferiu
45:54a sentença
45:55contra Lula
45:56no caso
45:56do Instituto,
45:57mas sim
45:57no processo
45:58envolvendo
45:58o Triplex
45:59no Guarujá,
46:00que foi
46:00confirmada
46:02pelo TRF4
46:03e pelo STJ.
46:05E é bom
46:05lembrar
46:05que o STF
46:07não concedeu
46:09habeas corpus
46:10preventivo
46:10ao Lula.
46:11O Lula
46:12foi preso
46:13com a chancela
46:14do Supremo
46:15Tribunal Federal
46:15em relação
46:16pelo menos
46:17à questão
46:18do habeas corpus.
46:19Essa sentença
46:20do Moro
46:21é de 2017
46:22ela é muito
46:23anterior
46:24à eleição
46:26de 2018.
46:30Então,
46:32quer dizer,
46:33faz-se aqui
46:34um carnaval
46:34e eles citaram
46:35os seis dias
46:36da eleição.
46:37Quer dizer,
46:37onde é que está
46:38escrito
46:38na lei
46:39que uma delação
46:40premiada
46:41não pode ter
46:42o seu sigilo
46:43retirado
46:44na semana
46:45da eleição
46:45como se o Poder Judiciário
46:46tivesse que se guiar
46:47pelo calendário
46:49eleitoral
46:50porque isso
46:51pode prejudicar
46:52um correligionário
46:54do réu
46:55que é o cabeça
46:57de chapa.
46:58Quer dizer,
46:58o Lula nem era
46:59o cabeça de chapa,
47:01mas eles pegam
47:01qualquer coisa
47:02e fazem ali
47:04uma cadeia lógica
47:05para acusar
47:06a parcialidade,
47:07para acusar
47:08de decisão política
47:09que é aquilo
47:10exatamente
47:10que eles fazem
47:11no Supremo
47:12Tribunal Federal
47:13quando é conveniente.
47:15estão aí
47:16atacando
47:16procuradores,
47:17juízes,
47:19a Lava Jato
47:19como um todo
47:20há meses,
47:22há anos,
47:23na verdade,
47:23Gilmar Mendes
47:24até mudou
47:24de opinião,
47:25votou a favor
47:26da prisão
47:26em segunda instância
47:27lá atrás,
47:28aí a Lava Jato
47:29começou a alcançar
47:30Tucanos,
47:31começou a alcançar
47:31Michel Temer,
47:33os desdobramentos,
47:34etc.,
47:34aí mudou de opinião,
47:36fez pressão
47:37para que fosse
47:38pautada novamente
47:39essa discussão
47:40e votou contra
47:41a prisão
47:42após condenação
47:43em segunda instância.
47:45Então é óbvio
47:46que é muita
47:47cara de pau,
47:48muita forçação
47:48de barra
47:49para aliviar
47:50a barra
47:51desses políticos
47:52e até dar discurso
47:54para eles
47:54numa futura campanha.
47:57E,
47:57o ponto que eu estava
47:59querendo chegar,
47:59muito medo
48:00de que o Sérgio Moro
48:02seja eleito
48:02presidente da República.
48:04Muito pavor
48:05entre esses ministros
48:08é que ele tenha
48:09força nesse país,
48:11porque é alguém
48:12que pelo que demonstrou,
48:14até pela sua atuação,
48:15como ministro,
48:16não topa participar
48:17do acordão,
48:18porque se participasse
48:19de acordão,
48:20estava lá no governo
48:21Bolsonaro até agora,
48:23como outros ficaram.
48:25Mas eles morrem de medo,
48:27então fazem de tudo
48:28para queimar
48:29e tentar queimar
48:30a reputação,
48:31o que pode ter
48:32o efeito reverso.
48:33É claro que tudo depende
48:35de como isso
48:35vai ser explorado,
48:37mas pode,
48:38todo esse movimento,
48:41toda essa articulação
48:42de sabotagem
48:43do combate à corrupção,
48:44principalmente da Força Tarefa
48:46da Lava Jato,
48:47das Forças Tarefas,
48:48porque não era uma só
48:49em Curitiba,
48:50que era a única lá
48:51no juízo do Sérgio Moro,
48:53e isso pode
48:54gerar uma
48:56indignação popular.
48:58No momento,
48:58a população está anestesiada
49:00durante a pandemia,
49:01cada um cuidando
49:01da sua vida,
49:02em crise econômica,
49:03etc.,
49:04e o Bolsonaro está
49:05se aproveitando disso,
49:06de certa forma,
49:07dessa anestesia
49:10que eu estou dizendo
49:10para ser aqui
49:11bem específico
49:12antes que haja
49:13qualquer deturpação.
49:15Mas, lá na frente,
49:16isso tudo pode,
49:18se for
49:19bem
49:20concatenado,
49:22gerar ali
49:23uma combustão
49:23com a crise econômica
49:24e levar
49:25as pessoas
49:26para a rua,
49:27o que agora
49:28está difícil de acontecer
49:29justamente em razão
49:29da possibilidade
49:30de contágio
49:31durante a pandemia
49:32do coronavírus.
49:33Muito bem,
49:34também nessa quarta-feira,
49:35a segunda turma
49:35determinou que o Lula
49:36tem acesso a documentos
49:37do acordo de leniência
49:38da Odebrecht
49:39que embasaram
49:40a acusação contra ele.
49:41A defesa do petista
49:42afirma querer
49:43analisar o acordo
49:44antes de a Justiça Federal
49:46julgar Lula
49:47no âmbito do processo
49:48envolvendo
49:49o Instituto Lula.
49:51Na prática,
49:52a decisão vai adiar
49:53o desfecho
49:54dessa ação
49:54na primeira instância,
49:56então eles sempre
49:56querem protelar tudo
49:57o máximo possível.
49:59O processo volta
50:00para a fase
50:00de alegações finais
50:01e a defesa do Lula
50:02terá um novo prazo
50:04para apresentar
50:05seus últimos argumentos.
50:06se essa é a segunda vez
50:07que isso acontece,
50:09teve todo aquele caso
50:10de alegações finais,
50:11não vou voltar a discutir
50:12muito isso
50:13naquela época.
50:14Então,
50:14uma discussão
50:15sobre a suspeição
50:16do Sérgio Moro
50:17nos processos
50:18envolvendo o Lula
50:19teve início
50:20no Supremo
50:20ainda em dezembro
50:21de 2018,
50:22quando os ministros
50:23Fachin e Carmem Lúcia
50:24foram contra
50:25os argumentos
50:26da defesa
50:27do Lula.
50:28O Gilmar Mente
50:28pediu vista,
50:29suspendeu o julgamento
50:30que deve ser retomado
50:31antes da aposentadoria
50:33do Celso de Mello
50:33em novembro
50:34e a expectativa
50:36é que a definição
50:36do placar
50:37fique a cargo
50:38do decano.
50:39Então,
50:39o Celso de Mello
50:40teria aí
50:41esse voto
50:42de desempate
50:43na segunda turma,
50:44Gilmar e Lewandowski
50:45de um lado,
50:46Fachin e Carmem Lúcia
50:47do outro.
50:47O Celso de Mello
50:48muitas vezes
50:48se bandeia
50:49para o lado de lá,
50:50do Gilmar Mendes,
50:51do Lewandowski,
50:52vamos ver nesse caso.
50:54Caso o STF
50:55decida pela suspeição
50:56do Moro
50:56a condenação
50:57do Lula
50:57no caso do triplex
50:58do Guarujá,
50:59aquele pelo qual
51:00ele foi preso,
51:01deve ser anulada
51:02e as decisões
51:03tomadas pelo ex-juiz
51:04em outros processos
51:05podem ser invalidadas,
51:06que é tudo
51:07que esse pessoal quer,
51:08que é inocentar o Lula,
51:12nem vai se poder
51:13chamar o Lula
51:13de corrupto
51:14e lavador de dinheiro
51:15mais de repente,
51:16se depender deles
51:17e de alguma forma
51:20manchar a reputação
51:22do Moro,
51:22quem sabe até
51:23condenando o Moro,
51:25criminalizando
51:25a conduta dele,
51:27de alguma forma
51:28o que não falta
51:29no Brasil,
51:30é gente interessada
51:31em fazer isso.
51:33Muito bem,
51:34tem outras informações
51:35aqui,
51:36mas por hoje
51:38a gente pode
51:38ir parando por aqui
51:40em relação
51:40a esses assuntos,
51:41é bom lembrar,
51:42como eu lembrei
51:42no Twitter,
51:43que a Cruz Oé
51:43antecipou em agosto
51:44de 2019
51:45tudo isso
51:46que está acontecendo
51:47agora,
51:48eu também estava
51:49falando disso
51:50no rádio,
51:51na internet,
51:52nas redes sociais,
51:53naturalmente a revista
51:55foi atacada,
51:55eu fui atacado também
51:56por essa turba
51:57que tentava
51:58e tenta até hoje
51:59acobertar a sujeira
52:00e pelos inocentes úteis,
52:03eu me refiro,
52:04claro,
52:04a sujeira bolsonarista,
52:05essa tentativa
52:06de blindagem
52:07em razão
52:07aquilo que eles fizeram
52:09nos gabinetes passados,
52:11então para saber
52:11dos bastidores na raiz
52:13e das coisas
52:13que podem acontecer
52:14daqui a um ano,
52:15vale a pena assinar
52:17a Cruz Oé,
52:18o Antagonista Mais também,
52:19ler as reportagens,
52:20as colunas,
52:21os podcasts
52:22em antagonista.com
52:24barra exclusivo,
52:25você encontra lá
52:25as maneiras de fazer isso.
52:27Aliás,
52:28essa lealdade,
52:30foi um comentário
52:30que eu fiz,
52:31eu repito,
52:31a lealdade do Toffoli
52:32e do Lewandowski
52:33ao Lula
52:34é exemplar
52:35ao bolsonarismo.
52:38Tudo que o bolsonarismo
52:39quer
52:39é gente leal,
52:41assim,
52:41disposta a passar pano
52:42até jurídico
52:43na sujeira.
52:45Ou que tipo de gente
52:46vocês acham
52:47que Jair Bolsonaro
52:47quer indicar
52:48para o Supremo Tribunal Federal,
52:50se não um Toffoli
52:52bolsonarista,
52:52se não um Lewandowski
52:54bolsonarista?
52:55Vocês acham
52:56que ele quer indicar
52:57alguém que tem
52:57alguma possibilidade
52:59de dar um voto
53:00contra o Flávio Bolsonaro,
53:02um voto a favor
53:03de uma condenação dele,
53:04caso o STF
53:06precise decidir
53:06alguma coisa
53:07a respeito disso?
53:09É claro que não.
53:09Por todas as atitudes
53:11patrimonialistas
53:12que o Jair Bolsonaro
53:14e os seus filhos
53:15já tomaram
53:16na sua carreira
53:17e principalmente
53:18durante essa fase
53:19de proeminência
53:20do governo,
53:21a gente nota
53:22que o que eles gostam
53:24e muitas vezes
53:24cobram,
53:24a gente vê os comentários
53:25nas redes sociais,
53:26é essa lealdade,
53:27que não é lealdade,
53:28por isso que eu boto
53:29sempre entre aspas,
53:30verdadeira lealdade
53:31não é isso.
53:33As pessoas têm
53:33que ter lealdade
53:34aos princípios,
53:35aos bons princípios
53:36e valores.
53:37Não é a lealdade
53:38de conivência,
53:39é conivência,
53:40é complacência
53:41com aquelas pessoas
53:43que ajudaram você,
53:45muitas vezes,
53:46sem talento nenhum,
53:47muitas vezes,
53:48não aprovado
53:48em outros concursos públicos
53:51a subir na vida.
53:53Lembrando que
53:53o José Dias Seu,
53:54por exemplo,
53:55foi chefe do Toffoli
53:57na Casa Civil
53:58do governo Lula
53:59e o Toffoli votou,
54:00assim como o Gilmar
54:01e o Levandosso,
54:01pela soltura dele
54:02duas vezes
54:03na segunda turma,
54:04quando estava preso
54:05preventivamente
54:05e depois de já condenado
54:06em segunda instância
54:07quando a jurisprudência
54:08autorizava.
54:10Então,
54:11mais um exemplo
54:11dessa lealdade
54:13e dessa imparcialidade,
54:16entre aspas,
54:16desse pessoal.
54:19E, repito,
54:20o antigo combate
54:21à corrupção
54:22pregado por Augusto Aras
54:23lá na TVPT
54:24para ocupar o lugar
54:25do labajatismo,
54:26que ele não quer
54:26que perdure,
54:28é esse que começa
54:29na segunda turma
54:30do Supremo
54:31com Lewandowski,
54:33Gilmar,
54:34acusando Moro
54:35do que eles próprios fazem
54:37para aliviar
54:38a barra de Lula.
54:40É o combate zero
54:41que blinda
54:41e inocenta corruptos.
54:44Olha,
54:44eu ia comentar hoje
54:45a questão do Paulo Guedes
54:46também,
54:47desses impostos,
54:48porque ele falou
54:48do atraso,
54:49eu já comentei isso
54:50aqui em vídeo,
54:51mas eu vou deixar
54:51para outro dia
54:51porque esse comentário
54:52já ficou longo,
54:53já está em cima da hora,
54:54então a gente se vê
54:55aí em
54:56oantagonista.com
54:57e youtube.com
54:58barra oantagonista
54:59e você pode assinar
55:00Cruzoé e o Antagonista
55:02mais em
55:02oantagonista.com
55:04barra exclusivo.
55:05Um grande abraço
55:06e até a próxima.
55:07Tchau.
55:08Tchau.
55:09Tchau.
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