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  • 02/08/2025
Transcrição
00:00Começa agora, na Rede 98, Matula 98.
00:05Olá, muito bem-vindos, muito bem-vindas ao Matula 98.
00:33Este programa que a gente fala de tudo, até de gastronomia.
00:37Eu sou a Carol Fadel, sua companhia aqui até o meio-dia, ao lado de minha música,
00:41que hoje literalmente está do meu lado, porque hoje a gente começa aqui a agosto,
00:46um mês especial, a gente resolveu fazer o quê? Especial dia dos pais.
00:51Né, minha filha? Por isso você está aqui do meu lado, porque a gente está recebendo pais e filhos.
00:54Carolina, o negócio aqui hoje está tão chique, Carolina.
00:57Bom dia para a nossa audiência maravilhosa.
00:59Esse mês de agosto, o povo fala que agosto é mês de desgosto, né?
01:03Mas esse mês não poderia ter começado melhor para a gente.
01:06Eu tenho certeza que esse mês, então, a coisa que ele não vai ter é desgosto, meu amor.
01:10Porque hoje eu estou recebendo aqui, eu e Carolina, o meu ídolo.
01:14Vou deixar a Carolina apresentar, mas eu estou recebendo o meu ídolo, meu amor.
01:18E os idolinhos também, o ídolozinho.
01:19É, os dois ídolozinhos.
01:20A gente vai falar de sucessão também, amor à cozinha, amor ao negócio.
01:27Chique, isso vira até série de Netflix, você sabe, né?
01:30Aquela série do povo que deixa os impérios para os meninos.
01:32Nós vamos começar falando isso hoje.
01:35Apresenta aí nossos convidados.
01:37Para deixar a nossa conversa aqui mais gostosa.
01:39Então, a gente recebe hoje o seu Nivaldo.
01:41Que comando, querido, amado, idolatrado, Mercadinho Bicalho, lá em Santa Tereza, aqui em Belo Horizonte.
01:47Sua filha Larissa e o seu filho Guilherme, nossos convidados de hoje.
01:52Que representam aí a nova geração dessa história.
01:55Cheio de tempero, cheio de memória.
01:57E é muita história, muito bem-vindos, muito obrigado.
02:01Quem que é o mestre?
02:02Bom dia, Nivas.
02:03Nivas faz as honras, porque ele que é o patriarca.
02:05Bom dia.
02:07O Nivas não fique tímido, Nivas.
02:09Ele faz tímido, bebe a cerveja.
02:11Só porque eu falei que você é meu ídolo, é verdade.
02:14Pode tomar, apropriar seu lugar.
02:15Bom dia a todos os ouvintes do Mastura.
02:19Bom dia aos ouvintes também.
02:20Aqui é Larissa falando, tá bem?
02:23Bom dia pra todo mundo.
02:24Aqui é o Guilherme, filho do Nivas.
02:25Também conhecido como Nivaldinho.
02:27Eu amo, gente.
02:28Pronto, nós vamos conversar com o Nivaldinho.
02:30Até o negócio soltar ali.
02:32Até o Niva soltar.
02:33Antes de você chamar a audiência, eu vou quebrar o protocolo, fazer o brinde, que o Nivas tá nervoso.
02:38Toma, Niva.
02:39Toma cerveja, Nivaldo.
02:41Não tá nervoso, não.
02:42Nós estamos entre amigos aqui.
02:44Ao mês dos pais.
02:45Pode chamar a audiência agora, Carolina?
02:47Agora sim.
02:48Você que tá aí, então, ouvindo a gente.
02:51Sabe que nós estamos o quê?
02:53Em toda a Rede 98.
02:55A gente tá aqui em Belo Horizonte, na região metropolitana.
02:57Na TV aberta, canal 29.
02:59Na Claro TV, canal 198 e 698.
03:03No YouTube, 98 lives.
03:05E no 98 lives show, que você vai poder assistir depois, quantas vezes quiser.
03:09E, claro, nas ondas da rádio, 98.3.
03:13Vamos relaxar.
03:14Nivaldo, hoje começou tenso.
03:16Mas quando você chega lá, não é assim, né, Maraclara?
03:20É sempre uma delícia ir lá.
03:22Nivaldo, quase proprietário da Praça Duque de Cacheco, meu amor.
03:26A Praça é quase que deveria chamar Praça do Nini.
03:29É verdade.
03:30Então, conta pra gente como é que começou essa história lá no Mercadinho.
03:34Conta como tudo começou.
03:36Primeiro, quando que você fundou o Mercadinho Bical, Nivaldo?
03:39É, o Mercadinho Bical, 40 anos, né?
03:4285.
03:43A gente começou na rua Amar nos 600.
03:46No mesmo lugar que é hoje ou não?
03:48Mais lá pra cima?
03:48Não, mais pra baixo.
03:49Mais pra baixo?
03:50Aí ficava lá 15 anos.
03:53Como a loja ficou um pouco pequena, né?
03:56Aí surgiu aquele ponto lá na praça.
03:58E aí, Mercadinho, porque era um Mercadinho?
04:00Era Mercadinho.
04:01A gente vendia frutas, verduras, queijo, frango.
04:05Ah, vendia coisa fresca também.
04:06Não era só aquelas mercearias de coisa não perecível, não.
04:09Aí lá comecei a vender cerveja, mas não tinha espaço também, não, né?
04:12A loja era pequena demais.
04:14Aí surgiu aquela loja na praça, uma cliente minha que desalegou aquele ponto lá.
04:18Aí era três vezes maior.
04:20Eu passei a mercaderia pra lá.
04:23E lá foi no ano 2000.
04:26Aí eu fiquei ali...
04:27Nossa, já tem 25 anos.
04:27Já tem 25 anos.
04:29E agora que eu mal pergunte, a gente pode perguntar, Carolina, a idade dos meninos?
04:32Porque os meninos são tão novinhos.
04:34Larissa e Guilherme, quantos anos vocês têm?
04:36Olha, eu acabei de fazer 31 anos.
04:38Agora é dia 30 de julho.
04:39Muito novo.
04:40E Guilherme, um pouquinho depois de mim?
04:42Ontem eu fiz 22 anos.
04:4422 anos.
04:45Parabéns, gente.
04:4622.
04:47Muito obrigado.
04:47Mas aqui, um dia 30 de julho, um dia 1º de agosto.
04:51O que é isso, Nival?
04:52É pra fazer um aniversário só.
04:53Foi o timer.
04:54Dois leoninos.
04:55Eu também sou.
04:56Fiz semana passada, dia 25, né?
04:58Eu fiz um pouquinho mais de idade.
05:01Pra fazer um aniversário só, né, Nival?
05:02Faz a idade do mercadinho.
05:03Já pega, deixa reservada a mesa lá no boteco, já comemora todo mundo.
05:08Tudo leonino.
05:09Essa casa deve ser maravilhosa demais, que a gente é muito iluminado, nós leoninos.
05:14Deus do céu, Deus da glória.
05:18E quando você começou a vender cerveja, primeiro vou deixar aqui as honras da dona Marcia,
05:25que não tá aqui hoje, né?
05:26Depois a gente vai ter que chamar ela, né, Carolina?
05:28Porque vem todo mundo, ela ficou de fora.
05:30Vamos, pelo amor de Deus.
05:30São só vocês dois de filho, né?
05:31E aí ela ficou de fora, ela vai ficar chateada com a gente.
05:34É, não pode deixar, não.
05:35E como que veio a história com a comida?
05:36Quando vocês começaram a vender cerveja, já começou a fazer alguns petiscos?
05:39Pois é, a gente, a parte de mercearia, foi abrindo muito mercado.
05:43O mercado, né?
05:44Tinha um Epa, hoje tem 100 Epa, o CBRH tem 300.
05:47Aí a venda de mercearia foi só diminuindo.
05:49Aí eu comecei a fazer os tiragostos e foi caindo, né?
05:52Pra fazer os pés de porco, arrabado e tal, tal.
05:55E sempre foi coisa de estufa?
05:57É estufa, estufa e panela, né?
06:00É, panela.
06:01E essa história, ela é muito parecida com a grande maioria dos nossos bares mais antigos.
06:07É, com certeza.
06:07Eram mercearias e depois veio esse monte de hipermercado.
06:11Hipermercado, vai engolindo os pequenos.
06:12É.
06:13Senão a gente vai mudando, o segmento vai mudando.
06:15É, aí vai mudando, né?
06:16Eu lembro de uma parte da história do mercadinho, da mercearia que você conta muito, né?
06:21Você e minha mãe, que os clientes, os freguês de Santa Tereza mesmo, frequentavam muito a mercearia.
06:28Iam lá pra comprar coisas pra almoço de domingo, né?
06:31É isso mesmo.
06:31Ai, um monte de coisa assim.
06:33E às vezes queria ficar lá um cadinho e falavam, Nivas, não tem uma cervejinha aí, não?
06:37E na altura nem tinha, né?
06:38Abriu o apetite, né?
06:38Não tinha, é, pra abrir o apetite.
06:40E aí colocavam lá no freezer de coisa congelada, colocavam uma cervejinha, deixavam lá gelando e começaram a tomar.
06:47E aí foi crescendo a venda de cerveja lá no mercadinho, não foi, pai?
06:51E aí foi virando ponte de cerveja, né?
06:54No meio da... não tinha mesa na praça que não podia colocar.
06:57O centro tava meio das caixas no meio das bananas, do abacaxi.
07:00Em cima do balcão?
07:01E nem na calçada também não podia, não, Nivas.
07:03O fiscal nem na praça.
07:04O dia que o fiscal assinava, recolhia as mesinhas, os banquinhos, tudo.
07:07Aí a gente ficava muito, né?
07:09Eu queria estar lá nessa época.
07:10Imagina que confusão lá, que delícia!
07:13Meu Deus do céu!
07:15Era bom pra esconder.
07:16Você vai tomar uma cerveja escondida, você senta lá no meio do hortifruto.
07:19Ou a mulher tá passando, esconde atrás das caixas de cerveja aí.
07:24Aí como que foi, assim, crescer junto com o bairro?
07:27Porque nessa época tinha só você praticamente ali, né?
07:30É, hoje em Santa Teresa tem quase 200 bairros, né?
07:34Hoje tem muita concorrência, né?
07:36Mas a gente... é um desafio pra gente também.
07:37A gente vai vendo a concorrência e vai aprendendo também.
07:40Fazer ser melhor.
07:41Vai.
07:41Mas eu falo que concorrência nunca é ruim, né?
07:43Nunca é ruim.
07:44Já ia falar, não é nem concorrência, atrai muita gente pro bairro, né?
07:46Atrai muita gente, vem, aí o café na avó tem que ir lá no negócio.
07:49Depois a almôndega pegou, ficou...
07:51Nossa, a almôndega, inclusive ele falou da almôndega, gente.
07:53Hoje a gente tá aqui com a almôndega famosíssima do Nivaldo.
07:57Pra quem tá aí ouvindo a gente, não tá vendo?
07:59Tá super bem servida, eu acho que a gente errou.
08:02A gente tinha que ter colocado aquelas duas aqui, essa aqui lá.
08:04Porque eles comem isso todo dia.
08:06Também acho que a gente tem que comer de ser grossa.
08:11Mal educada, passa fome.
08:12Que isso, eu comprei uma ferradura novinha pra ela lá em Conceição do Mato Dentro.
08:16Comprou nada, você só fez propaganda que a ferradura chegava mesmo pra mim.
08:19Tô precisando trocar, não que eu não chegou.
08:22Não, isso é muito legal de ver também, que cresceu muito, né?
08:25Antes era ali muito mais só residencial.
08:28E hoje em dia é a boemia da cidade total lá, né?
08:32Quando veio a pandemia, né?
08:33O Calil liberou a mesa nas praças pra gente, né?
08:36Ah, foi na pandemia que ele liberou?
08:37Depois acabou a pandemia, a gente ficou um dos anos fechados.
08:39Aí o Calil pegou, liberou a praça.
08:42Nós só falando com o Gui, que se ele quiser falar, eu empresto.
08:44Aí liberou a praça pra gente.
08:46Aí, que eu não tinha nem muito sonhado.
08:48Aí eu, Larissa, os ministros de Amarca, me ajudavam, né?
08:51Aí, hoje eu tenho, né?
08:54Antes da pandemia mesmo, a gente não tinha essas mesas
08:57que a gente tem hoje.
08:58Então, a gente trabalhava do balcão pra trás
09:00e aglomerava muita gente ali no passeio.
09:02Imagina.
09:02Tava começando a ficar difícil.
09:04Aí, quando veio...
09:05Aquele recuo, vocês já tinham ali o recuo que tem do funcionamento também não?
09:08Não, também não tinha.
09:10Então, quando veio a pandemia, a gente teve lá...
09:14Liberaram a estratégia de colocar mesas na praça, porque seria...
09:17Fazer o distanciamento.
09:18Isso, do distanciamento.
09:19E aberto, né?
09:20Uma mais aberta.
09:21E aquilo pegou e ficou.
09:22E a gente foi só aprimorando de forma que pudesse conviver bem com os moradores,
09:27usou na praça de forma ali consciente, né?
09:29Sim.
09:30E deu super certo.
09:31Hoje a gente tem as mesas na praça, tem também ali no passeio, e a gente consegue
09:34receber mais pessoas.
09:35E é uma delícia sentar ali debaixo daquelas árvores na praça, né?
09:40Sim.
09:40Na praça, eu brinco que é de frente pro lado.
09:42Eu falo que o meu sonho é sentar ali e tomar uma cervejinha.
09:45Eu fico imaginando aquilo ali sem as mesas, todo mundo aglomerado no balcão.
09:49Devia ser igual o Savá, quinta-feira.
09:51Nossa Senhora.
09:51Seu Savá também.
09:52E o Rafa, ele não sabe nem como é que aquilo virou, mas é um carnaval.
09:56Agora, quando chove, aí bora todo mundo.
09:57Aí vem todo mundo e as mesas...
10:00Isso, aí não dá.
10:00É, de dar uma confusãozinha, mas no final dá certo.
10:04Olivas, e quando lá no início, né?
10:06Como é que era o movimento de bar ali, né?
10:07Porque hoje você tem um monte de bar perto, né?
10:09A gente já tinha os muitos bares, você era meio que sozinho quando você mudou pra
10:13aquele endereço.
10:14Não, eu vou comer algo.
10:14Tinha menos, né?
10:15Tinha menos bar, tinha o Bolão, tinha o Orlando, tinha uns cinco bar tradicionais só.
10:20É, mas o Orlando ainda tá longe, né?
10:23O temático também, o vizinho, senhoria, era só o Bolão.
10:26É o Bolão, depois teve o...
10:28Do lado também tinha o bar do Michel, né?
10:31Mas era muito menos.
10:32Quem ainda resiste lá?
10:34Hein?
10:34Quem ainda resiste lá, que é da sua época?
10:37Ainda não, é o Bolão, o Michel.
10:40O Michel tá lá ainda.
10:41Tá.
10:41E o temático, o Orlando...
10:45E o Tim.
10:46Tim?
10:47Não, o Tim, o Florentes.
10:48Ah, o Milton, o bar do Milton embaixo.
10:51Ah, então tem bastante gente que tá ali esse tempo todo, né?
10:54O bar do Peito também é antigo ali.
10:55Como é que surgiu a Almôndega?
10:57De quem que foi a ideia?
10:58Como que foi?
11:00Ah, então vou te contar.
11:01Porque eu tinha vários tipos de tiragos, então vou contar como é que surgiu a Almôndega.
11:04Eu tinha um cliente, era um amigo, ele aposentou, aí um certo tempo ele chegou,
11:10lá um dia, falando, Valdo, eu fiz aqui duas Almôndega, redondinhas, pequenininhas,
11:14assim, só você fazer o molho e colocar.
11:17Ele não fez, tudo era cru.
11:19Aí eu peguei, fiz o molho e coloquei.
11:22Aí ela deu certo, vendeu bem, eu pensei, bom.
11:24Aí, na semana ele veio que eu peguei de novo.
11:26Aí eu pensei, bom, olhei o meu custo, ele falou, bom, eu vou ter que fazer isso aqui,
11:30eu sou cozinheiro, vou ter que comprar uma Almôndega.
11:33Aí, na outra semana eu falei, ah, não, na semana eu não vou pegar, não.
11:37Aí eu peguei e fiz a minha Almôndega, aí mudei um pouco a receita.
11:41Nossa Senhora.
11:42Aí eu ia, a minha ficou bem melhor, né?
11:44Quando o cara comeu a Almôndega, ele falou, que é isso, bom demais.
11:46Ele não foi filmado, não, ele falou, nossa, o abençoado, eu querendo vender minha Almôndega,
11:50ele pegou e fez a própria Almôndega.
11:52Quando eu passava lá assim, eu falava, aquele ali foi o criador das Almôndega.
11:55Então, inventou, porque ele me deu as ideias, que eu não tinha feito Almôndega ainda.
11:59Ele é cliente lá ainda?
12:00Ah, ele faleceu.
12:02Faleceu, então tá homenageado.
12:04É, eternizado na Almôndega.
12:05No ano passado, ano passado, é.
12:07Mas ele, eu falava, aquele inventou da Almôndega passou ali.
12:11E o que é o bairro de tiragos que mais sai lá no mercadinho?
12:14Hoje era, pode fazer tudo, mas eu faço, tem que ser que eu faço a bada,
12:18na outra semana eu faço pé de porco, na outra eu faço língua, dobradinha, raiz.
12:22Mas não adianta, o pessoal para o carro lá,
12:25o Nivaldo vindo, trouxe alguém de 6 de ontem para comer Almôndega.
12:27Almôndega.
12:27Eu vou ser no caso dele de São Paulo, mas comi Almôndega.
12:30Quantas Almôndegas você vende lá por semana?
12:32Ah, de quarta a domingo, 400 Almôndega.
12:36Que hoje tem, os outros tiragos tem, não sei se, as batatas lá, que tá vendendo bem.
12:40Eu tô doida para comer batata, mas não comigo.
12:42Aqui, vocês dois ajudam a fazer a comida ou não?
12:45Na produção, a gente não tá mais não.
12:47A gente tá mais no atendimento, ali na frente, né, Gui, com os clientes.
12:50Assim, tinha uma época que, de vez em quando, a gente pegava, por exemplo,
12:55a gente pega para fazer as coisas numa terça-feira, né.
12:58Aí, de vez em quando, eu tava de boa em casa, sem você fazer nada.
13:01Nivaldo, vai e me liga.
13:02Aqui, tô precisando enrolar umas 300 Almôndegas hoje, uns 200 bolinhos.
13:06Pô, que coisa.
13:07Pô, que minhas sombras.
13:08Vamos lá, vamos ajudar?
13:09Eu, não, beleza, pai, vamos lá.
13:11Aí, chegava lá, 3 horas da tarde, começava a enrolar.
13:14Enrolava, enrolava, enrolava, enrolava e nunca acabava.
13:16Aí, quando dava 10 horas da noite, a gente, pô, acabava.
13:21Mas, assim, acabava eu, né, porque o Nivas ficava lá até mais tarde,
13:24fazendo batata empanada, molho de almôndega, torrando farinha,
13:28cortando um tanto de coisinha dessa aqui, cebolinha.
13:33Então, assim, ajudava raramente, assim, mas ele, pô.
13:37Tá lá ainda até hoje fazendo tudo, sozinho, Nivaldo?
13:40Hoje, a Márcia, vem a calvar.
13:42Hoje é terça-feira, hoje é da produção.
13:44Hoje, eu tenho cozinheiro que trabalha com a mãe,
13:46então, hoje, 3 horas, chega lá, eu também chego lá.
13:49Hoje é sábado, Nivaldo.
13:53A gente fica até perdido, né, nos dias?
13:55Não, é porque a gente entrava terça-feira, tadinho.
13:59Tinha que estar aí, pelo menos agora, eu acho que você vai.
14:01Agora você pega no tranco, tá vendo?
14:04Olha o lado bom, Nivaldo.
14:05Você pode falar para o povo, quem está escutando a gente aí,
14:07às vezes, está no carro, não corre, não bate, não volta.
14:10Aproveita que você está aí, vai, para lá.
14:11Já para aí, porque no sábado lá, gente, e assim,
14:14sempre vai ter uma mesinha, você pode esperar um pouquinho.
14:17Não, não, não é claro.
14:18Você arruma, você fica lá em pé.
14:20No sábado você reza 3 Ave Maria, 4 Pai Nosso.
14:22Às vezes você dá uma sorte.
14:25Gente, olha, eu vou continuar comendo aqui,
14:27a gente vai chamar o intervalo.
14:29Daqui a pouquinho a gente continua com mais papo,
14:31porque também a gente está falando de sucessão.
14:33A gente não trouxe os meninos aqui à toa.
14:34É mês dos pais, é.
14:35Vamos homenagear um super pai?
14:37Vamos.
14:37Mas eu quero saber como é que esses dois estão aqui de blusinha do Mercadinho Vicário.
14:43Exatamente.
14:43A pobre da Larissa, você lembra aquele dia que a gente foi lá com a Irina?
14:47Tinha uma semana que essa mulher tinha voltado de Portugal.
14:49Voltado de Portugal, vai contar para a gente.
14:50E já estava lá, gente, ó, em pé no balcão.
14:53Tem que trabalhar, né, Nivas?
14:54Pôs todo mundo para trabalhar.
14:55Depois nós vamos descobrir como é que foi isso aí.
14:57A gente volta daqui a pouquinho com mais Matula 98.
14:59Do trânsito à política, da economia ao futebol.
15:14Tudo que é notícia em Minas passa pela 98 News.
15:18Jornalismo multiplada forma, bem humorado e direto ao ponto.
15:23Ligue o rádio, entre no site e siga a gente.
15:26A 98 News está em todo lugar.
15:2898 News
15:30103.3 FM
15:32Minas, primeiro.
15:35Estou entrando agora no maior complexo cultural da América Latina.
15:39Você sabe onde fica?
15:41Ó, aqui em BH.
15:42Demorou 30 anos para essa obra toda aqui ser finalizada.
15:45E a abertura foi com a apresentação da peça Messias, de Handel.
15:50Imaginem, depois de 30 anos, a população inaugurando uma obra ao som de...
15:55Aleluia, aleluia.
15:58Aleluia.
15:59Aleluia.
16:00Eu estou falando do Palácio das Artes.
16:03Hoje o espaço possui três salas, onde acontecem peças de teatro, concerto, além disso tem cinema, galerias de artes, biblioteca.
16:11É sede da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
16:14Coral Lírico de Minas Gerais, nu.
16:16É trem demais.
16:17Ou, mas a experiência no grande teatro é um caso à parte, viu?
16:22Vou ter que entrar no site deles aqui, ó.
16:24fcs.mg.gov.br para ver a programação.
16:29Qual é BH?
16:29Vou ser conectado pela Claro ao que mais ama em BH.
16:33Olá, eu sou a Nélia Lisboa e você está assistindo a TV 98.
16:39É de 98.
16:57De volta na Rede 98, Matula 98.
17:15Por aí, com Dudu Pônzio.
17:24Bom dia, povo.
17:25Que mineiro não tem bar, você já sabe.
17:28E aí a gente corre para um bar.
17:29Por isso que eu vim parar aqui, na famosa Praça Duque de Caxias, no bairro Santa Tereza.
17:35E vocês vão comigo ali, na mercearia Bicalho.
17:37Ou melhor, no bar do Nivaldo.
17:39No coração do bairro, há quase 40 anos, essa história começou com uma mercearia.
17:44Que aos pouquinhos, foi se transformando.
17:46O bar é uma tradição aqui em BH, que ainda mantém um tiquim da mercearia.
17:50Que foi onde tudo começou e você ainda encontra alguns produtos por lá.
17:54Tem até queijo canastra ralado na hora para o seco.
17:57Mas o bar, que é o grande protagonista por aqui.
18:00Com um prato clássico na cidade, inclusive.
18:02A almôndega mais aclamada da cidade é um deles.
18:05Sabe aquele bar com cara de bar, mesinha no passeio, estufa, engradado e empilhado na posta?
18:11Então, é isso que você vai encontrar por aqui.
18:14E o bar que se preje tem que ter uma estufa de respeito.
18:17Tem pururuca bem crocante, que o Nivas chama de creque-creque.
18:20Coxinha de frango empanada.
18:22Torresmo de barriga, o famoso picolé de mineiro.
18:25Bem recheada, do jeitinho que a gente gosta.
18:27Os pratos e petisco são tradicionais aqui.
18:30E o Nivaldo teve que colocar mais mesinhas aqui no passeio e lá na pracinha.
18:34Para atender a demanda de todo mundo que vem atrás dessas delícias.
18:38Eu já vou garantir um lugar aqui e pedir a famosa almôndega do Nivas.
18:42Bem generosa, acompanhada de um molho cremoso com queijo canastra, batata e uma farofinha da casa.
18:49E faz jus à fama, tá?
18:50O Nivas ainda mandou descer para eu provar a batata gratinada e o famoso bolinho de carne recheado com queijo.
18:58E ainda me contou que são produzidos mais de 300 bolinhos por semana, você acredita?
19:04Então, se não dá bobeira, já chama os amigos para vir curtir aqui uma tarde com cerveja gelada e muita comida boa.
19:10Sem contar o figuraça do Nivas, que está aqui para te receber de quarta a sábado, às 15h às 1h da manhã.
19:17E aos domingos, de 11h às 21h.
19:19E para chegar, não tem erro. Praça Duque de Caxias, no bairro Santa Tereza.
19:24Para você conhecer mais bares e restaurantes com sabor e tradição assim, é só me seguir lá no arroba Dudu Ponzio ou então no arroba DonaTortaBH.
19:32E o nosso encontro, você já sabe, que é todos os sábados, às 11h da manhã, no Matula 98.
19:38Com as meninas lá e eu por aí, dando volta para o BH. Vem!
19:43Por aí, com Dudu Ponzio.
19:45Estamos de volta com Matula 98, começando agosto com muito bendice Maria Clara, com o pé direito.
19:53Hoje que Maria Clara está aqui do meu lado, porque a gente está recebendo aqui o Nivaldo com seus dois filhos, Larissa e Guilherme.
20:02Lá do Mercadinho Bicalho de Santa Tereza.
20:03Quem não conhece Maria Clara?
20:04Carolina, é difícil, viu, em Belo Horizonte?
20:08É muito difícil.
20:09E eu só lamento, se você está escutando, está assistindo e não conhece, larga tudo que você está fazendo e vai pra lá.
20:13Já dirige pra lá, né?
20:15Leva o terço pra você arrumar uma mesa, porque dia de sábado lá é mais fácil você ganhar na loteria do que arrumar uma mesa.
20:20Ou chega cedo, vai agora, que vocês estão ouvindo a gente, tá cedo ainda.
20:23Fica na hora de abrir.
20:24Que horas que você abre lá, Nivas?
20:26No sábado?
20:27Sábado é, 11h.
20:2811h, então já tá.
20:29E qual que é o endereço?
20:30Já falei pro povo.
20:31É, o Elmar, 556, lá tem dois endereços, que lá é Tombara, então tem Praça Duque de Caxias, 120, pode escolher o endereço pra chegar no mesmo lugar.
20:38Você pode ficar, você pode sentar lá dentro, ou então pode sentar lá fora.
20:43Exatamente.
20:44Na praça, que eu brinco que é de frente pro mar.
20:46É conhecido como Mercadinho Bicalho ou Barra do Nival, o Desse costuma fazer.
20:49Todo mundo sabe.
20:50Mas é o mesmo.
20:51É a mesma coisa.
20:52Você sabe como que eu chamo?
20:53Quando eu quero chamar alguém pra ir pra lá, eu falo que eu quero ir no Nini.
20:56Nini.
20:57Mas se você colocar aí no seu Uber Mercadinho Bicalho, vai lá certinho o endereço, para na porta, corre pra lá tomar uma cerveja gelada e comer essa almôndega que a gente tá aqui.
21:10Eu e Maria Clara já vou pegar a outra bola deles ali daqui a pouco, que sobrou.
21:14Almôndega, torreza de barriga, batata recheada, bolinha de carne.
21:19Então tem pra todos.
21:21A fígada congelou, eu nunca tinha comido também, comi outro dia lá.
21:23Caipirinha também, muito boa.
21:24Maravilhoso.
21:25Muito boa a caipirinha lá, tomei aquele de duas.
21:29Mas então, gente, olha, hoje a gente trouxe também os meninos aqui, claro, pra fazer uma homenagem ao Nivaldo, pai.
21:35Mas que, né, aí a gente já até brinquei que chegamos lá, a Larissa tava lá, ela que vai aí já começando a sucessão.
21:42Então, aí eu vou começar a te perguntar primeiro, depois eu quero que o Gui responda a mesma pergunta.
21:48Qual que é a sua primeira lembrança lá do Mercadinho Bicalho?
21:52Nu.
21:54Te marcou, assim.
21:55A gente cresceu dentro da loja, né?
21:58E a minha mãe também, sempre parceira do meu pai, sempre trabalhou ali.
22:02Então não tinha muita escapatória.
22:04Uma das lembranças que eu tenho e que eu gosto é que a gente ficava lá na loja, a gente queria dormir, ficava cansado, queria ficar brincando.
22:11Então, minha mãe, meu pai me colocava pra dormir em cima do engradado, colocava, assim, uns paninhos de prata em cima e eu tirava uns cochilos.
22:19Quando acordava, chupava um picolé, eu lembro disso demais.
22:22E lembro muito da falação, porque antes, como não tinha mesa, tinha muito cliente que ficava lá dentro.
22:27Então a gente ficava assim, pra mim era todo mundo um gigante, né?
22:30Eu ficava lá no meio deles andando assim, então eu tenho muito essa lembrança.
22:34E gostava demais da praça, né?
22:35Gostava muito ali também, porque a gente podia ir na praça, podia dar uma escapulir, né, por ali.
22:41E de ir muito na igreja.
22:43Então, assim, tudo é uma memória muito afetiva, né, pra mim.
22:46Mas é a minha primeira lembrança, assim, de criança.
22:49É meu pai me carregando no colo, me colocava em cima da balança de vez em quando pra brincar.
22:53Tem até foto disso lá em casa.
22:56E de dormir em cima, assim, eu achava o máximo, porque eu cabia direitinho, né?
23:00Gradado.
23:01Gradado.
23:02Assim, a gente constrói umas memórias muito legais, né?
23:05E você, Gui, o que você lembra primeiro?
23:08Olha, sendo sincero, eu posso puxar várias coisas aqui que eu não sei qual que é a ordem.
23:12Mas, assim, uma coisa que marcou muito a minha infância, assim, lá, é o seguinte, a gente sempre teve muitos ótimos amigos lá, né?
23:20Então, assim, tinha um amigo especial que ele chamava Rogério.
23:23E quando eu tinha, não sei, uns 4, 5 anos...
23:26Larissa já riu, vamos ver.
23:28Ele ia lá no bar, isso, sei lá, tipo, de tarde, assim, me buscava e a gente ficava dando voltinha lá na praça e tal, brincando.
23:37E por algum motivo eu gostava muito disso.
23:39Então, assim, uma coisa...
23:41Ficava esperando o Rogério chegar.
23:43Eu chegava lá, doido pra sair de lá.
23:45Hoje em dia, não rola, né?
23:48Hoje em dia eu fico lá, já tem que se subolar.
23:50Se você sair pra dar voltinha na praça, o Nivas te pega pelo laço.
23:55Entra pra cozinhar, que a pia tá cheia aqui, não sei o quê, faz a mônaga ali.
23:59Chegou lá, tem que trabalhar já.
24:00Mas tem outra coisa que marcou muito também, que, assim, lá, quando a gente encerra o bar, tá tudo vazio, né?
24:07Fiz é vazio, precisando encher cerveja.
24:10E quando eu era pequeno, ele sempre me colocava pra ajudar ele a repor, né?
24:15E eu lembro que eu era pequenininho, né?
24:17Tipo assim, eu devia ter o quê? 5, 6 anos?
24:19E o Fiz é alto, né?
24:20Aí eu lembro claramente dele empilhando as caixas, colocando umas 5 caixas, assim, empilhada.
24:25E eu subindo no banco, pra eu conseguir dar altura pra pegar a cerveja na caixa e colocando no freezer.
24:31E eu fiz várias vezes isso.
24:32Isso pra mim é uma coisa incrível, assim, que eu lembro, das antigas mesmo.
24:36E vocês imaginavam, assim, de mais novo, assim, sei lá, quando a gente tá naquela idade de começando, tipo, pensar no que vai fazer pra trabalhar e tudo?
24:45Vocês já se imaginavam trabalhando no bar com ele mesmo?
24:48Trabalhando, assim, eu falo como profissão e de assumindo.
24:51Como é que foi isso aí, Larissa?
24:53Olha, eu sempre pensava um pouquinho.
24:56Um pouquinho bastante, né?
24:57Que eu gostava muito de estar ali, daquela rotina.
25:00Me inspirava muito na minha mãe também, que tava ali com o meu pai.
25:02Então eu sabia que uma mulher ali também dava super certo.
25:05E faz toda a diferença, né, Nini?
25:07Total.
25:08Ter uma mulher do lado, não é?
25:10Fala a verdade.
25:11Ah, com certeza.
25:12Se não fosse a Marcia, que ele não tava quarenta anos lá, não.
25:16É verdade.
25:17Com certeza.
25:19Então, eu tinha muita vontade, mas também não sabia como é que ia percorrer esse caminho.
25:24Quando a gente tem que escolher uma profissão, né, eu até sinto que a gente é bem novo, com 16, 17, 18, escolher uma carreira.
25:31Eu ainda não tinha pensado, ao certo, 100%, de estar ali.
25:35Mas foi mesmo ali na pandemia que a gente teve que colocar a mão na massa.
25:39Nós, como família, a gente teve que trabalhar em conjunto.
25:42Pra não deixar fechar, né?
25:43Sim, na altura eu me despedi de um emprego que eu tava, na UENG.
25:49E, entretanto, pra fazer um trabalho voluntário fora.
25:51Quando eu voltei, eu não voltei com um trabalho fixo.
25:54E aí veio a pandemia.
25:55E aí, nessa altura da pandemia, a gente começou a desenvolver umas estratégias pra poder fazer o mercadinho funcionar com delivery.
26:02Porque a gente não podia funcionar de forma alguma.
26:04Não podia ter porta aberta, né?
26:06Então, meu pai, o nosso cozinheiro Lucimar, muito querido, nos reunimos e pensamos, vamos entregar o Môndega.
26:14A gente tem que entregar alguma coisa.
26:15Vamos entregar o Môndega.
26:16E a gente começou a fazer.
26:18Começamos a entregar o Môndega.
26:19A gente comprou uma moto.
26:20Eu fazia as entregas, porque eu gosto de pilotar bastante.
26:23Então, a gente fazia entrega e guia pra lá.
26:25A gente fazia recadinho pras pessoas.
26:27Tentava fazer tudo com bastante cuidado.
26:29E depois também a gente abriu um cardápio de pizza, que gostava muito de pedir também na pandemia.
26:35E aí eu comecei a ver que não tinha muito jeito de escapar daquilo ali, não.
26:38Teve que se reinventar e isso te trouxe de volta.
26:41Mas você estava em Portugal.
26:42Você foi em Portugal por algum motivo especial?
26:44Foi trabalhar?
26:45Sim, a gente tinha alguns projetos de vida.
26:46Eu e meu parceiro, a gente foi lá, ficamos três anos.
26:50Desenvolvemos muitas habilidades.
26:52Mas a gente sabia que tinha data pra voltar.
26:54Foi de surpresa, né?
26:55Mas tinha data pra voltar.
26:57E agora a gente tem projetos ótimos e lindos por um recadinho bicalho.
27:01A gente quer aumentar a nossa cozinha, receber mais pessoas.
27:04Tentar aumentar o horário, um pouquinho ali, um pouquinho aqui.
27:07E tô firme e forte com o Nivas.
27:09Ah, que legal.
27:10Tô doida pra dar essas férias prêmio que ele tá precisando.
27:12Tá, a gente vai viajar o mundo homem agora, viu?
27:14Eu lembro outro dia, que é outro dia não.
27:15Acho que foi ano passado, um dia que a gente chegou lá, que tava ele e a Marcia indo.
27:19Você também foi?
27:19É, eles estavam indo pra Portugal.
27:20Você foi com eles pra visitar?
27:22Eu lembro que eu lembro quando a gente foi, você tava acho que na semana de viajar, empolgadíssimo.
27:27Contando pra todo mundo, falando, não, eu tô indo, nós estamos indo pra lá pra visitar minha filha.
27:30Minha filha, foi.
27:32Aí eu achei que você nem voltava.
27:33E pra você também, assim, que você é razoavelmente mais novo que a Larissa.
27:38Nós estamos falando de quase dez anos, né?
27:40Pra você também foi natural, assim, essa coisa de, ai, minha irmã, meu pai, minha mãe, eu também vou cair pra dentro lá.
27:45Então, é, a vida inteira, assim, é, eu tinha que ficar lá, tipo, um sábado, assim, pra ajudar até de noite, assim.
27:58Então, eu sempre curti muito, porque eu sempre fui muito tímido.
28:02Então, ficar...
28:03Sério?
28:03Sim.
28:04Não acredito.
28:04Eu sempre fui muito tímido.
28:05Ó, já chegou aqui, mandando o Rafa pra um lugar que a gente sempre manda.
28:10Um lugar especial.
28:12É.
28:13Mas, assim, eu era, talvez, então.
28:16Mas, aí, assim que eu comecei a ficar no bar, eu vi que eu tinha que me soltar muito, sabe?
28:20Eu tinha que saber conversar, tinha que saber resolver qualquer coisa que rolasse.
28:23Esse jogo de cintura, né?
28:24Esse jogo de cintura mesmo, que ele me ensinou, né?
28:27Então, assim, eu fui crescendo e fui, realmente, curtindo muito.
28:31Mas, quando eu fiquei lá mesmo, acho que eu fiquei quase um ano lá, direto com ele,
28:35foi quando a minha irmã foi pra Europa, né?
28:38Pra ficar lá de vez.
28:39Aí, minha pai chegou e me falou, ó, sua irmã tá saindo, tem um lugar lá te esperando.
28:45Aí...
28:45Tem que ajudar.
28:47Uma vaga que pagava muito bem, por sinal.
28:50Era isso que eu ia perguntar.
28:52Quando os meninos eram novinhos e começaram a trabalhar, você obrigava a trabalhar ou você pagava, Nivas?
28:57Pagava, pagava, pagava bem.
28:58Sempre pagava, sempre pagava.
28:59Eu acho que também sempre tem que pagar, mesmo que seja em casa, porque ninguém trabalha de grana, nem relógio, né, Dedé?
29:05Porque se você não mexe uma bateria nele, não vai, não.
29:07E aí, a gente ensina também o valor, né, do dinheiro, do trabalho.
29:09Sim.
29:10Que a gente, pra gente ter o nosso dinheiro, a gente tem que trabalhar.
29:12Com certeza.
29:13E hoje, vocês têm funções divididas?
29:16Como é que funciona isso lá, essa dinâmica entre vocês?
29:18Porque família também, um querendo dar pitaco no trabalho do outro, costuma dar barraco, você sabe, né, Carolina?
29:23Verdade, não é fácil ter uma empresa familiar, né?
29:25Pode falar, Nivaldo.
29:26A Larissa chegou pra sumir agora, né?
29:29A Larissa põe ordem em tudo.
29:30Põe ordem.
29:31A Larissa é a dona da porra toda agora.
29:33Eu vou perceber.
29:33Pelo que eu estou me entendendo.
29:35Ela fala manso, mas deve ser, gente.
29:38Quem fala manso assim...
29:40Ela é muito brava, vocês não têm noção.
29:42Tipo assim, eu fico aqui olhando ela falar assim, toda fofinha e tal, gente...
29:47Focinha!
29:47Nó, a cor precisa, Nó?
29:49Vai em casa então?
29:51Eu falo que o meu pai lá na loja, ele é relações públicas.
29:54Porque ele tá ali pra conversar com a galera, tirar foto, até autógrafo ele tá dando.
29:58Ah, gente, vocês tão vendo.
29:59É, eu deixo ele com essa parte agora.
30:01Meu ídolo, Guini.
30:02Pra organizar a equipe, organizar algumas coisas da loja, sistema.
30:07Tudo isso que fica pra trás, né?
30:09Eu tô ali administrando.
30:10A parte chata é dela.
30:12Né?
30:13Eu já passou...
30:15A chata já passou tudo na minha mão agora.
30:17Agora tá tudo criado.
30:18Tá na vez deles.
30:19Agora eu era minha filha, né?
30:20Sofreu um pouquinho também.
30:22E funciona bem a dinâmica então.
30:24Cada um cuida do seu.
30:26Vocês têm que liberar agora o Nivaldo pra tomar cerveja na praça.
30:28Cada um da pitaca um pouquinho, né?
30:31Aqui, ali, um no bocadinho do outro.
30:34Mas o meu pai agora tá precisando ir de férias.
30:36Sentar lá na praça, igual ele falou, né?
30:38Pra tomar cervejinha.
30:39Tomar cerveja com a gente quando a gente for lá.
30:40Vamos ver se ele aceita também.
30:42Porque até ir de férias é difícil.
30:43É, isso aí é uma coisa que eu ia comentar agora.
30:45Porque assim, meu pai a vida inteira foi tipo assim, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho.
30:50Não queria folga de jeito nenhum e tal.
30:52Hoje em dia, que a minha irmã tá assumindo, que tá mais de boa, que a gente tem mais gente lá no bar.
30:57Pra dividir.
30:58Trabalhando e tal.
30:59É assim, muito fácil de falar, pai, fica uma semana de boa.
31:02Mas, gente, é difícil lá, viu?
31:04É difícil.
31:05Mas eu acho também, quando...
31:07Eu falo até pelo meu pai também.
31:08Meu pai já aposentou, mas ele continua trabalhando.
31:12E ele gosta de trabalhar, né, Niva?
31:14Você tem isso.
31:14Você gosta de estar ali, não é?
31:16É.
31:17Por exemplo, tem cliente que passa lá.
31:18Às vezes, você não tá na loja, eu não paro.
31:20Ele não para.
31:21Porque o cara quando ela é por causa da gente.
31:22Não é a mesma coisa.
31:25Até eles se acostumam mais com os meninos agora que estão chegando.
31:28Agora, mas demora, porque é muitos anos, né?
31:30E aí tem o desafio.
31:30A gente não ativa no bar, a gente não é que eu quero...
31:32É, o bar é você, né?
31:34Eu ia falar que é a figura dele, né?
31:36É a figura dele, né?
31:37Demora um tempo.
31:38Mas ela vai assumir rapidinho.
31:40Não, e você vai ser, vai continuar sendo essa figura, só que você vai beber com a gente.
31:44Ah, com certeza.
31:45Entendeu?
31:45Vai ficar cada vez melhor.
31:48Não é?
31:49Os meninos vão lá.
31:49Vai ser minha melhor freguês.
31:51Vai.
31:52Eita, vocês viram, né, gente?
31:53Ela não vai deixar nem o pai dela beber cerveja fiado, hein?
31:57Tá bom, né, bravo.
31:57A gente vai repor aqui a cerveja.
31:59A sua tá até parada, hein, Maraclava?
32:01Milagre.
32:01É que eu tô aqui prestando atenção no Nivas.
32:03Ela tá conversando hoje demais.
32:05Vou chamar o intervalo, a gente repor aqui nossas...
32:07Eu vou pegar a almôndega que sobrou lá e falar a bola de carne, porque tá uma bolotona.
32:12Pra mim, pra Maraclava, trocar os pratos.
32:14A gente já volta com mais Matula 98.
32:17Lembrando, se você quiser acompanhar a gente aí com a cervejinha e a almôndega do Nivas,
32:22corre pra lá agora.
32:24Vocês vão conseguir mesa ainda na praça, talvez.
32:26Eu já acho que já tá ficando apertada.
32:27Já tá chegando perto do meio-dia.
32:30Mas, e continua ouvindo a gente, hein?
32:31A gente já volta daqui a pouquinho com mais Matula 98.
32:34Daqui a pouco tem mais.
32:36Matula 98.
32:42Só quer dizer que vocês querem música, né?
32:56Vocês pediram rock'n'roll.
32:57Eles pediram.
32:58É, rock'n'roll.
32:59Tão pedindo a gente vai tocar, né?
33:01A gente obedece.
33:02Vocês é que mandam, né?
33:03Chega de blá-blá-blá duas vezes ao dia.
33:06Tá bom pra você, Fernanda?
33:07Dá o play.
33:07Thaís?
33:08Dá o play.
33:09Em duas edições, 10 da manhã e 2 da tarde.
33:11Dá o play aqui no 98.
33:13Olá, ouvinte da Rede 98, a Rede do Bem.
33:17Estamos aqui.
33:18Simônio Zucato e eu, Cássio Escapi.
33:20Confiram a programação da Rede 98, a sua Rede do Bem.
33:29Você ligou para o SAC 98.
33:31Se você quer escutar o Paulo Leite, pistola, tecle 1.
33:35Mas se você quer falar com algum de nossos atendentes, é só continuar na linha.
33:39SAC 98, Igor Assunção, à sua disposição.
33:43A Tarcísio Júnior, falando aqui, Rádio 98, a rádio que não toca música.
33:49Ô, Tarcísio, seu pedido é uma ordem.
33:54A 98 agora tem 6 horas de programação musical diárias.
33:59E nesse meio tempo, claro, já pedi para incluir um pagode, um samba, aquele sertanejo raiz.
34:05Não é isso?
34:05Não?
34:06Não vai ter, não?
34:07É só rock?
34:08Por enquanto, tá, gente?
34:09Mas por enquanto tem 6 horas de programação musical com muito rock para você, Tarcísio Júnior.
34:15E para você, que adora programação musical aqui na Rádio 98 FM.
34:20Mas foi o sertanejo também, hein, senhor?
34:22Um pagode, não?
34:23Ah.
34:25Você ligou para o SAC 98.
34:28Se você quer escutar o Paulo Leite, pistola, tecle 1.
34:32Mas se você quer falar com algum de nossos atendentes, é só continuar na linha.
34:36De volta na Rádio 98, Matula 98.
34:46Que tal reunir os amigos na cozinha?
34:54Ai, é gostoso demais.
34:56Conversar, petiscar, tomar um bom vinho enquanto cozinha.
34:59Não tem coisa melhor.
35:01Não tem não, viu, Maria Clara?
35:02Mas a cozinha, ela tem que ser aconchegante e totalmente equipada, igual a nossa aqui do Matula.
35:09E olha que sorte, Carol.
35:10A nossa cozinha aqui do Matula está disponível para você que quer reunir a família, os amigos, fazer a sua confraria aqui.
35:18E tem tudo.
35:19Forno elétrico, fogão a lenha, fogão a gás.
35:23Tem TV, se você precisa, né, colocar alguma coisa para o pessoal ver.
35:27Todos os pratos, talheres, tem tudo o que você precisa aqui.
35:33É só reservar uma data.
35:34Chama lá no Instagram, no arroba intimista underline gourmet.
35:37Ou manda um e-mail para o contato arroba intimistagourmet.com.br
35:41Que eles vão te responder rapidinho o Intimista, que é um cantinho do seu jeito.
35:46Estamos de volta com o Matula 98, neste sábado especial.
35:51Iniciando aqui o mês de agosto, fazendo dele um especial de mês dos pais.
35:57Estamos recebendo Nivaldo, do Mercadinho Bicalho e seus filhos, Larissa e Guilherme.
36:03Futuro sucessor, já em processo de sucessão do Império.
36:08Nós vamos fazer uma série do Netflix, sabe?
36:10Tem aquela, eu não sei nem se é Netflix, mas eu adoro aquela suc-suc-section.
36:13Não sei nem falar chique.
36:14Nós vamos fazer a série.
36:15Eu acho podre de chique.
36:16Eu acho também.
36:17Estrelando Nini.
36:18Porque, afinal de contas, a gente é hoje BH, é a cidade criativa da gastronomia pela Unesco.
36:27A gente deve muito a estabelecimentos como o seu, né, Nivaldo?
36:31Que faz da nossa cidade referência em boteco.
36:34Acho que a cultura botequeira e tudo, que nasceram nas mercearias.
36:39A gente deve a vocês, que vai passar agora para os seus filhos.
36:43Que pode ser que os filhos dos filhos vão querer também.
36:46E isso é que é muito legal, que a gente perpetua a nossa cultura, porque é a nossa cultura
36:51belo-horizontina, né?
36:53Belo Horizonte, sem estabelecimentos, com mercadinho bicalho, né, moça?
36:57Eu acho que vocês estão inaugurando os próximos 40 anos, você sabe, né, Larissa e Guilherme?
37:02Eu acho.
37:03O que você acha, Nivas?
37:04Com certeza.
37:05Os próximos 40, agora está na mão deles.
37:07O mais difícil eu já fiz, né, clientela e...
37:08Colocar nome, você deixou o estabelecimento famoso.
37:11Criar os amores aí.
37:12É, deixou o estabelecimento famoso.
37:14Larissa falou que agora o povo pede autógrafo.
37:17Tique, minha filha.
37:18É.
37:18Para dele.
37:19Como é que foi para vocês isso, seguir e Larissa ver se o seu pai virou realmente
37:24é uma celebridade mineira?
37:26Não é nem só de Belo Horizonte.
37:28Ele está em Belo Horizonte.
37:29Mas é uma coisa estadual, né?
37:31Sim, eu estava falando isso, né, assim, como é que foi para vocês verem essa mudança
37:35de chave que em um determinado momento, né, não é falando, puxando saco, vocês sabem
37:39disso que a gente está falando.
37:41Hoje é uma grandissíssima referência, né, o mercadinho bicalho no cenário de gastronomia
37:46de Belo Horizonte, de bar.
37:48Como que vocês perceberam isso?
37:49Fala, cara, tem uma coisa diferente acontecendo aqui.
37:52Acho que esse negócio aqui, porque hoje virou até ponto turístico, né?
37:55Como é que foi isso aí, Gui?
37:56Pois é, assim, eu comecei a reparar isso de algumas formas diferentes.
38:00Por exemplo, eu estava lá no bar, assim, e começava a chegar a gente de tudo quanto
38:05lugar.
38:06É São Paulo, é Rio de Janeiro, é do Sul, é do Norte e, tipo...
38:10Estrangeiro.
38:10Estrangeiro e cada um via a gente em algum lugar.
38:15Nossa, o Nival está aí?
38:16Porque não sei quem falou que o Nival deu ótimo.
38:19Indicação de amigo, tipo, Instagram.
38:24Então, eu falei, cara, acho que meu pai começou a ficar famoso, porque vem de tudo quanto
38:28lugar.
38:29Tipo assim, não está mais agora as clientelas daqui de Santo Terezo de BH, não.
38:33Alguém aqui, pô, ah, eu sou lá do senhor, vim aqui conhecer e tal.
38:37Não, é gente de outro estado, assim.
38:39Vinha da Bahia, vinha da Bahia, tinha um nordestino do nosso lado lá da última vez
38:43que a gente foi, do Piauí, do Piauí.
38:47Toda semana, assim, vai gente de tudo quanto lugar, de gente que eu nunca vi na vida, então,
38:51pra mim, é muito legal.
38:52Mas o que eu fiquei de cara mesmo é que, assim, qualquer lugar que você vai, ah, não,
38:56beleza, qualquer lugar de BH, não, não.
38:58A gente estava lá em Portugal, aí a gente estava andando na rua, peraí, você é com
39:02o Nivaldo?
39:04Mentira, o Nivas foi reconhecido em Portugal.
39:06Reconhecido em Portugal.
39:07Então, eu tô falando, gente, como é chique.
39:09Chique.
39:10Qualquer lugar que a gente vai, a gente foi pra Cabo Frio, tem, acho que uns seis meses,
39:14assim, aí a gente estava lá, andando assim na hora e tal, chega um cara assim, ó, Nivas,
39:20você tá de férias aqui?
39:22Então, assim, pra mim, já...
39:22Nossa, o Nivas não pode sair pra aprontar não, hein, Nivas, agora você tá famosa.
39:26Você viu isso, já começou a ficar normal.
39:29O Guilherme falou isso.
39:31Chique, não pode aprontar não, hein, Nivaldo?
39:32Você tá sendo observado, além do Atlântico.
39:35É, às vezes chega sábado, eu vou lá em cima na praça, aí não tem nenhum cliente
39:38de Santa Tereza, mas todo mundo de...
39:42Nenhum conhecido, eu falei, não, ninguém vai bater, eu vou dar uma voltinha, eu volto.
39:45Hoje não tinha ninguém ali, não.
39:47Aí o pessoal chega e tira a foto da minha casa de Miquela e fala assim,
39:50ah, eu tô mostrando, falando de tal, que eu tive na minha casa de Miquela,
39:52indicou lá, aí você vai ter uma pessoa do sul.
39:55Domingo, acho que era às seis horas, eram as duas pessoas.
39:58Aí, legal que come e tudo, e fala, ó, parabéns, foi tudo muito gostoso,
40:03que é o mundo, que é o mundo, que é o mundo, bacana demais.
40:06Isso já aconteceu comigo umas duas vezes, eu tá, às vezes, o dia que eu pego lá dentro,
40:09no balcão, e aí eu vejo gente entrando, filmando, justamente fazendo isso,
40:13falando assim, não, isso aqui eu tô registrando, olha aqui onde é que eu tô, gente.
40:16Porque assim, realmente, né, ficou muito importante.
40:20E você, Larissa, quando que você viu, assim, como é que foi essa...
40:22Que caiu sua afixa, falou, meu Deus, né, que tá diferente.
40:25É, começou a entrar e sair gente demais, né, dali, né, o tempo todo entrava e saia gente,
40:30mas eu lembro que a gente teve a visita do Nenéu, lá no Mercadinho Bicalho,
40:35e foi uma virada de chave ali no Mercadinho, porque ele tinha um público muito grande,
40:40e ele atraiu aquele público boêmico, que realmente gosta, e assim, a gente sempre manteve a tradição.
40:45Então, como nunca mudou nada, os nossos clientes foram ficando muito fiéis.
40:49Aí veio o público dele, depois veio o Ocevai, eu falei, meu Deus, meu pai tá nas mídias,
40:52e aí a gente foi pro Instagram, que a gente não tinha rede social.
40:55A gente só tinha o telefone fixo lá pra atender,
40:58os clientes que queriam saber que horas que abriam e fechavam.
41:00E a gente foi pra poder atender um público maior também,
41:03que a gente queria, né, receber mais pessoas.
41:05Então, depois do Instagram, a gente começou a receber muitos seguidores, assim, por dia,
41:09vários e vários e vários, e a gente, meu Deus, colocava algum tiragosto diferente,
41:13muita gente respondia, eu falava, pai, faz o dobro.
41:17E aí eu comecei a perceber, mais ou menos nessa altura, já tem alguns anos, já é morto.
41:20E esse trabalho que o Nenéu faz é muito legal, né, ele pioneiro nisso,
41:25de ter, né, a sacada de criar um Instagram chamado Baixa Gastronomia,
41:30e mostrar a nossa vida mesmo aqui em BH, né, o que a gente vive de verdade, que são os botecos.
41:37Eu tenho as memórias também com o meu pai, que aí sempre tem um boteco de bairro,
41:41meu pai mora em Contagem, né, mas o bar do Celso, eu lembro como se fosse,
41:45ó, igual vocês crianças, assim, eu ia pra lá, também dormia, juntava as cadeiras.
41:49Toda criança, Belo Horizontino, Maria Clara, também acompanhava o pai dela.
41:53A gente tem...
41:54Governador Valadares, uma pausa.
41:56É, em Valadares.
41:57É, a gente tem essa coisa de já acompanhar desde criança,
42:02e a gente leva essa cultura botequeira junto com a gente,
42:05e o Nenéu ter feito isso foi muito legal, né?
42:07E vocês estão falando aí de rede social,
42:09aí agora eu quero uma coisa que eu sempre quis perguntar.
42:11Ô Gui, você que tá na ponta, você vai pedir pra você mostrar na televisão,
42:15e quem tá escutando só na rádio, mostra as costas da blusa.
42:18Ah, é?
42:19Que eu amo, que o uniforme do Mercado de Imbicalho é uma blusinha preta, gente.
42:24E aí na frente, essa câmera aqui, Gui, essa daqui.
42:27Vê aí se dá pra ver, arrumei, mas eu tenho que mostrar isso aí.
42:30Quem tá no rádio e não conhece o Nivas, né,
42:33é a blusinha preta com o emblema na frente, no peito do Mercado de Imbicalho,
42:37e atrás segue o Nivas.
42:39Segue o Nivas.
42:39E eu não aguento que a gente chegue lá,
42:41qualquer pessoa que chegue e cumprimento o Nivas,
42:43pode sentar aqui, muito obrigada.
42:45Segue o Nivas.
42:46Como é que vocês estiveram?
42:47Como é que começou esse segue o Nivas, Nivas?
42:51Conta aí, Nivas.
42:52O microfone na boca.
42:53Isso.
42:54Um dia, na pandemia,
42:55às vezes a gente fechava a loja,
42:56o ano da manhã e tudo,
42:57às vezes a gente começava a conversar com o Nenéu.
42:59A gente falando desculpas,
43:00hoje teve um momento foi isso,
43:02teve futebol,
43:03aí não tem aquele...
43:06O juiz parava o jogo,
43:07aí te pedia o barco.
43:08Aí falava assim,
43:09aí, segue o jogo.
43:11Aí eu confessei com o Nenéu um tempão,
43:12depois eu falei com o Nenéu,
43:14terminando a conversa,
43:15falei, segue o Nivas.
43:16Ele achou muito engraçado.
43:18Aí ele falou assim,
43:19me volta,
43:20ficou muito legal e tal.
43:21Aí eu contei pra Larissa,
43:22não apaia mesmo,
43:23vamos fazer as blusas com segue o Nivas.
43:26Virou o bordão.
43:27Acabou agora tudo,
43:28segue o Nivas.
43:29Segue o Nivas.
43:30Tudo é segue o Nivas.
43:31E eu amo.
43:31E todo mundo uniformizado,
43:33segue o Nivas atrás.
43:34E assim,
43:35uma coisa que eu acho engraçadíssima
43:37é que qualquer lugar que ele tá,
43:39qualquer ocasião,
43:41ele fala um segue o Nivas.
43:42Ah, ô Nivas,
43:43tirar aqui uma foto,
43:44ele diz, segue o Nivas.
43:46Tudo dele é isso agora.
43:48Virou um emblema de vida.
43:49Virou um emblema,
43:50é o bordão dele.
43:50É o bordão do Nivas agora,
43:52o segue o Nivas.
43:52Eu faço assim,
43:53eu segue o Nivas.
43:54Um dois pra frente.
43:57Eu não coloquei,
43:57fizeram o cardápio,
43:58fizeram o contrário.
43:59Tem que mudar.
44:00Tem que mudar no cardápio.
44:02Mas isso é legal demais,
44:04porque cria identidade também,
44:06né?
44:06Todo mundo já vai...
44:07Vai acontecendo bem naturalmente, né?
44:09É.
44:10E essa coisa que você tava falando
44:11do cardápio,
44:11que você fica postando lá
44:12o Tiragosto e tal.
44:14Como que é isso,
44:15assim,
44:15o cardápio de vocês hoje,
44:17ele é basicamente como?
44:19A gente já falou da...
44:20da Almôndega,
44:22a gente sabe que tem também
44:23o Torresmo, né?
44:24Mas como que vocês fazem
44:26essa construção?
44:27Quem que fez as receitas?
44:29É a Márcia?
44:30Ou é você mesmo?
44:32Você sabe falar, Nivas,
44:33Larissa?
44:33Pode falar aí,
44:34responde pra nós.
44:35Hoje, quem criou o Tiragosto,
44:37quem criou ali foi tudo eu.
44:38Tudo você?
44:39Foi eu mesmo.
44:39Aí, toda semana,
44:40eu faço um raiz, né?
44:41A Almôndega tem todo dia
44:42no cardápio.
44:43Mas o dia que eu faço,
44:44pede porco,
44:45eu coloco na forma...
44:46Aí vocês anunciam na internet.
44:47Anuncio na internet.
44:48Amanhã vai ter dobradinho
44:50com feijão branco.
44:52Aí a gente coloca,
44:53quem gosta vai...
44:53Pescoço de peru
44:54na outra semana.
44:54Almoço ou o dia inteiro?
44:56Pescoço de peru.
44:57Você destravou agora
44:58um novo desejo na minha mente.
44:59E é bom, viu?
45:00Eu adoro.
45:01O nosso é muito bom.
45:02A gente tem esses Tiragosto
45:03que são fixos sempre.
45:05Almôndega, bolinho,
45:06a batata recheada.
45:07O que tá no cardápio
45:07é fixo sempre.
45:08Fixo sempre.
45:09A batata recheada,
45:10agora a gente lançou
45:10uma de carne seca, né, pai?
45:12De filé mignon.
45:13Ela é maravilhosa.
45:14Tô doida pra comer,
45:15ainda não comida.
45:16Isso.
45:16E tem esses outros Tiragosto
45:18de mais Boteco Raiz
45:19que a gente escolhe o dia.
45:20A gente vê como é que tá o tempo,
45:21meu pai pensa,
45:22escolhe, vai e faz.
45:23O pé de porco,
45:24o joelho de porco,
45:25o pescoço de peru,
45:26carne de panela.
45:27A gente vai e coloca
45:27no Instagram
45:28e anota também na plaquinha,
45:29que aí quem passa de carro
45:30já lê e já sabe
45:31o que é que tem ali.
45:32Eu tenho um problema, né,
45:33porque toda vez que eu vou lá
45:34eu quero comer almôndega.
45:35Eu tenho muita dificuldade,
45:37eu não consigo sentar no Nivas
45:38e não comer almôndega.
45:39Eu escuto muito isso.
45:40A pessoa quer experimentar
45:41outra coisa,
45:42mas quer comer almôndega também.
45:43Tem que comer almôndega.
45:44Eu não dou conta.
45:45Eu gosto de experimentar,
45:46eu gosto dos fixos,
45:47mas eu adoro
45:48quando tem um trem diferente
45:49assim também.
45:50E esse negócio de ver
45:51como é que tá o tempo
45:52é uma sacada maravilhosa.
45:54Às vezes tá muito quente,
45:55não vai fazer uma coisa
45:56muito de caldo.
45:57Comerciante, né, Carolina?
45:58É.
45:59E a liberdade,
46:00segue o Nivas, né, Dede?
46:03E a liberdade que tem, né,
46:05de fazer isso.
46:06É, claro.
46:07Não tá fixo,
46:08mas você já tem
46:09seu cardápio ali, vai lá.
46:10E o quesito novidade, né?
46:12Agora, conta uma coisa aqui.
46:14Vou pedir a Larissa e o Gui
46:15pra fazer.
46:16Tá bom.
46:16Né, Carol?
46:16Que é uma brincadeira
46:17que nós combinamos.
46:18Fala uma mensagem
46:19pro seu pai.
46:21Hoje é o dia dos pais.
46:22Uma semana antes, né, ainda.
46:24Agora,
46:25hoje, desculpa,
46:27esse é o mês dos pais.
46:29Tô ainda matando a saudade, né,
46:30porque acabei de chegar por aqui,
46:32mas tenho muita gratidão, né,
46:34por ter sido criada
46:35num ambiente familiar
46:36assim maravilhoso.
46:37E o exemplo do meu pai,
46:38de muito trabalho,
46:39muito amor e dedicação,
46:41nunca abandonou a família,
46:42sempre esteve ali
46:42no Mercadinho Bicalho
46:44e sempre teve um tempinho
46:45pra gente.
46:46O domingo
46:46era o melhor dia
46:47que antes do domingo
46:48a gente fechava.
46:49Ele fechava um pouquinho
46:50mais cedo
46:50e eu ficava esperando ele
46:52sentada na janela
46:53lá de casa.
46:53Ele abria o portão
46:54e falava,
46:55ufa, meu pai chegou.
46:56E hoje em dia
46:57não precisa mais,
46:58eu vou lá ter com ele, né,
46:59fico lá no Mercadinho.
47:00Mas muita,
47:01muita gratidão.
47:02Meu pai é uma pessoa
47:03assim, maravilhosa.
47:04Quem não conhece,
47:05passa lá no Mercadinho Bicalho
47:06pra tomar uma cervejinha
47:07com o Nivas,
47:08vocês vão adorar.
47:09E te amo demais,
47:10Nivas.
47:11Ai, que fofo.
47:13Agora eu vou seguir,
47:14pega o microfone do Nivas aí.
47:16Pega o microfone do Nivas aqui.
47:18Então,
47:18eu faço das palavras
47:19da minha irmã,
47:20as minhas também, né.
47:22Assim,
47:23pra mim,
47:24o maior exemplo
47:25que eu sigo
47:26do meu pai
47:27é não reclamar de nada.
47:30Meu pai,
47:30ele sempre foi o cara
47:31que ele chegava
47:31e fazia o que tinha
47:33que ser feito, sabe?
47:34E eu sempre admirei
47:35muito ele,
47:36porque, assim,
47:37não é nada fácil
47:38você tocar um bar
47:40durante anos,
47:4030 anos, assim,
47:42abrindo todos os dias
47:43e fechando o bar
47:454 horas da manhã
47:46pra acordar no outro dia
47:477 horas da manhã
47:48pra ir no Seasa
47:48comprar coisa.
47:50E ele não reclamava nunca, sabe?
47:51E eu sempre ficava,
47:51cara,
47:52meu pai é tipo
47:52um super-herói.
47:54Ele, tipo assim,
47:54faz as coisas,
47:56ele sempre tá rindo.
47:58Em casa,
47:58ele chegava em casa,
48:00tinha sempre
48:00alguma coisa que ele fazia,
48:02que, enfim,
48:03ele fazia almoço, assim,
48:05ele só não chegava em casa
48:07e, sei lá,
48:07ia apagava, assim,
48:08não, ele chegava lá,
48:09conversava,
48:10contava a casa da loja, assim.
48:12Do dia.
48:13E nem chegava a mal-morar
48:14também.
48:15Não chegava.
48:16Então,
48:16isso é uma coisa
48:17que eu admiro muito
48:18meu pai.
48:18Eu sou muito grato
48:19por tudo que ele fez
48:20por mim,
48:20por todas as oportunidades
48:22que ele conseguiu
48:23me dar, assim,
48:24na minha vida.
48:25Quem eu sou hoje
48:26é por conta dele, sabe?
48:27Então, assim,
48:28sou muito grato
48:29a você mesmo.
48:29Muito legal.
48:29que lindo, gente.
48:32E a gente é muito grato
48:33a vocês dois
48:34por estarem aí
48:35perpetuando essa história
48:37pra gente,
48:38pra Belo Horizonte.
48:39E quando você fala isso,
48:40eu acho que isso
48:40é um segredo
48:41da prosperidade,
48:42do sucesso,
48:43é não reclamar.
48:44A gente tem que fazer
48:44o que tem que ser feito.
48:45Já fez tudo o que fez?
48:46Então, agora, espera aí
48:47que vai tudo dar certo
48:49no final, né, Nivaldo?
48:51Muito obrigado, viu?
48:52Que esses filhos maravilhosos
48:54que você criou aí...
48:55Muito obrigado.
48:55Microfone.
48:56É coisa de Deus mesmo.
48:58É coisa de Deus mesmo.
48:59É um presente de Deus
49:00para os meus filhos.
49:00São ótimos.
49:01fofo.
49:02Muito obrigada.
49:02A gente começa no mês dos pais
49:04mais especial,
49:05não podia ser.
49:06Com o pé direito,
49:06esse mês só vai ser maravilhoso.
49:08Só vitória.
49:08Já estamos chegando no fim.
49:10Vou falar para vocês
49:11fecharem ali,
49:12naquela câmera,
49:13para quem está ouvindo,
49:14as redes sociais,
49:15para vocês saberem aí
49:16o prato do dia.
49:17Afinal de contas,
49:18todo mundo vai querer ir lá
49:19comer esse...
49:19Segue o Nivas, né, gente?
49:20Pelo amor de Deus.
49:22Olha, a gente está
49:23no Instagram
49:24como
49:24arroba
49:25Mercadinho Bicalho mesmo
49:26e a gente está funcionando
49:27hoje de quarta
49:28a domingo.
49:29Então, hoje que é sábado,
49:30a gente está de onze
49:31até a uma da manhã.
49:32Dá tempo ainda
49:33de fazer muita coisa boa
49:34lá no Mercadinho.
49:36Maravilhoso.
49:37Nivas, pode despedir também,
49:39dá o endereço de novo.
49:40O endereço é
49:40Rua Marmo 556,
49:42o prazo de caixinha é 120.
49:44Esperamos você lá.
49:45Muito obrigada.
49:47Segue o Nivas.
49:48Segue o Nivas.
49:48Gui também pode despedir
49:50aí da nossa audiência.
49:52Oi, gente.
49:52Muito obrigado, então,
49:53por ouvir a gente aqui.
49:56Aguentar umas bobagens
49:57ou outra que a gente falou.
49:59Até foi lá, gente.
50:01Mas foi assim,
50:02um prazer
50:02e eu vou passar
50:03uma última dica aqui.
50:04Gente,
50:04a Almôndega
50:05é o carro-chefe da casa.
50:07Mas pra quem tem preconceito
50:08com fígado de giló,
50:10é verdade.
50:11Experimenta,
50:12vai por mim.
50:13É uma combinação, assim,
50:14perfeita.
50:15Eu sou muito fã
50:15e eu só queria
50:16passar essa última mensagem.
50:17Sou fã.
50:17Porque a Maria Clara
50:18falou da última vez
50:19é que ainda tem, assim,
50:20um refogado gostoso, né?
50:21Amigo, uma cebola.
50:22Confir em mim, confir em mim.
50:23É bola.
50:24E hoje tem promoção
50:25lá no Nivas, viu?
50:26Na compra de uma Almôndega,
50:28você paga uma Almôndega.
50:29Corre lá
50:30que hoje tem promoção especial.
50:32É só falar
50:32que é o ouvinte
50:33do Matula 98.
50:34Vou dar aqui
50:34os pães de prato
50:36de presente,
50:37um pro Nivas,
50:37um pra Márcia.
50:38Tá bom?
50:38Dessa vez,
50:39na próxima.
50:40É.
50:41Pra os dois.
50:42Ou então, Larissa,
50:43você mora com eles
50:43ou você mora...
50:44Cheguei, tá lá, né?
50:45Só uma pra você
50:46quando tiver sua casa,
50:48você pega o urso.
50:49Muito obrigada.
50:49Nada, gente.
50:50Imagina,
50:51a gente que agradece.
50:52Foi uma honra pra gente, né?
50:53Uma honra.
50:53Eu amo o Nini.
50:54Meu lugar preferido
50:55de Belo Horizonte.
50:56Não fiquem com ciúme
50:57que eu amo todos os lugares,
50:58mas eu amo o Nivas.
50:58Deixe as suas leis.
50:59E a semana que vem tem mais.
51:00Eu sou a arroba
51:01Maria Clara,
51:01underline Magalhães.
51:02Obrigada pela companhia.
51:04E eu sou a arroba
51:04Carolina Fadel.
51:06Lembrando que o Matula 98
51:07tem a sua rede social,
51:08arroba
51:09Matula 98 Oficial,
51:10que a gente posta aí
51:11essas belezuras durante a semana,
51:13com toda a história,
51:15todas as dicas,
51:15o quadro do Dudu.
51:17A gente vai colocando tudo lá.
51:19A gente espera vocês
51:20na próxima semana.
51:22Continuando com o nosso
51:23especial Dia dos Pais.
51:24Semana que vem
51:25mais um pai e um filho.
51:26Botequeiro também, hein?
51:27Não sai daí não
51:28que agora tem Boteco 98.
51:30Até semana que vem.
51:31Termina aqui,
51:33na Rede 98.
51:35Matula 98.
51:36Tchau, tchau.