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NotíciasTranscrição
00:03Olá, Tribuna Política, eu sou Luciano Rangel, aqui comigo Lucas Margoto e Eduardo Maia.
00:09Nós estamos falando sobre essa reta final das eleições há poucos dias, o segundo turno,
00:14muitas expectativas. Eduardo Maia, como é que está a movimentação nessa reta final para o segundo turno?
00:20Olha, Luciano e Lucas, a partir de agora, dessa retinha final, o Ricardo, que é o candidato a
00:25governador pelo MDB, vai dar uma acelerada, é o que a gente espera, principalmente nos municípios
00:31da Grande Vitória, que ele acabou não performando muito bem. Dentro da campanha, o sentimento é que
00:36ainda dá para recuperar. A gente está vendo nas últimas pesquisas divulgadas uma tendência até
00:42de crescimento nessa reta final de Ricardo Ferraz. Do lado de Pasolini, da candidatura de Pasolini,
00:48certamente muita confiança. Confiança está lá em cima. Por exemplo, no sábado passado,
00:54o Lorenzo Pasolini desfilou com o Flávio Bolsonaro em Vitória, um evento que mobilizou
01:00boa parte da militância bolsonarista, que agora Pasolini está tremulando essa bandeira
01:04de uma forma que ele não tremulou no primeiro turno. A gente pode até falar um pouquinho
01:08sobre essa mudança de estratégia. Agora ele abraçou mesmo o bolsonarismo.
01:12Lucas, essa reta final, como é que é o trabalho, você que é um especialista na área,
01:16como é que é o trabalho da pesquisa para capturar todo esse sentimento do eleitorado?
01:22Porque aqui a gente tem no Espírito Santo, certamente, um reflexo do cenário nacional,
01:27quando você tem um crescimento também da candidatura de Lula, uma recuperação do terreno
01:32que ele havia perdido em relação a Flávio Bolsonaro, e isso também tem implicações regionais.
01:37Como é que é o trabalho da pesquisa para capturar todas essas nuances do eleitorado?
01:42Luciano e Edu, vamos lá.
01:46As pesquisas, para captar a pesquisa, ela precisa ter pelo menos um parâmetro de intenção de voto espontânea,
01:55que é aquela intenção que o eleitor manifesta sem nenhuma estimulação.
01:59Então, como a pesquisa vai falar, pela aleatoriedade, com certeza,
02:05com quem escolheu o Pasolini, escolheu o Ferraço, escolheu o Hélder, escolheu o Rafael, escolheu o Breno,
02:14e talvez quem não tinha, na época, uma opção, ou quem acabou nem votando, nem indo votar,
02:21na pergunta espontânea já traz um indicador, os nomes que estão consolidados.
02:26Qual dos dois aparece com mais frequência na pesquisa espontânea?
02:31Um outro indicador é se a pesquisa pergunta em quem votou no primeiro turno.
02:36Essa é uma pergunta chave. Por quê?
02:39Porque aí consegue fazer o cruzamento da intenção de voto, seja espontânea, seja estimulada,
02:44com a escolha no primeiro turno.
02:47Você consegue saber para onde migram esses votos.
02:50Por exemplo, quantos por cento dos que votaram em Pasolini permanecem com ele no segundo turno,
02:57com o Ricardo, os que vieram de Hélder e dos outros dois, para onde vão,
03:01se estão indecisos, se alegam que vão anular ou votar em branco,
03:05ou se vão escolher um dos dois.
03:08Então, essa é a forma mais tranquila, digamos assim, de uma pesquisa capital.
03:13É lógico que, numa reta final de primeiro turno, a gente viu que pesquisas recentes também mostraram
03:21que teve uma parcela significativa do eleitor que decidiu no dia, na semana e no dia.
03:29Então, isso destrói qualquer prognóstico que você possa fazer.
03:34Então, o que é de concreto é que as pesquisas começam a captar um movimento, uma tendência,
03:40que na reta final o eleitor tende a ser mais definido.
03:44Ele tende a se expor às conversas.
03:47Você mencionou aí, Luciana, se me permite,
03:50a questão do crescimento dos movimentos que envolvem a candidatura do presidente Lula
03:54e também os movimentos aqui no Estado,
03:56que é o Estado que ainda mostrou-se majoritariamente conservador,
04:00com o perfil de eleitores mais à direita,
04:03se mobilizando também pelo candidato Flávio.
04:06Mas as movimentações nacionais dos aliados, dos apoiadores do Lula,
04:12chamaram muita atenção, principalmente da sexta-feira para o domingo,
04:16até no feriado, foram muito maciças.
04:20Então, isso também impulsiona a militância aqui do Estado.
04:24E aí tem aquela questão do eleitor pêndulo,
04:27que nessa eleição é o eleitor do Hélder.
04:29Aquele eleitor que escolheu uma terceira via,
04:32chegou a 15% dos votos válidos,
04:35uma massa de 320 mil votos, se não me engano.
04:39São muitos votos.
04:41A diferença do Pasolini é um pouquinho acima disso.
04:44Não quer dizer que, matematicamente,
04:46todos esses eleitores, se forem votar,
04:48que também fica na dúvida se eles terão motivação,
04:52imagina-se que sim,
04:53porque se votarem em Hélder, provavelmente escolheram o Lula.
04:57E tem uma eleição apertada, também no segundo turno,
05:00para presidente da República.
05:01Então, imagina-se que esses eleitores vão de novo às urnas no segundo turno.
05:06E que imagina-se, pela identificação,
05:11que eles estariam muito mais inclinados,
05:13se escolherem um candidato a governador,
05:15já vai votar no presidente, só mais um voto,
05:18se escolherem um candidato a governador,
05:19a tendência é que estejam mais inclinados
05:22para votar no candidato do governo estadual,
05:26que é o 15%.
05:27Mas isso também são hipóteses que a gente considera.
05:32Então, não sei se eu respondi a sua pergunta sobre as pesquisas.
05:34Sim, mas e um fator interessante, Lucas,
05:38eu observo na eleição nacional também,
05:40agora nesse recorte nacional,
05:43é que a gente vê um esforço agora da candidatura,
05:46no caso a candidatura do PT, de Lula,
05:48de conversão de eleitores.
05:51Quer dizer, é muito importante que a pesquisa detecte
05:54aquela massa de eleitores que estão convictos do seu voto,
05:57que não mudam de forma alguma.
05:59Mas nós temos os eleitores pêndulo também,
06:01em nível nacional.
06:01E como estão em uma margem muito apertada,
06:04pesquisas recentes eram ali 50-50,
06:07até uma recente deu esse movimento.
06:09O esforço tem que ser de convencer o contrário a votar nele,
06:12não convencer o indeciso ou não.
06:15Olha, convencer o contrário é mais difícil.
06:17Numa eleição polarizada,
06:19em que o eleitor define em qual lado ele está,
06:23com qual lado ele se alinha,
06:24é difícil um lado ser convencido do outro,
06:27a não ser que aparecesse um escândalo,
06:30uma comoção,
06:31algo que fizesse o eleitor pensar,
06:33poxa, mas aí não, né?
06:34Agora eu não posso mais votar nessa pessoa por conta disso.
06:38Mas às vezes nem assim acontece, né?
06:40Mas assim, ó.
06:42É o que poderia motivar a troca, né?
06:45Uma decepção com algo que um candidato fala ou propõe, né?
06:49Mas a tendência é que haja uma disputa pelos indecisos
06:55e por aqueles que não foram votar, né?
06:58Que também não dá pra saber.
06:59No Brasil, 33 milhões e 600 mil não saíram de casa pra votar.
07:04No Espírito Santo, 638 mil.
07:07É muita gente.
07:08E isso desequilibra qualquer previsão
07:11e pode alterar consideravelmente,
07:13certamente, o resultado de uma eleição.
07:16Então, assim, só pra concluir,
07:18pesquisas nacionais mostraram uma tendência
07:21de um refluxo na intenção de voto do Flávio
07:24para a indecisão.
07:25Não diretamente pro Lula.
07:27Ó, 2% aqui não estão mais votando no Flávio,
07:31mas não trocaram o Flávio pelo Lula.
07:33Apenas ficaram indecisos
07:35ou acham que vão votar em branco.
07:37Por quê?
07:38Porque algo no candidato
07:40está fazendo com que essas pessoas reflitam mais.
07:44Não tenho mais tanta certeza.
07:45Agora, se a pesquisa também perguntar,
07:49você está decidido,
07:50seu voto está decidido ou pode mudar?
07:52Imagino que 90% vai dizer que está decidido.
07:57Tecnicamente, nesse período,
07:59é o que a gente encontra em pesquisas.
08:01Eduardo, no nível regional,
08:03em nível regional,
08:05como é que você tem acompanhado os esforços,
08:08na divisão de esforço
08:10entre interior do Estado
08:11e grande vitória por parte dos candidatos?
08:14Olha, o Ricardo tem acelerado mais na grande vitória,
08:19que é onde ele performou abaixo do esperado.
08:22Dentro da campanha, a gente ouviu isso várias vezes,
08:24que não era esperado que ele performasse tão mal
08:27nesses municípios de maior colégio eleitoral.
08:31Esperava-se que o Lorenzo Pasolini ficasse à frente,
08:34até na maior parte deles,
08:36mas não numa diferença tão grande
08:38que foi que aconteceu.
08:40Mas é muito interessante
08:41que enquanto o Ricardo Ferraço
08:43circula mais pela grande vitória,
08:45aí o vice dele, Camilo Neves,
08:47aqui pela cidade de Vitória,
08:49o Renato Casagrande tem circulado mais pelo interior.
08:52Recentemente esteve no sul do Estado,
08:55também no norte, em São Mateus,
08:57com o prefeito Marcos da Cozivip.
08:59Então, o Renato Casagrande tem sido
09:01esse maior cabo eleitoral para o Ricardo Ferraço
09:05no interior, enquanto o governador do Estado
09:07fica na grande vitória.
09:09Pasolini está mesclando.
09:10Ele anda bastante pela grande vitória,
09:13mas também no interior do Estado,
09:14sobretudo no sul.
09:15Ele fez uma maratona pelo sul do Estado,
09:18passando inclusive por Cachoeiro de Itapemirim,
09:20a cidade de Ricardo Ferraço,
09:22junto com Evair de Mello.
09:24Então, ele, Eric Musso e Evair de Mello
09:29foi uma surpresa muito grande
09:31para muita gente nas urnas.
09:33A gente ouvia que ele realmente pudesse
09:34desempenhar muito bem, como fez,
09:37mas ninguém esperava que ele brigaria
09:40voto por voto pelo primeiro lugar,
09:42pela primeira cadeira, né?
09:43Que no final, o ex-governador Renato Casagrande
09:46acabou alcançando e passando Evair de Mello.
09:49Mas, enfim, tem sido também esse trunfo
09:51para Lourenço e Pasolini no interior do Estado.
09:53E é até interessante, Lucas e Luciano,
09:56o Evair e Pasolini começaram a rodar
10:00pelo interior do Estado tem mais de um ano.
10:02Foi muito antes de Lourenço e Pasolini
10:04saírem da Prefeitura de Vitória.
10:06Então, justamente para já começar
10:08a crescer essa presença de Lourenço e Pasolini
10:12no interior.
10:13Então, isso é muito interessante.
10:14Se a gente pegar o mapa de votação,
10:16a gente vê que o Ricardo Ferraço
10:18teve votações mais expressivas,
10:21foi melhor votado nos extremos.
10:23sul e extremo norte.
10:26Mas não quer dizer que foi mais votado
10:27no sul e no norte.
10:29Tem vários municípios do sul e do norte
10:31que Lourenço e Pasolini chegou muito bem,
10:33desempenhou e até passou Ricardo Ferraço.
10:36Lucas, em relação ao segundo turno,
10:39é mais fácil para pesquisa
10:44ir a campo e colher resultados
10:46mais próximos da realidade
10:47do que no primeiro turno
10:48pela redução do número de candidatos?
10:50sempre é mais fácil,
10:52porque é isso que você acabou de dizer.
10:54São apenas duas opções
10:55e um eleitor que já passou
10:58por um processo de votação
11:01no primeiro turno.
11:02Então, esse eleitor só tem que confirmar
11:05se ele repete o voto dele,
11:07aquele que foi votar, obviamente,
11:08e aqueles que a pesquisa entrevista
11:10que não compareceram no primeiro turno,
11:13ele pode expressar a opinião dele.
11:15Agora, se ele não sair de casa
11:17para materializar a opinião
11:19que ele concedeu na entrevista da pesquisa,
11:21também não resolve muito.
11:23Você fica com essa distorção.
11:24Mas a tendência é que os resultados
11:26que as pesquisas vão captar,
11:29lembrando novamente para a nossa audiência,
11:32que nenhuma pesquisa tem o papel
11:34de prever resultados.
11:35Ela determina a tendência de uma eleição,
11:38ela traça uma fotografia daquele momento,
11:40que pode sofrer uma influência
11:42entre a pesquisa e o dia da votação.
11:44Mas é muito mais tranquilo
11:46para que as pesquisas consigam captar
11:49esse posicionamento do eleitor,
11:51que tende a variar muito pouco
11:52até o dia 25 de outubro.
11:55Muito bem.
11:56Vamos dar uma virada aqui na pauta,
11:59Eduardo e Lucas.
12:00Vamos falar um pouquinho
12:01sobre uma decisão da Assembleia Legislativa
12:03que diz respeito à destinação
12:06de uma fatia do orçamento
12:07a emendas para os deputados estaduais.
12:10Lucas, eu queria que você explicasse
12:11para o nosso ouvinte
12:13de uma forma que possamos todos compreender.
12:16O que mudou na prática?
12:18Olha, o que mudou na prática foi
12:20que 1,55% das receitas correntes líquidas
12:28que são contabilizadas no orçamento do Estado
12:31não estão mais sob a gestão do Estado
12:33para efeito de indicação de investimentos.
12:38e ficam agora na modalidade de emendas impositivas
12:42sobre a tutela dos deputados estaduais.
12:46Apenas isso.
12:47É um dinheiro que já está contabilizado.
12:50Por exemplo,
12:51a peça orçamentária
12:54que chega na Assembleia para discussão,
12:57ela indica uma previsão de arrecadação
12:59para 2027 de 35 bilhões
13:03bilhões e 400 milhões de reais.
13:07E é um cálculo aproximado
13:10que desses 35 bilhões,
13:12são receitas totais,
13:1328 bilhões e meio serão receitas corrente líquida,
13:17que é um tipo de receita
13:18que pode ser usada para qualquer natureza,
13:22para pagar custeio,
13:23para fazer investimentos, enfim.
13:25Não entram aí as receitas,
13:28ficam reservadas para pagamento de previdência dos servidores,
13:32para pagamento de dívida e empréstimo do Estado
13:34e para contingenciamento de orçamento.
13:38Então, assim como acontece no plano nacional
13:42e em diversas outras assembleias pelo país,
13:45um regramento,
13:46uma PEC que mudou a Constituição brasileira lá em 2015,
13:50que inseriu esse sistema de emendas impositivas,
13:54que até então as emendas eram discricionárias.
13:57O governo permitia que os deputados federais e senadores
14:01indicassem ao Orçamento Geral da União,
14:03mas não tinha nenhum compromisso de realizá-la.
14:06Na prática, o que acontece?
14:08Se o deputado é parceiro do presidente,
14:11se o senador é parceiro,
14:13se vota com o governo,
14:15e aqui no Estado,
14:16se o deputado faz esse mesmo movimento,
14:19ele invariavelmente,
14:20antes de ser da emenda impositiva,
14:22ele era agraciado com destinação de emendas
14:25para beneficiar a sua base eleitoral.
14:28É legal?
14:29Isso é.
14:29Mas aí é questionado
14:31essa dependência que o deputado fica do governo
14:34e às vezes até tira a sua independência,
14:38dependência e tira a independência
14:40de votar segundo a sua consciência,
14:42porque poderia ser, digamos assim,
14:45retaliado pelo governo de plantão.
14:47Sobretudo quando esses deputados
14:48são até da oposição, né?
14:50Exatamente, exatamente.
14:51Pode ver que muitos deputados de oposição
14:53passaram longe de ter uma boa votação
14:54porque não receberam,
14:56ao longo de quatro anos,
14:58atenção do governo para suas bases.
15:00Agora, com o orçamento,
15:03com emendas impositivas,
15:05seja um deputado que apoia
15:07ou que critica o governo,
15:08ele vai ter direito,
15:09igual aos outros,
15:11de indicar 1,55%.
15:14É o bolo, né?
15:16Projetaram 435 milhões para 2027,
15:20dividindo por 30 deputados,
15:22dá mais ou menos 14 milhões e meio.
15:24Então essa é a fatia.
15:25Aí houve um questionamento também,
15:27dois questionamentos.
15:28Por que votaram tão rápido
15:29na volta de um feriado?
15:31Foi o questionamento da transparência capixada.
15:33Exato, né?
15:33Poderia ser discutido com mais tranquilidade?
15:36Poderia, mas talvez o timing
15:38da mesa diretora da Assembleia
15:40fosse uma visão estratégica.
15:42Vamos aproveitar esse momento, né?
15:44Todo mundo preocupado com a eleição.
15:46É uma pauta legítima da Assembleia.
15:49Os deputados têm essa prerrogativa
15:50de alterar a Constituição.
15:52Lógico que uma alteração da Constituição,
15:54qualquer nível estadual ou federal,
15:57espera-se um debate maior.
15:58Talvez isso é que tenha frustrado
16:01e assustado, talvez, né?
16:03Quem lê, faz a leitura política
16:06e os órgãos que monitoram
16:09o controle de contas,
16:10a transparência
16:12da atividade parlamentar.
16:15Mas, assim,
16:16é legítimo.
16:17Segunda questão
16:18que chama a atenção
16:20é que não houve
16:22uma interação
16:24entre a mesa diretora
16:26e o governo do Estado.
16:27O governo foi pego
16:27meio que de surpresa, né?
16:30Diante disso aí.
16:31E a gente vê
16:32que na votação
16:33deputados da base governista
16:35aprovaram, né?
16:36Você teve até
16:38opositores do governo
16:39que votaram contra.
16:40Foi até uma situação curiosa.
16:43Eduardo,
16:44e vamos analisar.
16:45Essa relação
16:46executivo-legislativo
16:47tem vários mecanismos.
16:50Você que acompanha
16:51diariamente os bastidores,
16:53como é que você vê
16:54o que pode mudar
16:55nessa relação
16:56legislativa-executiva
16:57a partir dessa mudança?
16:59Olha, Luciano,
16:59só para complementar
17:00o amigo Lucas aqui,
17:03já dá para a gente
17:03trazer esse bastidor
17:05até eu posso já confirmar
17:07para os nossos espectadores
17:08que foi exatamente
17:09isso que aconteceu.
17:09O timing é por conta
17:11da iminência
17:12do segundo turno.
17:13Então, eles quiseram
17:14fazer isso
17:14o mais rápido possível.
17:16A gente relembra aqui
17:17que não é uma tentativa nova
17:20da Assembleia Legislativa.
17:22No começo do ano passado,
17:24eles já tentaram
17:25discutir o tema,
17:27pediram aumento
17:28ao governo do Estado
17:29na época das emendas.
17:30Ficou uma discussão
17:31por algum tempo
17:32se seria impositiva,
17:33se não seria impositiva.
17:34Acabou naquele momento
17:35não sendo e agora é.
17:37Luciano, politicamente,
17:39é muito interessante
17:39a gente analisar também
17:40o que o Lucas falou,
17:42de que o governo do Estado,
17:43o governador atual
17:44Ricardo Ferraço,
17:45ele não tinha o conhecimento
17:47dessa votação.
17:49O Lucas também disse
17:50que a própria base
17:51do atual governo,
17:52Renato Casagrande,
17:54Barra,
17:54Ricardo Ferraço,
17:56votou a favor justamente
17:57nessa preocupação
17:58de um eventual
18:01governo de Lourenço Pasolini.
18:02Nos corredores da Assembleia
18:04já se fala muito disso.
18:05Então,
18:06há uma certa expectativa
18:08com esse resultado
18:09do segundo turno,
18:10por isso que esses deputados
18:11que são da base
18:12já aprovaram,
18:14já decidiram aprovar
18:15esse projeto
18:16para ter garantido
18:17ali os seus 14 milhões,
18:19mais ou menos,
18:20de receita
18:20para destinar
18:21para investimentos.
18:22você me permite,
18:24lembrando que
18:2416 desses deputados
18:27não estarão
18:28na próxima legislatura,
18:30ou seja,
18:30eles vão fazer indicação
18:32que o orçamento
18:33de 2027
18:34é votado em 26.
18:35Exato.
18:36Então,
18:36esses 16
18:37que não se reelegeram
18:39ou que vão
18:40para outros cargos,
18:41como o caso
18:42do Polésio,
18:43do Bruno,
18:44eles vão indicar,
18:45mas não vão se beneficiar.
18:47Ou seja,
18:48vai ser indicação
18:48do deputado tal
18:49que em 2027
18:50não será mais
18:51deputado estadual.
18:52Isso também é curioso.
18:53Isso,
18:54é isso aí.
18:54Mas é mais ou menos isso.
18:55Então,
18:56tem total
18:57questão política
18:58aí,
18:59e nessa,
19:00talvez,
19:01eventual,
19:01a preocupação,
19:02a verdade é essa,
19:03que há uma preocupação
19:04entre os deputados,
19:05os que se reelegeram,
19:07de uma certa dependência
19:09do eventual governador,
19:11do novo governo,
19:12ou que esse governo
19:13se reeleja.
19:14A Assembleia é fato
19:15que quer mais independência
19:17nesse momento.
19:18Isso fica muito claro
19:19para a gente.
19:20E outra questão
19:20que a gente pode falar também,
19:22Lucas,
19:22é que embora o presidente
19:23Marcelo Santos
19:24não tenha votado
19:25por ser presidente,
19:26ele se abstém
19:26nesses momentos,
19:27quando não precisa
19:28esse voto de Minerva
19:30que a gente chama,
19:31mas é um movimento
19:32muito interessante,
19:33porque ele,
19:34nas últimas semanas,
19:35se afastou
19:35do governador
19:36Ricardo Ferraça,
19:37do qual ele fazia
19:38parte da base
19:39e pedia voto
19:39para ele no primeiro turno.
19:41Então,
19:41aí é uma situação
19:42um tanto quanto interessante
19:43também,
19:44isso tudo ter passado
19:46aí na gestão ainda
19:47de Marcelo Santos.
19:47muito bem.
19:49Esse foi o Tribuna Política
19:52com Eduardo Maia
19:53e Lucas Margoto.
19:54Nós vamos acompanhar
19:55todos os passos
19:56das eleições
19:57no próximo final de semana,
20:00quer dizer,
20:01no final de semana
20:02das eleições.
20:03Nós vamos estar aqui
20:03com uma live,
20:04a TV Tribuna
20:05vai estar com programas,
20:07a programação especial
20:08acompanhando
20:09a apuração dos votos.
20:11Lucas,
20:13suas últimas palavras
20:14aqui nesse programa.
20:16Agradecer mais uma vez
20:17a oportunidade
20:18de dialogar com vocês,
20:20pessoas que eu admiro
20:21e muito inteligentes
20:23e mandar um recado
20:25para a audiência
20:26do podcast
20:27que nos acompanha
20:28aqui no próximo
20:29dia 25,
20:30não é isso?
20:31Exatamente.
20:32Estaremos novamente
20:33aqui na live
20:35acompanhando,
20:36comentando
20:37o que foi o dia
20:38das eleições,
20:39então,
20:39que vocês possam
20:40sair de casa
20:41do dia 25,
20:42votar com consciência
20:43e depois,
20:44de tarde,
20:45acompanhe aqui
20:46o Tribuna Política.
20:47Um abraço.
20:48Eduardo Maia
20:49acompanhando dia a dia
20:50os bastidores da política
20:51até as eleições.
20:52Isso aí.
20:52Vamos ver como é que vai,
20:54essas urnas vão fechar
20:55no dia 25.
20:55Uma coisa interessante
20:56é que possivelmente
20:57o resultado deve sair
20:58muito mais cedo
20:59do que saiu
21:00da última vez, né?
21:01Então,
21:01vamos ter uma apuração
21:02um pouco mais celere aqui.
21:04Muito bem.
21:04Muito obrigado
21:05pela sua audiência.