O setor privado divulgou um manifesto contra o aumento do IOF, alertando para um impacto em crédito, câmbio e seguros, além de riscos de instabilidade econômica. O documento afirma que "é hora de respeitar o contribuinte" e critica a alta carga tributária. Como alternativa, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, sugeriu impostos sobre as plataformas de apostas online, as chamadas bets.
Assista à íntegra em: https://youtube.com/live/5UaFLj2NZF8
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal: https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
00:35em pelo menos R$ 19,5 bilhões e que essa medida não deve aumentar, então, o fluxo nos cofres do governo federal,
00:45mas sim gerar imprevisibilidade e instabilidade junto à iniciativa privada.
00:51Por conta dessa consequência, as entidades do setor privado, do primeiro ao terceiro setor,
00:58então, a gente tem Confederação Nacional do Comércio e Serviços,
01:01Confederação Nacional da Indústria, Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária,
01:06além de outras confederações representantes do setor privado,
01:11fizeram um manifesto no último final de semana.
01:13Esse manifesto foi apresentado nessa segunda-feira contra as medidas do governo relacionadas ao IOF.
01:19e um dos trechos desse manifesto diz o seguinte, abre aspas,
01:23o Brasil ostenta uma das maiores cargas tributárias do mundo,
01:27precisamos de um ambiente melhor para crescer e isso se faz com aumento de arrecadação
01:32baseado no crescimento da economia, não com mais impostos.
01:36É hora de respeitar o contribuinte, fecha aspas, um trecho dessa declaração das confederações.
01:42Em outro trecho dessa mesma manifestação, essas confederações, esses representantes do setor privado,
01:51justificaram, abre aspas, a medida, encarece o crédito para empreendimentos produtivos,
01:57aumentando a carga tributária do IOF sobre empréstimos para empresas em mais de 110% ao ano,
02:04e ao mesmo tempo expõe ainda assimetrias, fecha aspas, finalizando então as justificativas do setor privado,
02:13citando os possíveis prejuízos com as alíquotas maiores para câmbio e previdência privada.
02:19E aí a gente volta a dizer que a justificativa do governo, mais uma vez,
02:23quando gerou essas mudanças no IOF na quinta-feira da semana passada,
02:28afirmou que essas medidas acabavam então se justificando para auxiliar o próprio governo federal
02:35a fechar as contas públicas e atender todas aquelas metas estabelecidas pelo próprio governo federal
02:41em relação ao arca-bolso fiscal.
02:44Evandro.
02:45Muito obrigado pelas informações, Anely.
02:47Aliás, o presidente do BNDES, o Aloysio Mercadante,
02:49propôs um aumento de imposto sobre as plataformas de apostas, as bets,
02:53para tentar reduzir o impacto do aumento do IOF.
02:56Segundo Mercadante, as entidades empresariais devem parar de fazer manifestos e começar a fazer propostas.
03:03Mercadante ressaltou que Haddad não pode ficar sozinho na função de entregar as metas estipuladas
03:08e ainda defendeu a instalação de uma mesa de diálogo para propor alternativas eficientes,
03:13jogando então a responsabilidade para todos.
03:16Fábio Piperno, lá atrás, quando o governo apresentou a proposta de arca-bolso fiscal,
03:21esse projeto foi bastante criticado.
03:23Muitos, como o Gani aqui mencionou, acharam um pouco confuso e entenderam que ele seria quase impossível de ser alcançado.
03:32Você acredita agora que o projeto de arca-bolso fiscal esteja se desfazendo,
03:39indo por água abaixo e, nesse momento de desespero, o governo quer jogar responsabilidade para todo mundo
03:44e tirar de si, diferentemente do que fez lá atrás quando defendeu com unhas e dentes essa mudança?
03:49Eu entendo que a mudança naquele momento era necessária, sim, até porque o teto de gastos era praticamente uma medida de ficção.
03:58Isso era furado toda hora, inclusive pelo governo anterior.
04:01Não, mas teve pandemia.
04:03Não, mas não é só.
04:04No momento que não teve pandemia, não foi furado.
04:07Não, não foi só por conta da pandemia.
04:08Por exemplo, em 22 mesmo, enfim, acabaram fabricando um superávit de ficção, né?
04:17Não, mas eu já fiz essa conta, né, com os precatórios.
04:22Coloca os precatórios em 2022, daria 0 a 0.
04:26Entregaria o país no 0 a 0.
04:27Ou seja, e não era só questão dos precatórios.
04:31Tinha mais um monte de despesas.
04:32Até lá tem um artigo do Henrique Meirelles.
04:35Henrique Meirelles.
04:36Eu tenho aqui, inclusive, guardado.
04:38Ele fala em 400 bilhões de reais transferidos pra frente.
04:42Não, não, não, mas peraí, peraí, peraí.
04:43O Restos a Pagar sempre teve, Piper.
04:46Se você pegar o histórico do Restos a Pagar, todo o governo tem um Restos a Pagar que deixa pra frente.
04:51Isso não foi demérito do governo anterior.
04:54Você tem um, você pode ter um restinho.
04:56Não, pode pegar lá.
04:58Quanto é Restos a Pagar é praticamente estável em um volume muito grande.
05:02Então dá pra você se balizar no Restos a Pagar.
05:04Ok, gente, vocês fizeram uma comparação de propostas diferentes de gestão das contas públicas e dessa questão fiscal.
05:11Mas eu quero entender de vocês e principalmente de você, Piperno.
05:14O governo federal fez uma má escolha ao...
05:18Mesmo que tivesse feito uma mudança porque, no seu ponto de vista, ela foi necessária.
05:21Mas o arcabouço fiscal também não trouxe o que ele precisava e esperava?
05:25Veja, eu não acho que ele fez uma má escolha e nem acho que o arcabouço não trouxe.
05:31Talvez algumas questões que fugiram ao controle e algumas pastas problema de gestão é que não ficaram à altura do que o arcabouço propunha.
05:42O problema não é a figura do arcabouço.
05:45E veja, por exemplo, quando o mercadante fala que os outros setores também devem propor, ajudar e tal, não vejo como sendo obrigação desses outros setores.
05:58Agora, de qualquer forma, e nós falamos isso aqui lá atrás, a questão da taxação de Betis evidencia, primeiro, uma irresponsabilidade que aconteceu lá atrás,
06:11porque elas ficaram de 2018 a 2024 sem tributação alguma e sabe-se lá porquê, isso ninguém explicou até hoje.
06:20E a tributação aplicada no final do ano passado é uma tributação baixa.
06:25Por exemplo, você vai no Reino Unido, o setor de Betis é muito mais tributado do que aqui no Brasil.
06:30Por que aqui no Brasil se tributa tanta coisa importante com impostos muito altos e o setor de Betis tem uma alíquota relativamente baixa?
06:40Então, isso teria que ser revisto para ontem.
06:45Fala, o Segre, você concorda?
06:46Concordo nesse ponto das Betis.
06:48Eu sou contra o aumento de tributos, mas nesse ponto eu estou de acordo até por uma questão de comparação e sonomia tributária.
06:54Se eu tenho um dinheiro determinado que poderia gerar uma arrecadação de 30% no mercado formal, na economia formal,
07:02não podemos destinar esse dinheiro para um mercado de Betis que tributa 12%.
07:07Então, na insonomia tributária, estou de acordo com o Piperno.
07:11Eu falei aqui, não uma, várias vezes que o arcabouço fiscal não chegava até o final do governo.
07:16E justificava.
07:17Quando foi feito no começo, a ideia do arcabouço era, sai o teto de gastos porque engessa o governo.
07:23E o governo gosta de gastar.
07:24Esse governo gosta de gastar.
07:26Critique quem critique, elogie quem elogie, gosta de gastar.
07:31Precisa gastar.
07:32A adrenalia do gasto parece que está dentro do DNA.
07:35Aí era, teto de gastos, gasto do orçamento anterior, mais inflação, era o que falava a lei anterior.
07:41Qual era a lei agora com o arcabouço fiscal?
07:43Se a arrecadação não aumentar, o governo pode aumentar 0,6% o gasto.
07:50Se a arrecadação aumentar, o teto é 2,5%.
07:53De novo, a conta não me fecha por nada.
07:57O ano passado aumentou a arrecadação 10,89%, se não estou mal lembrado.
Seja a primeira pessoa a comentar