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Pesquisa Meio/Ideia aponta que Lula (PT) é desaprovado por 50% dos brasileiros, enquanto 47% aprovam seu nome; o levantamento mostra ainda que mais de 41% avaliam o governo como ruim ou péssimo, com a segurança pública como principal fator de desgaste, além da economia, que tem avaliação negativa para mais de 43% dos entrevistados.
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NotíciasTranscrição
00:00Dando sequência, vamos avaliar outro dado importante nessa pesquisa, a mesma pesquisa meio ideia,
00:06também apontou que Lula é desaprovado pela metade dos brasileiros,
00:12enquanto 47% dos eleitores aprovam o seu nome.
00:17O levantamento também faz uma média, a avaliação do governo,
00:21e mostrou que para mais de 41% a gestão é ruim ou péssima,
00:26enquanto apenas 35% consideram ótima ou boa.
00:31E também ao avaliarem as áreas de segurança pública, aparece como ponto de desgaste do Planalto,
00:39com o temor inclusive dos brasileiros sobre a pauta,
00:42pressionando a avaliação positiva do presidente desde meados do primeiro semestre do ano passado.
00:49A economia também apresenta uma avaliação negativa entre os entrevistados,
00:54com mais de 43%, considerando a gestão econômica ruim ou péssima,
01:00contra 32% avaliando como ótima ou boa.
01:04Roberto Mota, a eleição nacional, de fato, ela tem essa característica,
01:10o cidadão faz a análise dos últimos quatro anos, principalmente da vida financeira,
01:15sempre foi melhor, foi pior, aquilo que eu deixei de fazer poderia ter feito.
01:19Claro que nós temos aí outras questões que estão sendo colocadas cada vez mais,
01:24a questão da segurança aparece,
01:26mas esse detalhe da aprovação, desaprovação do governo,
01:29então mostra aí um campo aberto mesmo?
01:34Eu acho que a gente precisa mais uma vez voltar à realidade.
01:38Eu repito, minha confiança nessas pesquisas é nenhuma.
01:41Não é porque eu acho que as pesquisas adulteram os resultados,
01:47ou porque as pessoas que fazem as pesquisas não são profissionais.
01:51Não é nada disso.
01:52É que, no meu entender, esse tipo de medição prova pouca coisa.
01:58Porque essas respostas são influenciadas por percepções de momento.
02:04Elas são influenciadas pelas notícias que eu vi ontem.
02:07Eu não acho que são quatro anos, não, Marcelo.
02:09Eu acho que as pessoas estão na cabeça no último mês,
02:12no máximo nos últimos seis meses, né?
02:14As coisas que aconteceram, principalmente o que sai na mídia.
02:18Eu confio mais na pesquisa do meu instituto, Marcelo, o Datamota.
02:24E o Datamota faz a seguinte pesquisa, permanentemente.
02:28Eu sempre procuro por pessoas,
02:31entre as pessoas que eu conheço e que eu encontro na rua,
02:34que estejam seguras, confiantes no dia de amanhã, está tranquilo.
02:41Tranquilas com o futuro que está esperando elas e a família delas.
02:47O número dessas pessoas tranquilas, seguras e confiantes no dia de amanhã
02:53que o Datamota costuma identificar é próximo de zero.
02:58Diego Tavares, e nesse balanço aí, agora, a aprovação é um volume elevado,
03:06a desaprovação?
03:07Isso, de fato, aí mostra que, claro, neste momento é um retrato,
03:12é uma fotografia essa pesquisa, evidentemente.
03:14Nós temos aí...
03:15É um bom início para o presidente Lula ou não?
03:20Não, sem dúvida nenhuma que não é um bom início, Marcelo Matos.
03:23E eu acho que essa é a informação mais importante dos levantamentos
03:26que se fazem a uma boa distância das eleições,
03:29como nós estamos no presente momento.
03:31A gente tem por hábito muito repercutir a questão da intenção de voto,
03:35porque a intenção de voto é aquilo que nos permite retirar aquela foto
03:38e dizer, olha, se as eleições fossem hoje, nós vamos ter esse resultado,
03:42o resultado XYZ.
03:43Mas a rejeição é o dado mais perene de todas as pesquisas,
03:48tanto que, se acompanharmos a evolução, a rejeição tem pouca alteração.
03:53É preciso um fato muito contundente para alterar esse dado nos levantamentos.
03:59E eu concordo muito com o Mota.
04:01As pessoas, nesse ponto tão distante das eleições,
04:04não têm uma opinião formada sobre o candidato em quem eles votarão daqui a mês.
04:10Inclusive, o comportamento clássico do eleitor brasileiro
04:12decidir, enfim, essa seria uma das decisões mais importantes do dia a dia das pessoas,
04:18mas tomar essa decisão às vésperas, se não no dia da realização das eleições.
04:23Aquela velha história, né?
04:24Estou andando pela rua, passo a mão naquele bolo de santinhos que estará jogado pelo chão
04:28e escolhe o candidato ali como quem está sorteando os números de uma mega cena.
04:32Isso é um retrato, enfim, uma caricatura triste de uma realidade,
04:37essa realidade imediatista dessa tomada de decisão.
04:40Mas o fato é que a rejeição é uma opção do eleitor feita hoje.
04:45Se o eleitor diz hoje, eu não votaria sob nenhum pretexto no candidato XYZ,
04:50muito dificilmente ele vai mudar de opinião, porque ele não se debruça sobre as informações.
04:55Ele não faz esse estudo pormenorizado de cada uma das candidaturas, dos índices,
05:01dos levantamentos sobre cada área do governo, porque se fizesse, evidentemente,
05:05que nós teríamos um Brasil muito diferente.
05:08Então, a rejeição é um dado que tem que ser levado muito em conta.
05:11Eu arriscava dizer, inclusive, há algum tempo, quando a candidatura de Tarcísio de Freitas
05:15era mais real, que caso a rejeição do presidente Lula chegasse até março, abril,
05:21em um patamar muito elevado, acima dos 55%, talvez Lula nem fosse candidato à sua reeleição,
05:28sob o risco de perder a sua última corrida eleitoral, muito provavelmente.
05:34Preferiria sair como um herói que teria supostamente salvado a democracia,
05:38do que como um candidato que, após Jair Bolsonaro, também perdeu a sua reeleição,
05:43sendo detentor de mandato.
05:45Então, a rejeição é um dado muito importante nesse momento,
05:49e Lula, com essa desaprovação, certamente não larga bem.
05:53Novamente, repito, a única vantagem que ele tem nesse processo eleitoral
05:56é que ele não é o único com uma rejeição muito grande.
05:59Flávio Bolsonaro, nesse mesmo levantamento que nós estamos repercutindo,
06:02também aparece com uma rejeição muito elevada.
06:05Então, num duelo de quem tem menos rejeição no segundo turno,
06:08evidentemente que Lula, no dia de hoje, leva vantagem.
06:11Vamos agora a um rápido intervalo para a rede de rádio,
06:15mas continuamos aqui justamente com os pingos dos is,
06:18e agora é a vez do Henrique Kriegner avaliar também
06:21essa desaprovação, aprovação do governo, Henrique.
06:24Sando, o que mais me chamou a atenção
06:30são as pessoas ali, os próximos a 30%, um pouquinho mais,
06:36que disseram que o governo vai bem, está ótimo, bom ou ótimo.
06:41E eu queria conversar com essas pessoas.
06:43Primeiro porque eu não sei onde elas moram,
06:45eu não conheço na minha vida, nos momentos em que eu encontro,
06:50conversa de elevador, as pessoas que eu converso,
06:53seja do meu ciclo próximo ou de fora,
06:55ninguém ali dizendo que o governo vai muito bem
06:58e que o Brasil está maravilhoso
07:00e o que nós precisamos é mais do que está por aí.
07:04Aliás, todo mundo fala o contrário,
07:06as pessoas reclamam da economia, reclamam da segurança,
07:09dizem que o que está aí não dá mais.
07:12É interessante essa pesquisa,
07:13eu não estou dizendo que existe uma intencionalidade maligna,
07:18de ilusão da pesquisa, mas eu fiquei curioso
07:20em saber quem são essas pessoas.
07:22Será que são, talvez, filiados ao partido do presidente?
07:26Pessoas que são ali empregadas pela máquina pública?
07:29Aliás, o presidente Lula fez um trabalho muito intencional
07:31em inflar ainda mais o Estado, abrindo novas vagas,
07:35o Brasil se transformando num dos Estados
07:37que mais emprega diretamente em todo o Ocidente
07:41e também se considerar do Oriente.
07:42Muitas vezes você vai chegar a esse mesmo número,
07:44o Brasil ali no topo da lista.
07:46Isso é muito perigoso, a gente sabe que esse é o caminho
07:49para uma economia insustentável e uma conta que não se fecha
07:54e isso impacta na taxa de juros, impacta no risco de inflação,
07:58impacta em tantos outros indicadores econômicos.
08:01Eu não sei, eu confesso que eu não sei, Matos,
08:03onde é que moram essas pessoas e qual é o nível de satisfação.
08:06Tem gente, e aí sim, eu admito aqui que pessoas que dizem
08:11que não estão felizes, mas que não querem a volta
08:15de um governo Bolsonaro ou de alguém ligado ao Bolsonaro.
08:18Isso é verdade, eu já ouvi na rua e acho que o nosso colega Mota
08:22vai poder dizer pelo data Mota, talvez tenha escutado isso mesmo,
08:26ainda que seja uma minoria.
08:28No entanto, alguém que esteja feliz com esse governo
08:32ou é da família do presidente ou é alguém muito bem conectado
08:36com ele mesmo, porque um cidadão comum que está pagando imposto
08:40do jeito que está pagando, está com medo de andar na rua
08:43dessa maneira, está vendo as trapalhadas que estão feitas
08:47no cenário, estão sendo feitas no cenário internacional,
08:50as trapalhadas no relacionamento com o Congresso,
08:53esse Congresso que cada vez mais recebe emenda parlamentar
08:56e o governo que só sabe aprovar lei através de emendas
08:59e mais emendas.
09:00Esse cidadão aí, ele não vai aprovar isso e nunca que ele vai dizer
09:05que o que o Brasil precisa é mais do que está aí mesmo.
09:08Esse cidadão eu desconheço.
09:10Mota, então, como você falou a respeito também desse tema,
09:13da personificação, são figuras, vai, direita, esquerda,
09:17é isso que você falou, muitas vezes a pessoa não faz uma análise
09:20no dia a dia dela, onde avançou o país, e a gente também
09:25sempre fica cobrando essa questão de um projeto de país
09:30que independente seja esquerda, direita, centro, quem senta
09:33na cadeira em Brasília, que possa executá-lo.
09:36A gente tem problemas aí em relação à infraestrutura,
09:39saúde, educação.
09:40Daqui a pouco a gente vai escutar aquele mundo perfeito
09:43da propaganda eleitoral, que a gente tem vontade até de morar
09:46na propaganda, porque é um Brasil que não existe, na verdade.
09:49Mas, então, a gente fica agora com essa polarização,
09:52fica, então, esquerda e direita.
09:53Então, parece que é tentativa ou erro, muitas vezes,
09:57que o eleitor vai lá e vota.
10:02Marcelo, eu vejo isso como uma característica intrínseca
10:07da democracia, do sistema democrático republicano.
10:12Eu não conheço nenhum país onde os eleitores fazem essa análise
10:19abstrata.
10:20Não, vamos esquecer o candidato.
10:21O candidato é importante.
10:23Vamos olhar o projeto de governo.
10:26Eu não conheço nenhum país onde os eleitores sentam,
10:28abrem as propostas de governo, ficam analisando,
10:31comparam uma política com a outra.
10:33Isso não existe.
10:34Tem um cientista político americano chamado David Horowitz
10:39num livro chamado A Arte da Guerra Política,
10:43em que ele resume isso da seguinte forma.
10:45O eleitor, o candidato, é o símbolo máximo da eleição.
10:51É no candidato que as pessoas prestam atenção.
10:54E mais, ninguém presta atenção nas propostas do candidato.
10:59As pessoas prestam atenção em uma ou duas frases do candidato.
11:05Por exemplo, quando o candidato fala pátria, família e Deus,
11:10ou quando o candidato diz, eu vou acabar com a fome,
11:14nunca antes na história desse país.
11:16É isso.
11:16Acabou a campanha eleitoral.
11:19Eu compartilho a visão do Kriegner.
11:22Eu, mais uma vez, é a minha experiência pessoal.
11:26Eu não conheço nenhum eleitor de centro.
11:28Nunca vi esse eleitor de centro.
11:30Não conheço nenhum eleitor no Brasil que diga
11:34eu estou indeciso se eu vou votar entre a esquerda ou a direita.
11:38Eu estou aqui pensando.
11:39Todos os eleitores que eu conheço têm uma posição claramente definida.
11:43E tem mais um detalhe.
11:46Há várias pesquisas,
11:48a mais famosa delas do sociólogo holandês chamado Gert Hofstad,
11:52que comprova que a grande maioria da classe trabalhadora
11:58tem valores conservadores, de direita.
12:02Eles só não sabem disso.
12:04Mas se você parar uma pessoa na rua e perguntar a ela,
12:07você é a favor de impostos mais altos ou mais baixos?
12:10Quer pagar mais imposto ou menos imposto?
12:13Todo mundo vai dizer, menos imposto.
12:15Você acha que o lugar do bandido é na cadeia ou na rua?
12:18Todo mundo vai dizer.
12:19Na cadeia, não na rua.
12:21Você é a favor da propriedade privada?
12:25Você acha que a sua casa é sua e ninguém pode tirar de você?
12:29Ou você acha que propriedade privada é uma coisa relativa?
12:31Todo mundo vai dizer.
12:32Lógico, minha casa é minha.
12:33Se você fizer as perguntas corretas,
12:37você vai comprovar que a maioria das pessoas tem valores conservadores.
12:41Então, por que elas votam na esquerda?
12:43Por causa da personificação do candidato
12:47e dessas coisas que você falou.
12:50Não é, Marcelo?
12:51O mundo fantasioso, maravilhoso,
12:54que é vendido de forma repetida em época de eleição.
12:58Aí fica difícil, né, Diego Tavares, então,
13:01de fazer essa leitura e fica praticamente agora com dois polos, né?
13:06Porque praticamente também não vai abrindo outras candidaturas, né?
13:09Que possam ser também...
13:11Ter uma oxigenação nesse pensamento.
13:14Então, é sim ou não, né?
13:1550% ou vai ser na direita ou vai ser na esquerda.
13:17Eu acho muito interessante esse ponto que o Mota levantou
13:22sobre o elemento que leva a tomada de decisão do voto, Marcelo.
13:27De fato, a polarização tem isso por essência.
13:30Ela coloca uma cortina de fumaça sobre os reais problemas,
13:34coloca uma cortina de fumaça sobre as ideias dos candidatos
13:37e traz à tona esses debates,
13:39essas platitudes, debates mais vazios
13:41que não vão, de fato, ao encontro dos problemas das pessoas.
13:45Em 2018, Bolsonaro venceu com um discurso, de certa forma,
13:50incutindo medo nas pessoas de que,
13:52caso o PT voltasse ao poder,
13:55o Brasil teria grandes possibilidades de se tornar uma Venezuela.
13:59Isso era repetido em todas as mídias do então candidato à presidência.
14:03Lula conseguiu voltar ao poder,
14:05dizendo que, caso Bolsonaro vencesse a reeleição,
14:08nós nos tornaríamos uma ditadura,
14:11que Bolsonaro seria um golpista,
14:13alguém que queria reimplantar no Brasil a ditadura de 1964.
14:18E as pessoas, infelizmente, compram esse debate
14:21de forma muito mais simples do que os temas,
14:24os reais temas que importam ao país,
14:27como o Mota elencou muito bem.
14:28A questão da segurança pública,
14:30a questão da altíssima carga tributária que nós pagamos,
14:34enfim, todos os problemas que, de fato,
14:36deveriam ser discutidos.
14:38E é por isso que o debate polarizado
14:40interessa muito aos candidatos
14:43que nós vemos ocupando o topo das pesquisas,
14:46ao atual presidente da República,
14:47também ao Flávio Bolsonaro.
14:49E isso, sim, acaba sufocando outras candidaturas
14:53que seriam candidaturas propositivas, de fato.
14:56É claro que eu não tenho bola de cristal aqui
14:58para saber, pelo menos do lado de Flávio Bolsonaro,
15:01se ele pretende repetir a receita da polarização,
15:04se ele pretende trazer à tona, novamente,
15:07o mesmo modelo de campanha eleitoral
15:09que foi trazido por Jair Bolsonaro
15:11nas últimas eleições,
15:12o modelo de campanha eleitoral
15:14que Eduardo Bolsonaro sinalizou
15:16enquanto estava nos Estados Unidos,
15:17também ensaiando uma pré-candidatura
15:21à presidência da República.
15:22Se Flávio Bolsonaro conseguir romper
15:25com esse discurso polarizado
15:26e talvez trazer uma campanha de direita
15:29mais propositiva, com mais diálogo,
15:32com resultados concretos,
15:33com problemas, propostas concretas
15:35que enfrentem os reais problemas do país,
15:37talvez ele tenha uma chance um pouco maior
15:39de diminuir a sua rejeição
15:41e de expor que, do lado de lá,
15:44do lado do seu adversário,
15:46do atual presidente da República,
15:47existe, sim, um discurso vazio,
15:50um discurso que não ataca os problemas
15:51e que sequer defende a própria gestão,
15:53que é, de fato, recheada de problemas.
15:56Nós temos muitos problemas
15:57em relação à atual gestão do Brasil,
15:59temos problemas econômicos,
16:00temos o problema do agigantamento das facções criminosas,
16:04a quebra das empresas públicas,
16:05o rombo recorde das contas públicas
16:08e responsabilidade fiscal e por aí vai.
16:10Se Flávio Bolsonaro conseguir ser propositivo
16:12nesse sentido, talvez ele tenha mais chances
16:14de ter mais competitividade nas eleições em outubro.
16:18Porque, né, Henrique Kregner,
16:19a gente sabe que a votação,
16:22nesse caso,
16:22são duas vagas para o Senado,
16:25deputado estadual,
16:26deputado federal,
16:27governador, né?
16:28Essa eleição,
16:29ela tem duas vagas para o Senado também.
16:31Muitas vezes a pessoa vota
16:33e nem lembra em quem votou,
16:34quer dizer, não há um acompanhamento futuro,
16:36quer dizer, tudo é nessa questão personificada,
16:39vou votar nesse, naquele,
16:40porque ele falou tal coisa e tal coisa.
16:42Embora nós tenhamos hoje
16:43novas formas de comunicação nas redes sociais.
16:46Exato, Matos.
16:48E eu acho que isso contribui muito
16:50para que a pessoa,
16:51ela acompanhe um pouco mais.
16:54Porque hoje em dia é muito comum
16:55o eleitor,
16:56quando ele recebe a recomendação de um candidato
16:59ou ele entra em contato,
17:01de alguma maneira,
17:02com o conteúdo de um candidato
17:03ou mesmo com o nome,
17:04ele já vai lá e segue nas redes sociais.
17:06Se é aquele candidato que ele vai votar,
17:08então ele segue nas redes sociais.
17:10Mas existe um passo dois.
17:12O problema disso é,
17:13nem sempre o eleitor vai receber
17:16o conteúdo dessa pessoa que foi eleita,
17:19nem sempre a pessoa que foi eleita
17:21vai comunicar de uma maneira
17:22que o eleitor entende
17:24e nem sempre o que ele está fazendo
17:27de fato vai ser postado ali.
17:29Então, o eleitor,
17:30ele pode até acompanhar,
17:32pode até saber em quem ele votou,
17:33mas não necessariamente ele tem
17:35os meios e o conhecimento básico
17:38necessário para acompanhar.
17:39se aquele posicionamento
17:41ele é o correto,
17:42de acordo que honra
17:43a confiança que foi depositada
17:45no período da eleição
17:46ou não,
17:47se aquele candidato
17:48ele está indo para um outro lado.
17:49Eu quero trazer até como exemplo disso,
17:52muitos agora,
17:53fazendo um recorte especial,
17:55de deputados parlamentares
17:57da bancada evangélica.
17:58A gente tem que dar nome
17:59aos bois aqui.
18:00Por exemplo,
18:01nós temos o caso
18:02do deputado Tony de Paula
18:03do estado do Rio de Janeiro,
18:05que é pastor evangélico,
18:07trouxe ali em 2022
18:10um discurso muito firme
18:12na questão de defesa de valores,
18:15contra a corrupção,
18:17posicionamento à direita,
18:18conservador,
18:20pró-Bolsonaro,
18:21e de repente,
18:22uma vez eleito,
18:23agora é o parlamentar
18:25que tem tentado promover
18:27uma aproximação
18:28da bancada evangélica
18:29com o presidente Lula.
18:30Já negociou emendas,
18:31já negociou projetos,
18:33já elogiou o presidente Lula.
18:34Chegou ao ponto de dizer
18:35que se não fosse
18:37pelo presidente Lula,
18:38então não se teria
18:40liberdade religiosa no Brasil,
18:42ou seja,
18:42se teria um cerceamento
18:44do direito
18:44de livre escolha de culto.
18:46Esse é o nível.
18:48É uma pessoa que estava
18:49discursando na tribuna
18:50anos atrás,
18:51durante o período eleitoral,
18:52dizendo que Lula
18:53seria recebido
18:54com muita oposição,
18:56para não dizer as palavras
18:57que ele usou,
18:58e violência até,
18:59se fosse lá no Rio de Janeiro,
19:01porque o Rio de Janeiro
19:02era um lugar conservador.
19:05Esse é o cenário.
19:06Pessoas que foram eleitas
19:07de uma maneira,
19:08pedem a confiança
19:09do eleitor
19:10para um determinado projeto,
19:12conquistam essa confiança,
19:13e no meio do caminho
19:14viram a chave
19:15de acordo com seus próprios interesses,
19:17e o eleitor muitas vezes
19:18não consegue acompanhar
19:20para dizer,
19:20opa,
19:21eu não gosto disso.
19:22É claro que o deputado
19:22Tony de Paula
19:23tem recebido
19:24muita oposição,
19:25porque os eleitores
19:26deles estão cada vez
19:27mais atentos
19:28a essas violações
19:29de confiança.
19:30No entanto,
19:31outros estão fazendo
19:32a mesma coisa
19:33e não receberam
19:34o mesmo holopote.
19:35Então,
19:35é necessário que também
19:37haja um trabalho
19:38da própria população
19:39em reconhecer
19:40quem foi que eu votei
19:41lá atrás,
19:42o que ele fez
19:42nesses quatro anos,
19:44e o que eu posso fazer
19:45para mudar.
19:45Isso afeta também
19:47o próprio governo federal,
19:48e eu creio,
19:49muito dessa desaprovação
19:51do governo Lula,
19:52vem também
19:52de representantes
19:53da esquerda,
19:54porque o próprio
19:55governo Lula
19:56tomou posturas
19:57que ofenderam
19:57a própria esquerda.
19:59Eu,
19:59como uma pessoa
19:59que sou de direita,
20:01conservador,
20:02não me oponho a isso,
20:03mas fico só observando
20:05quando a própria esquerda
20:06tem crises gigantescas
20:08por posicionamentos
20:09ou omissões
20:10por parte
20:11do presidente Lula.
20:11do presidente Lula.
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