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No Sociedade Digital desta segunda (09), o autor do livro Global Workers, Gustavo Sèngès, explicou como os trabalhadores globais estão transformando o mercado de trabalho, impulsionados por tecnologia, mobilidade e novos modelos de contratação.

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#JovemPan
Transcrição
00:00Esta figura que surge, que é o Global Worker,
00:03ele muda as dinâmicas, não vou nem dizer a dinâmica,
00:06ele muda as dinâmicas do mercado de trabalho.
00:09As relações de trabalho, as demandas,
00:12as skills que as empresas começam a buscar,
00:15as contrapartidas que as empresas têm que oferecer,
00:19mudou o jogo.
00:20E aí a minha pergunta pra você é,
00:22pra colocar todo mundo aqui que acompanha a Sociedade Digital
00:25na mesma página, Gustavo, é
00:27quem é esta entidade, o Global Worker?
00:32Excelente pergunta.
00:34Primeiro que é um termo que ainda está sendo definido.
00:37Uma das primeiras pessoas que usou esse termo
00:39foi o CEO do LinkedIn.
00:41Ele usa o termo Global Worker se referindo
00:44que nunca o mundo teve tanta oportunidade pra Global Workers.
00:48Hoje, esse termo já está começando a se popularizar.
00:51Então foi um desafio, inclusive, quando eu escrevi o livro,
00:54que eu tinha que definir o termo.
00:55Eu estava falando de um termo que ainda era desconhecido.
00:58Em poucas palavras, o Global Worker é aquele profissional
01:01que trabalha de forma flexível,
01:03em sua maior parte, remota,
01:05do seu próprio país,
01:07pra uma empresa estrangeira.
01:09Empresa que pode estar em qualquer lugar.
01:11É trabalhar remoto
01:12para uma empresa que está anywhere.
01:15Esse é o conceito de Global Worker.
01:17Isso como mecânica, como dinâmica,
01:22começa a nascer a partir de quando?
01:26Porque pra algumas áreas,
01:28já era comum você ter trabalhadores atuando remotamente,
01:32sobretudo carreiras mais ligadas à tecnologia.
01:34Eu costumo dizer que o Dev, por exemplo,
01:37é um camarada, uma figura que gosta dessa solidão
01:40e dessa paz pra trabalhar.
01:42A pandemia, aliás, foi muito boa
01:44sob esse aspecto pra esses caras,
01:46porque, à medida que os escritórios foram fechados,
01:49eles se viram na paz da casa.
01:51Não faltou trabalho pra essa galera.
01:53Talvez tenha sido uma das carreiras ligadas à tecnologia
01:55que mais cresceu,
01:58com a digitalização e afins.
01:59Eles ficaram lá quietinhos em casa
02:00e de lá não voltaram pros escritórios,
02:02em boa parte das empresas.
02:04Mas qual é o marco temporal pra essa nova dinâmica?
02:07É a pandemia? Isso é anterior?
02:08O que você identifica?
02:10Eu comecei nessa área
02:12liderando operações de empresas estrangeiras,
02:16a maioria americana,
02:18com presença no Brasil e em outras regiões
02:20da América Latina e do mundo,
02:22contratando para clientes.
02:24Que clientes são esses?
02:25As empresas mais inovadoras do mundo.
02:27Não é à toa que essas empresas
02:28chamam-se empresas de staffing,
02:30que a gente traduz no Brasil pra empresas de RH,
02:32de recrutamento e contratação.
02:34Então, desde 2010,
02:35eu entrei em contato com esse mundo
02:39de você buscar profissionais no Brasil,
02:41como era a rede da região,
02:43Colômbia, México, Argentina, Chile...
02:46América de modo geral.
02:47América de modo geral,
02:48para clientes estrangeiros.
02:50Então, aí que começou,
02:51eu diria, que em 2010.
02:53Então, a gente está falando de 15 anos antes.
02:55E o que que levou a isso?
02:57Foi o avanço tecnológico.
02:59Internet muito mais rápida,
03:005G, a possibilidade de você trabalhar
03:02de qualquer lugar.
03:03E essas ferramentas de colaboração,
03:05sem dúvida, foi a tecnologia
03:07combinado com a guerra pelos melhores talentos.
03:10Existe uma frase do CEO do Airbnb
03:12que ele diz
03:13que os melhores talentos já estiveram em Nova York
03:16ou em São Francisco.
03:18Hoje, eles estão em qualquer lugar.
03:20Em qualquer lugar.
03:21Então, as empresas passaram a perceber
03:23que é possível um profissional
03:25entregar um trabalho de qualidade
03:27estando em São Paulo,
03:29em Florianópolis,
03:31em Recife,
03:31em Bogotá.
03:33Então, foi isso.
03:35E a pandemia,
03:36sem dúvida,
03:37acelerou.
03:38Acelerou.
03:3810 a 15 anos,
03:39algo que naturalmente
03:40vinha acontecendo.
03:41Ela foi um acelerador.
03:42A gente tem alguns fenômenos
03:44nesse processo.
03:45São categorias profissionais específicas
03:48em que você pode ter alguém
03:51que não necessariamente
03:51vai estar fisicamente lá contigo,
03:54mas reportando para um time
03:56a partir de qualquer lugar.
03:57É a ideia do Anywhere Office,
03:59você pode estar em qualquer lugar.
04:03É preciso que a empresa também
04:04esteja orientada
04:05a esse tipo de relação,
04:08uma cultura que consegue agregar,
04:10que consegue manter esse cara
04:12alinhado com valores,
04:14com princípios da organização.
04:16Mesmo que ele não esteja fisicamente lá,
04:18porque a gente costuma discutir
04:19essa história de estar todo mundo
04:20agregado ali,
04:21é o que faz a cultura
04:23ser permeada.
04:24e outras características
04:27peculiares
04:29algumas dessas empresas.
04:31Eu ouso dizer
04:32que como média,
04:34essas empresas não estão no Brasil.
04:36Não.
04:36Ou seja,
04:37o Brasil está perdendo talentos
04:38para o resto do mundo.
04:40Sem dúvida.
04:41São empresas que eu brinco
04:42que possuem o DNA remoto.
04:45Então foi fundada.
04:46Elas não necessariamente
04:47nasceram digitais.
04:48Acho que é importante
04:49fazer essa distinção.
04:50Não necessariamente,
04:51mas muitas sim.
04:53Muitas já têm esse DNA remoto.
04:54A própria B&B é o caso.
04:55E elas não têm escritório físico
04:57nem na própria matriz.
05:00Uma dessas empresas
05:01que eu trabalhei,
05:02que tinha sede
05:03em Denver,
05:04no Colorado,
05:05quando a gente se reunia
05:06anualmente,
05:07equipes do mundo todo,
05:08eles precisavam alugar
05:09um...
05:11um...
05:12um...
05:13um...
05:14é...
05:15Como é que fala?
05:17Um...
05:17uma quadra
05:18de beisebol
05:19para poder juntar.
05:20Para conseguir agregar
05:20todos os profissionais
05:22de todos os lugares.
05:22Ou seja,
05:23eles não tinham
05:23um escritório físico
05:24nem na própria matriz.
05:26Então,
05:26quando se fala de cultura,
05:28já é uma cultura
05:28que nasceu com esse DNA.
05:30Ela já estava acertada
05:30para essa descentralização.
05:31Exatamente.
05:32Esse é...
05:33acho que essa...
05:33esse é o grande perfil
05:35das empresas
05:35que buscam
05:36o Global Worker.
05:37que o mais...
05:39que o mais standards
05:41que o mais
05:46que o mais
05:52é o grande perfil
05:53que o mais
05:55é.
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