- há 8 meses
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DiversãoTranscrição
00:00Xilainou, quem é essa?
00:02Minha linda irmã.
00:05Pode ver o brilho nas bochechas dela.
00:08Pode ver a bondade no rosto dela.
00:14Segurava-me a esperança de que talvez ela só estaria ferida.
00:19Talvez só a tivessem colocada...
00:22em uma luz vermelha.
00:25E que ela não morresse.
00:27Eu não sei o que eu fiz, mas eu não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o
00:57que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não
01:03sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não
01:11sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não
01:21sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu
01:51fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei o que eu fiz, não sei
02:21o que eu fiz?
02:36vivendo com um inimigo
02:40sombras da morte
02:51nós estamos aqui
03:11conversando uns 30 anos depois do que aconteceu e essas são todas as evidências
03:17que coletamos.
03:25Esse caso impactou toda a comunidade.
03:29Esse caso foi quase que um vício para todo policial que atuou nele.
03:37Todos queriam solucionar, sem exceção.
03:50Centenas de pessoas se ofereceram como voluntárias para procurar por ela em 1980.
03:57Elas procuraram no lago, ao longo das margens, do rio e também na floresta.
04:01A Gina Hall nunca foi encontrada.
04:06E eu vi que não tinha mais ninguém procurando por aquela garota.
04:11Ninguém.
04:12E ela era uma irmã, uma filha, uma melhor amiga.
04:16Ela merecia que alguém procurasse por ela.
04:22Eu queria encontrá-la.
04:23Ela é a minha irmãzinha linda.
04:41Essa foto é do último ano do colégio.
04:45E olha como ela está linda aqui.
04:49Dá pra ver o brilho nas bochechas dela.
04:53Dá pra ver a bondade no rosto dela.
05:02O verão de 1980 mudou minha vida.
05:06Eu tinha 21 anos e a Gina era a minha irmãzinha de 18 anos.
05:13Eu estava fazendo mestrado e ela foi estudar na mesma universidade e nós fomos morar juntas.
05:19Nós éramos dois opostos.
05:23Eu era fechada, teimosa e determinada.
05:27Já ela era linda, angelical e muito meiga.
05:31Mesmo.
05:44Depois das provas do meio do ano, a gente queria dar uma relaxada.
05:48Tínhamos uns dias livres e resolvemos ir dançar.
05:52Mas eu acabei desistindo porque eu e meu namorado de 3 anos e meio tínhamos brigado e eu estava
05:58muito chateada.
06:00Ela saiu e voltou que nem um furacão, porque tinha esquecido a tornozeleira dela.
06:08Nós tínhamos duas tornozeleiras iguais, com dois corações interligados, pelo amor
06:14de irmãs.
06:16Eu estava lá no chão da sala, me acabando de chorar como uma bebezona, quando ela veio
06:22e me disse, irmã, segue o coração, não a cabeça, aí vai saber o que fazer.
06:29E foram as últimas palavras que ela falou pessoalmente para mim.
06:37Aí ela saiu sozinha, afinal, a gente não tinha por que se preocupar.
06:43Eu acordei com o telefone.
07:03Alô?
07:07E eu, muito sonolenta, sem nem imaginar nada de ruim, ouvi uma voz dizendo, DeLayna, Dina,
07:19onde você tá?
07:20Ela falou, eu estou no lago.
07:23Aí eu pensei, o que ela tá fazendo no lago?
07:28Deve ter encontrado uns amigos e ido com eles.
07:30Eu perguntei, tá com quem?
07:33Ela disse uma palavra, Steve.
07:37E a ligação foi encerrada.
07:39Dina?
07:43Alô?
07:47Aí eu pensei, eu vou voltar a dormir porque ela vai vir pra casa.
07:53No final, ela nunca veio, eu acordei e nada dela.
08:06Quando eu acordei, eu passei a manhã pensando naquela ligação, o que ela tava querendo
08:12dizer?
08:13Quem é Steve?
08:16Eu não conheço nenhum Steve, a Dina não conhece nenhum Steve, não tem nenhum Steve
08:21na nossa vida, quem é ele?
08:24Na hora eu notei que não era coisa boa, tinha alguma coisa errada.
08:30Aí eu saí ligando pra todo mundo que eu conhecia.
08:35Seus amigos acharam o carro dela abandonado numa estrada.
08:38O que teria acontecido, onde ela estava?
08:49O carro foi encontrado em uma estrada rural, a cerca de um quilômetro da rodovia principal
08:59que vai de Pulaski pra cidade de Radford.
09:09Estava debaixo de um trilho de trem antigo que cruza o rio e estava abandonado lá.
09:18Eu falei com ela ontem à noite, ela saiu pra dançar.
09:21A polícia tinha um relato dela sobre a ligação que ela havia recebido à noite da Dina e
09:28como a Dina não tinha voltado e o carro estava abandonado, algo estava errado, era
09:35um sinal claro de que alguma coisa estava errada.
09:40Uma coisa que chamou a atenção era que o banco do motorista estava todo puxado para
09:45trás e a Dina tinha um pouco mais de um metro e meio, não tinha como a Dina dirigir com
09:53o banco tão para trás, ela não alcançaria os pedais.
09:56Um policial achou sangue no porta-malas do carro, tinha um bom tanto, aí que nós
10:08vimos que tínhamos um grande problema.
10:18Pensando no lugar onde o carro tinha sido abandonado, tinha alguma coisa estranha,
10:23era uma estrada escura e sinistra.
10:27Uma garota jovem, logo que chegasse lá, ia pensar, eu não vou ficar por aqui, a estrada
10:33era assim.
10:35Eu lembro que eu estava lá perto do carro e pensei, mas por que aqui?
10:43Como que esse carro veio parar aqui?
10:46Eu não desconfiava de nada naquela hora, até que acharam sangue no carro.
10:53E eu vi que era algo grave.
11:05Eu ainda estava bem otimista àquela altura.
11:12Eu me segurava na esperança de que talvez pudesse só estar ferida, talvez só a tivessem
11:20colocado num porta-malas e ela tivesse se libertado, ela tinha fugido, estava em algum
11:27lugar só ferida.
11:28A gente tinha que achar a Dina, esse era o nosso objetivo.
11:38Eu sabia que tinha que divulgar o ocorrido e a estação de rádio pareceu o lugar mais
11:43lógico para tentar fazer isso.
11:47Aí eu dirigi até lá e os convenci a falar da Dina, de onde ela tinha sido vista para
11:57ver se alguém sabia de alguma coisa.
12:10Bill King foi até a delegacia e falou, tem uma informação, não sei se tem valor para
12:16vocês, mas é o seguinte.
12:26Ele disse que ele, o Epperly, tinha saído com o objetivo de tentar encontrar umas mulheres
12:31como companhia.
12:33O Epperly tinha se arrumado bastante, eu acho que dá para dizer que ele era bem charmoso
12:39e bonito.
12:41Ele chamava muito a atenção das mulheres com quem conversava.
12:45O Bill King morava numa bela casa de três andares no lago Claytor e naquela noite o
12:53Epperly pediu a chave da casa emprestada.
12:57Ela achava que ele era um cara legal e foi com ele até a casa do lago.
13:15Eles chegaram lá por volta das quatro horas da manhã.
13:24Eles entraram na casa e aquela moça viu o Epperly saindo da despensa sem camisa, limpando
13:31o peito com uma toalha azul.
13:34Eles achavam que podiam ter relações sexuais e decidiram ir até o lago para nadar.
13:41Mas pouco tempo depois daquilo, o Epperly disse, temos que ir.
13:45E isso era tudo o que ele sabia.
13:51Mas o Bill disse que eles não tinham visto a Dina.
14:08Ele foi muito prestativo.
14:10O Epperly assumiu que tinha estado com a Dina.
14:13Ele assumiu que eles tinham ido até a casa do lago e que os dois tinham entrado na casa.
14:20Ele disse que eles se beijaram um pouco e que ele até tentou ir adiante, mas ela não
14:25se interessou.
14:27Por fim, eles foram para o carro e voltaram para a Redford.
14:32Ela foi até a casa dele só para poder deixá-lo e ele nunca mais soube dela.
14:38O técnico do polígrafo perguntou para o Epperly, você matou a Dina Hall?
14:55Você sabe onde ela está?
14:58Com relação à Dina Hall, você tem algo a ver com o desaparecimento?
15:05O Steve Epperly falhou no polígrafo.
15:10Isso fez a nossa desconfiança aumentar.
15:12Onde estava a Dina?
15:21Eu conheci o Steve Epperly desde 1965 e fui casado com a irmã dele.
15:33Ele podia ser a pessoa mais gentil, simpática e educada que você já tinha visto.
15:39E aí, durante uma conversa assim, normal, qualquer coisa podia irritá-lo de um lado
15:46e fazê-lo virar um animal.
15:56Teve uma vez que a gente estava jantando em um domingo na casa dos Epperly, estavam todos
16:01conversando, sabe, batendo papo sobre várias coisas, quando disseram alguma coisa pro Steve,
16:10ele se levantou e virou a mesa no chão, e ninguém tinha ideia do que tinha irritado
16:18ele.
16:19O cara explodia assim, eu ficava me perguntando por que ele fazia aquilo.
16:27Eu nem tento entender como ele ia daqui pra cá assim, não sei o que ele tinha na cabeça.
16:35Ele era tão gentil, cordial e carinhoso, quando alguém o conhecia, pensava que cara
16:40incrível.
16:43Mas depois descobria que ele era o demônio.
16:45Quem é esse?
16:55É o demônio.
16:56Eu te digo, pelos olhos e também pela afeição, que ele estava bravo com alguém.
17:06Ele tinha esse olhar quando explodia, eu conheço bem esse olhar.
17:11Ele ficava muito violento quando estourava, era de uma violência absurda, era um ser
17:17humano violentíssimo, era louco.
17:25Tudo que eu soube, ele quebrou o braço da irmã.
17:29Ele estourou um tímpano da mãe dele, derrubou a avó de 80 anos da escada.
17:39Minha esposa vivia com os olhos roxos porque ele batia nela.
17:44Até que eu me cansei daquelas agressões a ela, e fui até lá com uma arma, e minha
17:52intenção era matá-lo no dia, eu estava no meu limite.
17:57Eu sou uma pessoa de bem e cristã, eu dou a roupa do meu corpo se precisar, passo tudo
18:02ao meu alcance para ajudar as pessoas.
18:06Mas se uma pessoa me tirar do sério, de verdade, eu corto a garganta dela sem remorso.
18:13E não importa quem seja, sempre vivi sob esses princípios que vieram do meu pai.
18:20Eu estacionei na frente da casa dele e ele apareceu todo valentão, eu sabia que iria
18:24me atacar.
18:25Aí, quando ele chegou perto, apontei para a cabeça dele e disse, Steve, vou te matar.
18:34Engatilhei e falei, escuta, encosta nada de novo e eu te mato.
18:38Eu lembro que eu disse, se você bater na minha esposa de novo, eu te mato.
18:45Ele nunca mais fez aquilo, e eu agradeço a Deus por não ter tido que matá-lo, mas
18:53talvez tivesse sido melhor.
19:13Eu estacionei no lado de trás da casa, onde fica um lago e onde tem duas portas de vidro
19:19de correr.
19:20Foi aí que um policial me mostrou uma mancha de sangue no tapete, e era desse tamanho,
19:34talvez um pouco menor, e meio escura, estava num tapete feupudo.
19:40O sangue estava meio que opaco e remexido, a impressão era que alguém tinha tentado
19:48limpá-lo.
19:49A gente começou a analisar a casa e encontrou sangue em outros lugares.
19:56Eu lembro que no banheiro de baixo tinha uma mancha pequena de sangue no espelho de um
20:01interruptor, e tinha vários itens lá com manchas de sangue ou respingos pequenos.
20:09Tudo aquilo junto nos dizia sem dúvida que havia indícios de um ataque físico violento
20:16ali.
20:18Era difícil não chegar à conclusão de que tinha havido um homicídio.
20:34Fizemos uma espécie de canto no andar de baixo e tinha uma escada que subia para o
20:38segundo andar.
20:39E bem na base da escada tinha uma tornozeleira quebrada, e ela tinha dois corações interligados.
20:54A tornozeleira da Gina e indicava a presença dela lá.
21:12Aquele foi o pior dia da minha vida.
21:19Essa foto foi tirada perto da margem do lago.
21:23Eu fico vendo essa casa e parece uma residência de luxo, sabe?
21:28Parece uma casa linda e pitoresca, e eu não consigo imaginar como a minha irmã foi assassinada
21:37nessa casa.
21:48Eu estava na casa do lago com gente por todo lado, policiais por todo lado.
21:57Eu estava parada perto do lago.
22:01Estava com o meu namorado, só observando.
22:05E foi nessa hora que a ficha caiu para mim, a Gina não ia voltar.
22:15A Gina nunca mais ia voltar.
22:19Ela tinha morrido ali, e eu sabia.
22:30Eu não sei dizer se foi pelo laço entre irmãs, mas eu sentia a dor dela quando vi como ela
22:39foi corajosa.
22:42Tinha muitas manchas de sangue, e eu pensei, que coragem, olha o quanto a Gina lutou.
22:49Não tinha como não ficar imaginando aquelas cenas quando descobrimos os detalhes do que
22:55havia acontecido lá, não dava para parar de pensar.
23:00Eu só conseguia ver a minha irmã linda lutando muito pela vida.
23:07Na hora, eu devia estar com ela.
23:11Como isso foi acontecer, porque se eu estivesse com ela, aquilo não teria acontecido, e
23:23eu desabei, eu fiquei destruída.
23:25Chegou um ponto em que eu não aguentei mais, e tive que ir embora de lá, foi isso.
23:42A viagem de carro de lá para casa foi a experiência mais pavorosa que eu já enfrentei na vida,
23:53porque eu sabia que ela tinha desaparecido, e não era como se tivesse fugido, era no
23:59sentido de ter morrido.
24:03Eu fiquei gritando para Deus o caminho inteiro, gritando pela janela, meu corpo tremia.
24:11Eu sabia que ela não ia mais voltar, nunca.
24:24Eram várias evidências circunstanciais concretas apontando para uma única pessoa, o Steve
24:30Epperle, só o que estava faltando era o corpo.
24:33Na Virginia, na época, nunca havia tido uma condenação por homicídio ao seu corpo.
24:38Podemos garantir provas suficientes para uma condenação?
24:42Tinha o fato de que ele esteve com ela na noite e havia manchas de sangue na casa, o
24:46que era bem incriminador, mas nós não tínhamos nada de muito concreto.
24:54A toalha azul foi achada numa árvore, e isso foi na margem do outro lado do rio,
25:13em Red Ford, e o que tinha na toalha era muito, muito incriminador.
25:18O técnico fez uma raspagem na toalha azul e encontrou uns dois punhados de fibras de
25:30um tapete bem felpudo, e aquelas fibras batiam com as do tapete que a gente viu lá na casa
25:38do lago.
25:39A nossa teoria era que ele tinha ido até o tapete com a toalha azul e tentado limpar
25:46o máximo possível do sangue.
25:57Eu acho que todas as peças de roupa dela, incluindo as íntimas, foram encontradas no
26:02mesmo lado do rio e na região em que acharam a toalha, e ali do lado direito da jaqueta
26:09dela encontraram sangue.
26:13Também tinha um fio de cabelo nas roupas, e o laboratório concluiu que eram as mesmas
26:24características e cor do cabelo que o senhor Apley tinha.
26:32Pra mim era um quebra-cabeça com uma peça enorme faltando no centro o corpo dela, mas
26:39tínhamos todo o resto.
27:40pra mim aquilo estava errado, eram tantos rumores e teorias e ideias que eu tinha que
27:51investigar tudo o que pudesse.
28:06Um cara ligou pra delegacia e falou pra um dos atendentes, eu preciso falar com o seu
28:12chefe, eu não sei quem é, mas eu tenho informações sobre uma Dina Hall.
28:18Eu pensei, tá bom, e liguei de volta.
28:21Ele disse, vai parecer bem estranho, e eu falei, tá, manda ver, e ele...
28:27Eu andei falando com a Dina Hall, e eu disse, Dina?
28:32E ele disse, é, a garota.
28:35E eu falei com o espírito dela, e ele disse, sim, eu sou um médico.
28:42Eu tô sempre aberto a maneiras diferentes de investigar, jeitos de conseguir pistas,
28:49e perguntei que informação ele tinha, e ele disse, eu acho que sei onde ela está.
29:03Esta aqui é a carta pela qual tenho mais carinho, porque ela a escreveu meses antes
29:14de ser assassinada.
29:17Ela citou Coríntios 13 pra mim, e disse nas palavras dela, o amor não se alegra com injustiça,
29:26mas se alegra quando a verdade vence.
29:31E fechou com, te amo, espero que um dia nós duas possamos fazer jus a essa passagem.
29:41Meses antes da morte dela.
29:44É isso que me dá foco, é isso que me motiva.
29:52Eu deixo na minha penteadeira, fica bem do lado do espelho, e todo dia eu leio, todo
29:59dia.
30:00O médium me levou até o centro Deadmond, na Universidade de Redford, que é um complexo
30:19esportivo enorme.
30:21Ele me descreveu o local em 1980, ele descreveu a clareira, que parecia um jardim, disse ela
30:31tá na clareira, e me mostrou onde era, é lá que ela estava.
30:48Tem um equipamento incrível na universidade, um radar de penetração no solo.
30:53Um cara foi fazer uma varredura, e disse, achei uma anomalia.
30:58Eu perguntei se ele achava que era ela, e ele disse, tá batendo com o tamanho e o formato
31:05de uma mulher pequena.
31:06Nossa, fala sério?
31:10Eu falei, o que a gente faz agora?
31:12E ele disse, nós vamos pedir permissão pro presidente da universidade pra escavar o local.
31:18Eu estava muito animado, aquilo fazia muito sentido.
31:35Eu sei que era um médium, mas acreditando ou não, o que ele me disse se confirmou.
31:41A descrição que ele me deu bateu com o local da anomalia.
31:46A ciência confirmou o médium.
31:53Cavamos um buraco.
31:54O cara entrou, tirou o chapéu, limpou o suor da testa e falou, eu não compreendo, porque
32:03não tem nada aqui, nesse buraco.
32:11Eu não sei o motivo da gente ter visto uma anomalia no radar, não tem nenhuma explicação,
32:18nenhuma.
32:20Ele ficou surpreso, e eu arrasado porque pensei que a tínhamos achado.
32:25Eu fiquei bem emotivo, e só pensava, o que eu faço agora?
32:32Foi um beco sem saída, fiquei destruído, mas eu não ia desistir.
32:41O Steve Hepperly era um lobo em pele de cordeiro.
32:56Pra mim ele era muito egocétrico e narcisista.
33:02Eu acho que o Hepperly não tinha consciência nenhuma.
33:07Foi uma coisa corriqueira pra ele, nada demais.
33:10Ele não estava nada preocupado e pensava, o que vou fazer comigo, eles não tem um corpo.
33:17Ele era um monstro, uma pessoa sem sentimentos.
33:25Eu fico me perguntando, o que motivou ele, no que ele pensava, pra não se importar de
33:32matar uma garota de 18 anos e desfazer dela como se fosse lixo.
33:38No que ele pensava?
33:54O telefone tocou, e minha esposa atendeu.
33:58Ela conversou um tempão com a mãe, aí desligou e me falou.
34:07Minha mãe disse que uma garota desapareceu e ninguém sabe dela.
34:12E o último que esteve com ela foi o Steve.
34:25O clima geral em Radford era de não foi ele.
34:29A maioria das pessoas em Radford enxergava o Steve como um cara legal.
34:36Sabe, ele passava a imagem de um cara bacana pra todo mundo, era o namorado da filha que
34:44era convidado pra ir jantar no domingo.
34:47Era a imagem que ele passava.
34:49Ninguém sabia que ele não era normal.
34:52Isso eu sei dizer.
34:55Eu achei muito estranho nunca ter ouvido o Steve dizer, eu não matei Dinah Hall.
35:03Ele nunca disse isso, o que ele dizia era, nunca vão me incriminar.
35:08E eu ouvi dizer, se não tiver um corpo, ninguém vai pegar.
35:18No julgamento dele, eu fui a primeira testemunha chamada, e... foi a primeira vez que eu vi
35:28o Eppley, em pessoa.
35:46É quase impossível de descrever a sensação de dar um depoimento sobre a morte de uma
35:52pessoa que você ama muito, e aí olhar pro lado e ver o rosto do Steve Eppley pela primeira
36:00vez na vida.
36:05Quando eu relembro aquilo, fica clara a arrogância e a confiança que ele estava transparecendo.
36:15Em nenhum instante ele imaginou que iria pra cadeia, nem mesmo por um segundo.
36:31Você era próxima da Dinah?
36:33Era sim senhor.
36:34A Dinah te telefonou?
36:37Telefonou, achou que devia ser uma da manhã, eu estava sonolenta e ela parecia bem nervosa,
36:43bem desconfortável, talvez pela situação.
36:48Depois daquela ligação, você falou com a Dinah ou a Vue?
36:53Não senhor.
36:56Ele não estava nem aí, Pratilana, ele só pensava em esse safado que tinha feito.
37:01E também acredito que ele tinha ocultado o corpo, com tal nível de cuidado que ninguém
37:08nunca iria encontrar.
37:10E sabendo disso, por que se preocuparia?
37:17Naquele momento ele queria sexo, mas ela o recusou.
37:22Ele ficou nervoso, aquilo era um insulto, um desrespeito.
37:26A partir daí ele iniciou uma série de ações com a intenção de matá-la.
37:34Eu estou demonstrando que a promotoria provou sem sombra de dúvida que Dinah Hall está
37:39morta e que esse homem a assassinou.
37:50Pra mim ele é um sujeito doente, pra mim ele é narcisista e sem resquícios de consciência.
37:59No fundo eu sabia, por tudo que tínhamos que ele era o único suspeito, ele a matou.
38:09Nós achávamos que a Dinah havia sido levada para a casa do lago, porque ele queria sexo.
38:24A nossa teoria era que ele havia recusado os avanços sexuais.
38:28Ele ficou nervoso e aí começou a bater nela e a matou.
38:39Deu um alívio enorme, mas não foi uma sensação de, eba, vencemos?
39:00Ninguém sentiu nada assim, ninguém venceu.
39:03Tivemos que ir para casa e passar o Natal sem a Dinah, tivemos que planejar um funeral
39:08e nem tínhamos um corpo para enterrar.
39:11Aquilo não tinha acabado pra nós.
39:34Eu cheguei lá e falei pra ele, é o seguinte, só quero saber dela, eu não quero nenhum
39:40detalhe, não me importa as condições do corpo, só me fala onde eu a encontro.
39:46Ele pensou um pouco e falou, eu sou inocente, todo mundo armou pra mim, o juiz, meus advogados,
39:53todas as testemunhas.
39:54Eu falei, parou.
40:04Ele é um predador purinteiro e não se engane pela idade.
40:20Ele mataria alguém hoje sem pestanejar, se saísse, com certeza.
40:30Falando sobre tudo, acho que não tinha muitas chances de ele confessar e, por tudo que eu
40:35acabei conhecendo dele, creio que ele pensa, não vão encontrá-la, eu ainda tô vivo,
40:42eu venci.
40:43É nisso que ele pensa.
40:47Ele não vai confessar e não cumprimos nossa missão que era encontrá-la.
40:54Mas eu continuo procurando a Dinah.
41:00Essa foto é muito especial mesmo, porque eu coloquei numa bíblia que eu tinha no armário
41:12e não tirei de lá por 20 anos, aí eu resolvi abrir um dia e achei essa foto.
41:22Eu acho que ela foi tirada cerca de uma semana antes dela ser morta, deve ter sido a última,
41:29e ela apareceu no momento certo pra me dar uma sensação de paz.
41:37Foi bem reconfortante e me ajudou a lembrar de ficar tranquila porque tudo ia ficar bem,
41:44sabe?
41:45Nós estamos juntas, foi isso que essa foto me disse.
41:58No fundo eu sempre soube que a história dela ter ido no parque porque quis não era
42:02verdade.
42:05Nós não encontramos o corpo da Dinah pra poder enterrar, então nunca vamos saber o
42:12que houve com ela pra que a nossa dor seja amenizada e pra termos um desfecho.
42:20Ainda queríamos amenizar a dor.
42:38Ela não merecia.
42:39E eu espero encontrar um dia e espero que ela saiba que nem todos são bons.
43:04Quando encontrar a Dinah no céu, o que vai dizer pra ela?
43:08Me desculpa, eu queria ter impedido o Steve.
43:25Daria minha vida pela Dinah.
43:38Legendas pela comunidade Amara.org
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