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  • 14/06/2025
O conflito entre Israel e Irã coloca em confronto forças com naturezas distintas. De um lado, a vantagem tecnológica israelense, que conta com o apoio militar dos Estados Unidos. Do outro, o maior efetivo e a capacidade de mobilização do exército iraniano em um cenário de guerra aberta.

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Transcrição
00:00Professor, a gente falava sobre a questão da Agência Internacional de Energia Atômica.
00:05O Irã afirmou que vai deixar de cooperar com eles como cooperava antes.
00:09Antes já não cooperava muito, né?
00:11Agora a situação fica difícil.
00:14Quando essas vias diplomáticas se fecham, a situação tende a ficar mais tensa, né?
00:19Não há dúvida. Acabou. O palco de diálogo chegou ao fim.
00:23Pelo menos nesse momento.
00:24A ONU tem um papel e as suas agências têm um papel de estabelecer formas de resolução de problemas internacionais
00:37sem, evitando-se, sem que haja conflitos.
00:42A busca é pela paz.
00:44O papel de todas as organizações ligadas à ONU estão fundados na ideia de manutenção da paz.
00:50A Agência Internacional de Energia Nuclear tinha um papel de fiscalização, inclusive condicionando suspensão de sanções.
01:01Sim.
01:02E, historicamente, o Irã sempre criou alguma dificuldade no acesso absoluto às informações,
01:13inclusive alegando, muitas vezes, a presença de espiões nas inspeções, né? Nas inspeções.
01:21Então, o que acontece agora?
01:23Com a negativa do Irã sobre o acesso,
01:27vamos agora passar aí por uma escalada do conflito.
01:33Não há dúvida nisso.
01:34É, e a gente teve, inclusive agora há pouco, uma informação vinda também da Agência Internacional de Energia Atômica
01:40falando que boa parte das instalações nucleares do governo iraniano não foram tão afetadas assim pelos ataques israelenses.
01:49Ou seja, acho que corrobora até um pouquinho com o que vem dizendo o governo de Teherã nesse momento,
01:54mas ainda assim, os canais fechados, você mencionava essa possibilidade de espiões durante essas inspeções,
02:01e a gente sabe, de fato, que o Mossad está bem ativo no território iraniano.
02:06Ontem, inclusive, no Morning Show, aqui na programação da Jovem Pan,
02:09a gente conversava com o Major Rafael, que é porta-voz do exército israelense,
02:13e ele confirmou que o Mossad atuou nas operações mais recentes lá no Irã,
02:19que o Mossad conseguiu levar armas para dentro do Irã.
02:22Ou seja, a gente conhece bem a capacidade do Mossad,
02:26toda essa extensão do exército israelense, do serviço secreto israelense,
02:30é um grupo muito capaz.
02:32Então, não dá para eliminar essa possibilidade.
02:34Não dá nem para a gente confirmar com certeza absoluta, nem para eliminar essa possibilidade.
02:39A gente também conversou, professor, com o comandante da Marinha, Robson Farinasso,
02:43sobre os ataques nas últimas horas lá em Israel,
02:47tanto para entender como que a defesa israelense atuou,
02:51também para entender os caminhos que esse conflito pode tomar.
02:54Fizemos duas perguntas para ele.
02:55A primeira, justamente sobre como que os mísseis iranianos conseguiram furar a defesa de Israel,
03:00ainda mais o domo de ferro, que é uma tecnologia avançadíssima.
03:04Vamos conferir o que disse o comandante Farinasso.
03:07O que aconteceu no Irã?
03:08Eles fizeram dois ataques a Israel,
03:10True Promise 1 e True Promise 2.
03:12Promessa Real 1 e Real 2.
03:15Só que o que acontece?
03:16Esses dois ataques foram, resvalaram a demonstração.
03:20Então não teve uma destruição muito grande em Israel.
03:23Talvez os israelenses não tenham acreditado na capacidade destrutiva do Irã.
03:29Só que esse True Promise 3 deles aqui foi com uma força devastadora.
03:35E por mais que se diga que os sistemas antiaéreos são eficientes,
03:39eles têm um limite de eficiência.
03:41Como tudo na vida.
03:43A rede elétrica da sua casa tem um limite.
03:46Se esse limite for excedido, a sua casa vai pegar fogo.
03:49Tudo na vida é assim.
03:49Então eles fizeram um ataque de saturação
03:52que chegou uma hora que o sistema israelense
03:55ele entrou em colapso e os bísseis começaram a passar.
03:59Foi isso que aconteceu.
04:00É bastante semelhante ao que a Rússia faz na Ucrânia.
04:04Você satura, o sistema chega uma hora que ele não consegue
04:07dar conta daquela quantidade de vetores.
04:11Ele prioriza alguns, mas outros passam.
04:13Fora os decóis, as riscas que o Irã pode ter lançado.
04:16Bom, a gente também questionou qual o exército entre Israel e Irã
04:20pode acabar levando mais vantagem nesse conflito.
04:22Vamos conferir a opinião do comandante.
04:24Eu acho que o Netanyahu quer atrair os Estados Unidos para essa guerra.
04:27Se ele atrair, ele ganhou.
04:28Na visão dele, ele ganhou.
04:30Nós estamos mais ou menos na situação que o Churchill estava em 1941
04:33quando queria atrair os Estados Unidos para o lado do Reino Unido
04:36na Segunda Guerra Mundial.
04:38Se o Netanyahu conseguir isso, ele ganhou.
04:42Só que a administração Trump parece bastante relutante
04:46numa guerra all in, uma guerra direta contra o Irã,
04:51porque ia ser uma coisa cujas consequências nós não conseguimos prever.
04:56O grande diferencial de Israel é efetivamente os Estados Unidos.
05:00E a gente tem que lembrar também que Israel está numa luta existencial.
05:05Eles, pelo menos, colocam isso como uma luta existencial.
05:09Mas eu vejo a coisa dessa forma.
05:13Eu acho que esse último ataque de Israel de sexta-feira
05:15ele acabou precipitando muita coisa no Irã.
05:18A situação hoje está bem pior do que na quinta-feira antes do ataque.
05:22Situação bem pior mesmo, né, professor?
05:24Sem dúvida, né?
05:25Nós voltamos a insistir, né, Fabrício?
05:28Há um risco de instabilidade do regime.
05:31Você tocou num assunto interessante em relação ao Mossad.
05:35Claro que a inteligência israelense está presente.
05:38Ou como justificar o corte de cabeças
05:43de lideranças tão importantes dentro do Irã, né?
05:50Então esse é um ponto que nós temos que também considerar, né?
05:55E sobre a questão especificamente da ação americana.
06:02Ao meu entender, os americanos de alguma maneira já estão envolvidos.
06:08Se os israelenses agiram, foi por autorização norte-americana.
06:13Você não acredita que Israel tenha agido sem informar os Estados Unidos?
06:16Não há dúvida alguma.
06:18Não agiu antes, como já falamos, né?
06:22Porque os americanos contiveram os ímpetos israelenses.
06:24Se agora houve, se agora ocorreu, é porque houve um sinal verde dos americanos, sim.
06:33Os americanos já advertiram que áreas de controle americano, unidades militares,
06:43espaços diplomáticos, forem objeto de ataque iraniano, a intervenção direta virá.
06:50E isso não é interessante para o Irã, né?
06:56E sobre o que o comandante tratou, sobre a questão do domo de aço.
07:04O ataque agora do Irã é muito diferente daquele ataque retaliatório da época do conflito com o Hamas.
07:11Ali foi um ato muito mais simbólico de retaliação e soberania.
07:15Agora houve isso que o comandante disse.
07:18Uma ação em massa, no intuito de sobrecarregar as defesas.
07:23Nenhuma defesa antiaérea é 100% confiável.
07:27Mesmo as israelenses que a gente sabe que funcionam bem, né?
07:30Bem, mas não são infalíveis, né?
07:31Mas não são infalíveis, exatamente.
07:33Ou seja, a diferença aqui, para a gente explicar,
07:35no ano passado o Irã atacou para defender a honra
07:40e agora ele ataca para machucar Israel de fato, né?
07:44Com essa intenção.
07:45Não há dúvida. Uma retaliação, vamos dizer, concreta, substancial.
07:52E eu acredito também que Israel está provocando uma ideia,
07:58uma busca de intensificação para justificar ainda mais o quê?
08:02Um processo retaliatório maciço ali, para desestabilizar.
08:07E até onde que a gente pode imaginar a presença americana nessa história?
08:11Há a possibilidade dos Estados Unidos enviarem tropas para essa região,
08:16para atuar de fato na região?
08:18Eu conversava com o comandante Farinaz, o professor,
08:20e ele dizia o seguinte,
08:21até por uma série de questões, geográfica, numérica,
08:24não há a possibilidade de um conflito por terra.
08:27Há uma separação muito grande ali à Síria,
08:29aquele território enorme no meio entre Israel e Irã,
08:32e o exército de Israel não tem um número tão grande assim de militares,
08:37até pelo tamanho do país, tem 10 milhões de habitantes, 11 milhões de habitantes,
08:40para movimentar tropas em grande número até o Irã.
08:44O Irã, consequentemente, também não vai movimentar suas tropas assim,
08:47já não tem mais aquele apoio da Síria como tinha antes,
08:50para facilitar essa movimentação.
08:52Então a gente vai ter um conflito majoritariamente aéreo,
08:56troca de mísseis, de drones, como a gente já tem visto.
08:59Essa é a expectativa, essa é a previsão para esse momento.
09:04Agora, qual que deve ser a participação americana nisso tudo,
09:07se é que vai haver uma participação americana efetiva?
09:10O Trump não gosta de ser a polícia do mundo,
09:13mas ele está ao lado de Israel. E aí?
09:17As tropas já estão sendo mobilizadas no sentido da tensão.
09:20Sim.
09:21Da tensão.
09:22Do Reino Unido também, mandando caças agora.
09:24Isso.
09:25Só que uma ação direta de contingente americano não acontecerá.
09:31O apoio virá na perspectiva logística, no fornecimento de armas.
09:38Inclusive, uma coisa que eu estou, Fabrício, ainda observando,
09:43é se os americanos viabilizarão o acesso à mãe de todas as bombas.
09:49Aquelas bombas, o quê? De alto alcance, de alta perfuração,
09:53para que os israelenses realmente atinjam esses bunkers
09:59que abrigam as centrífugas de enriquecimento de urânio.
10:05Então, para agora, os americanos não agirão diretamente.
10:12Sobre a Síria, Fabrício, os sírios não têm interesse algum de entrar no conflito.
10:16Nós temos agora um regime ali, que é um regime pro-halaúita,
10:21muito mais alinhado aos árabes sauditas.
10:25Inclusive, já há relatos que o governo sírio
10:30mandou uma missão informal a Israel,
10:34estabelecendo compromissos de não agressão.
10:39Então, a Síria, nesse processo, está fora da parada.
10:43Não há condições dela agir.
10:46Ela também tem seus problemas próprios.
10:48Ainda a guerra civil subsiste, em outra escala, mas sim.
10:54E vamos observar aí a continuação de bombardeios.
10:59Ah, e outra coisa importante.
11:01Contingente, vamos dizer, pessoal de soldados do Irã,
11:07realmente, são superiores aos israelenses.
11:10Mas, em termos de equipamento, qualidade de equipamentos,
11:15os israelenses estão muito à frente.
11:18Justamente, esse é um ponto que eu estou aqui na entrevista com o comandante Farinazo.
11:21Os exércitos, eles acabam se equiparando de um jeito ou de outro.
11:24Ou seja, o Irã tem uma vantagem numérica,
11:27tem uma vantagem geográfica também,
11:31enquanto o Israel tem a vantagem da tecnologia
11:34e do apoio dos Estados Unidos,
11:35também a vantagem financeira.
11:37Então, no fim das contas, as coisas acabam se equiparando.
11:41Mas essa vantagem de você ter o apoio dos Estados Unidos ao seu lado
11:45é algo que pesa muito a favor de Israel nesse momento.
11:51E, saliento, quantidade não é qualidade.
11:55Nas guerras árabes e israelenses,
11:57o Egito tinha um exército numericamente superior a Israel.
12:01E isso nunca significou...
12:02Exatamente.
12:03Perdeu.
12:03Tudo bem que estamos falando de Estados Unidos e uma coalizão,
12:08mas o exército do Iraque e de Saddam Hussein
12:10era o maior do Oriente Médio até então.
12:12Perdeu uma guerra.
12:13E os Estados Unidos foram lá por avião e...
12:16Guerra Irã-Iraque, ninguém saiu vencedor.
12:19E lembrando, os equipamentos iranianos são defasados.
12:23Só um detalhe.
12:24A força aérea iraniana é composta por caças Phantom 4, F-5.
12:33Antiquíssimos.
12:34Antiquíssimos.
12:36É...
12:36F-14, Tomcat, que o quê?
12:40São...
12:41Estão aquém, tecnologicamente, dos F-35 e dos recursos Stalf.
12:47E tudo isso sem o apoio dos seus próxis.
12:49A gente já falava aqui, Hamas na faixa de Gaza,
12:52não vou dizer dizimado, mas muito abalado.
12:54Resbolá no Líbano na mesma situação.
12:56Os Hutis no Iêmen passam por algo parecido.
12:59Isso tudo dá uma vantagem para Israel nesse momento.
13:01Agora são 6 horas e 20 minutos.
13:04Você está ao vivo na Jovem Pan.
13:05O Jovem Pan Internacional de hoje vai até às 7 horas.
13:08E a partir daí, a gente vai para o jornal Jovem Pan
13:10também continuar essa cobertura da guerra no Oriente Médio
13:14entre Israel e Irã.
13:16O governo de Israel confirmou que mísseis disparados pelo Irã
13:19agora há pouco atingiram casas no país
13:22e pelo menos 14 pessoas ficaram feridas.
13:26Um edifício residencial no centro de Israel
13:29acabou sendo atingido na última disparada de mísseis iranianos.
13:33A gente já já vai trazer essa informação completa
13:36aqui no JP Internacional.

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