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Apesar da desaprovação de Lula, a percepção da economia brasileira nos últimos 12 meses melhorou. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, o percentual dos que consideram que o cenário piorou caiu 8%, passando de 56% no levantamento anterior para 48% na pesquisa divulgada nesta quarta-feira (04). Outros 30% acreditam que a situação está igual e 18% perceberam melhora.
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NotíciasTranscrição
00:00Apesar da desaprovação de Lula, a percepção da economia brasileira nos últimos 12 anos melhorou.
00:08De acordo com a pesquisa, o percentual que consideram a piora do cenário econômico caiu 8 pontos percentuais,
00:15saindo de 56% no levantamento anterior para 48% na pesquisa divulgada hoje.
00:2230% acreditam que dá na mesma e 18% perceberam melhora.
00:284% não sabem ou não responderam.
00:33Então, de qualquer maneira, a pesquisa de 48% piorou e 18% acha que está na mesma e estava ruim.
00:39Então, para mim, a pesquisa continua sendo ruim para o governo.
00:42Agora, Felipe Monteiro, eu estou dizendo o seguinte, o governo é gastão, torra dinheiro público
00:48e quer botar a culpa no Banco Central porque os juros estão altos.
00:51E perguntei para o economista que os juros altos têm que controlar a economia,
00:55senão tem desabastecimento, tem inflação.
00:58E você é polêmico por natureza.
01:00Então, vem para cima que eu quero te ouvir.
01:03Primeiro que eu fiz uma introdução aqui, ao introduzir a pergunta para o Jason,
01:07que não tem nada a ver uma coisa com a outra.
01:10Grande parte do crescimento do Brasil é do agronegócio.
01:1212% aumentou o agronegócio.
01:14Não tem nada a ver com o que você falou de crescimento artificial,
01:17colocando dinheiro na economia de forma artificial.
01:20A não ser que você queira colocar o plano safra, que pode ser também,
01:25uma outra leitura, como fundamental para o grande crescimento econômico que o Brasil está tendo.
01:30Não grande, grande comparado com os outros períodos.
01:33E o ponto que você coloca aqui toda hora, a questão do gasto, do déficit fiscal.
01:37Déficit fiscal, sou tarado.
01:38Isso aí é conversa para boidormir, Capês.
01:40O que interessa para mim é a qualidade do gasto público.
01:43Se o gasto público é bom e gera mais renda e retorno no futuro, tem que fazer.
01:50Tem que fazer.
01:51Quando você pega, por exemplo, a equação do PIB, o que é o PIB?
01:54O PIB é o quanto a família gasta no período, no ano.
01:59Mais quanto a empresa investe.
02:01Mais investimento público e mais balança comercial.
02:04As famílias estão endividadas, mais de 30% no Serasa e SPC.
02:09As empresas estão falidas.
02:11O maior número de recuperação judicial na história.
02:15Balança comercial é algo mais ou menos estabelecido por causa do água.
02:17A única forma de você crescer, considerando essas variáveis, é investimento público.
02:23Então, você vai ser contra o investimento público?
02:25Não.
02:25Tem que ser a favor do investimento público.
02:27Tem que ser contra o investimento e a despesa que são realizadas,
02:30sem estratégia, sem racional, mas despesa bem feita, você faz o país crescer.
02:37O país crescendo, as rendas das famílias aumentam, você fica rico e paga a conta depois.
02:43Então, o seu racional está completamente ultrapassado, Capês.
02:48O que a gente tem que ver e analisar é a qualidade do gasto público.
02:51Se é bom ou se é ruim.
02:52Pois é.
02:53Mas aí, Jason Vieira, eu costumo dizer o seguinte.
02:56Eu polemizo aqui com o Leandro Ferreira, já provocando ele também.
03:00que é melhor ter superávit do que déficit.
03:03E eles amam o déficit fiscal.
03:04Esse pessoal, que são os economistas mais keynesianos, tem paixão pelo déficit fiscal.
03:10Tem que ter investimento.
03:11Só que, eu queria ouvir você, o dinheiro público é para gastos assistencialistas apenas
03:17ou ele deveria ser endereçado a investimento público para gerar emprego, crescimento, desenvolvimento?
03:23Até que ponto a questão do endividamento público é positiva e em que momento ele passa a ser negativo?
03:31Vamos ver os Estados Unidos da América.
03:33Está crescendo para caramba, mas está com uma dívida de 38 trilhões de dólares, que vai terminar o ano assim.
03:39Vai pagar 1,2 trilhão de dólares só de juros.
03:42Nós vamos pagar 1 trilhão de reais de juros aqui no Brasil, que é muito alto, é quase 10% do nosso PIB.
03:48Até que ponto esse endividamento, esse déficit, com o comentário depois do Leandro Ferreira, claro,
03:54até que ponto o endividamento, a geração desse déficit é positiva
03:58ou pode comprometer a saúde financeira do país a médio prazo?
04:02Jason Vieira, e logo em seguida, imediatamente, já o Leandro Ferreira.
04:06Muitas vezes, com uma percepção keynesiana, se busca um cenário de utilização dos recursos públicos
04:13para fazer estímulos macroeconômicos.
04:15O problema é se utilizar disso como um expediente.
04:19Não, o governo, ele vai fazer, como eu citei, questões contracíclicas,
04:24ele pode trabalhar ou não o dinheiro público, de forma que tem que ser sempre responsável
04:29a fazer estímulos macroeconômicos, sempre da maneira mais calgada possível.
04:34A diferença, muito provavelmente, entre Estados Unidos e Brasil,
04:38seja a diferença da questão arrecadatória do quanto é o impacto do governo federal e dos entes federativos.
04:44Nós temos um problema grave aqui no Brasil, que não se discute há muitos anos,
04:49que é a discussão do pacto federativo, a distribuição dos recursos entre os estados,
04:53como ele é feito agora.
04:55Mas, de qualquer maneira, o gasto público, o problema do gasto público atual é que ele não está com qualidade.
05:01Pode ser assistencialista, porque você depende muito da situação econômica de um país.
05:06O Brasil tem um problema gravíssimo de produtividade, o Brasil tem um problema de um erro da utilização dos investimentos em educação,
05:14de um foco numa educação superior que não tem a qualidade necessária para formar grandes profissionais
05:21e, ao mesmo tempo, uma retirada do foco enorme da educação básica,
05:26que qualquer país que se desenvolveu fortemente no mundo fez esse primeiro investimento.
05:30Mas os Estados Unidos também são um exemplo.
05:32Os Estados Unidos passou por um processo de um excesso de gastos muito grande,
05:37isso se converteu numa inflação muito elevada
05:40e o Federal Reserve está tendo que lidar com esse problema,
05:43que ele é um dos detratores dessa situação,
05:45ele está tendo que lidar com esse problema,
05:46porque os Estados Unidos agora estão com uma taxa nominalmente elevada em termos históricos,
05:52estão com dificuldade de avançar no corte de juros,
05:55porque sempre que há um pequeno estímulo macroeconômico, a resposta já vem.
06:00Hoje nós tivemos dados completamente disparidos nos Estados Unidos,
06:03que você teve dados positivos em termos de emprego de um lado,
06:07que, por exemplo, foi o ISM de emprego,
06:08depois você teve um dado negativo, que é o ADP Employment.
06:12Mas, voltando ao Brasil, a questão brasileira vai muito dessa questão da qualidade.
06:17Nós temos uma baixa qualidade do gasto público,
06:19que nós temos uma baixa qualidade de educação,
06:21nós temos uma baixa qualidade de saúde,
06:23nós temos uma baixa qualidade de segurança pública,
06:26e tudo isso nós vemos de maneira muito clara.
06:28E, exatamente outro ponto,
06:30o executivo é um dos que mais draga esses recursos.
06:35O conjunto do executivo, além de centralizador,
06:39ele concentra demais esses gastos e, muitas vezes, com má qualidade.
06:43Ou seja, gasto público com boa qualidade, bem trabalhado,
06:47ele pode ser utilizado.
06:48O problema é que isso não faz parte da história brasileira.
06:51Leandro Ferreira.
06:54Olha, Capês, para você, eu recomendo um pouco de Jorge Bem.
06:59Aquela coisa assim,
07:00olha aí, meu bem,
07:03prudência e dinheiro no bolso.
07:05Não conheço essa música.
07:07Não conhece porque você não tem conexão com as massas.
07:10Porque essa é uma música bem conhecida.
07:12Sabe o que eu conheço dele?
07:13Os alquimistas estão chegando.
07:16Pode falar.
07:17Chegaram juntos, né?
07:18Chegaram juntos.
07:19Porque é o seguinte,
07:21quando a gente pode achar que não,
07:24mas o termo prudência,
07:25ele significa responsabilidade,
07:28inclusive perante a dívida.
07:30A prudência é algo que,
07:33inclusive,
07:33compõe os critérios econômicos macroprudenciais,
07:37microprudenciais.
07:38Isso significa saber administrar a dívida
07:41no sentido daquilo que colocou aqui o PP,
07:43que é possibilitar o crescimento,
07:44possibilitar o investimento,
07:46de forma a fazer com que a economia cresça.
07:49Eu acho até que no nível micro,
07:51aí, microprudencial,
07:53acho que o Jorge Bem talvez concordasse,
07:55as reformas estão sendo feitas e permitindo,
07:57como a gente tem visto,
07:58o investimento privado.
08:00A gente precisa elevar, evidentemente,
08:01o investimento público,
08:03mas eu acho ainda que há espaço
08:05para corrigir problemas históricos
08:06e que são lá previstos como objetivos
08:09da Constituição Federal do Brasil,
08:11no seu artigo terceiro,
08:12que diz que a gente tem que erradicar a pobreza
08:14e reduzir as desigualdades.
08:16Reduzir as desigualdades é cobrando imposto.
08:19Não dá para reduzir desigualdade
08:21apenas pagando benefício de transferência de renda.
08:25Embora eu seja um defensor,
08:26inclusive, de uma renda básica universal
08:28incondicional,
08:29mas para fazer isso,
08:30você precisa cobrar de quem ganha mais.
08:32E há um sistema grande de coisas
08:34que precisa ser corrigido
08:36para que no Brasil a gente cobre
08:37de quem precise pagar dinheiro.
08:39E provavelmente você que está na nossa audiência,
08:41a não ser que aqui no 24º andar
08:43alguém esteja na audiência,
08:44aí não é com você que eu estou falando,
08:46mas você, no geral,
08:47provavelmente não paga o imposto
08:49e não pagará o imposto
08:51que precisa ser pago
08:52para corrigir as desigualdades brasileiras.
08:53A gente tem, na verdade,
08:56é que fazer com que você que está em casa
08:59assistindo o Jovem Pan
08:59pague menos proporcionalmente
09:02em relação a quem tem mais.
09:04E esses que têm mais
09:05é um punhado de gente.
09:08É gente que está ganhando muito mais
09:10do que a massa brasileira na média.
09:13É gente que está ganhando muito mais
09:14acima do PIB per capita.
09:16É gente que sabia que o agronegócio
09:19ia crescer como cresceu
09:20e colocou o dinheiro lá
09:22e agora fica anunciando
09:24como se fosse arauto do apocalipse
09:27que a gente está indo para o buraco.
09:30Às vezes é bom, né?
09:31Não sei se o Capês pretende ser candidato,
09:33mas se vier a ser no ano que vem, Capês,
09:35a gente vai ver lá,
09:36de repente, você colocou o seu dinheiro
09:37no agronegócio lá atrás
09:38e está lucrando,
09:40como muita gente está lucrando
09:41com esse ganho do Brasil,
09:43apesar do discurso politiqueiro que faz.
09:46Muito bem.
09:46É só para o pessoal do 24 não ficar com raiva
09:49que lá está a direção,
09:50aqui é o vigésimo andar.
09:51Mas eu queria ouvir agora
09:53a nossa querida Ellen Brown.
09:56Ellen, diz que o governo dos pobres,
09:59mas 50% dos que têm ensino fundamental
10:01desaprova o governo.
10:0350% de quem ganha até dois salários mínimos
10:06desaprova o governo.
10:07E 61% de quem ganha acima de cinco salários mínimos.
10:10Como é que você vê?
10:12Você é uma jornalista experiente,
10:13tem muita informação,
10:15sempre colabora aqui com o nosso programa,
10:18trazendo todas essas informações.
10:20Como é que existe a percepção?
10:23Qual é a percepção que o público tem desse governo?
10:27Eu, particularmente, distante,
10:29o Leandro Ferreira fica bravo comigo,
10:31eu vejo assim,
10:32o presidente sempre dando risada,
10:34falando que Deus deu a seca no Nordeste
10:36para ele poder trazer a água.
10:38É assim, umas certas esquisitices,
10:41umas condutas um pouco esdrúxulas,
10:42que mostram um pouco de salto alto
10:44e desconexão com a realidade.
10:47Eu não sei o comportamento da primeira-dama,
10:48se isso pode influenciar.
10:50O que, em geral, se nota nesse caso?
10:54No Nordeste, ele melhorou um pouco,
10:55mas continuou com a aprovação igual à desaprovação.
10:58Queria ouvir de você uma jornalista experiente.
11:01Olha, duas coisas que vêm junto
11:04quando você conversa com a população em geral
11:06é que existe a questão econômica
11:09e ela fica muito atrelada à percepção
11:11da nossa compra do dia a dia, do bolso,
11:14mas existem alguns outros aspectos
11:16que vêm pesando muito na avaliação do governo
11:18e que as pessoas falam concomitantemente.
11:22Um deles é segurança pública.
11:24Então, o aumento da insegurança
11:27é um outro aspecto que acaba respingando
11:29nesse governo e não é de graça,
11:31que, por exemplo, uma das grandes bandeiras
11:32que o governo tem tentado tomar
11:33é a PEC da Segurança Pública,
11:35o SUS da Segurança Pública,
11:37porque esse é um aspecto que pega
11:39o dia a dia do cidadão
11:40e ele está percebendo uma piora desse aspecto.
11:43Ainda que segurança pública
11:45seja uma demanda de estados,
11:48mas as pessoas acabam responsabilizando
11:50quem está lá, quem ela vê com mais frequência.
11:53E a outra questão é uma questão
11:55da percepção de uma microcorrupção generalizada,
12:00que, nesse sentido,
12:02a oposição foi muito exitosa
12:04em conseguir fazer valer esse discurso,
12:07seja com o caso do INSS,
12:10seja com taxações que foram sendo feitas,
12:14aquela desinformação sobre taxação do PIX,
12:16que não era uma taxação do PIX,
12:17mas que a oposição conseguiu,
12:20de forma vitoriosa,
12:21colar isso como uma maneira do governo
12:23dar um jeitinho de lucrar um extra
12:26sobre a população ou sobre condutas
12:29não tão conformes e idôneas.
12:34Então, esses dois aspectos
12:35é que me chamam muita atenção
12:36e que, acredito,
12:38corroboram muito para essa avaliação do governo,
12:40que é o aspecto,
12:42para além da economia,
12:44da segurança e de uma percepção de corrupção
12:48que a população brasileira,
12:49é claro, não quer ver,
12:51está cansada de ouvir,
12:52e que cola,
12:54cola muito,
12:54porque a oposição é bastante bem sucedida
12:56em fazer essa narrativa.
12:58Agora, o Jason Vieira,
13:00também,
13:01passarinhos não me contaram,
13:03eu vi na imprensa,
13:04ali na mídia,
13:05isso aqui,
13:05nos blogs,
13:07nos sites,
13:08nos veículos de comunicação,
13:10que integrantes da Polícia Federal
13:12alertaram o governo
13:13que se levar até o fim
13:15a investigação
13:16sobre o crédito consignado
13:18pode quebrar
13:19o sistema financeiro nacional.
13:22Nós estamos falando de,
13:24segundo os dados ali colhidos,
13:25de 90 bilhões de reais
13:27de empréstimos consignados.
13:30Eu, quando fui presidente do PROCON,
13:32nós multamos diversas instituições financeiras
13:35porque o aposentado,
13:36o pensionista,
13:37a pessoa de idade,
13:38que é o hipervulnerável,
13:40não autorizava o empréstimo.
13:42Ou, às vezes,
13:42ele assinava um monte de papel,
13:44recebeu uma visita em casa,
13:46aquela conversa sedutora,
13:48ele acabava assinando
13:49e, ao ver dele,
13:51ele recebia um dinheirinho.
13:52Ai, tem 30 mil reais na minha conta,
13:53estou feliz.
13:54O que ele não sabe
13:55é que ele vai ter que pagar agora
13:5660 mil reais
13:57com desconto direto
13:58do lerite dele.
14:00Então, a Ellen Brown
14:01fala sobre essa percepção
14:03de uma corrupção no país
14:05endêmica
14:07e que, talvez,
14:08volte a assombrar
14:10a mente dos brasileiros.
14:11Até que ponto isso também
14:13pode ter um impacto
14:14nesta avaliação?
14:16Bom,
14:17importante notarmos que
14:18a avaliação do governo,
14:21ela já vem ruim
14:23há algum tempo.
14:24E quando, realmente,
14:25nós abrimos o PIB,
14:26nós vemos ali que,
14:28concordo,
14:29serviços
14:29deu um movimento fraco,
14:32indústria também
14:33e o agro,
14:34de novo,
14:35sustentando o crescimento
14:36econômico brasileiro.
14:37mas, aí, você começa
14:38o brasileiro sentir
14:39no imposto,
14:41porque os impostos,
14:43eles não foram
14:44para as classes mais altas.
14:45Há de se pensar
14:46em alguma justiça tributária
14:48no Brasil, sim.
14:49Muito provavelmente
14:50não através dos dividendos,
14:52porque os dividendos
14:53foram criados
14:53por conta de uma distorção,
14:55de uma elevação acima
14:56do necessário
14:57do IRPJ.
14:58Então,
14:59tem que se repensar isso
15:00e, provavelmente,
15:01o Congresso não vai aprovar,
15:02porque,
15:03acho que,
15:03não sei se eu estou errado,
15:05mas acho que a maioria
15:06dos membros do Congresso
15:07são advogados
15:08e nós sabemos
15:09que advogados também
15:10recebem via dividendos
15:11e aí fica bem difícil
15:12se imaginar
15:13uma mudança nessa lei.
15:15Mas,
15:15se começarmos a colocar
15:17a questão do INSS
15:19e, depois,
15:20agora,
15:20a questão,
15:21efetivamente,
15:22do consignado,
15:26primeiro,
15:26não acredito
15:27que vá quebrar
15:27o sistema financeiro nacional.
15:29São alguns bancos
15:29que estão envolvidos,
15:30inclusive,
15:31com falsidade
15:32de pegar a voz
15:34do aposentado,
15:37fazer edição
15:38dessa voz
15:39e criar ali
15:40uma conversa falsa
15:41para poder aprovar
15:42e, muitas vezes,
15:42o aposentado
15:43não recebia
15:44sequer o recurso.
15:45Esse recurso
15:46era desviado
15:46para outra conta.
15:48Começa a se juntar
15:49essas coisas todas,
15:50a popularidade do governo
15:51não tem como se preservar
15:52elevada,
15:53porque essa é a conversa
15:54que a gente está ouvindo
15:55no metrô,
15:56essa é a conversa
15:57que a gente está ouvindo
15:58nas praças
16:01de alimentação
16:01as pessoas dizendo
16:03minha mãe foi roubada,
16:04meu pai foi roubado
16:06e aí uma outra conversa,
16:07o governo agora está tentando,
16:08vale luz,
16:09vale gás,
16:11é outro problema,
16:12porque aí
16:12uma conversa
16:13que eu já ouvi
16:14de mais de uma pessoa,
16:15na verdade,
16:16de umas cinco pessoas diferentes
16:17que são pessoas
16:18de classe mais baixa,
16:19foi,
16:20ah, espera aí,
16:20o cara rouba a minha mãe
16:22e depois quer pagar gás
16:23de volta?
16:24Não é o que eu quero.
16:26Então,
16:26a situação está essa.
16:27Então,
16:27não vai quebrar
16:28o sistema financeiro nacional,
16:29tem que ser investigado,
16:31tem que ser punido
16:32com toda a severidade
16:33da lei,
16:34porque o problema
16:34não é só fazer o empréstimo
16:35para bater meta,
16:37tem aposentado
16:37que nem sequer
16:38o recurso recebeu
16:39e isso é gravíssimo,
16:41nós estamos trabalhando
16:42com os ultra-vulneráveis
16:42e,
16:43óbvio,
16:45não vai,
16:45vai ser muito difícil,
16:46vai ter,
16:47o governo primeiro,
16:48porque ele está
16:48com uma situação fiscal difícil,
16:49ele não tem de onde tirar dinheiro
16:50para tentar distribuir
16:52como ele gostaria,
16:53como ele já fez no passado
16:54e aí gera uma situação
16:56bastante difícil
16:57nesse curto prazo.
16:58E aí
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