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00:00Exclusivo, a delação da Odebrecht.
00:04Já chama todo mundo, já passa aí o link pra frente, youtube.com barra O Antagonista.
00:11Se você ainda não se inscreveu no nosso canal, inscreva-se aqui, ó, clicando na exclamação do Antagonista
00:17e nós vamos falar tudo sobre essa delação que você vai ver na imprensa inteira, mas que vem daqui, ó, do Antagonista.
00:26Mário Sabino já está aqui nos estúdios, tudo bom, Mário?
00:29Tudo bom, Madeleine.
00:30Tudo bem. Vamos lá, então, a delação post por post. Primeiro, essa delação, que história é essa?
00:38É, na verdade, não é a delação da Odebrecht que está no STF, né?
00:45São os depoimentos do Marcelo Odebrecht e de outros executivos da empreiteira
00:50que foram dados ao TSE na ação que corre naquele tribunal pedindo a cassação da chapa Dilma Temer em 2014.
01:01O ministro Herman Benjamin chamou o Marcelo Odebrecht e outros executivos da empreiteira
01:07para que eles detalhassem o financiamento da empreiteira a esta campanha.
01:15Que é aquela coisa lá da... Essa é aquela do ministro Herman Benjamin que está todo mundo falando?
01:20Isso, exatamente.
01:21Que é a coisa da chapa Dilma Temer, que essa é a mais quente discutida aí.
01:25Não é daquele mundaréu de executivo que está com o ministro Fachin.
01:28Então, o que aconteceu foi que nós já havíamos dado algumas semanas, no dia do depoimento,
01:37nós tivemos informações sobre o que o Marcelo Odebrecht havia dito ao ministro Herman Benjamin
01:43e a outros juízes do TSE, assim como também outros executivos, o Cláudio Melo Filho, o Ilberto, etc.
01:48A gente deu também com exclusividade e nós hoje conseguimos os depoimentos por escrito,
01:57que são mais detalhados, trazem mais detalhes e mais ricos também, com aspectos que ninguém sabia.
02:06Então, assim, estes depoimentos, todas essas informações que estão no TSE,
02:11evidentemente, constam também da delação da Odebrecht, que continua sob sigilo no STF,
02:20sob o ministro Fachin.
02:24Bom.
02:25Mas é a delação, de qualquer maneira, é um bom pedaço da delação da Odebrecht.
02:30E do carpo, né?
02:32Ah, sim, do pagador.
02:33Bom, então aí pega a sua pipoca, que eu sei que você já estava esperando por esse momento.
02:39E vamos um por um, Mário, que você que vai explicar aqui pra gente.
02:43Então, a gente tem aqui.
02:45Existe um último post do Antagonista, que você não vai ver o print,
02:49porque ele se compostando o tempo inteiro,
02:51que é a movimentação das contas.
02:56Um conjunto de planilhas atualizadas até 31 de março de 2014,
03:01que mostra que a Odebrecht fez uma doação pro Instituto Lula
03:05de 4 milhões de reais em pleno ano eleitoral.
03:10Isso.
03:11Aí a gente tem também mais uma outra conta.
03:14Põe aí na tela.
03:16O dinheiro movimentado pelo amigo, é isso?
03:20É, nós já vimos também, o Antagonista foi o primeiro a revelar,
03:25que nas planilhas do Odebrecht constava o pseudônimo amigo, né?
03:30Ou o apelidinho, né?
03:31E que este apelido era o apelido de Luiz Inácio Lula da Silva,
03:37que era tratado como amigo.
03:39Por que amigo?
03:40Ele era amigo do pai,
03:42porque há mensagens também do Marcelo Odebrecht se referindo ao amigo.
03:47E amigo de quem?
03:47Do pai, do Emílio Odebrecht.
03:50Então, nas planilhas do Odebrecht,
03:52você tem três nomes que aparecem com valores muito altos.
03:56Um deles é o Itália, que é o Antônio Palocci.
03:59O outro é o amigo, que é o Lula.
04:02E o outro que é o pós-Itália, que é o Guido Mantega.
04:06Pós-Itália.
04:07Pois é, que veio...
04:09Na verdade, o pós-Itália é o italiano...
04:11É o legítimo italiano.
04:13É isso que eu fiquei pensando em falta de respeito.
04:15É o italiano mesmo, nascido na Itália.
04:17Muito bem.
04:18Porque o Palocci foi substituído pelo Guido Mantega no governo Dilma para tratar de assuntos pouco republicanos com a Odebrecht.
04:31Então, você veja que em 22 de outubro de 2013, o saldo do amigo era de 15 milhões de reais.
04:40Em 2013, em 2014, só era de 10 milhões de reais.
04:49Ou seja, entre 22 de outubro de 2013 e 31 de março de 2014, desapareceram 5 milhões de reais da planilha do saldo do amigo.
05:00Ou seja, o que se pode inferir é que este dinheiro, que nas planilhas do Odebrecht constavam para o Sr. Lula,
05:10este dinheiro deve ter sido usado, ou gasto, pelo destinatário.
05:17O que mais?
05:19Vamos em frente.
05:20Marcelo Odebrecht diz que tratou com o Palocci o combinado com o Lula.
05:26Vamos ver esse trechinho aqui na tela.
05:29Ele está falando que, na verdade, ele tinha uma interlocução direta.
05:34Está ali.
05:35Apesar de que a Dilma, naquela fase, eu falei com ela.
05:38Olha, presidente, em 2009, em 2010, estou tratando com o Palocci.
05:42Era meu combinado com o Lula.
05:43Está ok?
05:44E ela falou, está ok.
05:47Eles são bem informais, né?
05:49Olha, na verdade, você sabe o que é importante, Madeline, nesse material todo que nós conseguimos?
05:57É que havia, o Marcelo Odebrecht revela, que havia a conta da presidência.
06:05Tanto no caso do Lula, como no caso da Dilma, havia uma conta ali, um saldo, um dinheiro,
06:10que era usado exclusivamente para a presidência.
06:13Tem essa história do sigilo aqui, que até ele fala que quer manter um pedaço de sigilo?
06:18É, então.
06:19Nós já havíamos também noticiado, por ocasião dos depoimentos,
06:24quando nós tivemos a informação do que ele havia contado,
06:27que era o seguinte.
06:29A conta italiana, quer dizer, havia três contas.
06:33Ele diz justamente isso.
06:35Uma conta era para o Palocci, a conta italiana.
06:40A segunda conta era a conta amigo, que era para o Lula.
06:44E a terceira conta era a conta pós-Itália, que era para o Guilherme.
06:48No entanto, como neste depoimento aqui, neste depoimento, o assunto não é Lula, é o quê?
06:53Dilma.
06:54A campanha de Dilma Rousseff, da chapa Dilma Temer, em 2014.
06:58Ele diz assim, ele diz assim,
07:00Olha, essa conta italiana, ela tinha três divisões, certo?
07:05Uma divisão que era para resolver os temas do PT.
07:07Outra que eu acho que é melhor ficar, por enquanto, em sigilo, tá?
07:10E a outra que era gerido pelo Guido, tá?
07:13Ou seja, o que ele não está querendo dizer aqui é quem era o amigo.
07:19Porque o Lula não é assunto do TSE.
07:23O Lula é assunto no STF, é petrolão.
07:26Nem de TSE, por isso que está tudo nas eleições, porque isso é só da chapa Dilma Temer que está discutindo.
07:35Só da chapa Dilma Temer que está se discutindo.
07:36Ele restringiu tanto assim, que quando ele, nos depoimentos, os depoentes, por um descuido,
07:47por querer dar mais informações para o ministro Herman Benjamin, citaram outros políticos,
07:52esses nomes foram apagados.
07:55Porque não se trata de assunto relativo a este processo.
08:02Então, o que é importante é o seguinte, isto aqui é um excelente, é mais do que um aperitivo.
08:06É um aperitivo e uma entrada para o prato principal, que são as delações da Odebrecht relativas ao petrolão,
08:15que virão à tona, ao que parece, até o início da semana que vem.
08:19Porque o Fachin deve retirar, o ministro Fachin deve retirar o sigilo destas delações todas.
08:28Este material que nós estamos dando hoje, então, volto a dizer,
08:31constam do processo no TSE e fazem parte das delações da Odebrecht que estão no STF.
08:41Por isso que tem um monte de gente falando, ah, isso aqui tem só do PT, que mandou apagar o nome do Aécio.
08:47Mas não é só o nome do Aécio, apagou o nome de geral que não faz parte da chapa.
08:51Até mesmo, parece, olha, salvo engano, até mesmo do Lula.
08:53Em algum momento surgiu o nome petista lá e foi apagado, porque não tem relação com a ação que corre no TSE.
09:01Olha, essas teorias conspiratórias são divertidas até certo ponto.
09:08Depois passam a ser cansativas, porque você precisa ficar explicando tudo 20 mil vezes.
09:13Quando vierem as delações da Odebrecht, aí sim, nós teremos acesso ao que foi dito sobre todos.
09:21O Paulo Bernardo pediu 64 milhões.
09:24Na verdade, eram 40 milhões de dólares, diz o maçã da Odebrecht.
09:28Podia já pedir em dólar.
09:29A gente começa a achar até pouco, né? Você olha o cara e fala 64 bilhões, aí esse era o primo pobre.
09:34É isso?
09:35Madeleine, eu fico espantado, porque é o seguinte, tem candidato na presidência da França, como o François Fillon,
09:44que está sendo açoitado pela justiça, e justamente açoitado, porque tem que ser isso mesmo,
09:52por 40 mil euros, 50 mil euros, né?
09:55Que, para eles, é um escândalo. Aqui a gente está falando de bilhão, meio bilhão, você entendeu?
10:01É muito dinheiro. É muito dinheiro.
10:04E aí vem fazer discursinho de aposentadoria, disso, de aquilo.
10:08Aí tem, essa parte eu gostei. Conta da propina abasteceu a imprensa.
10:13Essa parte...
10:14É, o Guido pediu, segundo o Marcelo Odebrecht, o Guido Mantega pediu um dinheiro, uma verba de patrocínio, né?
10:25Para uma revista que dava muita força, que é boa para o governo.
10:31Eu não vou citar aqui o nome da revista, mas ela, porque não foi citada nos documentos que tivemos acesso, né?
10:38Aqui, pelo menos aqui. Mas a gente sabe qual é, né? Então, enfim.
10:43Não sei, talvez alguém aí tenha alguma dúvida, vocês próprios esclareçam uns aos outros no chat.
10:51Nós aqui do Antagonista não vamos falar, porque não está no depoimento.
10:54Exato, não está citado aqui o nome.
10:55Mas também é um fato sobre o qual não há dúvidas, apenas certeza.
11:01Mas, enfim.
11:04Aí, Marcelo, essa coisa que a conta era da presidência, que você tinha falado,
11:10Marcelo disse que a conta corrente era da presidência.
11:12Isso é um negócio escandaloso, porque ele fala, o que ele fala aí, Mário,
11:17desmota tudo o que eles vêm montando de tese de que o problema era o Caixa 2.
11:23Não era o Caixa 2, que não apanha nada.
11:25Veja, todo esse dinheiro, esse dinheirama que está sendo citado aqui nesses depoimentos
11:31que nós estamos reproduzindo, isso tudo é dinheiro de propina.
11:36Não é Caixa 2, dinheiro que foi obtido legalmente, com suor do trabalho, dos projetos, da empreiteira.
11:44Não. Isto é dinheiro de propina.
11:48Propina.
11:49Veja, Caixa 1, Caixa 2.
11:50E desde quando uma empreiteira faz Caixa, não importa o número que se dê a ela,
11:57para a presidência da República?
11:58É o seu escândalo.
12:00A Elan Odebrecht está no orçamento da República?
12:03Não, né?
12:04Então, assim, é um...
12:05Você tem o orçamento da República e você tem agora, você descobre,
12:10o orçamento da antirrepública.
12:13Da república paralela.
12:14Da república paralela.
12:15É, Odebrecht.
12:16De uma república paralela, de uma presidência de uma república paralela.
12:19E parece que o João Santana tinha mais confiança de receber dali, que você viu?
12:23Eu fiquei tão emocionada com essa parte, porque você viu o que é a relação de confiança.
12:29Ele nem cobrava na hora, porque ele sabia que ia receber.
12:32Sabia que ia receber.
12:32No fio do bigode.
12:34Olha que coisa bonita.
12:36Bonita.
12:36Você não achou bonito?
12:37Confiança é a base do negócio.
12:39Eu achei.
12:39É uma coisa confiável.
12:41Confiável.
12:41Mas a confiança é a base de tudo, né?
12:43A base dos negócios lícitos e dos negócios ilícitos.
12:45Mas eu achei isso espetacular.
12:48É espetacular.
12:49Porque foi então uma coisa feita para durar.
12:51Não foi uma coisa para resolver um problema emergencial.
12:54Olha, você tem razão.
12:55O que está claro aqui é que, veja, isso não é um dinheiro apenas para usufruto, né?
13:03Destinado apenas a abastecer contas pessoais, né?
13:06Você tem ali o dinheiro das contas pessoais, mas havia um dinheiro ali que embasava um projeto
13:12de poder.
13:13O PT tinha um projeto de poder, de permanecer no poder, talvez para todos sempre.
13:21É um projeto de fato autoritário.
13:23Por isso que eu acho que é muito grave tudo isso.
13:26Muito mais grave do que...
13:27Vai muito além do roubo.
13:29Vai muito além da destruição da Petrobras, que já são coisas inomináveis.
13:34E outro personagem, e fala, não é só um personagem, é um esquema.
13:38É o torpedeamento da democracia.
13:41E é isso que o ministro Hermann Benjamin e outros ministros do STF, indignados, vêm
13:48dizendo em quando podem.
13:51O que houve foi um projeto de poder autoritário, que visava a sua manutenção permanente e que
14:00usava dinheiro público, porque todos esses contratos da Odebrecht, vamos lembrar, eram
14:07feitos com dinheiro de uma companhia pública e também com dinheiro dos seus acionistas,
14:14dessa companhia, porque a Petrobras é capital misto.
14:16Tem dinheiro do Estado e tem dinheiro de acionistas, que são esses acionistas, inclusive,
14:22os americanos, dentre os acionistas, os americanos estão lá com ações contra a Petrobras.
14:26Então, assim, é uma coisa monumental.
14:30É preciso que se enfatize.
14:31Sim, é o maior esquema de corrupção da história da humanidade até o momento.
14:37Não é possível que se tente relativizar isso.
14:41Não é possível que se fique nesse lenga-lenga, dizendo, ah, mas o fulano fez também,
14:46ah, o fulano, não sei o quê.
14:47Não!
14:48Não é isso que importa nesse momento.
14:50O que importa nesse momento é que, realmente, o Partido dos Trabalhadores, associado aos seus
14:57aliados, no caso PMDB e IPP, promoveram um assalto de dimensões jamais vistas.
15:04E, no caso do PT, um projeto de poder que visava torpedear a democracia.
15:12Essa é a verdade.
15:14E aqui a gente vê, por exemplo, um dos argumentos mais utilizados, que é o que a Dilma não
15:22sabia nada.
15:23A gente vê muito político falando assim, ai, quem cuida da minha campanha é o tesoureiro.
15:27Pode ser que houve algum tempo em que alguém acreditasse nesse tipo de coisa.
15:31Mas, enfim, vamos ver aí o trecho do documento.
15:34Põe aí.
15:35Ela pediu para concentrar os repasses na campanha dela e não no PT.
15:39Exato.
15:40Aqui está dito explicitamente que o Marcelo Debrecht, em 2014, teve uma conversa com o Guido
15:45Mantega, que foi designado pela Dilma para substituir o Antônio Palocci nas tratativas com o Debrecht.
15:53E que disse o seguinte, Marcelo, o Guido disse a Marcelo, a orientação dela, Dilma, é
15:59que todos os recursos de vocês vão para a campanha dela.
16:02Você não vai mais doar para o PT.
16:04Você só vai doar para a campanha dela, basicamente para as necessidades da campanha dela.
16:09João Santana, Edinho Silva ou esses partidos da coligação.
16:14Porque também fique claro, Madeleine, que o PT, com a ajuda do Odebrecht, não por intermédio
16:22do Odebrecht, comprou o apoio dos partidos que faziam parte da coligação em 2014.
16:29E ao comprar o apoio dos partidos, comprou tempo de televisão, para ter mais tempo de
16:37televisão.
16:38Ou seja, isto é campanha roubada.
16:43É campanha roubada.
16:45E é por isso que ocorre essa ação no TSE, porque a campanha foi roubada.
16:52Roubaram tempo, compraram tempo de televisão, ou seja, roubaram da política, na sua acepção
16:59mais legítima, roubaram da política o seu cerne, o seu objetivo, que é justamente você
17:09negociar acordos, negociar no bom sentido, em bases programáticas, enfim, como deveria
17:17ser.
17:18Não, foi dinheiro.
17:20Pagaram os partidos da coligação.
17:22Na verdade, esse poder econômico desses amigos ricos deles acabou substituindo o coração
17:29da democracia, que é o poder do voto popular.
17:32Exatamente.
17:32Porque o tempo de TV é dividido de acordo com o quê?
17:35Com quem tem mais voto, com quem tem mais representatividade.
17:39E o que a gente está vendo como resultado final é que a representatividade se deu na
17:44medida do fôlego ou do alcance desses recursos.
17:48Exato.
17:48Então não houve, a eleição não houve, na verdade.
17:52Não, foi uma fraude gigantesca.
17:54Uma fraude gigantesca.
17:55Uma fraude perpetrada por abuso do poder econômico.
17:59E a Dilma, no fim, diz o Marcelo Odebrecht que sabia.
18:06Essa parte...
18:07Olha, isso nós já havíamos...
18:08Porque vocês já tinham cantado a bola.
18:10Exato.
18:11Mas isso aí está muito claro.
18:12Nós não apenas cantamos a bola.
18:14Só para lembrar, nós demos o teor desse depoimento no dia em que ele foi dado.
18:20Nós agora fica ali documentado.
18:23A presidente foi avisada pelo Marcelo Odebrecht que o dinheiro que estava sendo pago ao João Santana
18:35estava sendo pago de contas no exterior, de propina.
18:42No exterior.
18:43Isso também é proibido pela justiça eleitoral.
18:46Você não pode ter dinheiro do exterior entrando em campanha eleitoral.
18:52Certo?
18:53Então, assim, ele avisou.
18:54Então, essa história...
18:56E parece que a Dilma Rousseff vai falar a respeito de tudo que nós demos,
19:00sem citar, evidentemente, este site.
19:02E dizendo que supostos depoimentos...
19:04Supostos depoimentos...
19:06Uma ova, minha senhora.
19:09São depoimentos que estão lá no TSE.
19:11Então, devidamente timbrados.
19:12Nós tivemos acesso.
19:15Ela sabia.
19:17Essa história de que a Dilma é uma inocente...
19:19Ninguém é inocente e vira presidente.
19:21Papo furado.
19:23Papo furado.
19:24Ela sabia.
19:24Ela designou o Guido Mantega.
19:26Ela sabia que o dinheiro era dinheiro de propina.
19:30Certo?
19:30Então, assim, eu não estou aqui afirmando que ela levou pessoalmente dinheiro.
19:35Mas ela foi eleita graças a dinheiro roubado.
19:38Que é o que está cada vez mais claro.
19:40E tem documento que não acaba mais.
19:44Aí, isso foi 2014.
19:452014, 2010, a dupla de não.
19:48Só um parênteses aqui.
19:50Também não é assim...
19:51Ah, mas é delator, é palavra de delator.
19:55Não.
19:55Estamos aqui falando do sujeito que pagava.
19:59Não é um executivozinho, com perdão do Cacófato.
20:07Não é um sujeito que ouviu falar.
20:11Não.
20:11Ele tinha interlocução direta com Dilma Rousseff, com Lula, com o próprio Michel Temer.
20:19Com todo mundo.
20:19Com todo mundo.
20:20Olha, Lênia, o Marcelo Odebrecht era a figura mais poderosa do Brasil nos anos de Lula e Dilma, nos anos do PT.
20:32Esse homem era que sem saber em tudo que era lugar.
20:35E não era tido como o Ike.
20:36O Ike era uma coisa...
20:37Nada, nada, nada.
20:39Ele já vinha de uma empresa que já era grande, digamos.
20:43É a dinastia na versão brasileira, mas enfim.
20:46É a dinastia de caras.
20:47Exatamente.
20:48De propinas.
20:51Mas enfim.
20:53Não, já vinha de uma grande empresa.
20:55De uma empresa que, aliás, já transacionava há muito tempo.
20:58Agora, nunca nesta dimensão.
21:01E é por isso também que é nesses anos que a Odebrecht tem essa expansão internacional justamente nos países alinhados.
21:11Mas você também tem...
21:12Mas olha, olha aí.
21:14O Brasil...
21:14Ah, vamos fazer um submarino atômico.
21:16Aí criava-se a Odebrecht Submarinos.
21:19Ah, vamos fazer estádios.
21:21Aí criava-se a Odebrecht Estádios.
21:24Claro, né?
21:25Eles entravam em todas.
21:26Porque 1% ia para o PT, outro 1% ia para o PMDB, ou qualquer coisa que o valha.
21:33E vamos fazer dinheiro.
21:35Então, expertise, licitação, os jogos...
21:38Bom, isso é um fato, né?
21:41No Petrolão, o cartel se estabeleceu de uma maneira mais do que evidente.
21:48Está muito claro.
21:49As outras empreiteiras todas que, nesse momento, elas estão ofuscadas pela Odebrecht, mas que também participaram do saque aos cofres públicos promovidos nos anos do PT.
22:02É, mas elas também vão ver a luz.
22:05Cada um na sua vez.
22:07A gente vai dar vez para todo mundo aqui.
22:09Hoje é o dia da Odebrecht.
22:11Mas vai ter todo mundo o seu dia.
22:13Fiquem tranquilos.
22:15Agora, falando de campanha, teve a história do Lula e do Palocci que arrecadavam antes e depois houve uma troca de comando.
22:24Então, assim, ficou muito claro aí.
22:27O PT tenta brincar com essa coisa da imagem da mulher, que para as mulheres é uma coisa muito incômoda.
22:32Porque a Dilma, quando ela estava com o Lula, ela era a gerentona, a mulher forte.
22:39Ela virou presidente da república, ela virou uma dona de casa que faz o melete na Luciana Gimenez.
22:43Então, a gente não entende.
22:45É uma coisa que vai para lá e para cá.
22:46Mas, assim, o Palocci estava lá e depois passou o bastão para o Guido Mantra, que é por ordem da Dilma.
22:52Vamos dar uma olhada aqui.
22:53Lula e Palocci arrecadaram em 2010.
22:57Isso.
22:58Bom, aí já pusemos aqui que a Dilma sabia.
23:02Que sabia, inclusive, que os pagamentos feitos pelo Odebrecht não estavam na prestação de contas.
23:07Que era, aí sim, todo esse propinoduto todo no Caixa 2, né?
23:12Alguns também, uma parte dele depois foi lavado via Caixa 1, né?
23:16Essa inovação que eles fizeram.
23:19Agora, tem os detalhes da conta corrente que o PT tinha na Odebrecht.
23:25E esses são curiosíssimos, porque esse é o que mostra aquela relação de amizade, de confiança, de amor quase, com o João Santana.
23:34Pode colocar ali. É uma coisa que nem empréstimo de cunhado a gente tem essa confiança.
23:39Não, eles procuravam dar um conforto ao João Santana.
23:42Eu achei bonito isso, Mário.
23:44É legal. É bacana.
23:45Vocês também fiquem picando com tudo.
23:47Ele tinha esse colchão de conforto.
23:50É, tinha um colchão de conforto, um colchão com muitas molas.
23:53É, que eu não tenho, você nem, ninguém tem esse colchão de conforto que a gente conhece.
24:00Por exemplo, ele diz, por exemplo, que em 2014 eles estavam, a relação de confiança era tamanho,
24:05que em 2014 eles estavam pagando coisas relativas a 2011, 2012.
24:11E aí ele falou que a relação começou em 2008.
24:15Então, o que a gente vê é que esse julgamento específico é da chapa Dilma Temer e eleições de 2014.
24:21No entanto.
24:22No entanto, essas outras questões estão sendo abordadas por quê?
24:26Porque quem pagou afirma, ó, a gente começou isso lá atrás, era esse mesmo esquema aqui que seguiu em todas do mesmo jeito.
24:33Não é que você possa imaginar que existia um esquema e esse esquema depois deixou de existir ou mudou o esquema.
24:42Não, mudaram as pessoas, mas o esquema continuou.
24:46As pessoas que estavam no poder.
24:48Mas o esquema continuou.
24:50É a mesma coisa.
24:51Tanto é que os 50 milhões da MP, 470, se não me engano, que era de interesse da Odebrecht,
25:00que ela pagou os 50 milhões e, na verdade, esse dinheiro só foi ser utilizado, era de 2010, se não me engano, a MP.
25:06Exato.
25:07Só foi ser utilizado na campanha de 2014.
25:10Então, a continuidade do esquema é evidente.
25:13É uma família, é uma família, mas olha que coisa bonita, é uma família.
25:18Aí, tem aí que a propina foi a base da compra dos partidos, que o apoio não foi um apoio ideológico, não foi um apoio republicano.
25:30Não, a gente já tinha dado isso, praticamente todos os partidos que apoiaram a Dilma receberam propina da Odebrecht,
25:39justamente, volto a dizer, para que eles pudessem ter...
25:43Veja, porque eles não estavam ligando para apoio.
25:45Não é que eles queriam o sujeito do PDT no palanque, entendeu?
25:49Não, eles queriam o tempo de televisão.
25:51Eles compraram o tempo de televisão.
25:53Basicamente é isso.
25:56Em outros países, você efetivamente compra o tempo de televisão.
25:59É, nos Estados Unidos você não tem propaganda gratuita, né?
26:02Você tem...
26:03Exato, você compra, mas...
26:04Mas não é com o nosso dinheiro, entendeu?
26:06É com o dinheiro que tem que ser tudo por dentro lá.
26:09É isso.
26:10Agora, isso do italiano para o pós-Itália, eu achei isso aí até um pouco de preconceito.
26:17Por quê?
26:17Ah, porque, gente, chamar o italiano, o Vero, de pós-Itália e o Fajuto, de italiano,
26:27eu achei que foi ruim com o Guido Mantegui isso aí.
26:30Você não achou?
26:31Eu achei injusto...
26:32Olha, Madeleine, eu acho que diante do dinheiro que estão registradas as planilhas,
26:37ele estava pouco se lixando, foi o nome que dava com ele, né?
26:40Pode me chamar do que quiser.
26:40Pode me xingar até, para mim está tudo bem.
26:44Põe o nome que vocês quiserem aí.
26:47E aí, a parte do conforto nós achamos aqui.
26:50Põe aí, Rodrigo, conforto.
26:52A gente pagava um conforto a João Santana.
26:55Olha isso.
26:56É isso aqui.
26:56Começou um processo lá atrás, estou falando de 2008, onde eles procuravam acertar com a gente um valor
27:04e a gente dar um conforto a João Santana, que ele recebia.
27:10Dá um conforto.
27:12É fantástico.
27:13É curioso, né?
27:14Com o conforto.
27:14E ele falando isso na frente de um ministro.
27:16Você sabe o que é mais curioso?
27:18O João Santana...
27:20Eu trabalhei com o João Santana quando ele era jornalista.
27:22Nós trabalhamos juntos na revista Isto É, ele na sucursal de Brasília e eu em São Paulo.
27:29E foi o João Santana, a turma do João Santana, que descobriu o Heriberto.
27:35O Heriberto.
27:36O Heriberto.
27:36O Heriberto.
27:37O que foi o motorista que finalmente trouxe a prova definitiva de que o Collor, que o PC Farias,
27:45abastecia as contas pessoais do Collor, do Fernando Collor.
27:50Então, assim, você veja, era um...
27:53E era um repórter sério.
27:54Todo mundo...
27:55Era um bom repórter.
27:56Todo mundo disse.
27:57Sim, sim.
27:58Enfim, dirigia muito competentemente a sucursal da revista e tinha essa história.
28:05Enfim, ele comandou um pouco o espetáculo aí, né?
28:10Mas lá assistiu esse negócio do conforto?
28:13Não, muito pelo contrário.
28:15Cai a aranha do teto em cima da gente.
28:17Aí é um problema para algumas pessoas, mas aqui ele tinha um conforto.
28:22Isso.
28:22E aqui a gente tem a coisa dos milhões, de quantos...
28:27Toma aqui no fiozinho, gente.
28:28Vocês querem mais, né?
28:29Vocês estão pedindo mais, que vocês gostam.
28:31Mas, enfim, o negócio do dinheiro dos 150 milhões lá.
28:36Rodrigo, coloca aí.
28:36Dos 150 milhões para a Dilma, 50 milhões são contrapartidas.
28:41O que é isso?
28:41Exatamente.
28:42É que é justamente aquilo que eu falei, que é a contrapartida, ou seja, o pagamento
28:46pela MP470, que na verdade não é de 2010, mas de 2009.
28:53Então, assim, em 2009 houve de fato para esse caso, o caso da MP, que era de interesse
28:58do Grupo Odebrecht, uma contrapartida específica para aprovação de um projeto de lei que atendia
29:02várias empresas.
29:03E esses 50 milhões vieram com pedido para a campanha de 2010.
29:06Só que acabou não indo para a campanha de 2010.
29:09E os senhores não precisavam.
29:11Não sendo utilizada a campanha de 2010, acabou sendo utilizada a campanha de 2014.
29:17Agora, o que é impressionante, senhores, é o seguinte.
29:21Já estava, desde 2005, o mensalão já estava a todo vapor.
29:26Já tinha vindo à tona, processo.
29:29Marcos Valério preso.
29:30Marcos Valério preso.
29:31Roberto Jefferson preso.
29:33Roberto Jefferson preso.
29:34Dali a dois anos ocorreria o julgamento no STF.
29:38E o esquema não parou com o mensalão.
29:40Continuou.
29:41Aliás, é um desdobramento do mensalão.
29:43Não dá por aqui, vão por ali.
29:45Na verdade, o saque a Petrobras já havia começado muito antes.
29:50Eu me lembro que nós demos uma matéria na revista Veja, eu era redator-chefe na época,
29:54e eu coordenei uma reportagem falando lá de uma roubalheira numa plataforma de petróleo.
30:03Isso acho que eu estou falando de 2006.
30:05Eu tinha tido o mensalão em 2006.
30:07Ou 2005, por aí.
30:09Concomitante.
30:09A descoberta do mensalão.
30:11A Petrobras fez uma página inteira de jornal, dos principais jornais do país, dizendo que a Veja Mente,
30:20e com os dez pontos...
30:21Eu lembro disso, Veja Mente.
30:23Veja Mente.
30:23E nós respondemos, Veja Mente também, na época, refutando cada ponto que eles tinham levantado.
30:32Enfim, o que eu quero dizer apenas é que a gente está falando de coisas de 12 anos atrás.
30:38Então, assim, o esquema do mensalão conviveu com a roubalheira na Petrobras,
30:42só que depois, esse esquema da roubalheira na Petrobras passou a financiar as campanhas eleitorais do PT e aliados.
30:54Entendeu?
30:56Porque já não se podia mais contar com o dinheiro do mensalão, mas ele já devia ser desbaratado.
31:01E já tinha ido um monte de gente para a cadeia, ele já estava naquele W.O.
31:04Mas eles não se intimidaram, é impressionante.
31:09Não, e estava aquele guerreiro do povo brasileiro, não sei o que, os caras indo para a cadeia.
31:12Agora, esse post, põe aí esse último, que eu acho que esse aí, eu não sei nem o que falar desse.
31:23O que a gente fala desse?
31:24Pois é, o Marcelo Odebrecht disse no TSE, o ministro Herman Benjamin,
31:31simplesmente que foi ele que inventou a campanha de presidencial de 2014.
31:36que foi ele que, porque ele já conhecia a Dilma, e ele não participou da maior parte das outras campanhas,
31:42ele não se envolveu, mas que nessa ele foi fundo.
31:47Mas eu acho assim, esse DNA...
31:51Quer dizer, os valores foram definidos, quer dizer, quando ele dizia, eu inventei a campanha,
31:55é que esses valores astronômicos foram definidos por ele.
31:58Agora, foi agrado? Foi ideologia?
32:04Não, né?
32:04Não, né?
32:06E na verdade, assim, eu inventei, eu fiquei muito chocada com esse dia, eu inventei a campanha,
32:13porque também na cabeça desse cidadão, uma campanha é isso?
32:17É, aí a gente entra num outro terreno, né?
32:23Que é, de fato, a falta de...
32:26Não é só falta de escrúpulos, a cupidez, né?
32:30Mas é, de fato, a ignorância política, né?
32:34E a falta de patriotismo, né?
32:37E o desprezo pelos demais, pelos seus iguais...
32:41Pelos valores democráticos...
32:43Pelas outras pessoas, porque ele está se achando o quê?
32:46Como é que fala? Um cara que... um puppet master, um cara que está ali com...
32:52Como que fala?
32:52O titeriteiro, né?
32:53É, com... a gente é bonequinho na mão dele, ele é puxando as coisas...
32:57É isso que a gente vê aqui.
32:59Bom, enfim...
33:00Bom, enfim...
33:01Uau, hein?
33:02É, então...
33:03Uau!
33:03Pena que não dá pra responder tudo que vocês estão falando aqui, mas nós estamos lendo, tá?
33:08Pode continuar mandando que nós estamos olhando aí.
33:10Esse é o começo, na verdade, de um período que vai ser muito quente no noticiário, na justiça,
33:19porque com a divulgação das delações, da Odebrecht, todas, né?
33:24Em que... das quais este material que nós obtivemos hoje no TSE, né?
33:28Não no TSE, mas, enfim...
33:30Não foi o TSE que vazou isso de uma maneira, né?
33:33Enfim, teve aí todo um trabalho pra gente conseguir esse material todo.
33:39Essas delações, elas vão ser, de fato, potentadas.
33:43E não são as delações do fim do mundo.
33:46São as delações do começo do mundo.
33:47Se tudo der certo, de um mundo, de fato, muito mais limpo e digno, onde a gente possa criar os filhos de uma maneira mais justa, equânime.
34:00E, assim, um cidadão que era um presidente de uma empresa desse tamanho, que fala,
34:03eu inventei uma campanha e ele inventou um esquema de corrupção.
34:06A gente aqui tá falando de política, mas nós estamos falando o quê?
34:09De uma cabeça de empresariado que funciona dessa maneira.
34:12Quantas pessoas fizeram faculdade, empenharam seus esforços pessoais,
34:17tem ali as suas famílias girando em torno de uma coisa que elas sonharam em seu futuro,
34:22e, na verdade, é um esquemão desse.
34:25Isso não pode acontecer.
34:26Eles estão roubando também sonhos de muitas pessoas que se dedicaram à vida a essas empresas.
34:31Gente honesta.
34:33É, eu, Madelena, sou um pouco pessimista quanto a tudo.
34:36Eu acho que essa é uma boa maneira de encarar a vida.
34:41Mesmo tendo uma atitude positiva em relação às coisas, ou seja, agindo positivamente,
34:47mesmo pensando negativamente.
34:48Eu espero que, desta vez, nós não espantemos a civilização como na história do país inteiro a gente fez.
34:56O que eu vi é aquele monte de índio, e aqui eu não tô querendo ofender índio,
35:02mas índio, assim, no sentido de falta de...
35:05de sentido de civilização, espantando a civilização, né, à beira da praia, né,
35:11os navios se afastando e a gente gritando,
35:13oba, tudo isso aqui é nosso.
35:14Eu espero que, desta vez, de fato, a gente consiga estabelecer o padrão mínimo
35:18de convivência no Brasil, convivência democrática, convivência profissional.
35:25Não dá, né, quer dizer, como é que você poderia competir com esta, com a Odebrecht,
35:30ou com outras empreiteiras?
35:33Nunca.
35:34Nunca.
35:34Como é que você poderia...
35:36Como é que você poderia, com a sua empresa, chegar onde eles chegaram?
35:40Como é que você, engenheiro, poderia se posicionar no mercado?
35:44Não, se você tivesse uma pequena empresa, queria participar de uma licitação, ou...
35:48Enfim, vamos ver se tudo isso muda, né?
35:51Você acha que eles vão presos, os políticos, também?
35:55O que você acha?
35:55Madlene, a questão...
35:59Eu não sei, eu não...
36:01Eu sou muito ruim de palpite, mas o que eu vejo agora, e já era esperado,
36:08era essa movimentação frenética para tentarem blindar-se contra o que vai vir ali,
36:15em função dessas relações todas.
36:17Esse é o aspecto político, a gente vai continuar fazendo o nosso trabalho,
36:23que é tentar, junto com a sociedade organizada, com o pessoal indignado,
36:30tentar segurar essa gente no Congresso.
36:33Agora, o outro aspecto é a justiça.
36:36Quer dizer, como o Foro Privilegiado, que é essa excrescência,
36:39que virou esse Foro Privilegiado no Brasil,
36:42vai proteger, durante muito tempo, toda essa gente,
36:46porque esses processos vão durar anos, né?
36:49Se você pensar, o Mensalão, descoberto em 2005,
36:52foi julgado sete anos depois, né?
36:56Trouxe aqui, o juiz fez a conta, que falou assim,
36:58que cada fato criminoso, as partes, cada uma pode trazer oito testemunhas.
37:04Mas aí eu falei para ele, mas vai fazer isso aí onde, Maracanã?
37:06Ele falou, pela conta que eu estou fazendo aqui, é?
37:08E no STF, que conta com poucos juízes, então assim,
37:13ou no STJ, no caso de governadores, né?
37:18Então assim, impunidade não é apenas não punir.
37:24Impunidade significa também demorar a punir,
37:27mas demorar um tempo tal, né?
37:31Que a punição perde completamente o sentido para a sociedade.
37:37Porque a punição não é apenas um castigo
37:40a quem cometer um crime.
37:43A punição, via justiça,
37:46ela é uma satisfação que se dá
37:49à sociedade que foi prejudicada.
37:52Então, essa satisfação não deveria demorar tanto tempo para acontecer.
37:58Esquece a parte apenas do castigo, que também é importante.
38:02Então, sendo assim, eu não confio,
38:05diante da estrutura que a gente tem,
38:08da maneira como funciona o judiciário,
38:10das regras todas, desse foro privilegiado absurdo,
38:12eu não confio que os políticos irão pagar devidamente
38:16pelo que fizeram.
38:17Então, eu acho que a única maneira de punir esses políticos
38:21rapidamente é não elegê-los mais.
38:25Mas isso...
38:26Isso aí é com vocês.
38:28A gente aqui estava de olho dando notícia.
38:30Valeu, Mário.
38:32Obrigado, Mário.
38:32Vamos aproveitar e dar um pulinho lá em Brasília
38:35para ver como isso está caindo lá em Brasília
38:38com outro antagonista.
38:39Vocês estão pedindo aqui,
38:41vão em frente, vamos em frente.
38:42Quero aproveitar e agradecer aí vocês pelos 100 mil assinantes.
38:48Ah, sim.
38:48Muito obrigado.
38:49Muito obrigado.
38:49Foi muito legal.
38:50Vocês são demais.
38:51Vamos lá para Brasília,
38:52que o Cláudio Dantas vai comentar
38:54como é que essa história caiu lá.
38:56Vamos ouvir.
38:59Boa tarde a todos.
39:00Olha, esse depoimento bomba do Marcelo Odebrecht,
39:04que a gente trouxe em primeira mão no antagonista,
39:07é revelador.
39:07Revelador para Dilma,
39:09para o papel da Dilma nesse esquema de corrupção.
39:12revelador, até o papel do Lula,
39:16o papel do Palocci,
39:18o papel do Guido Mantega,
39:20o papel até do Vacari,
39:22que a gente percebe que ele,
39:25embora tenha tido um papel,
39:26uma presença importante no Petrolão,
39:30você percebe claramente que o Vacari,
39:32no âmbito das campanhas presidenciais,
39:34era uma figura menor.
39:36Era, de fato, um carregador de mochila apenas.
39:39E ele cuidava mais do PT do que da campanha.
39:41Na verdade, as campanhas presidenciais,
39:44fica claro nesse depoimento do Marcelo Odebrecht,
39:47as campanhas presidenciais eram tratadas,
39:49o financiamento dessas campanhas era uma coisa tratada em alto nível.
39:56Ela era tratada diretamente pelo Lula,
39:58com a ajuda do Palocci, na época do Lula,
40:00depois na primeira eleição de Dilma Rousseff,
40:02e depois, na campanha de reeleição,
40:05foi tratada diretamente por Dilma,
40:07com o Marcelo Odebrecht e Guido Mantega.
40:10Guido Mantega substituiu o Antônio Palocci
40:12na administração ou na gestão da conta corrente
40:15que o PT tinha com o Odebrecht.
40:18E nesse caso, o Marcelo até esclarece
40:21que a conta corrente não era a conta corrente do PT
40:23exclusivamente com o Odebrecht,
40:25era a conta corrente da presidência do PT com o Odebrecht.
40:30E havia subdivisões, então havia sim a conta corrente do PT
40:34para atender temas específicos ali do PT,
40:39havia a conta para atender a presidência,
40:44as campanhas presidenciais,
40:47e também a conta sigilo,
40:49que o Marcelo Odebrecht diz,
40:50olha, é sigilo, conta sigilo,
40:53e a gente sabe que ele está falando da conta Amigo,
40:55da planilha Amigo, da subplanilha Amigo,
40:57que era a subdivisão dessa planilha italiana,
41:00e ali ele está falando claramente,
41:02embora ele não possa detalhar nessa ação,
41:05ele está falando do Lula.
41:07Só para a gente entender,
41:08esse depoimento do Marcelo Odebrecht,
41:10ele é um depoimento que repete aquilo que ele disse
41:14na delação à PGR,
41:15que está prestes a ser divulgada,
41:17provavelmente amanhã ou não mais estará na segunda-feira,
41:20pelo ministro Edson Fachin,
41:21mas ela é específica,
41:24ela é específica em relação a,
41:26vou fechar aqui a janela,
41:30ela é específica em relação à campanha,
41:33ao financiamento da campanha de Dilma Rousseff,
41:37que é o que está sendo investigado,
41:38a campanha da chapa presidencial.
41:39O Marcelo Odebrecht, inclusive,
41:41ele diz que ele que inventou a campanha de reeleição de Dilma Rousseff,
41:45fala dos valores,
41:46a gente está falando de valores,
41:49somando o que foi para o italiano,
41:51o que foi para o Guido Mantegra,
41:52o que foi para o Palocci,
41:53dá quase meio bilhão de reais,
41:57quer dizer, é muito dinheiro,
41:58muito, muito, muito, muito dinheiro.
42:00A gente sabe que uma dessas divisões da planilha
42:03é dinheiro para o Lula,
42:04para o amigo, o grande amigo,
42:06que vai ficar,
42:07isso vai ficar cada vez mais claro,
42:09já ficou claro na investigação da PF,
42:11mas aí com as delações vindo a público,
42:14isso vai ficar cristalino,
42:16vamos dizer assim.
42:16Marcelo Odebrecht,
42:19ele conta também,
42:20faz uma série de relatos sobre as contrapartidas,
42:23ele diz que só houve duas contrapartidas
42:27nessas doações,
42:30que ele só pagou propina,
42:31quando a gente fala de contrapartida,
42:33é um eufemismo,
42:34quando há contrapartida,
42:35porque há propina,
42:36pagam de propina,
42:37a doação como,
42:38a propina como doação,
42:40seja ela de caixa 1 ou de caixa 2,
42:42então ele relata um episódio.
42:43Bom,
42:44esse é o Cláudio Dantas,
42:46antagonista direto de Brasília,
42:48enquanto estamos,
42:49Mário Sabino e eu aqui no estúdio,
42:51eles continuam postando,
42:53a equipe do site,
42:54ó,
42:54trabalhando freneticamente.
42:57Mar,
42:57ainda tem mais coisa,
42:59as contas correntes eram exclusivas de Lula e Dilma Rousseff,
43:03eu estou olhando o site aqui,
43:04tá, gente?
43:06Dilma definiu como meu interlocutor,
43:09Guido,
43:10Temer não tratou comigo absolutamente nada.
43:14Esse é um lado interessante,
43:16porque foram feitas acariações
43:19entre o Marcelo Odebrecht e o Cláudio Mello Filho,
43:21e até a gente tinha noticiado
43:25e parece que a coisa não é bem assim,
43:26da maneira como foi noticiado
43:28e como nós também noticiamos.
43:30Porque teve aquele famoso jantar, né,
43:32em 2014,
43:34antes de começar a campanha,
43:35no Palácio do Jaburu,
43:36em que teria ficado acertado
43:39que o Marcelo Odebrecht
43:40daria 10 milhões de reais
43:42à campanha dos candidatos ligados ao Temer no PMDB.
43:46Então, a discussão era a seguinte,
43:49o Michel Temer falou ou não falou
43:51de dinheiro,
43:52deste dinheiro,
43:54com o Marcelo Odebrecht
43:56e com o Cláudio Mello Filho?
43:58Num primeiro momento,
44:00aparentemente,
44:01parecia que o Cláudio Mello Filho
44:03estava negando
44:04o depoimento do Marcelo Odebrecht.
44:06O Marcelo Odebrecht disse que
44:07não teve uma conversa específica
44:09sobre dinheiro com o Michel Temer.
44:11E o Cláudio Mello Filho
44:12teria dito que sim,
44:14que neste jantar,
44:15principalmente, teria se falado
44:16de 10 milhões.
44:18Parece que agora
44:19os dois concordaram,
44:20de acordo com o que nós obtivemos
44:22aí no TSE,
44:24que não se tratou
44:26de 10 milhões de reais
44:28no tal do jantar,
44:29na frente do Michel Temer,
44:31no Palácio do Jaburu.
44:33E o Marcelo Odebrecht diz,
44:34não, na frente de um presidente,
44:36de um vice-presidente,
44:37até é deselegante,
44:38não é educado,
44:39falar de dinheiro.
44:40É porque isso é a coisa
44:42que mais importa para eles.
44:43Conforme a gente viu aqui...
44:45Pois é.
44:45É, é, é, é, é, é, é, é, é, é, etiqueta,
44:47tem a etiqueta da propina,
44:49entendeu?
44:49É, a ética e a etiqueta
44:50regem ali.
44:51Pois é.
44:52Então, o que veio à tona,
44:54Madeleine, nessa história toda
44:55foi o seguinte,
44:56que quem pediu
44:58os 10 milhões de reais
45:00para os candidatos
45:02ligados ao Temer
45:04no PMDB
45:05foi o Eliseu Padilha.
45:07No primeiro momento,
45:08parecia que o Marcelo Odebrecht
45:09é quem havia definido
45:10os 10 milhões de reais.
45:11Não. Segundo o Marcelo Odebrecht, o pedido de 10 milhões de reais foi feito pelo Eliseu Padilha e tratado com o Cláudio Melo Filho, que diz, eu não tratei com o Temer, eu tratei com o Eliseu Padilha.
45:24Agora, tem um aspecto interessante, que é o seguinte, o Paulo Skaff, segundo o Marcelo Odebrecht, então candidato ao governo de São Paulo, pediu 6 milhões de reais ao Odebrecht, mais 6 milhões.
45:37Aí, o que o Marcelo Odebrecht disse ao Paulo Skaff, estou citando aqui o Marcelo Odebrecht, disse ao Paulo Skaff, não, eu não posso lhe dar 6 milhões a mais, você tem que convencer o pessoal do Temer a tirar destes 10 milhões, 6 milhões para você.
45:53Um dado interessante, que veio à tona com este depoimento do Marcelo Odebrecht, desta cariação com o Cláudio Melo Filho, além do fato de que o Cláudio Melo disse que não tratou de dinheiro diretamente com o Temer,
46:04no Palácio do Jaburu ou em qualquer outro lugar, foi que o Marcelo disse que, num determinado momento, ele recebeu um telefonema do Paulo Skaff, que diz assim,
46:17olha, uma pessoa quer falar com você. E era o Temer dizendo para o Marcelo Odebrecht que ele gostaria muito que o Marcelo Odebrecht, a empresa, desse apoio ao Paulo Skaff.
46:30Depois desta conversa, o Marcelo Odebrecht disse ao Paulo Skaff, olha, essa conversa não resolve, é importante que você se assegure, certifique-se, que este dinheiro, esses 6 milhões, sairão dos 10 milhões que nós demos para o pessoal do Temer.
46:48O Skaff carterou ele e ele, macaco velho, que é de ter um pedido atrás do outro a vida inteira, não caiu.
46:55Não, é, é a inferência mais provável, né?
47:01Ele queria que tivesse dito textualmente que ele não ia ter que pôr mais dinheiro, é essa a preocupação do Marcelo.
47:06Pois é, e de qualquer maneira, o que a gente sabe é que, é o que a gente sabe pelo menos, o que veio à tona através desses depoimentos,
47:13é que desses 10 milhões, 6 milhões foram dados à campanha do Skaff.
47:18Parece que há contragosto do Padilha, né?
47:21Bom, ainda vai vir muito mais coisa, é isso? Quantas páginas tem?
47:27É, vamos ver, a gente está, acho que ainda tem mais alguns posts até o final do dia, né?
47:36E...
47:37Bom, enfim, o que vocês vão ver no S da Imprensa é tudo repetido, porque já é o que está no antagonista.
47:42É, basicamente sim.
47:43Basicamente não, efetivamente. Vocês vão ver o quê? Os prints do antagonista.
47:50Vocês vão ver, o pessoal pegar os prints da gente, vai colocar em telejornal, as rádios vão falar, as TVs vão falar,
47:57mas o original é onde? www.oantagonista.com, que você que é ligado já sabe, que quem quer saber primeiro vai ver no antagonista.
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