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  • 18/06/2025
No Visão Crítica, Danilo Porfírio analisa como as constantes violações de soberania agravam os conflitos no Oriente Médio. O comentarista destaca que o regime iraniano vive uma crise interna desde 2009, o que influencia sua postura agressiva na geopolítica regional.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/vQ7LmS9odhw

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Transcrição
00:00Professor, porque é o seguinte, é curioso, é um conflito em dois países que não fazem fronteira.
00:06Não.
00:07Dá pra contar as vezes que isso ocorreu na história, né?
00:10São muito poucas, porque sempre é uma relação direta de um país contra o outro.
00:15Entre o Irã e Israel tem vários países.
00:17Bem, a questão que se coloca é que Israel, segundo alguns intérpretes,
00:23fica uma questão muito complexa, lembrar quem nos acompanha,
00:26que são questões milenares entre os persas e os sauditas.
00:30Que não é uma questão de agora.
00:31Nós estamos falando, ó, você pode colocar isso no período antes de Cristo.
00:35Portanto, é longa essa história.
00:37Não é uma questão simplesmente atual, um problema atual entre os chefes de governo,
00:41chefes de Estado, longe disso.
00:44Israel, em 82, invade o Líbano.
00:46Chega até a capital, não toma o Abelito Oeste.
00:48Não conseguiu tomar, mas os palestinos, e a Sarah Arafat era o líder da OLP, né?
00:54Vai pro exílio, tal.
00:55Bem, e teve uma intervenção direta no Líbano.
00:58Agora, um dos argumentos, a professora Milena lembrou,
01:03o Israel não só tem essa questão, e vocês já destacaram,
01:07essa questão de impedir que o Irã tem uma bomba atômica,
01:11como também é uma questão interna,
01:13de querer derrubar o regime dos ayatollahs.
01:15A pergunta é, Israel tem, em termos de direito internacional,
01:20eu sei que em questões de guerra, falar em direito parece uma coisa poeril.
01:24Mas espera um pouquinho, quer dizer, Israel pode determinar,
01:27inclusive, não só a base militar de cada país,
01:30mas como também o governo de cada um dos países da região,
01:33e o inverso não pode ser verdadeiro também?
01:36Vamos pensar assim, né?
01:37Então, essa que eu coloco, essa pequena questão pra você.
01:41Não, em termos de direito internacional, professor Vila,
01:44aqui nós estamos falando de Iusbel, direito de conflito,
01:51e Israel em si não pode violar, obviamente,
01:55em nome de uma causa ideológica ou de uma causa política interna,
01:59violar a soberania dos estados e a autonomia dos povos.
02:02São preceitos de direito internacional.
02:04O problema é que nós temos questões de vias práticas, não é?
02:12É muito interessante, o senhor trouxe a questão da Arábia Saudita,
02:18e que não é nem necessariamente a Arábia Saudita,
02:20são os árabes sunitas, não é?
02:23Os árabes sunitas e os xiitas, não é?
02:26Então, os sunitas acreditam numa ideia de califado,
02:31e os xiitas, numa ideia de mamado,
02:34de uma liderança ungida,
02:36que vem do sangue profético,
02:39que vem do grande imã, do imã oculto, não é?
02:42E na ausência do advento do imã,
02:46um governo de peritos há de administrar.
02:50E eu acho muito interessante, só uma curiosidade,
02:53o Ayatollah Khomeini,
02:56quando monta essa estrutura da república
03:00revolucionária islâmica do Irã,
03:03ele vai dar roupagem,
03:06até uma provocação aqui,
03:08uma roupagem moderna do imã amado.
03:13Cria um sistema constitucional,
03:16tripartição de poderes,
03:19mas há acima um conselho supremo de peritos.
03:25Lembre-se, professor,
03:26que o Ayatollah Khomeini ficou um longo tempo
03:29na França exilado.
03:31Saindo do Iraque, né?
03:33Isso.
03:34E eu tenho as minhas suspeitas
03:37que um modelo de imã amado
03:41moderno do Irã
03:43tem a cara do poder do rei,
03:47do poder moderador,
03:49que nós aqui tanto falamos.
03:51o Supremo Conselho
03:54é nada mais, nada menos o quê?
03:56Que uma força moderadora,
03:58que sujeita, obviamente,
04:01os outros poderes
04:03e os outros entes políticos.
04:05E, complementando a professora Milena,
04:08o regime iraniano está em crise
04:10desde 2009,
04:12com a Revolução Verde.
04:14E por diversas vezes, o quê?
04:17Passa por instabilidades.
04:19Tanto que a primeira coisa
04:21que foi feita com o ataque israelense
04:23foi a interrupção da internet no Irã.
04:26Porque a oposição
04:28utiliza-se do quê?
04:29Das redes sociais.
04:32Só mais um detalhe, professor.
04:33Egito.
04:35Egito se apequenou
04:36com a Primavera Árabe.
04:39Com o fim do governo
04:41da Irmandade Muçulmana
04:44e o golpe
04:44do general Sisi,
04:46o Egito
04:48virou um satélite
04:51saudita.
04:54Basicamente, o governo
04:55egípcio
04:56é financiado com o governo
04:58saudita.
04:59E nós devemos lembrar,
05:01professor,
05:02que desde o primeiro governo
05:04Trump,
05:05há o quê?
05:05Uma obsessão do governo americano
05:07de aproximar,
05:08por meio dos pactos
05:10abrahâmicos,
05:12Israel
05:12e os países orbitais
05:16da Arábia Saudita
05:18e a Arábia Saudita,
05:20criando o quê?
05:21Uma unidade necessária
05:23para o futuro projeto americano
05:25de rota da seda.
05:28Americano?
05:29Americano também.
05:31Isso é uma boa...
05:31Paralelamente
05:33à rota da seda
05:34chinesa.
05:36Vendo Índia, inclusive.
05:37Índia.
05:38Atravessando pela Índia,
05:39atravessando o Oriente Médio,
05:41chegando até Israel
05:41e depois a Europa.
05:42Isso.
05:43Tanto que não é à toa
05:44que os países do Golfo Sunita
05:46assumem o papel
05:47de centros financeiros.
05:50Sim.
05:50Não é?
05:51Isso é importantíssimo.
05:53Eu vou colocar uma questão
05:54ao professor Waldir,
05:55mas antes,
05:55lembrando a quem nos acompanha,
05:57o professor Danilo lembrou,
05:59falou do poder moderador,
06:00no caso francês,
06:01é diferente do caso brasileiro.
06:02No caso francês,
06:03é o Benjamin Constant,
06:05não é o nosso Benjamin Constant,
06:06que é o da República.
06:08E o Brasil em 1824
06:10foi o único momento
06:11que teve quatro poderes.
06:13São quatro artigos
06:14da Constituição de 1824.
06:15São pavorosos.
06:16O artigo 98, 99 e 101.
06:19O 99 é fantástico,
06:21serve muito bem ao Irã.
06:23Aqui na Constituição de 1824,
06:24brasileira,
06:25a pessoa do imperador
06:26é sagrada.
06:29Ele não está sujeito
06:30a responsabilidade alguma.
06:31A pessoa do imperador é sagrada,
06:33ele não está sujeito,
06:34inviolável e sagrada,
06:35ele não está sujeito
06:36a responsabilidade alguma.
06:37É o caso do Ayatollah, né?
06:39É o do Ayatollah, né?
06:39É o do Ayatollah.
06:40É o do Ayatollah, né?
06:40É o do Ayatollah, né?
06:40É o do Ayatollah, né?
06:40É o do Ayatollah, né?
06:40É o do Ayatollah, né?
06:40É o do Ayatollah, né?
06:40É o do Ayatollah, né?
06:40É o do Ayatollah, né?
06:41É o do Ayatollah, né?
06:42É o do Ayatollah, né?
06:42É o do Ayatollah, né?
06:43É o do Ayatollah, né?
06:43É o do Ayatollah, né?
06:44É o do Ayatollah, né?

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