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Camila Rioja, fundadora do Instituto Plexus, falou ao Cripto Brasil sobre o piloto da moeda social Aratu em Indiaroba (SE). O projeto une Web2 e Web3 para impulsionar a economia marisqueira local, liderada por mulheres. Um avanço em inclusão, transparência e tecnologia.

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Transcrição
00:00Cripto Brasil está de volta e uma parceria entre o Instituto Plexus e a plataforma eDinheiro
00:06está lançando um projeto piloto da moeda social Aratu em blockchain na cidade de Idiaroba, no Sergipe.
00:13A gente recebe a Camila Rioja, que é fundadora do Instituto Plexus, para saber mais sobre essa iniciativa.
00:19Camila, seja muito bem-vinda ao Cripto Brasil.
00:22Rita, Rodrigo, muito obrigada pela oportunidade de estar aqui hoje com vocês discutindo esse tema,
00:27que é de ter muito interesse para a gente.
00:28Com certeza, Camila. Eu queria que você já contasse para a gente rapidinho o que é o Instituto Plexus,
00:33o que ele faz e também como funciona esse projeto que vocês estão lançando na prática.
00:39O Instituto Plexus é um instituto de ciência e tecnologia que tem como propósito democratizar o acesso
00:45ao benefício das tecnologias emergentes. Isso para regenerar a economia, os ecossistemas e a sociedade.
00:51E esse piloto em Idiaroba, relativo ao moeda social Aratu, ele exatamente exemplifica esse propósito.
00:59A gente busca testar como fazer a conexão do que a gente chama de back-end, ou que tem por debaixo do capô do e-dinheiro,
01:08que é uma tecnologia tradicional da Web2, com a blockchain, com a tecnologia Web3.
01:14E Camila, por que vocês escolheram essa cidade, Idiaroba? Eu, particularmente, nunca tinha ouvido falar nela, por exemplo.
01:21Não é novidade que não tenha ouvido falar, até mesmo porque Idiaroba é um município com mais ou menos 18 mil habitantes,
01:28que fica no Sergipe. Só que Idiaroba tem particularidades extremamente interessantes.
01:33E uma delas é o motor da economia local. O motor da economia de Idiaroba é a economia marisqueira,
01:41de um crustáceo chamado Aratu, que vem a dar nome à moeda social.
01:46O motivo pelo qual Idiaroba foi escolhido, ou melhor, os motivos pelos quais eles têm basicamente a ver.
01:53Um, com a natureza da economia e quem compõe essa economia.
01:57E dois, com os benefícios que já foram vislumbrados dentro dessa comunidade,
02:02por conta da existência da moeda social.
02:05Majoritariamente, a pesca do Aratu é feita por mulheres, mulheres marisqueiras.
02:11E é de uma forma extremamente interessante como essa pesca é realizada,
02:16porque é protetivo da natureza.
02:19É uma forma que não prejudica o ecossistema local,
02:22que traz a relevância desse trabalho, que é um trabalho manual feminino,
02:29e com baixíssimo impacto ambiental, ao largo de um alto impacto social e econômico.
02:35Vocês sabem como é que é feita essa pesca?
02:37Através do assobio.
02:39As mulheres, elas vão ao mangue e elas fazem um assobio, um canto.
02:43A partir disso, o Aratu, esse marisco, ele aparece e elas efetivamente catam.
02:48Em Aratu, essa economia sustentada pelo empreendedorismo feminino é o que move.
02:55É o que move o comércio, é o que move a educação,
02:57é o que move, por exemplo, o acesso a crédito e empréstimos.
03:01E é por isso que é tão relevante essa temática da moeda social
03:04relacionada ao próprio bioma da localidade.
03:08Que interessante, Camila.
03:10Queria até que você aproveitasse e falasse da moeda Aratu,
03:13porque é uma moeda que já existe, agora vocês estão lançando em blockchain.
03:17Queria que você também falasse para a gente o que são essas moedas sociais
03:21e também da plataforma Edinheiro, que também é um projeto antigo
03:26e que trabalha ali junto com essas moedas sociais.
03:30Essa história, ela tem um começo há quase 30 anos atrás
03:35através do Banco Palmas, que é o precursor desse movimento.
03:39O Brasil, ele é pioneiro na temática de moedas sociais
03:43por conta exatamente desse movimento, que é o movimento comunitário
03:48para acesso a crédito, para acesso à inclusão financeira.
03:52Existem alguns indicadores ou alguns pontos que determinam
03:56o que é uma moeda social.
03:58E eles são o seguinte.
03:59Primeiro, ela é pareada a moeda fiduciária local.
04:03Então, é um para um com o Real Brasileiro.
04:05O segundo ponto é que ele depende da existência de um banco comunitário
04:10ou então de um banco municipal.
04:14Ele também é um instrumento de desenvolvimento da economia local
04:17porque a circulação dessa moeda, ela fica restrita àquela região.
04:22Exatamente porque ela tem como condão, como objetivo principal,
04:27fazer o desenvolvimento econômico social.
04:29Então, isso é um instrumento da economia solidária
04:31que impulsiona as compras, as vendas, o comércio local.
04:36Ele impulsiona o acesso a crédito, a tarifas um pouco mais ou mais baixas
04:40ou inclusive zeradas, porque ele é um crédito da comunidade para a comunidade
04:45e possibilita uma série de casos de uso muito interessantes.
04:49Desde você ser moderado pelo seu trabalho
04:51até você comprar e vender alguma coisa, o pão do dia a dia
04:55ou inclusive o recebimento de benefícios sociais.
04:59E Camila, eu sou bem obcecado por essa experiência do usuário, né?
05:03E a gente está falando aqui de uma moeda usada numa região ali
05:07que imagino eu com pessoas um pouco mais simples.
05:10Então, eles precisam de uma experiência ali usando um aplicativo
05:13ou usando internet ali que seja muito simples.
05:17O mundo do blockchain ali não é necessariamente ali o mundo mais fácil
05:20de você poder usar as ferramentas, fazer custódia de chaves,
05:25esse tipo de coisa.
05:26Como que vocês resolveram isso de unir esse mundo web 2 e web 3
05:30e não complicar mais as coisas para quem está usando?
05:35Da mesma forma que você trouxe questões extremamente complexas do mundo blockchain
05:39para uma linguagem simplificada, o que a gente procura com esse piloto é
05:43testar quais são os incrementos dentro de uma evolução
05:48para esse sistema do e-dinheiro para uma lógica que beneficie a população.
05:55Então, quais são os valores, qual é o objeto ou então o objetivo
06:00que a gente pretende garantir com esse acesso?
06:03Primeiramente, a transparência, a gestão e a governança desse sistema.
06:10A gente falou aqui de pontos extremamente importantes, como, por exemplo, a concessão
06:14e o acesso ao crédito, como eventuais taxas desse sistema.
06:18Então, Rodrigo, pensando em todas essas questões, às vezes limitantes, às vezes possibilitantes
06:23da tecnologia e o que a gente quer ver, fazer, que é criar e gerar um impacto,
06:29essa evolução desse sistema.
06:32E por isso a gente começa com o piloto e por isso o Indiaroba,
06:35ela vai levar em consideração as possibilidades tecnológicas
06:38e de uma forma que não impacte a vida do usuário final.
06:42Por que esse piloto é importante?
06:44Exatamente porque, Rodrigo, a gente está fazendo o quê?
06:47Trocando o que está embaixo, o back-end primeiro.
06:51E a pergunta que a gente se faz, juntamente com a dinheiro,
06:53que é uma organização da sociedade civil,
06:56que a gente se faz junto com outros players e atores,
06:59é, isso está trazendo benefício?
07:01Eu consigo ver mais transparência e mais gestão?
07:04E a questão do um para um com o real, as taxas desse sistema,
07:07o acesso a esse crédito, a gente verifica essa possibilidade?
07:12E verificada essa possibilidade, verificado esse impacto positivo,
07:15a gente já tem aí um possível plano de expansão
07:18para 170 outras moedas sociais que já fazem parte do sistema do dinheiro
07:23e por que não falar em construir isso com mais entes e mais agentes
07:27dessa comunidade no Brasil.
07:29E Camila, conta para a gente, esse piloto está sendo rodado na cidade de Aroba,
07:34mas queria saber de você se existe uma expectativa
07:36de que esse projeto seja replicado em outras regiões.
07:40É exatamente isso que a gente vislumbra,
07:42porque o instrumento da moeda social,
07:47aliado a uma tecnologia transparente,
07:49ele tem esse poder comprovado de fazer a inclusão,
07:54de possibilitar o crescimento.
07:57Então, o sucesso desse piloto,
07:59a verificação dessas condições,
08:02é o que vai possibilitar essa expansão.
08:05É muito importante a gente falar também, Rita,
08:07de por que a gente está discutindo isso agora.
08:10Faz quase 30 anos que o Banco Palmas começou essa iniciativa,
08:16faz mais de 15 anos que o E-Dinheiro começou o desenvolvimento,
08:20inclusive com desenvolvedores da comunidade do Ceará.
08:24Então, isso é um projeto de comunidade,
08:26não é uma empresa,
08:28hoje em dia, uma organização da sociedade civil
08:30com pessoas da localidade,
08:32como desenvolvedores, que são os próprios beneficiados.
08:35Isso já faz mais de 15 anos.
08:37Então, por que esse salto da tecnologia Web3?
08:39Por que a gente está conversando sobre isso agora?
08:42Tem uma série de fatores,
08:43mas é o fato da economia solidária estar em voga.
08:46É o fato de ter um projeto de lei
08:48que tramita nas casas do Congresso,
08:51que já foi, inclusive, aprovado em uma delas,
08:53que prevê que a moeda social vai ter que ser em blockchain.
08:56Então, uma vez esse projeto aprovado,
08:58a gente tem uma adaptação necessária
09:01e super complexa da gente visualizar,
09:04implementar por conta desses tópicos que o Rodrigo trouxe.
09:07Então, passinho a passinho,
09:09a gente está fazendo o que acredita,
09:10que é pregar um projeto,
09:11se a pessoa quer se unir a um projeto social,
09:14servir a esse benefício e a esse propósito compartilhado.
09:18E aqui, num exercício quase que de comunidade,
09:22porque a Web3 é uma comunidade
09:24e porque as finanças solidárias e a economia solidária
09:27também dependem de comunidade,
09:29verificar o benefício que essa alteração legislativa
09:32e essas possibilidades vão trazer para a gente.
09:35Camila, muito obrigada pela sua participação.
09:37Acho que é incrível ver a potência que a blockchain tem,
09:41principalmente nesse tipo de projeto.
09:43Então, fica aqui o convite para você voltar
09:45ao nosso programa mais vezes.
09:47Muito obrigada.
09:48Muito obrigada.
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