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O senador Alessandro Vieira comentou a proposta alternativa à anistia e criticou a redação apresentada pela oposição. Em entrevista ao portal R7, ele afirmou que o texto é inviável e foi usado de forma oportunista para manter um público cativo e reforçar uma narrativa política eleitoral. Segundo Vieira, o objetivo de sua proposta é garantir punições proporcionais e individualizadas.

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Transcrição
00:00O senador Alessandro Vieira, ele falou sobre a redação do projeto alternativo à anistia.
00:07Ele concedeu uma entrevista ao portal R7 e criticou a proposta da oposição,
00:12afirmando que essa medida é inviável e foi utilizada de forma oportunista
00:17para manter um público cativo e garantir a narrativa política eleitoral.
00:22Segundo Vieira, o objetivo do seu texto é garantir punições proporcionais e individualizadas,
00:30sem deixar impunes supostos crimes graves.
00:33Por fim, o senador afirmou que nenhum cidadão de bem vai querer anistia quem bateu em polícia,
00:39quebrou o patrimônio público, destruiu as coisas e causou prejuízo.
00:44Dávila, que achou das declarações do senador Alessandro Vieira,
00:50que está encabeçando esse texto alternativo,
00:55dizendo que o texto da oposição, aquele que previa anistia,
00:59é um texto que seria oportunista.
01:04Benito, esta é uma hora de falar menos e trabalhar mais.
01:08Trabalhar mais na redação de um texto que seja aprovado,
01:13que não seja contestado no Supremo Tribunal Federal.
01:17Como eu sempre falo aqui nos Pingos nos Is,
01:20o objetivo número um desta anistia é libertar da prisão pessoas que foram indevidamente presas.
01:30Por que indevidamente presas?
01:32Porque sim, teve manifestantes, teve arroaceros, teve vândalos,
01:36mas não teve o respeito ao devido processo legal.
01:41O respeito à ampla defesa, ao direito à ampla defesa.
01:46E aí, Caniato, quando essas coisas não existem,
01:50o projeto está bichado, é preciso uma anistia
01:54para restabelecer a confiança nisso.
01:58Porque a lei não é uma questão de gosto pessoal,
02:00não é o que você acha, o que eu acho, o que o Mota acha.
02:03É o que está escrito na lei.
02:05Qualquer pessoa precisa ter direito ao seu devido processo legal
02:10e o direito à ampla defesa.
02:12Então, como isso não existiu,
02:14nós temos de apelar para uma anistia
02:17para fazer justiça,
02:19porque isso significa que pessoas que foram presas
02:23sem o devido processo legal
02:24foram presas injustamente,
02:27porque a justiça é condenar pessoas,
02:30individualizar penas,
02:33seguir todo o trâmite do devido processo legal
02:36e aí, dosimetria da pena de acordo com o que cada um cometeu.
02:41Nada disso foi respeitado.
02:44Então, o que nós estamos falando aqui
02:46é que a anistia é uma forma de curar
02:49uma enorme injustiça cometida com brasileiros.
02:54E a coisa que nós não podemos deixar
02:56é o brasileiro perder a credibilidade
03:01e a confiança na lei e na Constituição.
03:04O senador acaba fazendo juízo de valor,
03:09quando ele fala
03:10bom, cidadão de bem não quer anistia
03:13em quem bater em polícia,
03:15destruir o patrimônio público.
03:18Em um momento como esse,
03:20talvez seja melhor falar menos,
03:22como disse o Dávila.
03:23Defendem tanto a pacificação,
03:26uma entrevista como essa
03:27acaba jogando mais gasolina, inclusive.
03:29Ou fala menos ou pensa mais.
03:33Nós temos duas alternativas.
03:34Eu queria saber se as pessoas
03:38que em 1979 pediram anistia
03:43não eram cidadãos de bem.
03:45Talvez o senador não saiba,
03:47mas foram anistiadas pessoas
03:49que cometeram atos criminosos,
03:54muito violentos.
03:55Não sei se o senador sabe disso.
03:57Não existe sentido em você dar anistia
04:01para quem não cometeu crimes.
04:03A anistia é um remédio
04:05para quem cometeu crimes,
04:08inclusive crimes violentos.
04:11Esse é o significado de anistia.
04:13E aqui eu vou dar um voto aqui
04:16discordante do meu colega Dávila.
04:19porque se as pessoas foram condenadas
04:22sem o devido processo legal,
04:24o remédio não é anistia.
04:25O remédio é o devido processo legal.
04:27Anistia é um remédio político,
04:29no meu entender,
04:31que tem como objetivo dar um perdão,
04:34fazer uma reconciliação no país,
04:38perdoando e esquecendo
04:40crimes que foram cometidos.
04:42Então você chega para alguém
04:44que colocou uma bomba,
04:47que atirou na polícia
04:48ou atirou nas forças armadas,
04:52que planejou dar um golpe de Estado.
04:55Essa foi a anistia de 1979.
04:57Você chega para elas e diz
04:59vamos esquecer o que passou.
05:02Vamos colocar uma pedra em cima disso.
05:05Vamos começar uma nova época
05:07na história desse país.
05:08É exatamente o que foi feito em 1979.
05:11Muito embora algumas pessoas discordem,
05:14digam, não, crimes foram cometidos.
05:17Não se pode esquecer isso.
05:19Bom, nós estamos aqui fazendo um combinado
05:22de esquecer isso e seguir para frente.
05:26Isso é uma decisão política,
05:27é uma decisão moral.
05:29Não é uma decisão jurídica.
05:31Se a gente, se existe essa consciência
05:34de que pessoas foram condenadas
05:36a ser o devido processo legal,
05:38meu Deus do céu,
05:39que se dê o devido processo legal
05:42a essas pessoas.
05:43O lugar de dar o devido processo legal
05:45não é no Congresso Nacional,
05:47através de um projeto de anistia.
05:49O projeto de anistia, no meu ver,
05:51é um projeto político
05:53que tem como objetivo
05:55perdoar os crimes e esquecer
05:57o que aconteceu em nome
05:59da reconciliação nacional.
06:01Agora, é preciso perguntar.
06:03A gente quer mesmo
06:04a reconciliação nacional?
06:06Ou nós vamos ficar procurando
06:08pelo em ovo?
06:10Ou nós vamos esquecer
06:11o que aconteceu em 1979
06:13e fingir que esse país
06:15não sabe o que é anistia?
06:17Fingir que algumas das pessoas,
06:20alguns dos maiores críticos
06:22dessa anistia de agora,
06:24foram beneficiados com anistia
06:25de 1979,
06:27ou beneficiados pessoalmente,
06:28ou porque as organizações políticas
06:30às quais eles pertencem,
06:32foram beneficiados.
06:34Muitas das organizações políticas
06:35hoje que estão atacando
06:36a anistia
06:38não estariam aqui.
06:40Não existiriam
06:41se não fosse a anistia de 1979
06:44e a disposição de quem estava
06:47no poder naquela época
06:48de dizer
06:49vamos esquecer o que passou.
06:52Dávila, você defendia justamente
06:54aquele movimento dos poderes,
06:57autocontenção tão defendida,
07:02parece que a gente não vai
07:03ver isso acontecer
07:05nesse episódio que envolve
07:08a anistia
07:09ou a revisão das penas.
07:11O que é preciso considerar
07:13em relação a esse processo
07:14e como os poderes estão tratando
07:17desse momento?
07:18Dávila.
07:19O Mota tem razão
07:21no que ele toca
07:22sobre a anistia,
07:23que é um processo político
07:24para perdoar crimes cometidos.
07:26foi assim na história
07:27do Brasil inteiro.
07:28Ele está falando de 79,
07:29teve 32,
07:30teve 1891,
07:32teve várias anistias.
07:33Depois teve a revolta
07:34dos 22
07:35com a revolta
07:37dos 18 do forte.
07:39Sempre teve anistia.
07:40Mas o que era anistia?
07:42Anistia existe
07:43dois ingredientes
07:45que, a meu ver,
07:46não existem no momento.
07:47primeiro é uma atitude
07:50de que anistia
07:52é fundamental
07:53para virar a página
07:54e recomeçar a história
07:55e começar um outro capítulo
07:57na história.
07:58Não vejo que isso existe
08:00no momento.
08:01O que existe no momento
08:02é um governo
08:05que quer manter
08:06a polarização
08:08acesa
08:09porque entende
08:10que é o seu único
08:11trunfo político
08:13para tentar
08:14vencer
08:15ou ser competitivo
08:17nas eleições
08:17de 2026.
08:18Um governo
08:19que não entregou nada,
08:20ele só tem uma coisa
08:21a fazer.
08:22É alimentar
08:23a polarização
08:24para dizer,
08:25olha,
08:26eu sou um defensor
08:27da democracia
08:28contra esses
08:29fascistas e tal.
08:30É a única coisa
08:31que eles têm hoje
08:32para fazer.
08:32Então, assim,
08:33eles não têm
08:34a noção
08:36de que precisamos
08:37pacificar o Brasil
08:38e virar a página
08:39como aconteceu
08:41em todas essas
08:42anistias
08:42da nossa história.
08:45O segundo ponto
08:46importante
08:47na questão
08:48da anistia
08:48é que precisa
08:49ter grandeza
08:50política.
08:51Grandeza política
08:52de restabelecer
08:55uma normalidade.
08:56Você imagina
08:57alguém
08:58aprovar
08:59uma anistia
09:00em 1979
09:01quando,
09:03por exemplo,
09:04algum daqueles terroristas
09:05mataram pessoas,
09:07entes queridos
09:07a você.
09:08Mas você acha
09:09que você precisa
09:10estar com a sua dor
09:11precisa ser circundária
09:13e você precisa
09:14colocar o interesse
09:15do país
09:15acima da sua dor
09:17porque senão
09:18você não votaria
09:18a favor da anistia.
09:20E foi exatamente
09:21o que aconteceu.
09:23Então, ao meu ver,
09:24essas duas condições
09:25não existem hoje
09:26no Brasil.
09:28Portanto,
09:29não existe
09:29projeto de anistia
09:30mais.
09:31O que existe
09:32é uma
09:33costura política
09:35que eu não
09:36considero a melhor.
09:37Aliás,
09:38eu considero
09:38um remendo,
09:39um atalho,
09:41mas é o que está
09:41sendo feito
09:42com o Senado,
09:44o Supremo Tribunal
09:45Federal
09:45e o governo
09:47para criar um
09:48projeto de lei
09:49que não é uma anistia,
09:50como o Mota
09:51bem mencionou aqui,
09:53para tentar
09:54dar uma
09:55zerada
09:56em algumas
09:57ações
09:58do 8 de janeiro,
10:00esvaziar o projeto
10:01da anistia
10:02e continuar
10:04o julgamento
10:05na Suprema Corte
10:06de demais
10:08pessoas que
10:09estiveram envolvidas
10:10ou que eles acham
10:11que estavam
10:12envolvidas
10:12com a questão
10:14do tal,
10:15entre aspas,
10:15golpe de Estado.
10:16Então,
10:17no fundo,
10:18ninguém quer resolver
10:19esse negócio,
10:20nem no Supremo,
10:22nem no governo.
10:22O Supremo
10:23porque se acha assim,
10:24hoje,
10:25o guardião
10:25da democracia
10:26é aquele que
10:27precisa tomar medidas
10:28duras e excepcionais,
10:30como eles mesmo
10:31falam,
10:31é momento de medidas
10:33excepcionais
10:33porque nós temos
10:34de restabelecer
10:35a democracia.
10:36E você tem um governo
10:37que quer continuar
10:39alimentando a polarização
10:40e que não quer
10:41virar a página
10:42e pacificar o país.
10:44Então,
10:44neste cenário,
10:46não existe
10:47clima
10:48para uma anistia
10:49ampla,
10:50geral e restrita
10:51como Mota
10:52prega.
10:52Não existe,
10:53não tem.
10:54Vai insistir nesse projeto
10:55e se colocar em votação
10:56vai ser derrotado.
10:58Então,
10:58o ponto é o seguinte,
10:58eles estão tentando
10:59costurar
11:00um atalho,
11:01uma saída
11:02para resolver
11:03um problema.
11:05Agora,
11:06a história
11:06da autocontenção
11:07do poder,
11:08que é a melhor
11:09alternativa,
11:10e aí o Mota
11:11tem razão,
11:12é dar o devido
11:13processo legal
11:14às pessoas
11:15indevidamente
11:15condenadas,
11:17esse, então,
11:18parece mais distante
11:19do que a anistia.
11:21Pois é,
11:22mas muitos achavam
11:23que a figura
11:24do senador
11:25Alessandro Vieira,
11:26que sempre foi
11:27considerado um parlamentar
11:29muito bem relacionado,
11:31muito ponderado,
11:33técnico,
11:34muitos entendiam
11:35que ele seria
11:35a figura adequada
11:37para tocar
11:37esse texto alternativo.
11:40E ele chegou a dizer,
11:40não faz tanto tempo,
11:42que iria trazer
11:42a oposição
11:43para conversar,
11:45iria escutar
11:45sugestões,
11:46poderia ser uma construção
11:48também
11:48de um texto
11:49com figuras
11:50da oposição.
11:51E aí ele concede
11:52essa entrevista
11:53dizendo que
11:54usaram o texto,
11:55o texto da oposição,
11:57aquele que
11:57defende a anistia
11:59de forma
11:59oportunista,
12:01e aí escorrega
12:02em vários pontos,
12:04inclusive,
12:05talvez até
12:05fazendo com que
12:07ele conquiste
12:08alguns inimigos
12:09ou talvez
12:09adversários
12:10nas próximas semanas.
12:12Agora,
12:13Mota,
12:13tem uma frase,
12:15uma resposta
12:15que o senador
12:16deu ao jornalista,
12:18o jornalista
12:19questionou
12:19sobre a motivação
12:21para ele apresentar
12:22o projeto,
12:22e ele disse o seguinte,
12:23o que motivou
12:24foi a constatação
12:25de que entre os ministros,
12:27e aí ele se refere
12:28aos ministros
12:29da Suprema Corte,
12:31se referindo
12:32aos integrantes
12:32da Suprema Corte
12:33brasileira,
12:34entre os ministros
12:35existiam resistências
12:37e percepções
12:38de que haviam excessos,
12:40mas eles não conseguiam
12:41avançar,
12:42avançar nesse processo
12:43de revisão de penas,
12:45talvez pelo contexto
12:46em que o julgamento
12:47está acontecendo.
12:49Essa foi a resposta
12:50do senador
12:51Alessandro Vieira
12:52a respeito
12:53da motivação dele
12:54para apresentar
12:55esse texto.
12:56Ele basicamente
12:58se refere
12:58ao que acontece
13:00em um outro poder.
13:02Pois é,
13:02justamente,
13:03ia ser justamente
13:04essa a minha resposta.
13:07Eu acho que não cabe
13:07a nenhum senador
13:08da República
13:09colaborar
13:12com a decisão
13:13que está sendo tomada
13:14por outro poder.
13:16Se o outro poder
13:17está com dificuldade
13:18de tomar a decisão,
13:20isso é um problema
13:20do outro poder.
13:22Cabe ao legislativo
13:24fazer aquilo
13:25que é a missão
13:25do legislativo,
13:27cumprir com a sua tarefa.
13:29Em relação
13:30ao que o Dávila
13:31disse,
13:32eu só acho importante
13:33esclarecer aqui.
13:34Eu não estou
13:35aqui defendendo
13:37a anistia ampla,
13:39geral e restrita.
13:40O que eu estou aqui
13:41é lembrando
13:42que no Brasil
13:44a tradição
13:45é a anistia ampla,
13:46geral e restrita.
13:47Que o que está
13:48se fazendo agora
13:49é criar um Frankenstein.
13:51Eu estava vendo aqui,
13:52só para conferir
13:53que eu não estou maluco,
13:54o Dávila falou
13:55várias ocasiões aqui
13:56em que se deu
13:57anistia no Brasil.
13:58Eu queria lembrar
13:59de uma,
14:00a Revolução
14:01Constitucionalista
14:02de São Paulo.
14:03O Estado de São Paulo
14:05pegou em armas
14:06para enfrentar
14:07o governo federal.
14:09A polícia de São Paulo
14:10na época,
14:10a Força Pública,
14:12uma parte das Forças Armadas
14:13aqui,
14:14entraram em guerra civil.
14:16não foi golpe
14:18de estado de batom,
14:20foi uma revolução.
14:23Eu acho que não é
14:24um nome bom
14:25para o que aconteceu aqui,
14:26porque revolução
14:27você chama
14:28um movimento
14:28que deu certo.
14:29Quando não deu certo,
14:31geralmente não se chama
14:32de revolução.
14:34Então,
14:34talvez o nome certo
14:35que aconteceu aqui
14:36em São Paulo
14:36seja uma insurreição,
14:39uma rebelião armada.
14:40em 1934,
14:44todos ou a maioria
14:45das pessoas
14:46que participaram
14:47dessa revolução
14:49foram anistiados.
14:51Anistiados.
14:53Esquece.
14:53E isso a gente,
14:54foi anistiado
14:55pelo governo
14:56Getúlio Vargas,
14:57que em 37,
14:59ele próprio,
15:00daria um golpe
15:01de estado
15:01e se tornaria
15:02ditador do Brasil.
15:04Então,
15:04se a gente vai falar
15:06de anistia,
15:07a gente tem que falar
15:08da anistia
15:09que sempre foi
15:10praticada no Brasil.
15:12Não vale criar
15:13um novo sabor
15:14de anistia
15:15e ficar chamando
15:16de anistia.
15:17Então,
15:17chama de outra coisa.
15:19Nós vamos dar
15:19um perdão seletivo,
15:21nós vamos fazer
15:22uma escolha
15:23dependendo da pessoa,
15:25dependendo do que
15:26a gente acha
15:26que ela fez
15:27e não vale dizer
15:30isso aí
15:31é uma coisa
15:31errada.
15:33Ninguém pode dizer
15:34nós vamos dar anistia
15:35mas só para quem
15:36não cometeu crime.
15:38Para quem cometeu crime
15:39não tem que ter punição.
15:39eu já ouvi pessoas
15:40falando isso.
15:41Não,
15:42para aqueles
15:42que cometeram crimes
15:44esses tem que ser punidos.
15:45Para os outros
15:46nós vamos dar anistia.
15:47O que é isso,
15:48companheiro?
15:49Essa frase
15:49não tem lógica.
15:51Para quem
15:51não cometeu crime
15:53não tem que haver
15:54processo e punição
15:55nenhuma.
15:56É justamente
15:56para quem
15:57cometeu crime
15:58que se aplica
16:00à anistia.
16:00Então,
16:00eu só queria dizer
16:01não se trata
16:02aqui da defesa
16:03de uma posição
16:04política.
16:05se trata
16:06de um apelo
16:07à lógica.
16:09Pelo menos
16:09vamos chamar as coisas
16:10pelos nomes certos
16:11e usar aquilo
16:13de acordo
16:14com o que diz
16:15o bom senso
16:16e a lógica.
16:17Zé,
16:18temas e pontos
16:19muito interessantes
16:20trazidos pelo Mota.
16:21Você dá,
16:21Vilas,
16:22anistias concedidas
16:23ao longo da história
16:25no país.
16:25O que mudou
16:26de 79
16:28para cá
16:29pegando talvez
16:30o último
16:32grande movimento
16:33em que uma parte
16:34da sociedade
16:35defendia a anistia?
16:36Porque lá atrás
16:37aquilo foi defendido
16:39e possível
16:40e hoje em dia
16:41não mais.
16:42Bom,
16:43vamos pegar os dois
16:43exemplos que o Mota
16:44trouxe,
16:451932 e 1979
16:47para explicar
16:48justamente
16:49o papel da anistia
16:51no contexto político.
16:53Em 32
16:53o governo
16:55sim derrotou
16:56a revolução
16:57constitucionalista
16:58de São Paulo.
16:59O que São Paulo
17:00queria?
17:00São Paulo exigia
17:02uma constituição
17:03democrática.
17:04Existia um governo
17:04democrático.
17:05Por quê?
17:06Porque a revolução
17:07de 30
17:08que levou Getúlio
17:09ao poder
17:09foi uma revolução
17:11em nome da democracia
17:12e Getúlio
17:14vinha cada vez mais
17:15se tornando um governo
17:15autoritário
17:16e não apresentando
17:18a constituição,
17:19as regras do Estado
17:20de Direito
17:20que o Brasil
17:21precisava.
17:22Foi por isso
17:22que São Paulo
17:23se levanta em armas
17:24contra o governo federal.
17:27Getúlio
17:27entendeu
17:28que para pacificar
17:29o país,
17:30para acomodar
17:32São Paulo
17:33na ordem
17:34constitucional
17:35do país,
17:36ele precisava
17:36fazer uma constituição.
17:38Então existe
17:39a anistia
17:40como uma
17:42primeira etapa
17:43para se
17:44dar a constituição
17:45ao Brasil.
17:45Teve a primeira
17:46constituição,
17:47como a gente sabe,
17:48em 34,
17:48depois vem o Estado
17:49Novo em 37
17:50que ele joga tudo
17:51por terra
17:51e começa um outro
17:52capítulo.
17:53Mas de 32
17:54a 37
17:55foi isso.
17:56Teve uma
17:56pacificação
17:57no país
17:58e o jeito
17:59de acomodar
18:00São Paulo,
18:00fazer São Paulo
18:01respeitar e reconhecer
18:03inclusive como legítimo
18:04o presidente da república
18:05era dar uma constituição
18:06e começar a ter
18:07uma regra
18:08de jogo democrático.
18:09Então veja
18:10o contexto
18:12que existe
18:12a anistia.
18:14Não é apenas
18:14perdoar crimes,
18:16é perdoar crimes
18:18e cumprir
18:19uma agenda
18:20para acomodar
18:21a oposição.
18:22Não é só.
18:24Veja só
18:25a vontade
18:25que naquela época
18:26existia
18:27para pacificar
18:28o país.
18:29Bom,
18:30Getúlio não era
18:30nem um pouco
18:31a favor da constituição
18:32como ele mostrou
18:32em 37
18:33que rasgou a constituição
18:34e virou
18:35Estado Novo.
18:36Mas naquele momento
18:37para conciliar
18:38o país
18:39ele precisava
18:39ter feito aquilo.
18:40Vamos agora
18:41a 1979.
18:42A mesma coisa.
18:44O que aconteceu
18:44antes?
18:46Graças
18:47ao generi
18:47Gouberi
18:48começou
18:50ele convenceu
18:52o então
18:53presidente
18:53Ernesto Geisel
18:54o que nós
18:55chamamos
18:56da abertura
18:57gradual.
18:59O Brasil
18:59tinha que começar
19:00a voltar
19:00à normalidade
19:01democrática.
19:03Gouberi
19:03foi o grande
19:04homem
19:05no governo
19:06que começou
19:08essa abertura
19:09lenta e gradual
19:10a favor
19:11da democracia.
19:13Qual é o maior
19:13sinal
19:14que você pode
19:14dar do seu
19:15comprometimento
19:16com uma abertura
19:17lenta e gradual?
19:19Anistia.
19:21Perdoar
19:21todo mundo
19:22que participou
19:23de movimentos
19:24de tentativas
19:25de golpe
19:26a atos terroristas
19:27e dizer
19:28eu estou levando
19:28a sério
19:29eu quero
19:29fazer uma
19:30transição
19:31lenta e gradual
19:32para a democracia
19:33e você
19:34começa
19:34com anistia
19:35e dali
19:37para frente
19:37começa
19:38um processo
19:39de abertura
19:40gradual
19:40maior liberdade
19:42de grau
19:42de liberdade
19:43de imprensa
19:44imprensa
19:44pode ser mais
19:45crítica do
19:46governo
19:47reconhece
19:49a vitória
19:49do MDB
19:50na eleição
19:51de 78
19:51que teve
19:52uma vitória
19:52extraordinária
19:53começa um processo
19:54que vai culminar
19:56com a eleição
19:57de Tancredo Neves
19:58em 1985
19:59então veja
20:01como anistia
20:02não é um floreio
20:04ah vamos dar uma anistia
20:06para dar uma pacificada
20:07e continuar tudo
20:08como está
20:08não
20:08é o início
20:10de um processo
20:11para realmente
20:13transformar o Brasil
20:14colocar o Brasil
20:15em outro caminho
20:16isso não existe
20:17no momento
20:18esse governo
20:19não tem o menor
20:20interesse em virar
20:21a página
20:22esse governo
20:23infelizmente
20:24tem o interesse
20:25em manter a chama
20:27da polarização
20:28acesa
20:29porque ele entende
20:30que é
20:31uma das poucas
20:33ferramentas
20:34que ele tem
20:34para tentar ser
20:36competitivo
20:37na eleição de
20:37dois mil e vinte e seis
20:38então não existe
20:40clima
20:40nesse sentido
20:41para anistia
20:42porque não existe
20:44vontade
20:45de uma real mudança
20:47pacificação
20:48do país
20:49e volta
20:50ao estado
20:51democrático
20:51de direito
20:52caniato
20:52que nós hoje
20:53não vivemos
20:54hoje nós vivemos
20:55uma democracia
20:56frágil
20:57uma democracia
20:59em crise
21:00na qual
21:01a constituição
21:02e as regras
21:03elementares
21:04do estado
21:05democrático
21:05de direito
21:06não estão sendo
21:07devidamente
21:08respeitadas
21:09para o estado
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