00:00Influencer contra direitos trabalhistas teve que se retratar
00:04Esse é o Visão Libertária, sua fonte de informações descentralizadas e distribuídas.
00:11Esse artigo foi sugerido por Zar, escrito por Rochark, revisado por JJ Liber e narrado por Peter Torgoniev.
00:18As constantes interferências estatais na liberdade de expressão assumiram um caráter explícito e descarado nos últimos tempos,
00:26o que evidencia o perigo de aceitar a censura velada.
00:29Dessa vez, a vítima foi Lara Nesteruk, uma nutricionista e influencer que em março publicou um vídeo em seu Instagram
00:37posicionando-se contra os direitos trabalhistas.
00:40Em seu posicionamento, Lara deixou claro que há um excesso de direitos voltados para a regulamentação do trabalho,
00:47manifestando que desconhecia qualquer lugar do mundo que houvesse prosperado graças a esse exorbitante número de leis estatais.
00:55Nós libertários não poderíamos discordar de seu pensamento.
00:59Sabemos que o Estado, por si só, é ilegítimo e nem sequer deveria existir, quanto mais leis trabalhistas.
01:06No entanto, ele existe.
01:07Para sua existência, precisa-se valer de métodos de controle unidos a muitas supostas benfeitorias e até altruísmos.
01:15Ele tem que justificar a sua própria existência para o público.
01:19As leis, camufladas com uma infinidade de direitos, prevêem arbitrariamente certas disposições que, a princípio,
01:28visam assegurar garantias imprescindíveis à população, aos trabalhadores.
01:33Em um primeiro momento, tendo em vista todos os seus direitos,
01:37não parece estranho que grande parte dos cidadãos achem que seus interesses são representados pelo Estado.
01:42Contudo, há aí uma falta de compreensão do panorama geral, que tem como consequência resultados, no mínimo, desastrosos.
01:50Cada pequeno direito positivado constitui um tentáculo estatal que invade determinada área da vida privada e cotidiana.
01:58Toda lei estatal diminui a liberdade da população, limitando a soberania que cada um tem sobre a sua individualidade,
02:07enquanto impõe deveres implícitos que surgem nessas entrelinhas de uma gama de direitos atribuídos.
02:13E Lara tratou isso de maneira explícita em seus stories do Instagram, quando ela afirmou
02:18Existe no nosso meio um conceito errado sobre o direito, sobre o que é um direito.
02:23Então a gente chama de direitos coisas que não são direitos, porque na verdade, os únicos direitos que existem de fato são direitos naturais.
02:31E nesse ponto ela está absolutamente certa.
02:34Essa visão torta prejudica não apenas empresários, mas prejudica também os clientes da empresa
02:40e principalmente prejudica muito mais aos próprios trabalhadores.
02:45Porque mesmo que pareçam coisas boas para os empregados num primeiro momento,
02:49Receber décimo terceiro, receber FGTS, tudo é bom, certo?
02:53Ter licença maternidade também é algo que parece justo, não é?
02:57Mas é inegável que tais leis embutem um custo.
03:00No caso da licença maternidade, o custo de contratação de outra pessoa para cumprir o papel de quem está de licença.
03:07Mas, mais do que isso, a mera existência de tantas regras gera o chamado custo da incerteza jurídica.
03:14Por mais que o empregador busque seguir todas as regras fielmente, cresce muito o risco dele ser contestado na justiça,
03:22visto que muitas dessas regras têm zonas cinzentas cuja interpretação não é simples e direta.
03:28Além, lógico, de poder descumprir uma regra desse por erro,
03:32ou ser falsamente acusado de descumprir uma regra por um empregado demitido descontente.
03:38Tudo isso implica em custo.
03:40Agora, quem paga esse custo dessa lei?
03:43O empresário, certo? Afinal, ele é rico, tem muito dinheiro.
03:46É apenas justo que ele pague esse custo dessa lei.
03:49Pois é, só que isso não é a realidade da maior parte dos empresários.
03:52A imensa maioria são pessoas que trabalham um bocado e nem ganham tanta grana assim.
03:57Muitas vezes fecham um mês recebendo menos dinheiro que seus empregados.
04:02Mas, mesmo no caso de empresários bem-sucedidos,
04:05é importante levar em conta que o ato de empreender, de criar uma empresa, é algo voluntário.
04:10Ninguém é obrigado a fazer isso.
04:12Se o cara começa a trabalhar e não recebe lucro justo por seu trabalho,
04:17melhor ele ficar em casa vendo Netflix o dia inteiro, certo?
04:20Então, inevitavelmente, esse empresário vai repassar pelo menos a maior parte desse custo para outra pessoa.
04:27E ele pode facilmente repassar esse custo em duas pontas.
04:30Primeiro, para o produto final, que pode ficar mais caro em virtude da legislação trabalhista,
04:36mas também no próprio salário dos trabalhadores.
04:39Quando contratar novos trabalhadores, ele vai diminuir o salário oferecido
04:43para compensar o custo gerado por todas essas leis.
04:46O resultado é que, cada vez que uma nova lei trabalhista é criada,
04:50todos os produtos ficam um pouco mais caros e todos os salários são reduzidos um pouco.
04:54Com o tempo, o resultado dessa montanha de leis trabalhistas é o que temos hoje aqui em Banânia.
04:59Tudo aqui em Banânia é caro pra caramba comparado com o resto do mundo
05:03e todo mundo ao mesmo tempo recebe mal.
05:06E além disso, há uma falta de empregos, porque lembra?
05:09No momento que a coisa toda fica muito complicada para empreender,
05:12o empresário simplesmente fica em casa vendo Netflix o dia todo.
05:16Para que ele vai empreender?
05:17Com isso, temos menos empregos para todos.
05:20Não é à toa que pessoas tipicamente querem imigrar para países com menos legislação trabalhista
05:26e não para países com mais legislação trabalhista.
05:29Tem muito bananês que sonha em se mudar para Trampilândia.
05:32Por quê?
05:33Porque os salários são melhores e as coisas são mais baratas.
05:36Bem poucos trampaneses querem se mudar para Banânia.
05:39Por quê?
05:39Porque as leis trabalhistas aqui deixam tudo muito caro e os salários muito baixos e pouco emprego.
05:45E isso é padrão em todo mundo.
05:47Sempre a imigração é de países com grande legislação para países com menos legislação.
05:52Mas independente de você concordar com as leis trabalhistas ou não,
05:56o impressionante nesse caso é a censura estatal.
05:59Você acha que ninguém deveria ter o direito de contestar uma lei, de dizer a sua opinião sobre uma lei?
06:04Veja, ela não descumpriu lei alguma, apenas manifestou sua visão sobre a lei,
06:09que diga-se de passagem é a minha visão também e a visão de um monte de gente, e foi punida por isso.
06:14Isso é o pior tipo de ditadura possível.
06:17Não é à toa que o trabalhismo surgiu e sempre foi ligado, ainda hoje é ligado, ao fascismo.
06:24Observando esse cenário, não há como concluir nada que se oponha ao intento estatal de manutenção do próprio poder.
06:30O número absurdo de leis gera conflitos sociais que tentam ser sanados pela própria atuação do Estado,
06:36criando mais problemas.
06:38É a máquina burocrática estatal a maior responsável pelos litígios que acontecem diariamente,
06:43levando a desordem e demora na solução dos problemas que seriam facilmente resolvidos em uma sociedade livre,
06:51por meio de trocas voluntárias.
06:53O caso da Lara Nesteruk serve como perfeito exemplo do que viso expressar.
06:57A influência foi questionada especificamente quanto a seu posicionamento sobre a licença maternidade.
07:04Para ela, os custos de uma gravidez não deveriam padecer sob a administração de uma empresa contrastante,
07:10mas sim sob a responsabilidade do próprio indivíduo.
07:13Ela afirmou que evita contratar mulheres para fugir dos encargos pesados.
07:17Afinal, se a funcionária é engravida, o empregador é obrigado a dar a licença remunerada
07:22e, consequentemente, contratar outro funcionário durante esse tempo.
07:26Na verdade, a maior parte das empresas faz isso.
07:29E o fato é que, no final das contas, isso prejudica muito mais as empregadas mulheres
07:34do que a ausência da lei.
07:36Repare, se não houvesse a lei, empresas podem ainda oferecer essa licença para as funcionárias.
07:42E funcionárias que desejam esse tipo de emprego com licença maternidade
07:46podem buscar empregos desse tipo.
07:48Não é um impedimento de lado algum.
07:51É apenas mais liberdade para contratos livres.
07:53O Estado, com suas primorosas leis, limita o livre agir dos indivíduos, de seus negócios,
07:59gerando uma obrigação coercitiva que ostenta a bandeira do direito,
08:04mas que, na realidade, não passa de mera arbitrariedade sem qualquer valor objetivo.
08:09Só gera mais custo para a sociedade e não traz benefício efetivo para ninguém.
08:14O indivíduo é considerado um completo imbecil, incapaz de responsabilizar-se pela consequência
08:20de seus próprios atos e, assim, deve ser sustentado por um todo um aparato governamental
08:25que prega a justiça, seguindo na direção completamente oposta a ela.
08:30Após a repercussão dessa publicação, o Ministério Público do Trabalho recebeu diversas
08:34denúncias sobre o vídeo.
08:36Lara acabou firmando um termo de ajustamento de conduta com um órgão em que se comprometeu
08:41a fazer outro vídeo com uma retratação.
08:43Caso não cumprisse a arbitrariedade estatal, ela teria que pagar R$ 50 mil por cada cláusula
08:49não cumprida.
08:50O caso é não apenas caótico pela imposição estatal sobre uma opinião dela, mas também
08:55por sua repercussão ter se dado devido a bovinos gadosos que se sentiram incomodados
09:00com as ideias da moça.
09:01Ora, quem não concorda com as ideias dela, basta não seguir na rede social, não assistir
09:06seus vídeos, etc.
09:07Mas não, não se pode admitir um indivíduo que se manifeste contra os maravilhosos direitos
09:12trabalhistas criados pelo fascista do gordinho suicida, o Getúlio Vargas.
09:17E até nessa censura embute-se algo que é prejudicial ao trabalhador.
09:21É fato que muitos empresários evitam contratar mulheres em idade fértil em virtude desse
09:26tipo de lei.
09:27Mas lógico, são proibidos pela censura da justiça trabalhista de dizer isso.
09:32Um empresário não pode colocar um anúncio do tipo, contrata-se apenas homens, mulheres
09:37acima de 40 anos ou esterilizadas.
09:40Mas veja, o fato dele ser proibido de anunciar dessa forma não significa que ele não possa
09:45contratar apenas pessoas nesse perfil.
09:48Se ele pudesse colocar um anúncio dessa forma, uma mulher jovem não se candidataria
09:52à vaga, porque ela não tem chance.
09:54Ela sabe que não tem chance.
09:55Mas agora, como o empresário não pode explicitar exatamente o que ele quer contratar, ele vai
10:00colocar um anúncio genérico.
10:02Resultado, muitas mulheres jovens vão se dar ao trabalho de fazer o currículo, ir na
10:06entrevista, participar do processo, sem chance alguma de serem contratadas de fato.
10:12A falta de informação prejudicou o trabalhador.
10:15Seria fantasioso, nesses termos, pensar numa sociedade orveliana na qual o grande irmão
10:20mantinha-se sempre presente em cada âmbito social, tendo cada indivíduo como uma engrenagem
10:25vital, funcionando como seus olhos e ouvidos.
10:28Não me parece nada fora da realidade.
10:30As pessoas estão entregando umas às outras ao Estado, taxando-as como criminosas, mesmo
10:36que não haja qualquer vítima envolvida, submetendo-as à aprovação de um esquema
10:40de censura generalizada.
10:42E isso não está só relacionado à liberdade de expressão.
10:45Desde que começaram as atitudes autoritárias de prefeitos e governadores nessa pandemia,
10:50muitas pessoas têm denunciado seus vizinhos por fazerem festas com aglomerações e denunciado
10:56comerciantes por abrirem seus estabelecimentos, ou até mesmo quem ouse sair na rua sem focinheira
11:01de pano.
11:02Tudo isso a denúncia pelo único prazer de denunciar, porque em nenhuma dessas situações
11:07a pessoa está exposta a risco.
11:09Ela não precisa ir na festa do vizinho, ela não precisa ir no comerciante que está abrindo
11:14e muito menos precisa chegar perto de alguém que não esteja usando focinheira de pano,
11:19se ela acha que isso é importante.
11:21Até que ponto, eu me pergunto, todos continuarão cúmplices de tamanha barbaridade?
11:26Será curioso observar a reação desses juízes da sociedade quando perceberem-se meros reféns
11:32de ditadores e sem direitos à liberdade alguma.
11:35Obrigado pela audiência.
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11:54Até a próxima!
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