00:00Boa tarde! Nesse segmento do Visão Libertária, vamos ao artigo sugerido e escrito por Rochac,
00:05revisado e narrado por Leafar.
00:07A natureza coletivista do Estado
00:10Não faltam romances distópicos que retratam o Estado como uma grande entidade coletivizadora,
00:16responsável por subjulgar as singularidades individuais que se perdem em uma uniformidade
00:21obediente às demandas estatais.
00:23Dentre os mais importantes, podemos citar algumas obras que se destacam não apenas pela
00:28qualidade, mas pelo reconhecimento obtido internacionalmente.
00:31Anthem, ou Cântico, de Ayn Rand, Brave New World, ou Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley,
00:39e 1984, de George Orwell.
00:43Obras que eu recomendo profundamente que se fundamentam em um mesmo temor factível, sendo inspiradas
00:48principalmente pelos regimes totalitários do século XX, como o comunismo stalinista da
00:53União Soviética e o nazismo na Alemanha.
00:55Os escritores responsáveis por essas obras perceberam os perigos de um Estado irrestrito,
00:59assim como identificaram com exatidão vários dos mecanismos utilizados por seus sistemas
01:04totalitários.
01:05É inegável que o trabalho desses expoentes da literatura foram imprecedíveis para a
01:09disseminação de ideias favoráveis ao indivíduo, motivando gerações a se voltarem contra
01:14a opressão estatista.
01:15Contudo, nenhum deles concluiu, infelizmente, que o verdadeiro problema não encontrava-se na
01:20extrapolação do controle estatal, mas no Estado em si mesmo.
01:24Mesmo Orwell, que devidamente criticava o totalitarismo, apoiava declaradamente a social-democracia.
01:31É claro, em seu tempo, ainda não era tão simples perceber os subterfúgios de controle
01:35da democracia social.
01:37Não como nos dias de hoje.
01:39Atualmente, é evidente para todos os libertários que não há legitimidade estatal baseada em
01:43seu nível de influência político-social.
01:46Afinal, a própria existência de um monopólio da força constitui a agressão.
01:50E é exatamente isso que o Estado é.
01:53Como apresentado nas obras já citadas anteriormente, o coletivismo foi amplamente explorado como um
01:58mecanismo de controle estatal.
02:00Mas por que exatamente é tão importante para a manutenção da ordem opressora que as individualidades
02:06sejam suprimidas?
02:07Para alguns pode parecer uma pergunta de fácil resposta, mas muitos talvez não percebam a
02:12extensão do problema.
02:13O Estado não possui poder por si mesmo.
02:16Ele não é uma entidade detentora de superpoderes capaz de subjugar a todos independente de
02:21suas vontades.
02:22O Estado obtém o seu poder da subjugação dos indivíduos e o faz através do uso de
02:27mais indivíduos.
02:28Fazer uso exclusivo da força para obter seus desejos não seria efetivo.
02:33Afinal, indivíduos livres se voltariam contra a opressão injustificada e isso seria extremamente
02:38custoso tanto em vidas quanto em caráter econômico estatal.
02:42Para aqueles que se encontram no poder manipulando as cordas sociais por trás dos panos, é muito
02:47mais efetivo que obtenham a fidelidade do povo e isso apenas é possível através das
02:52ideias.
02:52Com a disseminação de ideias que aparentam ser agradáveis, é natural que ao menos uma
02:57parcela da sociedade decida apoiar determinada causa.
03:00Não se deve jamais duvidar da capacidade persuasiva dos meios de comunicação do Estado, pois ao
03:05menos neste caso costumam realizar um bom trabalho.
03:09Com um acúmulo de suporte por parte da sociedade, adquirem uma legitimação falsa que os imbuie
03:14ainda há maior poder.
03:15A partir disso, passa a atacar qualquer estrutura social que seja capaz de conceder ao homem
03:21um senso de importância e significação pessoal, como a família e a religião.
03:26Isso ocorre pois essas mesmas estruturas são concorrentes no campo do controle psicológico
03:31e o Estado certamente não pode permitir concorrentes.
03:35Quanto menos concorrência tiver, mais influência possuirá sobre os indivíduos, que passam a
03:40depender exclusivamente dos ditames estatais.
03:43Victor Frank, em seu livro Em Busca de Sentido, relata que aqueles que mais resistiam às atrocidades
03:49do Estado nazista eram aqueles que possuíam algo de valor em suas vidas, algo que lhes desse
03:54algum significado, muitas vezes seus familiares.
03:57Da mesma forma, aqueles que sucumbiam mais rapidamente eram os que já não eram mais capazes
04:02de conceber qualquer significação para suas existências.
04:06Com a destruição de todas as estruturas que se opunham ao Estado e que sejam capazes
04:10de conceder sentido à vida, resta apenas o próprio Estado como significador e norteador
04:16da existência.
04:17Consequentemente, tendo apenas o Estado como influenciador, suas opiniões e pensamentos
04:22convergem para os ideais últimos da nação, do coletivo e do grande irmão Aureliano.
04:28As individualidades passam a ser combatidas não apenas pelo Estado, através de todos
04:32os seus muitos meios propagandísticos, mas também pela sociedade como um todo, que
04:37se identifica com os ideais estatais e os toma como seus.
04:41Para obter êxito na coletivização social, não é necessário que o Estado possua domínio
04:46completo da sociedade, mas apenas de uma parte significativa que seja em quantidade suficiente
04:51para garantir controle através do falho sistema democrático.
04:54Com o passar das décadas, os mecanismos estatais se tornaram mais sutis, visando a esquivar-se
05:00dos olhos atentos às atrocidades do último século, mas é indiscutível que sua natureza
05:04permanece a mesma, não importa quem esteja momentaneamente no poder.
05:09Seu controle sempre se perpetuará, atentando contra o indivíduo, em favor de um coletivo
05:14subserviente e incapaz de se envolver contra sua opressão.
05:18Obrigado pela audiência!
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