Uma pesquisa da Atlas/Bloomberg, divulgada nesta sexta-feira (24), mostra a aprovação do presidente Lula. O número chegou ao melhor nível desde janeiro de 2024, com 51,2% de aprovação contra 48,1% de reprovação. A repórter Janaína Camelo detalha o assunto.
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00:00Agora vamos falar de uma pesquisa da Atlas Intel, Bluberg, que foi divulgada hoje, que mostra a aprovação do presidente Lula.
00:08O número chegou ao melhor nível desde janeiro do ano passado.
00:12A Janaína Camelo vai chegar direto da Capital Federal para trazer os detalhes dessa pesquisa.
00:17Oi, Jana, boa tarde e bem-vinda.
00:22Muito boa tarde para você, Márcia.
00:24E é exatamente isso que você disse, quanto à aprovação, à avaliação do presidente Lula, é a melhor taxa desde janeiro do ano passado.
00:34E é a primeira vez também, desde outubro do ano passado, ou seja, em um ano, que a taxa de aprovação do governo Lula é maior do que a taxa de desaprovação, de acordo com essa pesquisa.
00:47A gente tem, a gente separou ali uma arte, Márcia, para mostrar aí na tela para vocês e diz o seguinte,
00:53A aprovação do governo Lula, então, chegou ali a 51,2% e a desaprovação, 48,1%.
01:040,6% respondeu que não sabe.
01:08É importante também frisar que essa pesquisa, ela aconteceu entre os últimos dias 15 e 19 de outubro e ouviu 14.063 pessoas.
01:18Agora, quanto à avaliação ao governo do presidente Lula, a gente também separou uma arte aí para mostrar, Márcia.
01:26Entre aqueles que consideram o governo Lula ótimo e bom, 48%, também maior do que quem considera o governo ruim e péssimo, 47,2%.
01:39E aqueles que consideram regular, 4,8%.
01:43Ainda, Márcia, com relação à avaliação do governo, do presidente Lula, por região.
01:50O Nordeste é quem aprova melhor.
01:52Perdeu o sinal da Janaína Camelo?
01:58A gente está com um probleminha aqui de áudio, mas já está sendo resolvido.
02:02Já, já a gente volta, então, com outros detalhes dessa pesquisa.
02:05Mas a gente aproveita para chamar o nosso analista, comentarista do dia, o Renato Durgam,
02:10para falar sobre esses dados recentes, divulgados hoje.
02:13Acredito eu que toda a equipe de comunicação do presidente Lula deve estar bem feliz, né?
02:19Para quem começou o ano patinando, né, Durgam?
02:23Ele realmente teve aí uma melhora na comunicação do governo.
02:28Teve a tempestade perfeita, Estados Unidos, soberania, Eduardo Bolsonaro.
02:34Lula, no fim das contas, conseguiu usar todos esses fatores a seu favor, Durgam?
02:39Seguiu bastante, ali até maio, o que parecia impossível, que seria uma reeleição,
02:48porque vinha em queda constante, os candidatos da oposição ali aparecendo muito bem nas pesquisas,
02:55e o que apontava era uma possível derrota, né, em 2026.
02:59Quando chega ali em junho, muda a comunicação, na verdade,
03:02vem uma comunicação mais moderna ali, inclusive usando o IA nas redes sociais.
03:06Depois vem a crise dos Estados Unidos, a condenação de Bolsonaro,
03:12todo mês ali aquele julgamento do STF, um desgaste muito grande de Bolsonaro,
03:18ficando ali a família Bolsonaro muito reduzida a 35% no máximo,
03:23e uma indefinição da direita do candidato.
03:26Porém, o 51% de aprovação, ele não quer dizer voto em Lula.
03:32Se o candidato vier o ano que vem da oposição mais centralizado,
03:37esse regular eu tô achando muito baixo na Atlas, não é comum esse regular tão baixo de 4,8,
03:43né, o ótimo e bom ali, e o ruim e péssimo muito altos, e o regular muito baixo.
03:48Tem outras pesquisas que o regular ali, ele cresce demais e não é tão natural esse regular, ok?
03:53Mas assim, o voto mais centralizado, um governador ali, por exemplo, candidato à oposição,
03:59ele pode ter voto nessa aprovação de Lula mais regular ali, mais centralizada.
04:08Então eu não ficaria comemorando tanto, porque 48% de desaprovação é muito alto, ok?
04:15É uma coisa muito alta.
04:16É muito difícil o sujeito votar na reeleição de alguém desaprovando ali,
04:21mas aprovando se aparecer alguém melhor, né?
04:25E nesse caso mais centralizado com a saída da família Bolsonaro da disputa,
04:29eu não acho ainda os números confortáveis pro Lula, não.
04:31São números bem perigosos, mas pelo menos existe ali a esperança da construção e da melhora.
04:39O custo de vida também, o preço dos alimentos melhora um pouco nos últimos 60 dias,
04:43até por causa da crise com os Estados Unidos, né, também.
04:47Então, assim, se melhorar os indicativos econômicos, essa questão dos 5 mil reais do imposto de renda,
04:53o vale-gás, talvez Lula melhore ainda mais na classe C2D.
04:57Mas eu acho que pra ele se sentir confortável, essa reprovação de 48 tem que cair ali pros 42, pelo menos.
05:06Porque se não, vai ser uma eleição bem difícil, bem disputada,
05:10porque o candidato dessa vez não é Bolsonaro e nem é alguém da família Bolsonaro
05:13que tem ampla rejeição, né?
05:15Aí seria um candidato mais centralizado, Tarcísio, Ratinho, o que for.
05:19São candidatos com menos rejeição e talvez busquem votos ali nesse regular de Lula,
05:26que na Atlas estou achando muito baixo.
05:28Nas outras, normalmente, ele é bem mais alto, nos outros institutos.
05:32Pois é, Dorgan, e também tem uma questão que, falando sobre essa conquista da classe média,
05:41que Lula quer tentar se aproximar mais da classe média pro ano que vem,
05:45a gente lembra que o presidente fez uma sinalização pra esse eleitorado
05:51quando ele promete aumentar a faixa ali do Minha Casa Minha Vida,
05:56colocando o Minha Casa Minha Vida pra pessoas que ganham até 12 mil reais.
06:01O próprio projeto de isenção do imposto de renda, que é pra quem ganha até 5 mil reais,
06:06mas dá um desconto pra quem ganha até 7 mil e 500, também agrada a classe média.
06:12Então, tem aí algumas medidas que o governo Lula vem investindo e deve continuar investindo no ano que vem,
06:18olhando pra classe média, que ainda é muito dividida em relação à aprovação ou não do presidente Lula.
06:27E eu queria aproveitar também e contar pra vocês que, pra justamente tentar conseguir andar com esses projetos
06:34que são aí populares, sociais, o governo precisa de dinheiro, o governo precisa cobrir o rombo fiscal.
06:42A gente já contou aqui no Tempo Real várias vezes que o governo tá com o rombo fiscal, por enquanto,
06:48previsto pra 2026, pro orçamento do ano que vem, porque, vamos lembrar,
06:53aquela medida provisória que previa a taxação das aplicações financeiras foi derrubada.
06:59Foi derrubada pela Câmara em meio a um sentimento aí de revolta com o Palácio do Planalto.
07:04Pra tentar recuperar parte dessa medida provisória, o Fernando Haddad, o ministro da Fazenda,
07:09vai tentar enviar dois projetos recuperando trechos diferentes dessa medida provisória.
07:15A gente também já contou isso aqui.
07:18Na semana que vem, o projeto que deve avançar é o projeto de corte de despesas.
07:24Esse projeto que vai trazer trechos da MP que previam corte de gastos,
07:30como, por exemplo, um ajuste ali no auxílio nos gastos com auxílio doença do INSS,
07:35colocar o pé de meia também dentro do piso constitucional.
07:40E isso tudo deve ser incluído no projeto do metanol.
07:45Projeto que prevê aí justamente a criminalização da falsificação de bebidas,
07:51do uso de metanol.
07:53Esse projeto que é relatado pelo deputado Kiko Seleguin,
07:57que é do PT, portanto, um deputado da base governista.
07:59E é um projeto que tem uma alta aceitação popular por ser justamente um tema que está aí
08:05em todas as mídias sociais, todo mundo com medo do metanol.
08:09Então, o Lula pretende colocar esse corte de despesas dentro desse projeto
08:14que já está com urgência, já está pronto para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados.
08:21Se ele colocar esse corte de despesas dentro do projeto do metanol,
08:25ele consegue avançar mais rapidamente.
08:27É claro que vai ser o que a gente chama no mundo político de um jabuti
08:33quando um tema que não tem nada a ver com o outro é incluído em meio a uma proposta,
08:37mas é a forma que eles encontraram de acelerar a aprovação desse projeto,
08:42que apesar de cortar despesas, deve, é claro, ter uma pequena resistência ali
08:47da oposição e parte dos partidos de centro.
08:50Agora, resistência de verdade é o que deve ter,
08:54é a outra parte, o outro projeto que resgata a outra parte da medida provisória,
08:59que é de aumento de receitas, que é a taxação, por exemplo, das aplicações como o JCP,
09:06o Juros sobre Capital Próprio, aumento da taxação das BETs,
09:10que eles tinham sugerido de aumentar de 12% para 18%,
09:13também a taxação das Fintechs, dos bancos digitais,
09:17aumentar essa taxação para igualar com o mesmo imposto dos bancos tradicionais.
09:23Só que esse projeto, justamente por tratar de aumento de imposto,
09:27e os deputados já disseram que aumento de imposto é muito difícil de passar na Câmara dos Deputados,
09:33o Planalto deve segurar um pouco esse projeto.
09:35Esse projeto não deve ir semana que vem, talvez nem nas próximas semanas,
09:40porque o Planalto quer esperar a liberação de mais emendas
09:43para ver se o clima melhora ali entre os deputados e também senadores, é claro.
09:48Mas principalmente deputados, que é onde está concentrado ali a tensão entre Câmara e Planalto.
09:55Mas a gente vai contar daqui a pouquinho para vocês também
09:57que as emendas devem ser mais ainda bloqueadas.
10:02O governo deve atrasar mais ainda o pagamento dessas emendas parlamentares.
10:06Mas daqui a pouquinho a gente conta os detalhes do porquê disso.
10:09Vamos chamar o nosso comentarista, o Renato Dorgan, para falar sobre isso também.
10:14A gente vai com o Renato Dorgan agora, produção.
10:16Renato Dorgan, que vai poder falar para a gente justamente sobre essa possibilidade
10:21do governo votar esse projeto de corte de despesas na semana que vem.
10:26uma tentativa de adequar o orçamento para tentar gastar justamente com os programas sociais.
10:33É saudável isso para o nosso orçamento do ano que vem?
10:38É necessário, sem dúvida, o corte de despesas.
10:40A gente sabe que tem uma bomba fiscal aí para estourar.
10:43A questão é ter um corte de despesas, mas ao mesmo tempo o governo...
10:48É uma coisa bem esquizofrênica.
10:49O governo sinaliza que vai liberar um pouco de emenda,
10:53mas lá na frente vai bloquear.
10:55Então, assim, o Centrão e a oposição, eles devem estar ali completamente confusos
11:03e não ter confiança nessa relação com o governo.
11:07A tendência ali é criar mil obstáculos para isso.
11:11Claro, a questão do metanol vai passar, mas a taxação de alguns fundos...
11:16É tipo uma reedição da medida provisória que o governo deixou até o último dia
11:21e daí levou uma derrota ali do Centrão que não deixou passar.
11:26Vai tentar uma reedição disso daqui a alguns dias,
11:28sob forma dessa taxação de bets, de fundos ali.
11:34Isso eu acho que vai ser muito difícil, porque já está anunciando que vai bloquear despesas.
11:37E essa semana é necessária, sem dúvida nenhuma.
11:42Vamos ver como vai ser a atitude do Centrão e da oposição,
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