00:00A Polícia Federal descobriu um grupo formado por civis e militares para matar autoridades brasileiras.
00:07De acordo com a PF, o preço para monitorar os ministros do STF era de 250 mil reais.
00:14Mais detalhes com a Janaína Camelo.
00:17A Polícia Federal descobriu um grupo de extermínio formado por civis e militares para espionar e cometer homicídios por encomenda
00:26e que tinha uma tabela de valores para monitorar autoridades públicas, incluindo ministros do STF.
00:34Segundo as investigações, o grupo era denominado C4, que significa Comando de Caça a Comunistas Corruptos e Criminosos.
00:44De acordo com o documento encontrado com o grupo, o preço para monitorar ministros do STF era de 250 mil reais.
00:52Já para monitorar senadores, o custo era de 150 mil reais, deputados 100 mil e pessoas comuns 50 mil reais.
01:04Um dos alvos seria o senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado.
01:08Em nota, ele chamou o caso de estarrecedor e disse que espera a investigação e a responsabilização dos envolvidos.
01:16A Associação dos Juízes Federais do Brasil disse que as ameaças e tentativas de intimidação a ministros do STF e a integrantes do Judiciário
01:25colocam em risco a integridade das instituições e a estabilidade democrática.
01:31Cinco pessoas foram presas preventivamente.
01:34A Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.
01:40O grupo de extermínio foi descoberto em mais de uma fase de uma operação que investiga um suposto esquema de venda de sentenças na Justiça,
01:49que está no âmbito aqui do STF, nas mãos do ministro Cristiano Zanin e sob sigilo.
01:56O caso começou a ser investigado após mensagens encontradas no celular do advogado Roberto Zambieri, que foi assassinado em 2023.
02:05No aparelho haviam registros de conversas indicando possíveis acessos indevidos a processos na Justiça e influência no resultado desses casos.
02:17A investigação envolve casos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça, o STJ, por exemplo.
02:23Os ministros não são formalmente investigados, mas sim servidores que passaram pelos gabinetes.
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