- há 7 meses
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Categoria
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NotíciasTranscrição
00:00Gravando, continuação dos depoimentos do colaborador Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto
00:06no acordo de colaboração premiada, celebrado pelo Ministério Federal na Operação Lava Jato.
00:12Temos colaboração 16, sobre o anexo 44, Eduardo Cunha. Pode falar, senhor.
00:19Eduardo Cunha se elegeu deputado federal a primeira vez pelo Partido Progressista.
00:24Ele vinha como uma das pessoas do Francisco Cornelius.
00:28Eu era o presidente do Partido Progressista no estado do Rio de Janeiro.
00:35Naquela época o partido se chamava PPD.
00:37Depois, em 2003, eu tirei o nome, tirou o nome, tirou o B e ficou só PT.
00:43Quando eu era presidente de uma convenção, eu consegui isso.
00:46Logo após, no início de 2003, logo após o Eduardo Cunha,
00:53um deputado Júlio Lopes, que ainda era do PT do Rio de Janeiro,
00:56e eles me procuraram, eu era presidente do Partido,
00:59me procuraram dizendo que tinha um garfo, 5 milhões de reais cada um.
01:03E o Lopes era deputado.
01:05Do PT, também do PTB, do PT do Rio de Janeiro.
01:15Pois o Lopes é um estado que tem que ser ainda a cidade.
01:17Esse cara fez miséria nessa retória do Rio de Janeiro.
01:26Certo, aí procurou para quê?
01:28Cabe dizer que cada um deles tinha gasto 5 milhões de reais na eleição
01:32e que queriam saber como é que o partido podia resolver esse assunto deles
01:39e eles pudessem recuperar esses 5 milhões que elegeram na campanha.
01:45Na oportunidade, eu disse aos dois,
01:48se vocês que acabaram de chegar em Brasília,
01:52foram com tanta cedo ao corte, vão acabar caçados.
01:54Porque, cuidado que o cargo de deputado de saúde é muito visado de problemas.
01:59Então, nessa hora, deixa eu te dar uma coisa.
02:01Tranquilo.
02:02Tá.
02:05Porque o cargo de deputado é muito visado.
02:10O partido, evidentemente, vai ajudar vocês
02:12durante as gladiaturas, os quatro anos,
02:15mas nunca com um montante tão alto.
02:18O deputado de saúde acabou sendo agraciado
02:21com o cargo de secretário de transporte,
02:23que foi convidado,
02:24foi ser secretário de transporte no Rio de Janeiro,
02:27em uma vaga que foi articulada pelo PT
02:30para apoiar o governo do estado do Rio.
02:38O Eduardo Cunha saiu para o PMDB já em 2003,
02:43na metade do final de 2003.
02:45Ele fez uma articulação com outros,
02:47cerca de 20 deputados, com o governador Baratinho.
02:51Então, que era marido, na época, da governadora Rosinha Garotinho,
02:57no intuito de retornar à hegemonia do PMDB Prominente.
03:01Eles queriam manter...
03:02O Garotinho voltou, que era do PDT, com a Rosinha,
03:06e trouxe a Eduardo Cunha, com mais 20 deputados.
03:08Eles queriam manter a hegemonia
03:11que um dia tinha sido do PMDB
03:13para que ele voltasse a ter
03:14a importância que o PMDB sempre tinha no Rio.
03:17Então, nesse entendimento da vinda do Garotinho,
03:22que saiu do PDT, que era um partido de oposição,
03:26eles acertaram a substituição do Delcídio Amaral,
03:33que tinha sido eleito em 2002,
03:35senador pelo Mato Grosso do Sul.
03:37E, junto com o Delcídio,
03:41eles indicaram o Nestor Severol
03:45para a diretoria da área internacional da Petrobras.
03:56Apesar da indicação do Nestor Severol
04:00ter sido chancelado
04:04pelo deputado Fernando Luiz,
04:08que era o coordenador
04:09da campanha do PMDB
04:11de Minas Gerais,
04:15na verdade,
04:17na verdade,
04:21o Eduardo Cunha
04:23foi quem acertou
04:24essa nomeação,
04:25que, inclusive,
04:27o Nestor Severol
04:28tinha acertado
04:29e conseguiu
04:31uma arrecadação
04:32de 700 mil dólares
04:35para o PMDB
04:35em propina por mês.
04:39Esse fato, na verdade,
04:40foi acertado
04:41por Eduardo Cunha,
04:42e não ficaram de livro.
04:44O Nestor Severol
04:45não conseguiu cumprir
04:46o compromisso,
04:47que era muito alto,
04:48e, evidentemente,
04:49ele não tinha como
04:50uma diretoria internacional
04:51conseguir 700 mil dólares
04:53por mês.
04:53Então, o substituído,
04:56quer dizer,
04:57foi indicado
04:58a substituição dele
04:59por João Augusto Henrique,
05:00que hoje está aqui,
05:01está preso,
05:03e que era ligado
05:05ao lobista
05:05Jorge Luiz
05:07e era uma pessoa
05:10que fazia negócio
05:11para Eduardo Cunha.
05:13Eu sei bem
05:13dessa história
05:14porque o João Augusto
05:18um velho dia
05:19me procurou
05:20com o Jorge Luiz,
05:21Jorge Luiz se dizia
05:22parente de Mário Magelmonte,
05:23que era primo
05:24da mãe de Mário
05:25que tinha nascido
05:26no Pará,
05:28e aí me procurou
05:29me pedindo
05:31para eu
05:31fazer uma interferência
05:33junto ao Tribunal
05:34de Contas
05:35da União,
05:36porque o João Augusto
05:38tinha sido diretor
05:39da BR,
05:40de Institutora,
05:41e estava com um problema
05:43no Tribunal de Contas
05:44da União,
05:45e o ministro relator
05:46era um amigo
05:47pessoal meu,
05:49o ministro
05:49Marco de Lassa,
05:50que é de Ferranjú.
05:51eu fui procurar
05:54o ministro
05:55Marco de Lassa
05:56e quando cheguei lá
05:59ele me disse
05:59que já tinha
06:00relatado o caso,
06:01o caso já tinha sido
06:02julgado
06:03e já tinha sido enviado
06:05para o Ministério Público.
06:07Daí,
06:08o João Augusto
06:09tem visto
06:09não ter sido
06:10nomeado
06:11por causa do PCU
06:12e ter aparecido
06:14então
06:14quem assumiu
06:15foi o então
06:16Jorge Zelada,
06:17que era indicado
06:18pelo PMDB
06:20após a palavra
06:21final
06:22de acerto
06:23do deputado
06:24Eduardo Cunha.
06:26Eduardo Cunha,
06:28eu tenho certeza,
06:29recebeu parte
06:30do dinheiro
06:32que Paulo Roberto Costa
06:33e Nestor Severo
06:35conseguiram
06:36para o PMDB
06:37na eleição
06:40de 2006
06:42quando Paulo Roberto Costa
06:44tirou
06:44cerca de
06:456 milhões de dólares
06:48do partido
06:48que seria destinado
06:52para o PP
06:54e entregou isso
06:56depois de uma reunião
06:57na casa de Renan
06:59ele entregou
07:01ao PMDB
07:02em 2006
07:03eu tenho isso
07:04no outro anexo
07:05quando falo
07:08sobre o Renan
07:09ele diz
07:19no anexo
07:20Costa Rio
07:20no interior
07:22aliás
07:22ele recebeu
07:32parte dessa
07:33pautina
07:34que foi distribuída
07:34por Paulo Alberto Costa
07:36em 2006
07:37para a eleição
07:38de 2006
07:39e eu sei também
07:41que um dos operadores
07:42do Eduardo Cunha
07:43que era muito
07:44privado
07:44até o nome
07:45Diniz
07:45é a pessoa
07:47do Felipe Diniz
07:48que já se acredita
07:49você já tem conhecimento
07:50disso
07:51ele próprio
07:52já admitiu
07:53isso
07:53que é o Felipe
07:54mas era operador
07:56porque ele tinha
07:57uma ligação
07:57muito estreita
07:58porque o nome
07:58Diniz
07:58controlava
07:59a comissão
08:00de orçamento
08:00da Câmara
08:02do Deputado
08:02e Eduardo Cunha
08:03se aproximou
08:04muito
08:04de Fernando Diniz
08:06colocando ele
08:08junto a outras áreas
08:09e se aproximando
08:10muito
08:10da comissão
08:11de orçamento
08:12então quando
08:12Fernando morreu
08:14morreu
08:14do infarto
08:15iluminante
08:15muito novo
08:17e aí quando morreu
08:18ele
08:19o Felipe
08:20ficou fazendo
08:21recebendo o restante
08:24do que tinha sido
08:24acertado
08:25do Eduardo Cunha
08:26e fazendo
08:26as operações
08:28para o Fernando Cunha
08:29sendo um dos seus operadores
08:30e Eduardo Cunha
08:34também
08:34na época
08:35quando Fernando Cunha
08:36foi candidato
08:36ele foi tesoureiro
08:37da campanha
08:39de Fernando Cunha
08:40no Rio de Janeiro
08:41era sub-tesoureiro
08:42porque o tesoureiro
08:43da campanha
08:43era o PC Faria
08:44mas ele era
08:45um sub-tesoureiro
08:46e depois
08:47quando Fernando
08:48se elegeu
08:48deu a ele
08:49a presidência
08:50da telege
08:51certo
08:53tem uns fatos
08:55aqui
08:56que
08:56era bom
08:58se parecia melhor
08:59você falou
09:08que a indicação
09:08do ministro
09:09Cerno Veró
09:10para a diretora
09:10internacional
09:11teria sido
09:13do Fernando Diniz
09:14mas
09:15quando o TAC
09:17tem sido prometido
09:18ao PMDB
09:19de Minas Gerais
09:20certo
09:21mas o Cerno Veró
09:22não foi indicado
09:23pelo Delcídio
09:24lá atrás
09:24não
09:25mas o Delcídio
09:26manteve
09:26houve a manutenção
09:27do Delcídio
09:28depois que o Celerol
09:29porque o Delcídio
09:30foi o primeiro
09:30foi o diretor
09:31de gás e energia
09:32da Petrobras
09:33e quando ele saiu
09:34com o Zeca
09:36do PT
09:36eles fizeram
09:38o Cerno Veró
09:39mas botou o Cerno Veró
09:40mas depois
09:41quando foi feita
09:43na composição
09:45do governo Lula
09:46não ficou
09:47com o Delcídio Amaral
09:49a indicação
09:50da diretoria
09:50e sim
09:51houve ao PMDB
09:52do PMDB
09:54e o PMDB
09:55destinou ao PMDB
09:57de Minas Gerais
09:58por isso
09:59é que
09:59Eduardo Cunha
10:01ele se antecipou
10:03manteve
10:03essa conversação
10:04com
10:04com
10:05o Fernando Diniz
10:08e montou
10:09o esquema
10:10para manter
10:10o Doutor Severo
10:11na área
10:12internacional
10:13da Petrobras
10:13e o Néstor
10:14ficou acertado
10:15que daria uma mesada
10:16de 700 mil dólares
10:17e o Delcídio
10:18apoiou
10:18essa indicação
10:19e ele também
10:20participou
10:20da arrecadação
10:21mas na verdade
10:24a indicação
10:25foi do PMDB
10:26a indicação
10:28originária
10:29foi do IPT
10:30Delcídio
10:31e Zeca do PT
10:32mas depois
10:34o PMDB
10:35assumiu
10:36a paternidade
10:38o PT
10:47já tinha
10:47a diretoria
10:48de serviço
10:49o PT já tinha
10:51a diretoria
10:51de serviço
10:52a diretoria
10:55que trabalhava
10:56muito grande
10:57ela na verdade
10:58operava
10:59para mais
10:59de um partido
11:00o PT
11:01foi a indicação
11:02nossa
11:02Fernando Diniz
11:03que tentou
11:04viabilizar
11:05esse repasse
11:06Fernando Diniz
11:08foi quem acertou
11:09o repasse
11:10de 700 mil
11:11do dólar
11:11mas tudo acertado
11:12com Eduardo Cunha
11:15Eduardo Cunha
11:16quem estava por trás
11:17de tudo isso
11:18era ele
11:18quem
11:20quem
11:21quem
11:21quem
11:22levou o PMDB
11:22a apoiar
11:24o Doutor Severo
11:25a fazer essa indicação
11:26do PMDB de Minas
11:27porque ele não
11:27controlava o PMDB de Minas
11:29ele era o Eduardo Cunha
11:31do PMDB de Minas
11:32e por que o senhor
11:34acha que o Cunha
11:34estava por trás
11:35dessa
11:36dessa indicação
11:37porque ele queria
11:37desses 700 mil por mês
11:39era o Cunha
11:40era o Cunha
11:41estava por trás
11:41disso
11:42ele dividia
11:42com o pessoal
11:43do PMDB
11:43ele ia tirar
11:44um pedaço
11:44para fazer
11:45pagamento
11:46para o pessoal
11:47todo dele
11:47ele tinha
11:49um interesse
11:50nisso
11:50tanto é que
11:52ele apoiou
11:52maciçamente
11:53o PMDB
11:54para que o PMDB
11:55de Minas
11:55ficasse com
11:56a diretoria
11:58internacional
12:00da Petrobras
12:00e tanto é
12:05quando o Néstor
12:06Severo
12:06não conseguiu cumprir
12:07ele indicou
12:07o João Augusto
12:08Henrique
12:09foi ele que indicou
12:10o João Augusto
12:11Henrique
12:11o João Augusto
12:12Henrique
12:12não pôde ser
12:13por conta
12:14do processo
12:14administrativo
12:15não teve
12:16novos contas
12:16da União
12:17e aí ele
12:18evitou o Jorge
12:18Zelada
12:19e se pude a palavra
12:21afinal
12:21era do punho
12:22do punho
12:22o punho
12:35não quero mais
12:36do punho
12:36do punho
12:37do punho
12:38era o máximo
12:39era o máximo
12:39de arrecadar
12:40dinheiro
12:40não é
12:40ele
12:41era um monstro
12:42impressionado
12:44a todo mundo
12:45de arrecadar
12:45dinheiro
12:46depois dele
12:46tinha uma coragem
12:47imensa
12:48de fazer a coisa
12:49e eles também tentaram
13:09inclusive
13:09filmar o Paulo Roberto
13:11nós vamos reclamar
13:20essa lua
13:20que se a diretria
13:21é muito grande
13:22tem que aprender
13:22todo mundo
13:23filmar
13:25filmar
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