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  • há 2 semanas
O Espírito Santo está em alerta: 1.860 casos de tuberculose em 2023. Alice Sarcinelli fala mais sobre essa doença com a pneumologista, Dyanne Dalcomune, e a pesquisadora do Laboratório de Epimideologia da Ufes, Geisa Fregona Carlesso. Você vai saber como prevenir e tratar!

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Transcrição
00:00Olá, bom dia! Começa agora o nosso programa Check-Up Saúde, que coloca você frente a frente com os maiores
00:07especialistas em saúde no Espírito Santo.
00:17Bem-vindo ao Check-Up Saúde! Hoje é dia de falar de uma doença que afeta milhões de pessoas no
00:23mundo, a tuberculose.
00:24Ela é uma doença tratável. O Espírito Santo ocupa, gente, o segundo lugar em casos de tuberculose na região sudeste.
00:32O estado registrou mais de 1.800 casos de tuberculose e, infelizmente, 122 pessoas morreram.
00:44Postura elegante e intimidade com as lentes da câmera. Parece que tudo isso já nasceu com a Dinara.
00:52Eu me apeguei à moda de uma forma tão forte que eu não me vejo mais sem a moda.
01:00Para a Marcela, que fotografa Dinara há três anos, o talento da modelo é natural.
01:06De primeira, ela já sabia exatamente tudo o que fazer. Eu dei umas primeiras direções ali no início, depois ela
01:13já sabia as poses, ela já sabia qual a luz que ficava melhor nela.
01:17Quando eu estou na frente da câmera, eu me sinto uma rainha poderosa, maravilhosa.
01:23Mas há pouco tempo, tudo isso parecia ser um sonho distante.
01:27No início deste ano, Dinara foi diagnosticada com tuberculose, uma doença infecciosa que afeta principalmente os pulmões.
01:36Essa foi a terceira vez que a modelo enfrentou a doença.
01:40Um tratamento longo, que exige muitos cuidados.
01:43Por esse motivo, ela perdeu campanhas importantes.
01:46Em um mês, eu fui, comecei a ficar com febre.
01:50Aí era a semana que eu ia fazer o trabalho, eu não consegui fazer o trabalho.
01:53Aí foi me dando febre e eu fui procurar o que era aquela febre muito alta e foi todiar.
02:00Aí o médico falou, pô, Dinara, você está com tuberculose de novo.
02:03E esse não foi o primeiro desafio que Dinara teve que superar para dar uma vida melhor para os três
02:09filhos.
02:10Por trás de toda essa beleza na frente das câmeras, existe uma força que nasceu nas ruas do Rio.
02:17Foi lá que a modelo viveu por 11 anos.
02:20Vendia balas para sustentar a família.
02:22Mas o destino dela mudou completamente depois que a moda a encontrou.
02:32Tem um amigo meu que é fotógrafo e a mãe dele sempre passava pela Dinara ali, quando ela morava ainda
02:38na rua, aqui no Maitá.
02:40E aí ela via a Dinara com os filhos lá e sempre comentava que ela era muito bonita.
02:46E aí um dia ela falou com o amigo meu.
02:48Meu amigo foi lá, passou, viu a Dinara também e falou, cara, amiga, tem uma mulher muito linda.
02:53E que mora ali na rua, no Maitá, com os filhos.
02:56Eu sentava assim, eu ficava olhando um prédio e falei, ai Deus, queria tanto um lugarzinho para eu dormir com
03:02as crianças, uma casinha.
03:04Aí eu via as pessoas passando arrumada, eu ficava olhando.
03:07Trabalhar como modelo foi a força que Dinara precisava para correr atrás de um futuro diferente para toda a família.
03:14Mas apesar de todo o talento que ela tem, ainda existem muitas barreiras no mundo da moda a serem derrubadas.
03:21Quando eu estou triste, quando eu penso em desistir, aí eu olho para os filhos.
03:28Eles são a sua motivação, né?
03:30Eles são.
03:33Aí eu olho para eles e falo, não dá para parar, mano.
03:37Tem que continuar.
03:40No Check-Up Saúde deste domingo, conversamos com a pneumologista, a doutora Diane Dalcomune e a pesquisadora do Laboratório de
03:48Epidemiologia da UFIS, Geisa Fregona Carlessos.
03:52Sejam bem-vindas.
03:53Obrigada.
03:54Obrigada, obrigada.
03:55Doutora Diane, vamos começar entendendo o que é a tuberculose, quais são os sintomas iniciais dessa doença, que então é
04:03tão preocupante aqui no Espírito Santo.
04:05Sim, sim. A tuberculose é uma doença que às vezes os sintomas são meio discretos, eles podem ser confundidos com
04:12outras doenças.
04:13Muitas vezes passam despercebidos, tanto do paciente como quem vai dar o diagnóstico.
04:18Então, principais sintomas, a gente vai pensar numa tosse, que não se resolve, uma tosse crônica, que fica aquele tempo
04:25ali arrastada.
04:26Ela pode vir associada com perda de peso, às vezes um suor excessivo que não tem muita explicação.
04:33Esses são sintomas clássicos.
04:34A tosse arrastada seria o quê? Dez, quinze dias, um mês.
04:38Mais de quinze dias, mais de quinze dias, mais de um mês.
04:41Isso aí.
04:42Tá um mês tossindo, desconfiava que era alergia, depois colocou a culpa na gripe, depois colocou, não passa, não passa,
04:48pode desconfiar.
04:49Isso aí, você falou uma coisa muito importante, que muitas vezes ele vai ao serviço de saúde, e aí é
04:54um remedinho pra alergia, e aí trata uma pneumonia que já tem, não é muito compatível.
04:58E a gente precisa se alertar que pode ser tuberculose, principalmente com esses dados estatísticos aí que você contou pra
05:05gente agora.
05:05A tuberculose causa febre também?
05:07Pode causar uma febre baixa, muitas vezes.
05:10É uma febre, ela tem uma característica muito típica, às vezes sempre no mesmo horário, às vezes sempre num período
05:16vespertino, não parece com essa febre normal de uma virose, de uma outra infecção mais aguda.
05:21Mas o que é a tuberculose, doutora? Que tipo de doença? É vírus, é bactéria, é transmissível?
05:28Isso, a tuberculose é uma doença infecciosa, infectocontagiosa, por bactérias, né, o micobactério e tuberculose principalmente, e que a transmissão
05:37é por via aérea.
05:38É o contato com uma pessoa contaminada, tossindo perto de você, num ambiente fechado, que você pode se contaminar.
05:46A maioria das contaminações é dessa forma.
05:48Por isso é até perigoso, não tratar essa tosse, ficar tossindo no ambiente de trabalho ou até dentro de casa,
05:54é a hora que vai contaminar.
05:56Isso, principalmente nas pessoas que convivem no mesmo ambiente domiciliar, porque tem que ser um contato mais persistente, sabe?
06:04Ô Geisa, e conta pra gente, existe só uma forma de tuberculose?
06:09Não, isso é até uma novidade pras pessoas, né?
06:13A tuberculose, na maioria das vezes, a forma mais comum é a pulmonar, né, que é o que a gente
06:18vê e são os sintomas agora que a Jenny acabou de nos falar.
06:22Mas a tuberculose pode dar em qualquer lugar do corpo, ela pode dar fora do pulmão, mas comumente na pleura,
06:28nos gânglios, gânglios do pescoço, né, comum de aparecer, pode aparecer na coluna, nos olhos, em qualquer lugar.
06:35São formas mais raras, não são formas tão comuns, né, a gente chama essas formas de extrapulmonares, né, fora do
06:42pulmão, mas pode acontecer.
06:44E aí a gente vê esse número aumentando, a gente fala da tosse, né, mas quais são os grupos, quem
06:50são as pessoas que mais pegam tuberculose?
06:53Quem tá mais suscetível a essa doença?
06:55Então, qualquer um de nós pode adoecer por tuberculose, né, o que as populações que são mais vulneráveis são exatamente
07:04aquelas que tem um contexto de confinamento, por exemplo.
07:07As pessoas privadas de liberdade, né, que estão dentro dos presídios, elas têm uma possibilidade maior porque a transmissão é
07:15pelo ar, né, o indivíduo que tem doença pulmonar,
07:18ele tosse e joga esses bacilos pro ar e num ambiente confinado, né, menor, as outras pessoas vão se infectar
07:26com essa bactéria.
07:27Pessoas que estão em situação de rua, né, é uma população extremamente vulnerável, então a tuberculose, ela tem uma relação
07:35com a pobreza muito grande, né, por quê?
07:39Porque essas pessoas têm dificuldade de uma boa alimentação, isso deixa o sistema imune mais vulnerável, né, não estão dormindo,
07:47né, num ambiente completamente inadequado,
07:52então não tem alimentação adequada, não tem moradia adequada, então eles são muito vulneráveis, as pessoas que vivem na rua.
07:59Quando a gente olha, o risco de adoecimento nessa população é muito maior do que na população em geral.
08:05Profissionais de saúde, né, então nós somos extremamente expostos porque a gente está atendendo e a tosse é um sintoma
08:12muito, vamos dizer assim, muito comum,
08:15muito inespecífico, porque a gente tosse por vários motivos e essa forma pulmonar é a que transmite, é a que
08:21mais transmite.
08:23Então, quando você vai atender um paciente, ele tem um sintoma respiratório, que é uma tosse, uma tosse arrastada,
08:29o profissional de saúde é muito exposto. E aí vai médico, enfermeiro, dentista, técnico de enfermagem, qualquer profissional que trabalhe
08:37na área de saúde
08:38ou que atenda público, né, que tem um contato muito grande.
08:44Nesse caso, a máscara impede a contaminação?
08:48Existe uma máscara específica, então nós, profissionais de saúde, a gente usa uma máscara que tem um...
08:53No Brasil, a gente chama de PFF2.
08:57Acho que na pandemia, todo mundo passou a conhecer bem, né, que era aquela biquinho de pato.
09:01Exatamente, a gente chama ela de N95, mas N95 é uma certificação americana, mas no comércio a gente fala N95.
09:10No Brasil, a gente fala PFF2, que é perfil facial filtrante 2.
09:14É a mesma coisa. Essa máscara, ela é importante para o profissional de saúde, porque ela tem uma capacidade de
09:22filtrar o ar que a gente respira maior.
09:25A máscara cirúrgica comum, que é o que a gente usou na pandemia, ela não protege da tuberculose,
09:33mas para quem tem a suspeita da doença, ela é importante porque ela é uma barreira física, quando o indivíduo
09:39vai tossir.
09:39Então, é por isso que o paciente, num ambiente de saúde, ou quando ele vai aguardar por um atendimento, a
09:46gente pede que use essa máscara, né, uma cirúrgica comum.
09:51Porque se ele tem suspeita da doença, possivelmente ele já se infectou, não faz sentido eu filtrar o ar que
09:57ele respira.
09:58Os profissionais de saúde, não. A gente precisa de uma máscara específica.
10:02E criança, a gente está falando de público suscetível.
10:06Criança, adulto, idoso, criança também pega tuberculose?
10:09Os extremos de idade, sim, pela vulnerabilidade do sistema imune, né, tem uma imunidade, né, a criança porque ainda não
10:18tem uma imunidade, não é maduro ainda no sistema imune.
10:21E o idoso porque ele está perdendo essa capacidade de defesa ao longo do tempo.
10:26Então, eles são mais vulneráveis, sim.
10:28Então, a criança, a forma da tuberculose na criança pulmonar, ela é um pouco diferente do adulto.
10:33O adulto, ele tem uma capacidade de transmissão muito grande.
10:37A criança, não. A gente fala que a criança tem uma forma, é pausa e bacilar, com menos bacilo, com
10:42menos bactéria.
10:44Mas ela é suscetível em que sentido?
10:47Sempre que tem uma criança com diagnóstico de tuberculose, a gente tem que investigar porque certamente tem um adulto no
10:54entorno dela.
10:54Um entorno, né, aquela casa.
10:56Que é, a gente chama de bacilífero, aquele que elimina os bacilos, né.
11:01Para o ambiente.
11:01Então, exatamente.
11:03Então, sempre que a gente tem uma criança, é obrigatório.
11:06O Ministério da Saúde diz que a gente tem que fazer isso, chama exame de contatos.
11:11Eu tenho um caso de tuberculose, frequentemente, geralmente a família, ou necessariamente não precisa ser a família que vive no
11:19mesmo domicílio,
11:20mas é uma pessoa que diariamente eu tenho contato muito próximo, essas pessoas precisam ser examinadas também.
11:26Doutora, e como que é o tratamento?
11:28Existe muito mito, né, em torno do tratamento da tuberculose, de tuberculose não ter cura.
11:34Qual que é o tratamento para essa doença?
11:37A gente tem, para a tuberculose pulmonar, né, que é mais comum, como a Geisa comentou,
11:42a gente vai usar remédios comprimidos por um tempo mais prolongado,
11:47porque esse bacilo da tuberculose, ele é meio ardiloso, né, ele tem uma facilidade para se livrar e conseguir sobreviver.
11:55Então ele precisa de um tempo um pouquinho mais prolongado para tomar esse tratamento.
11:59É um tratamento público, disponível na rede SUS toda nossa.
12:03Muitas vezes faz um tratamento supervisionado, ele vai lá no posto para acompanhar o tratamento dessa doença.
12:09E só uma coisa que eu queria comentar, pegando esse gancho da Geisa,
12:13no Brasil, nós entramos em contato com a tuberculose, assim, quase 100% da população.
12:18Como ela falou, que é uma doença relacionada a países desenvolvidos, a cuidados de higiene, alimentação, saneamento básico.
12:24Só que uma pessoa com sistema imune íntegro, ela vai combater essa infecção e às vezes fica uma cicatrizinha ali,
12:32mostrando que você já entrou em contrato.
12:34E quem tem essas alterações imunes, como ela comentou, acaba tendo mais chance de desenvolver a doença.
12:40A criança, porque ela não é madura, e o idoso, porque ele tem imunossenescência.
12:44E a gente tem que lembrar das pessoas que têm alguma doença que faz com que essa imunidade fique prejudicada.
12:51Por exemplo?
12:52Transplantados, que usam medicamentos de imunossupressão, algumas doenças reumáticas,
12:57eles usam alguns medicamentos que abalam a imunidade.
13:02Então, tem que ter um olhar mais atento no cuidado integrado dessa população.
13:06Porque ele tem mais risco ou de adquirir a doença nova, ou de fazer ela voltar desse contato aí do
13:13passado.
13:14E não há necessidade de ter medo do tratamento.
13:16É um comprimidinho que você vai tomar por um tempinho mais prolongado e fazer o acompanhamento.
13:20Quanto tempo, mais ou menos?
13:21Em geral, seis meses, mas dependendo do local, como ela comentou, eu posso precisar prolongar mais um pouquinho.
13:28E é todo dia?
13:29Todo dia, diário.
13:30Perfeito. E mata, doutora? A gente precisa se preocupar, Geisa?
13:35Precisa. É uma doença que tem diagnóstico e tratamento gratuitos pelo Sistema Único de Saúde.
13:42E que, às vezes, ainda é negligenciada no sentido de que se pensa pouco em tuberculose.
13:47Então, quando o paciente chega a... Alguém chega a suspeitar, às vezes ele tem um tempo de doença, de evolução
13:53de doença, muito prolongado.
13:55Então, pode matar? Pode matar, sem tratamento.
13:58E é importante frisar também que uma população muito vulnerável, a Diane comentou, são as pessoas vivendo com HIV.
14:05Então, para o Ministério da Saúde, essa população é uma população que tem um foco de ação de controle da
14:11tuberculose específico para essa população.
14:14Porque a infecção oportunista que mais mata pacientes com HIV AIDS é a tuberculose.
14:21E, doutora, quais os cuidados que o paciente tem que ter durante o tratamento da tuberculose?
14:28Então, ele passou, passou aquele período de um mês do síndrome, procurou a unidade de saúde, foi diagnosticado, está tomando
14:35a medicação.
14:35Eu queria entender um pouco, porque algumas pessoas têm medo de descobrir a doença e medo de tratar.
14:41Então, a gente está aqui para alertar você.
14:43Você não precisa ter medo se você está com algum sintoma.
14:47É muito melhor descobrir o quanto antes a doença, não é isso, doutora?
14:51Começar o tratamento.
14:53E aí, o que esse tratamento causa?
14:55Quais são os efeitos colaterais?
14:57O que a pessoa pode esperar durante o tratamento da tuberculose?
15:00Isso é importante também a gente comentar, essa tuberculose ainda tem um pouco dessa aura, né?
15:05Das pessoas terem medo desse diagnóstico.
15:07Até uns 50, 60 anos atrás, era meio que uma sentença fatal.
15:11E hoje em dia, a gente não tem mais esse medo.
15:14Logo no início do tratamento, em 15, no máximo 30 dias, essa pessoa já não está mais liberando esses bacilos
15:21ativos no ambiente.
15:23Às vezes, ele ainda vai tossir mais um pouquinho, mas esse risco de contágio já diminuiu.
15:27Então, ele já começa a ganhar peso de novo, o apetite volta.
15:31Ele já começa a sentir benefício em aderir e usar o tratamento ou a medicação adequadamente.
15:36É uma mistura de remédios que são feitos para pegar esse bacilo em várias frentes.
15:43Porque, como eu disse antes, ele é meio danado.
15:45Então, essas medicações, elas podem apresentar alguns efeitos colaterais.
15:49Alguns mais leves, outros mais graves.
15:51Principalmente o fígado, algumas complicações neuropáticas, alterações oculares.
15:56Então, esse acompanhamento na rede pública com o médico que vai acompanhar todo o período de tratamento é muito importante.
16:04Porque esses efeitos colaterais são monitorizados.
16:07Mas, para o paciente, na maioria dos casos, o que ele vai sentir é melhor.
16:11Ele vai sentir a recuperação da saúde dele.
16:15E hoje, gente, é o Dia Nacional de Combate à Tuberculose.
16:19Nossos telespectadores enviaram dúvidas para a gente.
16:22Vamos ver a primeira pergunta deles.
16:24Oi, meu nome é Maiara e eu gostaria de saber quais as formas de prevenção da tuberculose.
16:30A primeira forma de prevenção é a vacina BCG.
16:33Porque é aquela vacina que toda criança, na maternidade, ainda recebe.
16:37Aquela que forma aquela casquinha no nosso braço.
16:41Exatamente.
16:41Faz uma feridinha.
16:43E ela precisa fazer aquela feridinha.
16:45Aquela marquinha que fica ali.
16:47Aquela é uma resposta, um processo inflamatório que garante que a vacina deu certo.
16:52Mas é importante dizer que a vacina BCG, ela protege crianças contra formas graves de tuberculose na infância.
16:59Por exemplo, o meningite por tuberculose, que é uma forma muito grave.
17:03Ela não protege...
17:04À medida que a gente vai crescendo, a gente vai perdendo esse poder protetor da vacina BCG.
17:10Mas na infância é fundamental e a gente precisa manter essas coberturas vacinais sempre altas.
17:18Para a gente não ter essas formas graves.
17:20Uma outra forma de prevenção e que é muito importante e que a Organização Mundial de Saúde está colocando como
17:27uma grande forma de reduzir e de eliminar a tuberculose no mundo
17:33é o tratamento preventivo da tuberculose.
17:36O que é isso?
17:36Esse nome grande.
17:38Ele é exatamente quando a gente identifica a pessoa que é infectada pela bactéria da tuberculose.
17:44Porque, como a Diana falou, é um bichinho ardiloso, né?
17:47Essa bactéria, a gente pode carregar ela no corpo, mas nunca adoecer.
17:52Então, 90% das pessoas que se infectam com a bactéria, que carregam ela no corpo, isso é muito comum
17:58em profissional de saúde, não adoece.
18:0110% só das pessoas que vão desenvolver doença ativa, que vão adoecer.
18:05Quem são esses 10%?
18:07Essas pessoas que têm uma vulnerabilidade maior que a gente falou, né?
18:11Então, quando a gente identifica a pessoa que já teve contato com a bactéria da tuberculose,
18:16a gente pode fazer um tratamento preventivo para que ele não adoeça.
18:20Em pessoas que fazem tratamento com medicações que são os imunobiológicos, por exemplo.
18:26Pessoas vivendo com HIV, porque a gente diminui muito o risco dela ter a doença.
18:31E descobre pelo exame de sangue?
18:34Que teve contato?
18:36Isso.
18:36Tem duas formas, né?
18:38A gente tem um teste que chama PPD, né?
18:41Ele é um testezinho na pele que a gente aplica e ele dá uma reaçãozinha cutânea.
18:47Então, o que aquela reação quer dizer?
18:49É como se o seu corpo estivesse dizendo assim, olha, eu conheço isso aqui que você colocou.
18:53É feito com um pedacinho da parede da bactéria.
18:56Então, ele fala assim, olha, você teve contato com a bactéria da tuberculose.
19:00A gente afasta a possibilidade de doença da pessoa e pode fazer o tratamento preventivo.
19:05Isso é extremamente importante em populações, por exemplo, que já têm outras doenças, né?
19:13Por exemplo, pessoas que vivem com HIV, asmáticos graves que fazem uma dose de corticoide, às vezes, muito alta.
19:21Então, isso é de extrema importância.
19:23Essa é uma frente de prevenção da doença.
19:27Outra forma de prevenção é o exame de contatos que eu falei.
19:30Então, sempre que a gente descobre um caso, você investigar o entorno daquela pessoa é extremamente importante.
19:36Porque a medida, sempre que você descobre um caso e trata aquele paciente, você vai impedir que a doença se
19:43propague.
19:44Porque ele vai deixar de eliminar os bacilos e aí a gente consegue interromper essa cadeia de transmissão.
19:51Então, essas são as principais formas de prevenção.
19:53Eu vou fazer uma pausa rápida e volto daqui a pouco para a gente saber o que é mito, o
19:59que é verdade quando falamos de tuberculose.
20:02Eu te respondo já, já.
20:17Estamos de volta com o programa Check Up Saúde.
20:20Vamos falar de mitos e verdades sobre tuberculose.
20:24Doutora, a gente quer começar sabendo.
20:28Tuberculose não tem cura? Tem que tratar para o resto da vida?
20:31Ah, isso é super mito, né?
20:33Tem cura, tem que seguir o tratamento certinho, conforme recomendado lá pelo Ministério da Saúde.
20:39Não pode abandonar, não pode suprimir dose, né, Geisa?
20:42Para você garantir que erradicou esse bacilo do seu organismo, do seu pulmão, principalmente.
20:48Geisa, e existe teste rápido e certeiro para tuberculose?
20:55Verdade. Existe. A gente já tem um teste rápido.
20:57Não é como esses testes de gravidez de farmácia.
21:00É um teste que a gente faz nos serviços de saúde, em que a gente colhe uma amostra de escarro,
21:06a gente precisa do escarro e faz.
21:09É um teste rápido. A gente chama de teste rápido por quê?
21:11Porque a resposta dele é muito rápida.
21:13Em duas horas ele processa essa amostra e já dá um resultado.
21:16E ele tem um, vamos dizer assim, ele é muito apurado, né, muito melhor do que o que a gente
21:22tinha antes,
21:23que era só um esfregaçozinho da lâmina.
21:27E, gente, será que tuberculose se transmite pelo compartilhamento de roupa, lençol, objeto, doutora?
21:34Não, isso também é mito. Não há necessidade mais disso.
21:38E a gente via isso muito no passado, né, sanatórios, aqui a gente teve aqui a Ilha da Pólvora.
21:44Isolava as pessoas.
21:45Por isso que era uma sentença meio assim, agora eu tô perdido.
21:48Não é mais assim, não tem necessidade disso.
21:51É uma doença de transmissão respiratória, principalmente.
21:55E você começou o tratamento certinho, 15, 30 dias no máximo, você já não está transmitindo mais isso.
22:02Então não precisa ser isolado, não precisa separar lençol, xícara, nada disso.
22:07E pessoas que fumam cigarro, vape, tem mais chance de terem tuberculose?
22:14Verdade.
22:15Porque aí a gente vai ter uma sobreposição, né, de acontecimentos no pulmão.
22:21Então, assim, o tabagismo, né, que é o uso do cigarro, ele já vai trazer um prejuízo pro pulmão.
22:28E se eu tenho uma doença infecciosa em cima desse pulmão, né, eu tenho um sinergismo aí.
22:34Então, e tem vários estudos já falando disso, que pacientes que fazem uso do tabaco, principalmente quanto mais tempo, né,
22:42maiores são as sequelas pro pulmão, eles podem ter tuberculose com mais facilidade.
22:46Gente, é hora de falar sobre o tratamento no SUS.
22:50Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a porta de entrada pro diagnóstico e o tratamento da tuberculose é na
22:56atenção primária saúde.
22:58Então, você pode se dirigir à unidade básica de saúde mais próxima aí da sua casa.
23:04Lá você vai encontrar todo o suporte, acompanhamento e tratamento.
23:09Nós ficamos por aqui.
23:11Reveja o programa no YouTube do Folha Vitória.
23:13E semana que vem tem mais Checap Saúde às 10h30.
23:17Eu te espero.
23:18Obrigada.
23:19Obrigada.
23:20Obrigada a vocês.

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