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  • há 1 ano

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00:00Olá, eu sou Patrícia Valle e esse é o WealthPoint, onde os grandes gestores compartilham as suas visões.
00:17Os fundos de crédito privado têm conquistado grande parte do fluxo da indústria de fundos.
00:22Nos últimos 12 meses, a classe captou mais de 125 bilhões de reais,
00:26enquanto os fundos de ações perderam 55 bilhões e os multimercados perderam mais de 377 bilhões.
00:34Para entender os riscos e oportunidades dessa classe de ativo com o atual patamar da Selic,
00:39recebemos Daniela Gamboa, Head de Crédito Privado e Imobiliário na Sul América e Investimentos,
00:45e Faiga Delben, Head de Crédito Core da Itaú Asset.
00:49Bem-vindas ao WealthPoints.
00:51Olá, Patrícia. Obrigada. Obrigada pelo convite, pela oportunidade de estar aqui.
00:58Obrigada, Patrícia. É um prazer estar aqui para a gente dividir um pouquinho do mercado de crédito.
01:02O prazer é todo meu.
01:04Queria que a gente começasse falando por que esse interesse é tão grande nos últimos meses para os fundos de crédito.
01:11Claro que quando a Selic fica mais alta, de fato, os investidores sempre procuram o crédito privado,
01:18mas não necessariamente fundos de crédito. Essa parece ter sido uma novidade mais recente.
01:24Como foi esse fluxo na gestoria de vocês e como que vocês entenderam isso?
01:30Patrícia, o ano passado foi realmente um ano excepcional para a indústria de fundos de crédito privado.
01:38Você até comentou do número dos últimos 12 meses, mas quando a gente olha 12 meses ali de 2024,
01:46a gente vê uma captação praticamente de 300 bilhões de reais.
01:50É um crescimento de 30% com relação à base que a gente tinha no ano anterior.
01:56Então, realmente, dá para dizer que a gente tem uma classe de ativo.
01:59A gente ganhou, né, assim, crédito privado hoje ganhou o seu espaço e a gente é certamente uma das grandes classes de ativos dentro do mundo de fundos, tá?
02:09Inclusive, quando a gente, no número que a gente acompanha, a gente sabe que não é um número divulgado pela Ambima,
02:17cada casa acaba tendo as suas métricas para fazer essa conta,
02:21mas a gente enxerga hoje os fundos de crédito privado com patrimônio de 1,6 trilhão,
02:29que já é maior do que o mundo dos fundos de multimercado.
02:34E quando a gente olha fundo de ação, por exemplo, é uma classe de ativo mais perto de 600 bilhões de reais.
02:39Então, hoje, realmente, a gente tem uma grande classe de ativo.
02:43Quando a gente olha Sulamérica e investimentos no ano passado,
02:47a gente também teve um crescimento muito importante.
02:49Então, a gente mais do que, assim, cresceu até mais do que aconteceu aí dentro da indústria.
02:55A gente fechou o ano, a gente cresceu 40% o volume de recursos alocados em crédito privado,
03:02fechando o ano com 25 bilhões de reais alocados na classe.
03:07A Faiga vai falar o número dela aqui, vai parecer pequeno, mas só lembrando para quem está aqui nos assistindo,
03:14a Sulamérica Investimentos é uma gestora independente.
03:16Então, assim, dentro do mundo das gestoras independentes, a gente certamente tem um tamanho muito relevante.
03:22Deve ser aí uma das grandes gestoras independentes de crédito privado,
03:26mas não comparado aqui à Itaú Asset e à Faiga.
03:30Mas o crédito virou uma classe importante dentro da gestora?
03:33Muito importante.
03:35Hoje, certamente, é um dos carros-chefes.
03:38A gente sempre teve uma característica muito forte de renda fixa dentro da casa
03:42e o crédito privado ganhou um super espaço dentro dessa classe.
03:47Faiga, e na Itaú Asset, como que você viu esse fluxo?
03:51E, de fato, se ganhou uma estrutura maior para crédito privado e fazer essa gestão
03:56por causa da demanda mesmo dos investidores?
03:59Muito legal.
04:00Aqui, de fato, eu concordo muito com a Dani.
04:02O ano de 2024 foi o ano do crédito.
04:05Na Itaú Asset, nós captamos 130 bi em fundos de crédito privado ao longo do ano passado
04:11e, esse ano, a gente já está com uma captação superior a 20 bilhões de reais.
04:15A gente está batendo praticamente 500 bilhões de reais em fundos de crédito privado ali sobre gestão.
04:21Então, de fato, é uma classe que ganhou uma relevância, uma proporção muito interessante.
04:25E aqui, quando a gente para e pensa por que isso tudo está acontecendo,
04:28acho que é muito legal, é uma classe que entrega um benefício de descorrelação com outras classes de ativos.
04:35Então, quando um investidor vai montar o seu portfólio, na medida em que ele quer diversificar seus riscos,
04:40isso é super saudável, ele encontra no crédito privado uma classe que tem a performance da renda fixa,
04:46no contexto de jurosalto é interessante para o investidor,
04:49associada a uma descorrelação com outras classes de ativos aqui e com uma volatilidade mais baixa.
04:55Então, você consegue encontrar ali um conjunto que faz muito sentido compor o portfólio de cada investidor.
05:01Eu entendo isso como um movimento perene, não um movimento temporário de um ciclo curto.
05:06Muito pelo contrário, o crédito veio para ficar e ganhar um share relevante na carteira,
05:11no percentual investido de cada um ali.
05:13E aí, tem que lembrar que a gente está falando tanto do crédito,
05:16que vou chamar de tradicional, mas que tem muita coisa acontecendo,
05:19muito diversificada, o crédito tem que ser daí,
05:21como também os fundos isentos, fundos isentos de infraestrutura
05:25ou outras classes de ativos, fundos agro, imobiliário.
05:28Você tem hoje muitas opções dentro do que a gente chama de crédito privado.
05:32Você dá essa opção aqui para o investidor e o fundo permite uma gestão profissional,
05:36acho que nós temos dois times aqui, tanto na Itaú Asset quanto na Sul América,
05:39dois times super profissionais, competentes,
05:42para mitigar risco, pulverizar as carteiras
05:44e buscar com que os investidores acessem, de fato, o crédito com segurança,
05:49com a diligência, com o monitoramento,
05:51que é importante ser feito aqui para gerir essa classe de ativo.
05:54Então, mesmo depois desse fluxo impressionante que a gente viu nos últimos 12 meses,
05:59vocês acreditam que ainda há mais fluxo por vir?
06:02Ainda pode ter mais apetite para aumentar essa classe de ativo nos portfólios?
06:07A gente tem visto o fluxo acontecer, então acredito, sim,
06:10que tem bastante coisa ainda por vir,
06:11porque o mercado também tem entregue aqui para o investidor
06:15diferentes alternativas, a gente tem conseguido inovar no mercado de crédito
06:20e entregar um valor diferenciado.
06:22O que eu observei, que acho que é muito interessante,
06:25é que há algum tempo atrás, o investidor de crédito era aquele investimento
06:28apenas focado num caixa turbinado.
06:31Então, era um produto de baixíssimo risco,
06:33muito alocado em crédito bancário de grandes bancos ali,
06:37que buscavam um alfa pequenininho em relação ao CDI,
06:40que é basicamente o custo de oportunidade aqui
06:43de muitos nossos investidores.
06:46Conforme o tempo está passando e cada vez mais se olhando para frente,
06:49a gente vê o crédito entregando outras soluções de investimento.
06:53Então, hoje a gente tem, por exemplo, um FIDIC,
06:55que entrega um benefício ali que você tem,
06:57100 come-cotas para o investidor,
06:59você tem um imposto de renda de 15% desde o começo,
07:03você tem os fundos que a gente falou, os fundos isentos,
07:05você tem fundos mid-yields, onde você tem um risco bem equilibrado,
07:10e buscando entregar um CDI mais 2, CDI mais 2,5 líquida para o cliente,
07:13que faz muito sentido.
07:14Então, na medida em que a gente foi vendo aqui novas opções de investimento,
07:18a gente consegue ter cada vez mais esse cardápio para o investidor escolher.
07:23E isso a gente viu muito claro ano passado.
07:25O ano passado, na Itaú Asset dos 130 bi que a gente captou,
07:2830 bi foram em fundos de caixa, fundos desses mais conservadores,
07:33e os outros 100 bi foram super diversificados aqui
07:36entre diferentes famílias de fundos,
07:39das famílias de alta qualidade, a gente chama de high grade,
07:42as famílias mais high yields passando pelos fundos isentos,
07:45mas mostrando que a gente consegue compor aqui o crédito
07:48entregando diferentes performances, diferentes resultados para os nossos clientes.
07:53Isso é bem interessante para a gente também explicar para o ouvinte
07:58o que se pode esperar de rentabilidade de um fundo de crédito?
08:02Ou seja, num fundo de caixa, como você está colocando,
08:04a gente tem ali um CDI, um CDI um pouquinho mais turbinado, como você falou.
08:09O que o investidor, ao entrar num fundo de crédito, pode esperar de rentabilidade, Daniela?
08:16Aqui eu acho que é sempre importante o investidor,
08:20até na hora dele escolher, ele entender o perfil do mandato do produto que ele está comprando.
08:26Então, vou falar como a gente faz isso dentro de casa e eu gosto sempre de falar
08:32que essa é a parte mais importante, a gente tem um combinado com o nosso investidor
08:37e esse combinado ele tem que ser mantido, ele tem que ser entregue.
08:41A gente vai passar por diversas tentações, o mercado muitas vezes ele é tentador
08:44para que a gente corra riscos, muitas vezes desproporcionais,
08:48mas a gente tem que seguir o mandato e aquele combinado.
08:53Então, hoje a Faga até já comentou, acho que a gente tem no mercado,
08:57e eu falo também pela nossa grade, uma grade enorme,
09:02uma possibilidade enorme de produtos dentro do mundo de crédito privado.
09:06Então, existe desde o produto de mais baixo risco dentro do crédito privado,
09:12que usualmente é aquele produto que vai investir em ativos bancários,
09:15então são os produtos focados em títulos bancários.
09:18Esse é um fundo que usualmente vai entregar 100%, entre 100%, 102% do CDI,
09:24com um risco baixo, com provavelmente baixa volatilidade.
09:31E a gente vai ter, assim, no mundo ainda dos ativos high grade dentro do mercado,
09:37produtos que vão começar a combinar estratégias e aí, assim,
09:41você vai poder ter dentro ainda do mundo de liquidez.
09:45A gente tem, por exemplo, um produto que ele faz o corporativo e o bancário,
09:49também buscando entregar ali entre 100%, 104% do CDI,
09:52e aí a gente começa a construir uma grade de fundos que têm mais carência,
09:55ou seja, o investidor vai abrir mão de liquidez em troca do quê?
09:59Em troca de uma busca de um retorno maior.
10:02Então, a gente tem mandatos lá para entregar CDI mais um,
10:04chegando até CDI mais dois, ainda dentro do mundo high grade, tá?
10:08E aí, a partir daí, assim, quando a gente vai entrar,
10:11seja no mundo do high yield, de special situations,
10:14aí a gente, o céu aqui, em termos de retorno, o céu é o limite e o risco também, né?
10:19Eu acho que sempre é importante isso ficar muito claro para o investidor,
10:24que ele tem que fazer essa boa escolha adequada com aquilo que ele espera, né?
10:29Aquilo que ele imagina do investimento dele.
10:31Mas, de novo, a gente tem mandatos muito diferentes,
10:36produtos muito diferentes hoje sendo construídos dentro,
10:39entregues aí dentro do mercado.
10:41Então, acho que o investidor está bem servido,
10:44vai hoje em dia de produtos de crédito privado.
10:47Pai, acho que você poderia complementar falando sobre os indexadores também
10:51que o investidor encontra.
10:53A gente está falando em 100% CDI,
10:55ou às vezes em 105, né?
10:57Às vezes os fundos de crédito podem tentar alcançar 110, né?
11:01A ideia é bater, é quanto mais o seu CDI.
11:04Também há o CDI mais, tem IPCA mais.
11:08Essa sopa de letrinhas aí que o investidor precisa tomar cuidado,
11:11ela tem riscos diferentes?
11:14Muito boa pergunta aqui, Patrícia.
11:16Assim, na nossa visão, o percentual de CDI é algo que tende a cada vez ter menos relevância,
11:21e a gente vai falar mais em CDI mais, ou inflação mais,
11:26ou eventualmente outros indexadores.
11:28Então, a indústria de crédito hoje, ela é majoritariamente em CDI.
11:32A gente tem os produtos na nossa grade, por exemplo,
11:34variando ali na família mais líquida entre CDI mais 1,5 e CDI mais 2,5 de target de retorno.
11:41Mas cada vez mais a gente tem espaço para trazer outros fatores de risco,
11:46de retorno, de alfa, junto com outros indexadores.
11:49Vou começar falando da indústria de fundos de infraestrutura.
11:52Aqui, as debêntures de infraestrutura, que dão a isenção fiscal ali para o investidor na ponta final,
11:57elas naturalmente são emitidas sem inflação.
12:00Então, a gente já está falando de um mundo que vai negociar sempre em inflação,
12:04IPCA mais algo, ou NTNB, que é o título do governo com essa referência,
12:09mais um spread de crédito.
12:10Os nossos fundos, por exemplo, buscam aqui um retorno de MAB,
12:15que é uma cesta de NTNBs de títulos do governo ligados à inflação,
12:20com duration com prazo médio de próximo a seis anos,
12:22mais 0,5% a 1% líquido, sem considerar o benefício da isenção fiscal.
12:27Essa é uma família importante que veio crescendo,
12:29mas que mesmo dentro de fundos cisentes,
12:31você ainda consegue tirar o risco de título público,
12:35tirar o risco da inflação e voltar para o risco de CD.
12:37Então, a gente consegue oferecer essa dinâmica
12:40nos dois indexadores para os clientes.
12:43A gente tem um terceiro indexador,
12:45e aqui eu diria que a Itaú Asset foi bem pioneira nessa classe de ativos,
12:48que foram fundos de infraestrutura pré-fixados.
12:51Então, na nossa grade de fundos cisentes,
12:53o investidor pode escolher entre o CDI,
12:55com menor vol, menor volatilidade, pós-fixado,
12:58a inflação, que eu vou dizer que é um indexador tradicional
13:02dos fundos cisentes de infraestrutura,
13:04e agora a gente tem ali, e já tem há três anos,
13:06mais ou menos uma gama de produtos pré-fixados aqui,
13:10que você consegue travar, desde o início,
13:12a taxa que você vai buscar de rentabilidade
13:15nesses mandatos cisentos aqui.
13:17Mais do que isso, a gente tem um investimento offshore,
13:20ganhando cada vez mais relevância.
13:21Tem investimento em empresas brasileiras
13:24em ativos negociados lá fora,
13:25ou, eventualmente, tem empresas não brasileiras.
13:28Então, recentemente, por exemplo,
13:29a gente lançou um fundo de infraestrutura,
13:31mas que a gente investe até 20%
13:33em empresas brasileiras negociadas lá fora.
13:36A gente tira o risco cambial aqui,
13:39faz o RED, faz a conversão,
13:40para estar em CDI+,
13:41mas você busca uma outra fonte de alfa.
13:44Então, cada vez mais na sofisticação do mercado,
13:47a gente consegue ir incorporando novos indexadores.
13:50Por que isso é legal?
13:50Na formação do portfólio como um todo,
13:53a gente, naturalmente, tem mais opções
13:55para buscar valor, não só pelo crédito,
13:58mas também pelo indexador.
13:59Sem dúvida, tem a preocupação do risco.
14:01E aí, o CDI traz a menor volatilidade.
14:04A inflação, por outro lado,
14:05protege no longo prazo.
14:06Eu gosto muito de investimento
14:07ligado à inflação para longo prazo.
14:10O pré-fixado, você tem ali uma taxa
14:12em determinados momentos que faz muito sentido.
14:14Esse vai juntando essas estratégias aqui
14:16em diferentes alternativas de investimento.
14:19Perfeito.
14:21E tentando dimensionar um pouco
14:23dos riscos e oportunidades da classe nesse momento.
14:27A gente está aí o que os economistas hoje
14:29estão estimando que é a nossa Selic topo aí,
14:32beirando os 15%,
14:34mas também ainda não tem uma clareza
14:37de quando que ela vai descer.
14:40E essa Selic também,
14:42ela pressiona muito as empresas
14:45que geram essas dívidas
14:47que são compradas pelos fundos.
14:50O que vocês estão esperando
14:52daqui para frente de rentabilidade?
14:54Quais são os riscos
14:55que têm que ser monitorados?
14:57Daniela?
15:00Primeiro, assim,
15:01acho que a Faga comentou
15:02de muitos indexadores.
15:05Acho que existe essa tendência
15:07aqui dentro do mundo
15:09de crédito privado.
15:10mas hoje, assim,
15:12majoritariamente,
15:13quando a gente fala
15:14do crédito privado tradicional,
15:15a gente está falando
15:16de fundos de renda fixa
15:18pós-fixados, né?
15:19Que vão ter ali o CDI
15:20como a grande referência.
15:24E hoje a gente está
15:25com uma Selic
15:26em 14,75,
15:28que é um nível
15:29excelente, né?
15:30Então,
15:31quando a gente pensa em retorno,
15:33ah, crédito privado
15:34é uma classe de
15:35ativo
15:36que tem retorno interessante,
15:38acho que a gente já parte
15:39de uma base
15:41bastante interessante
15:42aqui só pensando
15:44na essência
15:45do investimento
15:46renda fixa.
15:48E se a gente pensa
15:49também que a gente está ali
15:50investindo
15:51num fundo
15:52com uma carteira
15:54diversificada,
15:55que você tem
15:56um gestor profissional
15:57buscando fazer
15:58essa seleção
15:58dos bons ativos,
15:59acompanhando.
16:01Então, você está construindo
16:02ali uma carteira
16:02de bons ativos
16:05que você vai perseguir,
16:06vai ainda dentro
16:07do mundo muito high grade,
16:09um spread
16:09que seja de 1%
16:11adicional ao 14,75,
16:131,25
16:14para fazer uma conta
16:14aqui bem simples,
16:16você vai entregar
16:1716% ao ano.
16:18Na nossa cabeça
16:18isso parece muito interessante,
16:20né?
16:20Então, segue sendo
16:21um bom investimento
16:24para os clientes.
16:27E aí você pergunta,
16:29ah, e dentro deste mundo,
16:30grandes riscos
16:31e oportunidades
16:32que a gente enxerga,
16:34acho que vale sim
16:35a gente falar
16:36que o 14,75
16:38ele tem o outro lado
16:40da moeda
16:41que é quem paga
16:41esta conta.
16:43Então, certamente
16:44os emissores, né,
16:45os tomadores de dívida,
16:47eles são os impactados
16:50por esse juro
16:51muito alto.
16:52Então,
16:53essa também é a hora
16:55de você ter ali
16:57o gestor monitorando,
16:59acompanhando e fazendo
17:00esse bom filtro
17:01de entender
17:02quem são
17:03as companhias
17:05que hoje
17:05elas partem
17:06de um lugar,
17:07estão mais alavancadas,
17:08têm muitos vencimentos
17:09de curto prazo,
17:11operam com margem baixa.
17:13E aí, assim,
17:14de novo,
17:15de acordo com cada um
17:15dos produtos
17:16que você tem,
17:17o gestor vai entender
17:19se cabe
17:20este tipo de ativo
17:21dentro do produto
17:22ou não, né?
17:23Assim, falando hoje
17:24por Sul América Investimentos.
17:26A gente é uma casa
17:27basicamente
17:29de high grade
17:30hoje.
17:31Então, a gente foca
17:31nos ativos
17:32de baixo risco
17:33de crédito.
17:34Então, a gente tem sido
17:35bastante seletivo
17:36nas nossas alocações.
17:38Eu acho que esse é o,
17:39pra gente,
17:40esse é o nome do jogo
17:41deste ano aqui.
17:43É monitorar muito
17:45de perto
17:45cada um dos nomes.
17:47Eu não gosto
17:48de falar de
17:48cortar setores.
17:51Ah, então,
17:51não vamos
17:52operar com varejo,
17:54não vamos
17:55desoperar.
17:56A gente prefere
17:57a seleção.
17:58Então, assim,
17:59a gente tem um time lá
18:00preparado pra fazer
18:01a boa seleção.
18:02Existe alguma boa
18:03companhia dentro
18:04do setor de varejo?
18:05Então, a gente quer
18:06financiar e se a companhia
18:07quer ter essas companhias
18:08dentro do portfólio.
18:11Mas não é trivial, né?
18:13Então, realmente,
18:13o risco
18:14de piora
18:16de qualidade financeira
18:17das companhias,
18:18ele tá aí também.
18:20Acho que tem que...
18:21É hora de você
18:22estar bem acompanhado
18:23de um bom gestor
18:24que tem um bom time,
18:25boa tecnologia
18:26ali por trás
18:27pra conseguir entregar
18:28os bons retornos.
18:29Faiga,
18:30vocês na Itaú Acid
18:31também acham
18:31que é o momento
18:32de ser mais seletivo?
18:33Vocês estão
18:34mais preocupados
18:36com o tipo de crédito
18:37que vocês estão comprando?
18:39Sem dúvida,
18:40no momento existe
18:41um cuidado adicional.
18:42Mas eu vou dizer
18:42que tá no DNA
18:43da concessão de crédito
18:45a seletividade
18:46sempre.
18:47E aí,
18:48do nosso lado,
18:49o que eu gosto
18:49muito
18:50é de não depender
18:52de uma agência
18:53de rating externa.
18:54Então,
18:54na nossa visão,
18:55como é que a gente
18:56faz isso aqui?
18:57Como é que parte
18:57do nosso processo
18:58de investimento?
18:59A gente usa muito
19:00o modelo de rating
19:01proprietário.
19:02Então,
19:03olhando todo o histórico
19:04de concessão de crédito
19:05do conglomerado Itaú,
19:07tudo que deu certo,
19:08tudo que deu errado,
19:08a gente tem um modelo
19:09específico
19:10onde a gente consegue
19:11antecipar
19:12diferentes movimentos
19:14ali,
19:15seja de melhora
19:15ou de piora
19:16das companhias.
19:17Então,
19:18em um ambiente
19:18de taxa de juros
19:19mais alta,
19:20onde,
19:21sem dúvida,
19:21a despesa financeira
19:22é importante
19:23por comprometer
19:25parte da geração
19:26de caixa das companhias,
19:27ter esse cuidado,
19:28essa seletividade
19:29concordo 100%.
19:30Mas eu diria
19:31que no crédito,
19:32olhar isso,
19:33olhar a qualidade
19:33da diretoria,
19:34a governança
19:35da empresa,
19:36os impactos
19:37ambientais,
19:38sociais,
19:38de governança
19:39e a chique
19:39que a gente fala,
19:40são sempre fundamentais
19:42para a gente gerir
19:43um portfólio.
19:44E aí,
19:44eu gosto muito
19:45de olhar hoje crédito
19:46sobre três pilares.
19:47A gente acabou
19:47de falar um,
19:48que é essa parte
19:49da qualidade
19:50do crédito
19:51e da importância
19:52de monitorar
19:53e tudo mais.
19:54Mas a gente não pode
19:54esquecer do lado
19:55do preço também,
19:56que é um pilar importante.
19:57Como é que os ativos
19:58estão negociando?
19:59E hoje a gente tem
20:00muita dispersão
20:01no nível de preço.
20:02Então,
20:03tem muita pressão
20:03na nossa visão,
20:04negociando muito caro,
20:06e aí não faz sentido
20:06investir,
20:07porque o spread
20:08está muito baixo,
20:08apesar de ser
20:09um risco excepcional,
20:10e tem muita empresa
20:11barata,
20:12porque o mercado
20:12não está olhando,
20:14ou porque tem assets
20:15diferente do que a sua
20:15América comentou,
20:16do que a Dani comentou,
20:17diferente do que a gente
20:18faz aqui,
20:18na Itaú Assets,
20:20tem assets que falam,
20:21ah, eu não quero investir
20:21em determinado setor.
20:23E aí você vê
20:23algum conjunto
20:23de empresas ali
20:24largadas,
20:25e às vezes tem
20:25muitas boas
20:26oportunidades.
20:27Então,
20:27escolher essas oportunidades
20:29faz com que você
20:30traga para o seu fundo
20:31uma fonte de alfa
20:32interessante,
20:33é a gestão ativa
20:34que a gente fala.
20:35Então,
20:35quando você fala
20:36em oportunidades,
20:37em riscos,
20:38tem esse lado
20:38do risco,
20:39sim,
20:39do momento atual,
20:41mas tem um lado
20:41de oportunidade
20:42que com a dispersão
20:43de spread,
20:44a gestão ativa
20:45permite você se posicionar
20:47em diferentes nomes,
20:49em diferentes companhias
20:50e escolher
20:51quando que é o momento
20:51de comprar
20:52ou de vender
20:53cada uma delas.
20:54Então,
20:54a gente gosta muito
20:55de olhar sobre esse contexto
20:56e aqui eu vejo
20:57bastante oportunidade,
20:59apesar do momento macro
21:01que existe,
21:01cautela,
21:02exige essa seletividade.
21:04E a gente tem um terceiro
21:05fator que é o técnico,
21:06a gente começou
21:06o nosso bate-papo
21:07hoje falando
21:08do fluxo
21:08e nesse fluxo positivo
21:09você tem um ciclo
21:11virtuoso
21:12para a indústria de crédito.
21:13A gente tem visto
21:14mais especialmente
21:15foi um mês
21:16muito forte
21:17de captação
21:18na indústria.
21:20Abril já tinha sido
21:21um mês positivo,
21:22então a gente tem visto
21:23ali uma dinâmica técnica
21:25bem comportada,
21:26até favorável
21:27e associado
21:28com essas oportunidades
21:29aqui de buscar
21:30um alfa
21:30através de gestão ativa,
21:33de negociação
21:33no secundário
21:34e isso,
21:34na nossa visão,
21:35é fundamental
21:36para navegar
21:37um ambiente
21:37como o de hoje em dia.
21:39Mas nesse ambiente
21:40em que a gente está,
21:41dá para dizer
21:42que acendeu
21:43uma luz amarela
21:45para inadimplência,
21:46lá em 2023
21:47quando a gente teve
21:48alguns episódios
21:49de inadimplências
21:50grandes de crédito,
21:52o investidor sumiu,
21:53ele também
21:54ficou avesso do nada
21:56e aí em 2024
21:57ele voltou
21:57com tudo.
21:58Então esse é um risco
21:59que tem que ser
22:01monitorado
22:02quando que ele pode acontecer.
22:04Vocês acham
22:04que é o momento
22:05realmente da luz amarela
22:06ou não?
22:07As coisas não estão
22:08nessa fase
22:09de discussão,
22:10por exemplo?
22:12Vamos lá,
22:13deixa eu trazer
22:13um pouco da minha,
22:14de como a gente está vendo.
22:16Acho que diferente
22:16do momento
22:17que a gente teve
22:17em 2020
22:18na pandemia
22:19e em 2023
22:20ali pós choque
22:22de crédito
22:23com duas empresas
22:24pedindo recuperação
22:25judicial
22:25e tudo mais,
22:27o momento
22:27que a gente está vivendo
22:28é um momento
22:28que foi amplamente
22:29antecipado.
22:31Era possível
22:31todo mundo
22:32se preparar,
22:33seja companhias,
22:34seja gestores.
22:36Então o que
22:36as companhias fizeram?
22:37O bom de crédito
22:38do ano passado,
22:39esse movimento
22:39muito forte,
22:40deu oportunidade
22:41para as companhias
22:42alongarem suas dívidas
22:44a um custo competitivo
22:46em termos de spread
22:46de crédito
22:47e criar um colchão
22:48de liquidez
22:49muito forte.
22:50Elas fizeram
22:50seu dever de casa.
22:52Do lado nosso
22:52de gestão
22:53de portfólio,
22:54o bom gestor
22:55também fez
22:55seu dever de casa,
22:56vendeu as empresas
22:57que estariam mais expostas
22:59ou que teriam mais dificuldades
23:00nesse momento
23:01e preparou seu portfólio
23:03para um cenário específico
23:04que foi amplamente discutido
23:05e não foi algo
23:06que a gente foi dormir
23:07de uma forma
23:08ou acordou de outra.
23:08A gente conseguia
23:09antecipar
23:10um pouco
23:11desses desafios.
23:12Então,
23:13apesar da gente
23:13ter desafios,
23:14eu vejo um ambiente
23:15aqui equilibrado
23:17onde a gente
23:18já tem mapeado
23:19quais são os riscos,
23:20quais são as empresas
23:21que vão eventualmente
23:22ter mais desafios
23:23e vamos lembrar também
23:24que eu costumo dizer
23:25que a gente tem
23:25empresas sobreviventes.
23:27As empresas
23:28que estão aqui hoje
23:28no mercado de capitais
23:29já passaram
23:30por muitos ciclos,
23:32ciclos até
23:32muito mais difíceis.
23:34Então,
23:34quando a gente escolhe
23:35boas empresas
23:35que se prepararam,
23:36que fizeram o dever de casa
23:37e quando o investidor
23:39escolhe boas gestoras
23:40que também fizeram
23:42seu dever de casa
23:43na formação do portfólio,
23:44eu acho que a gente
23:45está bem preparado
23:46para navegar
23:47diferentes ambientes
23:48incluindo um ambiente
23:49mais desafiador.
23:50Daniela,
23:51você concorda?
23:52Concordo
23:53e até assim,
23:54trazendo dois
23:56grandes mitos
23:57que as pessoas acabam,
23:59a gente lê muito
23:59headline,
24:01de jornal,
24:02muitas notícias,
24:04falando de crescimento,
24:06por exemplo,
24:06de recuperação judicial,
24:08que realmente,
24:09se a gente pega
24:09o número de 2024,
24:11a gente viu um aumento
24:12muito importante
24:13do número de processos
24:14de recuperação judicial.
24:18Qual é o mito?
24:20O que tem
24:20dentro desses
24:21grandes números?
24:23Um que tem
24:23um número importante
24:24de agronegócio
24:26que aconteceu,
24:28e aí,
24:28de uma forma geral,
24:30o mercado de capitais,
24:32estão excetuando
24:33os fiagros,
24:34quando você abre
24:35uma carteira
24:36de um fundo
24:37tradicional de crédito
24:38privado,
24:38você não deve
24:40encontrar ativos
24:41de agro lá dentro,
24:42são raríssimos,
24:44então,
24:45não é o perfil
24:46de ativo
24:47que os fundos
24:47de crédito privado
24:48e nem os fundos
24:49incentivados
24:50investem
24:51de uma forma
24:51muito pesada.
24:53E outra,
24:54que a Fega
24:55também já começou
24:55a explicar aqui,
24:56existe uma diferença
24:57muito grande
24:57do perfil
24:59de risco
24:59e do que acontece
25:01com as pequenas
25:02e médias empresas
25:03e as grandes
25:03empresas
25:04num momento
25:05de cenário
25:07macro
25:07mais adverso.
25:09Então,
25:09o que a gente vê
25:09nesse mundo
25:10da recuperação judicial?
25:12Menos de 10%
25:14dessas recuperações
25:14judiciais,
25:15elas acontecem
25:16nas grandes empresas.
25:18O grande número,
25:19ele acontece
25:20na pequena e média
25:20empresa.
25:21Se você olha
25:22como está se comportando
25:24a inadimplência
25:25da pessoa jurídica
25:26dentro do sistema
25:27financeiro,
25:28ela está absolutamente
25:29de lado.
25:31Se você pega
25:31esses últimos meses
25:32a inadimplência
25:33da pequena e média
25:33empresa dentro
25:34do sistema financeiro,
25:36ela já cresce.
25:37É natural.
25:38Então,
25:38assim,
25:38é só para lembrar
25:39que no mercado
25:41de capitais,
25:42o mundo que a gente
25:43costuma operar,
25:44grande parte
25:45dos fundos
25:46opera,
25:47são as grandes
25:47empresas.
25:48É isso,
25:49são as sobreviventes,
25:50não são realmente
25:52as tão cíclicas,
25:54as tão,
25:55né,
25:55são as companhias
25:55que têm capacidade,
25:57têm uma,
25:57tem administrações
25:59muito profissionais,
26:00muito competentes
26:01e que têm capacidade
26:01de tomar dinheiro
26:02de longo prazo,
26:03de antecipar movimentos.
26:05Foi um movimento
26:05que eles fizeram
26:06muito forte
26:07ano passado.
26:08Então,
26:08elas têm
26:08caixa mais forte,
26:10menos necessidade
26:11de rolagem
26:12esse ano
26:12de uma forma geral.
26:14Então,
26:14devem conseguir
26:15passar aí
26:15por esse cenário
26:16de juros mais alto.
26:19Não é fácil,
26:19né,
26:20se você perguntar
26:21para qualquer um
26:21dos CFOs,
26:22eles vão dizer,
26:23claro que não é fácil,
26:24ninguém gosta
26:24de pagar juros
26:25desse jeito,
26:27mas vão passar
26:27por mais essa,
26:28mais esse ciclo
26:29de alta de juros.
26:31E como é que está
26:31o apetite
26:32dessas grandes empresas,
26:33ou então
26:34no middle market,
26:35para emitir
26:37novas dívidas?
26:38Com esse fluxo
26:39todo de investimento
26:40para fundos de crédito,
26:41os gestores
26:42precisam
26:42de papéis
26:43para alocar.
26:45O que tem se visto
26:46é que a demanda
26:47por compra,
26:49a oferta
26:50compradora
26:50é tão grande
26:51que os spreads
26:52têm vindo
26:53mais comprimidos,
26:54né?
26:55Como é que vocês
26:55estão vendo isso?
26:56O que vocês esperam
26:57ainda de papéis
26:58emitidos daqui
26:59para frente?
27:00Os spreads
27:01podem ser convidativos,
27:03são interessantes?
27:05Esse ano
27:06o que a gente viu,
27:07assim,
27:07vem vendo
27:07uma queda importante
27:09do volume
27:10de emissão primária
27:12de debênture tradicional.
27:13Então,
27:13a gente vê
27:14uma queda
27:14perto de 30%
27:15quando a gente vê,
27:16né,
27:17compara com a média
27:18do ano passado.
27:19O que não está acontecendo
27:20na debênture incentivada,
27:22tá?
27:22As debêntures incentivadas
27:23seguem aí
27:24num ritmo
27:24bem acelerado,
27:26mas na debênture
27:27tradicional sim,
27:28a gente já vê
27:28uma redução
27:29de volume,
27:30muito como consequência
27:32disso que a gente
27:33acabou de comentar,
27:34que foi feita
27:34uma antecipação
27:35no ano passado
27:36muito forte.
27:37Então,
27:37na nossa visão,
27:38foi muito
27:39a dívida tomada
27:40ali na pandemia
27:41é um juro
27:42muito alto,
27:43mas com possibilidade
27:45dentro das debêntures
27:46dele pré-pagar.
27:48Então,
27:48quando ele viu
27:49o mercado do ano passado,
27:50super comprador,
27:52as empresas aproveitaram,
27:54pré-pagaram muita coisa
27:55e rolaram.
27:56Então,
27:57muitas delas
27:58já fizeram
27:58essa lição de casa
27:59ano passado
27:59e não vão ter
28:01a mesma demanda
28:02para fazer
28:03essas emissões
28:04esse ano.
28:06Mas só que deixar
28:06também uma mensagem
28:08que isso é
28:09super dinâmico.
28:11Então,
28:11a gente pode ser
28:12que a gente tenha começado
28:13de uma forma mais fraca
28:14e a gente veja
28:16o fluxo aumentando.
28:17por que falar
28:18isso também?
28:19Porque cada semana
28:21a gente tem
28:21uma mudança
28:23de regra.
28:24Por exemplo,
28:25semana passada
28:26a gente viu
28:26o Conselho Monetário
28:27Nacional
28:27adicionando
28:30uma restrição
28:31na emissão
28:31de CRI e CRA
28:32por companhias
28:33fechadas,
28:34que agora só pode
28:35também ser emitido
28:36por companhias
28:36relacionadas ao setor
28:37de imobiliário
28:38e relacionadas ao setor
28:39de agronegócio.
28:40Já acontecia
28:41para as companhias abertas,
28:42passou para as companhias
28:43fechadas também.
28:44o que na nossa visão
28:45acontece?
28:46Quem emitir
28:47esse CRI-CRA
28:47vai emitir o debênture.
28:49Então,
28:50tem aí
28:51aumento de IOF
28:52no empréstimo
28:54bancário
28:54para as companhias.
28:56Será que elas vão
28:57encarecer
28:58o crédito bancário?
28:59Será que ela vai migrar
28:59para uma debênture,
29:00para uma nota promissória,
29:01para uma nota comercial
29:02que não tem IOF?
29:05Então,
29:05para dizer que
29:06o ano
29:07a gente só vai saber
29:08como é que vai ser
29:09essa oferta desse ano
29:10realmente
29:10quando a gente chegar
29:11no final
29:11é tudo muito dinâmico.
29:12Tem muitas emoções, né?
29:14Mas, Fai,
29:14o que vocês estão vendo?
29:16Realmente houve
29:17uma desaceleração
29:18aí dessa emissão?
29:19Ela pode voltar?
29:20E queria que você
29:21aproveitasse
29:22para complementar um pouco
29:23falando sobre
29:23o spread,
29:25o retorno mesmo.
29:26É interessante?
29:27Perfeito.
29:28Acho que começando
29:29por esse ponto,
29:30acho que sempre que você
29:31tem um desequilíbrio
29:32entre oferta e demanda,
29:34você pode ter uma pressão
29:35em preço.
29:35Isso a gente vê acontecendo.
29:37Então, naturalmente,
29:38você tem uma oferta menor,
29:39você tem uma demanda
29:40por crédito muito alta,
29:42isso na média
29:43leva o mercado
29:44para ter um spread
29:45médio menor.
29:46A gente vê isso acontecer,
29:48como é que isso está
29:48refletido na cota do fundo,
29:50na performance.
29:51Para o passado
29:51foi um ganho,
29:52porque você teve a marcação
29:53ao mercado do estoque.
29:55Para frente,
29:56alguém pode olhar e falar,
29:57nossa,
29:57mas o carrego,
29:58a rentabilidade futura
30:00pode ser menor.
30:01E aí,
30:01eu vou voltar ao ponto
30:02de que cada vez menos
30:04sem crédito,
30:05esse carrego,
30:06essa taxa estampada,
30:08ela é relevante,
30:09ela vai perdendo relevância
30:10na medida em que você tem
30:12outras fontes de alfa
30:13aqui e aí a gestão ativa
30:15e diferentes estruturas,
30:16diferentes produtos
30:17para compor o resultado
30:19de cada fundo.
30:20Mas mais do que isso,
30:21eu acho que assim,
30:222025 tem sido um ano
30:23onde a gente tem encontrado
30:25muita oportunidade
30:26em Fidix,
30:27por exemplo.
30:27Essa é uma classe
30:28que a gente já operava bastante,
30:30sempre gostou,
30:31ela traz dentro da estrutura dela
30:34um benefício,
30:35porque geralmente
30:36você está falando
30:36de um produto
30:36com uma classe sênior
30:38e uma classe subordinada,
30:39então para quem estiver
30:40na sênior já nasce
30:41com uma garantia
30:42dentro da estrutura,
30:43além de ser usualmente
30:44um crédito pulverizado
30:46e que está vindo
30:47com uma relação
30:47risco-retorno
30:48na nossa visão
30:49muito atrativa
30:50vis-à-vis
30:51o crédito corporativo
30:53como um todo.
30:54Então só para dar números,
30:55o ano passado inteiro
30:56a gente comprou
30:57algo como
30:587 bi em Fidix.
31:00Esse ano até agora
31:01a gente já comprou
31:01mais do que isso
31:02e bem mais.
31:03Então de fato
31:04a gente tem visto
31:04muita oportunidade aqui
31:06para alocar
31:06os nossos portfólios
31:07com spread competitivo
31:09e aqui como demanda
31:10uma análise
31:11muito especializada,
31:12muito profunda,
31:13um time jurídico
31:14dedicado,
31:15um time realmente
31:15que faz uma modelagem
31:17diferente
31:17de um time de avaliação
31:19de crédito corporativo,
31:20tem muita casa
31:21que acaba não olhando
31:22ou acaba avaliando
31:23de uma forma
31:24mais superficial
31:25e não entrando.
31:26Então a complexidade
31:27traz o seu prêmio,
31:28mas esse prêmio
31:29não necessariamente
31:30está relacionado
31:31a um risco maior.
31:32Por isso é algo
31:33que a gente tem gostado
31:34bastante aqui
31:35nesse contexto
31:35para ampliar a posição
31:36aqui nos nossos fundos
31:38e navegar
31:38em um ambiente
31:39de spread médio menor,
31:41mas também
31:41para lembrar
31:42com muita dispersão
31:43aqui que tem
31:44gerado oportunidade.
31:46E aí o último ponto
31:47que para a gente
31:47é muito importante
31:48que na nossa estratégia
31:50dada a nossa escala
31:51a gente faz muito
31:52private placement,
31:53muito de exclusivo,
31:54a gente compra 100%
31:55e aí a gente consegue
31:56ter uma originação
31:57de um pipeline
31:58de uma quantidade
31:58de ofertas
31:59que não vai para o mercado.
32:01Por que a gente faz isso?
32:02A gente cria um relacionamento
32:03muito próximo
32:04com as empresas
32:05por entregar soluções
32:06a 6 de 1, 2 bi
32:07inteira ali
32:08para a empresa
32:08desde o financiamento
32:09de curtíssimo prazo,
32:106 meses,
32:11até o financiamento
32:12de longuíssimo prazo
32:13de um projeto
32:14de infraestrutura
32:15de 15, 20 anos.
32:16Isso faz com que a gente
32:17tenha acesso
32:18a um pipeline,
32:19a uma quantidade
32:19de ofertas diferentes
32:20e que usualmente
32:21como eu entrego
32:22um benefício
32:23de agilidade,
32:24redução de custo
32:24para a empresa,
32:25eu consigo um spread
32:26maior também.
32:27Isso me permite
32:28alocar em cenar
32:29em momentos diferentes,
32:30em várias oportunidades
32:33de operações,
32:34em vários tios
32:34que o mercado
32:35acaba não vendo
32:36como um todo
32:37e para a formação
32:38de portfólio
32:38na nossa estratégia
32:39tem sido bem importante.
32:41Bem interessante.
32:42Bom, vocês já comentaram
32:43algumas vezes aqui
32:44sobre essa gestão ativa
32:46do portfólio,
32:47mas acho que vale
32:48a gente se aprofundar
32:49um pouco mais.
32:51Até alguns anos atrás,
32:52não tanto tempo assim,
32:54os gestores de crédito
32:55eram tidos
32:56como os mais preguiçosos,
32:58aquele que analisava,
33:01analisava o papel,
33:03mas depois ficava
33:03até o vencimento
33:05e deixava rolar.
33:07Agora o mercado secundário
33:08está muito ativo.
33:10Mudou o jeito
33:10de fazer gestão de crédito?
33:12Vocês que estão
33:13nesse mundo,
33:14viram uma mudança
33:16no jeito que vocês atuam,
33:17dos times atuarem?
33:19Como é que é hoje?
33:20Mudou muito, sim.
33:21Eu estou no mercado
33:22há 15 anos.
33:23E para contar,
33:24para dividir com vocês,
33:25eu me lembro que
33:26quando eu entrei no mercado
33:27em um determinado momento
33:29lá para 2012, 2013,
33:31a gente estava tentando
33:32fomentar o mercado secundário
33:33porque de fato
33:34era inexistente.
33:35Você comprava e carregava
33:36o ativo até o vencimento.
33:38A gente chama
33:38de buy and hold
33:39no mercado.
33:40E aí eu coloquei
33:41numa plataforma antiga
33:42que tinha de negociação
33:43um spread,
33:45uma taxa de compra,
33:46uma taxa de venda
33:46para os cinco melhores ativos
33:48que eu tinha na minha carteira
33:49para cinco milhões de reais
33:50cada um.
33:51E eu recebi uma ligação
33:52no final do dia,
33:53Faiga, você está louca?
33:54Você não pode negociar
33:54cinco milhões?
33:55Você vai assustar o mercado.
33:57Isso foi em 2012, 2013,
33:59há pouco mais de dez anos.
34:01Hoje em dia,
34:01a gente negocia
34:02500 milhões de reais
34:03em uma única operação
34:04em um dia
34:04com muita tranquilidade.
34:06Então,
34:06o mercado aqui
34:07teve uma evolução sensacional.
34:09A gente está falando
34:09de uma média de negociação
34:10por mês aqui
34:11de mais de 40 bilhões de reais
34:12no mercado como um todo,
34:14crescendo,
34:15crescendo em número
34:15de empresas
34:16que são negociadas,
34:17em complexidade de ativos.
34:19Então,
34:19hoje,
34:20não só debêntures,
34:21letras financeiras,
34:22mas CRIs,
34:23CRAs,
34:23FIDIC
34:24são negociados
34:24no mercado secundário.
34:26A gente começa a ver
34:26um crescimento aqui
34:27muito interessante.
34:28Isso permite gestão ativa.
34:30Do nosso lado,
34:31a gente se estruturou
34:32com três traders de crédito
34:34dedicados a acompanhar
34:36as operações.
34:37E aí,
34:37a gente opera
34:37desde a plataforma
34:39de pessoa física
34:39que tem uma boleta
34:40no secundário
34:41de 100 mil reais
34:42até uma negociação
34:44que a gente está fazendo
34:44com uma toraria
34:45de um banco
34:45de um bi
34:46no secundário.
34:47Então,
34:47hoje,
34:48o mercado,
34:48eu tenho convicção
34:49em dizer que ele
34:50não é mais buy and hold.
34:51Hoje,
34:52você tem oportunidade.
34:53Muitas vezes,
34:53eu compro já pensando
34:54em vender.
34:55A gente começa a ver
34:56operações que liquidam hoje.
34:58Hoje mesmo,
34:58já está tendo spread
34:59de compra e venda
35:00daquele ativo no mercado
35:01e cada vez mais
35:03se troca o mindset,
35:05a sua forma de olhar
35:06uma operação
35:06por qual que eu carrego
35:08a taxa de emissão,
35:08a taxa que eu vou comprar
35:09para qual que é a TIR,
35:10qual que é a expectativa
35:11de retorno que eu vou ter
35:12em determinada operação
35:14dado o posicionamento
35:16que eu quero ter.
35:16Mas isso traz muito valor
35:17para a gestão de fundos,
35:19não é?
35:20Antes,
35:20talvez,
35:21não fosse tão diferente
35:23você fazer a sua carteira
35:24própria de crédito privado
35:26para você realmente
35:27delegar a um gestor
35:29e hoje em dia,
35:30talvez,
35:30o mercado esteja vendo
35:31mais esse valor
35:32de vocês,
35:33Daniela?
35:34Sem dúvida.
35:35E só,
35:36assim,
35:36para falar em defesa
35:37dos antigos gestores
35:38e analistas
35:39de fundos de crédito privado,
35:42você não tinha opção,
35:44né?
35:45Então,
35:45lá atrás,
35:4615 anos atrás,
35:47o gestor não tinha
35:49todo esse mercado secundário
35:51que a Faiga comentou,
35:52você não tinha
35:53essa opção de vender.
35:55Então,
35:55realmente,
35:56a avaliação fundamentalista
35:58e você vai comprar,
36:00né?
36:00Lá atrás,
36:01você comprava um papel
36:01de cinco anos,
36:02você tinha que entender
36:03que essa companhia
36:04tinha capacidade
36:05de pagamento
36:06nas datas
36:07dos vencimentos
36:08pré-acordados.
36:09que não precisa ser
36:12o que vai fazer hoje,
36:14né?
36:14Assim,
36:14você pode continuar
36:15e até na nossa visão,
36:17quando a gente aprova
36:18um nome,
36:19a gente aprova
36:20com essa perspectiva,
36:21eu gosto de entender
36:22que essa companhia
36:23terá a condição
36:24de nos pagar
36:25nos prazos
36:26definidos
36:27e acordados ali,
36:29mas a gente não precisa
36:30dessa condição.
36:31Então,
36:31hoje em dia,
36:32acho que a Faiga
36:32já comentou muito bem,
36:34a gente tem uma liquidez
36:35muito forte,
36:36não só no mundo corporativo,
36:37então é isso,
36:39tem mais de bilhão
36:40sendo negociado
36:41todos os dias
36:42de debênture,
36:42quase um bilhão
36:43de reais
36:43sendo negociado
36:44de letras financeiras,
36:47de títulos bancários
36:48também sendo negociados
36:49todos os dias.
36:50Então,
36:50isso permite,
36:51isso permite o gestor
36:53construir carteiras
36:55e aplicar a sua,
36:58assim,
36:58porque antigamente
36:59você ia monitorar
37:00o ativo,
37:02mas ok,
37:03entendi que esse ativo
37:04piorou,
37:05o que você faz
37:05a partir dali?
37:06Você tinha uma limitação,
37:07muito forte
37:08de qualquer o próximo passo
37:11depois de uma piora
37:12ou o contrário
37:14ou uma melhora,
37:15estou identificando,
37:15eu antecipo
37:16que essa companhia
37:17ela vai melhorar
37:18o preço dela,
37:20ainda não,
37:20isso não está
37:21no preço ainda,
37:22então de repente
37:22é uma hora
37:23de eu fazer
37:23uma posição maior
37:25nesse ativo.
37:27E eu gosto de falar
37:28que assim,
37:28hoje em dia
37:29a gente tem
37:30cada vez mais
37:31ferramentas
37:32e o mercado
37:34está se desenvolvendo
37:34para ter ainda mais,
37:36né,
37:36então hoje
37:37o gestor
37:37de crédito
37:38ele tem
37:38algumas formas,
37:40então dentro
37:40dos mesmos
37:41emissores
37:41eu posso falar,
37:42né,
37:43eu quero encurtar,
37:44eu quero diminuir
37:45o risco
37:45da minha carteira,
37:47então eu vou
37:47trocar o meu papel
37:48do emissor A
37:49de quatro anos
37:50por um papel
37:51de dois anos.
37:52Ah,
37:53dentro do mesmo
37:53grupo
37:54eu vou ir
37:55para a companhia
37:56de menor risco,
37:57ah,
37:58dentro das classes
37:59de ativo,
38:00no nosso entendimento,
38:01o bancário
38:02ele é menos arriscado
38:03que o corporativo
38:04que tem
38:04menos risco
38:05e mais liquidez
38:06que o mundo
38:07dos FIDICs,
38:08eu quero levar
38:08a minha carteira
38:09para um mundo
38:09mais conservador,
38:11menos arriscado,
38:12vou colocar
38:13mais bancos
38:14e menos corporativo
38:15e menos FIDIC,
38:16então hoje você tem
38:17já ferramentas
38:19para fazer
38:19essa gestão ativa
38:20com o mercado
38:21que permite
38:22e caminhando
38:23para evoluções
38:24muito saudáveis,
38:26né,
38:26hoje a gente já pode,
38:27muitos fundos
38:28de crédito privado
38:29já podem alavancar,
38:30ou seja,
38:31eu posso pegar
38:31um real que eu tenho
38:32do meu,
38:33um papel que eu tenho
38:34na minha carteira,
38:36eu transformo
38:36esse papel em reais
38:38e faço um novo
38:39investimento
38:39em outro papel,
38:41então isso já é
38:42uma, assim,
38:43isso já é um instrumento
38:45que vem sendo usado
38:47com muita frequência
38:47dentro do mercado
38:48e com discussões
38:50aqui da gente
38:51passar a ter
38:52um CDS no Brasil
38:53que a gente poder
38:54se proteger
38:56de riscos
38:57que eu,
38:58eu posso não encontrar
38:59um comprador,
38:59mas eu protejo
39:01o meu risco
39:01de crédito
39:02dentro da carteira
39:03entre outros instrumentos
39:05aí que a gente
39:06vem muito importando
39:08de mercado lá fora
39:10dos mercados
39:11mais desenvolvidos,
39:12mais líquidos
39:13que a gente vem
39:13trazendo para o Brasil
39:14também.
39:15Um deles é o derivativo
39:16nas operações
39:17de crédito,
39:17não é isso,
39:18Paiga?
39:18Perfeito,
39:19acho que aqui
39:19a gente vai abrir
39:20uma porta,
39:22uma avenida nova
39:22no mercado de crédito
39:24onde o gestor
39:25não vai mais
39:25necessariamente
39:26ter uma posição
39:27unidirecional
39:28que é comprar o ativo.
39:29Hoje,
39:30se eu estou vendo
39:31uma empresa piorar,
39:31o máximo que eu posso fazer
39:32é não ter esse ativo.
39:34Na medida em que a gente
39:35traz o derivativo
39:36para o mercado
39:37e eu acredito
39:38que a gente vai ter
39:39novidades bem em breve
39:40sobre isso,
39:41a gente consegue
39:42cada vez mais
39:43não só se proteger
39:44de posições
39:45que a gente já tem,
39:46como efetivamente
39:47em um determinado momento,
39:48inclusive dizer
39:49eu entendo
39:51que essa empresa
39:51vai se deteriorar
39:52e eu vou ganhar dinheiro
39:53com isso.
39:54Então,
39:54você vai conseguir atuar
39:54nas duas formas,
39:56vendendo e comprando
39:57proteção de crédito
39:58aqui.
39:59Acho que esse é um movimento
40:00que abre uma nova avenida
40:02de crescimento
40:03para a indústria,
40:04assim como outras iniciativas,
40:05a Dani citou aqui
40:06a alavancagem
40:07em fundos de crédito
40:08também super importante
40:09e claramente
40:11é esse ciclo virtuoso
40:13da indústria
40:13que fez com que
40:14o crédito
40:15que antes
40:16não era nem uma classe ativa
40:17se consolidasse
40:18como uma classe,
40:19uma classe perene
40:20e agora cada vez mais
40:21como uma classe
40:22com diferentes escopos,
40:24com uma amplitude
40:25muito grande
40:25entre produtos.
40:27Para entender,
40:27esse derivativo
40:28está previsto
40:29para ano que vem
40:30e os gestores
40:31vão poder
40:31apostar contra as empresas
40:34ou se proteger
40:34de uma queda,
40:35é isso?
40:36Não quero dar um time,
40:37não quero estimar
40:37uma data aqui,
40:38mas tem muita gente
40:39trabalhando,
40:40muito esforço
40:41envolvido aqui
40:42e acho que em breve
40:43a gente deve ter
40:44um avanço importante
40:45aqui sobre isso.
40:46Eu não vou precisar
40:47uma data aqui
40:48de lançamento
40:49dos derivativos.
40:51Daniela Faiga,
40:52foi um prazer
40:52estar com vocês.
40:54Para terminar,
40:55queria só
40:55que vocês me dissessem
40:57o que vocês estão pensando
40:58do tamanho
40:59dessa indústria
40:59daqui para frente.
41:01Daniela já falou aí
41:02que tem mais de um trilhão
41:03em fundos de crédito privado,
41:05não sei que outros números
41:06vocês podem colocar,
41:07mas o que a gente
41:08pode esperar?
41:09Dá para dobrar isso?
41:12Dá para dobrar.
41:15Quando a gente olha
41:16a indústria de crédito privado,
41:19na nossa cabeça,
41:20a gente tem
41:20grandes concorrentes
41:22hoje
41:23que a dinâmica
41:26do dia a dia deles
41:27pode mudar.
41:28Então,
41:28na nossa cabeça,
41:30um dinheiro
41:31que poderia ainda
41:32vir para a classe
41:33de crédito privado
41:34é um dinheiro
41:34que está na poupança hoje.
41:36então a gente tem
41:36mais de um trilhão
41:37de reais
41:38na poupança,
41:40então será que
41:40em algum momento
41:41esse investidor
41:42ele vai tomar
41:43uma decisão
41:44de sofisticar
41:46as suas alocações
41:47e pode começar
41:48ali pelo crédito privado,
41:50então esse pode ser
41:50um caminho.
41:52A gente enxerga também
41:53como um concorrente
41:54muito forte
41:55os títulos
41:57de crédito
41:58que estão alocados
41:58hoje direto
41:59dentro da carteira
42:00das pessoas físicas
42:02então
42:03CDB,
42:05LCI,
42:06LCA
42:06que tem a vantagem
42:08de ter
42:09a garantia
42:10do FGC
42:10e aqui
42:12na nossa visão
42:15essa é uma garantia
42:16que
42:16hoje
42:17foi muito importante
42:19para a gente
42:20construir
42:21um
42:22e aí
42:23a grande busca
42:24de você ter
42:25toda a garantia
42:26do FGC
42:26é você ter
42:27um setor financeiro
42:28menos consolidado
42:29então lá atrás
42:31você pega
42:31o Conselho Monetário Nacional
42:32o Banco Central
42:33olhava para a indústria
42:34e falava
42:34eu tenho só grandes bancos
42:35como é que eu faço
42:36para também permitir
42:37que você veja
42:38um crescimento
42:39nos bancos pequenos
42:40e médios
42:40faltava o dinheiro
42:41como é que você
42:42viabiliza esse dinheiro
42:43então essa garantia
42:44ela foi uma garantia
42:45integral
42:45muito importante
42:47para proporcionar
42:47esse crescimento
42:48eu diria que a gente
42:49já está em outro
42:50estágio de maturidade
42:51então na nossa visão
42:52essa garantia
42:53ela pode
42:54e eu acho que hoje
42:55já tem até algumas discussões
42:56de revisitar
42:57essa garantia do FGC
42:59isso
43:00se por exemplo
43:01vai a gente ouve
43:02algumas discussões
43:03se essa garantia
43:04não for integral
43:05será que o investidor
43:06ele vai
43:07hoje ele não olha
43:09a qualidade financeira
43:10do banco A
43:11que ele compra ali
43:12do CDB dele
43:13se ele tiver que ficar
43:14com uma parte
43:15desse risco
43:16será que ele vai
43:16investir ou não
43:18será que ele não vai
43:18preferir colocar
43:19o dinheiro dele
43:20na mão de um gestor
43:21profissional
43:21que vai fazer
43:22essa seleção
43:22dos ativos
43:23dentro da carteira
43:23para ele
43:24então de novo
43:25acho que a gente
43:26tem aí
43:27grandes concorrentes
43:30com uma situação
43:30que a gente enxerga
43:31que pode mudar
43:32e para frente
43:33que pode ser uma oportunidade
43:34para um crescimento
43:35ainda maior
43:35para a indústria
43:36de crédito privado
43:37se eu fosse só
43:38complementar com um ponto
43:39eu acho que o que a gente
43:40tem visto muito legal
43:41e importante
43:42para esse crescimento
43:43contínuo do mercado
43:44é a entrada
43:45de novos emissores
43:46então há 15 anos atrás
43:49eu diria que a gente
43:50tinha no mercado de capitais
43:5150 emissores corporativos
43:53mais ou menos
43:53hoje só na minha carteira
43:55eu tenho mais de 300
43:56grupos econômicos
43:57quanto mais novos emissores
43:59entrarem nessa dinâmica
44:01de mercado de capitais
44:02e aí você tem um pouco
44:03dessa mudança
44:04de que muitas empresas
44:05até então
44:05ainda são financiadas
44:07apenas pelos bancos
44:08e elas entendem
44:09o benefício
44:10de ter um grupo
44:12diferente de credores
44:13financiando essas empresas
44:14mais você vai ter
44:16opções de investimento
44:17mais pulverizados
44:18serão os fundos
44:19e com isso
44:19você vai crescendo
44:21ainda mais
44:21a dinâmica
44:22e a importância
44:23dos fundos de crédito
44:24e do mercado de capitais
44:25apetite tem
44:26na medida em que a gente
44:27observar essa entrada
44:28de novos emissores
44:29isso já tem acontecido
44:31é sem dúvida
44:32algo super importante
44:32para continuar
44:33essa tendência
44:34de crescimento
44:35no mercado
44:35muito obrigada
44:37por essa discussão
44:38foi muito rica
44:39e educativa
44:40muito obrigada Patrícia
44:41foi ótimo
44:42estar aqui contigo
44:42obrigada
44:43eu que agradeço
44:44obrigada também
44:46a nossa audiência
44:47esse episódio
44:48vai estar no site
44:48do Neofeed
44:49e também
44:50nas principais
44:51plataformas de áudio
44:52até a próxima
44:53Música
44:54Música
44:55Música
44:55Música
44:56Tchau, tchau.
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