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  • há 1 ano
O autodenominado documentário 'Democracia em Vertigem' foi indicado ao Oscar.

A Academia anunciou os nomes nesta segunda-feira (13).

'Democracia em Vertigem' é mais uma peça de propaganda da ampla e sofisticada campanha internacional do PT para enganar estrangeiros a respeito do impeachment de Dilma e da prisão de Lula.

Confira no vídeo os 22 principais erros do filme.

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Transcrição
00:00O autodenominado documentário Democracia em Vertigem foi indicado ao Oscar.
00:05A Academia anunciou os nomes nesta segunda-feira.
00:08Democracia em Vertigem é mais uma peça de propaganda da ampla e sofisticada campanha internacional do PT
00:14para enganar estrangeiros a respeito do impeachment de Dilma e da prisão de Lula.
00:19Confira os principais erros do autodenominado documentário.
00:23O filme abre com imagens gravadas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em abril de 2018.
00:30Fica claro por que Lula desafiou por duas noites seguidas a ordem de prisão
00:35para gravar imagens bonitas para esquerdistas estrangeiros.
00:39No começo do filme, a narradora resume a história do Brasil em poucas frases.
00:44Diz que a democracia voltou após 21 anos de ditadura, omitindo o papel de Dilma Rousseff,
00:49que atuou para transformar a ditadura de direita em ditadura de esquerda.
00:55Depois diz,
00:56Na verdade, Dilma foi demitida por um mecanismo democrático, o impeachment,
01:09e Lula foi preso pelo fato de que cometeu crimes.
01:12Nos países ditatoriais, aí sim, é inconcebível derrubar líderes ou prendê-los,
01:18exceto por golpes armados.
01:20Lula aparece liderando as greves do ABC.
01:23A autora omite o depoimento de Romeu Tuma Jr., que contou que Lula era um agente duplo,
01:29que passava informações privilegiadas ao delegado Romeu Tuma sobre movimentações dos sindicalistas
01:34e fazia o jogo das montadoras.
01:36Também omitiu o relato de Emílio Odebrecht, que contou em delação premiada que Lula,
01:42já no fim dos anos 70, o ajudou a ter uma relação diferenciada com os sindicatos.
01:48Sem citar nenhuma fonte,
01:50Petra Costa disse lembrar do medo de não deixarem Lula tomar posse.
01:55Na verdade, FHC coordenou um amplo processo de transição,
01:59inclusive lançando esforços para que Lula visitasse George W. Bush antes mesmo da posse.
02:04A história é contada com detalhes no livro 18 Dias, de Mathias Spector.
02:09A visita de Lula à Casa Branca ajudou a acalmar os mercados.
02:13Foi nessa ocasião que Lula usou um broche do PT para encontrar Bush.
02:18O americano estranhou, pensando que o novo líder usaria a bandeira do Brasil.
02:23Lula toma posse e, na voz da narradora,
02:25em pouco tempo estoura o mensalão.
02:28Seu partido é acusado de comprar votos.
02:31O texto está na voz passiva.
02:33O partido é acusado.
02:35O PT não parece ter feito nada.
02:38Roberto Jefferson não aparece.
02:40Nem Delube Soares, nem Joaquim Barbosa.
02:43O texto do documentário em seguida diz
02:45Cotados para sucessores de Lula, os ministros Dirceu e Palocci renunciam.
02:51É uma contração enganosa.
02:53Dirceu saiu do governo em junho de 2005,
02:56Palocci apenas em março de 2006.
02:59Palocci, aliás, saiu por causa do caso Francenildo.
03:03Mas Petra Costa, que entrevistou algumas pessoas comuns e humildes para o seu filme,
03:08não ouviu o caseiro.
03:09A descoberta do pré-sal logo se revelaria uma maldição, diz a narradora.
03:15Novamente, o PT é sujeito passivo das circunstâncias, em vez de autor da praga.
03:20Petra e outros petistas celebram na Avenida Paulista a eleição de Dilma em 2010.
03:26Tudo indica ter sido uma eleição tranquila.
03:29Erenice Guerra não é citada.
03:31A narração dá a entender que Temer aguardava sua vez de governar, já na posse de 2011.
03:38Não explica por que, em 2014, Dilma decidiu repetir a chapa com ele,
03:43em vez de usar sua suposta popularidade para lançar uma chapa puro-sangue e descartar o PMDB.
03:49O documentário também não cita o momento em que Dilma entregou a articulação política a Temer,
03:55em abril de 2015.
03:58Começam os protestos de 2013.
04:00Na narrativa, as ruas acordam após 20 anos, sendo que até lá o sistema permaneceria intacto.
04:07É uma contradição grave, já que essas frases significam que as três eleições anteriores,
04:12vencidas pelo PT, tão celebradas pelos protagonistas e autores do filme,
04:17não significaram nada, nem as multidões celebrando a posse de Lula em janeiro de 2003.
04:23A narradora diz que a Lava Jato prendeu várias pessoas, incluindo membros do PT.
04:28As imagens mostram Renato Duque e Alberto Youssef sem legendas.
04:33O espectador estrangeiro, que não sabe quem são essas pessoas, pode entender que eles são petistas.
04:39Não são.
04:39A narradora diz que muitos culpam Dilma por não interferir nas investigações.
04:44Ela não diz quem são esses muitos, mas a afirmação é falsa.
04:48Para citar um exemplo, delação premiada de Diogo Ferreira, braço direito do senador Delcídio do Amaral,
04:54confirmou a estratégia de nomear Marcelo Navarro ao STJ para proteger Marcelo Odebrecht.
05:01Delcídio era líder do governo Dilma no Senado.
05:04Foi só depois do impeachment de Dilma que o próprio Marcelo Odebrecht fez também sua delação.
05:10O documentário afirma que Aécio começa a pedir o impeachment de Dilma depois da auditoria das urnas.
05:16É falso.
05:17A auditoria foi realizada em outubro de 2015.
05:20Em março de 2016, em protesto pelo impeachment, Aécio ainda dizia haver três caminhos para Dilma,
05:27incluindo a renúncia e a cassação pelo TSE.
05:30Na Avenida Paulista, naquele mesmo dia, Aécio e Alckmin foram vaiados,
05:34precisamente por terem se omitido ao longo de quase todo o processo para tirar Dilma.
05:39Criticando a condução coercitiva, a narradora afirma que Lula nunca se negou a depor.
05:44É falso.
05:45Em fevereiro de 2017, a defesa de Lula impetrou habeas corpus
05:49para não prestar depoimento ao Ministério Público de São Paulo na investigação sobre o Triplex.
05:55Lula está no Alvorada, em 16 de março de 2016,
05:58quando avisa alguém, provavelmente Jacques Wagner, que será ministro da Casa Civil.
06:03Está mais do que claro, até na narrativa do documentário, que ele faz isso para evitar ser preso.
06:09Janaína Pascoal faz seu famoso discurso contra a República da Cobra.
06:13Ela fazia referência a Lula.
06:15Foi ele próprio quem se chamou de Jararaca no dia da condução coercitiva, no mês anterior.
06:21Sem essa referência, o estrangeiro que assiste ao discurso de Janaína não entende parte importante da história.
06:28Petra Costa, falando do processo de impeachment, diz que, pela primeira vez em mais de 20 anos,
06:34a população prestava atenção no que acontecia no Congresso.
06:37É como se o Mensalão e todas as outras CPIs jamais tivessem acontecido.
06:42Com uma trilha sonora sinistra, Henrique Meirelles aparece como uma grande novidade,
06:48formando parte do novo governo Temer.
06:50Meirelles foi presidente do Banco Central do primeiro ao último dia do governo Lula.
06:56Como 13 de cada 13 petistas, Petra Costa omite um trecho importante da famosa conversa
07:03entre Romero Juca e Sérgio Machado.
07:06O Michel assume, faz um acordo, protege o Lula, todo mundo.
07:12Lula conta da dificuldade de fazer a revolução com liberdade de imprensa
07:16e com o Congresso funcionando plenamente.
07:18Ou seja, características da democracia são apenas obstáculos.
07:22É também um assinte dizer que o Congresso funcionava plenamente em época de Mensalão e Petrolão.
07:29A narração lamenta o perigo à democracia pelo fato de que o partido da autora perdeu as eleições
07:35e de que vários bandidos, incluindo Eduardo Cunha, foram presos.
07:39Curiosamente, o povo nas ruas tem ampla participação em todos os lados,
07:44o que parece ser justamente democracia.
07:47Crítica de PowerPoints, Petra Costa termina sua peça de propaganda com um slide.
07:53Ambas as frases mostram a força da democracia no Brasil.
07:56A vertigem é toda dos petistas, que ainda não entenderam nada do que aconteceu.
08:02Mas mesmo sem João Santana, ainda são bons de propaganda.
08:06Não sei nem.
08:08Não sei nem.
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