00:00E apesar do governo ter apresentado alternativas à alta do IOF, setores que podem ser afetados criticaram o possível aumento.
00:08Casos do agronegócio e também da habitação.
00:12Quem tem mais informações pra gente é a repórter Camila Iunes.
00:16Entidades têm se mobilizado e se posicionado contra as alternativas de arrecadação ao IOF.
00:22Dentro das propostas do Ministério da Fazenda, está um aumento de impostos,
00:26especialmente para setores que até então não eram tributados, como o rendimento de títulos de renda fixa.
00:33No coro, as instituições dizem que a mudança deve prejudicar o acesso da população ao crédito,
00:39afetar a criação de novos produtos e diminuir os investimentos no Brasil.
00:44A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias aponta que a taxação da letra de crédito imobiliário LCI
00:52vai prejudicar o acesso à moradia, uma vez que o custo do crédito será elevado.
00:58O presidente da AbraInc, Luiz França, diz que o cenário é preocupante.
01:02Temos discutido muito, nós estamos aqui em Brasília,
01:05estou com notas técnicas para sentar e conversar com todos aqui em Brasília,
01:13para mostrar os impactos e até mostrar uma alternativa.
01:16Nós temos um volume de ativos imobiliários muito grande no Brasil,
01:23e muita gente está com esses ativos imobiliários e gostaria de reavaliar o ativo imobiliário.
01:29O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Renato Correia,
01:34considera imprescindível a contenção de gastos por parte do governo federal
01:38e afirma que a entidade quer dialogar para encontrar uma solução conjunta.
01:43A Câmara Brasileira da Indústria da Construção sempre teve um diálogo muito produtivo,
01:49tanto com o executivo, quanto com o legislativo e o judiciário,
01:52e nós vamos colocar esse ponto de vista,
01:54que é um ponto de vista hoje que nós temos de convicção,
01:58que é preciso não aumentar impostos, aumentar a existência do governo
02:02e não dificultar recursos para a habitação.
02:06No caso das fintechs, a tributação também pode se elevar.
02:09Atualmente é cobrada a contribuição social sobre o lucro líquido,
02:13a CSLL, que tem três alíquotas, de 9%, 15% e 20%.
02:19Com a atualização, a de 9% deverá ser excluída,
02:23mantendo apenas os valores maiores.
02:26O presidente da Associação Brasileira de Fintechs, Diego Pérez,
02:29fala em um possível encarecimento dos serviços.
02:32Os serviços financeiros oferecidos pelas fintechs vão ficar mais caros,
02:37ou eventualmente elas vão ter dificuldade de manter os seus serviços em patamares baratos ou gratuitos,
02:45que a maioria das fintechs oferecem serviços gratuitos.
02:48Então é muito comum você ver cartões de crédito sem anuidade, contas digitais sem tarifas.
02:55Essas contas, esses cartões são emitidos por fintechs.
02:59Entidades ligadas ao setor energético também se pronunciaram.
03:03O Instituto Pensar Energia disse que as medidas podem abalar a confiança de investidores
03:09e também comprometer o futuro energético do país.
03:12No agronegócio, as movimentações não foram diferentes.
03:16Desde o anúncio do Ministério da Fazenda,
03:18a Frente Parlamentar da Agropecuária demonstrou insatisfação.
03:22Isso porque a proposta é cobrar 5% de imposto sobre as letras de crédito do agronegócio, as LCA's.
03:29O presidente da FPA, Pedro Lupion, disse que a bancada não irá aceitar.
03:35Precisa cortar gasto, precisa diminuir o tamanho da máquina,
03:37precisa fazer uma reforma administrativa.
03:39Então a gente precisa mostrar que tudo aquilo que o Congresso já deu de demonstrações ao governo,
03:45tentando salvar as contas públicas,
03:46e vamos voltar lá para trás, falar de PEC do arcabouço, PEC da transição,
03:51reforma fiscal, reforma tributária,
03:54tudo aquilo que foi apresentado em relação ao governo,
03:58sempre dizendo que seria para sanar as contas públicas, o dinheiro foi gasto.
04:02A Confederação Nacional da Indústria disse ser contra a qualquer elevação de imposto para o setor produtivo.
04:08Para a CNI, a contraproposta é o aumento da tributação sobre as betes,
04:12avançar na reforma administrativa, gerenciar os gastos públicos e modernizar as leis trabalhistas.
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